terça-feira, 10 de abril de 2012
segunda-feira, 9 de abril de 2012
TEMA: DESEJANDO O EPISCOPADO
ESBOÇO 434
TEMA: DESEJANDO O EPISCOPADO
“Quem deseja o episcopado excelente coisa deseja”
I Timóteo 3.1
Desejar não é nada demais. Porém, no excesso desse desejo é onde está todo problema. Há muitas coisas desejáveis nessa vida: posição, fama, dinheiro, privilégios etc. No ministério cristão sucedem as mesmas coisas; o desejo pelo episcopado (I Tm 3.1; 1.1). A palavra “episcopado” significa pastorado, e as palavras “epíscopos” e pastor no grego têm significados idênticos ao de bispo, (pastor), presbítero, ou ancião; muitos, por não conhecerem esses significados, desprestigiam umas e valorizam outras palavras no mesmo sentido . Ouvi certa vez em um programa de rádio, um ouvinte ligar e tratar o apresentador de pastor, ele imediatamente respondeu: Você está me diminuindo, eu sou bispo, e o ouvinte educado que foi, mesmo sendo induzido ao erro, pediu desculpas. É interessante refletir (Ef 4.11).
Controlando as Aspirações
O desejo pelo episcopado deve ser controlado, pois tudo o que excede gera situações desagradáveis. O cristão que aspira a ser obreiro na seara do Mestre deve ter controle nesse desejo, antes de tudo, tendo em mente o que disse Paulo aos romanos (Rm 9.15,16). Quando o sentimento não é controlado compromete o desenvolvimento da igreja e do próprio indivíduo. Muitos não têm a dimensão do que é ser um líder espiritual, para os tais, a visão principal é de privilégios; esses estão totalmente enganados.
Considerando a Chamada
Devemos levar em consideração as particularidades e propósitos de Deus para o indivíduo. A chamada de Deus jamais deve ser motivo de orgulho, mas de um sentimento de responsabilidade muito profundo. Encontramos em alguns textos nas escrituras pessoas sendo chamadas, mas que reconheciam a sua incapacidade para desenvolverem qualquer tarefa espiritual (Ex 4.10; Jz 6.15; Is 6.5; Jr 1.1.6) e tantos outros. Nesse ministério espiritual ninguém tem sucesso se Deus não capacitá-lo (2 Co 3.5; 10.4). Além de sermos eternos aprendizes, a fonte do conhecimento de Deus é inesgotável (At 11.17; Rm 11.33).
Muitas pessoas preocupam-se em como chegar ao episcopado; não é necessário fazer manobras para alcançá-lo. Se Deus tem propósitos, ele vai acontecer, mas precisamente no tempo. Muitos não têm paciência em esperar e consagram-se a si mesmos; tenha cuidado! “Ninguém toma para si essa honra, senão o que é chamado por Deus, como Arão (Hb 5.4).
As consternações do episcopado
Geralmente as pessoas que aspiram ao episcopado não imaginam o que pode encontrar pela frente durante o exercício do seu ministério; não é tão fácil como muitos pensam, porque a quem mais é dado, mais será cobrado (Lc 12.48b;Tg 3.1). Os sofrimentos sempre marcaram as vidas dos homens de Deus: Moisés foi o maior líder da história da humanidade, o trajeto da sua chamada envolveu sofrimentos; mesmo antes do seu nascimento, faraó ordenou a matança dos meninos (Ex 1.15); sendo já grande, preferiu sofrer com o povo de Deus (Hb 11.25,26). Os sofrimentos precedem a chamada daquele com quem Deus tem propósitos, principalmente, quando ele se envolve e desenvolve algum trabalho para Deus. Moisés enfrentou muitos impedimentos, estes são os obstáculos para tudo o que queremos fazer para Senhor. Alguns episódios: Mirian e Arão se levantaram contra Moisés (Ex 15.20); Coré, Datã e Abirão questionaram a autoridade espiritual de Moisés (Nr 16.). A autoridade não se obtém dessa forma, Deus nunca aprovou atitudes de desobediência contra aqueles a quem ele põe à frente do seu povo, e os que assim procedem sofrerão as consequências (Nr 16.32; 26.10).
As marcas do episcopado
As marcas de Cristo no ministério: Paulo carregava sobre si marcas que nada mais eram que sofrimentos na execução da obra de Deus. Tanto os relatos de Lucas em atos, quanto o dele próprio conforme as suas cartas, desde a experiência do caminho de Damasco até o final com a trágica morte por amor a Cristo e ao evangelho (2 Co 11.16-33). Jamais procure aumentar a dor do sofrimento de um homem chamado por Deus. Não se oponha para pô-lo em provações, tenha cuidado! Algum dia, em algum lugar, Deus vai te provar também, e a prova será um murmurador no teu caminho. Nada é mais doloroso para um líder espiritual do que consagrar uma pessoa para o ministério e o tal, mais tarde, se levantar contra ele.
Amado, se você tem sofrido na obra, saiba, porém, que você tem um amigo que não lhe abandonará. Paulo sofreu solidão (2 Tm 4.9;11,21); abandono (2 Tm 4.10); traição (2 Tm 4.14,15); privações (2 Tm 4.13); ingratidão (2 Tm 4.4.16). A vida cristã não é cercada por privilégios, mas de lutas constantes até ao final da batalha, porque a nossa luta é espiritual (Ef 6.10). Deus te guarde dos maus obreiros durante o teu ministério. Que você termine a sua carreira de forma digna; não importa se fisicamente, o mais importante é a vida espiritual (2 Tm 4.7,8).
