terça-feira, 19 de novembro de 2013

O MILAGRE, TRAVESSIA DO JORDÃO



ESBOÇO 520
TEMA: O MILAGRE, TRAVESSIA DO JORDÃO
“Era o tempo da colheita, e as águas do rio haviam coberto as margens. Foi nessa ocasião que o povo saiu do acampamento para atravessa o Jordão” (Josué 3.15).

            Cada pessoa chamada por Deus tem uma trajetória que necessita ser trilhada dentro daquilo que fora estabelecido por Deus. Josué ao iniciar a sua carreira ministerial iniciou a sua maratona em guiar os israelitas à terra prometida, até concretizar aquilo que o Senhor estabeleceu para o seu ministério, para isso foi necessário ele enfrentar os desafios para que os milagres acontecessem.

O milagre do Jordão
O rio Jordão nasce nos montes do antilibano, a oeste do monte Hermon. O rio dirige-se para o sul passando pelo mar da Galiléia, e finalmente deságua no mar morto, ele não é navegável, há varias características desse rio, o que lhe torna sem igual no mundo. É um rio que fica no nível mais baixo do mar, é o principal rio da terra santa, é o maior rio perene da Palestina e tem uma extensão à cerca de trezentos e vinte quilômetros no seu total, seu curso vai de 70 m. acima do nível do mar e 396 m. abaixo do nível do mar. Ele se tornou um rio conhecido no mundo inteiro por alguns acontecimentos milagrosos, como machado flutuar nos dias de Elizeu, a cura do general de exercito Naamã, e outro que marcou a historia da humanidade, o batismo de Jesus. O ministério público de Jesus começou as margens do rio Jordão e lá foi imerso sob às águas daquele rio por João Batista, naturalmente ali João havia batizado muitos. Não existiam pontes para passagem sobre nele, senão nos dias dos romanos, pois foi justamente esse rio que Josué precisava atravessar com o povo. Atravessar um rio era um ato simbólico de rompimento com o passado, ao qual não se podia mais retornar.

Josué foi o sucessor de Moises, foi uma substituição necessária devido à fragilidade física e morte de Moises, pois o povo israelita necessitava de dar continuidade a sua caminhada, a conquista de Canaã, a terra prometida de Deus a Abraão Josué seria o novo líder de Israel por determinação do próprio Deus, e teria que conduzir o povo a terra ou ao seu território nacional como Deus prometera aos filhos de Israel, e lhe fez promessas (Js 1.1-5). Durante a peregrinação no deserto foi-lhe necessário conduzir o povo em direção ao Jordão e atravessá-lo, por que o povo encontrava-se na margem oriental do rio Jordão. Era uma grande expectativa, um milagre teria que acontecer, Deus não lhe deixaria fracassar perante o povo. O Deus do milagre estava no comando e não desampara os que são chamados por ele e lutaria em favor do seu povo, mesmo nos momentos em que eles fracassavam em alguns momentos deixando de ouvir a sua voz. Era uma época de cheias por causa das chuvas da primavera, o interessante era a confiança de Josué, ele jamais saberia como atravessar, mas quando Deus promete estar à frente do que ele chama é porque se responsabiliza, ele faz como fez com Moises na travessia do mar vermelho. A promessa de Deus a Moises foi que iria diante dele para lhe fazer descansar (Ex 33.14), não seria diferente com o seu servo Josué.

O povo saia dos acampamentos e em marcha parte para travessia do Jordão, os sacerdotes que iam com a arca do Senhor pisaram nas águas, pararam as águas que vinham de cima, um milagre logo aconteceu! As águas começaram a avolumar-se, de forma que os primeiros a entrar foram os sacerdotes que levavam a arca do Senhor, depois o povo, eles pisavam firme com os pés enxuto no meio do Jordão (Js 3.16). Alguns críticos negam o milagre divino, uns afirmam que houve uma catástrofe, outros um rompimento através de um terremoto desviando as águas do rio, Já alguns estudiosos conservadores, por sua parte retêm o elemento divino, e não percebem nenhum problema quanto a esse milagre divino, entretanto se alguns desses fenômenos existiram, foi uma grande coincidência no momento em que o povo estava às margens do rio, observem que as águas pararam num montão. Finalmente todos atravessaram crianças, mulheres, animais e todas as bagagens do povo (Js 3:17). Nós cristãos cremos nesse grande milagre divino, por conhecermos o poder do nosso grande Deus e da maneira como libertou o seu povo das mãos de Faraó rei do Egito, conduzindo-os a conquista da terra prometida. Pois assim como Deus fizera no passado esses milagres, realiza no presente e realizará no futuro através do seu filho que é o mesmo ontem hoje e eternamente (Hb 13.8).

