quinta-feira, 15 de agosto de 2013

OS DONS ESPIRITUAIS



ESBOÇO 505
TEMA: OS DONS ESPIRITUAIS
“Porque a um é dada, pelo Espírito, a palavra de sabedoria; a outro, pelo mesmo Espírito, a palavra de conhecimento...” (I Co 12. 8-11).

É fundamental que os cristãos pentecostais conheçam a doutrina dos dons; a falta desse conhecimento pode trazer problemas à igreja local. Por isso o Apóstolo Paulo escreveu à igreja de Corinto para mostrar-lhe as verdades sobre e como são distribuídos os dons do Espírito Santo na igreja (I Co 12.12).

I. Paulo lembra aos crentes de Corinto a sua situação espiritual, antes e depois que se converteram a Cristo; eram pagãos desviados da verdade servindo aos ídolos, mas agora depois de terem feito uma confissão básica “Jesus é Senhor”, precisavam compreender melhor essa realidade sobre o imaterial. Paulo deixou bem claro que ninguém pode dizer que Cristo é maldito se estiver falando pelo Espírito de Deus, e que ninguém pode dizer que Jesus é Senhor que não seja pelo Espírito Santo (I Co 12.1-3).

II. Paulo fez uma exposição clara sobre os vários tipos de dons, afirmando que eles emanavam de uma mesma fonte, “o Espírito Santo”. Ele é quem distribui esses dons como quer, entretanto, os coríntios deveriam conhecer também que existem maneiras diferentes de servir, mas que o Senhor é o mesmo, ou seja, que vêm da mesma fonte (I Co 12.4,5). Ele também falou sobre a existência de habilidades diferentes em relação ao trabalho, mas que o Deus era o mesmo e que dava a cada um a habilidade para realizá-lo (I Co 12.6).

III. Para quê e como são distribuídos os dons espirituais? Os dons espirituais são um ornamento para a Igreja, o corpo de Cristo, com a finalidade de dar prova da presença do Espírito Santo nela, esses dons são distribuídos entre os crentes em Cristo, de forma diferente (I Co 12.7).

(1) A uns o Espírito Santo dá a mensagem da sabedoria; (2) A outros, o mesmo Espírito dá a mensagem do conhecimento; (3) Outros recebem, pelo mesmo, Espírito o dom da fé; (4) A outro, o poder de curar; (5) Outro recebe o dom de operar milagres; (6) Outro recebe o dom de anunciar a mensagem de Deus; (7) Outro recebe o dom de discernir os espíritos, ou seja, se eles são de Deus ou não; (8) Para outro é dado o dom de línguas estranhas; (9) A outro, a interpretação dessas línguas (I Co12.8-10). Mas, esses dons vêm de um só Espírito e são distribuídos conforme a sua vontade, eles não são motivos de exibição pessoal ou promoção espiritual, mas são para edificação da igreja. Há dois tipos de dons que são mais conhecidos e mais usados na igreja, são eles: Os dons de línguas estranhas e o de profecias, embora muitos cristãos não saibam usá-los, além de ignorar os de sabedoria e de conhecimento quando são manifestos na igreja através daquele que está ministrando a palavra. Observem que eles focam mais os dons de línguas e o de profecias (I Co 14.18,19).

Qual a função de falar em línguas estranhas, segundo as escrituras? Mostrar que o crente é portador da promessa (Is 44.3; Jl 2.28,29; Mc 16.17; Lc 24.49; Mc 16.17; At 1.5-8); que é um sinal do revestimento de poder (At 2.3,4); que o falar em línguas serve para orar, falar com Deus e não com os homens (I Co 14,15; Rm 8.26; Ef 6.18; Jd 20) e para edificação própria.

O Apóstolo Paulo apresenta a maneira correta e como os cristãos deveriam fazer uso desses dons, pois a igreja de Corinto necessitava de um esclarecimento a respeito. Para Paulo todos os dons eram importantes, mas os de línguas estranhas e o de profecia ele os destacou (I Co 14.4,5), e disse que eles deveriam usar com muita cautela, porque o dom de línguas edifica o próprio crente e o de profecias edifica a Igreja (I Co 14.5,12). A igreja de Corinto estava abusando desse dom, Paulo estabeleceu sérias restrições para o seu uso (I Co 14.26-28).