Pr. Elis Clementino – Itapissuma –PE/ Brasil
Assunto Ministrado na 9ª EBO em Itapissuma - PE
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Sermões 9
quarta-feira, 4 de abril de 2012
BATISMO EM ÁGUAS
ESBOÇO 433
TEMA: BATISMO EM ÁGUAS
No cristianismo a doutrina do batismo é de fundamental importância, e, neste breve estudo, abordaremos alguns pontos interessantes sobre o batismo em águas e considerações relevantes quanto à interpretação bíblica, na qual embasamos a nossa fé e o cumprimento das ordenanças divinas, da vontade de Deus para a sua igreja.
Significado
a) Imersão, sepultamento de pecados, confissão pública da fé;
b) É comparado com o sabão dos lavadeiros (Ml 3.2); a purificação do templo (Jo 2.16); é importante ressaltar que o batismo não é salvação, embora seja para os salvos (Lc 23.43),
Batismos Considerados Biblicamente
a) O batismo no Espírito Santo, resumidamente, é uma concessão especial, sendo através da graça de Deus, um revestimento de poder celestial, imersão nas profundezas do Espírito Santo (Lc 24.49; At 2.1-4).
b) O batismo em águas é a identificação com Cristo, indicando que o crente morreu para a velha vida e entrou em novidade de vida, mediante a redenção de Cristo (Cl 2.12), simbolizando que o crente se identificou com o corpo de Cristo, a igreja, dando testemunho público da sua fé (I Co 12.13). Simbolizando, também, a purificação dos pecados que ocorre no momento da conversão (At 22.16);
c) A bíblia também cita o batismo na morte de Jesus, que ocorre quando um pecador se arrepende, entregando-se a Cristo; é como se ele tivesse imergido na graça de Deus, é o simbolismo da união com Cristo em sua morte, sepultamento e ressurreição (Rm 6.3,4), trata-se de aceitação do sacrifício de Jesus Cristo que é capaz de nos lavar do pecado.
O Batismo de bebês
1. O Pedobatismo não é praticado em nossa igreja pelo fato de uma criança não ter a consciência do pecado, os que batizam crianças acreditam que o batismo é necessário para salvação e que o ato (do batismo) traz em si regeneração, e para dar ênfase a esse argumento dizem que a fé das crianças é substituída pela fé da igreja.
2. Porque fere frontalmente a doutrina bíblica (At 2.41,42);
3. Porque a salvação é individual, embora tenhamos obrigação de conscientizar os nossos filhos, e criá-los no temor da palavra de Deus (Pv 22.6). O batismo em si não salva, embora todo salvo sinta o desejo de ser batizado, tanto em águas quanto no Espírito Santo (Lc 23.43).
Quem pode ser batizado e Quando fazê-lo?
1. Os que professam a fé. Ex: Os que creram no dia de pentecostes (At 2.41); A casa de Cornélio (At 10.47,48); O carcereiro de Filipos (At 16.31-34); Os maiores de 12 anos, com o consentimento dos pais.
2. Os que, preferencialmente, já passaram pelo discipulado da nossa igreja, já tendo conhecimento das doutrinas básicas da igreja;
3. Os que são casados civilmente e os que não têm impedimentos;
4. Quando se tem desejo pessoal (At 8.36);
5. Quando o congregado quer ter compromisso com a igreja
Onde e Como Batizar?
1. O batismo por aspersão ou efusão, é aquele no qual é borrifada ou derramada água sobre o batizado;
2. O batismo por imersão é aquele praticado por nossa igreja, no qual o batizado imerge por completo na água. Compreendendo a concepção bíblica da imersão adotada por nossa igreja, era preciso águas abundantes (Mc 1.10) Jesus saiu da água (Jo 3.23). João batizava onde havia muitas águas (At 8.36-39). Filipe batizou o eunuco num lugar onde havia água, a água que o eunuco transportava, era comum aos viajantes, e não foi o suficiente para batizá-lo. A água significa o sangue de Jesus que nos purifica de todo o pecado, significa também o sepultamento de pecados e o renascimento para uma nova vida, mas é preciso a totalidade, sendo salvo completamente (I Ts 5.23). O Batismo em águas é realizado em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo (Mt 28.19)
Qual a importância do Batismo nas águas para a Fé Cristã?
1. A importância de seguir as pisadas do Mestre. Jesus foi batizado, ele foi o maior exemplo para os cristãos (Mt 3.13-17; Mc 1.9-11; Lc 3.21,22; Jo 1.32).
2. Porque precisamos ter um redil, não podemos ser ovelhas sem pastor (Jo 10.16).
Todos nós, os salvos, sentimos o desejo de nos apropriarmos das bênçãos que Deus (nos) disponibiliza aos seus através da sua igreja genuína; no entanto, precisamos ter identidade denominacional, fazermos parte de uma igreja local, com a qual temos familariedade, sendo assíduos, obedientes, querermos livremente ser acompanhados e vivermos congregados até a volta de Jesus (I Co 15.58).
Pr. Elis Clementino – Itapissuma –PE/Brasil
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