            Os rios caudalosos da vida levantam-se com ondas impetuosas construindo obstáculos para nos destruir somados a aqueles que procuram nos destruir com acusações levianas e mentirosas com a finalidade de se promoverem, além de quererem nos degredar da presença de Deus, essas coisas estão guardadas em seus corações, por isso as suas atitudes são maléficas (Mt 12.35), mas temos um Deus que nos livra (Is 54.17), porque ele conhece os corações e esquadrinha os pensamentos (I Cr 28.9), e também a resposta certa para os tais. Estejamos firmes e certos que o Senhor pelejará por nós, essa é a confiança que temos nEle. Temos nele a fé que o rio Jordão que está diante de nós é sinal do começo de uma grande vitória, Deus abrirá as águas, dos rios e mares da vida para atravessarmos.

Pr. Elis Clementino- Paulista -PE

quarta-feira, 13 de novembro de 2013

OS OLHOS, A CANDEIA DO CORPO



ESBOÇO 519
TEMA: OS OLHOS, A CANDEIA DO CORPO
“A lâmpada do corpo são os olhos. Se os teus olhos forem bons, todo o teu corpo terá luz. Se, porém, os teus olhos forem maus, todo o teu corpo estará em trevas...” (Mt 6.22,23).

Tanto os seres humanos quanto os animais são dotados de órgãos vitais para o seu bem estar. No corpo humano há muitos, uns mais importantes que outros, mas todos funcionam em plena harmonia, auxiliando-os uns aos outros mutuamente dando bem estar ao corpo. A visão é considerada uma das mais importantes no corpo humano, é avaliada como a candeia do corpo porque recebe luz, necessariamente os olhos precisam ser perfeitos, se os olhos forem bons, todo corpo terá luz (Mt 6.22). Portanto existe também outra visão, à espiritual, essa terá muito mais capacidade de enxergar muito mais que os olhos naturais, porque tem a visão de um mundo imaterial.

A função dos olhos
A visão é a parte mais fina e protegida, ela se destaca nas escrituras com a candeia do corpo, fazendo-nos enxergar as coisas (Pv 4.25; Hb 4.13); Funciona como defesa para o corpo, quem tem uma boa visão dificilmente cairá em abismos; Capacita e facilita o trabalho humano; Discerne o bem e o mal; Pode ficar cansada (Gn 27.1; Gn 48.10). A nossa visão precisa sempre ser tratada, ela pode ser afetada, ela pode sofrer com a claridade impossibilitando de ver, pode ser afetada pela estiguimatismo, miopia, glaucoma, catarata e tantas outras doenças. Existem pessoas que não faz um bom uso da sua visão, ele nunca ver as virtudes das outras pessoas, mas os argueiros, essa é um uso reprovado pelas escrituras (Mt 7.3). Uma visão doentia não permite o indivíduo enxergar seus próprios defeitos, mesmo diante de um espelho, se a sua visão está lhe prejudicando “se o teu olho for doente arranca-o” (Mt 18.9; Mt 5.29), literalmente só se houver uma grande necessidade para que isso aconteça, principalmente na atualidade com inúmeras vantagens, podendo até fazer  transplante de córnea, isso sendo feito a pessoa volta a ter uma visão normal. Se seus olhos forem bons todo o teu corpo terá luz.

Olhos maus
É possível uma pessoa ter olhos carregados de maldição a ponto de admirar uma planta e no dia seguinte ela amanhecer murcha, isso não é uma coincidência, mas uma visão carregada do mau. Eu já presenciei uma pessoa elogiar uma planta saudável e no dia seguinte ela murchar, eu pensei como pode ser isso, mas existem olhares carregados de espíritos maus, assim como palavras carregadas de maldições. Assim também existem pessoas que carregam em suas palavras as imprecações, ou seja, palavras que desejam toda sorte de males as outras pessoas.