O falar em línguas estranhas não é o modo de indicar santidade ou que tenha intimidade com Deus, mas mostrar que Deus é fiel para cumprir suas promessas ao seu povo; esse Dom não é dado como garantia da salvação (Mt 7.21-23). Existem três categorias de dons na vida do cristão: (1) habilidades naturais são aquelas que mostram a formação do seu QI: facilidade de falar (Ex 4.10-14; At 18.24,25); (2) habilidades adquiridas como aprender uma profissão, um idioma etc. (3) Dons espirituais, esses não se adquirem e não se aprendem (At 2.4; I Co 12.11). Nenhum cristão pode afirmar que não possui pelo menos um dom espiritual, Pedro afirma que todos têm pelo menos um dom (I Pe 4.10), isto mostra que para o corpo ser perfeito precisa de todos seus membros, como a igreja para ser edificada precisa de todos os dons, todavia, forma uma unidade. O  dom que eu não tenho, dele eu  preciso através do meu irmão que o possui, por exemplo: A mão não pode dizer que não depende do  pé... (I Co 12.15-18). Com ele mostra que há unidade entre os dons.

            Devemos levar em consideração os dons espirituais, bem como o seu valor, e procurar usá-lo com entendimento. Os demais dons são importantes e devem ser desejados, buscados e usados cuidadosamente, tendo sempre em mente que eles não são propriedades de ninguém para que o homem não se ufane, mas da igreja de Cristo. “Procurai com zelo os melhores dons, e eu vos ensinarei um caminho mais excelente (I Co 12.31).

Pr. Elis Clementino – Itapissuma - PE

sexta-feira, 9 de agosto de 2013

A REGENERAÇÃO



ESBOÇO 504
TEMA: A REGENERAÇÃO
“Jesus respondeu, e disse-lhe: Na verdade te digo que aquele que não nascer de novo, não pode ver o reino de Deus...” João 3.3-8.

A regeneração no sentido teológico é um processo espiritual e divino, regenerar é o restabelecimento daquilo que estava derrocado, e o renascimento de uma nova vida através de Cristo, “no latim regenero, -are” significa restaurar, corrigir e revivificar. Esse é o processo usado por Deus para restaurar um vil pecador. É impossível separar regeneração da salvação, pois ela está inserida no estudo da Soteriologia, ou seja, “estudo da salvação” sem a salvação jamais o homem teria acesso ao reino dos céus. Jesus ao falar sobre o assunto a Nicodemos disse: - Você não se surpreenda com o que estou dizendo, você precisa nascer de novo. Discorreremos de forma simples sobre essa doutrina.

Nascer de novo
A fala de Jesus em (Jo 3.3) não significa reencarnação, o espiritismo considera o texto falado por Jesus como o retorno da alma em outro corpo, as vezes que forem necessárias, inclusive citam (2 Co 5.17), entretanto não é isso a que Jesus se refere. A salvação é um processo que envolve vários estágios, a expiação, arrependimento, conversão, regeneração, santificação, justificação e glorificação. A regeneração é a concessão da vida à alma (Jo 3.5; 10.10,28; I Jo 5.11,12), é a doação divina de uma nova natureza ao homem (II Pe 1.4), em alguns textos bíblicos um novo coração (Jr 24.7; Ez 11.19; 36.26), que consequentemente se tornará uma nova criatura (II Co 5.17; Ef 2. 1; 4.24). Os processos humanos são incapazes de regenerar espiritualmente uma pessoa, mesmo que investisse todos os seus recursos.

Resultados da regeneração
Quando uma pessoa se aproxima de Deus para obter regeneração espiritual deve saber que não são algumas qualidades que sinalizam ou comprovam essa regeneração e nem garantem a realidade dela, mas através de uma vida de santificação contínua, essa separação espiritual se atribui ao processo de regeneração, pela qual habilita o crente a uma comunhão mais íntima com Deus através do Espírito Santo lhe proporcionando ajuda (Jo 14.16,17). A regeneração permite o desenvolvimento e manifestação do fruto do Espírito no cristão (Gl 5.22-25), e consequentemente a justificação divina, ela libera aos cristãos o revestimento de poder, evento que é necessário para a realização da obra de Deus (Lc 4.14; 24.49; At 1.8; 10.38).

