terça-feira, 19 de outubro de 2010

TEMA: O PODER DA INFLUÊNCIA E PERSEVERANÇA

ESBOÇO 356

TEMA: O PODER DA INFLUÊNCIA E PERSEVERANÇA

“Porque o nosso evangelho, não foi a vós somente em palavras, mas também em poder, e no Espírito Santo, e em muita certeza, como bem sabeis quais fomos entre vós por amor de vós. E vós fostes feitos nossos imitadores e do Senhor, recebendo a palavra em muita tribulação com gozo do espírito Santo...”(I Ts 1.5-7).

Cada pessoa independente de qualquer etnia tem um grande poder de influência sobre as outras pessoas, mesmo tendo uma vida mais isolada. Consideremos o que Saulo de Tarso, sozinho foi capaz de fazer com efeitos duradouros e tremendos, a influência sobre as outras pessoas podem ser destrutiva e construtiva, dependendo de quem e como influencia. Discorreremos sobre a influência do ser humano na sociedade em que vive, tomando como ponto de partida o exemplo de influência e vida de Paulo.

1. Influência destrutiva

Saulo de Tarso era um fariseu, possivelmente membro do Sinédrio, cidadão de dupla cidadania (judaica e romana), respeitado e de grande influência na sociedade, isso o levou a influenciar negativamente na vida dos cristãos que lutavam pela fé e a expansão do evangelho de Cristo (At 8.3; 9.1,2), até ter o encontro com o Senhor no caminho de Damasco (At 9.3-5). Todas as suas atitudes contra os cristãos era do conhecimento de todos (At 9. 13,14,21), esse mau exemplo não deve ser seguido por ninguém.

2. Influência construtiva

2.1. Influenciou com o seu exemplo, não agradou a si mesmo e nem buscou proveito próprio, mas visou à salvação de muitos (I Co 10.33; Rm 15.2; I Co 9.19,22; 10.24);

2.2. Não priorizou o seu conforto, muito pelo contrário desgastou as suas energias para obter vantagem espiritual para os outros (At 20.24; 21.13).

2.3. Decidiu sofrer pelo evangelho e se necessário morrer por ele (At 20.24);

2.4. Demonstrou segurança e firmeza na fé ante os sofrimentos no seu cântico de vitória (Rm 8.35-39);

2.5. Modelo de exemplo de vida cristã, tornando-se modelo não somente daquela época, mas para todos nós através das belas cartas encaminhadas às igrejas cristãs (I Co 4.16; Fp 3.17; I Ts 1.6; 2 Ts 3.9);

2.6. Influenciou com uma consciência sem ofensa, tanto para com Deus como para com os homens, mediante a certeza da ressurreição dos justos (At 24.15,16).

3. Sua influência na sociedade

Qualquer pessoa por mais ínfima que seja a sua influência pode produzir algo de bom ou mau sobre os indivíduos, consideremos quão grande é a responsabilidade que temos de causar bem estar ou mal estar na vida dos nossos semelhantes. Um pai pode arruinar ou salvar um filho; uma mãe pode erguer ou degradar a vida de uma filha, desejo mostrar-lhes com esse exemplo que a influência de um único homem se propaga como um incêndio, fagulha após fagulha, saltando de vida em vida, atravessando continentes e cruzando séculos.

Estevão, um jovem cristão humilde e cheio de fé (At 6.8) depois de um verdadeiro discurso para justificar a sua fé foi condenado à morte por apedrejamento, Saulo de Tarso estava presente no momento do assassinato (At 8.1), nem ele mesmo tinha a ideia de como aquela morte

trágica influenciaria na sua própria vida e de tantos homens e mulheres em todo mundo, quando falamos sobre a perseguição e a morte de Estevão, sempre associamos Paulo nesse episódio. Ninguém fez a mínima imaginação até aonde iria os efeitos daquela morte, Estevão foi o primeiro mártir do cristianismo e a sua memória poderia desaparecer com aquela geração, entretanto o seu nome e a sua atitude de fé e de coragem continua viva, alimentando a fé de muitos cristãos.

4. A perseverança de Paulo no combate

Após a sua conversão a Cristo continuou como um bom soldado de Cristo lutando até o último instante pela sua fé e defesa do evangelho, diante da perseguição de Nero imperador de Roma em 67 d.C. conforme conta Abdias que quando foi autorizada a execução de Paulo, o imperador enviou dois cavaleiros chamados, Ferega e Partemio para dar-lhe a notícia de que seria morto. Ao chegarem para dar-lhe a informação encontraram Paulo pregando ao povo, imediatamente os emissários pediram oração a Paulo por eles, para que cressem. Paulo garantiu-lhes que eles iriam crer e que seriam batizados diante de seu túmulo. Logo vieram os soldados e o levaram para o lugar das execuções e depois de orar por eles, ofereceu o pescoço à espada. (2 Tm 4.6-8).

