sexta-feira, 14 de fevereiro de 2014

RELACIONAMENTO




ESBOÇO 545
TEMA: RELACIONAMENTO
“Um ao outro ajudou e ao seu companheiro diz: esforça-te...” Is 41.6,7

Relacionamento é algo imprescindível para o ser humano, essa necessidade é vista pelo Senhor desde formação do homem no Edem “Não é bom que o homem esteja só” (Gn 2.18), embora não haja nada tão nocivo ao homem do que à solidão. Ninguém quer estar só, nem os seres irracionais, mas há uma amizade e relacionamento muito mais especial, essa é a primeira a ser estabelecida entre o homem e o seu criador, por conseguinte ter com seus semelhantes. Ao separar-se de Deus Adão foi o primeiro a experimentar a solidão, pois ela é resultante dessa separação. O que separou o homem de Deus a desobediência, mas se o homem buscar e mantiver um estreito relacionamento com ele, certamente não estará só (Hb 13:5b). O relacionamento e a interação com as pessoas são indispensáveis, mas, necessariamente merece atenção e muito cuidado. Aquele que anda com os sábios será cada vez mais sábio, mas o companheiro dos tolos acabará mal Pv 13.20.

O que é a solidão?
(1) É um sentimento de isolamento de estar afastado dos outros; (2) É um sentimento de vazio e de perda; (3) É um desejo intenso de intimidade e afeto das outras pessoas. (4) É um sofrimento físico ou emocional muito intenso que a vida para essa pessoa pesada e um angustiante fardo para carregar, de maneira que mesmo que o indivíduo tente explicar ninguém o compreenderá, para estes a vida perde o sentido, por isso muitas pessoas tiram as suas próprias vidas. A solidão causa na pessoa uma crise existencial que jamais pode ser preenchida a não ser a aproximação do homem com Deus. Mas o que uma crise existencial? No meu entender ela acontece nos momentos difíceis e que nos pareçam nada preencher, é como um vazio que nos induzem a pensar que a vida não vale apena.

Quem tem sido atingido por esse mal?
Há uma multidão de pessoas no mundo que sofrem com a solidão. Ela nos dá uma sensação de abandono, às vezes é tão intensa que as pessoas não suportam. Em pleno século XXI, num mundo moderno esse mal tem alcançado muitas pessoas, elas se isolam em um quarto da sua casa com o seu único companheiro, o computador e com ele passam horas a mais horas, de forma que não observam nem se quer as pessoas que ali chegam, elas recebem automaticamente todo tipo de informações. Em um consultório onde eu também estava para ser atendido havia cinco pessoas esperando a vez, e nenhuma voz se ouvia de cada uma delas, cada uma possuía ou celular ou tablet se comunicando com outras pessoas que provavelmente estavam muito distantes, o silêncio tomou conta da sala de espera, ninguém ouvia uma voz a não ser de vez enquanto o da atendente a chamar. Antigamente as pessoas interatuavam nos lugares aonde chegavam, era aquele bate papo saudável e cada um tinha a sua história, mas hoje isso está acabando, poucas são as pessoas que interagem em ambientes assim.

Como combatê-la?
(1) Em primeiro lugar sempre manter o relacionamento com Deus, se não fez ainda faça! Jesus Cristo é a ponte sobre o abismo da separação, ele une o homem ao seu criador, esse é o primeiro passo; (2) Reconheça que o fardo da distancia só será removido quando se reconhece que o pecado é uma doença que separa e Jesus Cristo é o remédio; (3) Ter força de vontade e domínio sobre si; (4) Saber que as pessoas que estão em sua volta são importantes e necessitam o tanto quanto você da atenção.

