quarta-feira, 22 de dezembro de 2010

TEMA: AINDA HÁ ESPERANÇA

ESBOÇO 365
TEMA: AINDA HÁ ESPERANÇA

“Porque há esperança para árvore, pois, mesmo cortada, ainda se renovará, e não cessarão os seus rebentos. Se envelhecer na terra a sua raiz, e no chão morrer o seu tronco, ao cheiro das águas brotará e dará ramos como uma planta nova” (Jó 14.7-9).

A esperança é o único meio que nos auxilia banir as incertezas da mente, ela gira em torno de expectações ao um bem que se deseja, comumente é manifesta no individuo que mantém a fé, sobretudo a esperança de dias melhores. Neste mote discorreremos a importância da esperança à luz das escrituras sagrada.

O texto em foco está baseado na esperança do cristão em meio às adversidades da vida, bem como a expressão de Jó ao fazer uma analogia sobre a árvore (planta) e o homem. A árvore mesmo cortada, mas suas raízes “vivas” se renovarão e não cessarão de dar frutos, mas o homem não é como a árvore maravilhosa que aflora em nova vida a partir das raízes e assim volta à vida por si mesma. Contudo para Jó uma árvore cortada tinha esperança, mas um homem cortado ia-se para sempre, mas vale salientarmos que a esperança do cristão não morre.

A Esperança do Crente
Ela também está associada a uma fé em Deus, sendo ela a mola propulsora que nos leva a ver a vitória sobre o impossível, embora em certos momentos pareçam que a nossa esperança nas coisas terrenas vão se definhando a ponto de nada mais esperar nessa vida (Jó 17.1-16), Há situações que é semelhante à seiva (glória) a nossa esperança vai secando como de uma árvore (Lm 3.18). “A esperança demorada enfraquece o coração, mas o desejo chegado é árvore da vida” (Pv 13.12). “A esperança do crente jamais deve morrer e ainda ele morrendo deve ter esperança” (Pv 14.32; Jó 13.15; 2 Co 1.9; 2 Tm 4.18). A esperança de Jó alcançava uma vida pós-túmulo, que certamente seria justificado, mesmo que aqui não fosse (Jó 14.7; 14.14).

Regozijar na Esperança
Devemos nos regozijar na esperança (Rm 12.12) e nos considerar benditos do Senhor (Jr 17.7). A nossa esperança em Cristo não deve se limitar apenas a esta vida, pois se assim for seremos os mais infelizes de todos os homens (I Co 15.19). Se a nossa esperança estiver firme, seremos como uma árvore plantada junto a ribeiro de águas, cujas folhas não murcham (Jr 17.8; Sl 1.3).

Otimismo na Esperança
As perspectivas que devemos ter ante os sofrimentos sejam as melhores, não permita que o desânimo lhes roube as esperanças, mesmo diante de todas as dificuldades sempre tem uma saída, você pode não tê-la encontrada ainda, mas acredite encontrá-la muito breve, busque ao Senhor através da oração, leitura da sua palavra e certamente Deus mostrará um caminho excelente.

Qualquer tipo de abatimento que nos atinja deve ser desconsiderado, temos um Deus que nos auxilia nos momentos mais difíceis, portanto devemos encarar com firmeza qualquer obstáculo, não deixando que eles frustrem a nossa esperança, enfrentar os desafios é a melhor forma de vencê-los. Jeremias estava se queixando das dificuldades, entretanto Deus lhe disse que ele se preparasse para outras ainda maiores (Jr 12.5). A nossa vida são pontilhadas de perdas e vitórias. Tendo o Senhor na vida, após cada perda surge uma grande vitória. Só aprenderemos lutar para vencer, lutando.

“Nunca prive uma pessoa da esperança; pode ser a única coisa que ela tem” H. JAKSON BROWN JN.

Pr. Elis Clementino – Itapissuma-PE/Brasil

quarta-feira, 15 de dezembro de 2010

TEMA: ORAR E VIGIAR

ESBOÇO 364
TEMA: ORAR E VIGIAR
“Pela manhã, ó Senhor, ouve a minha voz; pela manhã apresento a ti a minha oração, e vigio” (Sl 5.3).