Irmãos esse testemunho de fé e dedicação pelo evangelho devemos ter, poucos tem hoje a coragem de fazer o mínimo para defender a sua própria fé, muitos que se dizem cristãos mergulham em tantas coisas sem se importar que esteja comprometendo a sua fé, infelizmente isso é uma realidade que estamos vivenciando atualmente, muitos batalham por fama, alta posição na sociedade e poder, são capazes de tudo, mentir e comprometer-se com o mundo. Jesus disse (Mt 5.14,15; Fp 2.15; I Pe 2.12; Ef 5.1), Resplandecer aqui não se refere a despontar na mídia, nos palcos, nos desfiles de moda, mas brilhar como astros, ter uma vida irrepreensível, ou seja, fazer a diferença como fizeram Daniel, Mezaque, Sadraque e Abedenego. É influenciar como eles, estando no império dominado pela idolatria (Dn 1.8; 3.16-18), contudo foram honrados por Deus pela fidelidade (Dn 3.30).

A influência de Paulo estava em ação até o último momento, mesmo diante da péssima notícia (diga a ele que ele vai morrer) enviada por Nero, imperador cruel e perseguidor dos cristãos. Paulo nos ensina que devemos ser seus imitadores (Ef 5.1), será que você está combatendo o bom combate? Que carreira você está aguardando na vida?

“... mas sê exemplo dos fieis, na palavra, no trato, na caridade, no espírito, na fé, na pureza.” (I Tm 4.12)

Pr. Elis Clementino – Itapissuma – PE - Brasil

quinta-feira, 14 de outubro de 2010

TEMA: O JULGAMENTO DIVINO

ESBOÇO 355

TEMA: O JULGAMENTO DIVINO

“Portanto, eu vos julgarei, a cada um segundo os seus caminhos, ó casa de Israel, diz o Senhor Deus. Convertei-vos e desviai-vos de todas as vossas transgressões; e a iniqüidade não vos servirá de tropeço”. (Ez 18.30)

As nossas atitudes e ações, na maioria das vezes são avaliadas e julgadas pelos nossos semelhantes. Deus sempre teve interesse de ver o bem estar do seu povo, mas para isso é necessário que o ser humano guarde os seus mandamentos (Dt 28.1-14). As maldições são frutos da desobediência do homem ao seu criador, Deus não julga ninguém pela aparência, mas segundo os caminhos. Discorreremos nesse mote sobre o julgamento divino e as suas exigências.

1. Julgamento humano e divino

O ser humano faz julgamento de acordo com as atitudes, postura, entre outros, Deus não olha simplesmente para a postura exterior, ele não vê como o homem vê, mas vai muito além, o coração e as imaginações (Jr 17.10; I Sm 16.7; I Cr 28.9; 29.17), por isso o julgamento de Deus é perfeito. Israel ante o iminente castigo deveria voltar-se para Deus cumprindo as suas exigências (Ez 18.30b). Jamais devemos pensar que Deus não seja bom e nem misericordioso, ele não é tentado e a ninguém tenta (Tg 1.13), ele não usa de maldade com ninguém, qualquer punição divina em relação ao homem é puro ato de justiça. “Justiça e juízo são as bases do teu trono; misericórdia e verdade vão diante do seu rosto” (Sl 89.14), com justiça Deus através do seu filho há de julgar o mundo (At 17.31)

2. As exigências divinas

Deus estava exigindo de Israel, conversão, desviar-se das iniqüidades, lançarem fora a idolatria, criar um coração novo e um espírito púbere.

2.1. Convertei-vos, somente uma conversão verdadeira era aceita por Deus, pois Ele não aceita meio termo, Israel achava que os caminhos de Deus não eram perfeitos (Ez 18.29) a perversão estava arraigada nos corações deles e não podiam ver os retos caminhos do Senhor, realmente não é isso que acontece em nossos dias? Quantos crentes perverteram totalmente os seus caminhos e acusam até a própria igreja do Senhor de erros? Quando o homem está na prática do pecado todos estão errados, somente ele está certo, Israel estava nessa situação. Deus disse para eles, vocês é que estão errados, os vossos caminhos são tortuosos e não os meus (Ez 18.29b).

