quinta-feira, 6 de dezembro de 2012

A CONFISSÃO DOS PECADOS E O PERDÃO DIVINO



ESBOÇO 469
TEMA: A CONFISSÃO DOS PECADOS E O PERDÃO DIVINO
“O que encobre as suas transgressões nunca prosperará; mas o que confessa e deixa alcançará misericórdia” Pv 28.13.

A auto incriminação e a confissão dos pecados são atos de reconhecimento das ofensas praticadas contra as leis divinas. As ações pecaminosas praticadas contra Deus serão julgadas por ele, por isso devemos estar conscientes que mesmo sendo esses pecados perdoados não deixaremos de sofrer as suas consequências. Davi recebeu o perdão divino quando reconheceu o seu grave pecado, mas não ficou isento das consequências. Discorreremos um breve comentário sobre esse episódio.

A falta de vigilância de Davi
A falta de atenção pode levar o indivíduo a cometer delinquências. Muitas vezes facilitamos e damos ocasião para que tais fracassos aconteçam. Tomamos nesse mote um grande exemplo “Davi”, que, por não vigiar cometeu graves pecados: adultério, mentira, engano, embriagou Urias, além de perpetrar um homicídio contra um dos seus valentes, “Urias”. “Os grandes fracassos começam com pequenos fracassos”. “Um abismo chama outro abismo” (Sl 42.7).

Chamada, sucessos e fracassos
 Davi foi ungido pelo Senhor para reinar sobre Israel no lugar de Saul, moço de quem o Espírito do Senhor se apoderou (I Sm 16.13); ele era um homem de coragem e determinado, assim levava Israel a ter vitória diante dos filisteus (I Sm 17.50). Havia nele um coração cheio de temor; apesar da sua valentia ele respeitou a autoridade de Saul (I Sm 26.8,9). Davi era um escolhido, homem com quem Deus fez um concerto (Sl 89.3), mas nada disso o impediu de pecar contra o Senhor. “O homem que derrotou o maior inimigo de Israel foi derrotado por uma paixão carnal”. Quantos valentes têm sido derrotados atualmente? Tantos que lutaram e venceram as grandes batalhas, mas pereceram nos braços da concupiscência.

A ociosidade de Davi
A ociosidade pode levar à queda. Ao invés de Davi estar no campo de batalha, ou orando a Deus para que guardasse seus soldados valentes deixou-se vencer pela ociosidade, passeando no terraço da casa real (2 Sm 11.1,2). A desocupação o levou a ser atraído e dominado pela cobiça. “Mas cada um é tentado, quando atraído é engodado pela sua própria concupiscência.” (Tg 1.14), o resultado é que a concupiscência dá à luz o pecado (Tg 1.15).

O Adultério
Davi deu lugar à tentação, se deixou levar pela concupiscência da carne (Gl 1.16). (ainda que ela possa vir, mas não necessariamente através da pratica do sexo, mas existem outras maneiras que facilite a prática do pecado, Davi se deixou levar pela concupiscência da carne (Gl 1.16)). A bíblia nos adverte que devemos resistir às tentações. O inimigo, “o diabo”, nos tenta para destruir os planos de Deus para o homem. “Sede sóbrios, vigiai, porque o diabo, vosso adversário, anda em derredor, bramando como leão, buscando a quem possa tragar;” (I Pe 5.8: I Ts 5.6; Lc 21.34). O adultério de Davi com Bate Seba, mulher de Urias, foi terminante para acender a ira divina sobre ele, pois se tornara um homem cheio de astúcia. Vejamos o que ele foi capaz de fazer para esconder o seu pecado: (2 Sm 11.10-12). Matou Urias covardemente pondo-o na fileira à frente da batalha; Urias era um servo valente, que daria a sua própria vida a serviço do rei. “Para o indivíduo que perde a sua sensibilidade nada é mais precioso para ele. O espírito de covardia se apoderou dele, somente o homem vazio de Deus é capaz disso.”

