quinta-feira, 8 de setembro de 2011

SUPERANDO CRISES NO RELACIONAMENTO CONJUGAL E FAMILIAR

ESBOÇO 402
TEMA: Superando crises no relacionamento conjugal e familiar
“As muitas águas não poderiam apagar este amor, nem os rios afogá-lo. Ainda que alguém desse todos os bens da sua casa por este amor será todo desprezado” (Ct 8.7; Pv 6.35; Ef 5.28).

Introdução

No mundo vivemos diante de tantas diferenças, mas temos que aprender a conviver com elas em todos os aspectos, seja na vida profissional, amizades, vida amorosa, entre outros. As lições que vivenciamos no cotidiano servem de aperfeiçoamento a fim de fazermos melhor. Os conflitos são os maiores aliados da separação entre amigos e relacionamentos amorosos, essas tensões apesar de deixar sequelas elas também nos impelem para o prélio, para isso é necessário atenção nos momentos de antagonismo. Explanarei com singeleza sobre alguns relacionamentos e crises conjugais.

I. Quatro pilares de sustentação do relacionamento

1. Amor é à base de todo bom relacionamento humano, “amor ao próximo”;
2. Humildade, sem ela é impossível você se relacionar bem;
3. Compreensão, se não soubermos lidar com as diferenças, jamais nos relacionaremos satisfatoriamente;
4. Valorização; devemos estimar as pessoas e considerá-las tão importantes quanto a nós mesmo.

II. Três tipos de relacionamentos

Poderia comentar outros tipos de relacionamentos, até mais significantes, entretanto me aproprio desses três, enfatizando o valor da família.

1. Interpessoais

Devemos ter em comum o relacionamento entre pessoas, sem distinção de cor, raça, classe social, religiosa etc. Esse tipo de relacionamento é o mais natural e fácil de fazer, o difícil é mantê-lo. Entretanto há outros mais próximos e afetivos.

2. Intrapessoal

Esse tipo de relacionamento se desenvolve dentro da própria pessoa, se questiona, responde, decide, entre outros. Quando o individuo não interage bem consigo mesmo, muito menos com os outros. A dificuldade já começa dentro dele (a) mesmo “vai bem contigo?” (2 Rs 4.26). Entretanto podemos também interrogar e responder a nós mesmos como fez o salmista (Sl 116.12,13).

3. Conjugal e familiar
Esse é um relacionamento importante, com ele o casal deve conviver afetuosamente todo tempo. O AMOR é causa principal da subsistência amorosa entre marido e mulher, ambos têm compromissos e deveres, a mulher é uma auxiliadora tirada do próprio homem (Gn 3.18), ela deve ser tratada com dignidade, reconhecendo o seu valor (I Pe 3.7). Uma mulher amada é tida por mulher virtuosa, cujo valor excede o dos rubins e o coração do seu marido está confiado nela (Pv 31.10.11; Pv 12.4), uma esposa fiel, cuidadosa e amorosa, é presente de Deus (Pv 18.22), ela é como a videira frutífera aos lados da tua casa (Sl 128.3), é como um manancial e a gazela graciosa (Pv 5.18,19), ler ainda (Pv 31.10-31). O marido deve amar a esposa como o seu próprio corpo, Paulo compara o amor dos cônjuges como o de Cristo a igreja (Ef 5.25-28). A submissão da mulher ao marido não deve ser entendido pelo lado pejorativo, essa é uma posição sob missão (Ef 5.22,24; I Pe 3.5,6), sem dúvidas envolve o amor; a submissão deve ser com amor, o mais é constrangimento. No relacionamento conjugal ninguém deve interferir entre os cônjuges, outras pessoas quando se envolvem pai, mãe, sogros ou outros de grau parentesco, geram problemas e crises, diz às escrituras que o homem deixará pai e mãe e apegar-se-á a sua mulher (Gn 2.24; Mc 10.7). A palavra de Deus nos ensina que devemos coabitar com as nossas esposas com entendimento (I Pe 3:7). Elas não devem ser tratadas como nossas: Lavadeiras, cozinheiras, passadeiras, objeto de prazer sexual ou mesmo como simplesmente mãe dos nossos filhos, ela merece todo nosso amor e atenção.

“Toda mulher sábia edifica a sua casa, mas a tola derruba com as suas próprias mãos” (Pv 14.1).

