sexta-feira, 14 de junho de 2013

ALCANÇANDO O SUCESSO ESPIRITUAL


ESBOÇO 496
TEMA: ALCANÇANDO O SUCESSO ESPIRITUAL
Meditação: Salmo 1.1-6.

Todos desejam sucesso na vida, entretanto, muitos não almejam a mesma coisa na vida espiritual. Portanto, para poder alcançar o que se deseja é necessário saber que acima de tudo está a nossa consideração à palavra de Deus, e reconhecer o lugar que ela ocupa em nossas vidas. O Salmo primeiro refere-se ao justo e ao ímpio, tornando clara a diferença entre ambos. É importante saber que o sucesso do justo é atribuído à importância que ele dá às Escrituras Sagradas e à maneira como nos aplicamos a ela; mas para isso somos advertidos a meditar nela de dia e de noite (Js 1.8; Sl 1.2).

Felicidade do justo
Este Salmo inicia-se com o vocábulo “bem-aventurado”, essa palavra no hebraico significa “felicidade”, ou como chamamos “feliz”, pois o justo ele goza tanto da alegria interior quanto da exterior (Sl 4.7). A Bíblia nos revela que não há outra maneira de se alcançar esse felicidade, a não ser pela própria palavra de Deus (Sl 1.1,2; Js 1.8).

Em busca da felicidade
Sabemos que o alvo da humanidade é a felicidade e o prazer, mesmo que se busque de forma imprópria, porém, existem aqueles que realmente buscam de maneira adequada, mas quem são esses? A felicidade e os valores espirituais não são encontrados no mundo, mas na sua separação, e na maneira obediente ao servir a Deus (Sl 1.1; I Jo 2.16; Mt 5.3-11). A felicidade e os prazeres que o mundo oferece são passageiros, e geralmente terminam em frustrações (Lc 15.)

Caráter espiritual
Há uma diferença entre o caráter do justo e o do ímpio; as atitudes dos justos são diferentes, ou seja, os justos não agem como os ímpios (Pv 4.18; Is 26.7). Este salmo afirma que os justos têm conduta diferente da do ímpio, porque o homem justo se despiu do velho homem e se revestiu do novo homem (Ef 4.22,24).

Vida santificada
O que caracteriza o justo é a sua vida de santidade perante Deus (I Ts 4.3,7), isso é o que faz a diferença entre o justo e o ímpio (Sl 1.1). A nova maneira de viver é o resultado de uma vida santificada (I Ts 4.1); as coisas velhas passaram (2 Co 5.17). Depois dessa mudança ele não pode mais andar como andam os ímpios (Rm 13.13), mas em uma vida de santificação (I Ts 4.4).

Vida cristã triunfante
Há razões para que o cristão tenha uma vida triunfante: (1) ele tem o seu prazer na Lei do Senhor e nela medita dia e noite (Sl 1.2); (2) ele se satisfaz plenamente na palavra de Deus (Sl 119.97); (3) ele edifica a sua casa espiritual na Palavra (Mt 7.24,25).

Prazer na Palavra de Deus
Os que amam a Deus têm o seu prazer na sua Lei antes de tudo, ele pensa e pondera sobre os preceitos do Senhor (Sl 1.2a; Sl 119.24), conforme Paulo disse (Rm 7.22). A nossa vitória está em darmos valor à Palavra de Deus, somos tidos por bem-aventurados (Ap 1.3). O real prazer do crente está em meditar constantemente (Sl 1.2b); não um simples hábito de ler, é muito mais que isso, “é meditar”, se esforçando a todo o momento para conseguir obter a vontade divina sobre si (Ef 5.17). Devemos observar o que o Senhor disse a Josué: “Não se aparte da tua boca o livro desta lei, antes medita nele dia e noite...” (Js 1.8a). Esse sem dúvida, é o segredo da prosperidade espiritual.

