quarta-feira, 19 de maio de 2010

TEMA: OS PERIGOS DAS SEITAS E HERESIAS

ESBOÇO 334

TEMA: OS PERIGOS DAS SEITAS E HERESIAS.

“E muitos seguirão as suas dissoluções, pelo quais blasfemam o caminho da verdade” (2 Pe 2.2).


As heresias têm comprometido a qualidade espiritual de muitos cristãos, os instrumentos que contrariam as verdades de Deus são considerados pelas escrituras como os falsos mestres, eles procuram atacar todas as bases do cristianismo a fim de atingir a fé do cristão, e muitos são levados por encantos e fantasias sem nenhum embasamento bíblico, entretanto para iniciarmos a defesa da fé que confessamos é interessante entender a definição de seita e heresia, pois elas nunca mostram a sua verdadeira face, comumente elas se apresentam de maneira arguciosa, por isso as pessoas fracas e simples acabam aderindo e somente depois percebem que é uma verdadeira dissimulação. Iremos nesse argumento mostrar-lhes como esses falsos ensinamentos chegam a atingir às igrejas; as conseqüências e como se defender deles.


Definições

1. O que é uma seita?

(a) É um grupo de indivíduos reunidos em torno de uma interpretação errônea da bíblia, feita por uma ou mais pessoas. (b) É uma distorção do cristianismo bíblico e/ou a rejeição dos ensinos históricos da igreja cristã.

2. O que é uma heresia?

São ensinos ou doutrinas antebíblicas defendidas por um grupo de pessoas, por essa razão é necessário ter muito cuidado porque um cristão imaturo pode estar aprendendo heresias sem, contudo fazer parte de uma seita.


O que é doutrina?

1. Princípios fundamentais de uma crença, sistema ou ciência.

2. Erudição, saber; ensino; norma.

Existem três formas de doutrina:

a) A doutrina de Deus (At 13:12; 1:42; Tt 2:10);

b) A doutrina de homens (Mt 15:9; 16:12; Cl 2:22);

c) A doutrina de demônios (I Tm 4:1).


Porque devemos conhecê-las?

1. Defender o evangelho (Tt 1.9; Fl 1.16);

2. Defender e solidificar a nossa fé (I Pe 3.15);

3. Combater os contradizentes (Tt 1.9);

4. Proteger o rebanho (At 20.28-30);

5. Facilitar a evangelização e missões (Ef 6.19);


O conhecimento das doutrinas é fundamental porque existem muitas pessoas dentro da igreja que se dizem seguidores de Cristo e não são (Ap 3.9; 2.14,15). Os verdadeiros seguidores são aqueles que confessam Jesus Cristo como o seu único salvador e vive conforme o seu evangelho (I Jo 2.6). Têm muitas “coisas” por ai parecendo com evangelho, mas não tem relação alguma, há muitos mercenários que iludem pessoas fracas e indefesas a respeito da fé que confessam (Jo 10.12,13). Porém temos a responsabilidade de não sermos falsificadores da palavra de Deus (2 Co 2.17).


Quais os crentes atingidos por elas?

1. Os duvidosos na fé, isso facilita a aceitação de qualquer tipo de doutrina (Ef 4.14; Hb 13.9);

2. Os que resistem e nunca se firmaram nas verdades do evangelho (II Tm 3.8,9; 2.18;)

3. Aqueles que buscam algo do seu interesse como posições, presentes e status dentro da igreja (Ap 2.14,15).


O que uma heresia pode causar a um crente?

1. Desestabilidade e negação da fé;

2. Um leve pressentimento de que está no caminho errado;

3. Convencê-lo a abandonar a congregação;

4. Submeter-lhe a um falso ensinamento, contrario a palavra de Deus segundo as tradições dos homens.


“E a palavra desses correi como um câncer, entre os quais estavam Himeneu e Fileto” (2 Tm 2.17).


O que a bíblia nos recomenda?

1. Ter cuidado para não ser enganado, mas buscando sempre o aperfeiçoamento nas verdades do evangelho (Ef 4:13-16);

2. Preservar-se na doutrina de Cristo (2 Jo 9);

3. Perseverar na doutrina dos apóstolos (At 2.42; Tt 1:9; 2 Ts 2:15);

4. Ter cuidado de te mesmo e da doutrina (I Tm 4.16; Tt 1.9);

5. Ser ornamento da doutrina (Tt 2:10);

6. Evitar os que procuram corromper o evangelho de Cristo (2 Tm 2.16; Fp 3:18; Gl 1:7);

7. Estar atento as sutilezas com que persuadem os crentes para mudarem de evangelho (Gl 1:8; I Co 3:11; 2 Jo 10).


As seitas e as heresias estão presentes em todo mundo, e não é de agora, a igreja primitiva sofreu muitos bombardeios, e isso foi o que levou Paulo e outros apóstolos a combatê-las, pois elas induziam os crentes ao erro, que certamente culminaria com o abandono a congregação e conseqüentemente apostatar da fé (Hb 10.25).



