quarta-feira, 10 de abril de 2013

NÃO TEMAS


ESBOÇO 487
TEMA: NÃO TEMAS
“E dize-lhe: Acautelai-vos e aquieta-te; não temas, nem desanime o teu coração por causa desses dois pedaços de tições fumegantes; por causa do ardor da ira de Rezim e da Síria, e do filho de Remalias”. (Is 7.4)

Em todas as épocas Deus deu proteção e livramentos ao seu povo, mas é natural acontecer o temor mediante os desafios dos inimigos. Porém, para que esse temor seja aniquilado do nosso coração faz-se necessário saber que Deus é mais forte do que os nossos inimigos, ele tira o nosso medo e nos encoraja. O contexto ressalta que se levantaram os inimigos contra Jerusalém. Nada eles poderiam fazer, mas algo importante aconteceu. Proteção divina está sempre presente trazendo livramentos e vitórias para o seu povo.

Os propósitos de Deus
Jamais alguém pode destruir os propósitos de Deus; pois tudo quanto ele planejou para o seu povo não pode ser impedido. Planejar algo contra os seus escolhidos não se consolidará. Justificando, Jesus “justiça nossa” o seu povo, quem os condenará? (Jr 23.6; Rm 8.33). Sempre houve quem tentasse impedir os desígnios de Deus para com o seu povo; os homens escolhidos para realizar a vontade de Deus sofreram oposições em todas as épocas.

Os inimigos do povo de Deus
Os alvos dos nossos inimigos são todos aqueles que guardam os mandamentos do Senhor e fazem a sua vontade. Nossos opositores sabem que para destruir os propósitos de Deus basta nos tirar da presença dele, todavia, devemos saber que todos os nossos inimigos estão debaixo das ordens divinas. Mesmo sabendo que Deus estava com o seu povo, por causa da aliança entre a Síria e Efraim houve um grande temor entre o povo, e os seus corações desanimaram; embora para Deus aqueles inimigos fossem apenas “dois tições fumegantes” (Is 7.2,4), mesmo assim o coração deles se abalou.

Encorajamento
Nas escrituras há muitas lições de encorajamento. Sempre Deus tem alguém para nos encorajar; o profeta Isaías foi enviado para encorajar Acaz e pedir-lhe que: (1) tivesse cautela; (2) ficasse quieto; (3) e não temesse; (4) e não desanimasse o seu coração por causa daqueles dois tições que fumegavam (Is 7.4). Podemos lembrar também do episódio quando os inimigos de Jeosafá, rei de Judá, se levantaram contra ele, Deus usa um profeta para lhe tranquilizar usando palavras semelhantes: “Então veio o Espírito do SENHOR no meio da congregação e disse: Não temais, nem vos assusteis por causa desta grande multidão, pois a batalha não é vossa, mas de Deus. Amanhã [...] não tereis de pelejar; tomai posição, ficai parados e vede o livramento que o SENHOR vos dará,” (2 Cr 20.15-17). Deus tem um profeta para cada ocasião das nossas vidas, mas é necessário que façamos a sua vontade, e que não nos desesperemos. Não importa quem são os nossos inimigos, se grandes ou pequenos, imitemos a coragem de Josué e Calebe quando espiaram a terra. Saiba, porém, que a maneira como você encara as dificuldades é que faz toda diferença; para os outros espias os gigantes impediam a conquista (Nr 13.27-29), mas para Josué e Calebe eles não representavam nada, porque ambos sabiam que o Senhor estava do lado deles. “Então Calebe fez calar o povo perante Moisés, e disse: Subamos animosamente, e possuamo-la em herança, pois certamente prevaleceremos contra ela. Porém os homens que com ele subiram disseram: Não poderemos atacar aquele povo; é mais forte do que nós. E diante dos filhos de Israel infamaram a terra que tinha explorado, dizendo: A terra pelo meio da qual passamos a espiar, é terra que devora os seus moradores. Todo o povo que vimos nela são homens de grande estatura.” Nm 13: 30-32

            Não são as armas de guerras, os cavalos e nem os carros, mas a menção do nome do Senhor (Sl 20.7), “Prepara-se o cavalo para o dia da batalha, porém do Senhor vem a Vitória... (Pv 21.31). A preparação para a guerra consiste em estarmos constantemente com Deus e ter algo para iniciar a batalha. Para cada dia Deus tem uma mensagem de encorajamento: “Não temas!” Isso nos faz ver a vitória mesmo antes de começar a batalha. Os inimigos de Jerusalém não puderam contra ela, porque o Senhor era mais forte que eles. Por isso nunca desista, lute pelos seus ideais! Se você desistir, a luta acabará; mas, adiante esta vitória lhe fará falta.

