quinta-feira, 8 de março de 2012

O OBREIRO E OS MALES DA INSENSATEZ

ESBOÇO 428
TEMA: O OBREIRO E OS MALES DA INSENSATEZ
“Assim como a mosca morta faz exalar mau cheiro e inutilizar o unguento do perfumador, assim é para o famoso em sabedoria e em honra um pouco estultícia.” Eclesiastes 10.1

Uma mosca, inseto que aos nossos olhos é insignificante para estragar o trabalho do perfumista; entretanto, tem a capacidade de deteriorá-lo.  A lição é: um pouco de insensatez pode destruir os bons feitos de muitos sábios. “O sujeito é tão inteligente, mas um pouco da sua insensatez desmereceu a sua inteligência”. Muitas vezes os nossos planos são magníficos, mas um pouco da nossa precipitação pode estragar todos eles. Comentaremos neste assunto sobre a insensatez, prudência e as pequenas falhas que podem estragar grandes projetos e trazer sérios transtornos.

A insensatez
1. O insensato pela sua loucura constrói a sua casa sobre a areia, e com a sua própria insanidade a derruba (Mt 7.26). A insensatez tem conduzido muitas pessoas à desgraça, “Todo prudente age com conhecimento, mas o tolo espraia a sua loucura.” (Pv 13.16; 12.23; 15.2).

2. A insensatez está cada vez mais habitual na vida de muitas pessoas, principalmente naquelas que menos esperamos. Isso é visível em todos os seguimentos da sociedade, inclusive no mundo cristão. A mosca morta significa as nossas atitudes; sejam elas em palavras ou ações irrefletidas no nosso cotidiano.

Os males
1. O orgulho e a insensatez do rei Ezequias: Após a cura milagrosa Ezequias recebeu uma embaixada do Rei de Babilônia (Merodaque - Baladã) com presentes para ele, mas o orgulho e a insensatez levaram -no a mostrar tudo o que havia em sua casa, inclusive os seus tesouros;  isso não pareceu bem aos olhos do Senhor.  Por isso o rei foi repreendido pelo profeta Isaías, que lhe declarou as consequências (2 Rs 20.12-18; Pv 18.2).

“Basta um pouco de insensatez para desmerecer toda inteligência.” (CLEMENTINO)

2. Não valorizar as coisas importantes
O rei Uzias não soube valorizar o seu reinado e nem a riqueza do seu conhecimento. E quando isso acontece, o indivíduo termina sendo ofuscado pela insensatez. “Todavia o homem que está em honra não permanece; antes é como os animais, que perecem. ... .” (Sl 49:12). Há obreiros insensatos que não sabem valorizar a sua chamada, por mais humilde que ela seja.

3. Autoritarismo
O obreiro não se valha da sua autoridade eclesiástica para cometer abusos, ou seja, maltratar seus conservos. O autoritarismo não deve prevalecer no nosso ministério cristão, pois, vale salientar que há prestação de contas dos nossos atos (Mt 24.45-51).

4. Desobediência
A desobediência tem sido a principal causa de empecilho no desenvolvimento ministerial de muitos que aspiram ser obreiros. Devemos aprender a viver sob a autoridade espiritual. (I Sm 3.1-10); Elizeu estava sob a autoridade espiritual de Elias (II Rs 2.1-18). Na escola dos profetas os alunos estavam sob a proteção espiritual de Elizeu (II Rs 6.1-7); Na igreja os obreiros devem estar sob a proteção espiritual do seu Pastor (Hb 13.7, 17).

A insensatez tem atropelado vários obreiros no inicio da sua carreira ministerial, porque não souberam ficar debaixo da proteção espiritual do seu líder (At 15.37,38). Entretanto, quem serve bem e permanece sob essa proteção é considerado servo bom e fiel, sendo digno de confiança “Em verdade vos digo que o porá sobre todos os seus bens.” (Mt 24.47)

 Prudência
A prudência é a virtude que nos faz prever os perigos, ela é o antídoto da insensatez. Jesus mostrou aos discípulos o valor e a necessidade dela (Mt 10.16). Os prudentes não edificam a casa sobre a areia, mas, sobre a rocha. Prudência, “cautela, atenção e prevenção” são resultado de uma mente sensata. (Mt 7.24,25). A mente sensata e sábia deve ser constante, isso significa ponderarmos bem todas as nossas atitudes para termos uma vida saudável (Pv 4.12); “todo prudente age com conhecimento.” Pv 13.16a). As escrituras estão cheias de exemplos extraordinários: A humildade de Mardoqueu, a imprudência de Hamã e a prudência de Ester. Ora, Ester, ao tomar conhecimento da sentença real para destruir todos os judeus, interveio em oração e jejum; e de forma sábia e perspicaz, fez com que fosse vista pelo Rei que apontou o cetro para ela (Et 3. 9; 5.1-5; 8.3-11). O orgulho e a imprudência de Hamã o levaram a desgraça (Et 8.7). O insensato cai na sua própria armadilha (Sl 57.6).

