quarta-feira, 15 de junho de 2011

O HOMEM É PROVADO PELOS LOUVORES

ESBOÇO 390
TEMA: O homem é Provado Pelos Louvores
“O crisol é para a prata, e o forno para o ouro, e o homem é provado pelos louvores” (Pv 27.21).

Introdução

Há muitas maneiras de se provar as coisas, como a prata e o ouro, os homens também são provados. Após os elogios vem à comprovação, revelamos o que está dentro do coração. Por isso devemos ser cautelosos, ao verbalizar elogios a alguém e ao receber. Nesse sentido discorreremos sobre o engano de ser louvado e como receber elogios.

Enganado pelos louvores

Os elogios podem despertar o orgulho que está no coração do homem, todo ser humano tem dentro de si tanto o orgulho quanto a humildade, o que mais pomos em prática prevalece. Cada vez que somos lisonjeados o nosso ego é massageado, isso nos dá uma sensação de prazer, além de nos sentirmos orgulhosos. O problema não é ser louvado, mas é a forma como recebemos. Se não estivermos preparados eles podem se tornar um grande abismo, “A soberba precede a ruína, e a altivez do espírito precede a queda.” (Pv 16.18; 11.2; 18.12; 29.23a). “O homem que lisonjeia o seu próximo arma uma rede aos seus passos.” (Pv 29.5). Existem pessoas que gostam de elogios e quanto mais requintado melhor, porém não sabem que estão tão expostos aos perigos, porquanto qualquer elogio que você receba, pondere bem, “O simples dá crédito a cada palavra, mas o prudente atenta para os seus passos.” (PV 14.15) o homem pode ser seduzido pelos próprios sentimentos, alguns indivíduos usam desse artifício para barganhar proveitos, espaços e oportunidades (Os profetas de Acabe).

Como receber elogios

a) Com muita modéstia ou moderação;

b) Não acredite que todos os elogios sejam verdadeiros, muitas vezes somos elogiados acima do que é para ser;

c) Não receba elogios com sensação de grandeza;

d) Cuidado com elogios exagerados, eles podem ser uma armadilha (Pv 29.5).

e) Certifique-se de que fonte está vindo os elogios (Pv 14.15);

f) Saiba que todos os elogios que recebemos existem pessoas que contribuíram para o tal; ao sermos elogiados não sejamos egoístas, agradeça! Não faça como alguns: Cheguei pelos meus méritos.

g) Dependendo da maneira que você recebe os louvores, eles lhe enriquecem ou levam a queda.

No sentido espiritual sucedem as mesmas coisas, existem pessoas que lisonjeiam os seus superiores com a finalidade de galgar posição. Não obstante, muitos que se encontram em eminência sintam prazer em ser elogiados, e em troca, favorecer.

Considerações finais
Os reflexos de certos louvores podem perdurar por toda vida, porém é necessário analisar cada elogio que recebemos, sem, contudo nos gloriarmos, pois cada um sabe até que ponto deve ser elogiado (a). Por trás de alguns elogios existe uma preliminar, e estes quando o recebemos, geralmente não estamos sós (ex: em momentos importantes da vida: aniversário; eventos; etc). Tenhamos cuidado, devemos está certo do que somos e não do que dizem de nós. Ser modesto em receber os elogios, não significa que você não mereça. A humildade eleva o homem.

“O temor do Senhor é a instrução da sabedoria, e diante da honra vai à humildade.” (Pv 15.33)

“Antes de ser quebrantado, eleva-se o coração do homem; e, diante da honra vai à humildade.” (Pv 18.12)

Pr. Elis Clementino – Brasil / Itapissuma-PE

quarta-feira, 8 de junho de 2011

FECHOU-SE A PORTA

ESBOÇO 389
TEMA: FECHOU-SE A PORTA
“Então, o reino dos céus será semelhante a dez virgens que, tomando as suas lâmpadas, saíram a encontrar-se com o noivo.” (Mt 25.1).

Introdução
A parábola das dez virgens desperta-nos para uma realidade espiritual, enfatizando a preparação dos cristãos, para a vinda do Senhor. Essa difunde uma analogia de um reino com um casamento, ou seja, dez jovens mulheres, sendo cinco néscias desprovidas de azeite e cinco preparadas com azeite para as suas lamparinas, elas aguardavam o noivo. Essa parábola destaca a prontidão dos que seguem a Jesus. Explanaremos sobre o cortejo nupcial, as virgens néscias e prudentes, o desespero da imprudência, e a perda de oportunidade.