2.2. Desviei-vos de tudo aquilo que compromete a nossa comunhão com Deus. As transgressões são abomináveis aos olhos de Deus, e as de Israel era grande (Ez 18.30).

Israel estava como um leão enjaulado e uma videira arruinada (Ez 19). Devemos nos desviar de todo caminho mal.

2.3. Lançar fora todas as iniqüidades e purificar-se, a santidade é um atributo moral de Deus, ele exige que todo o seu povo seja santo (Ez 20.7, 8). Israel persistia em continuar na prática do pecado, não há nada pior que a ingratidão. Deus deu a Ezequiel a tarefa de denunciar a rebelde casa de Israel e predizer a destruição de Jerusalém e a deportação de um grupo ainda maior de seus habitantes, seis anos após, as palavras de Ezequiel foram cumpridas, Deus oferece oportunidades a todos se arrependerem das suas iniqüidades antes de entrar com juízo, mas se o homem não se arrepender certamente ele executará juízo (Ez 20.35)

2.4. Criar um coração novo, Deus exige mudança, deixar o velho e buscar um novo, novo começo, nova vida, nova comunhão. (Deus age de acordo com as circunstâncias). Quando o ser humano se arrepende o Senhor desvia a sua ira (Jr 18.8; 26.3; Ez 18.21; Jn 3.10).

2.5. Renovar um espírito reto, tudo que se renova passa a ter vida, principalmente quando se trata de uma mudança do interior para o exterior. Davi, no (Sl 51.10) expressa essa verdade espiritual através de um profundo arrependimento.

3. O julgamento

Na Bíblia Deus é visto como juiz, ele pronunciou juízos, nos tempos antigos, contra Israel e também contra as nações. No fim desta era, Ele continuará sendo o justo juiz, só que o juízo será realizado através do seu filho, pois “o pai a ninguém julga, mas deu ao seu filho todo juízo” para que todos honrem o filho. (Jo 5:22,23; 2Tim 4:8). Todos os ímpios mortos serão ressuscitados para enfrentarem o juízo final independentemente de classe, cor, etnia, se grande ou pequeno (Isa 26:19-21; Dn 12:2; Mt 25.46; João 5: 28,29; Ap 20:11-15).

Necessitamos compreender a diferença entre julgamento divino e humano, sem, contudo esquecer as suas reais implicações, tanto no âmbito humano quanto no espiritual. Deus é bom, porém é justiça, e a sua justiça não depende de concepção humana, mas viabiliza o melhor para o cristão. Devemos ter muito cuidado para não pensarmos que estamos aprovados, estando já reprovado por Deus. Todos os inimigos de Deus serão destruídos (2 Ts 2.9; AP 20.10, 12 a15; 21.8). Todos nós temos oportunidade de ser perdoados por Deus (I Jo 2.1).

Pr. Elis Clementino – Itapissuma - PE

terça-feira, 5 de outubro de 2010

TEMA: RESPEITO, FUNDAMENTAL PARA TODO BOM RELACIONAMENTO

ESBOÇO 354

TEMA: RESPEITO, FUNDAMENTAL PARA TODO BOM RELACIONAMENTO

“Então disse Eliseu: Vive o Senhor dos Exércitos, em cuja presença estou, que, se eu não respeitasse a presença de Josafá, rei de Judá, não olharia para ti nem te veria” (2 Rs 3.14).

O bom relacionamento tem como ponto de partida o respeito, quando nos relacionamos bem com os nossos semelhantes esse substantivo masculino está em plena ação, pois apreço, consideração e afetos estão inseridos neste argumento. Deus formou o homem para que ele vivesse em harmonia e em amor com o próximo, mas infelizmente os valores que geram estão desaparecendo da conjuntura social. O amor, respeito e consideração mútua são fundamentais para a manutenção de uma amizade respeitosa. Ponderaremos sobre os efeitos desses valores na sociedade e principalmente no seio cristão. Tomamos como exemplo o texto expresso acima para mostrar dois tipos de relacionamentos (2 Rs 3.14).

