quarta-feira, 12 de setembro de 2012
quarta-feira, 5 de setembro de 2012
ESBOÇO 456 AS INDAGAÇÕES DE JÓ
ESBOÇO 456
TEMA: AS INDAGAÇÕES DE JÓ
“Por
que não nasci morto? Por que não morri antes de nascer? Por que minha mãe me
segurou no colo? Por que me deu o seio e me amamentou?” (Jó 3.11.12).
Existem demandas na vida que
questionamos por quê. Há sempre uma razão para esses questionamentos, são
acontecimentos que não sabemos como explicar. Há momentos que desejamos até não
viver mais; isso acontece com as pessoas, independentemente do grau de
espiritualidade, ou seja, até mesmo as pessoas que tiveram relacionamentos
íntimos com Deus.
Os desânimos
As
escrituras apresentam várias pessoas desanimadas e profundamente abatidas.
Abraão foi um homem que teve estreito relacionamento com Deus, mas teve momento
de abatimento, pelo insucesso, quando oferecia o sacrifício. A impressão,
naquele momento, era que o sacrifício exigido não estava sendo aceito e o
desânimo o fez adormecer (Gn 15.11,12).
Moisés,
um grande legislador e profeta de Deus, ele teve a maior missão ao libertar os
hebreus do cativeiro, mas os sofrimentos e o jugo da responsabilidade lhe
desanimaram a ponto de pedir a morte (Nr
11.15).
Elias
um profeta temido pela sua autoridade espiritual, chegou ao ponto de desafiar
profetas, reis e todos os tirânicos da época. Mesmo assim sofreu prostração a
ponto de pedir a morte (I Rs 19.4).
Ele estava profundamente deprimido e desanimado; os seus sentimentos não eram
diferentes dos de Paulo que afirmou ter desejo de partir e estar com Cristo (Fp 1.23). Os heróis da fé desejaram uma
pátria melhor (Hb 11.16). Há momentos
que parecem ir embora todas as nossas esperanças e sermos tomados por um
aparente fracasso, principalmente no estado de solidão “e eu fiquei só” (I Rs 19.10).
Jó,
mediante as acusações, quebra o silêncio diante dos seus amigos, e começa
amaldiçoando o seu nascimento. Leia com atenção o que ele fala (Jó 3.1-10),
esse diálogo de Jó consta de duas partes a MALDIÇÃO e a LAMENTAÇÃO (Jó 3.11-26). Jó questiona: por que os
infelizes continuam vivendo? (Jó
3.20-26). Essas coisas podem acontecer com qualquer indivíduo. A morte para
Jó parecia ser o foco principal e a solução para tudo aquilo que estava
passando, no entanto, o que ele mais temia ocorreu “Aquilo que eu mais temia
foi o que aconteceu, e o que mais me dava medo me atingiu” (Jó 3.25), agora nada mais me vale, seria melhor que a minha mãe
tivesse me abortado.
Nessa
vida, às vezes fazemos os mesmos questionamento: Por que aconteceu isso, logo
comigo? Logo eu! Eu não mereço isso; eu sou teu servo (a) SENHOR. Inquire e não
vem nenhuma resposta da parte de Deus, o silêncio é total. Outras pessoas que
têm conhecimento dos fatos criticam os sofrimentos alheios, por ignorarem os
planos de Deus na vida de tais pessoas sofridas. Há quem pregue e ensine as
facilidades para que as pessoas não sofram, como se elas tivessem controle
sobre os seus próprios sofrimentos (Jo
16.33). Imagino no momento que essas pessoas estiverem diante da
calamidade, o que elas hão de fazer?
Jó, repreendendo a sua mulher quando pedia
para ele amaldiçoar a Deus e morrer, respondeu para ela: você está falando
bobagem! Recebemos somente coisas boas de Deus, por que não vamos aceitar
também esses sofrimentos? (Jó 2.10). Deus pode agir de acordo com
a sua vontade. Não somos os primeiros a sofrer. Servos de Deus sofreram no
passado os mais terríveis tipos de vitupérios sem, contudo, perder a visão de
um Deus que tudo pode. “Bem sei eu que tudo podes, e nenhum dos teus
pensamentos pode ser impedido” (Jó 42.1).
As lições são aprendidas nas
adversidades. Os sofrimentos nos amadurecem, com eles adquirimos experiências,
muitos ensinos são aprendidos na fornalha da aflição, elas nos tornam mais
dependentes de Deus do que de nós mesmo. As consternações da vida podem nos
fazer produzir frutos para a glória do Pai.
