sábado, 18 de maio de 2013

O TABERNÁCULO


ESBOÇO 492
TEMA: O TABERNÁCULO
“E me farão um santuário, e habitarei no meio deles. Conforme tudo que eu te mostrar para modelo do tabernáculo e para modelo de todos os seus móveis, assim mesmo o fareis” (Ex 25.8,9; Hb 8.5).

Os israelitas habitaram muito tempo em cavernas ou buracos, depois passaram a habitar em tendas feitas de peles de animais, era uma habitação portátil e de fácil condução (Gn 4.20; Gn 9.27; Gn 12.8). Em ligeiro comentário falaremos sobre o tabernáculo, casa de Deus.

Significado
A palavra Tabernáculo vem do latim “Tabernáculun” que é o diminutivo de taberna ou cabana, tenda e barraco, se referindo à moradia transitória a qual os israelitas carregaram durante 40 anos de peregrinação no deserto até a terra prometida, até os tempos de Davi. Ele desejou edificar um grande templo, que somente foi construído por Salomão, seu filho (2 Cr 6:10). Também existiam os nômades, povos estes que não tinham país e vagueavam sem residência fixa armando as suas tendas aonde chegavam.

Propósito
Os tabernáculos ou tendas eram moradias provisórias (Gn 12:8). O propósito dessa moradia temporária foi explicado em (Ex 25: 8,21,22), cujo objetivo era de ser a habitação divina, presença de Deus no meio do seu povo, (de) onde nele Deus se revelaria e falava com o povo, e revelava a sua glória (2 Cr 7:1,2).

História
Estritamente falando, houve três tabernáculos históricos. São eles: (1) O provisional quando foi erigido após o incidente do bezerro de ouro; só que esse barraco não tinha nenhum ritual e nenhum sacerdócio, mas era tratado como oráculo (lugar de consultar a divindade); (2) O sinaítico, cuja construção e equipamentos foram instruídos por Deus a Moisés lá no Monte Sinai, eles foram construídos conforme a orientação e modelo divino (Ex 25.8,9). Este serviria para habitação de Deus, ou seja, presença de Deus no meio deles, onde a glória do Senhor descia de forma poderosa; (3) O provisional de Davi, erigido em Jerusalém como o predecessor do templo de Salomão (2 Sm 6:12). O antigo tabernáculo (sinaítico) permaneceu em Gibeão com o altar insolente (grosseiro) os sacrifícios continuaram sendo feitos ali (I Cr 16.39; 2 Cr 1.3).

Casa de Deus
O templo que Davi desejou construir era para a adoração ao Senhor, um santuário e lugar para que a arca fosse guardada, além de ser um lugar para meditação espiritual. Casa de sacrifício, onde as ofertas e dízimos eram oferecidos a Deus (2 Cr 7.7; Mc 3.10). Lugar escolhido por Deus e santificado por ele (2 Cr 7.16; I Rs 9.3; 2 Cr 6.6), também era um lugar de revelações divinas e casa de oração (Mc 11:17; Lc 19:46; Jo 2:16).

Templo
O lugar que deve ser desejado e freqüentado pelos crentes (Sl 84.10; 27.4; Lc 2.37), esse era o lugar frequentado por Cristo desde a infância (Lc 2:49; Mt 11:5). Os Cristãos devem sentir prazer e profunda alegria (Sl.122), lugar de aprendizado (Sl 27.4; Is 2.3).

Lugar de Santidade
A casa de Deus é um lugar sagrado e de reverência. Há algumas recomendações quanto à maneira de nos comportarmos na casa de Deus que é um lugar de extrema santidade (Ec 5.1,2). Jesus foi zeloso e repreendeu aqueles que profanavam o lugar de santidade (Mt 21.13; Jo 2.16). Atualmente muitos não reverenciam o lugar sagrado, pois seus corações estão distantes de Deus (Is 29.13; Mt 15.8,9).

Havia peças sagradas de extrema importância que acompanhavam o tabernáculo. “Dar rápida explicação de cada uma”.

