quinta-feira, 20 de dezembro de 2012

O CAMINHO DO ÍMPIO E DO JUSTO





ESBOÇO 471
TEMA: O CAMINHO DO ÍMPIO E DO JUSTO
“Bem-aventurado o varão que não anda segundo os conselhos dos ímpios, nem se detém no caminho dos pecadores, nem se assenta na roda dos escarnecedores.” (Salmo 1:1).

O salmo primeiro nos mostra qual a forma de vida que o crente deve ter em relação aos nefandos. Deve-se observar cuidadosamente e seguir tudo que este importante texto das escrituras nos diz. “Bem-aventurado o varão que não anda segundo os conselhos dos ímpios, nem se detém no caminho dos pecadores, nem se assenta na roda dos escarnecedores.” (Sl 1.1). A expressão “Bem-aventurado” serve para indicar que alguém está muito feliz, pois a felicidade do homem consiste em viver bem e praticar a justiça. Discorreremos de forma resumida sobre a diferença entre o justo e o ímpio.

Fazendo a diferença
Os cristãos que praticam a justiça reconhecem que foram escolhidos para mostrar que há diferença entre o ímpio e o justo. Fazendo uma analogia à luz e ao sal (Mt 5.13,14), o cristão deve ser como a luz da aurora “Mas a vereda dos justos é como a luz da aurora que vai brilhando mais e mais até ser dia perfeito.” (Pv 4.18). No contexto mostra que para fazer essa altercação é necessário alguns requisitos importantes: (1) Separar-se das más associações (I Co 15.33); (2) Não se deter nos caminhos dos pecadores (Pv 1.10,15); (3) Não se assentar na roda dos escarnecedores (4) Ter prazer e meditar na lei do Senhor (Js 1.8; Sl 119.1, 113). “Então vereis outra vez a diferença entre o justo e o ímpio, entre o que serve a Deus e o que não serve.” (Ml 3.18).

Características do ímpio
É aquele que pratica a impiedade, uma pessoa que não tem fé, descrente e herege, uma pessoa totalmente dissociada da religião. Muitos deles são citados na bíblia como “maus conselheiros, filhos de Belial ou malignos” (Dt 13.13; I Sm 25.17; Pv 6.12; 12.,5); os seus atos são totalmente incoerentes com os ensinamentos das escrituras: (1) Escarnecedores e não aceitam conselhos (Jó 21.16; Pv 13.1; I Rs 12.8-14); (2) Maquinam coisas perversas e más no seu coração (Pv 6.18; 6.14); (3) Constituem-se um perigo para o justo (I Co 5.11; Rm 16.17); (4) Estragam os caminhos do rei (Pv 25.5); (5) Blasfemam contra Deus (Sl 10.3,13).

As consequências
Todos quantos praticarem a iniquidade sofrerão as consequências; (1) Não prosperam (2) Não subsistirão no juízo divino (Sl 1.5; 37.10; Pv 6.15;) (3) Não permanecerão na congregação dos justos; (4) A sua alegria é breve (Jó 20.5); (5) A maldição habita em sua casa (Pv 3.33); (6) O caminho deles é como a escuridão (Pv 4.19); (7) A vida deles é como a moinha que o vento espalha (Sl 1.4); (8) Seus dias são breves (Ec 8.13), e finalmente o triste fim (Sl 9.17).

As características do justo
Uma pessoa “justa” é aquela que julga e procede com equidade ou justiça, imparcial e reto. A bíblia fala a respeito do justo: O caminho do justo é conhecido pelo Senhor (Sl 1.6); Ele será abençoado e protegido (Sl 5.12); Deus testifica ao seu respeito (Jó 1.8); Quando clamam o Senhor os ouve e os livra de todas as suas angústias (Sl 34.17); Davi categoricamente afirmou: Fui moço e agora sou velho; contudo, nunca vi desamparado o justo, nem a sua descendência mendigar o pão (Sl 37.25), mas isso não significa que o justo não enfrente dificuldades, materialmente ele pode não ter riquezas, mas vale o pouco tem o justo, do que as riquezas de muitos ímpios (Sl 37.17). Paulo se contentou com que tinha (Fp 4.11-13).

A felicidade do justo
O justo pela sua justiça permanecerá na prática do bem, procurando agradar a Deus e ao próximo, e ao mesmo tempo usufrui dos benefícios espirituais: (1) Desfruta do fruto do Espírito (Gl 5.22); (2) Alimenta a sua esperança através do ribeiro de águas (Sl 1.3); (3) É como uma árvore plantada junto a ribeiro de águas (Sl 1.3); (4) Tem vida imarcescível, ou seja, que não murcha, incorruptível, inalterável (Sl 92.14); (5) Prospera em tudo que faz (Sl 1.3; Is 3.10).