Obediência através da Palavra
Quando o crente tem prazer na palavra de Deus ele é obediente. Isso acontece naturalmente (Rm 6.17). Foi por isso que Paulo elogiou os crentes de Roma (Rm 16.19), e consequentemente, a obediência resulta em bênçãos (Dt 28.1,2). Assim como as bênçãos procedem da obediência, os castigos vêm em decorrência da desobediência (Dt 28.15), por isso é melhor obedecer do que sacrificar (I Sm 15.22).

O sucesso espiritual do crente
Conforme o que já entendemos, todo sucesso é resultante de uma vida separada do mundo pecaminoso.  Essa diferença é vista quando se dá valor à palavra de Deus (Jr 2.31a) e dela faz sua meditação diária (Sl 119.148; I Tm 4.15). O salmista compara o crente a uma árvore frutífera plantada junto ao ribeiro de água (Sl 1.3a), isso revela a esperança do crente e o seu sucesso espiritual (Jr 17.7,8). Uma árvore alimentada não aceita fracassos como secar as suas folhas; suas raízes estão firmes e sempre se renova (Jó 14.7-9). O crente prospera, essa prosperidade está atrelada à palavra de Deus e a sua obediência ao Senhor.

Situação espiritual dos ímpios
O contraste é visto e a diferença é grande (Ml 3.18; Sl 1.4; Pv 10.6). Além do mais eles não têm paz (Is 48.22) e não subsistirão no juízo (Sl 1.5a). Aqui não se trata do julgamento futuro, mas de algo que acontece a cada dia na vida deles. Os tais não podem suportar temporal ou, espiritualmente, o julgamento divino (Sl 37.10), e receberão a sua recompensa (Rm 6.23).

            Amados, meditemos sempre na palavra de Deus, ela é a única fonte de alimento espiritual para sermos felizes e prósperos. Devemos fazer a diferença com uma vida santificada pela palavra, que nos garante brilhar como luz diante de um mundo pecaminoso que jaz no maligno, porque aqueles que não fazem a diferença certamente perecerão, e estão reservados para o dia do juízo (2 Pe 3.7).

Atualizado em 19/06/2013

Pr. Elis Clementino - Itapissuma

sexta-feira, 7 de junho de 2013

O DIA DE AMANHÃ NÃO NOS PERTENCE

ESBOÇO 495
TEMA: O DIA DE AMANHÃ NÃO NOS PERTENCE
“Não presumas do dia de amanhã, porque não sabes o que ele produzirá”. Pv 27.1

            Há muitas previsões a respeito do futuro. No entanto, nada se sabe a cerca dele, e nem sempre sabemos o presente, apenas o que está ao alcance dos nossos olhos. Muitas vezes julgamos estar tudo bem, mas as ocasiões podem indicar que estamos à beira do perigo e não sabemos. Os discípulos de Jesus demonstraram preocupações sobre o dia de amanhã. Não devemos nos atormentar a cerca do amanhã, porque cada dia terá o seu próprio mal. Cuidar de cada dia já é suficiente, embora não se deva censurar a pessoa que se prepara conscientemente para o futuro, porém, quando o indivíduo chega ao ponto de afligir-se por causa disso, é reprovado por Deus (Mt 6.25,34).

“Não planeje nem se gabe do que você fará amanhã porque ninguém sabe o que cada dia nos reserva” (Pv 27.1). Isso não se aplica somente ao dia seguinte, mas a todo planejamento e presunção a respeito do futuro. O individuo não sabe o que acontecerá um dia à frente, como ele pode saber o que acontecerá mais adiante? Nas escrituras temos exemplos de pessoas que não conheciam o amanhã e mesmo assim firmaram alianças.