1. Cortejo nupcial
Nessa época os casamentos em Israel incluíam uma procissão do noivo até a casa da família da noiva, ambos tinham acompanhantes, entre elas, as dez virgens, o noivo e a noiva se encontravam e juntamente com esses acompanhantes formavam um grande cortejo nupcial e seguiam até a casa do pai do noivo para as bodas de casamento, ou seja, o banquete, podendo durar semanas. O trajeto acontecia à noite passando por vilas e aldeias onde não havia luz, de maneira que as lamparinas iluminavam o caminho, cantando pulando, e assim todos deviam carregar as suas vasilhas com azeite (Mt 25.1). Antes de acontecer o encontro, o noivo tarda e todas toscanejaram, mas a meia noite ouviu-se um grito: Eis aí o noivo! Sai ao encontro! (Mt 25.5,6).

Obs. Você sabia que se tratando da igreja “noiva” e Cristo “noivo”, as bodas “festa” de casamento irá acontecer na casa do pai “céu” no período de sete anos?

2. As virgens
Loucas
As virgens loucas estavam totalmente desprovidas, sem azeite nas suas lamparinas, logo, se o fogo apagasse, não dava para acender outra vez.

Prudentes
As virgens prudentes levavam azeite suficiente em suas vasilhas, e não podiam dividir o azeite, isso não era questão de egoísmo, mas se dividissem o azeite a luz poderia ser insuficiente para clarear o caminho.

3. O desespero
Os descuidados geralmente passam por momentos de desespero, observem a desesperação daquelas cinco virgens em busca de azeite, geralmente quem não tem, pedi a quem tem. A busca por algo na última hora desencadeia o insucesso, pois tomar os cuidados necessários para estarem preparadas para a vinda do noivo provou ser fatal para as cinco que não tinham azeite (Mt 25.8). Não devemos confiar nas reservas espirituais anteriores, pois as reservas também se acabam.

4. A perda de oportunidade
Muitas vezes deixamos para a última hora decisões importantes, por isso perdemos grandes oportunidades. O noivo tarda, mas volta, e no momento delas acompanhar o cortejo nupcial as néscias perderam a oportunidade (Mt 25.9-12). Somos responsáveis por boa parte de perdas e ganhos em nossas vidas, entretanto devemos ter muito cuidado, porque nem sempre as oportunidades reaparecem nas mesmas proporções, assim será a oportunidade para entrar no reino de Deus é única. Cada um facilite a sua vida para que naquele momento não encontre a porta fechada.

Considerações finais
Nos dias de hoje qual a lição aprendida: a) O despreparo para encontrar o noivo; b) O desespero pela falta de azeite; c) A perda da última oportunidade. Muitos crentes atualmente estão despreparados espiritualmente, sem azeite e sem brilho, isso significa não estarem preparados para a volta do noivo. Podemos ter a aparente impressão que o noivo está tardando, no entanto disse Pedro em sua carta: - “O Senhor não retarda a sua promessa, ainda que alguns a tenha por tardia. Ele é longânimo para convosco, não querendo que alguém se perca, senão que todos venham arrepender-se.” (II Pe 3.9). Quando Jesus vir buscar a sua igreja os crentes deverão estar preparados para não perderem a oportunidade. Ora, a mensagem central dessa parábola é fechou-se a porta, isso significa que não estando preparados perderão definitivamente a oportunidade de acompanhar o noivo (Mt 25.11,12), por isso o SENHOR nos adverte “Vigiai, pois, porque não sabeis o dia nem a hora” (Mt 25.13; 24.42; 13.33-37; I Co 16.13; I Ts 5.6; I Pe 5.8; Ap 16.15).

Pr. Elis Clementino- Itapissuma – PE/Brasil

terça-feira, 31 de maio de 2011

O JULGAMENTO DOS CRENTES

ESBOÇO 388
TEMA: O JULGAMENTO DOS JUSTOS
“Porque todos devemos comparecer ante o tribunal de Cristo, para que cada um receba segundo o que tiver feito por meio do corpo, bem ou mal” 2 Co 5.10.

INTRODUÇÃO
No esboço anterior falamos sobre o arrebatamento da Igreja, entretanto daremos continuidade enfatizando as ocorrências após o arrebatamento. Discorreremos sobre o julgamento dos santos, como será, e como serão vistas as nossas obras.