Atitudes que causam maus relacionamentos

A falta de amor, incompreensão, orgulho, discórdias e alianças contraditórias, são como divisórias entre as pessoas que desejam se relacionar bem. Eliseu reprovou a aliança entre Jorão e Josafá (2 Rs 3. 10-14), pois o rei de Israel não levava em consideração os profetas do Senhor, da mesma forma era o relacionamento entre Micaias (reprovou a aliança), de Acabe e Josafá (I Rs 22.1-4, 7-9). Às vezes somos odiados porque não aceitamos aquilo que é reprovado pelo Senhor, Micaias foi barbaramente castigado por causa da verdade (1 Rs 22.27). Com ideias colidentes são impossíveis de se manter relacionamentos “perfeitos”. “Andarão dois juntos se não estiverem de acordo?” (Am 3.3).

Excepcionalmente o ser humano está cada vez mais perdendo o sentimento religioso e conseqüentemente o respeito ao próximo, de tal maneira que alcançou a todos os seguimentos da sociedade, seja social, política e religiosa. As pessoas pensam somente em si, a maledicência está arraigada no coração, isso se agrava a cada dia que passa, pois o próprio Jesus testificou dessa situação quando pregava sobre o fim dos tempos “Por se multiplicar a iniqüidade o amor de muitos esfriará” (Mt 24.).

No terreno espiritual não pode haver comunhão entre duas pessoas a não ser que ambas compartilhem as mesmas verdades espirituais (2 Co 6.14), da mesma maneira não podemos ter qualquer relacionamento e comunhão com Deus sem aceitarmos a sua palavra, Deus é luz, se temos comunhão com ele, podemos ter uns com os outros. (I Jo 1.5,7).

As divergências sejam religiosas ou quaisquer outras sempre irão existir, o que não deve acontecer é o fanatismo que leve o indivíduo a desconsiderar os seus semelhantes, mas devemos respeitar as diferenças e as escolhas feitas por cada um (Rm 14.12), entretanto amar uns aos outros não significa compartilhar das mesmas atitudes que comprometam muitas vezes a moralidade do indivíduo e da sociedade, não aceitar ou concordar com algumas práticas não significa ser preconceituoso, mas é expressar a sua própria concepção mediante os fatos (Rm 12.2; I Pe 1.14; I Jo 2.15).

Atitudes que promovem bons relacionamentos

Amor ao próximo, compreensão, compatibilidade nas ideias, humildade e perdão são valores que agenciam bons relacionamentos, mas é fundamental saber administrar as diferenças para se ter amizades afetuosas e duradouras, embora exista pessoas que não saiba fazer amizades, muito menos cultivar. O amor é fator primordial para perdoar, quem pouco ama, pouco perdoa (Lc 7.47). A humildade faz compreender o quanto é importante a amizade, ela faz com que as pessoas sintam que as outras sejam tão importantes quanto elas (Fp 2.3).

O respeito é fundamental para um bom relacionamento, quando não respeitamos estamos simplesmente detratando o nosso semelhante, e certamente as conseqüências surgirão. O respeito é questão de educação e reconhecimento dos valores morais. É necessário entender o quanto o ser humano é valioso para nós. A relação entre Elizeu e Jorão não eram nada boa, pois Jorão não tinha nenhum respeito pelos homens de Deus, da mesma forma acontecia de Acabe para com Micaias (2 Rs 3.14; I Rs 22.27).

Pr. Elis Clementino – Itapissuma/PE - Brasil

quarta-feira, 29 de setembro de 2010

TEMA: AS ESCOLHAS DE DEUS E DOS HOMENS

ESBOÇO 353

TEMA: AS ESCOLHAS DE DEUS E DOS HOMENS

“Porém o Senhor disse a Samuel: Não atentes para a sua aparência, nem para a sua altura, pois eu rejeitei. O Senhor não vê como vê o homem. O homem olha para o que está diante dos seus olhos, porém o Senhor olha para o coração” (I Sm 16.7).

O ser humano tem a liberdade dada por Deus de fazer escolhas importantes e decisivas para todas as finalidades da vida, tanto para o bem quanto para o mal, no entanto ele é responsável pelo resultado da escolha, todo indivíduo está consciente das suas preferências (Dt 30.15; 11.26; 30.1,19). As escrituras apresentam pessoas que tiveram oportunidades de fazer escolhas ruins e boas, finalmente o próprio Deus também fez escolhas importantes, de povos e homens para o seu serviço. Nesse mote falaremos sobre algumas escolhas feitas por Deus, as nossas escolhas, as decorrências delas e a dupla cidadania do cristão.

