quarta-feira, 21 de dezembro de 2011

AJUDANDO UNS AOS OUTROS

ESBOÇO 417
TEMA: AJUDANDO UNS AOS OUTROS
“Meus irmãos, se alguém for apanhado em alguma falta, vocês que são espirituais devem ajudar essa pessoas a se corrigir. Mas façam isso com humildade e tenham cuidado para que vocês não sejam tentados também. Ajudem uns aos outros e assim vocês estarão obedecendo à lei de Cristo.” (Gl 6.1,2).

Introdução
Todos os membros de uma família mutuamente precisam ser ajudados, o texto escrito por Paulo aos Gálatas manifesta isso muito claro, principalmente os membros da família cristã, pois o que assim não perpetra é pior que o infiel “Porém aquele que não cuida dos seus parentes, especialmente dos da sua própria família, negou a fé e é pior do que os que não crêem.” (I Tm 5.8). “A vida controlada pelo Espírito de Deus produz harmonia e unidade na comunidade cristã.” (Fp 2.3,4).

1. Relacionamento
A bíblia ensina que os cristãos vivam em união, porque é através dela que procedem as bênçãos divinas. “Quão bom e quão suave é que os irmãos vivam, em união!” (Sl 133.1). É por intermédio dessa união cristã que advirão as bênçãos do Senhor (Sl 133.2,3). No sentido essa união deve alcançar a todos sem distinção de raça, etnia e cor e etc. O ser humano está cada vez mais perdendo o modo de viver pacificamente; ao invés de se amarem estão cada vez mais se odiando, e por si multiplicar a iniqüidade o afeto e falta de amor se ampliam cada vez mais (Mt 24.12,25; 2 Tm 3.1-9).

2. O egoísmo
Ele não permite que o indivíduo se relacione bem com as outras pessoas, geralmente os egoístas não pensam nos seus semelhantes, mas somente em si. Os egoístas pensam ser tão importantes, quando, de fato, não são, e através desse pensamento enganam a si mesmos (Gl 6.3). Não devemos atentar somente para o que é propriamente nosso, mas para o que é dos outros (Fp 2.3-5; I Co 10.24,33). Sentir as necessidades dos nossos semelhantes é um dever, entretanto cada pessoa examine o seu próprio modo de agir! Se o seu proceder for bom, então ela pode se orgulhar do que faz, sem necessidade de comparar o seu modo de agir com os outros (Gl 6.4).

“Jamais ponha um jugo pesado sobre os ombros dos outros, quando nem mesmo você pode carregar.” (At 15.10).

3. Ajudando pessoas
Necessariamente devemos ajudar as outras pessoas, embora que essa ajuda nem sempre seja financeira, mas também com atitudes e ações que as auxiliem, às vezes são mais importantes que o dinheiro, por exemplo, a cooperação dos irmãos para com o Apóstolo Paulo durante o seu ministério (Rm 16.4; Fp 1.5; 2 Tm 1.16).

4. Ajuda espiritual
Devemos nos dispor a ajudar os irmãos nas suas necessidades espirituais, conduzindo-os a Deus de maneira extraordinária, encaminhá-lo à correção, mas isso seja feito com espírito de brandura (Gl 6.1). Atualmente muitos cristãos não querem exercitar essa pratica espiritual com comedimento e subserviência, mas agem sem nenhum amor (Gl 5.15).

Paulo fez um grande bem espiritual e moral a uma pessoa que havia fugido do seu patrão, ao tê-lo furtado, “O escravo Onésimo”. Nesse episódio Paulo apresenta uma profunda amizade com Flilemom, capaz de levá-lo a interceder pelo escravo convertido (Fm 8-21). Quantos Onésimos têm por aí necessitando de alguém com atitude de Paulo, que promova reconciliação e reintegração entre pessoas, cujos laços de amizades foram quebrados?