Necessitamos evitar qualquer teoria que venha contradizer a palavra de Deus, e estar certo não somente da nossa fé, sobretudo a doutrina que estamos seguindo, sem, contudo perder o nosso alvo.


“Não vos deixeis envolver por doutrinas várias e estranhas, porquanto o que vale é estar o coração confirmado na graça e não com alimentos, pois nunca tiveram proveito os que com isto se preocuparam” (Hb 13.9).


Pr. Elis Clementino – Itapissuma - PE

quarta-feira, 12 de maio de 2010

TEMA: ABRINDO CAMINHOS E PLANTANDO SEMENTES.

ESBOÇO 333

TEMA: ABRINDO CAMINHOS E PLANTANDO SEMENTES.

“Fazer veredas direitas para os vossos pés...” (Hb 12.13) “... Porque tudo o que o homem semear, isso também ceifará...” (Gl 6.7).


Há coisas na vida do ser humano que são imprescindíveis, ou seja, ela não pode deixar de perpetrar. Fazer as suas próprias veredas e plantar as suas próprias sementes, ambas tem resultados, pois, “Dos seus caminhos se fartará o infiel de coração, mas o homem bom se fartará de si mesmo” (Pv 14.14). Portanto é necessário que o indivíduo tenha muito cuidado, porque os seus próprios pés pisarão nas veredas construídas, e provarão dos frutos semeados. Porém são poucas as diferenças entre caminhos e veredas. Discorreremos neste breve comentário sobre as veredas que abrimos para caminhar e as sementes que plantamos. Veredas – caminho estreito e atalho que preparamos para andar sobre ele – sementes – São as coisas que semeamos nesta vida.


Escolhendo caminhos

O individuo tem a liberdade para escolher os seus próprios caminhos (Jr 21.8), mas saiba que no sentido religioso tanto o justo como o infiel ante Deus gozarão dos seus frutos (Pv 14:14). Entre as escolhas da vida existem dois caminhos, um bom e o outro mau (Mt 7.13,14), mas podemos apenas escolher um (Hb 12.13).


Devemos ter muito cuidado com os caminhos que escolhemos, porque há caminhos que parecem direito aos nossos olhos, mas o seu final é a morte (Pv 14.12; 16.25). Necessitamos estar atento ao que diz Salomão (Pv 4.25,26).


“No caminho da sabedoria, te ensinei, e, pelas carreiras direitas, te fiz andar”. (Pv 4.11).


“Por elas andando, não se embaraçarão os teus passos; e, se correres não tropeçarás” (Pv 4.12).


“Sendo os caminhos dos homens agradáveis ao SENHOR, até a seus inimigos faz que tenham paz com ele” (Pv 16.7).


Escolhendo sementes para plantar

Temos as mãos cheias de sementes para plantar, entretanto devemos ter muito cuidado com as que plantamos, para no amanhã não amargarmos os frutos daquilo que plantamos (Gl 6.7; Mt 25:24-28; Lc 6.38). Os frutos podem ser bons ou maus “Assim, toda árvore boa produz bons frutos, e toda árvore má produz frutos maus” “Não pode a árvore boa dar maus frutos, nem a árvore má dar bons frutos” (Mt 7.17,18).


Semear é opcional, colher é obrigatório, o que plantamos ontem estamos colhendo hoje e o que se plantar hoje colherá amanhã (Ag 1.6; 2.16), assim, lembrem-se todo homem tem o poder de fazer suas escolhas, mas é preciso ter muito cuidado com o que escolhemos. Deus pela sua bondade apresentou caminhos e nos deu o livre arbítrio para escolher (Dt 11.26; 30.15,19; Jr 21.8). A escolha é nossa, ninguém pode escolher por nós.


Os cuidados na hora da escolha

Temos a liberdade de escolhermos o que queremos, no entanto as nossas escolhas devem ser feita, no momento e na hora certa (Ec 8.6), porque uma escolha errada e precipitada pode nos levar a ruína (Gn 13.11; 19.26,36). É importante ressaltar que devemos pensar antes de agir, isto para qualquer finalidade, caso contrário sofrerá as conseqüências. Colhemos hoje o que plantamos ontem!