Essas são as grandes diferenças entre o justo e o ímpio. Devemos observar bem o que as escrituras nos ensinam. Deus não aceita meio termo, se quisermos ser abençoados devemos nos separar daqueles que cujos frutos não se igualam aos nossos. (II Co 6:14 – 18; I Co 3:16,17; II Ts 3:14; I Co 5:11)

Pr. Elis Clementino – Itapissuma - PE

quinta-feira, 13 de dezembro de 2012

VIVENDO PELA FÉ




ESBOÇO 470
TEMA: VIVENDO PELA FÉ
“...mas o justo, pela sua fé viverá” (Hc 2:4)


Fé é um termo que vem do latim “fides”, e é aquilo que se afirma ser verdade sem nenhuma comprovação e argumento racional. Para mantê-la é necessário esquivar-se de toda dúvida; não podemos duvidar e ter fé ao mesmo tempo, mas devemos ter plena confiança. Na Bíblia, a fé é a força motora que nos induz a permanecer confiantes em Deus, é o firme fundamento e a certeza das coisas que não se veem (Hb 11.1; Hc 2.4; Rm 1.17; Gl 3.11). Abandoná-la é fracassar. Em hipótese alguma devemos permitir que ela seja abalada. Assim como os olhos físicos são para o corpo, a fé são os olhos da alma, ela enxerga aquilo que os olhos naturais não conseguem. Necessariamente devemos estar preparados para que a nossa fé não se abale em quaisquer situações por mais desagradáveis que sejam, mesmo mediante uma punição divina. Destacaremos nesse mote um dos profetas menores, “Habacuque”, que mesmo diante a ira divina sobre o seu povo, ele não abriu mão da sua fé em Deus (Hc 3.17).

Não abandonar a Deus (Hc 3.17)
1. Ainda que as figueiras não floresçam, não havendo figos;
2. Nem haja fruto na vide, ou a videira não produza o vinho;
3. Ainda que o produto da oliveira falhe, não produzindo o azeite;
4. Os campos não produzam mantimento, ou a agricultura falhe;
5. As ovelhas da malhada sejam arrebatadas, produção da lã comprometida para as vestes;
6. E nos currais não haja vacas, para produzir carne, leite.

Não abandonar a Cristo (Rm 8: 35 – 39).
1. A tribulação, ou a angústia;
2. A perseguição;
3. A fome;
4. A nudez;
5. O perigo.

Revestidos para suportar
Devemos nos revestir de toda armadura de Deus, porque além das dificuldades do cotidiano, lutamos contra as potestades das trevas (Ef 6. 11-16), essa batalha pela sobrevivência da fé só terminará na manifestação do Jesus Cristo para, pois não esperamos nele somente nesta vida (I Co 15.19).

            A importância do uso da fé e o sucesso no cotidiano do cristão dependem muito da sua confiança, ela é a luneta que nos faz enxergar o que está além da nossa mente (Hb 11.1-3), ela é vinculada à esperança e considerada a âncora da alma (Hb 6.18,19). Ela é usada como metáfora porque a função da âncora é prover estabilidade numa embarcação. O cristão descansa em qualquer situação, porque tem a sua confiança em Deus. Procuremos sempre manter firme a nossa fé, acreditando, sobretudo nas suas provisões de onde vem a nossa vitória (I Co 15.57; I Jo 5.4).

Pr. Elis Clementino – Itapissuma - PE

quinta-feira, 6 de dezembro de 2012

A CONFISSÃO DOS PECADOS E O PERDÃO DIVINO



ESBOÇO 469
TEMA: A CONFISSÃO DOS PECADOS E O PERDÃO DIVINO
“O que encobre as suas transgressões nunca prosperará; mas o que confessa e deixa alcançará misericórdia” Pv 28.13.

A auto incriminação e a confissão dos pecados são atos de reconhecimento das ofensas praticadas contra as leis divinas. As ações pecaminosas praticadas contra Deus serão julgadas por ele, por isso devemos estar conscientes que mesmo sendo esses pecados perdoados não deixaremos de sofrer as suas consequências. Davi recebeu o perdão divino quando reconheceu o seu grave pecado, mas não ficou isento das consequências. Discorreremos um breve comentário sobre esse episódio.

A falta de vigilância de Davi
A falta de atenção pode levar o indivíduo a cometer delinquências. Muitas vezes facilitamos e damos ocasião para que tais fracassos aconteçam. Tomamos nesse mote um grande exemplo “Davi”, que, por não vigiar cometeu graves pecados: adultério, mentira, engano, embriagou Urias, além de perpetrar um homicídio contra um dos seus valentes, “Urias”. “Os grandes fracassos começam com pequenos fracassos”. “Um abismo chama outro abismo” (Sl 42.7).

Chamada, sucessos e fracassos
 Davi foi ungido pelo Senhor para reinar sobre Israel no lugar de Saul, moço de quem o Espírito do Senhor se apoderou (I Sm 16.13); ele era um homem de coragem e determinado, assim levava Israel a ter vitória diante dos filisteus (I Sm 17.50). Havia nele um coração cheio de temor; apesar da sua valentia ele respeitou a autoridade de Saul (I Sm 26.8,9). Davi era um escolhido, homem com quem Deus fez um concerto (Sl 89.3), mas nada disso o impediu de pecar contra o Senhor. “O homem que derrotou o maior inimigo de Israel foi derrotado por uma paixão carnal”. Quantos valentes têm sido derrotados atualmente? Tantos que lutaram e venceram as grandes batalhas, mas pereceram nos braços da concupiscência.