O autocontrole nos momentos da adversidade
é imprescindível. Salomão quando fala sobre ela pede que levemos em
consideração, bem como no dia da prosperidade (Ec 7.14), é o que disse Jó a sua mulher: não temos recebido o bem
de Deus, por que não o mal (Jó 2.10).
A esperança do crente não pode ser abalada mediante as circunstâncias
desagradáveis da vida (Hb 3.16-18).
“Porque há esperança para a árvore, que, se for cortada, ainda se renovará, e
não cessarão os seus renovos” (Jó 14.7).
“Andando
eu no meio da angústia, tu me vivificarás; estenderás a mão contra a ira dos
meus inimigos, e a tua destra me salvará.” (Sl
138.7).
Pr. Elis
Clementino-Itapissuma –PE/Brasil
quinta-feira, 30 de agosto de 2012
COISAS QUE EU PRECISO VENCER
ESBOÇO
455
TEMA:
COISAS QUE EU PRECISO VENCER
“Quem quiser vir a pós mim negue-se a si
mesmo” Lc 9.23
Nessa vida existem
coisas que o indivíduo precisa abandonar, principalmente aquelas que em
nada contribuem para termos uma vida saudável. Outras, porém, são bastante
nocivas, e de alguma maneira elas podem causar danos tanto na vida secular
quanto na espiritual. Existem outras que são bastante favoráveis em todos os
sentidos contribuindo para o nosso desenvolvimento. Comentarei, dentro de um
breve relato, sobre as coisas que eu preciso deixar.
Felicidade
A nossa felicidade depende daquilo de
bom que realizamos nessa vida, muitas vezes queremos que as outras pessoas nos
façam felizes, quando na realidade não estamos preocupados em ser. As pessoas
vivem em uma constante busca pela felicidade e prazer, esse é um profundo
desejo do coração humano, no entanto algumas coisas precisam ser abdicadas
para que essa felicidade se concretize. Muitos procuram a felicidade nos
lugares errados. “Para Aristóteles, a felicidade não está ligada aos prazeres ou às riquezas, mas à atividade prática
da razão: Tudo aquilo que diz respeito à alma quando submetido à razão, conduz
à felicidade." (Sócrates).
Domínio Próprio
A tarefa mais
difícil para o homem é dominar-se a si mesmo, enquanto não fizer isso, não
passará de um escravo de si mesmo. “Negar-se a si mesmo” foi uma das frases
citada por Jesus acerca dos que desejassem lhe servir (Lc 9.23), desprender-se
de tudo aquilo que o impeça de servi-lo.
Coisas que preciso vencer
Muitas coisas é
preciso dominar para poder alcançar êxito na vida em todas as áreas: A
felicidade, paz, alegria e até a conquista do reino de Deus depende dessa
abdicação “renúncia”. Veremos algumas delas:
1. Vencer o
próprio eu. Para tanto é necessário ter uma vida de renúncia dentro de si ou do
homem interior, Paulo fala a respeito desse controle em (Rm 7.15-25), isso
prova que não é fácil negar-se a si mesmo, porém não é impossível, por causa da
natureza pecaminosa (Gl 5.16,17).
2. Despir-se de
todo orgulho. O orgulho precede a ruína. Os orgulhosos não vão muito longe,
eles são atropelados pela própria altivez de espírito (Pv 16.18; 11.2; 15.33).
3. Vencer o mal
com o bem. Isso é um dos princípios fundamentais para quem busca a felicidade, o
apóstolo Paulo enfatizou essa prática (Rm 12.21), lição essa aprendida com
Jesus Cristo (Mt 5.43-47). Essa é uma tarefa difícil, porém não impossível,
porque exige a negação de si próprio (Lc 9.23).
4. Deixar as
coisas de menino. Amadurecimento espiritual. O menino não tem a consciência
daquilo que faz. Paulo conclama a todos os cristãos a praticar essa verdade
espiritual (I Co 13.11).
5. Deixar as
obras da carne. Os desejos carnais prejudicam o andamento na vida moral e
espiritual de qualquer indivíduo, principalmente o cristão, Deus quer que
abandonemos tudo aquilo que venha interromper o bom andamento espiritual e o
relacionamento entre nós e Deus (Gl 5.19-21).
Abdiquemos
das coisas que nos fazem infelizes, e busquemos a felicidade em Deus e na
prática do bem, para isso o domínio próprio é imprescindível, negarmo-nos a nós
mesmos é exigido a todos que querem viver dignamente.