No átrio exterior
Havia o Altar do Holocausto e a Bacia. No lugar santo ficava o Altar do Incenso, a Mesa dos pães para a proposição e o candelabro de ouro.

Lugar Santo dos Santos
Nesse lugar havia o Véu, a Arca da Aliança composta das tábuas da lei, a Vara de Arão, o Pote de Maná. Propiciatório e o Sumo Sacerdote.

Jesus, o último Sacerdote a entrar no santuário e oferecer o mais perfeito sacrifício por nós (Hb 10.10-18).

               Devemos estar certos que o lugar da adoração ao Senhor é sagrado, somos sacerdotes e somos exortados a entrar no lugar santo dos santos por aquele que nos abriu a porta “Jesus” e passar a desfrutar dos seus direito em Jesus Cristo. (Hb 10.19-22).   

Pr. Elis Clementino – Itapissuma - PE

quinta-feira, 9 de maio de 2013

O ENCONTRO DE JACÓ COM DEUS


ESBOÇO 491
TEMA: O ENCONTRO DE JACÓ COM DEUS
“Eis que eu estou contigo, e te guardarei por onde quer que fores, e te farei volta a esta terra, porque te não desampararei até cumprir eu aquilo que te hei referido” (Gn 28:15).

Todo ser humano nasce com características próprias e impróprias por natureza, muitas pessoas nascem desprovidas de qualidades nobres que edificam o ser, estas qualidades podem ser melhoradas dependendo da submissão ao Eterno. Discorreremos neste esboço sobre a vida de Jacó, suas qualidades morais, sociais e espirituais.

Biografia de Jacó
Jacó era filho de Isaac, filho de Abraão, ele teve um nascimento considerável anormal, no momento de um parto de gêmeos que já é consideravelmente complicado, Esaú nascendo primeiro e Jacó o segurou pelo calcanhar, embora isso já tinha um significado profético (Gn 25.23), mais tarde enganou a seu pai (Gn 27.15-20), foi também chamado de “enganador”. Jacó teve uma vida bastante conturbada até ter o encontro com Deus. Algumas traduções dizem que o nome de Jacó no “Hb suplantador”.

“Identidade é o conjunto de características exclusivas de cada individuo, para a psicologia a identidade é construída ainda no ventre. Jacó por sua vez já tinha uma identidade forte pois sua mãe ao dar a luz a gêmeos, Jacó nasceria segurando os pés de Esaú”
“Personalidade  é o conjunto de características psicológicas que determinam os padrões de pensar, sentir e agir, ou seja, a individualidade pessoal e social de alguém. A formação da personalidade é processo gradual, que vem sendo somado ao passar dos anos agregando como experiências vividas e como conhecimentos adquiridos formando assim um complexo e único a cada indivíduo. O termo é usado em linguagem comum com o sentido de "conjunto das características marcantes de uma pessoa", de forma que se pode dizer que uma pessoa "não tem personalidade"; esse uso, no entanto leva em conta um conceito do senso comum e não o conceito científico aqui tratado”. Jacó possuía elementos que indicavam ter uma personalidade fraca, era enganador, farsante e oportunista, essas coisas lhes trouxeram muitos infortúnios (infelicidade, males, desventuras, adversidades e aflições). Analisemos: (1) Enganador: enganou a seu irmão para obter a primogenitura (Gn 25:31.32). (2) Farsante: disfarçou-se para obter vantagens em relação à benção de Esaú; (3) Oportunista: apossou-se da situação para benefício próprio, ele usurpou o direito de seu irmão.
Aspecto Social: A convivência em sociedade exige de cada membro um esforço para o bem comum do seu grupo, de sorte que esta convivência se dará de forma que todos sejam beneficiados, Jacó por várias vezes quebrou as regras de sua sociedade, era um membro danoso e não trazia para a sociedade beneficio algum. Como membro do clã, Jacó teria que dá o exemplo como II na linhagem de Isaac, ele não pensava no bem de sua sociedade e nem da sua família, porém ele não estava preparado para cuidar dela se seu pai viesse a morrer, no entanto seu irmão Esaú era diferente, ele era guerreiro e bom caçador, provedor da melhor caça para seu pai. (Gn 27:3).

