sexta-feira, 11 de janeiro de 2013

INQUIETAÇÕES


ESBOÇO: 474
TEMA: INQUIETAÇÕES
“Não estejais ansiosos por coisa alguma, mas em tudo pela oração e pela súplica, com ações de graças, sejam as vossas petições conhecidas diante de Deus.” Fp 4.6

Atualmente as pessoas têm sido atingidas por um grande mal “o estresse”, isso acontece devido à correria do cotidiano, mas a Bíblia nos diz que o homem nascido da mulher é de poucos dias e cheio de perturbação (Jó 14:1). Jesus disse o seguinte: “No mundo tereis aflições, mas tende bom ânimo” (Jo 16.33). Existem inúmeros problemas, grandes e pequenos que em muitas ocasiões nos tiram o sono nos deixando nervosos e perturbados. Nesses momentos, necessitamos ter muita cautela, porque você pode causar infortúnios maiores tanto a você quanto aos outros. Veremos nesse pequeno comentário sobre o que fazer diante dos problemas, como devemos proceder e o que acontece quando entregamos a Deus.

O que fazer diante dos problemas?
Uma das primeiras atitudes é orar. As orações do justo podem muito em seus efeitos (Tg 5.13a,16b); é através dela que renovamos a nossa confiança que Deus pode mudar situações, não somente nossa, mas de uma humanidade inteira (Is 38:3-5; Mt 6:25-34; Tg 4:9,10; 1 Pe 5:7). Devemos compreender que Deus está no controle de tudo, e as coisas acontecem com a permissão dele para o nosso bem. Não aprendemos experiências quando as coisas estão indo bem para o nosso lado, mas quando estamos sofrendo “E não somente isto, mas também nos gloriamos nas próprias tribulações, sabendo que a tribulação produz perseverança, e a perseverança, experiência; e a experiência, esperança.” (Rm 5:3,4). Olhemos para o Senhor nos momentos de dificuldades (Sl 121.1; Hb 4.16).

Coisas que você deve saber
(a) As nossas ansiedades podem nos levar a pensar que somente os alcances das grandes coisas nos satisfazem. Entretanto, o pouco com o temor do Senhor é melhor que os tesouros onde há inquietação (Pv 15.16); (b) O caminho da ambição pode conduzir o indivíduo ao fracasso espiritual, quando olhamos para a prosperidade dos ímpios Sl 73.2,3; Sl 39.6). (c) Que a leve e momentânea tribulação produz um resultado satisfatório (2 Cor 4:17,18); (d) saber que quando chegarmos na presença de Deus toda a lágrima cessará (2 Co 5.6).

O que acontece quando entregamos os nossos problemas a Deus?
a) Somos agraciados e ajudados em tempos de necessidades. Essa confiança é a chave da nossa vitória (Hb 4.16); b) Somos fortalecidos na fé para superar as tempestades (Ef 3.16; Fp 4.13); c) Paz que vem guardar nossos corações e mentes em Cristo Jesus (Fp 4.6,7; Isa 26:3).

Se mantivermos a nossa confiança em Deus com certeza ele nos ajudará e passaremos a entender que o seu querer é o melhor para nós. Devemos aquietar-nos e saber que o Senhor está nos assistindo e agindo em nosso favor. As dificuldades que enfrentamos aqui não hão de se comparar com as riquezas que ele preparou para nós. Nessa esperança alimentamos a nossa alma. "Não sobrecarregues os teus dias com preocupações desnecessárias, a fim de que não percas a oportunidade de viver com alegria." (André Luiz)

"A esperança é cheia de confiança. É algo maravilhoso e belo, uma lâmpada iluminada em nosso coração. É o motor da vida. É uma luz na direção do futuro." (Conrad de Meester)

"A esperança se adquire. Chega-se à esperança através da verdade, pagando o preço de repetidos esforços e de uma longa paciência. Para encontrar a esperança é necessário ir além do desespero. Quando chegamos ao fim da noite, encontramos a aurora." (Georges Bernanos)

Pr. Elis Clementino – Itapissuma - PE

sexta-feira, 4 de janeiro de 2013

FUNDAMENTO ESPIRITUAL



ESBOÇO 473
TEMA: FUNDAMENTO ESPIRITUAL
“Portanto, assim diz o Senhor Deus: Vede, assentei em Sião uma pedra, uma pedra já provada, pedra preciosa de esquina, está bem firme e fundada; aquele que crer não será confundido.” (Is 28.16).