5. Alegria dos crentes pelos seus irmãos
A alegria de Paulo pela comunhão do irmão Filemom (Fm 7); Elogio de João a Gaio (3 Jo 2-5); De Paulo por Timóteo (I Tm 1.2; II Tm 1.1,4); Relacionamento espiritual de Paulo e Tito (Tt 1.4).

Considerações finais
As escrituras nos dizem que, quem pode fazer o bem e não faz, peca. Nada melhor do que você ser útil para com o próximo, principalmente os da fé. Procuremos ter o mesmo sentimento uns para com os outros (Fp 2.5; Mc 10.42-45).

Pr Elis Clementino – Itapissuma – PE/Brasil

quarta-feira, 14 de dezembro de 2011

TEMA: ORAÇÕES OUVIDAS E RESPONDIDAS

ESBOÇO 416
TEMA: ORAÇÕES OUVIDAS E RESPONDIDAS
“Antes que clamem, responderei; estando eles ainda falando, os ouvirei” (Is 65.24).

Introdução
A oração tem poder transcendental, mas é necessário usar a fé. O salmista falou sobre a atenção de Deus aos seus servos quando se dispõem a procurá-lo através da oração (Sl 91.15). O Apóstolo Tiago conhecia o valor da oração dos justos (Tg 5.14-18).

As condições
Para que as nossas orações sejam respondidas, são necessários alguns requisitos; inclusive, a palavra do Senhor a Salomão foi enfática sobre eles (2 Cr 7.14); (1) Relacionar-se com o criador; (2) se humilhar; (3) Orar; (4) buscar a sua face; (5) se converter dos maus caminhos, exemplos (Is 1.15; 59.1-3; Lc 18.11,12). Mediante esse contexto podemos citar o exemplo do rei Ezequias que ao receber a mensagem do profeta Isaías se dispôs a apresentar em oração a sua maneira de viver diante do Senhor (Is 38.2,3). Essa atitude de apresentar a Deus a nossa maneira de viver, fidelidade, e serviço, é comum entre nós. É muito importante ter algo a apresentar ao Senhor, não que isso venha a forçá-lo a realizar algo por nós, porque tudo depende da sua vontade (I Jo 5.14). Aprendemos isso quando Jesus nos ensinou a orar “Venha o teu reino, seja feita a tua vontade, assim na terra como no céu;” (Mt 6.10).

O tempo de resposta
As orações podem ser ouvidas e respondidas instantaneamente ou posteriormente (Dn 10.12). Para Deus todo tempo é tempo, porque ele é o eterno agora, ele está acima do tempo, o tempo existe para nós por sermos limitados a ele, nós é que temos que nos adequar ao tempo, e não sermos imediatistas, Deus sabe o momento certo para nos conceder aquilo que lhe pedimos, se demora um pouco persista (Lc 11.5-13); Elias orou no monte Carmelo pedindo chuva sete vezes (I Rs 18.42-45). Entretanto a resposta não foi tão rápida, quanto o seu pedido para não chover (I Rs 17.1-4; Tg 5.17,18). Se demorar não pense que a sua oração foi excluída (Hc 1.2). Lembre-se que Ana persistiu no seu pedido e alcançou (I Sm 1.27a). Davi expressou a sua paciência em esperar (Sl 40.1). Duas coisas acontecem quando oramos a Deus: Fica em silêncio (Gn 16.16; Gn 17.1; Jó 19.7; Sl 22.2; 83.1; Mt 27.46), e responde segundo a sua vontade (I Jo 5.14; II Co 12.9).