I. O julgamento dos Santos
Os crentes salvos arrebatados serão julgados, todos comparecerão no tribunal de Cristo (Jo 5.22; Rm 14.12; I Cor 3.12-15; 2 Co 5.10; 2 Tm 4.8), os textos comprovam, no entanto os crentes que morreram antes do arrebatamento ressuscitarão e estarão presente nesse julgamento (I Co 15.50-55; I Ts 4.16,17).

II. Como será esse julgamento

Os crentes serão julgados conforme as suas obras, elas serão avaliadas pelo Juiz e cada um receberá a justa recompensa (Ec 12.14; Mt 5.22; 12.36,37; Mc 4.22; Rm 2.5-11; I Co 4.5; 2 Co 5.10; Ef 6.8; Cl 3.23-25). Nesse julgamento, sem exceção, serão julgados, os crentes fiéis receberão galardões (Mt 5.11,12; 25.14-23; Lc 19.12-19; 22.28-30; Gl 6.8-10; I Co 3.12-14; 9.25-27; 13.3; Ef 6.8; 2 Tm 4.8; Hb 6.10; I Pe 5.4; Ap 2.7,11,17,26-28; 3.4,5,12,21), com a salvação garantida pela graça (Ef 2.8,9), os crentes não serão condenados, continuarão salvos recebendo recompensas e galardões pelo que fizeram (Ec 12.14; Mt 5.9; I Co 2.13-15; 2 Co 5.10; Cl 3.25; I Jo 2.28).

III. O que será julgado
Nesse julgamento tudo será revelado:
(a) Os segredos (Mc 4.22; Rm 2.16); (b) O caráter (Rm 2.5-11); (c) As palavras (Mt 12.36,37); (c) As boas obras (Ef 6.8); (d) Atitudes (Mt 5.22); (e) Nossos ensejos (I Co 4,5); (f) Falta de amor (Cl 3.23; 4.1); (g) Obras ministeriais (I Co 3.13). Todos serão julgados de maneira que o que fizer agravo receberá agravo que fizer (Cl 3.25; Ec 12.14; I Co 3.15; 2 Co 5.10), também quem praticar as boas obras, o amor ao próximo e fidelidade a Deus serão recompensados (Ef 6.8).

IV. Como serão vistas as nossas obras

Conforme o Apóstolo Paulo os materiais que representam as nossas obras, dividi-se em duas classes (I Co 3.12,13). Primeira classe (a) ouro (b) prata (c) pedras preciosas, materiais de grandes valores e indestrutível ao fogo, segunda classe de materiais que não suportam o fogo: Madeira, feno e palha. Segundo o comentário da Bíblia de Estudo Pentecostal, o fogo provavelmente, significa “salvo por um triz”.

Os crentes nesse julgamento embora salvos, alguns sofram perdas ou danos, os crentes descuidados nesta vida são os mais vulneráveis a essas perdas “(1) sentimento e vergonha na vinda de Cristo (2 Tm 2.15; I Jo 2.28); (2) perda do trabalho que fez para Deus (vv. 12-15); (3) perda de glória e honra diante de Deus (Rm 2.7); (4) perda de oportunidade de servir e de autoridade no céu (Mt 25.14-30); (5) posição inferior no céu (Mt 5.19;19.30); (6) perda de galardão (vv. 14,15); (7) retribuição por injustiça cometida contra o próximo (Cl 3.24,25).” Por ser algo tão sério esse julgamento deve ser levado em consideração pelos crentes, por envolver perdas e ganhos (I Co 3.15; 2 Jo 8). Enquanto alguns perdem, outros ganham aprovação divina (Mt 25.21); tarefas e autoridade (Mt 25.14-30); posição (Mt 5.19; 19.30); recompensa (I Co 3.12-14; Fp 3.14; 2 Tm 4.8); e honra (Rm 2.10; I Pe 1.7).

Considerações finais
Na expectativa desse julgamento todos os crentes devem procurar aprimorar ainda mais o temor ao Senhor e o viver cristão nesse mundo (I Co 5.11; Fp 2.12; I Pe 1.17). Devemos levar a sério (I Pe 4.5,7), se esforçar para naquele dia não ter perdas ou danos. Os crentes que viverem como ímpios certamente não serão arrebatados (Mt 25. 1-13).

Fontes – Bíblia de E. Pentecostal; Comentário aplicação pessoal NT CPAD.

Em outra ocasião daremos sequência ao assunto.

