terça-feira, 16 de novembro de 2010

TEMA: Aspirando ao Episcopado

ESBOÇO 360

TEMA: Aspirando ao Episcopado

“Fiel é a palavra: se alguém deseja o episcopado, excelente coisa almeja” (Tm 3.1).

O desejo de contrair posições privilegiadas é nato no coração do homem, aspirar às coisas boas sem exageros é muito natural, entretanto devemos entender que quando se refere ao ministério cristão é bem diferente, e não é tão simples como se pensa. Veremos neste tema o que escreveu o apóstolo Paulo em relação à chamada ministerial.

I.A chamada de Deus

Deus escolhe e chama pessoas para a sua obra não pela capacidade e brio, muito pelo contrário, ele escolhe pessoas simples e modestas, como por exemplo, as chamadas para o ministério profético, homens sem capacidade alguma, contudo foram usados como grandes instrumentos. Paulo nas suas cartas deixou muito claro de que maneira Deus faz escolhas de pessoas para sua obra (I Co 1.26-27). Quando Jesus iniciou o seu ministério no mar da Galiléia chamou homens simples, que a nosso ver eles jamais deveriam ser escolhidos para compor o seu ministério (Mt 4.18). A chamada de Deus transcende a visão humana.

Observando pela ótica humana muitas vezes o indivíduo pode apresentar qualidades importantes para ocupar uma função eclesiástica de Auxiliar, Diácono, Presbítero, Evangelista e Pastor, no entanto ele pode não ter chamada para o ministério cristão. Paulo compreendia que o Senhor é quem dava obreiros a igreja. “E ele mesmo deu uns para apóstolos, e outros para profetas, e outros para evangelistas, e outros para pastores e doutores” (Ef 4.11; I Co 12.28; At 20.28).

II. Capacidade espiritual e secular

O obreiro deve fazer sua parte, buscar conhecimento para desenvolver com habilidade o seu ministério, mas entendendo que a nossa capacidade maior vem de Deus (2 Co 3.5,6; Fp 2.13; Jo 15.5; I Co 15.10). As pessoas simples e modestas são escolhidas, chamadas e capacitadas para reduzir as que são (I Co 1.27,28), a fim de que ninguém se glorie na presença de Deus e se alguém quiser se gloriar glorie-se no Senhor (I Co 1.29,31).

Quanto à capacitação espiritual dada por Deus não significa que deixemos de buscar conhecimentos, ler a palavra de Deus, bons livros, prestar atenção quando alguém estiver ministrando a palavra, pesquisar, isso é imprescindível. O episcopado exige dedicação.

“se é ministério, seja em ministrar, haja dedicação no ensino” (Rm 12.7).

III. As Qualificações morais para exercer o episcopado

Paulo descreve algumas qualificações necessárias para se exercer o ministério cristão:

1. Ser irrepreensível em todos os aspectos (I Tm 3.2; I Ts 5.23);

2. Uma só mulher (I Tm 3.2); Que governe bem a sua casa, os filhos na disciplina e com respeito (V4);

3. Temperante, sóbrio (V2);

4. Parco e moderado (V2);

5. Hospitaleiro (V2);

6. Apto para ensinar (V2);

7. Não dado ao vinho (V3);

8. Não violento (V3);

9. Cordato (V3);

10. Inimigo de contenda (V3);

11. Não avarento (V3);

12. Não neófito, novato, calouro (V6);

13. Ter bom testemunho com os que estão de fora (I Tm 3.7; At 22.12; I Ts 4.12).

O cristão que deseja o episcopado deve ter ciência dessas qualificações, para então servir a igreja do Senhor. Todas essas qualificações são possíveis, entretanto devemos nos esforçar para que esses requisitos não nos faltem. Necessitamos pedir a Deus ajuda para cumprir a missão com dignidade e apreço, dessa forma influenciaremos muitas vidas.

Pr. Elis Clementino – Itapissuma – PE/Brasil

terça-feira, 9 de novembro de 2010

TEMA:SUPERANDO AS DIFICULDADES

ESBOÇO 359

TEMA:SUPERANDO AS DIFICULDADES

“Lembrai-vos, porém dos dias passados, em que, depois de serem iluminados, suportastes grandes combates de aflições. Em parte, fostes feitos espetáculo com vitupérios e tribulações e, em parte, foste participantes com os que assim foram tratados.” (Hb 10.32,33).

