quarta-feira, 6 de fevereiro de 2013

O QUERER E O EFETUAR



ESBOÇO 478
TEMA: O QUERER E O EFETUAR
"Porque Deus é quem efetua em vós tanto o querer como o realizar, segundo a sua boa vontade." Fp 2.13.

Deus é a base e fundamento de todas as coisas. Nele tudo começa e termina, tanto no desenvolvimento da salvação, quanto no sentido da vida. No contexto, Paulo fala sobre a divisão que estava acontecendo na igreja de Filipos, quando ele referiu-se a salvação que tem o significado de “saúde espiritual da igreja”, o mais importante para um crescimento saudável. Ele faz as seguiste colocações: O amor fraternal e a humildade, seguir o exemplo de Cristo na humilhação, o desenvolvimento da salvação e a soberana vontade de Deus.
O amor fraternal e a humildade
Paulo completaria a sua alegria se os crentes fossem mais completos; ele sabia que na igreja havia a consolação de amor, comunhão do Espírito, entranháveis afetos e misericórdia (Fp 2.1). Mas para o seu júbilo algo mais deveria acontecer entre eles: (1) Penseis a mesma coisa; (2) Tenhais o mesmo amor; (3) Sejais unidos de alma; (4) Tendo o mesmo sentimento (Fp 2.2). Essas coisas não eram impraticáveis, portanto, todos podiam tê-las em comum.

Exemplo de Cristo no aviltamento
Paulo exortava os crentes de Filipos para que eles tivessem o mesmo sentimento que houve em Jesus Cristo, em quem não houve nenhum orgulho e usurpação; embora subsistindo em forma de Deus não julgou ser igual a Deus, pelo contrário, se esvaziou tomando a forma de servo, tornando-se semelhante aos homens. Na sua humilhação foi obediente até a morte, em uma morte horrenda na cruz, perante isso Deus o exaltou soberanamente, e lhe deu um nome que está acima de todos os nomes (Fp 2.7-11).

O desenvolvimento da salvação
A obediência daqueles crentes devia ser constante, e não somente na sua presença, mas também desenvolverem a salvação com temor e tremor. Para Paulo a saúde espiritual era imprescindível, e a igreja só a teria se levasse a sério esses princípios (Fp 2.1), como: a sã doutrina, a prática do amor ao próximo, santidade, entre outros. Paulo demonstrou conhecimento do que estava falando. Por haver vivido essa experiência na prática, compreendia também que nenhuma capacidade havia nele, se não fosse dada por Deus.

  “Não que sejamos capazes, por nós, de pensar alguma coisa, como de nós mesmos; mas a nossa capacidade vem de Deus, o qual também nos capacitou para sermos ministros dum novo pacto, não da letra, mas do espírito; porque a letra mata, mas o espírito vivifica.” (2 Co 3.5-6)
A soberana vontade de Deus
Deus é soberano em realizar a sua vontade "Porque Deus é o que opera em vós tanto o querer como o efetuar, segundo a sua boa vontade"(Fp 2.13). Mas é preciso que estejamos dispostos a retirar de nós tudo aquilo que nos impede de fazer a sua vontade, buscando uma vida de santificação e comunhão com Cristo. Tanto a nossa vontade, quanto aquilo que realizamos só serão aprazíveis quando nos submetermos àquele que em nós habita “o Espírito Santo”; é ele quem nos molda no dia a dia dos nossos desejos e atitudes.

            Não basta que os nossos desejos e vontades predominem, mas é preciso que deixemos que a vontade do Senhor prevaleça sobre nós em todos os sentidos da vida. “Venha a nós o teu reino e seja feita a tua vontade”. Para isso devemos estar dispostos a entregar tudo nas mãos dele. Atualmente muitos não queremos mais esperar nas provisões de Deus, somos imediatistas, como se tudo fosse um aperto de botão. No entanto não é assim, temos vários exemplos na Bíblia que comprovam isso. Sigamos o que disse Davi: “ESPEREI com paciência no Senhor, e ele se inclinou para mim, e ouviu o meu clamor.” (Sl 40.1).
Pr. Elis Clementino – Itapissuma - PE

quarta-feira, 30 de janeiro de 2013

VALORIZANDO A HERANÇA PARA PRESERVAR OS GANHOS



ESBOÇO 477
TEMA: VALORIZANDO A HERANÇA PARA PRESERVAR OS GANHOS
“Porém Nabote disse a Acabe: Guarde-me o SENHOR de que eu te dê a herança dos meus pais.” I Rs 21.3

Os bens que conquistamos na vida devem ser conservados: herança, propriedade, etc. Quando valorizamos, sempre procuramos preservá-los. Tomemos como exemplo Nabote, possuidor de uma vinha deixada como herança pelos pais. Exporemos que no sentido espiritual acontece o mesmo, há duas prioridades para os valores que possuímos: guardar e preservar.