A Perda da Comunhão e a repercussão escandalosa
1. Perdeu a comunhão divina. Davi era um homem de estreita comunhão com o Senhor, mas perdeu e ficou sem a presença de Deus (Sl 51.10-12)
2. Uma repercussão escandalosa. Todo escândalo tem a sua dimensão, principalmente quando parte de quem tem status; quanto mais famoso, maior o escândalo. Não tente esconder os seus pecados, Deus revela (2 Sm 12.12; Dn 2.22; Hb 4.13).

A repreensão divina
Após o pecado consumado, Davi foi repreendido por Deus, através do profeta Natã, homem de coragem (2 Sm 12.1-9). Deus não se deixa escarnecer, tudo o que o homem semear também ceifará (Gl 6.7). Deus não compartilha com pecados de ninguém, cada um responderá perante ele (Rm 14.12). Pois o que tem em comum a justiça e a maldade? Ou que comunhão pode ter a luz com as trevas? Que harmonia há entre Cristo e Belial? Que comunhão há entre o crente e o descrente? Que acordo há entre o templo de Deus e os ídolos? Pois somos santuário do Deus vivo. Como disse Deus: “Habitarei com eles e entre eles andarei; serei o seu Deus, e eles serão o meu povo”.  Por conseguinte “saiam do meio deles e separem-se”, diz o Senhor. “Não toqueis em coisas impuras, e eu os receberei” (2 Co 6.14-18). Deus requereu de Davi o seu pecado, usando de misericórdia para com ele.

A sentença divina
a) “Não se apartará jamais a espada da tua casa”. Essa sentença custou muito caro para Davi e (a) sua família. Leia: (2 Sm 12.10,14; 13.28,29; 18.9-17; I Rs 2.24,25), veja o tamanho da destruição.
b) “Eis que suscitarei da tua mesma casa o mal sobre ti...” (2 Sm 12.11; 13.10-15;16.21,22).

Arrependimento
Após a repreensão divina Davi caiu em si e confessou “Pequei contra o Senhor” (2 Sm 12.13a); daí em diante se iniciou uma maratona de culpa e confissão (Sl 32.5), ele suplica por restauração com os seguintes pedidos:
1. “Cria em mim, ó Deus, um coração puro” (Sl 51.10);
2.  “Não me lances fora da tua presença” (v11);
3.  “Não retires de mim o teu Espírito Santo” (v11b).
4. “Torna a dá-me a alegria da tua salvação (v12).

            Nada é mais prazeroso para os inimigos do que a queda de um líder, principalmente de um guia espiritual, porém, quando ele se arrepende como fez Davi, o SENHOR pela sua infinita misericórdia concede-lhe o perdão. O desejo de Davi era restaurar a pureza do coração, não sair da presença de Deus e receber de volta a alegria da salvação.

Pr. Elis Clementino – Itapíssuma - PE

quarta-feira, 28 de novembro de 2012

OS FRUTOS DA DESOBEDIÊNCIA E DA OBEDIÊNCIA



ESBOÇO 468
TEMA: OS FRUTOS DA DESOBEDIÊNCIA E DA OBEDIÊNCIA
“Pois, pela desobediência de um só homem, muitos foram feitos pecadores, assim pela obediência de um, muitos serão feitos justos”, Rm 5.19.

Tudo aquilo que contraria uma ordem, lei ou mandamento constitui-se uma desobediência: “Todo aquele que comete pecado, transgride a lei, pois o pecado é a transgressão da lei”, I Jo 3.4. Como também, em cumpri-la se constitui a obediência. Tanto a obediência como a desobediência terão os seus frutos como recompensa. Discorreremos sucintamente sobre os seus resultados.