Pr. Elis Clementino – Itapissuma - PE


sexta-feira, 5 de abril de 2013

10º Congresso das Senhoras em Itapissuma - PE

10º Escola Bíblica de Obreiros - Itapissuma - PE

sexta-feira, 29 de março de 2013

O OBREIRO DIÓTREFES


ESBOÇO 486
TEMA: O OBREIRO DIÓTREFES
“Tenho escrito à igreja; mas Diótrefes, que procura entre eles a primazia, não nos recebe...”. 3 João 9-11.

A fragilidade humana pode levar o indivíduo a um comportamento que comprometa a si e as outras pessoas. Isso tem acontecido naturalmente desde o primeiro homem; atualmente não é diferente, continuam agindo da mesma maneira, principalmente no meio cristão, onde também existem pessoas de toda natureza: ambiciosas, egoístas e desobedientes etc. A Bíblia relata histórias de pessoas com essas qualidades; no entanto, é através das suas atitudes que extraímos lições para o nosso cotidiano. Tomaremos como exemplo o comportamento do obreiro Diótrefes.

Quem era Diótrefes?
Um ambicioso obreiro, cujo nome significava “alimentado por Júpter” ou Zeus. Estes eram deuses da mitologia greco-romana, Diótrefes era cheio de superstições pagãs, e ambicioso por glórias humanas. Ele cresceu orgulhoso, arrogante e cheio de prepotência; incapaz de respeitar as autoridades, principalmente as da igreja na época. Foi atraído pelo cristianismo e professou a sua fé em Cristo, e tornou-se membro da igreja local; ele passou a ter uma grande influência na cidade até chegar a ser ordenado a Ministro do Evangelho. Elevou-se entre as lideranças da igreja, mas havia algo que estava guardado no seu coração, o ciúme doentio ao ver a influência do apóstolo João como líder da Igreja.

Todo indivíduo ciumento adora exercer a primazia. Diótrefes sempre procurava ter entre eles o primado, estar em destaque; esse era o seu prazer e jamais pusera em prática os ensinamentos de Jesus (Mc 10.44). Além do mais ele não estava disposto a sofrer pela Igreja, mas se ufanava através dos trabalhos fundados pelo outros. Demonstrava defender a justiça social, e com isso ele promovia a justiça própria e não a divina.

Servia a si mesma
As pessoas com características de Diótrefes sempre buscam aquilo que é do seu interesse e da sua família. Esse obreiro também fingia que estava a serviço de todos, e arquitetava a tomada do poder para sustentar a sua primazia; para isso ele tinha habilidade, influenciava as pessoas com a finalidade de alcançar a supremacia. Ele usava a demagogia que se usa nos dias de hoje, só pensava em si, cuidava dos seus próprios interesses. Diótrefes era o tipo de obreiro que não comparecia às reuniões que tivessem à frente outra liderança; e quando estava presente, tratava com descaso quem estivesse liderando a reunião, como também os trabalhos organizados pelos outros colegas. Ele desestimulava quaisquer pessoas que estivessem interessadas em ajudar no desenvolvimento da Igreja e do evangelho. O que ele mais gostava era de ser louvado; se fosse hoje, seria estar em destaque na mídia: na televisão, jornais, nas redes sociais, ou seja, nos meios de comunicações sendo aplaudido por todos. Entretanto, o egoísmo estava arraigado no seu coração, e pessoas assim não se contentam com nada.

