quinta-feira, 6 de fevereiro de 2014

A DÚVIDA



ESBOÇO 543
TEMA: A DÚVIDA
“...o que duvida é semelhante à onda do mar, que levada pelo vento é lançada de uma parte para outra parte.” Tg 1.6

A dúvida e a falta de confiança são impedimentos para o desenvolvimento do ser humano. Duvidar no “Gr. Significa Diakrino, duvidar e vacilar.” A dúvida conduz o indivíduo a não tomar certas decisões importantes na vida. A certeza naquilo que a pessoa tem em sua mente é determinante para realizá-las, maiormente quando essa certeza é naquilo que Deus possa realizar em seu favor. A confiança facilita a tomada de decisões admiráveis. Sucintamente escreverei sobre a dúvida, a esperança e a confiança.

A dúvida
As dúvidas não permitem determinar o que o individuo realmente quer, pois o desempenho de cada um em todos os sentidos da vida depende muito das decisões que ele tomar, por isso o indivíduo precisa ter muito cuidado para não ser dominado pela dúvida e falta de confiança, pois cada um é responsável pelas decisões. Muitas vezes o indivíduo é advertido austeramente para que a dúvida não lhe cause grandes prejuízos, na dúvida não ultrapasse, principalmente nas travessias das linhas férreas. As decisões devem ser tomadas seguramente e no momento certo, pois os duvidosos permanentes não buscam seus objetivos. A dúvida acontece quando a pessoa desconhece o seu potencial, ela pode ocorrer em alguns momentos, porém não deve ser algo permanente, mas somente enquanto o indivíduo não define o que realmente quer. A dúvida não é tão danosa, ela faz o individuo refletir antes de fazer a suas escolhas e tomarem as decisões, ou seja, sim ou não, vou ou não vou, faço ou não faço? É nesse momento que o individuo deve avaliar bem, tanto as impossibilidades quando as possibilidades para então decidir o que fazer.

Dúvida e falta de confiança
As duas coisas não devem prevalecer no ser humano, principalmente sobre aqueles que crêem em Deus, pois a dúvida e a falta de confiança “fé” podem influenciar negativamente no relacionamento com seu criador, “Ora, sem fé é impossível agradar-lhe” (Hb 11.6). Todo indivíduo deve conhecê-lo profundamente para que não haja dúvida ou desconfiança a respeito do que Deus possa fazer por ele.

Esperança
Conforme a própria palavra ela está vinculada ao futuro (Rm 8.24,25), ela não é uma simples aspiração por algo vindouro, entretanto vai muito mais além; é uma certeza da alma. A esperança está ligada a fé, e não deverá ser enfraquecida pela dúvida (Rm 15.13; Hb 11.1). A esperança do cristão no Senhor deve ser firme (Rm 5.5; Sl 22.4,5; Is 49.23), a expectativa dele deve ser semelhante a uma âncora (Hb 6.19-20). São bem-aventurados aqueles cuja esperança é o Senhor (Sl 146.3,5; Jr 17.7).

Confiança
A confiança leva a pessoa acreditar em um desfecho feliz de algo que está em sua mente, quando o indivíduo olha para determinadas coisas com desconfiança é porque a dúvida está em ação, pois a fé deve ser permanente em Deus, sólida e bem segura (Sl 33.21,22). “Os que confiam no SENHOR serão como o monte de Sião, que não se abala, mas permanece para sempre” (Sl 121.1). Deve-se tomar como exemplo a confiança do profeta Habacuque, conforme ele declara na sua oração (Hc 3.17,18). Muitas vezes o crente só faz uso da confiança em Deus enquanto ele satisfaça seus desejos, no entanto, Habacuque desviou o seu foco nas coisas que eram fontes de riquezas e prazeres declarando que a sua confiança em Deus estava acima de tudo “...todavia, eu me alegrarei no SENHOR, exultarei no Deus da minha salvação” (Hb 3.18).