“O prudente vê o mal e se esconde, mas o simples prossegue e sofre a pena.” (Pv 22.3)

Necessitamos ser cautelosos. Por falta dela muitos têm sido abarbadas nos seus projetos, e sim, pessoas consideravelmente inteligentes. Os nossos cuidados devem ser permanentes, pois uma pequena bobagem pode ser tão danosa quanto uma mosca morta no unguento do perfumista, “Um pouco da sua insensatez faz desmerecer toda a inteligência que se tem” (Ec 10.1). “A loucura é a causa de muitas desgraças”. Guardemos as recomendações de Salomão (Pv 9.6; 21.20); Jesus diante dos escribas e fariseus (Mt 23.17,19); Paulo considera os gálatas insensatos (Gl 3.1,3); (Ef 5.17) Devemos abandonar toda insensatez e seguir caminhos que nos levem ao bom senso; (Tt 3.3). "A sensatez deve presidir todos os atos da vida do homem." (Carlos Bernardo González Pecotche). “Diz o insensato coração: Não há Deus.” (Sl 14.1). Isso te faz lembrar alguma coisa? Cuidado!

(Está sendo publicado novamente a pedido)

Pr. Elis Clementino – Itapissuma - PE/Brasil


terça-feira, 28 de fevereiro de 2012

PERDIDOS E ACHADOS

ESBOÇO 427
TEMA: PERDIDOS E ACHADOS
“Ou qual a mulher que, tendo dez dracmas, se perder uma dracma, não acende a candeia, e varre a casa, e busca diligentemente até a achar?” (Lc 15.8)

O sentimento de perda pode deixar o indivíduo extremamente abalado, depressivo e sem vontade de reaver o que se lhe escapou. Porém, alguns reagem naturalmente e buscam recuperar os valores que se haviam perdido. Dessa forma, o texto sobre a parábola da dracma perdida enfatiza a busca do perdido e a alegria do achado, embora o assunto destaque o valor para Deus de um pecador que se arrepende. Ponderarei nesse argumento a importância dos valores morais e espirituais e como reavê-los ou superá-los.

Contexto histórico
As mulheres palestinas quando casavam recebiam dez dracmas como presente de casamento; ora, além do valor monetário, estas moedas tinham um valor sentimental, equivalendo a um anel de ouro ou outra joia preciosa; e, se perdesse uma delas certamente traria um profundo sentimento de avaria e isso seria angustiante. A sua maior alegria era encontrá-la (Lc 15.9).

Para Deus, nada é mais precioso no homem que a alma. Talvez você não tenha pensado nisso “o seu valor” para o Senhor; por essa razão devemos compartilhar o amor e a preocupação pelos perdidos. Nada é mais valioso (Mc 8.36,37; Lc 12.15-21). Para Deus a redenção de uma alma é caríssima e os recursos se esgotariam (Sl 49.8).

Perdendo valores morais e espirituais
Os valores morais são preciosíssimos e não devem ser perdidos, mas, caso venha a perder alguns, deve-se procurar imediatamente recuperá-los ou superá-los. Há pessoas que perdem valores e deixam para trás, sequer se esforçam para superá-los. Na parábola do Filho pródigo, o filho perdeu dois valores extraordinários: pecou contra o “céu”, Deus, e contra seu pai (Lc 15.21). Muitos, mediante uma perda de valores, correm atrás do prejuízo, embora algumas sequelas perdurem por alguns anos, e até a vida toda; mas com o achado a alegria será muito maior. “Há valores perdidos que não se recuperam, apenas supera-se a perda”. Davi perdeu os valores mais respeitáveis da vida, foram eles: (1) espirituais; (2) morais; (3) familiares (4) sociais (2 Sm 12.7-14). Embora perdoado, sofreu as consequências que continuaram enquanto viveu (2 Sm 12.10).