I. Deus escolhe líderes e profetas

1. Líderes

O Senhor elegeu pessoas para governar à frente dos povos como seus representantes. Deus escolheu Moisés para liderar o êxodo (Ex 3.10,11); Moisés escolheu homens capazes para lhe ajudar na liderança (Ex 18.25); Deus nomeou Josué no lugar de Moisés (Js 1.); Davi foi nomeado o homem segundo seu coração para reinar sobre Israel (I Sm 13.14) e tantos outros líderes que poderemos comentar verbalmente. O governo de Deus é denominado teocrático por exercer a teocracia, essa palavra vem de dois termos gregos “Theos” = Deus e Kratéo = governar, a propriedade peculiar de Deus é eleger pessoas para estar no comando do seu povo, e um grande exemplo foi Moisés (Ex 19.4-9; Dt 33.4,5; Ex 19.20), relação entre Deus e o seu povo, é interessante não confundir teocracia com democracia, hierocracia e monarquia.

2. Profetas

Deus escolheu profetas para falarem as suas palavras: Samuel (I Sm 3.20); Isaias (Is 6.); Jeremias (Jr 1.5); inclusive Amós um boiadeiro que não era profeta e nem filho de profeta, mas Deus o escolheu como profeta (Am 7.14,15), e tantos outros.

3. Deus não escolhe como o homem escolhe

Deus não elege pela aparência e capacidade física, ele não vê como o homem (Dn 1.4). Ele conhece o que está dentro do coração (I Sm 16.7). Entendemos que as coisas simples são apreciáveis aos olhos do Senhor (I Co 1.27,28).

II. Pessoas que Deus não escolhera

Daremos alguns poucos exemplos: Arão para o lugar de Moisés (Ex 4.13,14); os irmãos de Davi (I Sm 16.6-10); e Saul como rei (I Sm, 10.19).

III. Homens escolhendo homens

Um indivíduo pode orientar outro concernente as escolhas, Moisés foi orientado pelo sogro a escolher homens para ajudar-lhe na liderança (Ex 18.17,21,22); Deus orientou Moisés para escolher homens de quem ele sabia ser anciãos de Israel para lhe ajudar no ministério (Nr 11.16,17); Os israelitas queriam a todo custo um rei como tinha as outras nações, não importava quem, eles rejeitaram o governo divino (I Sm 10.19). No NT Matias foi escolhido para o lugar de Judas (At 1.23-26); A escolha dos diáconos (At 6.3). Levemos em consideração o perfil desses homens e a forma de como foram escolhidos, fazendo essa avaliação chegaremos à conclusão de quem devemos escolher para ser o nosso representante social.

Dupla cidadania

1. Cidadão da terra – Os cristãos como cidadão devem escolher os seus representantes sociais (exercer a identidade terrena com responsabilidade), as leis humanas estão em constantes mudanças, entretanto devemos excluir as ideias de que não temos direito de nomear alguém para nos representar socialmente, dizendo que quem escolhe é Deus, isso é pura inverdade.

2. Cidadãos do céu - como tal fazemos as nossas escolhas concernentes às coisas espirituais, pois necessitamos de homens fiéis para o bom desempenho da obra de Deus. A lei moral de Deus não se altera e não necessita de defesa, o ser humano é quem deve ponderá-las.

Os Cristãos não devem jamais espiritualizar todas as coisas, esse é uma das grandes falhas de muitos religiosos imaturos e fanáticos, entretanto aquilo que nos cabe fazer, Deus não fará por nós, o apóstolo Paulo foi um grande defensor do evangelho perante as autoridades (At 22 e 23). Devemos constituir homens sérios e comprometidos com a defesa do bem comum e do evangelho. Eleger pessoas para defender os nossos direitos, é exercer a nossa cidadania com dignidade é um dever. As escolhas dos nossos representantes sociais devem ser feitas levando em consideração alguns critérios, principalmente nas questões morais. Tenha cuidado para não dizer que a voz da maioria é a voz de Deus, a voz do povo e não de Deus “Não seguirás a multidão para fazeres o mal; nem numa demanda deporás, acompanhando a maioria, para torcer o direito” (Ex 23.2).

Glossário

Decisivas – Terminantes, definitivas, determinantes, peremptórias e contundentes

Decorrências – Implicações, consequencias, efeitos, seqüelas e resultados.

Apreciáveis - Admiráveis, vultosas, estimáveis e consideráveis

Episódio – acontecimento, ocorrência, fato

Teocracia – Governo de Deus

Democracia – Governo nas mãos do povo

Hierocracia – Governo dos sacerdotes

Monarquia – governo de rei

Pr. Elis Clementino – Itapissuma/PE - Brasil