            Devemos despojar de nós toda dúvida e falta de esperança e acreditar nas possibilidades de alcançarmos o que desejamos. A nossa fé não deve estar focada nas coisas materiais como a única fonte para saída das crises ou meios de recursos. A nossa confiança deve sobrepujar em todas as situações, principalmente quando estamos em oração e súplicas ao Senhor (Tg 1.6).

Pelo que não temeremos, ainda que a terra se mude, e ainda que os montes se abalem pela sua braveza (Sl 46.2).

Pr. Elis Clementino – Paulista – PE





quarta-feira, 5 de fevereiro de 2014

O CUIDADO PELA DOUTRINA



ESBOÇO 542
TEMA: O CUIDADO PELA DOUTRINA
TEXTO: I Timóteo 4.16

Todo homem tem o dever de honrar a Deus e guardar os seus mandamentos (Ec 12.13). Ser zeloso pela sua palavra é um principio valido para todos, independentemente de raça e cor, sobretudo o cristão, pois a atenção e apreço por ela pode conduzir o indivíduo a uma vida espiritual plena. A doutrina de Cristo é a base que sustenta o cristianismo, o comportamento do cristão é o ornamento da doutrina (Tt 2.10). O cuidado em guardar a doutrina evita os escândalos. Portai-vos de modo que não deis escândalo nem aos judeus, nem aos gregos, nem à igreja de Deus (I Co 10.32), pois a nossa maneira de viver e comportamentos são observados minuciosamente (2 Rs 4.9-11), no entanto o melhor de tudo é quando não há motivos para acusarmos. Então os presidentes e os príncipes procuravam achar ocasião contra Daniel a respeito do reino; mas não podiam achar ocasião ou culpa alguma; porque ele era fiel, e não se achava nele nenhum erro nem culpa. Então estes homens disseram: Nunca acharemos ocasião alguma coisa contra este Daniel, se não a acharmos contra ele na lei do seu Deus. (Dn 6.4-5)

Significado
Define-se doutrina “como um conjunto princípios que servem de base a um sistema literário, filosófico, político e religioso”. Ela também está relacionada à disciplina e objeto de ensino, ela é propagada de várias maneiras, através da escrita e falada. A doutrina divina é como água que goteja sobre o seu povo (Dt 32.2), mas existem outras doutrinas capazes de comprometer a fé e o desenvolvimento cristão (Hb13.9). Existem três formas de doutrinas: a) Doutrina de Deus (At 13.12; 1.42; Tt 2.10); b) Doutrina de homens (Mt 15.9; 16.12; Cl 2.22); c) Doutrina de demônios (1 Tm 4.1). O conhecimento dos preceitos de Deus facilita à apologética, ou seja, a defender a fé, visto que estamos rodeados de doutrinas várias e estranhas (Hb 13.9).

Os ensinamentos de Cristo
A doutrina de Cristo foi questionada por muitos líderes religiosos da época, fariseu, escribas e doutores da lei mosaica. E todos se admiraram, a ponto de perguntarem entre si, dizendo: Que é isto? Que nova doutrina é esta? Pois com autoridade ordena aos espíritos imundos, e eles lhe obedecem! (Mc 1.27). A doutrina ensinada por ele não era dele e quem quisesse conhecê-la pela mesma doutrina saberia que realmente não era (Jo 7.16,17), uns aceitavam com alegria, outros achavam que a sua doutrina era muito dura e muitos que o seguiam se retiraram quando o ouvia falar (Jo 6.66-69). Atualmente muitos querem viver como aquelas pessoas que somente queriam ouvir as coisas que massageassem seus corações, e muitos líderes religiosos atualmente procuram satisfazê-las simplesmente para não perderem membros, mas os discípulos de Jesus não se importavam quão duras fossem as mensagens, a resposta deles foram sábias quando Jesus questionou; vocês não querem ir embora também? Responderam: Senhor, para quem iremos nós? Se tu tens as palavras da vida eterna. (Jo 6.68). Guardar os seus ensinamentos é uma prova do amor e fidelidade a ele (Mt 9.17).