Garantias de Jônatas. Qualquer afirmação precipitada é arriscada, pode não se cumprir. Jônatas se antecipou ao afirmar quatro garantias sobre o futuro de Davi e fez as seguintes afirmativas: (1) Meu pai não o achará; (2) você reinará sobre Israel; (3) eu serei contigo o segundo; (4) o meu pai também sabe disso. Essas afirmações precipitadas dele não teriam nenhuma garantia de que aconteceriam (I Sm 23.17),

Abner, quando irado com Isbosete seu sobrinho, por tê-lo acusado de agir erradamente com umas das concubinas de Saul promete entregar o reino de Saul a Davi; depois Joabe acusou Abner de espionagem e mandou matá-lo (2 Sm 3.9,10). Vejam que ninguém sabe o que lhe acontecerá pela frente; Hamã estava certo que seria honrado pelo rei Assuero, mas ele não contava que cairia na sua própria armadilha por perseguir os Judeus. Do coração do homem vem a preparação dos seus caminhos, mas a resposta vem do Senhor. (Et 5.12; 7.1-10); Nabucodonozor, na sua grandeza e glória jamais contava que passaria por uma situação por um aviltamento. Ninguém conhece o seu amanhã, ele não nos pertence (Dn 4.30-33); Belsazar, não esperava que a sua sentença viesse tão rapidamente quando dava um grande banquete com as suas concubinas (Dn 5.24-31).

O rico louco. Lucas registra uma parábola proferida por Jesus: “o rico tolo e avarento” que fazia previsões para anos à frente, ou seja, para o futuro (Lc 12.16-20). A fragilidade humana não permite que se garanta que nossos projetos sejam concretizados. “Do homem são as preparações do coração, mas a resposta vem do Senhor”. (Pv 16.1).

Os discípulos. Estavam preocupados em conhecer o seu amanhã, e qual seria as previsões de Jesus a respeito do futuro deles. As preocupações e a ansiedade pelas coisas parecem nos deixar inquietos e sem dormir, creio que acontecia a mesma coisa com os discípulos. Jesus viu a agitação deles e no final da sua palavra conclui dizendo: “Não vos inquieteis, pois, pelo dia de amanhã, porque o dia de amanhã não nos pertence. Basta a cada dia o seu mal”. (Mt 6.25-34). Devemos confiar em Deus para que todas as nossas intenções e projetos sejam concretizados (Pv 16.3), mas que sejam todos dentro da sua vontade de Deus.

Devemos ter os nossos corações preparados para estarmos satisfeitos com a vontade de Deus em nossas vidas e não deixar que a soberba e a presunção venham nos fazer pensar que tudo está ao nosso alcance; levemos em consideração a palavra de Tiago a respeito das presunções dos corações: “Eia, agora, vós que dizeis: Hoje ou amanhã, iremos a tal cidade, e lá passaremos um ano, e contrataremos, e ganharemos. Digo-vos que não sabeis o que acontecerá amanhã. Porque, que é a vossa vida? É um vapor que aparece por um pouco e depois desvanece. Em lugar do que deveis dizer: Se o Senhor quiser, e se vivermos, faremos isto ou aquilo” (Tg 4.13-16). Esse texto se refere àqueles mercadores que vendiam seus produtos de cidade em cidade. Presunção aqui significa “gloriar-se”. A presunção é maligna (Tg 4.16). Devemos viver fazendo a nossa parte, mas sempre dizendo: se for da vontade de Deus faremos isso ou aquilo.


Pr. Elis Clementino – Itapissuma -PE

terça-feira, 28 de maio de 2013

OBREIRO CRISTÃO; FRUTO DE UMA ESCOLHA DIVINA

ESBOÇO 494
TEMA: OBREIRO CRISTÃO; FRUTO DE UMA ESCOLHA DIVINA
“Não escolhestes vós a mim, mas eu vos escolhi a vós, e vos nomeei...,” (Jo 15.16).

Os propósitos de Deus para um homem pode ter iniciado ainda no ventre da sua mãe, não é regra, mas é uma escolha de Deus, não sabemos como esse desejo de Deus se processa até se consolidar (Ec 11.5). Deus não escolhe como o homem, ele contraria todas as expectativas humanas, Moisés julgou-se incapaz; (Ex 3.10); Gideão pertencia ao clã mais fraco de Manasses e era o menor da casa do seu pai (Jz 6.15); Saul reconhecia a sua incapacidade (I Sm 9.21); Davi era o menor dos seus irmãos (I Sm 16.1); Isaias incapaz de ver a glória de Deus (Is 6.5); Jeremias disse sou como uma criança (Jr 1.6); Paulo se intitulou o menor dos apóstolos (I Co 15.9). As escolhas são inquestionáveis, tem finalidade, o escolhido tem compromisso e os sofrimentos desses escolhidos.