Geralmente quando alguém faz uma escolha por nós não dá certo, citemos alguns exemplos bem conhecidos: Profissão, emprego e casamento, já pensaram alguém escolher por você? Imaginem escolherem uma moça para o rapaz ou um rapaz para uma moça? (I Sm 18.21). Algumas pessoas podem nos auxiliar nas escolhas de alguns caminhos ou de algumas coisas quando estamos duvidosos. O próprio Deus nos auxilia a encontrar caminhos, inclusive o da felicidade e da vida (Dt 30:19; Isa 30:21; Js 1.7). Porquanto a decisão é nossa de aceitá-los ou não.


Dificuldades nos caminhos e no semear

As dificuldades jamais deixarão de existir, principalmente mediante o que escolhemos. Os abrolhos e as restingas sempre estarão presentes tanto no caminho, quanto nas sementes que semearmos. Nas escrituras há exemplos de problemas enfrentados pelos agricultores e para mostrá-los Jesus citou a parábola do semeador. O que Jesus aplicou em (Lc 8.5-8) sobrepusemos também como sementes que devemos plantar nesta vida (Lc 8:5-8), embora isso seja aplicado com relação à semente da palavra, encontrar dificuldades não significa que semeamos mal, ou fizemos uma má escolha, mas porque o “deus” desse século tem procurado perverter tudo àquilo que escolhemos bem.


Quando escolhemos bons caminhos e semeamos boas sementes, a probabilidade maior é que seremos bem sucedidos, e certamente obteremos êxito (Pv 16:7). Amados, sejamos cautelosos com relação as nossas escolhas, pois Deus quer o melhor para nós e tem o MELHOR para nos dar.


Pr. Elis Clementino - Itapissuma/PE

quarta-feira, 5 de maio de 2010

TEMA: A VITÓRIA DO REI JOSAFÁ

ESBOÇO 332

TEMA: A VITÓRIA DO REI JOSAFÁ

“Então, voltaram todos os homens de Judá e Jerusalém, e Josafá, à frente deles, para irem a Jerusalém com alegria, porque o SENHOR os alegrara acerca dos seus inimigos” (2 Cr 20.27).


Ninguém está isento de ter inimigos, pois eles surgem às vezes de coisas fúteis, desde uma pequena desavença a uma guerra, em muitas ocasiões nos deparamos com situações ou tempestades inesperadas que são capazes de nos assolar, entretanto não devemos desistir, pois a nossa confiança estar em um Deus todo poderoso, assim como Ele concedeu vitória a Josafá, seremos também vitoriosos. Mediante esse contexto queremos discorrer e focalizar as circunstâncias vividas por Josafá naquele momento de afronta; estratégias dos inimigos; qual a sua atitude do rei diante da situação e a quem buscou socorro.


Entendemos que cada situação deve-se ter uma maneira de agir, dependendo do oponente, pois cada inimigo tem as suas estratégias para confrontar, intimidar e gerar medo, é exatamente nesse momento que necessitamos de comedimento, força, coragem e determinação. Antes de agir primeiramente deve-se estudar qual a estratégia usada pelo inimigo e não desviar dele o foco (Ne 6.3).


Quem eram os inimigos de Josafá?

Os inimigos de Josafá eram os moabitas e os amonitas e juntamente com eles uma grande multidão, diante dessa situação ele temeu, o medo se instalou no seu coração, isso é normal em todo ser humano (2 Cr 20.3a), porém antes de tomar qualquer posição contra os seus inimigos ele buscou primeiramente ao Senhor (2 Cr 20.3a). O medo foi bastante proveitoso, o motivou a buscar a Deus, como também levou todo povo a clamar com jejum e orações (2 Cr 20.3b).


Geralmente só buscamos ao Senhor nos momentos mais difíceis (Sl 83.16,18; At 17.27) exatamente quando a situação parece não ter solução. As dificuldades que enfrentamos muitas vezes nos levam a tomar atitudes que agradam a Deus (Jn 1.12).


A reação

A maneira como Josafá reagiu foi a mais acertada, buscar ao Senhor. Procurar esse tipo de ajuda em tempos difíceis é querer vencer (2 Cr 20.12) realmente essa foi uma atitude corajosa. A nossa reação deve ser com ações de coragem e não de covardia (2 Tm 1.7). O profeta Elias fez o inverso de Josafá (I Rs 19.3; Ec 10.4), ao invés de reunir forças e ter calma (Ec 10.4). Uma atitude corajosa faz parte da estratégia de quem quer ter vitória.


As dificuldades geram oportunidades para buscarmos a Deus, a fim de encontrarmos soluções para os nossos problemas (Mt 8.24,25).