III. Crises
Quando falamos em conflitos no casamento, sabemo-los que surgem na vida de muitos casais, portanto eles devem ser superados com bastantes diálogos, essa é a melhor maneira de conviver com a situação, marido e mulher devem evitar qualquer tipo de atitudes inconvenientes, e para termos vitória é necessário abrir mão de alguns privilégios, inclusive reconhecer as faltas entre ambos “se perdoarem”, essa é a melhor maneira de superar crises no casamento, as diferenças sempre irão existir, jamais os cônjuges devem medir forças, pois é importante salientar que nenhum conflito será resolvido dessa forma, mas com muita ponderação administrando as diferenças.

IV. Pais e Filhos

Relacionamento entre pais e filhos deve ser dentro de um clima de consenso, há uma recomendação paulina que não devemos provocar ira dos nossos filhos (Ef 6.2; Cl 3.21; Gn 18.19; Pv 19.18). Cabe aos pais ensinarem aos seus filhos se relacionarem bem com os seus semelhantes, isso deve ser feito desde cedo no lar, ensinando-lhes o caminho que devem andar (Pv 22.6). Os filhos devem obedecer aos pais e tê-los em honra, pois esse é o primeiro mandamento com promessa (Ef 6.1-3; Ex 20.12; Dt 5.16).

Considerações finais

Jamais devemos deixar de valorizar a nossa família, Satanás é o causador de destruição dos lares, ele sabe muito bem que a família é à base da sociedade; se ela for destruída toda sociedade mergulhará num caos, devemos pedir a Deus graça e paciência para não jogar fora tudo aquilo que você conseguiu durante a sua vida conjugal, orar, vigiar e ler a palavra de Deus é imprescindível para manter a unidade familiar. Antes de você tomar qualquer atitude sobre a sua vida conjugal, PENSE!

Se você é feliz no seu casamento, continue cultivando com adubo do amor, pois muitos gostariam de ser feliz como você, e não são. CLEMENTINO

“Goza a vida com a mulher que amas, todos os dias de tua vida fugas, os quais Deus te deu debaixo do sol; porque esta é a tua porção nesta vida”. (Ec 9.9)

Pr. Elis Clementino da Silva – Itapissuma – PE/Brasil

segunda-feira, 29 de agosto de 2011

DESPREZANDO AS AFRONTAS

ESBOÇO 401
TEMA: DESPREZANDO AS AFRONTAS
“Davi despreza as afrontas de Simei” (2 Sm 16.5-11).

Introdução

Nada há que tanto enxovalhe do que as afrontas, infelizmente todo ser humano já se deparou com elas durante a sua vida. As afrontas podem nos levar a cometer alguns infortúnios, desde que o indivíduo não consiga controlar seus impulsos. Davi se deparou com algumas situações constrangedoras. Discorremos sobre as afrontas, como Davi as administrou e o arrependimento de Simei.

Contexto histórico

Simei, filho de Gera, da tribo de Benjamim, da casa de Saul (fanático apoiador do antigo rei Saul). Quando Davi fugia de Absalão, este homem rogou-lhe uma praga, ele estava tão furioso e tão encorajado para ver a derrota de Davi, que tomou sobre si a tarefa de amaldiçoá-lo, enquanto acompanhava o cortejo. E, conforme o amaldiçoava, lançava-lhe pedras, dificilmente uma maneira de injuriar um inimigo. A atitude de Simei contra Davi era bastante comum entre os membros da tribo de Benjamim, onde continuava a lealdade a Saul (2 Sm 20.1).

I. As afrontas

1. Davi foi extremamente afrontado:
a) Pelos Próprios irmãos I Sm 17.28,29);
b) Por Saul (I Sm 17.32);
c) Por Golias (I Sm 17.42,43);
d) Pela sua própria mulher que o desprezou quando trazia a arca do Senhor para Jerusalém (2 Sm 6.16,20);
e) Por Absalão, filho revoltado (2 Sm 15.10);
f) Por Simei, com maldições e pedradas (2 Sm 16.5-11).

II. Como lidar com as afrontas?

1. Domínio próprio ou autocontrole (Gl 5.22,23).
a) Equilíbrio emocional (2 Sm 16.11)
b) Ser um gestor das circunstâncias.