Precisamos compreender que o arrependimento e a conversão antecedem a regeneração, pois sem eles, jamais estaríamos aptos a entrar no reino de Deus, como também receber outros eventos que sucederão. É impossível experimentar o melhor de Deus e continuar na vida pecaminosa, visto que todo esse processo resulta em uma nova criatura (2 Co 5.17). Quando um indivíduo tem essas características, não significa que o pecado tenha sido erradicado totalmente da sua vida (I Jo 1.8-10), também não é necessário usar os métodos do legalismo ou ascéticos que subjugam a carne para obter a santidade, ou seja, por meio de privações e sofrimentos (Mc 7.5-13), assim sendo, a regeneração é uma ressurreição espiritual, um começo de uma nova vida em Cristo, as coisas velhas já passaram e tudo se fez novo.



Pr. Elis Clementino – Itapissuma -PE

quarta-feira, 31 de julho de 2013

FOGO ESTRANHO NO ALTAR

ESBOÇO 503
TEMA: FOGO ESTRANHO NO ALTAR
“Ora, Nadabe, e Abiú, filhos de Arão, tomaram cada um o seu incensário e, pondo neles fogo e sobre ele deitando incenso, ofereceram fogo estranho perante o Senhor, o que ele não lhes ordenara. Então saiu fogo de diante do Senhor, e os devorou; e morreram perante o Senhor.” Lv 10.1,2

            Desde a antiguidade as pessoas tentaram mudar princípios estabelecidos pelo Senhor, um deles, era que nenhum sacerdote deveria oferecer sacrifícios e queimar incenso fora dos padrões instituídos na lei do holocausto. Os filhos de Arão, Nadabe e Abiú, foram mortos porque trouxeram fogo estranho perante o Senhor. Veremos nesse delineamento sobre algumas maneiras de se oferecer o que não é verdadeiro ao Senhor.

O sacerdócio no tabernáculo
Deus escolheu sacerdotes e dando sequência pessoas da família (pais e filhos) para exercerem o sacerdócio, e ao mesmo tempo foram determinadas quais as tarefas, normas e como deveriam exercer. Entretanto, os filhos de Arão resolveram fazer algo que estava fora da determinação do Senhor “Nenhuma coisa em que haja defeito oferecereis, porque não seria aceita a vosso favor. O cego, ou quebrado, ou aleijado, ou verrugoso, ou sarnoso, ou cheiro de impigens, este não oferecereis ao Senhor e deles não poreis oferta queimada ao Senhor sobre o altar”. (Lv 22. 20,22). Ora! Tudo aquilo que está fora dos padrões determinados por Deus ferem o mandamento sagrado, e consequentemente tem um preço, podemos destacar a morte dos filhos de Arão (Lv 10.2b). O incensário era um recipiente onde se punha a essência aromática e fogo sobre eles para que a fumaça e o perfume daquela essência se espalhe em todo lugar do santuário. Mas, que fogo estranho era esse? “fogo estranho” no original significa “brasas vivas estranhas”, não se sabe ao certo o que era esse fogo adventício, entretanto todos os sacerdotes tinham o conhecimento do ritual estabelecido por Deus, porém a quebra de um dos rituais se constituía uma grande falta de obediência, como acontecera com algumas autoridades das escrituras; Moisés perdeu a oportunidade de entrar na terra prometida (Dt 34.1-8); Sansão pela quebra da lei do narizeado (Jz 16.17-19); Hofni e Finéias profanaram o sagrado (I Sm 3.11-14); Saul por oferecer sacrifício o que não era para ser feito por ele (I Sm 13.8-14); Uzias chegou ao ponto de se sentir superior aos sacerdotes entrou no templo para queimar incenso (2 Cr 26.18,19), entre outros. Tudo isso significava para Deus fogo estranho a quebra de princípios, sendo assim, cabe ressaltar que a alta posição desses homens não os tornara imunes ao castigo divino, a santidade deveria ser preservada, essa era a lei imposta aos sacerdotes.