Pr. Elis
Clementino – Itapissuma –PE Brasil
quinta-feira, 23 de agosto de 2012
SACRIFÍCIO E OBEDIÊNCIA RESULTAM EM BENÇÃOS
ESBOÇO 454
TEMA: SACRIFÍCIO E
OBEDIÊNCIA RESULTAM EM BÊNÇÃOS
“...e
disse: Jurei, por mim mesmo, diz o SENHOR, porquanto fizeste isso e não negaste
o teu único filho, que deveras te abençoarei e certamente multiplicarei a tua
descendência como as estrelas do céus e como a areia da praia do mar; a tua
descendência possuirá a cidade dos seus inimigos, nela serão benditas todas as
nações da terra, porquanto obedeceste a minha voz”. (Gn 22.16-18).
Existem fatores no ser humano que
o impedem de receber algo da parte de Deus; no cotidiano acontecem as mesmas
coisas. O orgulho e a desobediência nos levam a perder as grandes oportunidades.
Nem sempre aquilo que queremos é o que Deus quer para nós, os propósitos dele
não podem ser entendidos plenamente, estamos muito longe dessa realidade (Ec
11.5).
O orgulho e a
desobediência
Naamã,
um chefe do exército da Síria era leproso, ele fora informado por uma criada da
sua casa que havia em Israel um profeta chamado Eliseu, e este poderia
restaurar a sua saúde (2 Rs 5.3). Naamã fala para o rei da Síria, e este
escreve carta para o Rei de Israel para que ele restaurasse a sua saúde (2 Rs
5.4-7). Nada poderia ser feito, nenhum milagre aconteceria através do Rei de
Israel. O rei ficou perturbado e rasgou suas vestes, porque nada ele podia
fazer por Naamã. Tudo aquilo que Deus tem para realizar através dos seus servos
não será transferindo a ninguém. O único homem a ser usado para operar o
milagre seria Eliseu. O que o SENHOR quer fazer por você, só ele fará. Sensibilizado
por ter o rei rasgado suas vestes, Eliseu o questiona sobre a carta recebida: “Deixai-o
vir a mim, e saberá que há profeta em Israel” (2 Rs 5.8). “Tem coisas que só o
Senhor faz”.
O pedido de Elizeu
Naamã,
você deve mergulhar sete vezes no rio Jordão. A o ouvir isso ele ficou
indignado. “Para recebermos as bênçãos divinas temos que nos moldar à vontade
de Deus”. “Sacrifício é o preço que se paga pela obediência”. A empáfia do
coração do chefe do exército leproso levou-o a recusar os mergulhos exigidos pelo
profeta no rio Jordão para ser curado, para ele era um rio considerado
impróprio (2 Rs 5.12). Quem não obedece está sujeito a perder o que pode
ganhar. Ás vezes aos nossos olhos o melhor é a vantagem, o que para Deus não é.
Deus quer lhe dar o melhor quando você quer o pior; para Naamã era melhor
voltar para casa com a lepra do que dá ouvido ao profeta. Muitas vezes nos
acostumamos com a mediocridade, quando Deus quer nos dá o melhor. Infelizmente,
muitas pessoas hoje não querem ouvir a voz do profeta só porque não fala o que
ele quer ouvir. Naamã queria ouvir do profeta: vá ao rio Abana e Farpa, rios
cristalinos em Israel, e mergulhe. - “Obedecer é melhor e sempre nos traz bons
resultados”.
Exemplos de Vitória
pela Obediência
Uma
mulher viúva de “Sarepta” vivia uma grande seca, mas um profeta foi enviado por
Deus para que ela o alimentasse. As provisões de Deus muitas vezes vêm por
canais que não esperamos. Certamente aquela viúva vinha sendo cuidada pelo
Senhor e no momento em que tudo iria lhe faltar Deus manda um profeta para
comer do que ela tinha em casa. Era apenas mais uma prova de fé “fazei primeiro
um bolo pequeno para mim”. A viúva estava atenta às palavras do profeta, ela
via que ele não era um explorador, mas um profeta de Deus; a viúva obedeceu ao
profeta, aquela atitude resultou em um grande milagre (I Rs 17.8-16).
A Viúva do servo de
Eliseu
Certa
viúva tinha dois filhos; eles estavam perto de se tornarem escravos pela dívida
deixada pelo seu marido. Ao ver o profeta, “homem de Deus,” rogou-lhe com
humildade ao seu favor, o profeta lhe diz: o que hei de fazer? Declara-me o que
tens? Nada tenho a não ser um pouco de azeite na botija. Para Deus operar não
necessita de muita coisa, apenas de fé e obediência. “Tome vasos emprestados”,
ponha no quarto, feche a porta e deite o azeite da candeia (2 Rs 4.1-13).