Proteger-se das falsas doutrinas
(1) A única maneira de precaver-se das falsas doutrinas é sem dúvidas adquirir maturidade, visto que as doutrinas de homens enganam (Ef 4.14; Hb 13.9); (2) Perseverando na doutrina (2 Jo 9); Sendo exemplo de verdadeiro cristão obedecendo a doutrina (Tt 2.10; Rm 6.17); (3) Tendo cuidado com os inimigos da cruz, eles procuram corromper o evangelho  (Fl 3.18; Gl 1.7); (4) Rejeitando qualquer outra forma de  evangelho ou coisa parecida, os falsos mestres persuadiram os crentes da Galácia e de Corinto a mudarem de evangelho (Gl 1.8; I Co 3.11).

A doutrina produz no cristão
(1) Formação de caráter e fundamentos sólidos (Mt 7.24,25), os cristão necessitam de ser edificados e a única maneira é através dos ensinamentos; (2) Crescimento espiritual, a doutrina é como orvalho para a erva (Dt 32.2; Is 55.10,11; I Co 3.6,7; Sl 72.6); (3) Ela promove a paz em nossos corações; (4) Ela nos encaminha a uma perfeita comunhão com Deus.

            Os ensinamentos da palavra de Deus constroem dentro de nós um grande edifício espiritual,
A doutrina do Senhor ensinada a nós não pode não pode ser mutilada, se assim fizermos sofreremos as consequencias. Não basta apenas ouvir (Tg 1.23), ela tem que ser por inteira, sem dela nada tirar. E, se alguém tirar quaisquer palavras do livro desta profecia, Deus tirará a sua parte do livro da vida, e da cidade santa, e das coisas que estão escritas neste livro. (Ap 22.19). Devemos zelar e Guardar em nossos corações a palavra de Deus, porque esse é o nosso dever (Ec 12.13).

Pr. Elis Clementino-Paulista - PE

domingo, 2 de fevereiro de 2014

A REALIDADE DO HOMEM E AS POSSIBILIDADES DE DEUS





ESBOÇO 541
TEMA: A REALIDADE DO HOMEM E AS POSSIBILIDADES DE DEUS
“Portanto, eis que eu a atrairei, e a levarei para o deserto, e lhe falarei ao coração.” Os 2.14.

Nenhum ser humano quer ser levado para onde ele não gostaria de ir, mas nem sempre as nossas vontades prevalecem quando Deus está no comando das nossas vidas, certos momentos somos levados para ambientes agradáveis e às vezes desagradáveis. Poderíamos até questionar a Deus por qual o motivo? Muitas vezes as respostas dele não nos satisfazem, simplesmente porque gostaríamos de ouvir aquilo que somente nos agrade, mas nem sempre Deus age da maneira que queremos. “Portanto, eis que eu a atrairei, e a levarei para o deserto, e lhe falarei ao coração.” Os 2.14. Entre os lugares estão, os desertos, os montes e os vales, mas qualquer um deles pode fazer parte dos projetos de Deus na vida do homem. Antes de falarmos sobre esse assunto definiremos o que significam OS MONTES, OS VALES E OS DESERTOS.

Contexto
Deus promete penitenciar Israel por tê-lo abandonado, por isso queria ter um encontro com ele, ou seja, atraí-lo, para em seguida levá-lo ao deserto com o propósito de falar-lhe ao coração, esse encontro resultaria em uma grande restauração. Nesse episódio foram empregados três verbos ATRAIR, LEVAR E FALAR. Muitas vezes para Deus falar com alguém é necessário levar para o deserto como fez com Israel “Portanto, eis que eu a atrairei, e a levarei para o deserto, e lhe falarei ao coração.” (Os 2.14). Amados, Deus tem métodos de tratar com o seu povo que transcendem qualquer raciocínio humano.