Orações respondidas
Citamos, anteriormente, as condições para que as orações fossem respondidas. Quando acolhemos alguns requisitos exigidos por Deus, Ele nos atende. Pois - “Os justos clamam, e o Senhor os ouve, e os livra de todas as suas angústias.” (Sl 34.17; Sl 20.7; Pv 21.31); “Clamou este pobre, e o Senhor o ouviu, e o salvou de todas as suas angústias.” (Sl 34.6; Gn 1.6,7; Hb 11.3). Um grande exemplo: - “Vai e dize a Ezequias: assim diz o Senhor; o Deus de Davi teu pai; Ouvi a tua oração, e vi as tuas lágrimas; eis que acrescentarei aos teus dias quinze anos.” (Is 38.2-5); não importa a situação e nem o lugar que você esteja, Jonas orou em gritos desde o ventre do peixe (Jn 2.1-2). O SENHOR está atento as nossas orações.

“Contaste os meus passos quando sofri perseguições; recolheste as minhas lágrimas no teu odre; não estão elas escritas no teu livro?” (Sl 56.8).

Considerações finais
Valorizemos a oração em todas as circunstâncias, sempre apresentando condições favoráveis, ou seja, de forma humilde e sincera, como também aguardando a resposta, os seus ouvidos não estão agravados para que não possa ouvir (Is 59.1). Embora ele fique em silêncio, não desista de buscar (Is 55.6). Se você está sendo submetido a algumas provações na vida e Deus não responde a sua oração, isso resultará em coisas boas. “Porque ele livrará o necessitado quando clamar, como também o aflito e ao que não tem quem o ajude” (Sl 72.12).

Pr. Elis Clementino – Itapissuma –PE/Brasil

quarta-feira, 7 de dezembro de 2011

TEMA: EVANGELHO, PODER QUE SALVA

ESBOÇO 415
TEMA: EVANGELHO, PODER QUE SALVA
“Porque não me envergonho do evangelho de Cristo, pois é o poder de Deus para a salvação de todo aquele que crer,...” Romanos 1.16a

Introdução
Atualmente estamos vivendo momentos difíceis, até mesmo no que diz respeito à pregação do evangelho. Coisas parecidas com o evangelho se propagam a cada dia; e o evangelho genuíno está sendo substituído por elas de maneira muito grosseira e perceptível. A pregação das boas novas “evangelho” está cada vez mais ficando parca, a mensagem do evangelho está sendo simplesmente deixada de lado e substituída pelo “ter”, e com esse desejo o indivíduo enfoca a sua visão somente no materialismo, nas riquezas, bens, e tantas outras coisas.

Não só de pão viverá o homem
A ansiedade leva as pessoas a buscarem apenas as coisas desta vida, como se as estas fossem tudo para que o homem seja feliz. Até mesmo os discípulos estavam interessados mais nas coisas fúteis e terrenas do que nas espirituais (Mt 6.25). Jesus mostrou-lhes oito razões por que eles não deviam ficar preocupados:

1. A vida vale mais que mantimento;
2. O corpo é mais do que as vestes;
3. O homem é mais importante que as vestes;
4. Os discípulos são mais valiosos que as aves do céu que se alimentam sem trabalhar;
5. Que a preocupação não consegue mudar o corpo;
6. Os homens são mais importantes que as plantas que não se preocupem com o vestuário;
7. A provisão de Deus está sobre toda sua criação, por isso eles não deveriam se preocupar;
8. Devemos esbulhar-nos de toda preocupação, elas só atrapalham (Mt 6.25-32).

As inquietações pelo “ter” levam o indivíduo a não dar prioridade às coisas espirituais; para muitos, o “ter” é mais interessante do que o “ser”. “Não é o corpo mais do que o alimento”. “Não só de pão viverá o homem”. Asafe, por ver a prosperidade dos ímpios ficou extremamente preocupado e quase perdia a fé (Sl 73.1-17). Neste texto verificam-se 4 maneiras de se desviar: (1) Invejar a prosperidade dos outros; (2) Ficar triste e desanimado por não prosperar como os ímpios; (3) Menosprezar as bênçãos de Deus; (4) Murmurar contra a sorte da vida (Sl 73.14-16; Hb 12.5-13).