“Somos mais responsáveis pela maneira como respondemos às circunstâncias, do que pelo que acontece”

“Davi estava mais preocupado com Absai do que com as afrontas de Simei”

“Absai estava desejoso de vingança, e com a espada poderia cometer uma tragédia matando Simei”

“Se com perdão abraçares os que vos afrontam, com perdão serás abraçados”

“O homem será grande quando ele aprender suportar as afrontas”

Existem muitos Absai ao nosso redor, tenhamos cuidado com os seus incentivos, Absai não perdoa.

Na prisão de Jesus, a atitude de Absai estava no coração de Pedro, decepou a orelha de Malco. Não deixe ninguém tomar atitudes por você.

O arrependimento de Simei
Mediante esse contexto vale ressaltar que quando Davi voltou a ocupar o trono, Simei expressou seu arrependimento (2 Sm 19.18-20), Davi não revidou as afrontas, mesmo sendo tão constrangedoras (2 Sm 21-23). Ora! Isso acontece em nossos dias, aqueles que nos odeiam, nos atiram pedras, eles podem amanhã fazer parte da nossa amizade, se Davi tivesse consentido a morte dele, não teria o conquistado mais tarde.

Considerações finais

Muitas vezes não levamos em consideração a permissão de Deus em relação ao que acontece em nossas vidas, Davi entendia como uma permissão de Deus para tal atitude de Simei, ele dizia: “Ora, deixai-o amaldiçoar, pois, se o SENHOR lhe disse: Amaldiçoa a Davi, quem, pois diria: Porque assim fizeste? (2 Sm 16.10,11). A compreensão de Davi com relação a vontade de Deus o ajudou a administrar o seu sentimento emocional. Deus permite que alguém nos aflija, permitindo que “Simei” nos afronte. Contudo devemos manter o nosso equilíbrio. Se o teu inimigo te afrontar não revides, nem atire pedras sobre pedras, Jesus nos ensinou amar os nossos inimigos e orar pelos que nos persegue (Mt 5.44). Se Davi tivesse matado Simei, ele não teria a oportunidade de se arrepender e ficar do seu lado mais tarde. Seja inteligente o suficiente, e conquiste os seus inimigos.

Pr. Elis Clementino – Itapissuma – PE/Brasil

Mensagem ministrada na E.B.O em Jaboatão dos Guararapes - PE

quarta-feira, 24 de agosto de 2011

O JOVEM CRISTÃO

ESBOÇO 400
TEMA: O JOVEM CRISTÃO
“Não deixe que ninguém o despreze por você ser jovem. Mas, para os que creem, seja um exemplo na maneira de falar, na maneira de agir, no amor, na fé e na pureza”. (I Tm 4.12)

Introdução
Na contemporaneidade há muitas turbulências envolvendo crianças, adolescentes e jovens em todas as áreas da vida, por razão disso os nossos jovens necessitam de orientações concisas e apropriadas, com o objetivo de encaminhá-los a fazer diferença em direção a um futuro promissor, seja na vida social ou espiritual. Glosaremos sobre o desenvolvimento social, moralidade, futuro e espiritualidade.

1. Desenvolvimento igualitário

a) Desenvolva socialmente procurando o bem estar das outras pessoas;
b) Amplie o seu grau de intelectualidade;
c) Tenha projetos, propósitos ou metas, para o que você quer alcançar na vida.

2. Em relação à moralidade

a) Seja um jovem equilibrado e de bom senso;
b) Controle os seus impulsos, ou seja, mantenha o autocontrole;
c) Seja humilde, afável e respeitador;
d) Seja obediente aos superiores;
e) Não ande com pessoas que não seja exemplo para você;
f) Não tenha amizade com pessoas que nada lhe acrescente;
g) Conheça a si mesmo, bem como as suas limitações, considere sua área de limite;
h) Saiba que a força moral é superior a física;
i) Tome como exemplo a vida de Jovens na bíblia como: JOSÉ e DANIEL

3. Em relação ao futuro

a) Não deixe Deus responsável por todo seu sucesso e futuro;
b) Não responsabilize Deus pelos seus fracassos;
c) Saiba que você é responsável tanto pelo seu sucesso quanto fracasso, não culpe ninguém se as coisas não andam bem para o seu lado;
d) Não deixe que os seus pais prepararem o seu futuro, lute você mesmo por ele;
e) Comece a plantar as boas sementes agora para colher amanhã;
f) Faça tudo com ordem e decência.