Relacionamento com as outras pessoas.
(1) As pessoas não foram feitas para estarem sós, nunca queira se isolar dos outros; (2) Não seja tímido a ponto de prejudicar-se, se estiver assim procure imediatamente um especialista para se tratar, inclusive os pais devem acompanhar o desenvolvimento dos filhos e se perceber que ele esteja retraindo, busque ajuda, porque pode ser um bloqueio por alguma frustração. Geralmente as pessoas retraídas são imprevisíveis e são fáceis de revoltarem com alguma coisa que lhe contrarie, temos exemplos de tragédias que acontecem com essas pessoas, e quando se faz uma análise da situação se confirma alguma anomalia como: O individuo era de pouca comunicação, possuía algumas características estranhas, se isolavam nas salas de aula, sentavam nos últimos lugares, chegavam a sua casa e se trancavam em um dos quartos, em alguns momentos é agressivo, isso no passado era normal, alguns pais até se ufanavam em saber que os filhos pouco falavam nas salas de aula, era totalmente calado em casa, não brincavam com as outras crianças, mas atualmente se sabe que isso não é normal, e sim um prejuízo futuro para a própria pessoa. É preciso também saber com quem estamos nos relacionando, e para os pais hoje existem uma maratona de vigilância sobre seus filhos.
Muitas vezes achamos que somos os mais necessitados de termos pessoas para nos relacionarmos, mas devemos também saber que as outras pessoas também pensam e sentem as mesmas necessidades. Há amigos que são mais chegados que um irmão (Pv 18.24).

 Reexamine os seus relacionamentos
(1) Há inúmeros motivos pelos quais podemos prejudicar o nosso relacionamento com as outras pessoas, entre elas estão: Uma auto-imagem destituída de mérito, raiva, hostilidade, egoísmo, um mau cheiro, mau hálito etc. (2) Os relacionamentos também são prejudicados quando se inicia uma amizade com o objetivo de receber em vez de dar.  (3) Há pessoas que são como inseticidas repelem as pessoas de junto de si.

A solidão surge freqüentemente como resultado de certas peculiaridades da personalidade que repelem as pessoas, pode-se comparar como o inseticida que afugenta os insetos. O solitário sempre pergunta as pessoas de sua confiança; Porque elas não querem estar do meu lado? O problema não está nas pessoas que se aproxima, mas na própria pessoa.

Há quatro níveis de relacionamento
(1) Sempre tivemos colegas e até amigos bem próximos, com os quais nos damos muito bem, e através desse relacionamento nos aproximamos deles cada vez mais, entretanto existem outras que não gostaríamos que cruzasse o nosso caminho, porque as temos como obstáculos, isso pode acontecer também até entre familiares. Por essa razão existem quatro níveis de relacionamentos, são eles: Os mínimos, os moderados, os fortes e os de qualidades.

Relacionamentos mínimos
São contatos e interações verbais simples, poucas conversas, e se olhar de modo geral são satisfatórios. Só que essas pessoas com esse tipo de relacionamento normalmente não ajudam e nem recebem ajuda, quando nos dirigimos para um relacionamento com essas pessoas já pensamos na quantidade de interações que iremos ter com ela e fazer com que essa interação seja a mais positiva possível.

Relacionamentos moderados
Ele é parecido e até com as características dos relacionamentos mínimos, mas ainda ela se dispõe a dar e receber das pessoas apoio emocional, esse tipo de relacionamento permite ambas as partes se comuniquem nas necessidades é como uma via de mão dupla.

Relacionamentos fortes.
Um relacionamento forte se desenvolve quando uma pessoa se envolve com outra para auxiliá-lo, isso chamamos de “ajuda” elas se ajudam em tempos de necessidades, nesse aspecto o relacionamento é mais fácil que o emocional, mas esse tipo carece de apoio emocional para sobreviverem, se isso não acontecer ele começa a se dissolver e passar a ser superficial, o que consideramos muito pernicioso.

Relacionamentos com qualidade.
Esse possui todos os requisitos dos níveis de relacionamentos anteriores, mas também inclui o elemento da confiança amorosa. O relacionamento com qualidade nos dá segurança, o suficiente para compartilhar nossas necessidades interiores, nossos pensamentos e sentimento, para com a outra pessoa. É exatamente esse tipo de relacionamento que encontramos entre amigos, familiares, pais e filhos, eles nos ajudam a romper as dificuldades. Para estabelecermos um relacionamento de amizade e de qualidade com Deus é necessário o cumprimento dos seus mandamentos (Jo 15.14)