A visão espiritual
A nossa visão espiritual é a nossa capacidade de enxergar o mundo espiritual e ver claramente o que Deus quer que vejamos, vendo o mundo sob o ponto de vista dEle, mas esta visão espiritual pode ser facilmente obscurecida através dos desejos, interesses e objetivos pessoais bloqueando-a. A visão saudável é aquela que está fixada em Deus. Essa é adquirida em resposta a oração (2 Rs 6.17), muitas vezes para obtê-la somos preparados pela fornalha da aflição (Jó 42.5); pureza no coração (Mt 5.8) e através do novo nascimento (Jo 3.3b); e através do Espírito Santo (Jo 16.14,15). Quando essa visão estiver afetada, para não perder é preciso olhar para Deus (2 Cr 20.12; Hb 12.2), e usar o colírio da graça (Ap 3.18). A visão espiritual não é afetada pela idade avançada, também não é prejudicada mesmo quando o indivíduo perde totalmente a sua visão natural (I Rs 14.4,5).


Conforme o que foi escrito, devemos ter cuidado e procurar conservar a nossa visão física, mantê-la funcionando bem, cuidando você pode chegar uma idade avançada sem muitos problemas (Dt 31.2; 34.7), no entanto podemos perder a nossa visão física, mas não a espiritual como o caso do profeta Aias (I Rs 14.1-6), pois não adianta se desfasar diante de quem tem a visão espiritual. A visão espiritual deve ser buscada e conservada através da santificação e oração, mantendo dessa forma você a sempre terá.

Pr. Elis Clementino – Paulista - PE


segunda-feira, 4 de novembro de 2013

UMA ALEGRIA QUE FINDOU EM TRAGÉDIA



ESBOÇO 518
TEMA: UMA ALEGRIA QUE FINDOU EM TRAGÉDIA.
"Após ter matado Saul o amalequita saí alegremente conduzindo em sua mão a coroa e o bracelete"  2 Rs 11.12

Nem tudo deve ser considerado um troféu, muitas vezes parece com uma das maiores conquistas, pode-se ver nas escrituras o resultado de uma alegria pela derrota de alguém, se o teu inimigo, não te alegres (Pv 24.17). Qualquer que se erguer orgulhosamente com a finalidade de tirar proveito de uma situação não ficará sem as penalidades divinas.

Saul perde a batalha
Saul estava perdendo a batalha para os filisteus, e seus filhos havia sido mortos, ele ficou acurralado e sem saída, para que não morresse nas mãos dos filisteus, que para ele seria a sua maior derrota pediu ao seu escudeiro que o matasse, e imediatamente recusou matá-lo, certamente houve temor no seu coração recusando fazer isso com o seu próprio rei. Algumas vezes o próprio Davi se recusou de matar Saul, preferiu não tocar no ungido do Senhor, talvez Davi soubesse que Saul já havia sido rejeitado pelo Senhor, mas até o último instante da sua vida ele ainda era um rei e ungido do Senhor, portanto devia ser considerado pelos israelitas. Para qualquer homem sensato saberia que não devia tocar naqueles quem Deus havia constituído como rei e sacerdote.

Há outros acontecimentos bíblicos que mostram a consideração que se deveria ter a um ungido do Senhor, sob pena das consequências divinas, Elizeu foi zombado por um grupo de rapazes e foram devorados pelos animais (2 Rs 2.23,24; I Rs 17.1); Um homem de Deus e profeta foi ao rei Jeroboão profetizar sobre o seu altar, mas quando o rei estendeu o braço para segurá-lo, o mesmo braço ficou enfermo (I Rs 13.1-7). O amalequita não pensou no que estava fazendo imediatamente atendeu ao pedido de Saul e o matou (2 Sm 1.9,10). Saul no começo do seu reinado o Senhor ordenara a ele que destruísse todos os amalequitas, porém Saul desobedeceu a ordem divina e terminou sendo morto por um filho de amalequita (I Sm 15), grande foi a vingança dos filisteus cortaram-lhe a cabeça de Saul, de forma cruel, o que Davi fizera com Golias.