A prioridade
Jesus orienta os discípulos sobre o que eles deveriam fazer, ao invés de ficarem ansiosos e preocupados por todas essas coisas “Mas buscai primeiro o Reino de Deus, e a sua justiça, e todas essas coisas vos serão acrescentadas.” (Mt 6.33). Observem a frase Mas buscai primeiro o reino de Deus, ora, muitos pregadores deixam de enfocar essa busca para enfatizar a busca pelas coisas, como prioridade. A busca pela salvação da alma deixou de ser prioridade, essa mensagem para eles é ultrapassada, e só se consegue mover multidões na base das promessas de curas e riquezas materiais. Ouvi, certa vez, um pregador que dirigia perguntas aos ouvintes, dizer: “quer ser empresário bem sucedido, conseguir carro, casa e saúde, é somente vir aqui na minha igreja, aqui a gente dá jeito a tudo.” Mas, quem não quer ser rico ou empresário? É claro! quem não quer sair da pobreza? Esse é o evangelho das facilidades e não da renúncia, e nem do novo nascimento (Mt 19.16-26; Jo Jo 3.3-12). No entanto seríamos os mais miseráveis se esperássemos em Deus somente nesta vida (I Co 15.19). A ansiedade pelas coisas desta vida tira a paz do coração do homem. Os discípulos entraram em discussão para saber quem seria o maior entre eles (Mt 20.24; Mc 10.41; Lc 9. 46-50; 22.25,26).

Os sofrimentos
O evangelho não nos isenta das consternações dessa vida, pois elas passaram a nos afligir após a queda do homem, então o homem é o culpado por todo sofrimento (Lm 3.39). Muitos cristãos no mundo tiveram as suas vidas ceifadas de maneira trágica, foram capazes de dar a vida por amor do evangelho que abraçaram pela fé, uns morreram ao fio de espada, outros apedrejados, outros queimados em fogueiras, mediante tudo isso eles suportaram até os últimos momentos e não negaram a fé. Entre eles destacamos Paulo, que aprendeu a se amoldar às diferentes situações. Podemos extrair desse texto dez lições importantes para as nossas vidas: (1) Ele contentava-se com o que tinha; (2) Sabia estar abatido; (3) Sabia ter abundância; (4) Aprendeu a viver bem em toda maneira; (5) Instruído para enfrentar todas as situações; (6) Soube ter fartura; (7) Ter fome; (8) Ter abundância; (9) Padecer necessidade; (10) Na fortaleza de Deus ele podia todas as coisas. (Fp 4.11-13), e, finalmente ele morreu ao fio de espada em Roma.

Considerações finais
Jesus sabia muito bem que os cristãos sofreriam neste mundo, entretanto consolou-os com estas palavras proféticas “...Tenho vos dito isto, para que em mim tenham paz; no mundo tereis aflições, mas tende bom ânimo; eu venci o mundo.” (Jo 16.33). Deus não está obrigado a dar nada a ninguém, mas temos obrigação de dar-lhe do bom e do melhor das nossas ofertas.

Pr Elis Clementino - Itapissuma - PE

terça-feira, 29 de novembro de 2011

TEMA: O FERMENTO DOS FARISEUS

ESBOÇO 414
TEMA: O FERMENTO DOS FARISEUS
“Acautelai-vos do fermento dos fariseus, que é a hipocrisia” Lc 12.1b.

Introdução

Nas escrituras, o fermento sempre foi símbolo do pecado. O termo usado para figurá-lo, pela primeira vez, foi em (Ex 12.15). Vale ressaltar que a ausência dele na massa significava pureza espiritual, ou seja, isento de iniquidade, pois nenhuma oferta de manjares ao Senhor deveria contê-lo (Lv 2.11). Discorreremos nesse mote sobre o seu significado, como ingrediente que corrompe, e a sua mistura.

