sexta-feira, 21 de fevereiro de 2014

CRISE, UMA PORTA PARA OS MILAGRES



ESBOÇO 547
TEMA: CRISE, UMA PORTA PARA OS MILAGRES
TEXTO: 2 Reis 4:1-7

Há crises em nossas vidas que se tornam em oportunidades para Deus operar grandes milagres, embora essas conjunturas nos causem sofrimentos intensos, angústias e dores, mas a maneira de Deus agir em nosso favor resultará em grandes benefícios. As consternações não devem nos desanimar, mas motivos de nos gloriarmos porque elas produzem em nós coisas excelentes (...mas também nos gloriamos nas tribulações; sabendo que a tribulação produz a paciência, E a paciência a experiência e a experiência a esperança (Rm 5:3,4; Tg 1:4), Ora! A prova da nossa fé produz esses resultados maravilhosos. Continuaremos a meditar sobre o assunto.
Crise, prova da fé

Em algumas ocasiões somos submetidos a uma espécie de teste de fé, testados como o ouro no forno (Pv 17:3), de várias maneiras até mesmo pelos louvores (Pv 27:21), porém Deus conhece os nossos caminhos e quando ele nos prova é para ser refinado e puro como o ouro  “provando-me ele, sairei como ouro.” (Jó 23:10; Zc 13:9). As provações têm finalidades especiais, - Para que a prova da vossa fé, muito mais preciosa do que o ouro que perece e é provado pelo fogo, se ache em louvor, e honra, e glória, na revelação de Jesus Cristo; (1 Pe 1:7). Essas provações servem para comprovar se a fé que temos é verdadeira, até o ouro que pode ser destruído é provado pelo fogo, pois da mesma maneira é a nossa fé que vale mais que o ouro também precisa ser provada, se permanecermos firmes na fé receberá hora e gloria na revelação de Jesus Cristo.

Os milagres dependem da nossa fé
Muitas vezes deixamos tudo para Deus fazer, mas a nossa parte precisa ser feita, o milagre também depende de nós, daquilo que temos. E Eliseu lhe disse: Que te hei de fazer? Dize-me que é o que tens em casa. E ela disse: Tua serva não tem nada em casa, senão uma botija de azeite. (2 Rs 4:2; Jo 6:5-9). Para Deus fazer um milagre não será preciso muita coisa, mas uma fé viva em ação, não obstante o milagre é proporcional ao tamanho da nossa fé.

A fonte de milagres é inesgotável
Deus é a fonte de milagres, muitas vezes usamos poucas vasilhas (fé) para o tanto do que Deus quer fazer. Na casa da viúva Deus surpreendeu ao encher as vasilhas, o azeite apenas parou, não acabou, mas tudo dependia da fé. Outros milagres se destacaram no ministério de Jesus, a mulher do fluxo de sangue (Mc 5:25-33), o centurião (Mt 8:5-13); A mulher cananéia (Mt 15.28), todos eles tiveram a aprovação de Cristo admirando-se da fé delas “grande é a tua fé”. Sabemos que a fé remove montanhas, isso foi ensinado por Jesus, ou seja, o tamanho da fé, o tamanho do milagre (Lc 17:6). Entendemos que todos esses milagres dependeram da fé de cada um.

            Acreditemos que o Senhor é o mesmo, não mudou e nem mudará, basta confiar inteiramente nEle. Os milagres continuam acontecendo, mas para que ocorram depende da nossa fé. Devemos buscar ao Senhor em todos os tempos não somente na crise, portanto batemos na porta certa, tocar na fonte do milagre, ainda que as dificuldades sejam muitas e grandes, jamais devemos nos dobrar diante delas, pois a nossa confiança em Deus não pode ser abalada (Sl 125:1).

Pr. Elis Clementino – Paulista - PE

terça-feira, 18 de fevereiro de 2014

QUANDO DEUS MEXE NO NINHO




ESBOÇO 546
TEMA: QUANDO DEUS MEXE NO NINHO
“Sai da tua terra, do meio da tua parentela” Gn 12.1

O homem é tendencioso a acomodação e ao conforto. É como se fosse uma espécie de ninho, mas em algum momento Deus resolve mexer no nosso lugar de comodidade. Não entendemos os escopos divinos em relação, maiormente sobre aqueles a quem o Senhor tem algo na vida. Deus tirou Abrão da terra da sua acomodação, do seu ninho do meio da sua parentela para realizar nele a sua intenção. Os caminhos de Deus não são entendidos, por mais que o indivíduo tenha intimidade com ele, mesmo assim ele ainda não consegue entender. “Assim como não sabes o caminho dos ventos e nem como se forma os ossos no ventre da que está grávida, assim são as obras de Deus que faz todas as coisas.” (Ec 11.5). Porque assim como os céus são mais altos do que a terra, assim são os meus caminhos mais altos do que os vossos caminhos, e os meus pensamentos mais altos do que os vossos pensamentos. (Is 55.9)