4. Em relação à espiritualidade

a) Saiba que há um Deus que rege todas as coisas;
b) Tenha o desejo de ouvir a sua palavra;
c) Tenha estreita comunhão com Deus;
d) Sinta a doce presença de Deus, nos momentos de adoração;
e) Viva em plena harmonia com as pessoas da sua comunidade cristã;
f) Seja dedicado nas tarefas que lhes são confiadas na igreja;
g) Mantenha-se puro, dando lugar ao Espírito Santo, orando e jejuando;
h) Saiba que Deus tem propósitos e projetos para você;
i) Acredite que Deus está investindo em você, mas permita que os projetos dele sejam cumpridos.

Considerações finais

Cada pessoa jovem deve reconhecer e desenvolver socialmente os seus valores, com uma vida moralmente bem ordenada, ele (a) deve pensar no seu futuro, e começar a plantar boas sementes agora para colher amanhã. Também é preciso entender que deve desenvolver o seu potencial espiritual, tendo em mente um Deus que pede contas de todas as coisas, fazer a sua vontade para viver bem em todos os seus caminhos (Ec 12.9). Não deixe de agradecer-lhe por tudo que recebe.

Treinamento:
Leia com atenção e ponha os versículos bíblicos correspondentes.

Pr. Elis Clementino/Itapissuma/PE/Brasil

quarta-feira, 17 de agosto de 2011

A PROVA DA FÉ

ESBOÇO 399
TEMA: A PROVA DA FÉ
“para que a prova da vossa fé, muito mais preciosa do que o ouro que perece e é provado pelo fogo, se ache em louvor, e honra, e gloria na revelação de Jesus Cristo” (I Pedro 1.7).

Introdução

È muito natural provar as coisas para saber se é real ou não, esse teste estende-se também a vida espiritual, os ourives provam o ouro com fogo; o crisol serve para provar a prata, e a capacidade dos indivíduos também são testadas, assim como Deus prova a fé do crente.

1. Como somos provados

a) Nas tentações (Mt 4. 3,4);
b) Nas doenças (Mc 5.22,23);
c) Nos desempregos;
d) Nas impossibilidades.

2. Provados na fé

Noé, a sua maior prova foi construir uma arca quando não havia chuva (Gn 6.14);
Abraão, sair da sua terra sem saber para onde ia (Hb 11.8);
José, rumo a governador do Egito (Gn 37.19,20);
Moisés, enfrentando a fera do Egito (Ex 5.12);
Josué, para conquistar Jericó (Js 6.3);
Gideão, com seus trezentos (Jz 7.6,7);
Elias, mediante as perseguições de Acabe (I Rs 19.12);
Jó, mediante a dura prova de fé (Jó 2.7,8).

2.1. No novo testamento

Os discípulos, mediante os desafios da chamada, foram provados, igualmente os enfermos.
A mulher Cananéia (Mt 15.25,26);
A mulher do fluxo de sangue (Mc 5.25,26);
O centurião (Mt 8.5-13);
Os amigos do paralítico (Mt 9.2);
O cego Bartimeu (Lc 18.39).

3. Deus prova os corações

Esse tipo de prova não significa que Deus não saiba o que há dentro do coração do homem (Jr 17.10), nem tão pouco é para saber se o crente é ou não, no entanto o homem revela o que está dentro do coração mediante as provações que sofre (Dt 8.2; Mt 19.16-22). O testemunho vivo da nossa fé é visto por meio das provações, principalmente nos momentos difíceis (Gn 22.9-12).

2.3. A prova da nossa fé

O assunto sobre o sofrimento do crente predomina em toda carta de Paulo (I Pe 2.19-23; 3.14-17; 4.1-4,12-19; 5.10). Frente aos sofrimentos estejamos firmes, sabendo que eles contribuem para bem, conforme Paulo escreveu aos romanos (Rm 8.28). Não devemos nos entristecer pelas provações que passamos, porque elas resultarão em louvor, honra e glória na vinda do Senhor Jesus Cristo, pois a nossa constância nas provações é levada em consideração, cujo valor alcança a eternidade (I Pe 1.6).

Considerações finais
Deus pode provar a nossa fé de diversas maneiras, porém devemos estar preparados para tais provações, pois estas sempre têm suas finalidades. A fé do cristão deve ser inabalável, porque se constitui força motivadora sobre o que professamos.

Pr. Elis Clementino, Itapissuma - PE/Brasil