segunda-feira, 9 de abril de 2012

TEMA: DESEJANDO O EPISCOPADO

ESBOÇO 434
TEMA: DESEJANDO O EPISCOPADO
“Quem deseja o episcopado excelente coisa deseja”
I Timóteo 3.1

            Desejar não é nada demais. Porém, no excesso desse desejo é onde está todo problema. Há muitas coisas desejáveis nessa vida: posição, fama, dinheiro, privilégios etc. No ministério cristão sucedem as mesmas coisas; o desejo pelo episcopado (I Tm 3.1; 1.1). A palavra “episcopado” significa pastorado, e as palavras “epíscopos” e pastor no grego têm significados idênticos ao de bispo, (pastor), presbítero, ou ancião; muitos, por não conhecerem esses significados, desprestigiam umas e valorizam outras palavras no mesmo sentido . Ouvi certa vez em um programa de rádio, um ouvinte ligar e tratar o apresentador de pastor, ele imediatamente respondeu: Você está me diminuindo, eu sou bispo, e o ouvinte educado que foi, mesmo sendo induzido ao erro, pediu desculpas. É interessante refletir (Ef 4.11).

Controlando as Aspirações
O desejo pelo episcopado deve ser controlado, pois tudo o que excede gera situações desagradáveis. O  cristão que aspira a ser obreiro na seara do Mestre deve ter controle nesse desejo, antes de tudo, tendo em mente o que disse Paulo aos romanos (Rm 9.15,16). Quando o sentimento não é controlado compromete o desenvolvimento da igreja e do próprio indivíduo. Muitos não têm a dimensão do que é ser um líder espiritual, para os tais, a visão principal é de privilégios; esses estão totalmente enganados.

Considerando a Chamada
Devemos levar em consideração as particularidades e propósitos de Deus para o indivíduo. A chamada de Deus jamais deve ser motivo de orgulho, mas de um sentimento de responsabilidade muito profundo. Encontramos em alguns textos nas escrituras pessoas sendo chamadas, mas que reconheciam a sua incapacidade para desenvolverem qualquer tarefa espiritual (Ex 4.10; Jz 6.15; Is 6.5; Jr 1.1.6) e tantos outros. Nesse ministério espiritual ninguém tem sucesso se Deus não capacitá-lo (2 Co 3.5; 10.4). Além de sermos eternos aprendizes, a fonte do conhecimento de Deus é inesgotável (At 11.17; Rm 11.33).

Muitas pessoas preocupam-se em como chegar ao episcopado; não é necessário fazer manobras para alcançá-lo. Se Deus tem propósitos, ele vai acontecer, mas precisamente no tempo. Muitos não têm paciência em esperar e consagram-se a si mesmos; tenha cuidado! “Ninguém toma para si essa honra, senão o que é chamado por Deus, como Arão (Hb 5.4).

As consternações do episcopado
Geralmente as pessoas que aspiram ao episcopado não imaginam o que pode encontrar pela frente durante o exercício do seu ministério; não é tão fácil como muitos pensam, porque a quem mais é dado, mais será cobrado (Lc 12.48b;Tg 3.1). Os sofrimentos sempre marcaram as vidas dos homens de Deus: Moisés foi  o maior líder da história da humanidade, o trajeto da sua chamada envolveu sofrimentos; mesmo antes do seu nascimento, faraó ordenou a matança dos meninos (Ex 1.15); sendo já grande, preferiu sofrer com o povo de Deus (Hb 11.25,26). Os sofrimentos precedem a chamada daquele com quem Deus tem propósitos, principalmente, quando ele se envolve e desenvolve algum trabalho para Deus. Moisés enfrentou muitos impedimentos, estes são os obstáculos para tudo o que queremos fazer para Senhor. Alguns episódios: Mirian e Arão se levantaram contra Moisés (Ex 15.20); Coré, Datã e Abirão questionaram a autoridade espiritual de Moisés (Nr 16.). A autoridade não se obtém dessa forma, Deus nunca aprovou atitudes de desobediência contra aqueles a quem ele põe à frente do seu povo, e os que assim procedem sofrerão as consequências (Nr 16.32; 26.10).