1. Significado
O fermento é um agente capaz de produzir levedação na massa. Ele altera suas propriedades levando-a a ficar volumosa, para ser usada naturalmente em pães, bolos etc. "O fermento dos hebreus constava de uma porção de massa velha em alto grau de fermentação, introduzida na massa fresca'' (Enciclopédia Bíblica O. S. Boyer). Esse termo foi citado em algumas parábolas de Jesus referindo-se aos fariseus. Jesus acusava-os de hipócritas. A palavra “hipocrisia” vem do teatro, e das máscaras que os personagens usavam durante uma peça teatral, e sobre ela Jesus disse: “Nada há encoberto que não seja descoberto” (Lc 12.2). Fingimento, impostura, mentira e falsa devoção eram tudo que os fariseus possuíam. Pode ser possível, agora, disfarçar motivos e valores sob uma capa de piedade, entretanto um dia a máscara será removida e cada um será conhecido como realmente o é.

2. Sentido espiritual
Como um dos símbolos do pecado, espiritualmente o fermento é um ingrediente que corrompe. O SENHOR ordenou aos israelitas que o tirassem das suas casas (Ex 12.15). Jesus em sua parábola disse: “Acautelai-vos do fermento dos fariseus, que é a hipocrisia” (Lc 12.1b); Paulo em suas cartas advertiu os crentes para que não fossem contaminados por esse grupo “Não é boa a vossa jactância. Não sabeis vós que um pouco de fermento leveda a massa toda?” (I Co 5.6; Gl 5.9). O pecado e a hipocrisia não se limitavam apenas aos fariseus daquela época, mas também têm alcançando gerações, e vêm se estendendo até os dias atuais.

3. A mistura de massa com fermento
Após a mistura desses dois ingredientes, não podemos facilmente separá-los; da mesma maneira é o que acontece na parábola do "trigo e o joio" (Mt 13.29,30). Jesus mostrou que essa levedura podia contagiar uma coletividade e desviar toda nação. A maldade e a hipocrisia têm atingido toda humanidade. Jesus sabendo que isso aconteceria, advertiu primeiro os seus discípulos. Literalmente, o fermento é um ingrediente que faz com que a massa cresça, e não é proibido nenhum crente usar normalmente em suas casas na confecção de pães, bolos etc. Sendo ele símbolo (do pecado) tem causado tantos problemas, por isso devemos fazer a nossa parte tirando-o das nossas vidas, e não dos pães e bolos. - “Mas agora despojai-vos também de tudo: da ira, da cólera, da malícia, da maledicência, das palavras torpes da vossa boca.” (Cl 3.8; Ef 4.22; I Pe 2.1). Despojar-se é uma forma de rejeitar, decisivamente, qualquer expressão do velho homem em favor do novo. “Pois que já despistes do velho homem com seus feitos e vos vestistes do novo, que se renova para o conhecimento, segundo a imagem daquele que o criou” (Cl 3.9,10). “Alimpai-vos, pois, do fermento velho. Paulo recorre ao AT para fazer uma ilustração importante. Quando uma dona de casa no século I fazia pão, ela usava o fermento para fazê-lo crescer. A maior parte dessa massa era cozida, mas uma pequena porção era guardada e misturada com novos ingredientes. Durante a noite, o fermento penetrava na nova mistura, e o processo era repetido diversas vezes. Na época da páscoa, cada pedaço de fermento velho era lançado fora, e Israel novamente celebrava a sua redenção e um novo começo. E assim Paulo lembra aos coríntios. Cristo é o nosso Cordeiro pascal. Ele nos deu um início totalmente novo; e, afastando-nos das coisas “velhas” como a malícia e a maldade, devemos nos tornar novos homens e novas mulheres, renovados em Jesus para vivermos uma vida de sinceridade e verdade.” (I Co 5.6-8).

Considerações finais
Devemos ter muito cuidado com o fermento, ele representa as falsas doutrinas ou preceitos de homens. Tiremos das nossas vidas as hipocrisias, sejamos uma nova massa em Cristo.

