quarta-feira, 19 de setembro de 2012

AJUDANDO UNS AOS OUTROS




ESBOÇO 458
TEMA: AJUDANDO UNS AOS OUTROS
“...um ao outro ajudou e a seu companheiro disse: Esforça-te”(Is 41.6).

            Todos os membros de uma família mutuamente precisam ser ajudados, principalmente os membros da família cristã, pois o que assim não perpetra é pior do que o infiel. O texto escrito por Paulo aos Gálatas manifesta isso muito claro: (principalmente os membros da família cristã, pois o que assim não perpetra é pior que o infiel). “Porém aqueles que não cuidam dos seus parentes, especialmente dos da sua própria família, negou a fé e é pior do que os que não creem.” (I Tm 5.8). “A vida controlada pelo Espírito de Deus produz harmonia e unidade na comunidade cristã.” (Fp 2.3,4).
  
Relacionamento
A bíblia ensina que os cristãos vivam em união, porque é por seu intermédio que procedem as bênçãos divinas. “Quão bom e quão suave é que os irmãos vivam, em união!” (Sl 133.1). É através dessa união cristã que advirão as bênçãos do Senhor (Sl 133.2,3).

O egoísmo
 (Ele) A preocupação e o interesse consigo não permite que o indivíduo se relacione bem com as outras pessoas. Geralmente, os egoístas não pensam nas outras pessoas, mas somente em si. Os egoístas pensam ser tão importantes, quando, de fato, não são, e através desse pensamento enganam a si mesmos (Gl 6.3). Não devemos atentar somente para o que é propriamente nosso, mas para o que é dos outros; sentir as necessidades dos nossos semelhantes é um dever, cada pessoa examine o seu próprio modo de agir! Se o seu proceder for bom, então ele (a) pode se orgulhar do que faz, sem necessidade de comparar o seu modo de agir com os outros (Gl 6.4).

Ajudando pessoas
Necessariamente devemos ajudar às outras pessoas, embora essa ajuda nem sempre seja financeira. Mas também com atitudes e ações que as auxiliem, às vezes são mais importantes que o dinheiro, por exemplo, a cooperação dos irmãos para com o Apóstolo Paulo durante o seu ministério (Rm 16.4; Fp 1.5; 2 Tm 1.16).
  
Ajuda espiritual
Devemos nos dispor a ajudar os irmãos nas suas necessidades espirituais, conduzindo-os a Deus de maneira extraordinária, encaminhá-lo à correção, mas com espírito de brandura (Gl 6.1). Atualmente muitos cristãos não querem exercitar essa prática espiritual com comedimento e subserviência, mas agem sem nenhum amor (Gl 5.15). Paulo fez um grande bem espiritual e moral a uma pessoa que havia fugido do seu patrão, por tê-lo furtado: “O escravo Onésimo”. Nesse episódio Paulo apresenta uma profunda amizade com Filemom capaz de levá-lo a interceder pelo escravo convertido (Fm 8-21). Quantos Onésimos têm por ai necessitando de alguém com atitude de Paulo promovendo reconciliação e reintegração entre pessoas.

“Irmãos, se alguém for apanhado nalguma ofensa, vós, que sois espirituais, corrigi o tal com espírito de mansidão. Mas olha por ti mesmo, para que também não sejais tentado.” (Gl 6.1)

Alegria dos crentes pelos seus irmãos
Devemos ter imensa alegria pelos nossos irmãos, pois Paulo sentia essa alegria e comunhão com o irmão Filemom (Fm 7); outra expressão de elogios de João para Gaio (3 Jo 2-5); De Paulo por Timóteo (I Tm 1.2; II Tm 1.1,4); Relacionamento espiritual de Paulo e Tito (Tt 1.4). Será que atualmente não dá para seguir esses exemplos? Pensem nisso!

As escrituras dizem que, quem pode fazer o bem e não faz, peca. E nada melhor do que você ser útil para com o próximo, principalmente os da fé. Levemos em consideração esse mandamento do Senhor e auxiliemos naquilo que está ao nosso alcance, tanto no material, quanto no espiritual. Ajudemos ao próximo sem visar retorno, porque Deus nos retribuirá de muitas maneiras.