As marcas do episcopado
As marcas de Cristo no ministério: Paulo carregava sobre si marcas que nada mais eram que sofrimentos na execução da obra de Deus. Tanto os relatos de Lucas em atos, quanto o dele próprio conforme as suas cartas, desde a experiência do caminho de Damasco até o final com a trágica morte por amor a Cristo e ao evangelho (2 Co 11.16-33). Jamais procure aumentar a dor do sofrimento de um homem chamado por Deus. Não se oponha para pô-lo em provações, tenha cuidado! Algum dia, em algum lugar, Deus vai te provar também, e a prova será um murmurador no teu caminho. Nada é mais doloroso para um líder espiritual do que consagrar uma pessoa para o ministério e o tal,  mais tarde, se levantar contra ele.

            Amado, se você tem sofrido na obra, saiba, porém, que você tem um amigo que não lhe abandonará. Paulo sofreu solidão (2 Tm 4.9;11,21); abandono (2 Tm 4.10); traição (2 Tm 4.14,15); privações (2 Tm 4.13); ingratidão (2 Tm 4.4.16). A vida cristã não é cercada por privilégios, mas de lutas constantes até ao final da batalha, porque a nossa luta é espiritual (Ef 6.10). Deus te guarde dos maus obreiros durante o teu ministério. Que você termine a sua carreira de forma digna; não importa se fisicamente, o mais importante é a vida espiritual (2 Tm 4.7,8).

Pr. Elis Clementino – Itapissuma –PE/ Brasil
Assunto Ministrado na 9ª EBO em Itapissuma - PE

quarta-feira, 4 de abril de 2012

BATISMO EM ÁGUAS


ESBOÇO 433
TEMA: BATISMO EM ÁGUAS

No cristianismo a doutrina do batismo é de fundamental importância, e, neste breve estudo, abordaremos alguns pontos interessantes sobre o batismo em águas e considerações relevantes quanto à interpretação bíblica, na qual embasamos a nossa fé e o cumprimento das ordenanças divinas, da vontade de Deus para a sua igreja.

Significado
a) Imersão, sepultamento de pecados, confissão pública da fé;
b) É comparado com o sabão dos lavadeiros (Ml 3.2); a purificação do templo (Jo 2.16); é importante ressaltar que o batismo não é salvação, embora seja para os salvos (Lc 23.43),

Batismos Considerados Biblicamente
a) O batismo no Espírito Santo, resumidamente, é uma concessão especial, sendo através da graça de Deus, um revestimento de poder celestial, imersão nas profundezas do Espírito Santo (Lc 24.49; At 2.1-4).
b) O batismo em águas é a identificação com Cristo, indicando que o crente morreu para a velha vida e entrou em novidade de vida, mediante a redenção de Cristo (Cl 2.12), simbolizando que o crente se identificou com o corpo de Cristo, a igreja, dando testemunho público da sua fé (I Co 12.13). Simbolizando, também, a purificação dos pecados que ocorre no momento da conversão (At 22.16);
c) A bíblia também cita o batismo na morte de Jesus, que ocorre quando um pecador se arrepende, entregando-se a Cristo; é como se ele tivesse imergido na graça de Deus, é o simbolismo da união com Cristo em sua morte, sepultamento e ressurreição (Rm 6.3,4), trata-se de aceitação do sacrifício de Jesus Cristo que é capaz de nos lavar do pecado.

O Batismo de bebês
1. O Pedobatismo não é praticado em nossa igreja pelo fato de uma criança não ter a consciência do pecado, os que batizam crianças acreditam que o batismo é necessário para salvação e que o ato (do batismo) traz em si regeneração, e para dar ênfase a esse argumento dizem que a fé das crianças é substituída pela fé da igreja.
2. Porque fere frontalmente a doutrina bíblica (At 2.41,42);
3. Porque a salvação é individual, embora tenhamos obrigação de conscientizar os nossos filhos, e criá-los no temor da palavra de Deus (Pv 22.6). O batismo em si não salva, embora todo salvo sinta o desejo de ser batizado, tanto em águas quanto no Espírito Santo (Lc 23.43).