Pr. Elis Clementino- Itapissuma – PE/Brasil

quinta-feira, 26 de maio de 2011

ARREBATAMENTO DA IGREJA

ESBOÇO 387
TEMA: Arrebatamento da Igreja
“Porque o mesmo Senhor descerá do céu com alarido, e com voz de arcanjo, e com trombeta de Deus; e os que morreram em Cristo ressuscitarão primeiro; depois, nós, os que ficarmos vivos, seremos arrebatados juntamente com eles nas nuvens, a encontrar o Senhor nos ares, e assim estaremos sempre com o Senhor,” (I Ts 4.16.17).

Introdução
Ao examinar as escrituras encontramos citações e textos que exprimem um dos assuntos referente à escatologia: O arrebatamento da igreja, será um dos acontecimentos jamais visto em toda história da humanidade, está preste a acontecer, mas antes algumas ocorrências advirão, como também logo após o arrebatamento. Faremos um BREVE e SIMPLES comentário sobre o seu significado e o que virá antes e depois do arrebatamento.

Significado
Conforme comentário na Bíblia de estudo pentecostal, o termo “arrebatamento” deriva da palavra raptus em latim, que significa: arrebatado rapidamente e com força. O termo latino raptus equivale a harpazo em grego, traduzido por arrebatado I Ts 4.17. Esse evento descrito em Tessalonicenses e I Co 15 referem-se à ocasião em que a igreja do Senhor será arrebatada da terra para encontrar-se com ele nos ares. O arrebatamento abrange apenas os salvos em Cristo. A respeito do arrebatamento o próprio Jesus alertou a todos sobre os sinais que o precederiam (Mt 24.4-14), sendo ele um acontecimento inesperado (Mt 24.36-44).


I. Momentos antes do arrebatamento

1. A ressurreição dos que dormiram em Cristo (I Ts 4.16), não se refere ao descrito em (Ap 20.4), porque esse evento só ocorrerá depois, ou seja, quando Cristo vier a terra para julgar os ímpios e prender Satanás (Ap 19.11; 20.3). Na ressurreição descrita em (Ap 20.4) pode estar incluído os mártires da grande tribulação e provavelmente com os santos do AT, e sobre esse momento discorreremos na sequência.

2. Durante a ressurreição dos que dormiram em Cristo, estará acontecendo à transformação dos crentes que estiverem vivos, e juntos com eles serão arrebatados nas nuvens para encontrar com o Senhor nos ares, entre o céu e a terra (I Ts 4.16,17).

II. Como será o arrebatamento?
a) Será como um relâmpago (Mt 24.27);
b) Num abrir e fechar de olhos (I Co 15.52);
c) Será como a tomada do profeta Elias (2 Rs 2.11).

III. Ocorrências após o arrebatamento
Após o arrebatamento acontecerá o julgamento dos crentes, esses receberão as recompensas, só que esse julgamento não implicará em salvação ou em condenação, mas para ser galardoado segundo as suas obras, “Porque todos devemos comparecer ante o tribunal de Cristo, para que cada um receba segundo o que tiver feito por meio do corpo, ou bem ou mal” (2 Co 5.10), nesse julgamento o juiz não fará exceção, todos hão de ser julgados (Rm 14.11,12; I Co 3.12-15; 2 Co 5.10).

IV. Quando acontecerá o tribunal de Cristo?
a) Após o arrebatamento da igreja (Rm 14.10b; II Co 5.10);
b) Antes da festa de casamento de Cristo com a Igreja, ou seja, bodas do cordeiro.

V. Quem será o juiz desse julgamento?
O juiz desse julgamento é o próprio Cristo (Jo 5.22; 2 Tm 4.8), nesse momento tudo será conhecido como: (1) Os segredos Mc 4.22; Rm 2.16); (2) o caráter (Rm 2.5-11); (3) As nossas palavras (Mt 12.36,37); (4) as boas obras (Ef 6.8); (5) atitudes (Mt 5.22); (6) nossos motivos (I Co 4,5); (7) a nossa falta de amor (Cl 3.23; 4.1); (8) e a nossas obras ministeriais (I Co 3.13). Nesse julgamento os crentes receberão seus galardões segundo as suas obras.

Considerações finais

O arrebatamento da igreja deve ser aguardado por todos os crentes em Jesus no mundo, pois será a vitória final para os que permanecerem fiéis a Ele. Essa é a primeira parte sobre esse acontecimento, porém a sequência de eventos discorreremos posteriormente. Estejam preparados! DEUS TE ABENÇOE.