A oração de Josafá

Josafá baseou a sua oração e confiança em Deus, em cinco verdades principais: (1) Deus tem poder sobre todas as pessoas e todas as situações (vv. 6,7); (2) Deus tem sido fiel ao seu povo, no passado e no presente (vv7-9); (3) O povo de Deus está falido sem Ele (v 12); (4) As promessas de Deus são um fundamento sólido para a fé (vv 14-17,20); (5) A presença ativa de Deus entre o seu povo resulta em livramento e vitória (v 17). (Bíblia de Estudo Pentecostal)


O que nos leva a buscar o socorro do Senhor são as impossibilidades de vencermos sozinhos os inimigos que nos rodeiam (2 Cr 32.19-22;Sl 3.1-4), com a presença de Deus não temeremos por mais numerosos que sejam (Sl 27.3; 2 Sm 22.30), ainda que esteja no vale da sombra da morte não devemos temer (Sl 23.4). Deus não permite que sejamos derrotados e reduzidos ao pó (Isa 54.17).


Resultado da oração

A revelação de Deus foi extraordinária, a única maneira de ver a manifestação dele em nosso meio é através da oração e consagração (At 13.2,3). Muitas vezes o Senhor quer nos falar, mas é necessário que ele gere um motivo para nos dizer algo que necessitamos ouvir. A oração resultou em encorajamento da parte de Deus através de Jaaziel, um levita que estava mo meio da congregação, parece ter sido momento único porque não há registro sobre esse profeta que através do Espírito do Senhor encorajou o rei de Judá, entretanto devemos reconhecer que só haverá avivamento e encorajamento da parte de Deus se o buscarmos por meio da oração (2 Cr 20.14; At 4.31,33).


A mensagem profética foi decisiva naquele momento, inclusive mostrando todas as trajetórias e pormenores para a peleja (2 Cr 20.15-16). O Senhor disse a Josafá a peleja é minha (Cr 20.17; Ex 14.14; 15.3), após ser ele encorajado passou a encorajar o povo para a guerra, precisamos crer no Senhor para estarmos seguros (2 Cr 20.20; Pv 29.25), louvar a Deus faz parte da estratégia para a vitória (2 Cr 20.18). Josafá encorajado organizou a marcha da seguinte forma: Cantores para louvarem ao Senhor saindo á frente dos armados, porque as estratégias de Deus são diferentes das nossas, ele se utiliza de coisas simples para confundir as que são (I Co 1.27,28) para que ninguém se glorie perante ele (I Co 1.29) “Ele é quem dá vitória ao rei...” (Sl 33.16,17; 144.10; Pv 21.31).


Quando a nossa confiança é depositada em Deus, ela nos leva ao caminho da vitória. Essa confiança deve ser permanente em todas as circunstancias até o fim. Deus quer sempre nos ajudar nas batalhas, mas devemos nos organizar espiritualmente tomando o caminho da oração e jejum como fez Josafá naqueles dias. A vitória foi certa (2 Cr 20.23-25) e após essa vitória ele se reuniu no vale de Beraca agradeceu a Deus e depois marcha para Jerusalém cantando e tocando os seus instrumentos (2 Cr 20.26-30). Deus ainda é o mesmo, da maneira que ele deu vitória ao rei, nos dará também, porque nEle não há mudanças nem variações e sempre que clamarmos nos ouvirá (Sl 34.15).


“Buscar-me-eis e me achareis quando buscardes de todo o vosso coração” Jr 29.13.


Pr. Elis Clementino

quarta-feira, 28 de abril de 2010

TEMA: SERVINDO A DEUS NOS DÍZIMOS E NAS OFERTAS.

ESBOÇO 331

TEMA: SERVINDO A DEUS NOS DÍZIMOS E NAS OFERTAS.

“Trazei todos os dízimos à casa do tesouro, para que haja mantimento na minha casa; e provai-me nisto, diz o Senhor dos Exércitos, se eu não abrir as janelas do céu e derramar sobre vós benção sem medida” (Ml 3.10)


O ensinamento dos dízimos e das ofertas é fundamental para o crescimento do reino de Deus, é um mandamento do Senhor, é uma obrigação dos que reconhecem que todas as boas dádivas provêm de Deus, pois eles tiveram inicio antes da lei. Após Abraão ser abençoado por Melquisedeque, deu o dízimo de tudo (Gn 14.19,20). Não cumprir essa obrigação é tirar de Deus a participação do que ele tem direito sobre os nossos ganhos “Roubará o homem a Deus? Todavia, vós me roubais e dizeis: Em que te roubamos? Nos dízimos e nas ofertas” (Ml 3.8). Discorreremos de forma simples e breve sobre as consequências dos que não dizimam e as bênçãos que advém da parte de Deus para os dizimistas e ofertantes.