Quem pode ser batizado e Quando fazê-lo?
1. Os que professam a fé. Ex: Os que creram no dia de pentecostes (At 2.41); A casa de Cornélio (At 10.47,48); O carcereiro de Filipos (At 16.31-34); Os maiores de 12 anos, com o consentimento dos pais.
2. Os que, preferencialmente, já passaram pelo discipulado da nossa igreja, já tendo conhecimento das doutrinas básicas da igreja;
3. Os que são casados civilmente e os que não têm impedimentos;
4. Quando se tem desejo pessoal (At 8.36);
5. Quando o congregado quer ter compromisso com a igreja

Onde e Como Batizar?
1. O batismo por aspersão ou efusão, é aquele no qual é borrifada ou derramada água sobre o batizado;
2. O batismo por imersão é aquele praticado por nossa igreja, no qual o batizado imerge por completo na água. Compreendendo a concepção bíblica da imersão adotada por nossa igreja, era preciso águas abundantes (Mc 1.10) Jesus saiu da água (Jo 3.23). João batizava onde havia muitas águas (At 8.36-39). Filipe batizou o eunuco num lugar onde havia água, a água que o eunuco transportava, era comum aos viajantes, e não foi o suficiente para batizá-lo. A água significa o sangue de Jesus que nos purifica de todo o pecado, significa também o sepultamento de pecados e o renascimento para uma nova vida, mas é preciso a totalidade, sendo salvo completamente (I Ts 5.23). O Batismo em águas é realizado em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo (Mt 28.19)

Qual a importância do Batismo nas águas para a Fé Cristã?
1. A importância de seguir as pisadas do Mestre. Jesus foi batizado, ele foi o maior exemplo para os cristãos (Mt 3.13-17; Mc 1.9-11; Lc 3.21,22; Jo 1.32).
2. Porque precisamos ter um redil, não podemos ser ovelhas sem pastor (Jo 10.16).
Todos nós, os salvos, sentimos o desejo de nos apropriarmos das bênçãos que Deus (nos) disponibiliza aos seus através da sua igreja genuína; no entanto, precisamos ter identidade denominacional, fazermos parte de uma igreja local, com a qual temos familariedade, sendo assíduos, obedientes, querermos livremente ser acompanhados e vivermos congregados até a volta de Jesus (I Co 15.58).
Pr. Elis Clementino – Itapissuma –PE/Brasil



quinta-feira, 29 de março de 2012

O VASO NA MÃO DO OLEIRO

ESBOÇO 431
TEMA: O VASO NA MÃO DO OLEIRO
“Como o vaso que o oleiro fazia de barro se lhe estragou na mão, tornou a fazer dele outro vaso, segundo bem lhe pareceu. Então, veio a palavra do SENHOR: Não poderei eu fazer de vós como fez este oleiro, ó casa de Israel? – diz o SENHOR; eis que, como o barro na mão do oleiro, assim sois vós na minha mão, ó casa de Israel. (Jr 18.1-5).

Olaria, lugar de fabrico de peças de barro. É impressionante ver o oleiro trabalhar na confecção de tais peças; principalmente a habilidade com que eles trabalham. No entanto, Deus se apropriou dessas experiências para ilustrar expressando algumas verdades espirituais. Ele poderia usar outras formas, mas preferiu aplicar essa lição em relação ao seu povo. O texto trata de forma mais direta sobre a maneira de Deus agir com a finalidade de restaurar uma nação. Podemos aplicar também em relação ao modelar de Deus na vida do homem, com a finalidade de prepará-lo para algo.