O desprezo a João
Obreiro egoísta despreza os colegas, subestima, contrariando todo o princípio cristão. Diótrefes nem sequer considerava João, mesmo sabendo que ele havia sido discípulo do Senhor, embora os demais membros da Igreja tivessem uma grande consideração a João como “pai espiritual”. Com Diótrefes não era assim, principalmente quando o ouvia pregar; enquanto João pregava, ele resmungava, era um procedimento maligno, não aceitava os enviados por ele, muito menos o convidava para pregar, nem ao menos para visitar a igreja. Mas a admirável coragem de João não retrocedia e nem se intimidava com as atitudes de Diótrefes. João era obreiro de verdade e tinha convicção de sua chamada.

                Devemos ter muito cuidado para não agirmos da mesma maneira que esse mal obreiro “Diótrefes”. Considere os homens de Deus, deixe de lado toda arrogância e exaltação, prefira o caminho da humildade; entenda o que disse o apóstolo Paulo: - “cada um considere o seu irmão superior a si mesmo” (Fp 2.3), principalmente o ministro, ele tem a responsabilidade dada por Deus para ser exemplo e cuidar do rebanho. O obreiro Diótrefes era um dominador e brigão, ele não reconhecia a legitimidade de João como apóstolo de Cristo, pois ele queria ter a primazia de apóstolo no lugar de João; em compensação havia na igreja dois obreiros elogiados por João por terem comportamentos excelentes: Gaio e Demétrio. Estes receberam elogios de João. Queridos obreiros, o nosso bom exemplo deve contagiar os mais novos.

“Amado, não sigas o mal, mas o bem. Quem faz o bem é de Deus; mas quem faz mal não tem visto a Deus”.

“Guardai-vos dos maus obreiros” Fp 3.2

(MINISTRADO NA 10ª E.B.O EM ITAPISSUMA –PE)

Pr. Elis Clementino – Itapissuma - PE

terça-feira, 26 de março de 2013

A CORREÇÃO


ESBOÇO 485
TEMA: A CORREÇÃO
“E, na verdade, toda a correção, no presente, não parece ser de gozo, senão de tristeza, mas depois produz um fruto pacífico de justiça nos exercitados por ela”. Hb 12.11

Corrigir, ajustar, retificar - sinônimos que indicam voltar às condições boas de antes, ou seja, retornar ao primeiro estado, antes da claudicação cometida. Deus usou esse procedimento para com a humanidade que havia falhado e entrando no caminho do erro. O homem após a queda perdeu a perfeição.  “..que Deus fez ao homem reto, mas eles buscaram muitas invenções” (Ec 7.29). Não há nada que se faça de errado que não se possa corrigir, sendo em todos os aspectos da vida. Discorreremos nesse mote sobre a correção, seus efeitos e os resultados.

Obediência
Guardar os mandamentos de Deus é um princípio fundamental para toda humanidade. E é aplicado a todas as classes de pessoas. As leis divinas foram passadas de pais para filhos (Dt 6.1-9; Pv 3.1-7).  Esses ensinamentos hoje continuam sendo eficazes para todo o desenvolvimento humano, e quando os violamos ainda temos a oportunidade de nos corrigirmos. Quando o indivíduo se autocorrige indica que ele reconheceu a sua falha, mas quando não, a correção vem através de uma repreensão de alguém que tenha competência para tal.

O que nos leva a ser corrigidos?
O “amor” é a causa da repreensão divina. Somos por Deus tratados como filhos. Deus nos ama porque somos para ele filhos; ele quer o melhor para nós, porque o verdadeiro pai não quer ver a ruína dos seus filhos (Pv 3.12; Hb 12.6,7).

Qual a reação que sentimos mediante uma correção?
Dificilmente uma correção é bem-vinda, ela nem sempre será recebida com gozo. Ninguém gosta de ser corrigido, e se for de uma maneira grosseira, pior ainda (Hb 12.11). A nossa primeira visão mediante uma correção é que ela não trará benefício algum, contudo, depois é que entendemos os benefícios que ela nos traz (Pv 3.11-13).

Quais os benefícios de uma correção?
Se as pessoas soubessem os benefícios que trazem uma correção, aceitariam de bom grado. Ela produz um fruto pacífico de justiça naqueles que são alcançados por ela (Pv 3.4).

            Não devemos rejeitar a correção, seja dos nossos pais ou do Senhor, é muito perigoso quando não aceitamos a correção, as consequências sempre resultarão em tristezas e dores. Aceitemos a correção do SENHOR.

Pr. Elis Clementino – Itapissuma - PE