Pr. Elis Clementino – Itapissuma – PE/Brasil

terça-feira, 22 de novembro de 2011

VINHO NOVO EM ODRES VELHOS

ESBOÇO 413
TEMA: VINHO NOVO EM ODRES VELHOS
“Ninguém põe vinho novo em odres velhos;” (Lc 5.37).

Introdução
Essa é uma das parábolas de grande significado para todos e especialmente os seguidores do sistema religioso antigo. Com essa missiva, Jesus não queria simplesmente falar dos sabores dos vinhos da época e nem dos odres onde se punham os vinhos, mas, enfatizar a necessidade de algo novo através do evangelho; pois o sistema religioso antigo já estava ultrapassado, os extremistas religiosos não interpretavam bem a lei e com isso eram intolerantes impiedosos. A partir desse tema discorreremos sobre o vinho novo, odres velhos e o significado.

Vinhos e odres
Os vinhos nos tempos antigos eram armazenados em odres, esses consistiam de couro de cabras costurados nas extremidades formando uma bolsa, e neles se punha o vinho. A razão de não poder pôr o vinho novo em odres velhos, era que quando o vinho fermentasse os odres velhos não suportaria e rompiam-se (Lc 5.37); no entanto, todo vinho novo por não haver passado pelo processo de fermentação, deveria ser posto em odres novos.

O Vinho velho. Comumente se diz que é o mais delicioso, esse é um conceito natural a respeito dos vinhos que passam por um longo processo de apuração e envelhecimento. Jesus estava apenas dizendo que o vinho novo era o melhor, e ninguém poderia contrariar o que ele estava dizendo, porque era algo figuradamente explícito, ou seja, seria apenas mais um aprendizado. Jesus tratava de algo novo “o evangelho”, e o vinho velho, o sistema religioso antigo. Muitas pessoas estavam acostumadas com o vinho velho e diziam ser o melhor (Lc 5.39). “Muitos se agarram tragicamente ao que é bom quando Deus quer dar-lhes o melhor”. Os religiosos da época indagavam a doutrina de Jesus, mas estavam apegados às tradições antigas. Hoje em dia ocorrem às mesmas coisas, muitos conhecem as verdades do cristianismo, mas rejeitam preferindo as tradições antigas.

Jesus oferece o novo
Jesus abona o melhor “o vinho novo”, embora muitos ainda prefiram o vinho velho “as tradições”. Atualmente muitas pessoas continuam rejeitando as novas do evangelho apegando-se às tradições e preceitos religiosos dos seus antepassados. A fidelidade às tradições antigas podem impedir que as pessoas desenvolvam a sua fé no evangelho de Cristo. O evangelho não pode se moldar às tradições, o novo não pode combinar com os padrões antigos; no entanto, o evangelho não combinava com os sistemas legalistas das religiões.

Entendemos que o evangelho apresentava a graça; o judaísmo, a observação das leis, bem como às regras. Jesus veio trazer o perdão e a reconciliação do homem por meio do novo “evangelho”.

“A igreja cristã nunca pretendeu ser uma seita ou uma adaptação do judaísmo. Em lugar disto, Cristo cumpriu o intento da escritura do AT. A lei revela a natureza e a vontade de Deus, Jesus Cristo revela a natureza e a vontade de Deus. Mas enquanto a lei podia apenas destacar o pecado e condenar as pessoas, Jesus Cristo deu a sua vida para trazer o perdão dos pecados e a salvação”.

Considerações finais
Quando Jesus realizou o primeiro milagre em Caná da Galiléia, foi em uma festa de casamento, o vinho velho acabou. Ele milagrosamente fez surgir um novo e melhor, sem ele não havia vinho novo. Realmente as novas do evangelho são incomparavelmente o melhor, e dispensa qualquer outro representado pelas tradições humanas e legalismo das religiões. “Jesus é o melhor”.

Pesquisa:

Comentário novo testamento CPAD

Pr. Elis Clementino – Itapissuma – PE/Brasil