A exibição de uma coroa
Após ter matado Saul o amalequita saí alegremente conduzindo em sua mão a coroa e o bracelete (2 Rs 11.12) essas insígnias eram usadas pelos reis,  para apresentar a Davi,  ele certamente seria como um troféu a ser exibido diante do rei, pelo menos três coisas seja possível: (1) O amalequita queria comprovar que havia assassinado o rei de Israel; (2) Queria obter algum favor de Davi; (3) Em trazer os adornos de Saul para Davi fosse uma forma de reconhecimento de Davi como rei de Israel. Atualmente há muito que esperam que um guerreiro em batalha tombe para que ele possa tirar proveito.

Davi com o amalequita
O desfecho desse encontro foi muito trágico para o amalequita, era o que ele jamais esperava acontecer, a atitude dele em trazer a coroa de Saul em suas mãos não agradou a Davi, mesmo sabendo que seria o próximo rei, e chegada à hora de substituí-lo, mas isso não era motivo dele se gloriar, mesmo sabendo a maneira brutal como fora morto Saul. Davi lamentou a morte de Saul e seus filhos rasgando as suas vestes, um sinal de consternação com choro juntamente com seus homens até ao pôr do sol (2 Sm 1.11). Davi perguntou ao amalequita: “Como não temeste estender a mão para matar o ungido do Senhor?” (2 Sm 1.14), para o amalequita matar Saul era o golpe da misericórdia, mas para Davi não era justo matar o ungido do Senhor, portanto ele achou que aquele moço não deveria mais viver. “o ungido do Senhor” ele agiu com um profundo sentimento religioso. Davi chama um dos moços que estavam com ele e manda matar o amalequita, porque a sua própria boca acabara de testificar contra ele próprio dizendo: “Eu matei o ungido do Senhor” (2 Sm 1.15,16).

                Algumas lições importantes devem ser aprendidas nessa história (1) O escudeiro de Saul temeu matar o seu rei, o escudeiro era o seu protetor e não o seu assassino, esse foi um belo exemplo (1 Sm 31.4); A atitude néscia do amalequita em matar Saul, para ele parecia grande ser motivo de aplauso da parte de Davi (2 Sm 1.10); A lamentação de Davi e de seus homens, para ele não seria momento de glória, mas de tristeza (2 Sm 1.11), para ele o amalequita cometera um sacrilégio em matar o ungido do Senhor. O assassino de Saul foi julgado e condenado pelas suas próprias palavras, tenhamos cuidado, muitos estão por todos os lados se aproveitando para não matar literalmente, mas com mentiras e difamações infundadas, a flecha da língua é pior do que a espada do amalequita que matou Saul. O dia de amanhã não nos pertence, você não sabe o que virá e a medida com que medirdes vos medirão também. Mantenha sempre o autocontrole, sobretudo reconhecendo que Deus está no controle de tudo.

Pr. Elis Clementino – Paulista -PE


segunda-feira, 28 de outubro de 2013

ADAPTANDO-SE A VERDADE



ESBOÇO 517
TEMA: ADAPTANDO-SE A VERDADE
“Ainda tenho muito que vos dizer, mas vós não podeis suportar agora” (Jo 16.12).

            As limitações humanas não permitem conhecer detalhadamente os propósitos de Deus (Rm 11.33), muitas vezes queremos tentar entender e não conseguimos, mas somente aqueles que são reveladas (Dt 29.29), a não ser que aos poucos sejam revelados, nem todas as verdades podem ser ditas ao indivíduo de forma direta (2 Sm 12.1-7). Em relação ao aprendizado, ele se desenvolve de maneira cadenciosa, uma criança aprende primeiro a formar traços, juntar linhas, figuras e depois as vogais, assim vai até a conclusão do nível superior, da mesma maneira acontece com o aprendizado espiritual, só há uma diferença em relação ao aprendizado secular, o indivíduo nunca conclui e nem se aperfeiçoa definitivamente devido as profundidades das riquezas divinas (Jó 5.9; I Co 2.16;