“Lança o teu pão sobre as águas, porque depois de muitos dias o acharás. Reparte com sete, e ainda até com oito porque não sabes que mal haverá sobre a terra.” (Ec 11.1). Fazendo isso te sobrevirá as bênçãos do Senhor (Is 58.7, 10)

Pr. Elis Clementino – Itapissuma/PE

quarta-feira, 12 de setembro de 2012

DA MORTE PARA A VIDA



ESBOÇO 457
TEMA: DA MORTE PARA A VIDA
“E vos vivificou, estando vós mortos em ofensas e pecados,...” (Ef 2.1)

Nada há mais temível do que a morte física, no entanto ainda há outra mais temível ainda é a morte espiritual em vida, ou seja, vivo no corpo, mas morto para Deus, viver na prática do pecado é está morto para Deus. No texto base, Paulo refere-se a salvação pela graça mostrando o amor de Deus em resgatá-los da morte para a vida, em que noutro tempo, andávamos segundo o curso deste mundo, segundo o príncipe das potestades do ar, do espírito que, agora, opera nos filhos da desobediência; (Ef 2.1,2).

A morte física é o fim da vida terrena, essa morte pode ser natural ou causada, ninguém escapa, a não serem os que esperam em Cristo nessa vida, ou seja, no arrebatamento da igreja quando forem transformados e juntem-se aos ressuscitados para encontrarem com o SENHOR nos ares (I Ts 4.16,17), ou mesmo um milagre como comprova as escrituras (Jo 11.25),

A morte física foi prometida por Deus pela desobediência do homem (Rm 5.12; 6.23) e se o cristão depois de arrependido voltar e continuar pecando voluntariamente termina na condenação (Hb 10.26,27). Com a morte física o corpo termina em pó de onde ele veio (Gn 2.7; 3.19; Jó 34.12; Ec 3.20; 12.7).

A morte espiritual acontece ainda em vida, mas pode ser restaurada, desde que o indivíduo reconheça aquele que o vivifica “Cristo”.  A morte espiritual eterna é definida como ser banidos definitivamente da presença de Deus, isso ocorrerá se o homem permanecer no pecado até a morte física (Jo 8.21; 7.33-36).

Em relação à vida espiritual alcançada através de Cristo, Paulo considera uma ressurreição “Portanto se já ressuscitaste com Cristo...” (Cl 3.1). Nesse caso estamos vivos para Cristo e mortos para o pecado (Cl 3.3).

Ressuscitados para uma nova vida
A ressurreição nos trouxe uma nova vida em Cristo, “andávamos” (Ef 2.3; Tt 3.3; I Pe 4.3; Gl 5.16), e através de uma regeneração nos deu o penhor “fiança, caução” do seu Espírito Santo sobre as nossas vidas (Ef 1.13,14). Somos novas criaturas em Cristo, as coisas velhas passaram e tudo se fez novo, andamos em novidade de vida (2 Co 15.17).

Passar da morte para a vida é reviver do estado de morte no pecado para uma vida com Deus, já não sentimos mais o peso do pecado que estava sobre os nossos ombros. Jesus levou o fardo dos nossos pecados na cruz (I Pe 2.24; Hb 9.28) esse sacrifício nos garantiu a liberdade da escravidão e a regeneração para uma vida eterna. Permaneçamos andando em novidade de vida até o fim da nossa carreira (Rm 6.4b).


Pr. Elis Clementino – Itapissuma – PE/Brasil





ASSEMBLEIA DE DEUS EM VILA VELHA NA ILHA DE ITAMARACÁ - PERNAMBUCO





quarta-feira, 5 de setembro de 2012

ESBOÇO 456 AS INDAGAÇÕES DE JÓ

ESBOÇO 456
TEMA: AS INDAGAÇÕES DE JÓ
“Por que não nasci morto? Por que não morri antes de nascer? Por que minha mãe me segurou no colo? Por que me deu o seio e me amamentou?” (Jó 3.11.12).

Existem demandas na vida que questionamos por quê. Há sempre uma razão para esses questionamentos, são acontecimentos que não sabemos como explicar. Há momentos que desejamos até não viver mais; isso acontece com as pessoas, independentemente do grau de espiritualidade, ou seja, até mesmo as pessoas que tiveram relacionamentos íntimos com Deus.