Fundamentos ou alicerces servem para dar estabilidades às construções de casas, edifícios etc. No sentido espiritual somos comparados a um edifício. Uma vida devota não poderá estar segura sem fundamento; entretanto, todas as nossas convicções religiosas devem estar fundamentadas em princípios bíblicos. Deus estabeleceu a sua palavra personificada em Jesus Cristo, como alicerce espiritual para todos, sem distinção de cor, raça e língua, com a finalidade de tornar o homem espiritualmente estável diante dele. “Portanto, todo aquele que ouve estas minhas palavras e as pratica, será semelhante ao homem que edificou a sua casa sobre a rocha.” (Mt 7.24). A base principal dada por Deus para essa estabilidade eram as promessas de Deus, principalmente para o seu povo. Elas tinham fundamentos sólidos. Quem cresse não seria confundido.

Fundamento insubstituível
Segundo Paulo esse fundamento não deve ser modificado, ou seja, não se pode pôr outro além do que já foi posto “Jesus Cristo” (I Co 3.11), nele o cristão deve permanecer para que possa alcançar a eternidade (I Tm 6.19). O fundamento de Deus permanece firme tendo a sua confirmação “o selo” (2 Tm 2.19).

Jesus, a pedra do nosso alicerce espiritual
Ele é a pedra principal e de esquina, embora desprezada pelos construtores (Mt 21.42; At 4.11; Ef 2.20). Pedra de esquina ou pedra angular, por ela são medidos os ângulos e os esquadros antes que se inicie a base da construção. Ela é o padrão para um bom fundamento; desprezá-la é viver uma vida espiritual insegura, sendo comparada a uma casa construída sobre a areia (Mt 7.26,27). Essa estabilidade se desenvolve com a observação da palavra de Deus. Toda edificação bem fundamentada merece confiança: uma casa ou um edifício deve está alicerçado de tal forma que suporte a oscilação do próprio terreno e as variações climáticas e ambientais.

O cristão comparado ao cedro do Líbano
Uma vida espiritual bem alicerçada é comparada a uma árvore com raízes profundas lhes garantem a estabilidade e os nutrientes necessários para suportar o calor e a sequidão. - “Porque será como a árvore plantada junto às águas, que estende as suas raízes para o ribeiro, e não receia quando vem o calor, mas a sua folha fica verde; e no ano da sequidão não se fadiga, nem deixa de dar frutos.” (Jr 17.8). Esse texto pode fazer referência ao crente que tem uma vida espiritual estabilizada. Segurança em sua confissão de fé é imprescindível para todos quantos se dispõem a servir a Deus. A ausência de solidez espiritual pode levá-lo ao fracasso. Aprendemos lições importantes nas cartas de Paulo, onde ele expõe confiantemente essa estabilidade nas perseguições, prisões, açoites, naufrágio, dos falsos evangelhos, nas necessidades (Rm 8.35; I Ts 4.) até no final da sua carreira (I Tm 4.18). Sendo assim, todos nós necessitamos de ter a mesma confiança.

Amados, em época tão difícil como esta necessitamos ter firmeza e decisões cada vez mais seguras, tanto no material quanto na vida espiritual. Carecemos demonstrar a nossa confiança em todos os aspectos para que não percamos tudo aquilo que temos ganhado. Devemos buscar estabilidade, principalmente numa época difícil quando a fé de muitos crentes é provada como é provado o ouro. “O crisol é para a prata, e o forno para o ouro, mas o Senhor prova os corações.” “Essas provações são para que a prova da vossa fé, muito mais preciosa do que o ouro que perece, embora provado pelo fogo, redunde para louvor, glória e honra na revelação de Jesus Cristo.” (Pv 17.3; I Pe 1.7). São nesses momentos que precisamos estar firmes com a esperança porque “Sabemos que todas as coisas concorrem para o bem daqueles que amam a Deus, daqueles que são chamados segundo o seu propósito.” (Rm 8.28).


Pr. Elis Clementino – Itapissuma – PE/Brasil

quarta-feira, 26 de dezembro de 2012

AS EXIGÊCIAS DO EVANGELHO


ESBOÇO 472
TEMA: AS EXIGÊCIAS DO EVANGELHO
“Se com a tua boca confessares a Jesus como Senhor e em teu coração creres que Deus o ressuscitou dentre os mortos, serás salvo. Pois com o coração se crê para a justiça, e com a boca se faz confissão para a salvação.” (Rm 10.9,10)

Atualmente muitos não ensinam a maneira como as pessoas devam servir a Deus, como também não se dispõem a servi-lo. Os mandamentos do Senhor são para todos, entretanto, muitos obreiros da modernidade têm facilitado para que se sirva a Deus sem que haja necessidade de arrependimento, conversão, mudança, santidade, confissão dos pecados, oração e de uma busca de Deus sem nenhum sacrifício. Muitos querem viver o evan gelho das facilidades, quando os crentes podem escolher a melhor forma de servir a Deus, ou seja, como bem lhe convier. Neste breve assunto veremos oito pontos que o cristão deve praticar como exigência para servir a Deus.