A fraqueza humana
O ser humano não suportaria saber de maneira mais direta as verdades de Deus, por isso Jesus lhes disse que nem tudo podia contar para eles, pois eles não suportariam “Ainda tenho muito que vos dizer, mas vós não podeis suportar agora” (Jo 16.12). Em outra ocasião como prova de amor a Jesus, após ser confirmada por Pedro ele pediu que Pedro apascentasse aos cordeirinhos, mas expressou uma verdade importante, amar primeiro a Jesus, sem amá-lo jamais se apascentará cordeirinhos, entendemos também que ele estava dizendo a Pedro que os cordeirinhos eram frágeis e necessitavam de cuidados, eles não suportavam qualquer alimento (Jo 21.15).

A imaturidade espiritual
Ela não permitia que Jesus ensinasse aos discípulos de forma mais direta, usava as parábolas para expressar aos poucos algumas verdades, “com muitas parábolas semelhantes lhes dirigia a palavra, segundo o que podiam compreender. Sem parábolas não lhes falava. Mas tudo explicava em particular aos discípulos” (Mc 4.33,34), eles teriam que aos poucos se adaptarem as verdades de Deus. Os crentes imaturos não podiam suportar as verdades a não ser de uma forma mais simples, mas somente depois que eles estivessem maduros poderia receber toda a verdade, pois seria para eles um alimento mais sólido. “Com leite vos criei, e não com alimento sólido, pois ainda não estais prontos para isso. Com efeito, ainda agora não estais prontos (I Co 3.2). Essa lição foi aplicada por Jesus durante a sua vida ministerial, ele compreendia que os discípulos ainda não estavam prontos para ouvir todas as verdades (Jo 16.12). Na Igreja sempre haverá cristãos incapazes de absorverem as verdades mais profundas, eles não desenvolvem como devem “Com efeito, devendo já ser mestres, por causa do tempo decorrido, ainda necessitais de que vos torne a ensinar os princípios elementares dos ensinamentos de Deus; e vos tornastes como necessitados de leite, não de alimento sólido” (Hb 5.12), ainda hoje é assim muitos passam anos na igreja e não desenvolvem, permanecem criança no entendimento todo tempo. Os meninos deixam de serem meninos e passam a ser adultos (I Co 13.11; 14.20a; Ef 4.14), portanto só há uma necessidade de continuar menino, na malicia. “...mas sede meninos na malicia, e adulto no entendimento (I Co 14.20b), embora Paulo tenha falado a respeito dos dons espirituais, mas podemos aplicar em relação ao desenvolvimento de forma geral.

Exemplo Paulino
Paulo compreendia que nem todos entenderiam a sua linguagem em relação à pregação do evangelho, porém ele usou estratégias para alcançar o seu objetivo “Fiz-me fraco para com os fracos, para ganhar os fracos. Fiz-me tudo para com todos, para por todos os meios chegar a salvar alguns...” (I Co 9.19-23), ou seja, ele se moldava a vários tipos de ouvintes, no entanto devemos ter cuidado para não entender que precisamos nos conformar ao sistema pecaminoso mundano de alguém com a finalidade de ganhá-lo para Cristo, ou seja, para ganhar um pecador para o evangelho não tenho que praticar as mesmas obras pecaminosas deles.

            Amados busquem conhecer mais profundamente ao Senhor (Os 6.3) e aos poucos vá descobrindo a justiça de Deus (Rm 1.17), de etapa a etapa, de fé em fé, sempre crescendo na graça e no conhecimento de Deus (2 Pe 2.18). Nisso adquirimos maturidade espiritual, assim estaremos aptos para nos aprofundar nas verdades espirituais, e mais profundamente no conhecimento de Deus.

Pr. Elis Clementino-Paulista/PE

sexta-feira, 11 de outubro de 2013

AS OBRAS DE DEUS



ESBOÇO 516
TEMA: AS OBRAS DE DEUS
 “Assim como tu não sabes qual o caminho do vento, nem como se formam os ossos no ventre da mulher grávida, assim também não sabes as obras de Deus, que faz todas as coisas” (Ec 11:5)

Neste versículo são aludidas três coisas que Salomão fez questão de afirmar: Não sabermos “o caminho do vento, como se formam os ossos no ventre da que está grávida e as obras de Deus, que faz todas as coisas”. Estaremos versando sobre a terceira parte deste versículo, que é o trabalhar de Deus em nossas vidas.