(1) Atrair significa trazer para junto, o amor divino atrairia Israel que estava espiritualmente distante levado pelo vento da idolatria; (2) Levar para o deserto a um encontro mais pessoal com o Senhor, nesse encontro resultaria em uma nova experiência, Israel seria modelado na forma do deserto; (3) Falarei ao coração, o povo de Deus precisava ouvir o que Deus queria dizer-lhe, mas era necessário esse encontro fosse a pleno deserto, pois nele Deus restauraria a espiritualidade do seu povo, ou seja, retornaria ao seu Senhor. Essa maneira de Deus agir é uma pura atitude de misericórdia.

As três situações para o povo de Deus
Há três situações que o crente pode ter um encontro com Deus; nas MONTANHAS, nos DESERTOS e nos VALES.

MONTES – Grandes elevações de terra ou de rochas, geralmente nesses lugares a vegetação são rasteiras e não crescem e suas raízes não são profundas, mesmo assim elas podem ser vistas de longas distancias, as montanhas se destacam por serem lugares altos e quem estiver sobre ela serão vistos de longe. É o topo do sucesso e do orgulho humano. Ele também tem outra face, pode ser lugar de encontro com Deus. Moises teve encontros profundos com Deus nos montes, eles também significam lugares de revelações divinas, embora para Deus tanto os montes, desertos e vales são as mesmas coisas, ele é Deus em todos os lugares, nós, porém, somos limitados a esses ambientes.

DESERTO é um lugar árido, onde não há vegetação, não há água e nem alimento, lugar de isolamento, lugar onde o silencio envolve como uma pele, lugar aonde ninguém quer estar, porque é de difícil sobrevivência, mas é um lugar aonde também há provisão divina. Agar no deserto não teve ajuda de nenhum humano, faltou água e não tinha pão e nem destino (Gn 21.14). Ninguém quer passar pelo deserto porque nele os sofrimentos predominaram, mas também nele há probabilidade de restauração. Deus pode mudar situações (Sl 107.35; Is 35.1; 41.18). As provações fazem parte dos propósitos divinos para depois de provados serem restaurados (Is 42.15-16). Portanto isso é feito por amor, Deus não leva seus filhos para o deserto submetendo-os a provação com a finalidade de destruí-los, se assim fosse não teria sentido provarmos. Deus sempre usou métodos restauradores, ele as revelou através de alegorias, Jeremias na casa do oleiro (Jr 18.2,3; o profeta Ezequiel no vale de ossos secos Ez 37. 1-6).

VALES – Nesse sentido os vales mais conhecidos são os lugares baixos e às vezes com pouca luz e rodeados de montanhas, mas é o lugar onde as vegetações mais crescem. Lugar aonde há alimento, mesmo sendo favorável ninguém quer começar no vale, e sim nos altos onde se destacam. É nos vales que crescemos e produzimos frutos, também adquirimos as maiores experiências. Porque será como a árvore plantada junto às águas, que estende as suas raízes para o ribeiro, e não receia quando vem o calor, mas a sua folha fica verde; e no ano de sequidão não se afadiga, nem deixa de dar fruto (Jr 17.8)
           
O Deus que servimos é o mesmo dos montes, dos desertos e vales, ele pode mudar a tua situação, talvez não estejas vendo chuvas nem ventos, quem sabe seja essa a sua realidade, mas creia que o Senhor, Deus ainda tem projetos para você. Se estivermos no deserto, lá Deus está. Se nos montes também ele está, se nos vales ele continua. A promessa de Deus para o seu povo foi de vitória e transformação, Ele disse que transformaria o vale de Acor (problemas) lugar onde Acã foi punido pelo seu pecado juntamente com a sua família (Js 7.20-26), pois esse vale de desgraça, Deus transformaria em porta de esperança. A sua visão pode estar focada na realidade em que vive, mas pense na possibilidade de Deus em realizar grandes coisas em sua vida.

Pr. Elis Clementino – Paulista -PE