A lei da Semeadura
O que se planta se colhe, essa lei foi estabelecida por Deus para todos. Plantar é opcional, mas, colher é obrigatório. Devemos estar cientes de quais são os tipos de sementes que amanhamos, pois os seus frutos serão colhidos posteriormente. Os produtos que estamos colhendo hoje são resultados das sementes que plantamos ontem. Muitas vezes queremos transferir a responsabilidade dos frutos que colhemos a terceiros. Há ocasiões em que os agricultores espalham sementes que não são boas, mas logo que eles percebem a má qualidade do produto, procuram na próxima semeadura sementes de primeira qualidade, para posteriormente ter uma boa colheita. Assim são os homens, todos têm o tempo dado por Deus para se utilizar de sementes boas e substituir as de más qualidades. É tempo ainda de você mudar de sementes ruins para boas.

Semeando Desobediência
O homem desobedeceu a Deus infringindo seus mandamentos (Gn 2.16,17). A quebra desse preceito divino deu à luz o pecado e, consequentemente, os detrimentos (Gn 3. 9-24). Tudo o que é abominável e destrutivo a vida moral e espiritual são magníficos e fascinantes aos olhos, escondendo qualquer possibilidade de ter um desfecho ruim, mas “Cada um se farta de bem pelo fruto da sua boca, e o que as mãos do homem fizerem isso ele receberá”, Pv 12.14. “Dos seus próprios caminhos se fartará o infiel de coração, e o homem bom será recompensado pelos seus”, Pv 14.14. Tudo aquilo que o homem semear isso ele ceifará (Gl 6.7b).

As consequências da desobediência
Deus falou a Adão e Eva que se comessem do fruto proibido certamente morreriam; por causa dessa desobediência a vida humana tornou-se limitada em todos os aspectos, por exemplo: Caminho cerrado (Jó 3.23); Pés no tronco (Jó 13.27; 19.8); Tempo limitado (Sl 90.10; Ec 8.8); Vida limitada (Sl 139.5; Lm 3.7); Sem poder de mudar um cabelo (Mt 5.36); e não pode aumentar a sua estatura. (Mt 6.27). Essas coisas nada mais são do que as consequências da desobediência ao criador. A morte espiritual é a última conseqüência do pecado do homem (Gn 2.7; Pv 8.36). “O salário do pecado é a morte,” (Rm 6.23).

A obediência
O preço do êxito é a obediência (Js 1.8). As observações das leis do Senhor resultam em bênçãos de prosperidade, além de nos garantir a entrada no reino celestial (Mt 7.21). É também um dever imperativo da vida (At 5.29). Destacamos alguns vultos importantes da Bíblia que se dispuseram a obedecer a Deus: Abraão (Gn 22.2,3); Bezaleel (Ex 36.1); Josué (Js 11.15); Ezequias (2 Rs 18.6); José e Maria (Lc 2.39); Paulo (At 26.19); Cristo (Hb 5.8).

            Conscientizemo-nos que tanto os frutos da desobediência quanto os da obediência serão colhidos, ninguém escapa da lei da semeadura, todos têm a oportunidade de mudar. Se a sua semente não está apropriada para uma boa colheita, mude para uma melhor, porém não esqueça que a colheita é inevitável e o preço da desobediência deixa sequelas para o resto da vida, como mencionamos anteriormente. Portanto, obedecer é melhor do que sacrificar (I Sm 15.22). Deus olha para a nossa obediência, pois ela é a base de todo o nosso sucesso, tanto no cotidiano quanto na vida espiritual. Devemos rejeitar qualquer oferta pecaminosa, e estar mortos para o pecado, mas vivos para Deus (Rm 6. 11-18). A lei nada podia fazer, mas a graça de Deus foi manifestada por intermédio de Jesus Cristo, foi o maior exemplo para alcançar a todos quanto lhe obedecerem. A obediência é um princípio importante para o seu sucesso.