A LIMITAÇÃO HUMANA
A brevidade da vida nos limita a ter maior conhecimento sobre Deus (Jó 8.9; Sl 73.22), como também a respeito do nosso futuro (Ec 8.7), da mesma maneira os imprevistos males futuros (Ec 9.12), e sobre o mistério da vida (Ec 11.5) e os mistérios que envolvem a nossa espiritualidade ((Jo 3.8). Por mais que o homem se esforce não conseguirá entender o trabalhar de Deus (Ec 8.17) e tão pouco enumerar (Sl 40.5).

O TRABALHAR DE DEUS
Deus opera em nós tanto o querer como o efetuar (Fp 2.13), no entanto devemos conhecer nas escrituras sobre alguns personagens conhecidos como heróis da fé, Abraão, José, Moisés e muitos Profetas e Reis que deixaram legados que marcaram a história da humanidade (Hb 11.). Abrão foi tirado da sua terra do meio da sua parentela para que todas as nações fossem beneficiadas pelo seu exemplo de fé; José desde menino recebia revelação divina sobre a sua exaltação; Moises foi constituído por Deus para libertar os israelitas da escravidão. Todos estes passaram por muitas dificuldades que lhes pareceriam não superar, mas isso fazia parte dos planos de Deus na vida deles.

PARA VER O AGIR DE DEUS É PRECISO:
(1) Um viver diário do exercício da fé (Hb 11.1,6; (2 Co 5.7); Mt 8.5-13); (2) Depender inteiramente do Senhor (Sl 16.1; 18.2; 71.1; I Pe 2.6); (3) Crer que não está só (Sl 37.28; Sl 23, Mt 28.20); (4) Crer que Ele trabalha ininterruptamente por você (Is 40.28); (5) Orar para receber revelações divinas (Jr 33.3); (6) Ter a certeza que Deus está agindo, mesmo que não entenda os caminhos dele, e nem os seus pensamentos (Is 55.8,9); (7) Não desanimar, mas receber o encorajamento divino (Is 7.4; 2 Co 4.8).

O AGIR DE DEUS
Houve momentos que o agir de Deus entrou em ação para prover sustento e dar livramento a seu povo. O senhor fez as águas do mar se tornarem doce (Ex 15.23-25); Deus alimentou no deserto o seu povo com o maná (Ex 16.35); Fez sair água da rocha (Ex 17.6); Moisés venceu os Amalequitas com as mãos levantadas (Ex 17.11-13); O Profeta Elias após a perseguição de Acabe foi sustentado pelos corvos (1 Rs 17.6); Elias estando na caverna ouviu um som suave lhe tranquilizando (I Rs 19.12,13). Muitas vezes não temos a dimensão do agir de Deus porque não apuramos a nossa visão na providência divina, Geazi não tinha essa visão (2 Rs 6.15-17).

Amados, Deus não está obrigado a fazer tudo o que eu queira, é muito natural vermos os deterministas querendo forçar a Deus realizar as suas vontades, no entanto essa tratativa é muito comum em nossos dias que “coloque Deus na parede” essa não é a maneira correta, Deus agir quando nos humilhamos (1 Pe 5.6). Deus não é secretário particular, nem empregado de quem quer que seja. Deus é insondável e soberano em seus propósitos, grande em poder, inalcançável em sua soberania, somos limitados, sobretudo diante da magnitude dele a quem servimos, ele está a contemplar os enfraquecidos e contritos (Is 57:15), se não entendemos agora o trabalhar de Deus, fiquemos tranquilos certamente entenderemos depois.

“Desde a antiguidade não se ouviu, nem com os ouvidos se percebeu, nem com os olhos se viu um Deus além de ti, que trabalhe para aquele que nele esperam” (Is 64:4).

Pr. Elis Clementino – Paulista - PE