Os valores morais e espirituais, perdidos dentro de casa, devem ser achados dentro da própria casa; muitas vezes perdem-se os valores dentro de casa e são procurados em outro lugar (Lc 15.8,9; Lc 15. 21,24); mas todo homem sabe onde os perdeu (2 Rs 6.6). Mesmo que o indivíduo oculte valores espirituais perdidos, ele certamente sofrerá intimamente, além de saber que perante Deus nada está encoberto (Sl 32.3-5; 51.3,4; Hb 4.13). A perda deles representa um prejuízo maior do que qualquer outro. Muitas vezes estamos perdendo valores espirituais sutilmente e não nos damos conta (Jz 16.20), e quando acordamos para a realidade estamos espiritualmente falidos, e a recuperação será com muito esforço, jejuns e orações, além de lutarmos contra os nossos próprios sentimentos. Ter uma vida de renúncia é imprescindível para recuperar as perdas espirituais, bem como o estímulo para continuarmos firmes na presença do Senhor.

            Os valores morais e espirituais de um ser humano não têm preço, nada o substitui, e manter esses valores é fundamental para todo o sucesso. Nada há mais precioso do que a reputação moral e espiritual; “mais digno de ser escolhido é o bom nome do que as muitas riquezas; e a graça é melhor do que as riquezas e o ouro.” (Pv 22.1). Não obstante devemos mantê-los, mas se por acaso houver qualquer quebra desses valores, devemos imediatamente procurar reavê-los ou superá-los.

As nossas atitudes dizem muito sobre os nossos valores morais e espirituais CLEMENTINO ELIS; Meditação: (Fp 4.8,9)

Pr. Elis Clementino - Itapissuma –PE/Brasil

quinta-feira, 23 de fevereiro de 2012

RITUAL OU OBEDIÊNCIA

ESBOÇO 426
TEMA: RITUAL OU OBEDIÊNCIA

“...perguntaram aos sacerdotes, que estavam na casa do SENHOR dos Exércitos, e aos profetas: Continuaremos nós a chorar, com jejum, no quinto mês , como temos feito por tanto anos? Então, a palavra do SENHOR dos Exércitos me veio a mim, dizendo: Fala a todo o povo desta terra e aos sacerdotes: Quando jejuastes e pranteastes, no quinto e no sétimo mês, durante estes setenta anos, acaso, foi para mim que jejuastes, com efeito, foi para mim? Quando comeis e bebeis, não é para vós mesmos que comeis e bebeis? Não ouvistes vós as palavras que o SENHOR pregou pelo ministério dos profetas que nos precederam, quando Jerusalém estava habitada em paz com as suas cidades ao redor dela, e o sul e a campina eram habitados?" Zc 7.1-7.

        O ser humano na prática da religião prioriza mais o ritual, deixando de lado outras coisas mais expressivas; isso acontece por falta de conhecimento do criador, diz as escrituras: O povo erra por falta de conhecimento de Deus (Os 4.6; 6.6b; Mt 22.29). O que mais importa não é o ritual, mas a obediência. O profeta na autoridade divina mostra que a obediência à palavra de Deus trouxe muitos livramentos, paz, alegria e prosperidade, de maneira que a sua bênção cobriu toda terra prometida no tempo de Davi e Salomão (Zc 7.7). O mais importante para Deus ainda é a obediência e não os sacrifícios (I Sm 15.22; Sl 51.16,17; Is 1.10-17). Os sacrifícios não foram estabelecidos com a finalidade de substituir uma vida de obediência. Quando Jesus falava sobre o grande mandamento, o escriba compreendeu que este seria maior que sacrifícios (Mc 12.33). Para eles o sacrifício, até aquele momento, era mais importante do que o amor e a obediência a Deus.

            O povo ainda estava pensando que muito choro e jejum resolveriam os problemas deles. O Senhor foi enfático em dizer: o choro e jejuns de vocês foram para mim? Muitos cristãos hoje têm as mesmas atitudes, oram, consagram, jejuam, mas são irreverentes. Precisamos entender que o nosso verdadeiro culto ao Senhor é indicado pelo comportamento e não pelos seus sacrifícios (Rm 12.1). No AT eram necessários sacrifícios de animais mortos, mesmo assim exigia-se obediência por parte dos ofertantes. Mas com o sacrifício de Jesus Cristo, aqueles não produzem mais efeitos (Hb 9.11-12). Os religiosos e guardadores da lei de Moisés também entendiam que os sacrifícios eram mais eficazes do que a misericórdia, no entanto, Jesus ressaltou que a misericórdia era maior (Mt 9.13; Os 6.6).