A ociosidade de Davi
A ociosidade pode levar à queda. Ao invés de Davi estar no campo de batalha, ou orando a Deus para que guardasse seus soldados valentes deixou-se vencer pela ociosidade, passeando no terraço da casa real (2 Sm 11.1,2). A desocupação o levou a ser atraído e dominado pela cobiça. “Mas cada um é tentado, quando atraído é engodado pela sua própria concupiscência.” (Tg 1.14), o resultado é que a concupiscência dá à luz o pecado (Tg 1.15).

O Adultério
Davi deu lugar à tentação, se deixou levar pela concupiscência da carne (Gl 1.16). (ainda que ela possa vir, mas não necessariamente através da pratica do sexo, mas existem outras maneiras que facilite a prática do pecado, Davi se deixou levar pela concupiscência da carne (Gl 1.16)). A bíblia nos adverte que devemos resistir às tentações. O inimigo, “o diabo”, nos tenta para destruir os planos de Deus para o homem. “Sede sóbrios, vigiai, porque o diabo, vosso adversário, anda em derredor, bramando como leão, buscando a quem possa tragar;” (I Pe 5.8: I Ts 5.6; Lc 21.34). O adultério de Davi com Bate Seba, mulher de Urias, foi terminante para acender a ira divina sobre ele, pois se tornara um homem cheio de astúcia. Vejamos o que ele foi capaz de fazer para esconder o seu pecado: (2 Sm 11.10-12). Matou Urias covardemente pondo-o na fileira à frente da batalha; Urias era um servo valente, que daria a sua própria vida a serviço do rei. “Para o indivíduo que perde a sua sensibilidade nada é mais precioso para ele. O espírito de covardia se apoderou dele, somente o homem vazio de Deus é capaz disso.”

A Perda da Comunhão e a repercussão escandalosa
1. Perdeu a comunhão divina. Davi era um homem de estreita comunhão com o Senhor, mas perdeu e ficou sem a presença de Deus (Sl 51.10-12)
2. Uma repercussão escandalosa. Todo escândalo tem a sua dimensão, principalmente quando parte de quem tem status; quanto mais famoso, maior o escândalo. Não tente esconder os seus pecados, Deus revela (2 Sm 12.12; Dn 2.22; Hb 4.13).

A repreensão divina
Após o pecado consumado, Davi foi repreendido por Deus, através do profeta Natã, homem de coragem (2 Sm 12.1-9). Deus não se deixa escarnecer, tudo o que o homem semear também ceifará (Gl 6.7). Deus não compartilha com pecados de ninguém, cada um responderá perante ele (Rm 14.12). Pois o que tem em comum a justiça e a maldade? Ou que comunhão pode ter a luz com as trevas? Que harmonia há entre Cristo e Belial? Que comunhão há entre o crente e o descrente? Que acordo há entre o templo de Deus e os ídolos? Pois somos santuário do Deus vivo. Como disse Deus: “Habitarei com eles e entre eles andarei; serei o seu Deus, e eles serão o meu povo”.  Por conseguinte “saiam do meio deles e separem-se”, diz o Senhor. “Não toqueis em coisas impuras, e eu os receberei” (2 Co 6.14-18). Deus requereu de Davi o seu pecado, usando de misericórdia para com ele.

A sentença divina
a) “Não se apartará jamais a espada da tua casa”. Essa sentença custou muito caro para Davi e (a) sua família. Leia: (2 Sm 12.10,14; 13.28,29; 18.9-17; I Rs 2.24,25), veja o tamanho da destruição.
b) “Eis que suscitarei da tua mesma casa o mal sobre ti...” (2 Sm 12.11; 13.10-15;16.21,22).

Arrependimento
Após a repreensão divina Davi caiu em si e confessou “Pequei contra o Senhor” (2 Sm 12.13a); daí em diante se iniciou uma maratona de culpa e confissão (Sl 32.5), ele suplica por restauração com os seguintes pedidos:
1. “Cria em mim, ó Deus, um coração puro” (Sl 51.10);
2.  “Não me lances fora da tua presença” (v11);
3.  “Não retires de mim o teu Espírito Santo” (v11b).
4. “Torna a dá-me a alegria da tua salvação (v12).

            Nada é mais prazeroso para os inimigos do que a queda de um líder, principalmente de um guia espiritual, porém, quando ele se arrepende como fez Davi, o SENHOR pela sua infinita misericórdia concede-lhe o perdão. O desejo de Davi era restaurar a pureza do coração, não sair da presença de Deus e receber de volta a alegria da salvação.

Pr. Elis Clementino – Itapíssuma - PE