Aspecto espiritual
O resultado de uma vida espiritual pode fazer a diferença, Jacó necessitava de uma mudança, ele não vivia bem espiritualmente e para mudar essa situação seria necessário ter um encontro com Deus.

Todo homem tem oportunidade de mudar, principalmente quando ele tem um encontro com Deus, geralmente às profundas experiências com Deus acontecem quando o indivíduo está em denso abatimento, ou seja, em uma situação de sofrimento. Deus tinha planos na vida de Jacó, mas não seriam as suas manobras que levariam Deus a consolidar os seus intentos a seu respeito. Deus é poderoso para fazer muito mais daquilo que pedimos e pensamos (Ef 3.20). Após passar alguns processos de sofrimentos, e enganado e explorado por Labão (Gn 29.18,19,25,26). Um belo acontecimento a reconciliação com seu irmão (Gn 33.4). O encontro com Deus o homem nunca sai como entrou, ele entrou como Jacó “enganador” e saiu ferido na coxa, mas com um novo nome “Israel” (Gn 32.27,28). A ira de Esaú foi aplacada quando viu seu irmão ferido na coxa e com o nome mudado.
As pessoas em si sentem a necessidade de fazer algumas mudanças durante a sua vida, mesmo que desde o começo de vida traga consigo alguns traços que não sejam importantes, Jacó desde o inicio de vida teve consigo uma personalidade forte, isso lhe trouxe alguns problemas mais tarde, tanto no aspecto espiritual quanto social, mas quando a pessoa tem uma profunda experiência com Deus ele tem a grande chance de mudar. É impossível ter um encontro com Deus e não mudar.


Pr. Elis Clementino

sexta-feira, 3 de maio de 2013

INSTRUMENTOS DE CORREÇÃO


ESBOÇO 490
TEMA: INSTRUMENTOS DE CORREÇÃO
“Estenderei sobre Jerusalém o cordel de Samaria e o prumo da casa de Acabe;” 2 Rs 21:13
2 Rs 21:13

O prumo, nível e cordel são instrumentos usados para se fazer uma avaliação ou medição da veracidade de um trabalho de alvenaria entre outros, podemos também fazer uma aplicação no sentido espiritual ou em relação à conduta humana, se estar aprumado ou desalinhado no seu comportamento. O prumo é mencionado na bíblia como instrumento para alinhar ou aprumar espiritualmente o comportamento humano. São instrumentos simples e comuns usados pelos construtores, eles foram usados como alegorias, ou seja, uma expressão ou idéia de modo figurado.

“Ética é a parte da filosofia que estuda os valores morais e os princípios ideais da conduta humana”. Conduta é o ato ou efeito de conduzir-se. Existem inúmeras maneiras de se identificar e entender o comportamento humano, como também aprovar ou desaprovar esse comportamento.

Utilidades dos instrumentos
(1) O prumo nas escrituras é representado pela palavra de Deus, ela serve de regra para medir a nossa conduta e ética. A Bíblia é o nosso cânon divino, a vara que rege as nossas vidas (Js 1.7; Dt 5.32). Hoje nas construções são usados para fazer avaliações verticais nas paredes que estão sendo erguidas pelos profissionais das alvenarias, no entanto quando relacionamos com a vida espiritual ele mede a nossa postura em relação a Deus; (2) O nível, esse instrumento serve para nivelar, igualar, deixar plano, identificar se há aclive ou declive. Esse tipo de instrumento serve mais para ser usado em superfície plana, podendo referir-se ao nosso relacionamento com Deus e os nossos semelhantes; (3) O cordel era uma linha ou cordão barbante que é usado como figura para se fazer medidas, a bíblia menciona que Deus media com cordel, isso se referia a medição da espiritualidade do seu povo (Am 7.17; Zc 2.1; 2 Rs 21.13). (4) Balança nas escrituras indica que as nossas condutas estão sendo medidas e pesadas através do fiel da balança (Lv 19.36; I Sm 2.3; Jó 31.6; Dn 5.27). (5) Em algumas vezes Deus deixa de lado o prumo, o nível e o cordel para usar a espada, ela entra em ação como sentença divina pelos pecados cometidos (2 Sm 12.9,10).