Escolhas inquestionáveis
Jamais devemos interpelar a Deus pelas escolhas que faz, ele conhece a capacidade de cada um (Mt 25.15), ele tem a pessoa certa para o momento e lugar certo, porque indagar a Deus dizendo: o que fazes? O Senhor é o oleiro (Rm 9.20,21). A escolha de Deus contraria a mentalidade humana, ele escolhe coisas simples, inermes, desprezíveis, as que não são "Mas Deus escolheu as coisas loucas deste mundo para confundir as sábias; e Deus escolheu as coisas fracas deste mundo para confundir as fortes; e Deus escolheu as coisas vis deste mundo, e as desprezíveis, e as que não são, para aniquilar as que são; para que nenhuma carne se glorie perante ele" (I Co 1.17-29).

Escolhidos com finalidades
Deus não nomeia para promover o orgulho humano, por isso ele escolhe as coisas fracas para que o homem não se glorie em si (2 Co 4,7), se tiver de se gloriar nalguma coisa, glorie-se nele “Deus” (I Co 1.31), porque não temos capacidade alguma para nos gloriar (2 Co 3.5). Somos vasos enriquecidos pelo tesouro “Cristo” para poder sermos usados por Deus. Não devemos esquecer que a loucura de Deus é mais sabia do que os homens; e a fraqueza de Deus é mais forte do que os homens (I Co 1.25). Jamais se considere altamente competente para atender o chamado de Deus, pois não é dos que correm e de quem quer, mas de quem o Senhor se compadece (Rm 9.16). “Você foi escolhido para dar fruto”

“Não escolhestes vós a mim, mas eu vos escolhi a vós, e vos nomeei, para que vades e deis fruto, e o vosso fruto permaneça...,” (Jo 15.16).

Os escolhidos têm compromissos
O homem que é chamado por Deus para o seu Santo Ministério não deve está apenas envolvido com ele, mas totalmente comprometido em quaisquer circunstâncias, sobretudo valorizando a chamada, não levando em conta o tipo de serviço executado para Deus. Na mente humana as funções de destaque são as mais desejadas, mas sobre isso Paulo escreveu dizendo que quem deseja o episcopado excelente obra deseja (I Tm 3.1), esse desejo não deve ser excessivo, doentio e desmedido, muitos não querem trabalhar, mas usufruir dos frutos dos trabalhos dos outros, mas devemos plantar com muito trabalho e afinco, sem olhar o tipo de tarefa. Na saída do povo de Deus do Egito, José fez recomendações a respeito do transporte dos seus ossos (Gn 50.24,25), esse era um dos serviços mais pesado e penoso, não para os israelitas, mas para nós hoje, conduzir esses ossos voluntariamente seria motivo de recusa, sendo difícil encontrar pessoas que quisessem fazê-lo, mas era tão necessário como qualquer outro ofício. O apóstolo Paulo mesmo sabendo que haveria de enfrentar dificuldades, desejava cumprir à carreira que lhe estava proposta (At 20.24). Talvez para ele carregar os ossos de José seria o mínimo, o pior seria enfrentar os vitupérios e os sofrimentos causados pela obra de Deus.

Os sofrimentos dos escolhidos na obra
Há de se observar nas escrituras que muitos dos nossos pais e heróis da fé, suportaram os maiores vitupérios e até mortes, homens dos quais o mundo não era digno, errantes pelos desertos, e montes, e pelas covas e cavernas da terra (Hb 11.33-37), entretanto o apóstolo Pedro nos trás uma palavra consoladora dizendo: “Se pelo nome de Cristo, sois vituperados, bem-aventurados sois, porque sobre vós repousa o Espírito da glória de Deus (I Pe 4.14). Os sofrimentos fazem parte do contexto ministerial, é impossível desvincular da obra de Deus as consternações, temos que aprender a conviver sem retroceder “porque para isto sois chamados, pois também Cristo padeceu por nós, deixando-nos o exemplo, para que sigais as suas pisadas”. “O qual quando o injuriavam, não injuriava e, quando padecia, não ameaçava, mas entregava-se àquele que julga justamente (I Pe 2.21,22).