Os três Reis
Três
Reis necessitavam de um grande milagre. Não havia água para eles e nem para o
gado. O homem de Deus foi consultado a respeito, a palavra do profeta foi:
“fazei covas”. O preço era fazer covas. O esforço deles fazia parte do milagre
que iria acontecer. Para que haja milagres em nossas vidas Deus exige sempre
algo de nossa parte. “O sacrifício é o preço pago pela obediência” (I Rs
3.15-17).
O orgulho e a desobediência às
exigências divinas e aos profetas “líderes espirituais” resultam em perdas dos
milagres. Há muitos cristãos que não ouvem os seus líderes espirituais,
preferindo ouvir estranhos; muitas vezes só procuram para resolver seus
problemas, mesmo assim não querem ouvir orientações que lhes contrariem ou
exijam alguns sacrifícios. No entanto, devamos saber que Deus opera conforme a
nossa obediência.
Pr. Elis Clementino
– Itapissuma – PE/Brasil
Labels:
Sermões 9
quarta-feira, 15 de agosto de 2012
NÃO OFEREÇA A DEUS SACRIFÍCIOS SEM VALOR
ESBOÇO
453
TEMA:
NÃO OFEREÇA A DEUS SACRIFÍCIOS SEM VALOR
Porém o rei respondeu a Araúna: não,
antes quero comprá-la pelo preço devido: não oferecerei ao Senhor meu Deus
holocaustos que não me custem nada. Assim Davi comprou a eira e os bois por
cinquenta ciclos de prata (II SM. 24; 24)
Desde a criação
do homem, Deus vem se revelando aos poucos a respeito de sacrifícios. E, para
prover as vestimentas de Adão e Eva sacrificou animais (Gn 3.21). Deus já
estava apontando algumas coisas que viriam através do sacrifício, por isso escolheu
esse método mostrando que para se alcançar algo da parte dEle, algum sacrifício
deveria ser feito. Essa era sem dúvida uma lição para o uso da fé, e o
sacrifício também era exigido como prova de fé e temor a Deus (Gn 22.2), mostrando
também a gravidade do pecado e o sacrifício que deveria ser levado a sério, ou
seja, quando as pessoas presenciavam animais sendo sacrificados eram
sensibilizadas quanto à seriedade do seu pecado e culpa. Entretanto, sem
derramamento de sangue não haveria remissão dos pecados (Hb 9.19-23).
O
que é sacrifício?
Oferta solene à divindade em vítimas ou
donativos em levítico; era sacrifício específico, chamado de oferta voluntária
e exigida.
- Voluntário (Lv. 1.3) última parte
- Exigido. (Lv 4.14)
Os
sacrifícios de animais cumpriam dois propósitos:
- Simbolicamente, o animal tomava o
lugar do pecador e pagava a pena pelo seu pecado;
- A morte do animal representava uma
vida doada a fim de que outra
pudesse ser salva.
A
exigência divina quanto à qualidade do que era sacrificado
- Tinha que ser macho;
- Sem mancha: eram os animais mais caros
simbolizando o alto preço do pecado.
O
que o sacrifício ensinava ao povo
- A exigência de animais perfeitos (Lv1.3)
e sacerdotes santos ensinava reverência ao Santo Deus;
- A exigência da obediência completa
ensinava total submissão às leis de Deus;
- A exigência de um animal de grande
valor mostrava o alto preço do pecado e a sinceridade do compromisso com Deus.
Deus
não aceitava sacrifícios sem qualidades
Se o sacrifício não fosse perfeito e
realizado em plena obediência perderia seu valor, e Deus não aceitava. (Sl.
40.6: 1 Sm 15.22; Is. 1.11). Devemos interrogar a nós mesmos dizendo: Que tipo
de sacrifício eu estou oferecendo a Deus?
Existem muitas
pessoas que mesmo após todos esses anos, ainda não aprenderam a dar a Deus o
melhor. Este é um dos fatores preponderantes pelo qual muita gente não é mais
abençoada; por isso não podemos oferecer a Deus qualquer coisa, precisamos
sacrificar o melhor. O nosso sacrifício deve ser verdadeiro e perfeito, pois os
sacrifícios que oferecemos a Deus devem ser com o espírito quebrantado; a um
coração quebrantado e contrito não desprezarás, ó Deus (Sl. 51.17).
Pr.
Elis Clementino- Itapissuma –PE/Brasil
Assinar:
Postagens (Atom)