Orar e vigiar são dois verbos a ser discorrido neste assunto, que certamente irá nos despertar para uma contínua oração e vigilância. Jesus ensinou sobre o dever de orar sem desanimar (Lc 18.1) Paulo em suas cartas também enfatizou sobre o dever de orar (Ef 6.18; Cl 4.2; Ts 5.17). A oração e a vigilância são imprescindíveis na vida do cristão, por essa razão ponderaremos neste argumento sobre o que é oração, como devemos orar, o dever de orar, os fracassos das orações e o valor da oração.

Definições
Orar é interceder, pedir, suplicar e rogar, uma comunicação verbal dirigida a Deus. A oração é o meio pelo qual nos relacionamos com Ele, é uma via de mão dupla, pois quem pede recebe (Mt 21.22; 7.7; Lc 11.9; I Jo 3.22a). A primeira oração mencionada na bíblia foi no nascimento de Sete (Gn 4.26).

Vigiar, o sentido do verbo Tr. Dir. Significa: Estar de vigília ou sentinela a. 2. Intr. Estar atento; velar. 3. Tr. dir. Espreitar, observar. 4. Tr. dir. Observar atentamente. 5. Tr. ind. Tomar cuidado; cuidar. 6. Pron. Acautelar-se, precaver-se. (Dic Michaelis).

Verbo Tr. Dir. Não possuem sentido completo, logo precisam se um complemento (objeto). Esses complementos (sem preposição) são chamados de objetos diretos. Verbo Tr. Ind. Também não possuem sentido completo, logo precisam de um complemento, só que desta vez este complemento é acompanhado de uma preposição. São chamados de objetos indiretos. Orar sem vigiar não traz resultado, existem pessoas que oram tanto, mas não vigia, isso compromete o resultado da oração, é como se alguém estivesse enchendo um saco vazio estando ele furado.

Devemos orar:
  1. Com um coração contrito (2 Cr 7.14);
  2. Sinceridade (Jr 29.13);
  3. Com fé e sem duvidar (Mc 11.24; Tg 1.6);
  4. Com justiça (Tg 5.16);
  5. Obediência (I Jo 3.22; 5.14).
O dever de orar
Devemos reconhecer o dever de orar, não somente nos momentos de dificuldades ou para receber benefícios vultosos, mas para não entrarmos em tentação (Mt 26.41). A oração é uma necessidade universal (Sl 65.2; Is 56.7; Lc 11.2), ela é ordenada em toda escritura (I Cr 16.11; Mt 7.7; 26.41; Lc 18.1; 21.36; Jo 16.24; Ef 6.18; Fp 4.6; Cl 4.2; I Ts 5.17; I Tm 2.8; Tg 5.13). Jesus Cristo como filho de Deus sentiu a necessidade de orar (Mc 1.35; Lc 4.42a). Muitos cristãos já aboliram da sua agenda diária a oração, desculpe-me, inclusive obreiros de todos os níveis eclesiásticos, e consequentemente os novos crentes seguem o mesmo caminho. Com quem esses aprenderão a orar? Finalmente o que está havendo? Talvez o imediatismo seja a causa, entretanto muitos problemas nas igrejas poderiam ser resolvidos e muitos milagres acontecerem se seguíssemos o exemplo da igreja primitiva (At 2.42; 3.1). Observem que não há entre o povo de Deus uma classe exclusiva de pessoas que devem praticar a oração, ela estende-se a todos.

“Se o meu povo, que se chama pelo meu nome, se humilhar, e orar e buscar a minha face, e se converter dos seus maus caminhos, então eu ouvirei dos céus, e perdoarei os seus pecados, e sararei a sua terra. II Cr 7.14”

Os fracassos das orações
Devemos nos certificar que o problema não está em Deus, mas em nós. Vejamos alguns fatores que contribuem para que isso aconteça: A desobediência ao Senhor (Dt 1.45; I Sm 14.37; 28.6); Quando ocultamos pecados (Sl 66.18); Indiferença (Pv 1.28); ao sermos negligentes quanto a misericórdia (Pv 21.13); Instabilidade Tg 1.6,7; Iniqüidade (Is 59.2; Mq 3.4); E quando não nos relacionamos bem com os nossos irmãos (Mt 5.23).