É hora de pensarmos em nossos relacionamentos, fazer uma avaliação da sua qualidade, se vale à pena ou não, igualmente, saber como está sendo trabalhado o seu relacionamento com as outras pessoas? Ele está sendo positivo? Você ajuda e recebe ajuda? Você está satisfeito com o nível de intensidade do seu relacionamento? O relacionamento cristão é importante, porque ele reúne as boas qualidades que temos e o resultado será um amplo aconselhamento mutuo e compartilhamento na fé e na palavra de Deus, fora a isso se constitui um jugo desigual (2 Co 6.14). É preciso também ter um profundo relacionamento com Deus através da sua palavra, oração e a consagração da vida para que os demais sejam agradáveis e com muita paz.

 Habite ricamente em vós a palavra de Cristo; instruí-vos e aconselhai-vos mutuamente em toda sabedoria, louvando a Deus, com salmos e hinos e cânticos espirituais, com gratidão, em nossos corações (Col 3.16).

Pr. Elis Clementino – Paulista –PE

sábado, 8 de fevereiro de 2014

APRENDENDO A LIDAR COM SITUAÇÕES E A REALIDADE DA VIDA



ESBOÇO 544
TEMA: APRENDENDO A LIDAR COM SITUAÇÕES  E A REALIDADE DA VIDA
Sei estar abatido, e sei também ter abundância; em toda a maneira, e em todas as coisas estou instruído, tanto a ter fartura, como a ter fome; tanto a ter abundância, como a padecer necessidade. Fp 4.12

Muitas vezes temos que aprender a lidar com situações diversificadas, mas se forem bem administradas temos a possibilidade de vencê-las e manter a fé e a confiança em Deus. Ninguém passará por esse mundo sem experimentar as coisas boas e as ruins, pois estas são as súcias deixadas pelo pecado, isso causa sofrimentos e dores. Jesus em sua missiva disse aos discípulos que no mundo eles teriam aflições (Jo 16.33; I Pe 5.9), mas que eles tivessem ânimo.

As dificuldades e a brevidade da vida
São inúmeros os problemas que enfrentamos na vida, vivemos no mundo onde tudo tem, mas os homens continuam a busca por algo mais para se tornarem completos, embora essas buscas lhes causem muitos sofrimentos e angústias. “E apliquei o meu coração a esquadrinhar, e a informar-me com sabedoria de tudo quanto sucede debaixo do céu; esta enfadonha ocupação deu Deus aos filhos dos homens, para nela os exercitar. Atentei para todas as obras que se fazem debaixo do sol, e eis que tudo era vaidade e aflição de espírito. Aquilo que é torto não se pode endireitar; aquilo que falta não se pode calcular” (Ec 1.13-15). Jacó disse a Faraó: Os dias dos anos das minhas peregrinações são cento e trinta anos, poucos e maus foram os dias dos anos da minha vida, e não chegaram aos dias dos anos da vida de meus pais nos dias das suas peregrinações (Gn 47.9). Pois, quem sabe o que é bom nesta vida para o homem, por todos os dias da sua vida de vaidade, os quais gastos como sombra? Quem declarará ao homem o que será depois dele debaixo do sol? (Ec 6.12). Porventura não são poucos os meus dias? Cessa, pois, e deixa-me, para que por um pouco eu tome alento. (Jó 10.20). O homem, nascido da mulher, é de poucos dias e farto de inquietação (Jó 14.1).