Muitas vezes não percebemos que a causa de muitos males sobre o povo é a desobediência, os sacrifícios de tolos, profanação do sagrado; e, muitas vezes pessoas que não conhecem as escrituras são mais reverentes. Temos uma lição importante nas escrituras: “os recabitas”. Eles eram mais tementes aos seus princípios do que muitos cristãos hoje (Jr 35.5-11), Deus mostrou a fidelidade deles para dar lições ao seu povo.

Muitos cristãos atualmente têm oferecido a Deus o culto da irreverência, andam, conversam e fazem votos e não pagam, muitos dos púlpitos tornaram-se palcos, e crentes são meros expectadores, às vezes chamados de galera, o pior é que o ritual da oferta prevalece acima da obediência, e a essência da verdadeira oferta é deixada de lado (Mt 18.9-14). Esses, em algumas igrejas, jamais poderão sequer ser corrigidos quando cometem um delito. Será que alguns estão copiando a prática das indulgências de modo indiscreto? Onde o dinheiro valia mais que a obediência. Deus nos guarde de ingressarmos por esse caminho.

A irreverência na casa de Deus foi abolida do templo e só assim os milagres aconteceram (Mt 21.12-14). Os milagres acontecem não pelo ritual, mas pela obediência.

             Levemos em consideração o que disse Salomão a respeito da reverência no culto: (Ec 5.1-5; Ex 3.5; Sl 50.14; 51.17). A obediência ao Senhor é o principio de todo sucesso espiritual. Deus quer receber de nós aquilo que lhe é devido, e através dessa atitude certamente ele realizará obras excelentes em nosso meio. “Obedecer é melhor que sacrificar”

Pr. Elis Clementino/Itapissuma –PE/Brasil

quarta-feira, 15 de fevereiro de 2012

A VIDA E AS SUAS OPORTUNIDADES

ESBOÇO 425
TEMA: A VIDA E AS  SUAS OPORTUNIDADES

“E vós não sabeis o que sucederá manhã. O que é a vossa vida? Apenas, como uma neblina e aparece por um instante e logo se dissipa” Tg 4.14

Os indivíduos geralmente têm oportunidades para realizar seus projetos, mas nem sempre aproveitam, temos nas escrituras um exemplo e ao mesmo tempo uma advertência a todos “a parábola dos talentos”. Esta enfatiza que as boas oportunidades jamais devam ser dissipadas. Discorreremos nesse esboço sobre pessoas que quase perdiam oportunidades, as que desperdiçaram, fatores que podem levar uma pessoa a não aproveitar as boas oportunidades e as pessoas que aproveitam todas as oportunidades facultadas.

Desperdícios de boas oportunidades
a) Pessoas que quase desperdiçaram
A incredulidade leva o indivíduo a desperdiçar grandes oportunidades;
Naamã o General do Exército da Síria quase perde a oportunidade de ser curado da lepra (2 Rs 5.10-12)

b) Pessoas que desperdiçaram oportunidades
Saul perdeu a oportunidades de ter o seu reinado aprovado pelo Senhor (I Sm 13.13);
O homem de Samaria que duvidou da providencia divina (2 Rs 7.2);
Marta a irmã de Lázaro perdeu a oportunidade de aprender do Mestre (Lc 10.39,40);
As cinco virgens perderam a oportunidade de entrar na festa de casamento (Mt 25.11,12);
O que ganhou um talento para investir (Mt 25.26,27)

Alguns fatores podem levar uma pessoa a não aproveitar as boas oportunidades:
a) Falta de atitude (Jz 4.6-8);
b) Acomodação (Mt 25.24-25);
c) Falta de autoconfiança (I Rs 19.4-14);
d) Autoestima em baixa (I Rs 19.4-14);
d) Frustração (Mt 25.24);
e) Falta de perspectiva de dias melhores (2 Sm 9.8);
f) Não valorizar as oportunidades oferecidas (Jo 9.4; Mt 25.10)

Pessoas que aproveitaram oportunidades
Jacó a bênção do anjo (Gn 32.24-26);
Elizeu a espera da virtude de Elias (2 Rs 2.13);
Os dez leprosos (Lc 17.12-13);
A mulher do fluxo de sangue (Mc 5. 27,28);
A mulher Cananéia (Mt 15.22);
O cego de Jericó (Lc 18.35-38);
Zaqueu na árvore a espera de Jesus (Lc 19.2,3);
Mulher ungiu Jesus antes da sua morte (Mc 14.8);
Maria que ungiu os pés de Jesus (Jo 12.2,3);

Existe oportunidade ímpar na vida, essa não pode ser desperdiçada, pois outra poderá não surgir na mesma proporção, e quando isso acontece a frustração será muito maior. Devemos aproveitar as oportunidades, mostrando que elas são facultadas por Deus para o nosso bem. Na vida secular aproveite todas as boas oportunidades e tenha sucesso.