Os sofrimentos que enfrentamos nesta vida decorrem de alguns fatores preponderantes, tendo como causa principal o pecado do homem (Lm 3.39), mas é importante salientarmos que essas esfinges são importantes para o nosso aprendizado, e experiência pessoal, pois a despeito de tudo podemos amenizar tanto os nossos problemas quanto de outrem. A capacidade de superação deve existir no interior de cada um de nós, sem, contudo não se esquecer de colocarmos Deus nos nossos planos.

Existem muitas interrogações sobre a questão do sofrimento humano. E uma delas é: Porque Deus não resolve os problemas da humanidade definitivamente? Porque sofremos tanto? Deus não é amor? Veremos no decorrer desse comentário alguns pontos importantes referente ao assunto.

1. A quem atribuímos os sofrimentos?

1.1. Na maioria das vezes atribuímos a Deus, por ser Ele o todo poderoso, e dependendo do tipo de problema conferimos aos nossos semelhantes. Devemos nos conscientizar, assumindo a nossa culpa (Lm 3.39; Pv 19.3; Mc 7.9). Não podemos culpá-lo por nada que enfrentamos nesta vida. A culpa não é de Deus.

1.2. Não há homem perfeito. Todos pecaram (Rm 3.9, 23; Gl 3.22), por essa razão todo sistema humano é falho e corrompido contribuindo para aumentar os sofrimentos. Outros fatores também contribuem, basta visualizar que em volta de nós estão pessoas imperfeitas, isso já se constituem motivos para gerarem muitas dificuldades principalmente nos relacionamentos.

1.4. Ninguém está isento das aflições. (Jo 16.33) as aflições são tudo aquilo que nos inquieta causando sofrimento e dor.

1.5. Nunca assumimos sozinhos os nossos fracassos. Ante os sofrimentos sempre culpamos alguém, isso acontece desde o principio da criação (Gn 3.11-13).

2. Entendendo a vontade de Deus

2.1. Ele sempre quer o melhor para o homem, não pense que as coisas ruins acontecem porque Deus perdeu o controle sobre nós. Ele está acima de tudo e de todos. Ele não é obrigado a resolver todos os nossos problemas definitivamente (2 Co 12.8,9), também não significa que ele tenha nos abandonado.

3. Entendendo o agir de Deus

3.1. Ele pode agir de acordo com a sua vontade.

3.3. Não somos os primeiros a sofrer, servos de Deus sofreram no passado os mais terríveis tipos de vitupérios sem, contudo perder a visão de um Deus que tudo pode.

4. Lições aprendidas com as adversidades

4.1. Os sofrimentos nos madurecem, com eles adquirimos muitas experiências.

4.2. Elas nos tornam mais dependentes de Deus do que de nós mesmo.

4.3. As consternações da vida podem nos fazer produzir frutos para a glória do Pai.

4. O que devemos fazer ante os sofrimentos?

4.1. A nossa parte;

4.2. Chegar-se a Deus e pedir-lhe socorro;

4.3. Buscar consolo através da sua palavra e na oração;

4.4. Reunir forças para administrar as adversidades;

4.5. Com paciência fazer a sua vontade (Hb 10.36), sem, contudo perder as esperanças.

“Porque há esperança para a árvore, que, se for cortada, ainda se renovará, e não cessarão os seus renovos” Jó 14.7.

O escritor aos Hebreus procura em forma de advertência encorajar os crentes através das lembranças da fidelidade que os servos de Deus demonstraram no passado e como perseveraram na fé diante das aflições. Os vitupérios, escárnios, perseguições e percas de bens, resumia-se em motivos de gozo porque sabiam que tinha nos céus havia uma possessão melhor e permanente, assim permaneceram até o fim (Hb 10.34). Desse modo também não rejeiteis a vossa confiança porque ela tem galardão (Hb 10.35).