Pr. Elis Clementino – Itapissuma - PE

quinta-feira, 22 de novembro de 2012

EMOCIONAL E RACIONAL



ESBOÇO 467
TEMA: EMOCIONAL E RACIONAL
Textos I Sm 16.1; Lc 14.28-30

Todo ser humano necessita de conhecer em si duas coisas que são imprescindíveis para o seu desenvolvimento em todas as áreas da vida: o equilíbrio emocional o racional. O indivíduo deve buscar esse equilíbrio, pois um não deve exceder o outro. O desequilíbrio tem gerado uma série de consequências que seriam evitadas se houvesse comedimento Lc 15. O filho pródigo.

Emoção
Anseio ou sentimento sensível leva o indivíduo a tomar certas atitudes incoerentes ao seu racional; em razão disso surgem as ações precipitadas, ou seja, a emoção não permite que o racional funcione e faça o julgamento normal. As pessoas emotivas ou impulsivas geralmente se arrependem de tais ações, e muitas vezes tarde demais.

As pessoas sentimentais e fortemente emotivas sofrem muito intimamente, elas podem até por um tempo não deixar transparecer, mas as suas ações irão demonstrar de maneira lenta ao longo do tempo e, às vezes, de maneira muito silenciosa. Em certos momentos ficamos surpreendidos com as atitudes dessas pessoas, e dizemos: Eu não esperava isso desse sujeito, ele me surpreendeu; quem diria? Essas são maneiras das pessoas se manifestarem.  Todo indivíduo tem um histórico e quando acontecem algumas atitudes que chocam, iniciamos uma série de avaliações do perfil desde a infância. Em alguns casos ocorreram tragédias horríveis. As pessoas fazem avaliações desse aspecto dizendo: o sujeito era calado; ou era eufórico; se afastava da turma; nunca encarava as pessoas no olhar; ele tinha pensamentos adversos. É muito natural as pessoas pensarem assim sobre determinados comportamentos de certos indivíduos.

Distúrbio emocional 2 Sm 16.5-8.
O que demonstra um distúrbio emocional, um desequilíbrio ou anomalia metabólica, ou uma deficiência orgânica, é quando o indivíduo não passa segurança para as outras pessoas, sendo instáveis nas suas atitudes. Em alguns momentos a pessoa acometida pelo distúrbio fica eufórica e exaltada, dependendo da situação. Nesse estágio o indivíduo deve ser tratado cuidadosamente e acompanhado por um especialista. Embora não levemos a sério o comportamento das pessoas, ou pouco nos importemos, algumas atitudes devem ser levadas em consideração, pois as pessoas que têm distúrbios emocionais sofrem muito intimamente, e esse sofrimento pode fazê-lo tomar algumas decisões comprometedoras.

É muito comum encontrarmos aqueles indivíduos que no cotidiano mostram-se exageradamente emocionais, bem como os opostos, aqueles que são exageradamente racionais. A expressão comportamental mais evidente dos indivíduos orientados na sua emoção é que muitas vezes só enxergam o que lhes é mais conveniente, ficando entorpecidos pelas suas comoções e não querem saber de mais nada, só lhes importam o prazer e a satisfação. Normalmente não são focados nos resultados efetivos, mas apenas nas experiências que por ventura podem gozar.

Racional
O termo significa coerência, lógica, naturalidade; é tudo aquilo que se faz com ponderação ou ajuizamento. Muitas vezes a falta desse bom senso resulta em uma série de problemas. O racional deve controlar o emocional e manter o equilíbrio entre um e outro (Gn 14.21-23) porque se uma pessoa está totalmente emocionada por alguma coisa, e não é controlada pela razão é uma catástrofe. O discípulo de Jesus chamado Pedro agia, em certos momentos, precipitadamente. Quem sabe pela emoção. Tratamos as pessoas de bom senso como equilibradas, sensatas e prudentes.