O valor da oração
A oração é a chave que abre os céus, ela serve para pedir, mas, sobretudo agradecer, pois Deus conhece todas as nossas necessidades. (Fp 4.6; Sl 55.22; Mt 6.25; I Pe 5.7). Muitos servos de Deus tiveram êxito através da oração; Moisés (Ex 15.24,25); Gideão ( Jz 6.39,40; 13.9); Ana (I Sm 1.27); Samuel (I Sm 1.7.9,10); Salomão (I Rs 9.3); Elias (I Rs 18.37,38); Ezequias (2 Rs 19.19,20); Josafá diante do perigo (2 Cr 18.31; 32.21); a Igreja primitiva que permanecia em oração (At 4.31). Deus promete responder as orações de todos os quantos estiverem contritos com Ele (Sl 91.15; Is 58.9; 65.24; Lc 11.9).

A oração é o ponto de partida para uma vida vitoriosa, devemos seguir o exemplo de homens de Deus que viveram em constante oração. Paulo escrevendo em sua carta aos tessalonicenses enfatizou o dever de orar (I Ts 5.17; I Tm 2.8).

Pr. Elis Clementino – Itapissuma-PE/Brasil


terça-feira, 7 de dezembro de 2010

TEMA: O MEDO

ESBOÇO 363
TEMA: O MEDO
“Então Jeosafá teve medo e se pôs a buscar ao Senhor” (2 Cr 20.3)

O medo está comumente vinculado a uma perturbação resultante da ideia de um perigo real ou aparente, ora quem nunca sentiu medo de alguma coisa? O medo é algo normal, desde que não ultrapasse o seu limite. O interessante não é apenas senti-lo, mas saber equilibrá-lo, pois o nosso psicológico é tendencioso a nos enganar. Discorreremos nesse mote alguns requisitos importantes referente ao medo.

1. O que é o medo?
1.1. O medo é um sentimento que proporciona um estado de alerta levando o ser humano a ter temor de atentar alguma coisa que lhe prejudique, isso acontece principalmente quando ele (a) se acha ameaçado tanto fisicamente quanto psicologicamente, todo homem tem e é natural. O medo funciona como uma alerta do organismo é através dele que o ser humano descobre os seus extremos, ou seja, o temor de ser derrotado, e diante desse quadro o homem reage negativamente ou positivamente “Então Josafá teve medo e se pôs a buscar ao Senhor” (2 Cr 20.3).

1.2. Ele se apresenta no indivíduo ao contemplar as impossibilidades. Paulo também tratou o medo como um espírito de covardia (II Tm 1.7). O medo em determinadas situações destrói todas as nossas boas previsões em relação ao nosso futuro (Ec 11.4). O espírito de medo não leva o individuo há lugar algum (Pv 22.13).

1. 3. No sentido espiritual, o medo é uma das armas de Satanás para atropelar aqueles que querem construir. O medo se manifesta diante de situações antagônicas ao individuo, o medo de perder algo importante como: bens, saúde, posições privilegiadas, entre outros, prestem bem atenção a declaração de Jó: “Aquilo que eu mais temia me sobrevém, e o que receio me acontece” (Jó 3.25). O medo às vezes se manifesta de forma aterrorizante levando o individuo a ser escravo dele.

1.4. A Síndrome do medo denomina-se quando uma pessoa torna-se excessivamente medrosa, esse tipo de doença tem tratamento, porém aconselho procurar especialista no assunto, caso contrário a situação tende a se agravar, levando a pessoa a ter medo de tudo e de todos. O medo também pode se transformar numa fobia, e uma das técnicas usada pelos psicólogos para fazer o tratamento do medo é Dessensibilização Sistemática.

Os medrosos podem atrapalhar o sucesso de um batalhão de soldados, fato interessante aconteceu com Gideão e seu exército, diante de uma batalha a ser enfrentada com apenas 32 mil soldados, o Senhor lhe disse: Gideão diga aos covardes e medrosos que voltem! Verdadeiramente os covardes e medrosos voltaram um número de 22 mil; numa outra revista, o Senhor lhe disse, leva ao ribeiro para beberem água e aquele que beber como um cão separa; nessa prova ficaram apenas 300 (trezentos) considerados os mais corajosos e ágeis (Jz 7.7). O medo é contagiante, pois dos doze espias de Moisés dez foram contagiados e infamaram a terra (Nr 13.1,17-33).

Considerações finais
O medo faz parte da vida humana, entretanto é um anseio que exige controle, sobretudo autoconfiança. O medo sempre nos impele a desistir dos nossos sonhos e objetivos, mas é importante salientarmos que não devemos deixar o medo nos controlar, mas controlar o medo. Queridos irmãos sejamos corajosos e destemidos, mediante os emaranhados da vida, pois “Deus é nosso refugio e fortaleza, socorro bem presente na hora na angústia.” (Sl 46.1). Por isso “Não terás medo do terror de noite nem da seta que voa de dia”. (Sl 91.5).