Pr. Elis Clementino – Itapissuma – Brasil/PE

quarta-feira, 3 de novembro de 2010

A COBIÇA , O PECADO DOS OLHOS

ESBOÇO 358

TEMA: A COBIÇA, O PECADO DOS OLHOS

“De ninguém cobicei a prata, nem o ouro” At 20.33

A cobiça sempre esteve presente no coração do homem e tem sido a causa de muitos males, a concupiscência foi a origem da queda de Lúcifer (Isa 14.12-14; Ez 28.11-18) baseado nesse texto o rei de babilônia Tiro é comparado a Lúcifer que encheu o coração de cobiça. Esse mal passou ao primeiro homem, dessa forma se vinculou a todos (Rm 5.12). Ponderaremos sobre a cobiça, as consequências, domínio próprio e as recomendações bíblicas.

Cobiça

Desejo intenso pelas coisas que parecem satisfazer os nossos anseios; ambição desmedida por riquezas, fama; é a ganância do ter sem medir as consequências. A cobiça é despertada pelos olhos, é por eles que o ser humano tem interesse por aquilo que ver (Js 7.21). O homem é engodado e tentado pela ambição, sendo capaz de fazer qualquer tipo de negócio, enganar e até furtar e matar (Gn 4.1-7), essas coisas são resultados de corações cobiçosos. Os discípulos tiveram os seus corações afetados pela cobiça a buscarem posições privilegiadas (Lc 22.24).

As consequências

A cobiça nunca permitirá que o homem esteja satisfeito (Ec 6.7), por essa razão as consequências são inevitáveis, em contrapartida o ser humano não sabe mais controlar os impulsos dos seus desejos, tornando-os cada vez mais excessivos, já não se busca algo para o seu próprio bem dentro da normalidade, ninguém quer mais começar do pequeno. Ora! Um edifício nunca se começa de cima para baixo, muitas pessoas não consideram os pequenos começos (Zc 4.10), além do mais somos imediatistas e isso pode trazer sérias esfinges, inclusive a tentação (Tg 1.14,15). Entendemos que quando buscamos conquistar alguma coisa importante na vida, essa conquista deve ser bem ajuizada, sem a necessidade de atropelar ninguém, temos um grande exemplo, o de Absalão (2 Sm 15.2-6).

Domínio Próprio

O domínio próprio (temperança), conforme Paulo escreveu aos gálatas é um fruto do Espírito (Gl 5.22), esse é imprescindível, isso em todos os aspectos, controlar os nossos impulsos é uma das tarefas mais difíceis, pois implica certo equilíbrio. Jesus falou sobre a tarefa de negar-se a si mesmo, essa verdade alude em abster-se de algo que nos levem a cobiça ou a ganância (Lc 9.23). “Melhor é o longânimo do que o valente, e o que governa seu espírito do que o que toma uma cidade” (Pv 16.32). “Como cidade derrubada, que não tem muros, assim é o homem que não pode conter o seu espírito” (Pv 25.28).

Recomendações bíblicas

Biblicamente a cobiça é reprovada pelo Senhor (Ex 20.17; Jr 6.13; Mq 2.2; Hc 2.9; Lc 12.15). As escrituras tratam a cobiça como uma ameaça a fé (I Tm 6.10; Tg 1.14,15). Eva, tentada pela serpente foi atraída pela cobiça (Gn 3.6); Acã pela sua própria concupiscência que gerou e deu a luz ao pecado resultando em sua morte (Js 7.21, 25,26). Esses maus exemplos devem ser advertidos, avaliados e não seguidos.

Há um grande combate envolvendo a cobiça, a carne luta contra o Espírito e o Espírito contra a carne (Gl 5.17; Tg 4.1-7). Nessa peleja não devemos fracassar, mas sermos resistentes a todo tipo de tentação que nos levem as concupiscências da carne, sem, contudo acrescentar a vida espiritual (I Jo 2.17), pois "Se perguntassemos a sansão sobre tentação ele diria: uma noite de prazer não vale uma vida inteira de cegueira" Mike Murdock, por isso devemos tomar como ponto de partida o escudo da fé, com o qual podereis apagar todos os dardos inflamados do maligno” (Ef 6.16).