1. Buscar a Deus
As escrituras enfatizam que todos, sem exceção, devem buscar ao Senhor (Is 55.6; Dt 4.29; I Cr 16.11; 28.9; 2 Cr 7.14; 15.2; Am 5.6; Mt 6.33; At 15.17; 17.27; Hb 11.6). Os líderes religiosos cristãos devem orientar as suas ovelhas a buscarem a Deus.

2. Arrependimento
Hoje quase não se fala sobre arrependimento; talvez para não incomodar os membros. Mas, necessariamente, devemos mostrar a eles a urgência do arrependimento dos pecados. Prestemos atenção ao que a bíblia diz a respeito do arrependimento (Mt 3.2; 4.17; Mc 1.15; 6.12; Lc 13.1-5; At 2.38; 3.19; 17.30; 26.20; 2 Co 7.8; Ap 2.5,16). Devemos mostrar que o arrependimento é o ponto de partida para a entrada no reino dos céus.

3. Invocar a Deus
É um convite para evocar nos momentos de angústias, e, consequentemente, há promessas de livramento (Sl 50.15). As escrituras mostram a necessidade de invocá-lo (Is 55,6; Jl 2.32; Sf 3.9; At 2.21; Rm 10.9-14).

4. Confessar a culpa
Atualmente, muitos cristãos não querem fazer confissão, achando-a desnecessária; entretanto, há reivindicações bíblicas sobre a confissão da culpa (Pv 28.13; Mt 3.6; Mc 1.5; Rm 10.9,10; I Jo 1.9). Se não confessarmos os nossos pecados a nossa consciência continuará intranquila e sofreremos as suas consequências (Sl 32.3-5).

5. Orar
Motivados pelas facilidades das bênçãos automáticas, através dos pregadores da modernidade, muitos crentes não se dedicam à oração. São poucos os que oram. Os templos, durante os cultos de oração, estão vazios. Porque a forma mágica do receba agora, ilude as pessoas com promessas, como: Pare de sofrer, receba agora, leve a chave, receba presente. Dessa forma, por que orar, se eu tenho promessa sem esforço? Embora não cumprida. Mas a oração é o melhor caminho ensinado por Deus ao homem (2 Cr 7.14; Lc 18.10-14; At 8.22). Observem que as promessas divinas são condicionais.

6. Humilhar
Humilhar-se: O quebranto do homem para com o seu criador é necessário, diz a Palavra que Deus resiste aos soberbos, mas dá graça aos humildes. A humildade é a porta de entrada para as bênçãos de Deus e também no reino dos céus (2 Cr 7.14; Mt 18.3,4; 23.12; Lc 14.14; Tg 4.10). Se atentarmos diligentemente, certamente Deus nos abençoará.

7. Dar ouvidos
Devemos dar atenção a tudo quanto nos edifica; muitos não dão mais ouvidos a Deus, e nem aos seus líderes espirituais como dizem as escrituras, talvez, porque exigidos alguns sacrifícios (Mt 10.14; 11.15; 13.13-15; Jo 12.45; Rm 10.9-14).

8. Obedecer
A obediência implica em abrir mão das nossas próprias vontades. Obedecer exige sacrifícios, negação de si, (Rm 2.4-8; Gl 3.1; 5.7; 2 Ts 1.8; Hb 5.9; I Pe 4.17). A obediência é exigida a todos que creram no evangelho (I Sm 15.22).

Todas essas coisas parecem não estar mais em evidência nos dias de hoje em algumas igrejas, porque, não há nenhuma exigência por parte de muitos líderes. Buscar a Deus, invocá-lo, arrepender-se, orar, se humilhar, ouvir a voz de Deus e, sobretudo obedecê-lo está em desuso. Muitas pessoas querem viver o evangelho das facilidades, que nada pede e nem exige. Tenhamos compromisso em conduzir as ovelhas a Deus, isso será cobrado de nós (Tg 3.1). As facilidades no sentido espiritual têm um preço, assim como o seu comodismo. O nosso compromisso em conduzir o povo a Deus está acima de tudo.

“O reino dos céus é tomado à força.” (Mt 11.12).

Pr. Elis Clementino – Itapissuma – PE/Brasil


quinta-feira, 20 de dezembro de 2012

O CAMINHO DO ÍMPIO E DO JUSTO





ESBOÇO 471
TEMA: O CAMINHO DO ÍMPIO E DO JUSTO
“Bem-aventurado o varão que não anda segundo os conselhos dos ímpios, nem se detém no caminho dos pecadores, nem se assenta na roda dos escarnecedores.” (Salmo 1:1).