Os propósitos de Deus
Ninguém conhece os propósitos de Deus. Eles transcendem qualquer imaginação humana. Por não os entendermos complicamos um pouco, porém ele, na sua multiforme maneira de operar consegue nos moldar aos seus desígnios; e, enquanto isso acontece, passamos por vários processos que jamais gostaríamos, até que a sua vontade seja realizada. Os caminhos que o Senhor nos leva são como labirintos, às vezes nos deixam cheios dos porquês. Lendo alguns textos podemos entender que as nossas mentes não alcançam esses procedimentos, mas sabemos que Deus está no comando (Ec 11.5; Jo 3.8; Is 55.8,9; Jo 13.7).

Profeta na casa do oleiro
Deus leva o profeta até à casa do oleiro; ele poderia até usar outros métodos para expressar as suas verdades, como fez com Ezequiel no vale de ossos secos (Ez 37.1-14) entre outros. O homem não tem vontade própria mediante os propósitos do Senhor em sua vida, ele deve entender que existe sobre ele a soberana vontade de Deus. Jeremias foi levado à casa do oleiro para assistir ao fabrico de vasos de barro (Jr 18.1-4). Todo sofrimento do profeta era para uma finalidade: “fazer a vontade de Deus, anunciando a Israel os seus pecados e o juízo divino sobre ele”. Não importa de que maneira o SENHOR nos use, com ou sem sofrimentos, o que mais importa é fazer a sua vontade. Após tanto sofrimentos, o Senhor leva Jeremias para ver o oleiro trabalhar sobre as rodas com o barro; Depois de pronto, o vaso quebrou em suas mãos, o oleiro toma o barro novamente e refez outro como bem lhe pareceu (Jr 18.4,5).

“O vaso partiu-se nas mãos do oleiro, o qual o refez, porém, diferente do vaso anterior. Esta parábola contém várias lições importantes sobre a obra de Deus em nossa vida. (1) Nossa submissão a Deus como aquele que molda tanto o nosso caráter quanto o nosso serviço para Ele, determina, em grande parte, o que ele pode fazer através de nós. (2) Falta de profunda dedicação a Deus, da nossa parte, pode estorvar seu propósito original para a nossa vida. Deus, se quiser, pode mudar seus planos para nossa vida (“fazer dele outro vaso, conforme o que pareceu bem aos seus olhos fazer”. V 4)”. B.E. Pentecostal

Muitas vezes Deus quer cumprir alguns propósitos na vida de povos ou pessoas, ele nos usa como instrumentos. As provações que passamos, às vezes são para o bem (I Pe 1.7) de outras pessoas, principalmente quando se trata de uma restauração espiritual de alguém ou de uma nação. Devemos nos colocar nas mãos de Deus e dizer: “SENHOR, faze em mim a tua vontade”. O profeta sofrera perseguições, foi odiado pelos próprios irmãos, amarrado no tronco, ameaçado de morte, nada ele entendia, por essas razões pede a Deus esclarecimento do que estava acontecendo (Jr 32.16.24). Para onde ia Jeremias as coisas aos seus olhos pareciam dá tudo errado. Você conhece a história da bordadeira, nada entendemos quando ela está bordando nos bastidores de roda, o lado avesso nada se entende, é o maior labirinto de fios de tecidos; mas do lado superior se observa a perfeição do que ela está fazendo (Jo 13.7). Tranqüilize o seu coração, o SENHOR está no controle.

Pr. Elis Clementino – Itapissuma – PE/Brasil

terça-feira, 20 de março de 2012

A FALSA SANTIDADE

ESBOÇO 430
TEMA: A FALSA SANTIDADE
“E disse também esta parábola a uns que confiavam em si mesmos, crendo que eram justos, e desprezavam os outros:” Lc 18.9-14.
           