Mexendo na acomodação
Quando o Senhor resolve mexer na nossa acomodação ou nosso ninho é porque muitas vezes estamos no lugar onde temos tudo, e tudo está bem em nossa volta, mas dentro dos propósitos de Deus esse não é o ambiente ideal para estarmos. “Porque eu bem sei os pensamentos que penso de vós, diz o. SENHOR; pensamentos de paz e não de mal, para vos dar o fim que esperais.” (Jr. 29.11). Deus sabe o melhor para nós “O que eu faço, não entendes tu agora, mas entenderás depois” (Jo. 13.7).

Personagens tiradas do ninho
(1) Abraão foi tirado da sua terra, do meio da sua parentela, lugar onde possuía tudo, mas para um propósito divino Deus o tirou de lá, ao sair levou consigo Ló seu sobrinho, mais adiante Deus resolve separá-los, ora, Deus permite que situações aconteçam para que a benção continue na vida de quem Deus tem propósitos, pois os propósitos de Deus para com Abraão eram muito maiores.

(2) José, incompreendido, invejado e vendido por seus irmãos como escravo, “tirado da casa do seu pai” porque Deus havia de prover algo melhor para a sua própria família, pois Deus o conduziria a se tornar o governador do Egito e com isso toda a sua família seria beneficiada.

(3) Moises foi criado com toda mordomia no palácio de Faraó, e Deus resolveu mexer no seu ninho e criou o motivo para isso, o ele viu um uma discussão entre um egípcio e um israelita, matou o egípcio escondeu na areia e teve que fugir, se não fosse esse incidente não teria fugido, porque os propósitos de Deus para o seu povo através dele seria muito maior;

(4) Jó estava numa fase muito boa, muitas riquezas e nada lhes faltavam, era fiel a Deus e oferecia sacrifício pelos seus filhos nas madrugadas, para ele tudo estava maravilhosamente bem, mas Deus resolve mexer no seu ninho levando-o por um caminho bem diferente e viver novas experiências. É difícil, aprendeu a conviver com situações diversificadas; perder bens, filhos e acusações dos seus próprios amigos. Foi na crise que Jó cresceu, mas o seu ultimo estado foi maior que o primeiro (Jó 42.10).

(5) A Igreja no século I, depois que Jesus foi crucificado, Estevão foi expulso de Jerusalém sendo apedrejado até a morte, mas foi nessa época que houve um crescimento muito grande do evangelho. E crescia a palavra de Deus, e em Jerusalém se multiplicava muito o número dos discípulos, e grande parte dos sacerdotes obedecia à fé. E Estevão, cheio de fé e de poder, fazia prodígios e grandes sinais entre o povo (At 6.7,8).

A perseguição levou a igreja se expandir
Para a Igreja parecia estar tudo bem, crescimento e etc, mas iniciou-se uma grande perseguição e levantaram-se alguns que eram da sinagoga chamada dos libertinos, e dos cireneus e dos alexandrinos, e dos que eram da Cilícia e da Asia, e disputavam com Estêvão. E não podiam resistir à sabedoria, e ao Espírito com que falava. Então subornaram uns homens, para que dissessem: Ouvimos-lhe proferir palavras blasfemas contra Moisés e contra Deus. E excitaram o povo, os anciãos e os escribas; e, investindo contra ele, o arrebataram e o levaram ao conselho. E apresentaram falsas testemunhas, que diziam: Este homem não cessa de proferir palavras blasfemas contra este santo lugar e a lei; Porque nós lhe ouvimos dizer que esse Jesus Nazareno há de destruir este lugar e mudar os costumes que Moisés nos deu. Então todos os que estavam assentados no conselho, fixando os olhos nele, viram o seu rosto como o rosto de um anjo. (At 6.7-15). Não havia acomodação, pois os discípulos não podiam deixa de cumprir o ide de Jesus, com toda perseguição eles não paravam de pregar. O fogo que os moviam era sobrenatural e incontrolável.

            Todos esses, entre outros, Deus operou poderosamente em suas vidas, Abraão foi abençoado de forma grandiosa; Moises volta à terra do Egito, e liberta o povo hebreu da escravidão de Faraó; Jó deixou o seu belo exemplo de paciência “Ouviste qual foi a paciência de Jó, e viste o fim que o Senhor lhe deu; porque o Senhor é muito misericordioso e piedoso." (Tg 5.11). O desfecho de todo aquele episódio foi muito bom, Deus mudou a sua sorte quando ele orava pelos seus amigos. “Melhor é o fim das coisas do que o princípio delas; melhor é o paciente de espírito do que o altivo de espírito. (Ec 7.8).