            Necessitamos de fortalecer os nossos alicerces, principalmente numa época em que se deslumbram as perseguições que até pouco tempo eram veladas, para suportarmos os sofrimentos como um bom soldado de Cristo (2 Tm 2.3), na esperança de alcançarmos a vitória final, como expressa Paulo na sua confiança “Combati o bom combate, acabei a carreira, guardei a fé. Desde agora, a coroa da justiça me está guardada, a qual o Senhor, justo juiz, me dará naquele Dia; e não somente a mim, mas também a todos quanto amarem a sua vinda” (2 Tm 4.7,8).

"Sem corr"
Pr. Elis Clementino – Itapissuma - PE



quarta-feira, 22 de maio de 2013

VAGUEANDO FORA DO LUGAR



ESBOÇO 493
TEMA: VAGUEANDO FORA DO LUGAR
“Como a ave que vagueia longe do ninho, assim é o homem que vagueia longe do lar”. Pv 27.8; “Sou semelhante ao pelicano no deserto; sou como coruja nas solidões; velo e sou como o pardal solitário no telhado” (Sl 102.6,7). 

Tudo o que existe no mundo tem o seu devido lugar, tempo e modo; sejam objetos e pessoas, cada coisa no seu lugar. Jesus disse que as raposas têm seus covis, aves do céu têm seu ninho, (Mt 8.20); O pardal encontrou casa, a andorinha o seu ninho (Sl 84.3). O tempo tem as quatro estações: primavera, verão, outono e inverno. Essas são as subdivisões baseadas em padrões climáticos. Quando ocorre alguma alteração em uma região, como acontece com o período de verão, todos sofrem.

Quando falamos sobre as estações do ano sabemos que elas acontecem por causa da inclinação do eixo da terra em relação ao sol. O movimento no nosso planeta dura um ano, chamamos esse movimento de “movimento de Translação” “e a sua principal consequência é a mudança das estações do ano”. Quero aqui enfatizar que tudo tem seu lugar, modo e ocupa o seu espaço. Falarei sobre o homem fora do seu lugar em diversos aspectos.

O homem fora da comunhão com o seu criador
Deus fez o homem para que ele tivesse um profundo relacionamento e uma comunhão mais íntima com ele. Deus o colocou em um lugar de delícias no Jardim do Éden,  o relacionamento de ambos era perfeito até enquanto o homem não havia pecado. Após a queda ele foi degredado do Éden e passou a ter uma jornada de dificuldades, e uma delas era viver do suor do seu rosto (Gn 3.19). Na atualidade não é diferente, para termos alguma coisa temos que trabalhar “Os bens que facilmente se ganham, esses diminuem, mas o que ajunta à força do trabalho terá aumento”. (Pv 13.11). O homem ficou fora do seu ninho vivendo uma vida de sofrimentos.

O homem fora do contexto social
O homem é um ser sociável. Na pré-história descobriu-se que a convivência em grupo facilitaria a vida em todos os sentidos. O homem só será afastado desse convívio social quando ameaça a sociedade em que vive. As pessoas para viverem em uma coletividade têm que saber viver em grupo e respeitar os direitos de outrem, pois caso contrário elas terão que ser afastadas desse convívio para que o restante do grupo viva bem. O mais importante em uma sociedade é o relacionamento, isso é fundamental para um crescimento justo, basta ver o exemplo de uma comunidade cristã do primeiro século “E perseveravam na doutrina dos apóstolos, e na comunhão, e no partir do pão, e nas orações. E em toda a alma havia temor, e muitas maravilhas e sinais se faziam pelos apóstolos.” (Atos 2:42-43)

O homem fora da família
É honroso para o homem considerar os seus ancestrais e manter as heranças consideradas importantes deixadas por ele. A relação familiar é passada de pai para filhos. Quando essa família é unida e um dos seus membros se afasta dela por algum motivo, seja mudança ou viagem, os demais componentes sentem como também aquele que se afastou. Isso é natural, mas aquele que se apartou certamente sentirá muito mais a ausência do aconchego da sua família, embora ele tenha que passar por um processo de adaptação para se integrar a um novo grupo social. Temos nas Escrituras um forte exemplo de um membro de uma família que deixou a casa (Lc 15.11-32). Às vezes a pessoa não consegue ter um processo de adaptação a contento e termina voltando para a sua família.