A invídia
A cobiça pode levar pessoas a desejarem os bens alheios, esse desejo ardente de possuir aquilo que não é seu, muitas vezes termina em alguns dramas. Isso sempre foi muito comum no passado, e na atualidade não é diferente. A ambição de Acabe pela vinha de Nabote resultou  em desgraça. O homem que valoriza o que tem, luta para mantê-los. A herança de Nabote era inegociável (I Rs 21.3); em contrapartida há outros que não valorizam, ou seja, não dão muita importância ao que têm, e quando perdem não buscam recuperá-los (Gn 28.25-34). Existem bens estimáveis e ainda mais respeitáveis e inegociáveis. Podemos perder os bens materiais, porém os atributos morais e espirituais jamais (I Sm 12.1-5). Este é o maior patrimônio que o ser humano possui.

Sentimento de perda
Ninguém deseja perder algo de valor na vida, pois o sentimento de perda deixa o indivíduo totalmente abatido e frustrado, isso pode deixar sequelas à vida inteira. Muitas vezes a pessoa se sente impotente e indisposta para reiniciar a luta por novas conquistas, é um trauma que pode desencadear outros acontecimentos, dependendo de como o indivíduo encara as circunstâncias.

O que fazer quando perdemos algo importante?
A perda de algo importante desperta em nós o desejo de valorizarmos ainda mais o que temos, mesmo sabendo que, se perdermos algo de valor agora poderemos reaver posteriormente, quem sabe, até mais admiráveis, mas é preciso observar algumas questões:
(1) Manter o controle sobre o sentimento de perda, pois uma maneira de reaver, precipitada, poderá aumentar ainda mais a sua dor;

(2) Não permitir que a tristeza, a indisposição e o conformismo tomem conta de você, pois eles lhe manterão com um profundo sentimento de derrota;

(3) Acreditar no seu potencial. Nem todo perdedor é definitivamente um derrotado. Persistir na busca dos valores perdidos é imprescindível (Lc 15.8,9);

(4) Depositar a sua confiança, sobretudo, em Deus. Ele, na sua multiforme maneira pode realizar em nós aquilo que lhe apraz e recuperar tudo aquilo que nós perdemos (Jó 42.10-12).

Resultado da busca
Todos os esforços que praticamos para reencontrar os valores perdidos não são vãos, basta meditar na maneira de como a dracma perdida foi encontrada: a mulher foi estrategista, acendeu a candeia e varreu a casa diligentemente até encontrá-la; depois de encontrá-la fez questão de mostrar aos seus vizinhos a moeda achada (Lc 15.8,9).

Os valores que possuímos, por mais desejados que sejam por alguém, não podem ser arrancados de nós. A vinha de Nabote era uma herança intransferível. Para ele não era o valor monetário, mas o valor sentimental. Os invejosos tentam arrancar de nós aquilo que temos de mais precioso, e nada pior do que o sentimento de perda; mesmo assim, se você vier a perder algo de grande importância não se desespere, tente reavê-lo. Faça como a mulher que foi em busca da dracma, reacenda o seu candelabro, use a estratégia, mas faça isso também no sentido espiritual. Repare alguns valores deixados para trás, e, com certeza você terá a alegria de tê-lo de volta, porque Deus é poderoso para lhe conservar em vida e restaurar-lhe a alegria.


Pr. Elis Clementino - Itapissuma


sexta-feira, 25 de janeiro de 2013

O ESPÍRITO SANTO, GRANDE MESTRE



ESBOÇO 476
TEMA: O ESPÍRITO SANTO, GRANDE MESTRE
“Mas aquele consolador, o Espírito Santo, que o Pai enviará em meu nome, esse vos ensinará todas as coisas, e vos fará lembrar de tudo quanto vos tenho dito.” João 14.26

É uma doutrina fundamental para o cristão pentecostal. Por isso ele deve ter uma visão ampla dos atributos pessoais do Espírito Santo de Deus na Igreja, e mostrar que o Consolador tem um papel fundamental no desenvolvimento cristão. O Espírito Santo é uma pessoa que auxilia o crente, ele é o paracleto divino, “pessoa que está do lado para ensinar”, ele sabe de todas as coisas e, até, as profundezas de Deus, e o seu papel na igreja é de fundamental importância. Veremos a seguir a sua natureza, personalidade, características pessoais, atividades e tratamento pessoal atribuído a Ele.

Sua Natureza
O Espírito Santo não é uma influência positiva ou de um poder impessoal simplesmente, é realmente uma Pessoa, é divino, possui existência real e características.

A sua personalidade
Os atributos de uma pessoa são pela Bíblia atribuídos ao Espírito Santo. Vejam os pronomes pessoais do caso reto (Ele) e os pronomes demonstrativos (Aquele) são aplicados ao Espírito Santo (Jo 15. 26, 16. 7,8,13,14).

Características Pessoais Atribuídas ao Espírito Santo
(1) Inteligência (I Co 2. 10,11; Rm 8;27);
(2) Vontade (I Co 12.11);
(3) Sentimentos; Amor (Rm 15;30);
(4) Tristeza (Ef 4;30);
(5) Bondade (Ne 9;20).