A correção divina
Deus age corrigindo quando deixamos os seus preceitos (Dt 5.32; Js 1.7). Deus usou o prumo para exterminar a casa de Acabe, a morte de Jezabel e Jeú (2 Rs 9.33; 10.10,11); Manasses rei de Jerusalém fez o que era mal aos olhos do Senhor, conforme as abominações dos gentios que o Senhor desterrara das suas possessões e por isso Deus usou o prumo da casa de Acabe (2 Rs 21.2,13; 1 Rs 16.30 a 33); Acazias andou no caminho da casa de Acabe e fez o que era mal aos olhos do Senhor (2 Rs 8:27); Nabucodonosor foi pesado na balança de Deus pelo seu orgulho, presunção (Dn 4.30 – 32); o Rei Belsazar deu um banquete no palácio real profanando os utensílios sagrados, por isso foi pesado na balança e achado em falta (Dn 5:5, 25-28).

            Amados, todos os nossos atos são medidos pelo SENHOR, por isso necessita-se de ter cuidado nas nossas atitudes e maneira de agirmos, somos avaliados pelas outras pessoas, sobretudo medidos por Deus, o instrumento pelo qual somos medidos é a sua palavra. Devemos estar cientes que quando não vivemos uma vida digna para com Deus pagaremos alto preço, mas antes, somos advertidos por Deus para não sofrermos a dura correção. Deus exigiu de Abrão “anda na minha presença e ser perfeito” (Gn 17.1).

Obs. Falta correção
Pr. Elis Clementino – Itapissuma - PE

terça-feira, 23 de abril de 2013

DUAS COISAS IMPORTANTES


ESBOÇO 489
TEMA: DUAS COISAS IMPORTANTES
“MAIS digno de ser escolhido é o bom nome do que as muitas riquezas; e a graça é melhor do que a riqueza e o ouro.” Pv 22.1

Preocupamos-nos com muitas coisas nessa vida, no entanto, deixamos de dar importâncias as mais admiráveis, como o BOM NOME e a GRAÇA. Por essa razão perdem-se valores que muitas vezes são irrecuperáveis, pois, ultimamente muitas pessoas não estão preocupadas com valores morais e nem com os espirituais. Entretanto, em busca da fama e dinheiro o homem olvida outros valores mais respeitáveis. Falaremos brevemente sobre esses valores.

Reputação
Nada é mais precioso para o homem do que a sua reputação, seja ela moral ou espiritual. Sempre existiram pessoas extremamente preocupadas com a sua reputação, outras não compreendem assim, apenas dizem: não importa o que dizem de mim. A nossa conduta é observada por muitas pessoas por onde quer que passemos “este homem é um santo homem de Deus” (2 Rs 4.9). Por isso devemos ter muito cuidado “vede prudentemente como andais” (Ef 5.15). As pessoas testificam de nós se estamos bem ou não; o próprio Jesus perguntou aos seus discípulos: “o que dizem os homens que sou” ( Mt 16.13). Um episódio importante aconteceu com Samuel quando abdicava do seu cargo (I Sm 12.1-3). Observamos cinco requisitos importantes que o fizeram irrepreensível: (1) a ninguém roubou; (2) jamais se apoderou de alguma coisa de alguém; (3) a ninguém defraudou; (4) a ninguém oprimiu; (5) recusou qualquer tipo de suborno, ele foi um exemplo de vida.