O homem fora da igreja
Antes de falar sobre o homem fora da igreja gostaria de mostrar o conceito distorcido que muitas pessoas têm sobre igreja. Alguns usam esta palavra para descrever um edifício; para outros uma organização mundial, deixando de lado o significado original descrito no novo testamento. No Novo Testamento é o povo de Deus; não é um edifício construído com pedras, mas com pedras vivas significando pessoas. É somente meditar no que disse o apóstolo Pedro “Também vós mesmos, como pedras que vivem, sois edificados casa espiritual para serdes sacerdócio santo, a fim de oferecerdes sacrifícios espirituais agradáveis a Deus por intermédio de Jesus Cristo” (I Pedro 2.5). As pedras aqui mencionadas são chamadas de a família de Deus. “Assim, já não sois estrangeiros e peregrinos, mas concidadãos dos santos, e sois da família de Deus, edificados sobre o fundamento dos apóstolos e profetas, sendo ele mesmo, Cristo Jesus, a pedra angular; no qual todo o edifício, bem ajustado, cresce para santuário dedicado ao Senhor, no qual também vós juntamente estais sendo edificados para habitação de Deus no Espírito” (Efésios 2.19-22), e não um bloco de cimento. A igreja é um corpo constituído de membros vivos, que são as pessoas, homens e mulheres; o templo é outra coisa, é o lugar de adoração. E  tanto na igreja, quanto no templo é o lugar onde todo homem deve estar para seus momentos de adoração ao Senhor.

Quando o indivíduo deixou de viver no convívio cristão ou não está mais agregado à igreja, ele está fora do lugar; muitos deles sabem disso e sentem a necessidade de regressar, mas às vezes há algo que lhes prende. “O irrequieto “inquieto” e sem raízes é como um pássaro que vagueia. O pássaro deixa a sua prole, seus lugares de descanso e os seus companheiros de espécie e vai para lugares estranhos se expondo a muitos perigos. Conforme o salmista ele se encontrava em situações como: o pelicano no deserto, essa ave não é apropriada para o deserto, mas nos mares e o pardal solitário, fora do lugar porque pardal anda em bandos (Sl 102,6,7).

Assim também acontece com o homem que deixa a sua casa, família, parentes e igreja tornando-se um nômade para buscar fortunas e os prazeres da vida em terras estranhas e distantes. Certamente ele enfrentará pobreza e dificuldades. Tomemos como exemplo essas duas criaturas que vagueiam fora do seu lugar “a ave e o homem” e jamais queiram vaguear, principalmente fora da sua comunidade cristã, pois as consequências serão muito piores.



Pr. Elis Clementino- Itapissuma -PE

sábado, 18 de maio de 2013

O TABERNÁCULO


ESBOÇO 492
TEMA: O TABERNÁCULO
“E me farão um santuário, e habitarei no meio deles. Conforme tudo que eu te mostrar para modelo do tabernáculo e para modelo de todos os seus móveis, assim mesmo o fareis” (Ex 25.8,9; Hb 8.5).

Os israelitas habitaram muito tempo em cavernas ou buracos, depois passaram a habitar em tendas feitas de peles de animais, era uma habitação portátil e de fácil condução (Gn 4.20; Gn 9.27; Gn 12.8). Em ligeiro comentário falaremos sobre o tabernáculo, casa de Deus.