As escrituras destacam essas pessoas como prudentes, capazes de edificarem ainda mais o seu caráter; para eles, construir sobre a rocha é ser sensato (Mt 7.24-27)

            A nossa personalidade possui um aspecto racional que deve exercer um papel de igual significância no cotidiano, principalmente (At 5.35-39; Ex 18.14,19-23), vivendo em um país essencialmente movido pelas emoções. Ficar batendo na tecla e dizer que apenas a emoção é importante é um equívoco, e quando se sacrifica um em detrimento do outro o resultado percebido é o sentimento de que “algo está errado”. Uma sensação de vazio e, em alguns casos, um aparente sofrimento é aflorado, pois emoção e razão só são úteis quando entendidas de forma equiparada. Literalmente, o sucesso está no equilíbrio, quando se fala de comportamento e resultados. Entretanto, controlar a emoção com o racional é imprescindível para o bom desenvolvimento humano.

Pr. Elis Clementino – Itapissuma -PE

segunda-feira, 19 de novembro de 2012

PAGANDO O MAL COM O BEM



ESBOÇO 466 - COM CORREÇÃO
TEMA: PAGANDO O MAL COM O BEM
“E José lhes disse: Não temais; porque, porventura, estou no lugar de Deus? Vós bem intentastes mal contra mim, porém Deus o tornou em bem, para fazer como se vê neste dia, para conservar em vida a um povo grande. Agora, pois, não temais; eu vos sustentarei a vós e a vossos meninos. Assim, os consolou e falou segundo o coração deles”. (Gn 50.19-21).

Muitas pessoas são tendenciosas a valer-se de situações para tirar algum proveito e até uma revanche, porém, existem outras que não agem dessa forma; elas sabem controlar muito bem seus sentimentos, e de maneira alguma se aproveitam das oportunidades. Nesse caso, o que predomina é o fruto do Espírito; o indivíduo deixa de lado qualquer intenção ou maldade contra ele para praticar o bem.

Deus permitindo situações
Ninguém imagina o que pode acontecer na trajetória de uma pessoa que está nas mãos de Deus. O Senhor dentro da sua vontade permissiva transforma o mal em bem, a fim de exaltar aquele com quem ele tem propósitos. Normalmente se diz que o mundo dá muitas voltas, e as pessoas não sabem o que encontrarão pela frente.
José foi um moço em cuja vida Deus tinha propósito. Como tantos outros, ele enfrentou dificuldades até mesmo no seio da sua família, por não entenderem o que Deus queria realizar através dele. Existem acontecimentos em nossas vidas os quais não sabemos definir. Há, há um ditado bem popular que se pronuncia erroneamente: “Deus escreve certo por linhas tortas”.
Deus executa a sua vontade direta sobre os seus, independentemente de qual seja o desejo de alguém, ou não. O Senhor traçou planos para muitos homens de Deus: Abrão, José, Moisés, Josué e tantos outros encontrados na Bíblia, e em todos eles Deus executou a sua vontade.

Etapas consideráveis na vida de José
1. José era odiado por seus irmãos; o ciúme e a inveja são inimigos dos planos de Deus a respeito de uma pessoa que se dispõe a fazer a vontade dele. Os irmãos de José o invejavam e odiavam a cada dia que se passava (Gn 37.11). O relacionamento dos seus irmãos para com José não era bom, por causa dos sonhos. Quando falta o fruto do Espírito, a desarmonia e a falta de amor prevalecem.

2. A conspiração dos seus irmãos
É natural alguém ficar incomodado quando crescemos tanto na vida secular quanto na espiritual. Os irmãos de José estavam desprovidos do amor e da misericórdia até nos laços familiares, é o que acontece muitas vezes, os inimigos do homem estão dentro da sua própria casa. Disseram eles: Matemos José nosso irmão e lancemos-lhe numa destas covas (Gn 37.20).