A vida exemplar de Samuel foi reconhecida pelo próprio povo (I Sm 12.4,5). Se você tem algo mais importante na vida a zelar, essa seja o seu nome e a sua reputação, pois a integridade de um homem não tem preço (Pv 22:1; Ec 7:1a;Ct 1:3). A boa reputação influencia na vida espiritual, assim como a má deteriora a boa fama. Integridade significa ser inteiro, completo, reto, exato, inatacável, irrepreensível (1 Sam 9:6; 1 Sam 12:2-4; Ne 5:14,15; 1 Pe 2:15; Pv 10:9). O povo observa a nossa conduta. Ela dá testemunho de nós, muitas vezes silenciosamente, que somente será revelado no momento apropriado (II Rs 4.9). Existem atitudes na vida do homem que o depreciam, fazendo desaparecer as suas virtudes. Algumas ações como a linguagem denigrem e destroem a integridade do individuo (Ef 5:4; Pv.15:4), assim como a linguagem sã dignifica (Ef 4.29; Tt 2.7,8; Cl 4.6). Finalmente, a reputação de um homem pode ir muito longe: Salomão (II Cr 9.6); Uzias (II Cr 26.15).

Graça
É uma palavra originada do latim “gratia” que deriva de “gratus” designando um conjunto de qualidades que levam as pessoas a serem agradáveis. Essas qualidades devem estar presentes na vida de todos, independentemente de raça e religiosidade. Quando essa verdade é reconhecida se constitui uma grande virtude, por isso ela torna-se uma verdadeira riqueza.

Em algumas situações somos testados quanto a nossa honestidade sem percebermos, quando às vezes recebemos um troco a mais por aquilo que pagamos etc. Efetuei uma compra em uma loja de material eletrônico e percebi ao chegar em casa que a quantia que paguei pelo material veio grampeada com as notas fiscais, porque o próprio caixa fazia a embalagem. Ao ver, entrei em contato com a loja para que me fosse passado o número da conta, porque houve um engano, do outro lado do telefone uma voz me disse: senhor, grande é a sua honestidade! Eu respondi: pois bem, esse é um patrimônio que jamais quero perder. A honestidade é como a flor, fica bem em todo lugar.

Faça um autoexame e avalie acerca da sua reputação, ou seja, como anda a sua reputação na família, sociedade, igreja, e se aquele conjunto de qualidades agradáveis está presente em sua vida; se ainda não tem, procure construir dentro de você.

Pr. Elis Clementino – Itapissuma – PE/Brasil

quinta-feira, 18 de abril de 2013

NÃO PARODIE O QUE É SAGRADO



ESBOÇO 488
TEMA: NÃO PARODIE O QUE É SAGRADO
“Então, trouxeram os utensílios de ouro, que foram tirados do templo da casa de Deus, que estava em Jerusalém, e beberam neles o rei, os seus grandes, as mulheres e concubinas.” Daniel 5.3

            O ser humano tem livre arbítrio para valorizar e desvalorizar as coisas da vida, inclusive as sagradas, ou seja, as consagradas a Deus. Quando não valorizamos as coisas pertencentes à vida terrena, com certeza as perderemos. E quando se trata das coisas sagradas é muito pior, porque atingimos a santidade divina. Faremos um breve comentário sobre o banquete nefando do rei Belsazar e as consequências do seu pecado.

Desconsiderando o Sagrado
A Profanação do sagrado é muito antiga. Muitas pessoas que se dizem religiosas entraram por esse caminho; a vaidade, prepotência e o orgulho acabam desconsiderando o sagrado. A embriaguês de Belsazar levou-o a essa prática pecaminosa “Havendo Belsazar provado o vinho” (Dn 5.2). A falta de senso não permite o homem valorizar as coisas importantes da vida, principalmente o que é sagrado. As pessoas em estado de embriaguês não sabem medir as consequências daquilo que fazem. O rei Belsazar não tinha a dimensão do que poderia acontecer a partir daquela decisão, tomar vinho nos utensílios consagrados que foram deixados por Nabucodonosor “seu pai”. - Essa expressão é usada não para designar pai biológico, mas no sentido dos seus ancestrais.