O salmo primeiro nos mostra qual a forma de vida que o crente deve ter em relação aos nefandos. Deve-se observar cuidadosamente e seguir tudo que este importante texto das escrituras nos diz. “Bem-aventurado o varão que não anda segundo os conselhos dos ímpios, nem se detém no caminho dos pecadores, nem se assenta na roda dos escarnecedores.” (Sl 1.1). A expressão “Bem-aventurado” serve para indicar que alguém está muito feliz, pois a felicidade do homem consiste em viver bem e praticar a justiça. Discorreremos de forma resumida sobre a diferença entre o justo e o ímpio.

Fazendo a diferença
Os cristãos que praticam a justiça reconhecem que foram escolhidos para mostrar que há diferença entre o ímpio e o justo. Fazendo uma analogia à luz e ao sal (Mt 5.13,14), o cristão deve ser como a luz da aurora “Mas a vereda dos justos é como a luz da aurora que vai brilhando mais e mais até ser dia perfeito.” (Pv 4.18). No contexto mostra que para fazer essa altercação é necessário alguns requisitos importantes: (1) Separar-se das más associações (I Co 15.33); (2) Não se deter nos caminhos dos pecadores (Pv 1.10,15); (3) Não se assentar na roda dos escarnecedores (4) Ter prazer e meditar na lei do Senhor (Js 1.8; Sl 119.1, 113). “Então vereis outra vez a diferença entre o justo e o ímpio, entre o que serve a Deus e o que não serve.” (Ml 3.18).

Características do ímpio
É aquele que pratica a impiedade, uma pessoa que não tem fé, descrente e herege, uma pessoa totalmente dissociada da religião. Muitos deles são citados na bíblia como “maus conselheiros, filhos de Belial ou malignos” (Dt 13.13; I Sm 25.17; Pv 6.12; 12.,5); os seus atos são totalmente incoerentes com os ensinamentos das escrituras: (1) Escarnecedores e não aceitam conselhos (Jó 21.16; Pv 13.1; I Rs 12.8-14); (2) Maquinam coisas perversas e más no seu coração (Pv 6.18; 6.14); (3) Constituem-se um perigo para o justo (I Co 5.11; Rm 16.17); (4) Estragam os caminhos do rei (Pv 25.5); (5) Blasfemam contra Deus (Sl 10.3,13).

As consequências
Todos quantos praticarem a iniquidade sofrerão as consequências; (1) Não prosperam (2) Não subsistirão no juízo divino (Sl 1.5; 37.10; Pv 6.15;) (3) Não permanecerão na congregação dos justos; (4) A sua alegria é breve (Jó 20.5); (5) A maldição habita em sua casa (Pv 3.33); (6) O caminho deles é como a escuridão (Pv 4.19); (7) A vida deles é como a moinha que o vento espalha (Sl 1.4); (8) Seus dias são breves (Ec 8.13), e finalmente o triste fim (Sl 9.17).

As características do justo
Uma pessoa “justa” é aquela que julga e procede com equidade ou justiça, imparcial e reto. A bíblia fala a respeito do justo: O caminho do justo é conhecido pelo Senhor (Sl 1.6); Ele será abençoado e protegido (Sl 5.12); Deus testifica ao seu respeito (Jó 1.8); Quando clamam o Senhor os ouve e os livra de todas as suas angústias (Sl 34.17); Davi categoricamente afirmou: Fui moço e agora sou velho; contudo, nunca vi desamparado o justo, nem a sua descendência mendigar o pão (Sl 37.25), mas isso não significa que o justo não enfrente dificuldades, materialmente ele pode não ter riquezas, mas vale o pouco tem o justo, do que as riquezas de muitos ímpios (Sl 37.17). Paulo se contentou com que tinha (Fp 4.11-13).

A felicidade do justo
O justo pela sua justiça permanecerá na prática do bem, procurando agradar a Deus e ao próximo, e ao mesmo tempo usufrui dos benefícios espirituais: (1) Desfruta do fruto do Espírito (Gl 5.22); (2) Alimenta a sua esperança através do ribeiro de águas (Sl 1.3); (3) É como uma árvore plantada junto a ribeiro de águas (Sl 1.3); (4) Tem vida imarcescível, ou seja, que não murcha, incorruptível, inalterável (Sl 92.14); (5) Prospera em tudo que faz (Sl 1.3; Is 3.10).

Essas são as grandes diferenças entre o justo e o ímpio. Devemos observar bem o que as escrituras nos ensinam. Deus não aceita meio termo, se quisermos ser abençoados devemos nos separar daqueles que cujos frutos não se igualam aos nossos. (II Co 6:14 – 18; I Co 3:16,17; II Ts 3:14; I Co 5:11)

Pr. Elis Clementino – Itapissuma - PE