3. A mentira dos irmãos de José
Onde o ódio predomina há mentiras e acusações. Geralmente as pessoas que odeiam alguém não sossegam enquanto não fazem o mal, distanciá-lo para bem longe e até matá-lo. Porquanto existem pessoas assim que não conseguem controlar seus sentimentos de inveja e ódio contra alguém. José ganhou uma túnica de várias cores do seu pai (Gn 37.3), essa túnica revela uma posição especial de favoritismo e honra diante de seu pai, no entanto, seus irmãos a tiraram dele (Gn 37.23). Não adianta tirar túnica ou rasgá-la de alguém que Deus tenha propósitos, com túnica ou sem, Deus fará a sua vontade sobre você.

4. Vendido por seus irmãos aos ismaelitas (Gn 37.27)
 Para Judá, seu irmão, matá-lo não era negócio, pois não teriam proveito algum, mas disse: vendemo-lo! Isso é coisa mais comum nos nossos dias, vinte moedas de prata foi o seu valor (Gn 37.28,29); José foi levado ao Egito (Gn 37.36). Parecia que tudo estava terminado para os irmãos de José, esqueceram que sobre ele pairavam as infalíveis promessas de Deus; mas, outras etapas piores José teria que passar.

5. José na casa de Potifar
O bom exemplo de José o levou a conquistar confiança. É muito bom quando conquistamos confiança de alguém, principalmente dos nossos superiores, não devemos desperdiçá-las. José prosperava. Mas qual era o segredo dessa prosperidade (Gn 39.2,3)? O exemplo de José o levou a adquirir alta posição na casa do seu senhor (Gn 39.4-6), porém ele não contava com um obstáculo ainda maior, a sedução da mulher daquele homem. “José era formoso de aparência e formoso à vista”. O inimigo luta por todos os lados para destruir os projetos de Deus na sua vida, ele se aproveita de alguns detalhes para facilitar ainda mais a destruição, mas o SENHOR era com José.

A mulher do seu senhor tentou seduzi-lo; veja os argumentos dela (Gn 39.6-9ª). Mas o seu compromisso com Deus e seu senhor o levou a recusar a proposta de deitar com a mulher do seu senhor (Gn 39.9-10). A mulher nada conseguiu na primeira ocasião, mas continuou a tentar (Gn 39.10). Cuidado! O inimigo sempre fica batendo na porta procurando brecha para entrar e destruir. Houve uma bela oportunidade, ninguém estava em casa, era o momento exato para conseguir, porém José estava acordado (Gn 39.11) e resistiu a tentação “resisti o diabo e ele fugirá de vós”. Ele pagou o preço muito alto pela mentira da mulher; é assim, o diabo sabe como armar, ele tem as suas artimanhas. (Gn 39.12-18).   

6. José na prisão
Não adianta, até lá o Senhor era com José; ele prosperava porque o Senhor era com ele; ganhou confiança e o carcereiro lhe entregou todos os presos (Gn 39.21,22). José revela os sonhos do copeiro e do padeiro mor, eles estavam também na prisão (Gn 40.5-13). Porém, José pede para que o copeiro se lembre dele diante de Faraó (Gn 40.14).

As manobras humanas sempre fracassaram, o negócio de José era com Deus e não com o copeiro e muito menos com o padeiro, e o copeiro se esqueceu de José.

7. José chega a governador do Egito
 Ele chegou aonde Deus quis, com finalidades específicas, para ser o provedor da sua família. Os irmãos de José vêm ter com ele. Seria uma boa oportunidade para revanche, mas não, quem tem propósito com Deus e Deus com ele não aproveita ocasiões para revanchismo “E José lhes disse: Não temais; porque, porventura, estou no lugar de Deus? Vós bem intentastes mal contra mim, porém Deus o tornou em bem, para fazer como se vê neste dia, para conservar em vida a um povo grande. Agora, pois, não temais; eu vos sustentarei a vós e a vossos meninos. Assim, os consolou e falou segundo o coração deles”. (Gn 50.19-21). Aprendamos esse belo exemplo, e façamos o que Jesus nos ensinou, pagando o mal com o bem.

Pr. Elis Clementino – Itapissuma – PE/Brasil