Pr. Elis Clementino – Itapissuma – PE/Brasil

quarta-feira, 8 de fevereiro de 2012

A INTOLERÂNCIA

ESBOÇO 424
TEMA: A INTOLERÂNCIA

“Senhor meu, proíbe-lo” Nr 11:28b; Mt 21:15

A intransigência é um dos males que afetam muitas pessoas, ela está presente em todos os lugares. A intolerância tem gerado muitos males em todas as camadas sociais e culturais no mundo em todas as épocas. Falaremos sobre intolerância e as suas consequências.

Intolerância
Ela está relacionada ao preconceito, extremismo, fanatismo, absolutismo, inclemência e inflexibilidade. A intolerância gera exclusivismo, ciúme, discriminação, perseguição e violência. Ela está presente em todas as camadas sociais, inclusive, todos nós fomos vítimas.

Exemplos de exclusivismo
1. A intolerância exclui pessoas. Os egípcios não comiam com os hebreus, eram totalmente separados por ser isto considerado abominação ao Senhor (Gn 43:32).

2. A mulher samaritana dizia: como me pedes de beber sendo eu mulher samaritana? (Jo 4:9).

3. Em uma revelação divina a respeito de Cornélio, Pedro dizia: Mas vós bem sabeis que não é lícito a um judeu ajuntar-se, ou chegar-se a um estrangeiro (At 10:28).

4. A intolerância condenava Jesus por ser hóspede na casa de pecador ( )

Ciúmes
1. Nos dias de Moisés, Josué foi intolerante para com Eldade e Medade, só porque profetizavam fora do arraial (Nr 11.28).

2. A intolerância gera ciúmes. O discípulo de Jesus chamado João, lhe disse: Mestre nós vimos um homem que em teu nome expulsava demônios, e nós lhe proibimos porque não nos segue. (Mc 9:38).

3. Trouxeram as crianças para que tocassem em Jesus, mas os discípulos as repreendiam, os intolerantes excluem pessoas para se tornarem exclusivos (Mc 10:13).
4. Os discípulos de João disseram lhe disseram: aquele homem do qual deste testemunho (dele) está batizando mais discípulos do que tu, uma multidão está lhe seguindo (Jo 3:26).

Perseguição e violência
Efraim era a tribo mais poderosa do norte do país, entretanto, ela queria comandar as outras tribos; por isso houve conflitos entre os gibianitas e efraimitas, e para não deixar os efraimitas fugirem atravessando o Jordão, ao encontrá-los os gibionitas perguntavam: vocês são efraimitas? Se eles dissessem que não, eles pediam que pronunciasse a palavra “chibolete”, porém, eles não pronunciavam bem a palavra, chamavam “sibolete” por isso foram mortos quarenta e dois mil efraimitas. (Jz 12:6).

Os intolerantes não perdoam, eles são insensíveis aos sentimentos alheios. Muitas tragédias deveriam ser evitadas se não houvesse tanta inflexibilidade, da qual Jesus também foi vítima; entretanto, cada um deve fazer a sua parte esbulhando-se de toda intolerância, desrespeito ao próximo e agressividade, para que tenhamos uma sociedade melhor.

Os intolerantes não constroem ambiente de paz, fazem guerras. “Os intolerantes acabam sozinhos”

Cuidado para esses males não nos atingirem. A intolerância, o preconceito, o ciúme, a discriminação, o exclusivismo, e a perseguição devem ser banidos dos nossos corações; principalmente quando em relação à intolerância religiosa; ela é pior do que qualquer outra. Paulo nos ensina a suportar os mais fracos, entender as diferenças, sem, contudo deixar de mostrar-lhes as verdades, sendo coerente com a palavra de Deus. “Irmãos, se alguém for surpreendido nalguma ofensa, vós, que sois espirituais encaminhais o tal com espírito de mansidão olhando por ti mesmo para que também não sejais tentados” (Gl 6:1; Cl 2:8; 1 Tm 4:16).

Pr. Elis Clementino – Itapissuma – PE/Brasil