Contemporaneidade
Devemos levar em consideração que Deus não mudou, podemos também aplicar essa lição nos dias no exercício do sacerdócio. Quantas vezes fazemos algo que não é agradável a Deus e depois subimos aos púlpitos para ministrar, desse momento em diante estamos oferecendo fogo estranho no altar, do qual Deus não se agrada, ou seja, não estamos sendo coerente com os princípios divino, além de não vivermos uma vida de santidade, isso é fogo estranho, hoje no tempo da graça Deus age com misericórdia nos concedendo oportunidade para nos arrepender e chegar ao conhecimento da verdade, se assim não fosse poderíamos morrer como aqueles dois moços por se aproximarem do altar de modo impróprio desobedecendo ao mandado divino.

Devemos nos chegar ao altar do Senhor conforme ele estabeleceu, não é de nossa competência estabelecer regras, principalmente àquelas que de alguma maneira venham nos favorecer, ele é quem determina, tenhamos cuidado com o fogo estranho no nosso meio, é muito comum vermos em algumas igrejas coisas absurdas e estranhas para nós, e muito mais para Deus. Existem duas coisas estranhas; incenso comum e fogo que não procedem do altar. O incenso comum fala da adoração formal e o fogo estranho que não é do altar corresponde àquelas animações por meio da agitação manuseada, é a substituição da verdadeira devoção por qualquer coisa. A Igreja de Coríntios estava nessa situação (I Co 1.11-13; Cl 2.8, 16-19). Os ditames mundanos estão entrando nas igrejas e muitos líderes aceitando para terem seus templos cheios, ostentar o seu poder e ofertas volumosas. Deus não tem aceitado todo tipo de oferendas nos sacrifícios, não nos conformemos com as práticas mundanas (Rm 12.2), no entanto devemos viver como filhos obedientes não nos conformando com as concupiscências que havia antes pela nossa ignorância (I Pe 1.13-16). Eis ai um único sacrifício recebido por Deus exposto “Os sacrifícios que agradam a Deus são um espírito quebrantado; um coração quebrantado e contrito, ó Deus, não desprezarás (Sl 51.17).

Pr. Elis Clementino – Itapissuma – PE


quarta-feira, 24 de julho de 2013

COMUNHÃO ENTRE IRMÃOS

ESBOÇO 502
TEMA: COMUNHÃO ENTRE IRMÃOS
“Se há, pois, alguma exortação em Cristo, alguma consolação de amor, alguma comunhão do Espírito, se há entranhados afetos de misericórdia, completai a minha alegria, de modo que pensei a mesma coisa, tenhais o mesmo amor, sejais unidos de alma, tendo o mesmo sentimento”. (Fp 2.1,2)

A comunhão entre pessoas está ficando cada vez mais escassa, ela é ressaltada nas sagradas escrituras como um meio para que os indivíduos de uma sociedade possam viver bem. Não faz muito tempo que as pessoas tinham um relacionamento mais próximo entre visinhos, parentes e amigos, nas calçadas das casas aconteciam às belas prosas entre eles, brincavam, riam e tudo acontecia naturalmente, era o normal em uma sociedade. Mas com o passar do tempo parece-nos que o individualismo foi isolando as pessoas uma das outras. Atualmente a coisa se agravou com o aumento do isolamento cibernético, onde as pessoas se isolam no mundo da internet deixando de lado o contato mais pessoal com amigos e até a própria família, porém, temos que nos conscientizar que esse avanço tecnológico traz seus benefícios e malefícios. Ou falamos isso hoje ou então conformadamente arcaremos com prejuízos que refletirão na família e consequentemente na sociedade. A comunhão não se limita somente a vida religiosa, mas nos relacionamentos e compartilhamentos.

Significado de comunhão
De maneira resumida é a associação com uma pessoa envolvendo amizade, incluindo participação nos seus sentimentos, nas suas experiências e vivências e a comunhão dos fiéis, união no mesmo estado de espírito: estar em comunhão de idéias com outrem.