Muitas vezes somos enganados pela aparência; nem tudo o que se vê por fora de um indivíduo corresponde com o que está dentro do seu coração. Nada há mais enganoso do que o coração (Jr 17.9), é dele que resultam os pensamentos maus (Mt 15.19; Mc 7.21), e ninguém sabe o que está dentro dele, senão o SENHOR (Jr 17.10; I Sm 16.7; 2 Cr 28.9; Rm 8.27; Ap 2.23; Jr 32.19; Rm 2.6). Jesus apresenta uma parábola envolvendo dois personagens com atitudes diferentes o FARISEU e o PUBLICANO. O texto mostra: “Dois homens subiram ao templo, a orar; um fariseu, e o outro publicano.” (Lc 18.10) É grande a diferença entre a oração do fariseu e a do publicano. Deixando-os de lado,  quero comentar sobre a postura e o conteúdo da oração de cada um.

A postura do fariseu na oração
A única coisa capaz de revelar o que está dentro do coração do indivíduo são as suas atitudes. Visualizando de forma simples, inicialmente, não daria para notar se havia diferenças entre eles, pois eram apenas duas pessoas que caminhavam para o templo. A postura e as atitudes é que fizeram toda diferença. Nenhuma atitude orgulhosa no coração de uma pessoa deixará de ser revelada, principalmente o orgulho religioso, pois aquele fariseu na sua oração declarou ser mais justo que todos os homens, e nessa altivez de espírito ele menosprezava e julgavam os outros.

A sua postura era totalmente incoerente em ralação à humildade, ele põe-se em pé e pelas suas palavras revelara tudo o que estava dentro do seu coração. As coisas ruins que o homem tem guardado no coração são reveladas pelas atitudes e palavras (Lc 6.45). A sua oração foi recheada de hipocrisia, dizendo: “Ó Deus, graças te dou porque não sou como os demais homens, roubadores, injustos e adúlteros, nem ainda como esse publicano; jejuo duas vezes por semana e dou o dizimo de tudo quanto ganho.” Parece que isso era o suficiente para impressionar a Deus, e certamente mais alguém que estivesse presente (Lc 18.11,12).
“A pessoa que pensa ser justa por seus próprios esforços não tem a consciência da sua própria natureza pecaminosa, da sua indignidade e da sua permanente necessidade da ajuda, misericórdia e graça de Deus.” B.E.Pentencostal.

A postura do publicano na oração
A simplicidade chama a atenção de Deus, as escrituras provam isso, a oração do publicano não impressionava ninguém, ela assoalhava que o seu coração estava totalmente desprovido de todo orgulho; ao contrário do fariseu, ele demonstrava ter a consciência da sua natureza pecaminosa e mostrara que não era digno nem de olhar para o céu, batia no peito expressando as seguintes palavras “Ó Deus, sê propício a mim pecador” (Lc 18.13).

Os merecidos lauréis
O fariseu Justificou-se a si mesmo, rejeitando toda gratuita justiça de Deus (Rm 3.20) e voltou para sua casa totalmente justificado, talvez pensando que a sua oração fosse de impressionar a Deus, e   se gloriava da exposição daquelas lindas palavras, que em nada agradaram a Deus (Lc 18.14). Deus não se impressiona com ricos vocabulários. Paulo entendia essas verdades ao pregar o evangelho, para que a fé dos crentes não se apoiasse em sabedoria humana, e sim no poder de Deus (I Co 2.4).

O publicano foi justificado por Deus através da sua humildade e fé, e não o fariseu, pois todo que se exalta será humilhado; mas o que se humilhar será exaltado (Lc 18.14).

As nossas orações e atitudes devem ser feitas conscientemente, sem exibições de santidade, porque Deus conhece os corações.   Jamais tente impressioná-lo. Aqui duas pessoas oravam com posturas diferentes, um orgulhava-se dos seus atos, o outro se humilhava considerando-se apenas um pecador.