Os desânimos
As escrituras apresentam várias pessoas desanimadas e profundamente abatidas. Abraão foi um homem que teve estreito relacionamento com Deus, mas teve momento de abatimento, pelo insucesso, quando oferecia o sacrifício. A impressão, naquele momento, era que o sacrifício exigido não estava sendo aceito e o desânimo o fez adormecer (Gn 15.11,12).

Moisés, um grande legislador e profeta de Deus, ele teve a maior missão ao libertar os hebreus do cativeiro, mas os sofrimentos e o jugo da responsabilidade lhe desanimaram a ponto de pedir a morte (Nr 11.15).

Elias um profeta temido pela sua autoridade espiritual, chegou ao ponto de desafiar profetas, reis e todos os tirânicos da época. Mesmo assim sofreu prostração a ponto de pedir a morte (I Rs 19.4). Ele estava profundamente deprimido e desanimado; os seus sentimentos não eram diferentes dos de Paulo que afirmou ter desejo de partir e estar com Cristo (Fp 1.23). Os heróis da fé desejaram uma pátria melhor (Hb 11.16). Há momentos que parecem ir embora todas as nossas esperanças e sermos tomados por um aparente fracasso, principalmente no estado de solidão “e eu fiquei só” (I Rs 19.10).

Jó, mediante as acusações, quebra o silêncio diante dos seus amigos, e começa amaldiçoando o seu nascimento. Leia com atenção o que ele fala (Jó 3.1-10), esse diálogo de Jó consta de duas partes a MALDIÇÃO e a LAMENTAÇÃO (Jó 3.11-26). Jó questiona: por que os infelizes continuam vivendo? (Jó 3.20-26). Essas coisas podem acontecer com qualquer indivíduo. A morte para Jó parecia ser o foco principal e a solução para tudo aquilo que estava passando, no entanto, o que ele mais temia ocorreu “Aquilo que eu mais temia foi o que aconteceu, e o que mais me dava medo me atingiu” (Jó 3.25), agora nada mais me vale, seria melhor que a minha mãe tivesse me abortado.

Nessa vida, às vezes fazemos os mesmos questionamento: Por que aconteceu isso, logo comigo? Logo eu! Eu não mereço isso; eu sou teu servo (a) SENHOR. Inquire e não vem nenhuma resposta da parte de Deus, o silêncio é total. Outras pessoas que têm conhecimento dos fatos criticam os sofrimentos alheios, por ignorarem os planos de Deus na vida de tais pessoas sofridas. Há quem pregue e ensine as facilidades para que as pessoas não sofram, como se elas tivessem controle sobre os seus próprios sofrimentos (Jo 16.33). Imagino no momento que essas pessoas estiverem diante da calamidade, o que elas hão de fazer?

 Jó, repreendendo a sua mulher quando pedia para ele amaldiçoar a Deus e morrer, respondeu para ela: você está falando bobagem! Recebemos somente coisas boas de Deus, por que não vamos aceitar também esses sofrimentos?  (Jó 2.10). Deus pode agir de acordo com a sua vontade. Não somos os primeiros a sofrer. Servos de Deus sofreram no passado os mais terríveis tipos de vitupérios sem, contudo, perder a visão de um Deus que tudo pode. “Bem sei eu que tudo podes, e nenhum dos teus pensamentos pode ser impedido” (Jó 42.1).

As lições são aprendidas nas adversidades. Os sofrimentos nos amadurecem, com eles adquirimos experiências, muitos ensinos são aprendidos na fornalha da aflição, elas nos tornam mais dependentes de Deus do que de nós mesmo. As consternações da vida podem nos fazer produzir frutos para a glória do Pai.

            O autocontrole nos momentos da adversidade é imprescindível. Salomão quando fala sobre ela pede que levemos em consideração, bem como no dia da prosperidade (Ec 7.14), é o que disse Jó a sua mulher: não temos recebido o bem de Deus, por que não o mal (Jó 2.10). A esperança do crente não pode ser abalada mediante as circunstâncias desagradáveis da vida (Hb 3.16-18). “Porque há esperança para a árvore, que, se for cortada, ainda se renovará, e não cessarão os seus renovos” (Jó 14.7).

“Andando eu no meio da angústia, tu me vivificarás; estenderás a mão contra a ira dos meus inimigos, e a tua destra me salvará.” (Sl 138.7).

Pr. Elis Clementino-Itapissuma –PE/Brasil