Comunhão, relação de respeito
Ela não se refere somente à comunhão de fé, mas também em um estado de espírito, em comunhão de ideias em uma “comunidade, congregação, irmandade e sociedade” havendo respeito entre indivíduos (I Co 1.10). Outros tipos de comunhão como: Direito, comunhão de bens, ou seja, a participação dos cônjuges no patrimônio do casal. Comunhão é muito mais do que um aperto de mão ou um abraço, é um relacionamento que envolve propósitos e atividades comuns.

A comunhão dos apóstolos
A igreja cristã primitiva, ela desenvolveu o seu potencial através da unidade, onde há comunhão o individualismo não prevalece. A comunhão dos apóstolos resultou no fortalecimento e suprimento da igreja, no entanto essa prática de compartilhamento era natural entre os cristãos (At 2.42; 4.32-34), já no primeiro século com o crescimento da igreja os problemas de relacionamentos foram aumentando trazendo sérias dificuldades para a obra, enquanto a comunhão une, a desarmonia causa contenda e divisão, e quando isso acontece não há espaço para a graça de Deus, dificultando a pregação do evangelho e a permanência dos novos convertidos na igreja (I Co 3.3; 12.13). Essa comunhão nos dias de hoje não deve ser diferente.

A comunhão do crente com Cristo
Quando o indivíduo se dispõe a seguir a Cristo, e ingressando na igreja ele passa a ser um membro dela, a igreja é chamada de “o corpo de Cristo”, sendo ele próprio cabeça desse corpo, os membros dela devem ser saudáveis, pois assim sendo esse corpo cresce, ele descreve também a comunhão dos cristãos usando a analogia do corpo humano da seguinte forma: (1) os membros são diversos (I Co 12.12,13); (2) há harmonia no funcionamento dos mesmos (I Co 12.13,14); (3) A dependência mútua era necessária (I Co 12.21-26); (4) a diversidade dos membros leva-os a fazerem a vontade de Deus (Rm 12. 27-31) Paulo compara com a construção de um edifício (Ef 2.21),

A comunhão entre os irmãos
A comunhão entre irmãos nos leva a participar dos sentimentos, não visualizando propriamente o que é nosso, mas também para o que dos outros, assim como Cristo (Fp 2.4,5). Estamos sentindo a dor do nosso irmão? Estamos chorando com ele? Estamos intercedendo por ele? (Rm 12.15,16). O amor entre irmãos é uma prioridade porque é mandamento do Senhor (I Jo 1.10;2.9-11), não é um amor aparente para se aproveitar de alguma coisa em beneficio próprio, “é o amor Ágape” somos um corpo e todos os nossos membros compartilham uns com os outros, exceto quando alguns estão doentes.

A comunhão entre irmãos é essencial e proveitosa tanto para o crente, quanto a comunidade cristã, pois ela foi quem levou a igreja ao crescimento, foi nessa relação respeitosa que conviveram os apóstolos da igreja do primeiro século (At 2.42,43). Os cristãos devem viver em harmonia, esse não era somente o desejo do salmista (Sl 133.1), mas também de Paulo apóstolo do Senhor.


Pr. Elis Clementino

quarta-feira, 17 de julho de 2013

O SENTIMENTO DE DERROTA

ESBOÇO 501
TEMA: O SENTIMENTO DE DERROTA
“E ele se foi ao deserto, caminho de um dia, e veio, e se assentou debaixo de um zimbro; e pediu em seu ânimo a morte e disse: Já basta, ó SENHOR; toma agora a minha vida, pois não sou melhor do que os meus pais”  I Rs 19.4.

Qualquer indivíduo está sujeito a enfrentar momentos tão difíceis que parecem não serem superados, infelizmente nessa ocasião nasce o pressentimento de derrota, impossibilitando-o ver um desfecho feliz. Esses episódios podem deixar a pessoa totalmente estressada e consequentemente depressiva a ponto de levá-las a desejar a morte. Alguns homens de Deus viveram circunstâncias semelhantes.