Pr. Elis Clementino – Itapissuma –PE/Brasil 

quarta-feira, 14 de março de 2012

DEUS, PAI DAS MISERICÓRDIAS E DEUS DE TODA CONSOLAÇÃO


ESBOÇO 429
TEMA: DEUS, PAI DAS MISERICÓRDIAS E DEUS DE TODA CONSOLAÇÃO
“Bendito seja o Deus e Pai de nosso Senhor Jesus Cristo, o Pai das misericórdias e Deus de toda consolação.” (2 Co  1.3)

Introdução
Em todo tempo devemos ser agradecidos por tudo quanto o Senhor tem feito por nós, principalmente no que diz respeito às consolações que recebemos da parte dele durante a nossa peregrinação. Paulo expressa a sua gratidão pelas consolações que havia recebido em meio tantas provações, ele era extremamente consciente. Dissertaremos de modo simples sobre as consolações de Deus e a consciência das aflições na vida cristã.

Pai das misericórdias
Paulo trata Deus como o pai das misericórdias; isso significa que ninguém usou de misericórdia senão o Senhor. Paulo sabia que ele próprio era fruto das misericórdias de Deus (Tt 3.5). E as suas misericórdias sempre nos alcançam, pois elas não têm fim (Lm 3.22; Sl 100.5; 103.17; 118.1), e podem ser representadas com compaixão, sentimento, perdão entre outros. Habacuque dizia: Na tua ira lembra-te de mim nas tuas misericórdias (Hc 3,2; I Cr 21.13). Para alcançar as misericórdias de Deus é necessário reconhecer que estamos sob a sua dependência. Ele é a fonte de toda misericórdia e consolação.

Deus da consolação
Todo ser humano necessita de alguém para lhe consolar em alguns momentos da vida; o texto diz que Deus é quem nos conforta em toda nossa tribulação (2 Co 1.4a). Muitas vezes passamos por tribulações, mas, ele nos consola. Sofrimentos que passamos na vida servem de experiências, (Rm 5.3,4), e quanto às angústias, jamais gostaríamos de passar, no entanto elas contribuem para o nosso aprimoramento (Rm 8.28; Fp 1.12; Tg 1.12).

Amados, é através desse aprendizado que passamos a aplicar a outro aquilo que aprendemos, para que também possamos consolar os que estiverem em alguma tribulação, com a consolação que nos foi dada por Deus. (2 Co 1.4b). “Mas se somos atribulados, é para a vossa consolação e salvação; ou, se somos consolados, para a vossa consolação é, a qual se opera, suportando com paciência as mesmas aflições que nós também padecemos.” (2 Co 1.6). Se pudéssemos evitar os sofrimentos, aparentemente seria muito bom, mas por outro lado não estaríamos preparados “Foi-me bom ter sido afligido, para que aprendesse os teus estatutos” (Sl 119.71; Is 38.17). Na realidade, não entendemos os caminhos que muitas vezes o SENHOR nos leva a trilhar (Is 55.8; Ec 11.5; Jo 3.8; 13.7), mas agora você vai entender um pouco, nada mais é do que um preparo para beneficiar outros.

Os sofrimentos de Paulo foram tantos que quase não suportaria, ele declarou que foram mais do que ele podia suportar, de modo que pensava que iria morrer; mas esses acontecimentos tinham como finalidade não levá-lo a confiar nele mesmo. O auxílio divino chegou trazendo-lhe livramento de morte (2 Co 1.8,9). Paulo também tinha consciência que as orações dos santos feitas por ele contribuíram para que ele fosse vitorioso (Fp 1.19,20).

Devemos, portanto, entender que somos guiados e amparados por Deus em todas as situações, mesmo estando em angústias (2 Co 4.8,9). Saiba, porém: “Não existe sucesso sem sofrimentos”; “Não existem glórias sem perdas”; “Não existem alegrias sem tristezas”; “Não existem tronos se não existirem perseguições”; “Não existem riquezas se não houver pobreza”; “Não existe resultado positivo se não houver negativo”; “Não havia salvação se não houvesse morte”. Devemos confiar nas misericórdias de Deus e nas suas consolações.

Pr Elis Clementino – Itapissuma –PE/Brasil