Pr. Elis Clementino – Itapissuma – PE/Brasil

quinta-feira, 28 de outubro de 2010

CRER PARA OCORRER O MILAGRE

ESBOÇO 357

TEMA: CRER PARA OCORRER O MILAGRE

“Se tu podes crer, tudo é possível ao que crer” (Mc 9.23).

O ser humano tem o livre arbítrio para decidir o que fazer em todas as circunstâncias da vida, sobretudo nas questões espirituais, entretanto duas coisas é preciso praticar, (1) Acreditar em Deus sabendo que todas as coisas são alcançáveis por meio dele (Fp 4.13). (2) Acreditar no seu potencial, pois todo homem tem sua própria capacidade de desenvolver habilidades e competências, inclusive fazer uso da sua fé em Deus. Infelizmente existem pessoas que acredita no milagre após acontecer, isso, nos remetem os escribas e fariseus, que pensavam dessa mesma forma, logo pediram ao Mestre algum sinal, para poder crer (Mt 12.38). De maneira simples discorreremos sobre a importância do crer em Deus, e no nosso potencial.

1. Acreditar em Deus

A confiança no Senhor é a base do nosso sucesso (2 Cr 20.12); Sem Ele, nada podemos fazer (Jo 15.5b); É necessário ter fé “Porque sem fé é impossível agradar a Deus, porque é necessário que aquele que se aproxima de Deus creia que ele existe, e que é galardoador dos que o buscam” (Hb 11.6);

2. Acreditar no seu potencial

Todos nós temos grandes potenciais, usamos apenas 10% do nosso cérebro, isso significa que restam desocupado 90%. Você já parou para pensar nisso? Quando não acreditamos no nosso potencial, nada podemos desenvolver na vida, quanto mais confiamos na nossa capacidade à possibilidade de produzir será muito maior. Muitas pessoas simplesmente não acreditam em si, empacando no meio do caminho. Não podemos transferir para Deus os nossos compromissos, como se ele tivesse a obrigação de fazer tudo por nós, porém quando fazemos a nossa parte não estamos dizendo com isso, que damos uma mãozinha para facilitar o trabalhar de Deus, mas apenas fazendo a parte que ele quer que façamos. Todo homem tem oportunidade para desenvolver as suas potencialidades (Mt 25.14-30). Bem como as suas vontades, mas sabendo que tudo o que pedimos a Deus, segundo a sua vontade ele nos ouve (I Jo 5.14).

2.1. Fazendo a nossa parte

2.1.1. Milagres: Não dependem somente de Deus, embora muitas vezes queremos que Deus faça milagres sem que haja nenhuma participação humana, entretanto nem sempre acontece assim, somente em alguns casos, que necessariamente a declaração de fé por parte do individuo não acontece. Podemos citar alguns exemplos bíblicos; os mortos quando ressuscitados por Cristo (Lc 7.11-16); o paralitico de Betesda (Jo 4.6); o próprio lunático que não sabia o que estava acontecendo com ele, entre outros (Mc 9.25).

Milagres não se explicam, acontece, dá para entender como um morto é jogado na cova de outro morto e revive? (I Rs 13.20,21). Reflita!

2.1.2. Intercessão: É imprescindível saber que outras pessoas podem interceder a Deus através da fé sobre as outras pessoas, (mulher Cananéia que rogava pela filha (Mt 15.21-28); o cervo do centurião (Mt 8.5-13); o próprio pai do lunático na sua declaração de fé diante de Jesus (Mc 9.24). “Se tu podes! Tudo é possível ao que crer” (Mc 9.23). Esse milagre aconteceria dependendo da fé daquele homem, pois aquele era o momento mais decisivo para um pai em desespero, ele estava a orça de um milagre, entretanto Jesus deixou bem claro que aquele milagre só dependia da sua disposição de crer.

A fé é um requisito indispensável à vida do ser humano, isso em todos os aspectos, pois se você não acredita em si mesmo, não acredita em ninguém. É importante salientar que o fator acreditar não depende de ver para crer, mas de crer para ver. Deus deseja que todos os seus filhos exercitem a fé, acreditando sempre em suas habilidades e competências, sem, contudo, deixar de pôr Deus em seus planos.

Pr. Elis Clementino – Itapissuma – PE/Brasil