Atividades Pessoais Atribuídas ao Espírito Santo.
(1) Ensinar (Jo 14.26);
(2) Lembrar (Jo 14.26)
(3) Perscrutar (indagar) – (I Co 2.10);
(4) Falar (Ap 2.11; Gl 4.6; At 13.2);
(5) Testificar  (Rm 8.16; Jo 15.26);
(6) Interceder (Rm 8.26);
(7) Guiar ou conduzir (Rm 8.14; Jo 16.13; At 16.6,7)
(8) Chamar ou comissionar (At 13.2, 20. 28).

O Tratamento Pessoal para com o Espírito Santo
1. Rebelar-se contra o Espírito Santo (Is 63.10)
2. Entristecê-lo (Ef 4.30)
3. Mentir           (At 5.3)
4. Blasfemar     (Mt 12.31,32)
5. Resistir         (At 7.51)
 
            Essa é uma doutrina que instrui o crente, capacitando-o com subsídios bíblicos que confirmam a sua deidade e qualificam o cristão no conhecimento teológico acerca do Espírito Santo, bem como capacitá-lo apologeticamente para justificar e defender a fé, que nesse caso é o Espírito Santo. Nas próximas oportunidades daremos continuidade ao o tema.
Pr. Elis Clementino – Itapuissuma - PE

quarta-feira, 16 de janeiro de 2013

PERDENDO PARA GANHAR




ESBOÇO 475
TEMA: PERDENDO PARA GANHAR
“Mas o que para mim era ganho reputei-o perda por Cristo” Fp 3.7

            Muitas coisas vultosas na vida poderiam ser conquistadas, mas as consideramos inferiores em relação à outra muito mais preciosa. Cristo deve ser o alvo de todo cristão, e não as coisas efêmeras dessa vida, pois elas eram julgadas as mais importantes pelos gentios (Mt 7.14a). Para Paulo, o alvo mais importante era Cristo. Para alcançá-lo ele lutou como um atleta em uma competição.

O alvo da vida cristã
A vida cristã é comparada a um atleta em busca do prêmio. Paulo ressalta que devemos correr da seguinte maneira, observe:
(1) Correr para alcançar;
(2) Abstermo-nos das coisas que podem prejudicar-nos;
(3) Correr com certeza;
(4) Subjugar o nosso próprio corpo à servidão, em busca do prêmio, para não sermos reprovados (1 Co 9.24-27). E para alcançarmos esse alvo preferido, deixamos para traz muitas coisas que parecem ser vantajosas.

Propriedades do alvo cristão
(1) Ganhar a Cristo, ele é um tesouro incomparável “E, na verdade, tenho também por perda todas as coisas, pela excelência do conhecimento de Cristo Jesus, meu Senhor; pelo qual sofri a perda de todas as coisas e as considero como esterco, para que possa ganhar a Cristo” (Fp 3.8);
(2) Ser achado em Cristo (Fp 3.9);
(3) Conhecer a Cristo em sua virtude, aflições e morte (Fp 3.10; Jo 14.2; Gl 2.20; I Pe 4.1);
(4) Atingir a ressurreição dentre os mortos (Fp 3.11,12; Ap 20.4-6; I Ts 4.16; I Co 15.23,51-58);
(5) Alcançar esse alvo, a soberana vocação de Deus (Fp 3.13,14; Ap 5.10; 20.4-6; Rm 8.17);
(6) Ter o mesmo sentimento uns para com os outros (Fp 3.15,16; I Co 1.10; Ef 4.1-16; I Pe 3.8-13);
(7) Seguir o padrão dos apóstolos (Fp 3.17,18; 4.9; I Co 11.1; I Ts 1.6; I Tm 4.12);
(8) Ser glorificado com Cristo (Fp 3.20,21; Cl 3.4; I Co 15.23, 51-58; Rm 8.17).

Exortação à firmeza
Para o cristão manter o equilíbrio entre perdas e ganhos é necessário estar fundamentado. Essa propriedade foi encontrada em Paulo (Fp 4.1; I Co 16.13; Gl 5.1; I Ts 3.8; I Co 15.58). Devemos pedir a Deus para por em prática a equidade, como também sermos libertos da ansiedade que tanto nos prejudicam (Fp 4.5-7; Mt 6.25-34; Gl 5.22,23).

            Peçamos a Deus que nos ajude a administrar bem as circunstâncias da vida, perder algo não significar definitivamente uma derrota, mas uma porta para uma bênção maior. A nossa visão sempre deverá ser em todos os sentidos da vida. Jamais devemos perder o nosso alvo, e nem deixar de sermos perseverantes, até alcançar o nosso alvo que é a nossa recompensa final. “Não sabeis vós que os que correm no estádio, todos, na verdade, correm, mas só um leva o premio? Correi de tal maneira que o alcanceis.” (I Co 9.24).

Consulta Bíblia DAKE
Pr. Elis Clementino- Itapissuma -PE