As obras e a vaidade
Debaixo do sol nos alegramos e nos ufanamos por tudo o que realizamos, mesmo com muitos sofrimentos e dores. O homem prova da alegria e o prazer, mas deve lembrar que debaixo do sol tudo é passageiro. Disse Salomão no seu coração: Ora vem, eu te provarei com alegria; portanto goza o prazer; mas eis que também isso era vaidade. Ao riso disse: Está doido; e da alegria: De que serve esta? Busquei no meu coração como estimular com vinho a minha carne, e entregar-me à loucura, até ver o que seria melhor que os filhos dos homens fizessem debaixo do céu durante o número dos dias de vida. Fiz para mim obras magníficas; edifiquei para mim casas; plantei para mim vinhas. Fiz para mim hortas e jardins, e plantei neles árvores de toda a espécie de fruto. Fiz para mim tanques de águas, para regar com eles o bosque em que reverdeciam as árvores. Adquiri servos e servas, e tive servos nascidos em casa; também tive grandes possessões de gados e ovelhas, mais do que todos que houve antes de mim em Jerusalém. Amontoei também para mim prata e ouro, e tesouros dos reis e das províncias; provi-me de cantores e cantoras, e das delícias dos filhos dos homens; e de instrumentos de música de toda a espécie. E fui engrandecido, e aumentei mais do que todos os que houveram antes de mim em Jerusalém; perseverou também comigo a minha sabedoria. E tudo quanto desejaram os meus olhos não lhes neguei, nem privei o meu coração de alegria alguma; mas o meu coração se alegrou por todo o meu trabalho, e esta foi a minha porção de todo o meu trabalho. E olhei eu para todas as obras que fizeram as minhas mãos, como também para o trabalho que eu, trabalhando, tinha feito, e eis que tudo era vaidade e aflição de espírito, e que proveito nenhum havia debaixo do sol. Por isso odiei esta vida, porque a obra que se faz debaixo do sol me era penosa; sim, tudo é vaidade e aflição de espírito. Isso acontece com aqueles que confiam na sua fazenda, e se gloriam na multidão das suas riquezas (Sl 49.6). Qual seria a sua glória? Mediante tudo que fez, tudo terminaria do jeito que ele começou.

Nada o homem levará e as preocupações dos bens que ficam
Todo trabalho que foi realizado ficou para os outros depois dele. Também eu odiei todo o meu trabalho, que realizei debaixo do sol, visto que eu havia deixá-lo ao homem que viesse depois de mim. O meu trabalho cairá nas mãos de quem? E quem sabe se será sábio ou tolo? Todavia, se assenhoreará de todo o meu trabalho que realizei e em que me houve sabiamente debaixo do sol; também isto é vaidade. Então eu me volvi e entreguei o meu coração ao desespero no tocante ao trabalho, o qual realizei debaixo do sol. Porque ele vê que os sábios morrem; perecem igualmente tanto o louco como o brutal, e deixam a outros os seus bens (Sl 49.10). Porque, quando morrer, nada levará ( Sl 49.17) consigo, nem a sua glória o acompanhará. Porque há homem cujo trabalho é feito com sabedoria, conhecimento, e destreza; contudo deixará o seu trabalho como porção de quem nele não trabalhou; (Ec 2.1-21).

Mesmo sabendo que realizamos obras com muito trabalho e sabendo que nada levaremos para a sepultura devemos continuar fazendo até o último instante da nossa vida aqui. Antes que se rompa o cordão de prata, e se quebre o copo de ouro, e se despedace o cântaro junto à fonte, e se quebre a roda junto ao poço, E o pó volte à terra, como o era, e o espírito volte a Deus, que o deu (Ec 12.6,7). Aproveitemos até o último momento. Goza a vida com a mulher que amas, todos os dias da tua vida vã, todos os dias da tua vaidade; e no teu trabalho, que tu fizeste debaixo do sol. Tudo quanto te vier à mão para fazer, faze-o conforme as tuas forças, porque na sepultura, para onde tu vais, não há obra nem projeto, nem conhecimento, nem sabedoria alguma. Aproveitemos as oportunidades e realizar o nosso trabalho (Ec 9.9-11), mas tudo deve ser feito com sabedoria e em cada etapa da vida devemos saber como proceder em cada situação (Fp 4.12).

No dia da prosperidade goza do bem, mas no dia da adversidade considera; porque também Deus fez a este em oposição àquele, para que o homem nada descubra do que há de vir depois dele (Ec 7.14).