Pr. Elis Clementino da Silva – Itapissuma – PE/Brasil

quinta-feira, 19 de maio de 2011

ORAÇÕES OUVIDAS E RESPONDIDAS

ESBOÇO 386
TEMA: Orações ouvidas e respondidas
“Antes que clamem, responderei; estando eles ainda falando, os ouvirei” (Is 65.24).

Introdução
Este esboço é a sequência do anterior, porém iremos enfatizar sobre a resposta da oração feita por um justo. A oração tem poder transcendental, mas é necessário usar a fé, o salmista falou sobre a atenção de Deus aos seus servos quando se dispõem a procurá-lo através da oração Sl 91.15.

As condições
Para que as nossas orações sejam respondidas, são necessários alguns requisitos, inclusive a palavra do Senhor a Salomão foi enfática sobre eles (2 Cr 7.14); (1) Relacionar-se com o criador; (2) se humilhar; (3) Orar; (4) buscar a minha face; (5) se converter dos maus caminhos, exemplos (Is 1.15; 59.1-3; Lc 18.11,12). Mediante esse contexto podemos citar o exemplo do rei Ezequias que ao receber a mensagem do profeta Isaias se dispôs a apresentar em oração a sua maneira de viver diante do Senhor (Is 38.2,3). Essa atitude de apresentar a Deus a nossa maneira de viver, fidelidade, e serviço, é comum entre nós. É muito importante ter algo a apresentar ao Senhor, não que isso venha a forçá-lo a realizar algo por nós, porque tudo depende da sua vontade (I Jo 5.14), aprendemos isso quando Jesus nos ensinou a orar “Venha o teu reino, seja feita a tua vontade, assim na terra como no céu;” (Mt 6.10).

O tempo de resposta

As orações podem ser ouvidas e respondidas instantaneamente ou posteriormente (Dn 10.12), para Deus todo tempo é tempo, porque Ele é o eterno agora, ele está acima do tempo, o tempo existe para nós por sermos limitados a ele, nós é que temos que nos adequar ao tempo, e não sermos imediatistas, Deus sabe o momento certo para nos conceder aquilo que lhe pedimos, se demora um pouco, persista (Lc 11.5-13); Elias orou no monte Carmelo pedindo chuva sete vezes (I Rs 18.42-45), entretanto a resposta não foi tão rápida quanto o seu pedido para não chover (I Rs 17.1-4; Tg 5.17,18). Se demorar não pense que a sua oração foi excluída (Hc 1.2). Lembre-se que Ana persistiu no seu pedido e alcançou (I Sm 1.27a). Davi expressou a sua paciência em esperar (Sl 40.1). Duas coisas acontecem quando oramos a Deus: Fica em silêncio (Gn 16.16; Gn 17.1; Jó 19.7; Sl 22.2; 83.1; Mt 27.46), e responde segundo a sua vontade (I Jo 5.14; II Co 12.9).

Orações respondidas

Citamos anteriormente as condições para que as orações fossem respondidas, quando acolhemos alguns requisitos exigidos por Deus, Ele nos atende. Pois - “Os justos clamam, e o Senhor os ouve, e os livra de todas as suas angústias.” (Sl 34.17; Sl 20.7; Pv 21.31); “Clamou este pobre, e o Senhor o ouviu, e o salvou de todas as suas angústias.” (Sl 34.6; Gn 1.6,7; Hb 11.3). Um grande exemplo: - “Vai e dize a Ezequias: assim diz o Senhor; o Deus de Davi teu pai; Ouvi a tua oração, e vi as tuas lágrimas; eis que acrescentarei aos teus dias quinze anos.” (Is 38.2-5); não importa a situação e nem o lugar que você esteja, Jonas orou em gritos desde o ventre do peixe (Jn 2.1-2).

Considerações finais

Valorizemos a oração em todas as circunstancias, sempre apresentando condições favoráveis, ou seja, de forma humilde e sincera, como também aguardar a resposta, os seus ouvidos não estão agravados para que não possa ouvir (Is 59.1), embora ele fique em silêncio, mas não desista de buscar (Is 55.6). Se você está sendo submetido a algumas provações na vida e Deus não responde a tua oração, isso resultará em coisas boas. “Porque ele livrará o necessitado quando clamar, como também o aflito e ao que não tem quem o ajude” (Salmos 72.12).

Pr. Elis Clementino – Itapissuma –PE/Brasil
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