Pr. Elis Clementino – Itapissuma/PE Brasil

terça-feira, 30 de novembro de 2010

MANTENDO A SIMPLICIDADE QUE HÁ EM CRISTO

ESBOÇO 362

TEMA: MANTENDO A SIMPLICIDADE QUE HÁ EM CRISTO

“Mas temo que, assim como a serpente enganou Eva com a sua astúcia, assim também sejam de alguma sorte corrompidos os vossos entendimentos, e se apartem da simplicidade que há em cristo” (2 Co 11.3).

Ser simples é um dos requisitos importantes para o ser humano, principalmente o cristão, pois ser pueril não significa ser prudente, Jesus nos advertiu como deveríamos nos comportar diante da espinhosa missão, tarefa designada por ele “Portanto sedes prudentes como as serpentes e simples como as pombas” (Mt 10.16). As pessoas ingênuas são muitas vezes fáceis de serem atraídas e iludidas, portanto a prudência deve sempre acompanhá-las e por essa razão o Apóstolo Paulo demonstrou uma grande preocupação com os crentes de Coríntio (2 Co 11.3). Neste assunto discorreremos sobre a simplicidade em vários aspectos.

Simplicidade

As pessoas simples são fáceis de serem engodadas, porque são pessoas ingênuas, desprovidas de maldades. Salomão disse que “o simples dá crédito a tudo, mas o prudente atenta para os passos” (Pv 14.15), “ O prudente ver o mal e esconde-se; mas os simples passam adiante e sofrem a pena” (Pv 22.3), por essa razão Paulo advertiu os crentes de coríntios, temendo que eles perdessem a simplicidade que havia em Cristo. A ausência da prudência e simplicidade se constitui uma grande ameaça para a conservação da fé. Uma criança pode ser enganada facilmente, do mesmo modo quando se refere á estrutura espiritual. Paulo disse que não devemos ser como meninos, levados por qualquer vento de doutrina (Ef 4.14).

Simples e prudente

São duas coisas totalmente distintas simplicidade e prudência, se lermos em Pv 14.15 e 22.3) como podemos conciliar, ou seja, ser simples e prudentes ao mesmo tempo? Podemos então verificar e entender o que Jesus falou aos discípulos em (Mt 10.16), (1) A prudência é uma das virtudes que deve acompanhar a simplicidade, pois a finalidade é prever os perigos. Cautela; comedimento; ponderação; além de ser uma das quatro virtudes fundamentais. (2) A ingenuidade, inocência, singeleza, doçura e naturalidade são sinônimas que correspondem à simplicidade. Devemos ser prudentes quanto ao mal, mas simples na malicia. Muitas vezes nos deparamos com pessoas tão simples, e até desprovidas de toda malicia, esse tipo de comportamento nos chama a atenção, no entanto quando passamos a ter um relacionamento mais próximo descobrimos que ela tem como grande virtude a prudência.

Características gerais da simplicidade

1. Coração sincero (At 2.46; Ef 6.5; Cl 3.22);
2. É como uma criança desprovida de toda maldade (Mc 10.15);

3. Sofrem por não ter maldade (Pv 22.3b).

Características gerais da prudência

1. Oculta e age com conhecimento (Pv 12.23; 13.16);
2. É Cauteloso e atento para os passos (Pv 14.15);

3. Tem desejo de aprender (Pv 15.5; 18.15);

4. Prever o mal (Pv 22.3);

5. Discernimento espiritual (Os 14.9);

6. Oculta segredos (silêncio) (Am 5.13).

A falta da simplicidade e da prudência causa sérios contratempos na vida do homem, e nada pior do que tornar simples o homem complicado. A Simplicidade não deve ser apenas exterior, como as vestes e aparência, mas no interior. Nem sempre o que aparenta ser é o que está dentro do coração, à prudência é mais resguardada, ela só aparece no momento exato, Entretanto, devemos estar bem atento para essas questões e saber aquilo que é aparente e o que é de dentro para fora (Mt 23.25-28). Guardemos o que disse Paulo. “Irmãos, não sejais meninos no entendimento, mas sedes na malicia, e adultos no entendimento. (I Co 14.20).

Pr. Elis Clementino – Itapissuma – PE/Brasil