Mantendo o sagrado
Não remover os limites antigos deixados pelos pais - essa é uma expressão que denota mudança naquilo que está estabelecido ou uma violação de limites. Necessariamente devemos conservar o que é importante, sejam, objetos de estimação ou coisas sagradas deixadas pelos nossos ascendentes (Dt 19.14; 27.17; Jó 24.2; Pv 22.28; 5.10). Há pessoas que não valorizam aquilo que é separado e oferecido ao Senhor, essas coisas devem ser observadas com profundo sentimento de respeito e adoração. Atualmente muitas pessoas que dizem servir a Deus, não observam essas verdades e assim violam os mandamentos do Senhor. Deus exigia santidade, tanto das ofertas quanto dos ofertantes. Os animais oferecidos teriam que ter qualidades para tal sacrifício, os sacerdotes deveriam primeiro santificar-se para adentrar no altar e oferecer a oferta (Lv 16.1-4).

A santidade sempre foi exigida a todos nos cultos de adoração, maiormente no lugar santo, onde oferecemos a Deus o melhor das nossas ofertas. Durante os cultos nos templos Salomão nos aconselhou dizendo: - “GUARDA o teu pé, quando entrares na casa de Deus; e inclina-te mais a ouvir do que oferecer sacrifícios de tolos, pois não sabem que fazem mal. Não te precipites com a tua boca, nem o teu coração se apresse a pronunciar palavra alguma diante de Deus; porque Deus está nos céus, e tu estás sobre a terra; pelo que sejam poucas as tuas palavras” (Ec 5.1,2). Estar presente no culto não é cultuar e nem adorar, muitos estão no culto, mas estão fora dele, por isso a irreverência acontece, normalmente, como se nada fosse exigido da parte de Deus. Quando estivermos no culto devemos observar o que Paulo escreve aos romanos: “ROGO-VOS, pois irmãos, pela compaixão de Deus, que apresenteis o vosso corpo em sacrifício vivo, santo e agradável a Deus, que é o vosso culto racional” (Rm 12.1). Essa é a base para oferecermos a Deus um culto de qualidade; esse deve ser um princípio inviolável. O culto racional mencionado por Paulo é aquele que é feito com o coração, a mente e a alma. Atitudes irreverentes são vistas em muitos cristãos, como: andar, conversar, sede exagerada etc. Parece-nos que as consequências da falta de reverência só aconteciam no ato da santa ceia, como Paulo descreveu (I Co 11.17-22). No entanto, não é somente nesse ato, mas em qualquer culto oferecido a Deus; isso resulta em pessoas “fracas e doentes e muitas que dormem”. Nas escrituras encontramos muitas pessoas que profanaram o sagrado e pagaram até com suas vidas, citamos anteriormente (Dn 5.2;Nr 10.1,2; I Sm 2.12-17; 4.11-17; Dn 5.5,6,30). Portanto, tudo que o homem semear, isso ele ceifará (Gl 6.7).

Nosso corpo santuário
Após a obra expiatória do calvário Jesus passou a habitar no cristão, tornando-o templo da presença ou morada do Espírito Santo. “Não sabeis que sois santuário de Deus e que o Espírito de Deus habita em vós? Se alguém destruir o santuário de Deus, Deus o destruirá; porque o santuário de Deus, que sois vós, é sagrado” (I Co 3.16,17). E sendo templo do Espírito Santo, jamais deveríamos profaná-lo.  Não existe templo tão perfeito como o do próprio corpo humano, temos um altar dentro dele. A nossa vida é o holocausto a ser oferecido nele, porquanto devemos ter cuidado para que o nosso corpo não seja entregue as paixões mundanas.
           
Amados, deixemos qualquer tipo de irreverência, principalmente na casa de Deus, lugar santo onde oferecemos os nossos sacrifícios. Deus reprova qualquer atitude irreverente dentro da sua casa, seja quem for. Jesus teve um profundo zelo pela casa do pai, expulsou os cambistas, vendedores de pombos e finalmente os negociadores (Lc 19.45-48). Sejamos reverentes, permitamos que o Senhor receba as nossas ofertas, a fim de sermos maravilhosamente abençoados por ele.

Pr. Elis Clementino