Elias, um profeta frustrado
Há momentos que parecem estarmos sós, principalmente quando os projetos estão indo de água a baixo, quando tudo anteriormente dava certo, depois tudo começa a retrogradar, é nessa ocasião que o desespero toma conta e começamos a ver que não há mais saída. Dessa forma, muitas pessoas não suportam e aniquilam as suas próprias vidas. A situação de Elias é bastante privilegiada por ser um profeta de Deus, mas não importa, seja servo de Deus ou não, todos estão sujeitos a enfrentarem problemas. O que mais lhe frustrou foi saber que era servo de Deus e chegar à situação que chegou “ao fundo do poço”, como se diz, quando as pessoas se sentem prejudicadas por alguma coisa considerável e sem saída. “E ele se foi ao deserto, caminho de um dia, e veio, e se assentou debaixo de um zimbro; e pediu em seu ânimo a morte e disse: Já basta, ó SENHOR; toma agora a minha vida, pois não sou melhor do que os meus pais” I Rs 19.4.

Moisés, e o sentimento de impotência
Durante a condução do povo no deserto e a responsabilidade que pesava diante dos seus ombros Moisés pediu a Deus que o matasse para ele não ver a sua ruína.  “E se assim fazes comigo, mata-me, eu te peço, se tenho achado graças aos teus olhos; e não me deixes ver o meu mal”. (Nr 11.15). Há alguns desejos, principalmente nos momentos de desespero que Deus não leva em consideração, por conhecer as nossas limitações. “Pois ele conhece a nossa estrutura; lembra-se de que somos pó.” (Sl 103.14).

O sentimento de Mefibozete
O sentimento de derrota leva a pessoa a duvidar até da sua restauração e sucesso. Mefibozete jamais acreditaria no que ele estava ouvido e vendo, o convite do rei para ser honrado, o seu sentimento de
impossibilidade era tão grande que disse:  - “Então, se inclinou e disse: Quem é teu servo, para tu teres olhado para um cão morto tal como eu?” (2 Sm 9.8) quantas pessoas estão como Mefibozete além de estar esquecido é coxo dos pés (2 Sm 9.3), jamais ele acreditaria que comeria à mesa do rei. Sentimento de inferioridade faz com que as pessoas nunca tenham a perspectiva de um futuro promissor, ela nunca se olha como útil, mais para as impossibilidades, e não no que Deus possa fazer por ele.

O Profeta Jeremias
Esse profeta do Senhor frustrou-se ao limite, quando não viu acontecer tudo quanto o Senhor havia lhe falado na sua chamada (Jr 1.5,8, 10,19), logo ao exercê-la padeceu muitos sofrimentos como: Esbofeteado, preso, chicoteado, amarrado em um cepo, jogado em uma cisterna entre outros. Esses acontecimentos levaram o profeta a dizer: “Não me lembrarei mais de ti, nem falarei mais no teu nome” (Jr 20.7-9). Há coisas que desejamos em nossos corações que não são aceitas por Deus, Jeremias estava querendo vingança imediata, e não era isso que Deus queria. Devemos saber que os caminhos e pensamentos de Deus são diferentes dos nossos (Is 55.8,9). A palavra pregada por ele teria o seu cumprimento no tempo certo (Is 55.10,11). Ele devia ser calmo e cumprir a sua missão.

O sentimento de derrota deixa a pessoa incapaz de pensar, agir, acreditar em si mesma e no seu potencial, sobretudo em Deus, nesse momento ela ver pela frente somente derrotas (1 Rs 19.4; Rt 1.21; Lc 7.13; Jz 7.7; 2 Cr 20.15). Esse sentimento de impotência tem prejudicado muitas pessoas, pois ele não ver saída, ou seja, sente-se ilhada vivendo uma vida de amargura, (Rt 1.20). Esse sentimento produz dúvida na execução das tarefas, e falta de confiança no que faz, sendo uma pessoa totalmente insegura (Mc 11.23; Mt 14.26). Somando todas essas coisas surgem à debilidade física e psicológica, o estresse e a angústia que consequentemente leva a pessoa a um estado de depressão ao ponto de ter vontade de morrer, como aconteceu com o profeta (Nr 11:15; I Rs 19:4). Jonas no seu descontentamento; pediu para morrer (Jn 4:1,3,8). Nós não somos melhores do que esses homens, eles eram sujeitos as mesmas paixões que nós (Tg 5:17). Cuidado para que a frustração não rasgue todos os seus sonhos e planos. Deus nos dará o escape necessário para a vitória (Fp 4.13).



Pr. Elis Clementino – Itapissuma – PE *