I. Etimologia do termo

a. No hebraico a palavra Asar significa (10) décima parte, com o sentido de dizimo aparece por sete vezes; Maaser (décima parte) palavra usada por 32 vezes nas escrituras. No novo testamento é citada por três formas; Dekátóo, apodekatoo, e dekate que significam a décima parte.


b. É a décima parte daquilo que recebemos como produto do nosso trabalho. O dízimo passou ser empregada dentro do sistema de sacrifício como parte do culto prestado a Deus, para cobrir as despesas do culto e o sustento dos sacerdotes levíticos; e provavelmente esses fundos também eram usados para ajudar os pobres em suas necessidades. Podiam ser o produto animal e agrícola, eram oferecidos ao Senhor, essa prática certamente foi passada de pais para filhos (Gn 4:3,4; Gn 14:20; Lv 27:30).


Na lei mosaica os israelitas tinham obrigações de entregar a décima parte das crias dos animais domésticos, dos produtos da terra e de outras rendas como reconhecimento e gratidão pelas bênçãos divinas (Lv 27:30-32; Nr 18:21,26; Dt 14:22-29). Deus considerava o seu povo responsável pelo sustento e manejo de todo os recursos da sua obra.


II. Roubará o homem a Deus?

Os israelitas roubaram a Deus porque eles deixaram de lhe trazer os dízimos (a décima parte do que ganhavam) e as ofertas alçadas, mesmo sabendo que era exigido na lei de Moises e por essa razão Deus os alertavam sobre as maldições, os que egocentricamente recusavam contribuir (Ml 3:8). Eles foram agressivos ao Senhor (Ml 3:13), diziam inútil é servir a Deus, pensavam que a adoração externa era suficiente para receber a benção de Deus, alegavam também que não valia a pena (Ml 3:14). Os fariseus pensavam a mesma coisa, que pelo fato de dizimar isentaria das demais faltas (Mt 23:23).


III. As consequências

As maldições trariam uma série de consequências consideradas terríveis, era uma sequência de destruição, pois a desobediência tomara conta como veio a palavra do Senhor ao Profeta Joel (Jl 1:1-20) e uma delas era o devorador para destruir a lavoura e tudo quanto eles tinham, prejuízos como endividamento, impossibilidade de saldar seus débitos (Ag 1:6,7), porque as bênçãos de Deus dependeriam da sua fidelidade a Deus como é também a nossa (Ml 3:10,11).


IV. As exigências de Deus

-Tragam todos os dízimos à casa do tesouro, para que haja mantimento em minha casa (Ml 3:10ª)

-Façam prova de mim (Ml 3:10b),


V. As bênçãos prometidas

-Repreenderei o devorador (Ml 3.11).

-Vós sereis uma terra deleitosa (Ml 3.12)


Quando contribuímos e entregamos todos os dízimos do Senhor, devemos nos lembrar de que as promessas de Deus não são sempre materiais, e não podem ser completamente experimentadas aqui na terra, mas certamente as receberemos em nossa vida futura, no céu.


Como crentes devemos ser cautelosos para não contrair maldições para as nossas vidas, desobedecendo a Deus nos dízimos e nas ofertas, importância (valor) que não nos pertence. Sejamos dizimistas na igreja ou congregação aonde cultuamos, não permita que ninguém lhe prive dessa graça fazendo-lhe administrar o que não lhe pertence, No ano 520 a.C, o profeta Ageu no seu livro teve o propósito de repreender, exortar a Zorobabel e Josué o sumo sacerdote a mobilizarem o povo para a reedificação do templo e reordenar para que o povo priorizasse a obra. Em nossos dias devemos fazer o mesmo, nos mobilizar para que a obra seja feita com os nossos esforços e assim veremos as mãos de Deus nos abençoar. Na igreja primitiva os dízimos e as ofertas eram depositados aos pés dos apóstolos, “José, a quem os apóstolos deram o sobrenome de Barnabé, que quer dizer filho da consolação, levita, natural de Chipre, como tivesse um campo, vendendo-o, trouxe o preço e depositou aos pés dos apóstolos” (At 4.36,37). Jamais devemos fazer uso daquilo que não é nosso como fez Ananias e Safira retendo parte do valor que havia prometido aos apóstolos (At 5.1-11). Cuidado o dízimo não é seu!

Pr. Elis Clementino – Itapissuma/PE