Significado
A palavra Tabernáculo vem do latim “Tabernáculun” que é o diminutivo de taberna ou cabana, tenda e barraco, se referindo à moradia transitória a qual os israelitas carregaram durante 40 anos de peregrinação no deserto até a terra prometida, até os tempos de Davi. Ele desejou edificar um grande templo, que somente foi construído por Salomão, seu filho (2 Cr 6:10). Também existiam os nômades, povos estes que não tinham país e vagueavam sem residência fixa armando as suas tendas aonde chegavam.

Propósito
Os tabernáculos ou tendas eram moradias provisórias (Gn 12:8). O propósito dessa moradia temporária foi explicado em (Ex 25: 8,21,22), cujo objetivo era de ser a habitação divina, presença de Deus no meio do seu povo, (de) onde nele Deus se revelaria e falava com o povo, e revelava a sua glória (2 Cr 7:1,2).

História
Estritamente falando, houve três tabernáculos históricos. São eles: (1) O provisional quando foi erigido após o incidente do bezerro de ouro; só que esse barraco não tinha nenhum ritual e nenhum sacerdócio, mas era tratado como oráculo (lugar de consultar a divindade); (2) O sinaítico, cuja construção e equipamentos foram instruídos por Deus a Moisés lá no Monte Sinai, eles foram construídos conforme a orientação e modelo divino (Ex 25.8,9). Este serviria para habitação de Deus, ou seja, presença de Deus no meio deles, onde a glória do Senhor descia de forma poderosa; (3) O provisional de Davi, erigido em Jerusalém como o predecessor do templo de Salomão (2 Sm 6:12). O antigo tabernáculo (sinaítico) permaneceu em Gibeão com o altar insolente (grosseiro) os sacrifícios continuaram sendo feitos ali (I Cr 16.39; 2 Cr 1.3).

Casa de Deus
O templo que Davi desejou construir era para a adoração ao Senhor, um santuário e lugar para que a arca fosse guardada, além de ser um lugar para meditação espiritual. Casa de sacrifício, onde as ofertas e dízimos eram oferecidos a Deus (2 Cr 7.7; Mc 3.10). Lugar escolhido por Deus e santificado por ele (2 Cr 7.16; I Rs 9.3; 2 Cr 6.6), também era um lugar de revelações divinas e casa de oração (Mc 11:17; Lc 19:46; Jo 2:16).

Templo
O lugar que deve ser desejado e freqüentado pelos crentes (Sl 84.10; 27.4; Lc 2.37), esse era o lugar frequentado por Cristo desde a infância (Lc 2:49; Mt 11:5). Os Cristãos devem sentir prazer e profunda alegria (Sl.122), lugar de aprendizado (Sl 27.4; Is 2.3).

Lugar de Santidade
A casa de Deus é um lugar sagrado e de reverência. Há algumas recomendações quanto à maneira de nos comportarmos na casa de Deus que é um lugar de extrema santidade (Ec 5.1,2). Jesus foi zeloso e repreendeu aqueles que profanavam o lugar de santidade (Mt 21.13; Jo 2.16). Atualmente muitos não reverenciam o lugar sagrado, pois seus corações estão distantes de Deus (Is 29.13; Mt 15.8,9).

Havia peças sagradas de extrema importância que acompanhavam o tabernáculo. “Dar rápida explicação de cada uma”.

No átrio exterior
Havia o Altar do Holocausto e a Bacia. No lugar santo ficava o Altar do Incenso, a Mesa dos pães para a proposição e o candelabro de ouro.

Lugar Santo dos Santos
Nesse lugar havia o Véu, a Arca da Aliança composta das tábuas da lei, a Vara de Arão, o Pote de Maná. Propiciatório e o Sumo Sacerdote.

Jesus, o último Sacerdote a entrar no santuário e oferecer o mais perfeito sacrifício por nós (Hb 10.10-18).

               Devemos estar certos que o lugar da adoração ao Senhor é sagrado, somos sacerdotes e somos exortados a entrar no lugar santo dos santos por aquele que nos abriu a porta “Jesus” e passar a desfrutar dos seus direito em Jesus Cristo. (Hb 10.19-22).   

Pr. Elis Clementino – Itapissuma - PE