Pr. Elis Clementino- Paulista - PE

quinta-feira, 6 de fevereiro de 2014

A DÚVIDA



ESBOÇO 543
TEMA: A DÚVIDA
“...o que duvida é semelhante à onda do mar, que levada pelo vento é lançada de uma parte para outra parte.” Tg 1.6

A dúvida e a falta de confiança são impedimentos para o desenvolvimento do ser humano. Duvidar no “Gr. Significa Diakrino, duvidar e vacilar.” A dúvida conduz o indivíduo a não tomar certas decisões importantes na vida. A certeza naquilo que a pessoa tem em sua mente é determinante para realizá-las, maiormente quando essa certeza é naquilo que Deus possa realizar em seu favor. A confiança facilita a tomada de decisões admiráveis. Sucintamente escreverei sobre a dúvida, a esperança e a confiança.

A dúvida
As dúvidas não permitem determinar o que o individuo realmente quer, pois o desempenho de cada um em todos os sentidos da vida depende muito das decisões que ele tomar, por isso o indivíduo precisa ter muito cuidado para não ser dominado pela dúvida e falta de confiança, pois cada um é responsável pelas decisões. Muitas vezes o indivíduo é advertido austeramente para que a dúvida não lhe cause grandes prejuízos, na dúvida não ultrapasse, principalmente nas travessias das linhas férreas. As decisões devem ser tomadas seguramente e no momento certo, pois os duvidosos permanentes não buscam seus objetivos. A dúvida acontece quando a pessoa desconhece o seu potencial, ela pode ocorrer em alguns momentos, porém não deve ser algo permanente, mas somente enquanto o indivíduo não define o que realmente quer. A dúvida não é tão danosa, ela faz o individuo refletir antes de fazer a suas escolhas e tomarem as decisões, ou seja, sim ou não, vou ou não vou, faço ou não faço? É nesse momento que o individuo deve avaliar bem, tanto as impossibilidades quando as possibilidades para então decidir o que fazer.

Dúvida e falta de confiança
As duas coisas não devem prevalecer no ser humano, principalmente sobre aqueles que crêem em Deus, pois a dúvida e a falta de confiança “fé” podem influenciar negativamente no relacionamento com seu criador, “Ora, sem fé é impossível agradar-lhe” (Hb 11.6). Todo indivíduo deve conhecê-lo profundamente para que não haja dúvida ou desconfiança a respeito do que Deus possa fazer por ele.

Esperança
Conforme a própria palavra ela está vinculada ao futuro (Rm 8.24,25), ela não é uma simples aspiração por algo vindouro, entretanto vai muito mais além; é uma certeza da alma. A esperança está ligada a fé, e não deverá ser enfraquecida pela dúvida (Rm 15.13; Hb 11.1). A esperança do cristão no Senhor deve ser firme (Rm 5.5; Sl 22.4,5; Is 49.23), a expectativa dele deve ser semelhante a uma âncora (Hb 6.19-20). São bem-aventurados aqueles cuja esperança é o Senhor (Sl 146.3,5; Jr 17.7).

Confiança
A confiança leva a pessoa acreditar em um desfecho feliz de algo que está em sua mente, quando o indivíduo olha para determinadas coisas com desconfiança é porque a dúvida está em ação, pois a fé deve ser permanente em Deus, sólida e bem segura (Sl 33.21,22). “Os que confiam no SENHOR serão como o monte de Sião, que não se abala, mas permanece para sempre” (Sl 121.1). Deve-se tomar como exemplo a confiança do profeta Habacuque, conforme ele declara na sua oração (Hc 3.17,18). Muitas vezes o crente só faz uso da confiança em Deus enquanto ele satisfaça seus desejos, no entanto, Habacuque desviou o seu foco nas coisas que eram fontes de riquezas e prazeres declarando que a sua confiança em Deus estava acima de tudo “...todavia, eu me alegrarei no SENHOR, exultarei no Deus da minha salvação” (Hb 3.18).

            Devemos despojar de nós toda dúvida e falta de esperança e acreditar nas possibilidades de alcançarmos o que desejamos. A nossa fé não deve estar focada nas coisas materiais como a única fonte para saída das crises ou meios de recursos. A nossa confiança deve sobrepujar em todas as situações, principalmente quando estamos em oração e súplicas ao Senhor (Tg 1.6).

Pelo que não temeremos, ainda que a terra se mude, e ainda que os montes se abalem pela sua braveza (Sl 46.2).

Pr. Elis Clementino – Paulista – PE