Muitas vezes estamos acostumados com a mediocridade quando Deus quer nos dar algo maior e melhor.

Pr. Elis Clementino – Paulista - PE

sexta-feira, 14 de fevereiro de 2014

RELACIONAMENTO




ESBOÇO 545
TEMA: RELACIONAMENTO
“Um ao outro ajudou e ao seu companheiro diz: esforça-te...” Is 41.6,7

Relacionamento é algo imprescindível para o ser humano, essa necessidade é vista pelo Senhor desde formação do homem no Edem “Não é bom que o homem esteja só” (Gn 2.18), embora não haja nada tão nocivo ao homem do que à solidão. Ninguém quer estar só, nem os seres irracionais, mas há uma amizade e relacionamento muito mais especial, essa é a primeira a ser estabelecida entre o homem e o seu criador, por conseguinte ter com seus semelhantes. Ao separar-se de Deus Adão foi o primeiro a experimentar a solidão, pois ela é resultante dessa separação. O que separou o homem de Deus a desobediência, mas se o homem buscar e mantiver um estreito relacionamento com ele, certamente não estará só (Hb 13:5b). O relacionamento e a interação com as pessoas são indispensáveis, mas, necessariamente merece atenção e muito cuidado. Aquele que anda com os sábios será cada vez mais sábio, mas o companheiro dos tolos acabará mal Pv 13.20.

O que é a solidão?
(1) É um sentimento de isolamento de estar afastado dos outros; (2) É um sentimento de vazio e de perda; (3) É um desejo intenso de intimidade e afeto das outras pessoas. (4) É um sofrimento físico ou emocional muito intenso que a vida para essa pessoa pesada e um angustiante fardo para carregar, de maneira que mesmo que o indivíduo tente explicar ninguém o compreenderá, para estes a vida perde o sentido, por isso muitas pessoas tiram as suas próprias vidas. A solidão causa na pessoa uma crise existencial que jamais pode ser preenchida a não ser a aproximação do homem com Deus. Mas o que uma crise existencial? No meu entender ela acontece nos momentos difíceis e que nos pareçam nada preencher, é como um vazio que nos induzem a pensar que a vida não vale apena.

Quem tem sido atingido por esse mal?
Há uma multidão de pessoas no mundo que sofrem com a solidão. Ela nos dá uma sensação de abandono, às vezes é tão intensa que as pessoas não suportam. Em pleno século XXI, num mundo moderno esse mal tem alcançado muitas pessoas, elas se isolam em um quarto da sua casa com o seu único companheiro, o computador e com ele passam horas a mais horas, de forma que não observam nem se quer as pessoas que ali chegam, elas recebem automaticamente todo tipo de informações. Em um consultório onde eu também estava para ser atendido havia cinco pessoas esperando a vez, e nenhuma voz se ouvia de cada uma delas, cada uma possuía ou celular ou tablet se comunicando com outras pessoas que provavelmente estavam muito distantes, o silêncio tomou conta da sala de espera, ninguém ouvia uma voz a não ser de vez enquanto o da atendente a chamar. Antigamente as pessoas interatuavam nos lugares aonde chegavam, era aquele bate papo saudável e cada um tinha a sua história, mas hoje isso está acabando, poucas são as pessoas que interagem em ambientes assim.

Como combatê-la?
(1) Em primeiro lugar sempre manter o relacionamento com Deus, se não fez ainda faça! Jesus Cristo é a ponte sobre o abismo da separação, ele une o homem ao seu criador, esse é o primeiro passo; (2) Reconheça que o fardo da distancia só será removido quando se reconhece que o pecado é uma doença que separa e Jesus Cristo é o remédio; (3) Ter força de vontade e domínio sobre si; (4) Saber que as pessoas que estão em sua volta são importantes e necessitam o tanto quanto você da atenção.

Relacionamento com as outras pessoas.
(1) As pessoas não foram feitas para estarem sós, nunca queira se isolar dos outros; (2) Não seja tímido a ponto de prejudicar-se, se estiver assim procure imediatamente um especialista para se tratar, inclusive os pais devem acompanhar o desenvolvimento dos filhos e se perceber que ele esteja retraindo, busque ajuda, porque pode ser um bloqueio por alguma frustração. Geralmente as pessoas retraídas são imprevisíveis e são fáceis de revoltarem com alguma coisa que lhe contrarie, temos exemplos de tragédias que acontecem com essas pessoas, e quando se faz uma análise da situação se confirma alguma anomalia como: O individuo era de pouca comunicação, possuía algumas características estranhas, se isolavam nas salas de aula, sentavam nos últimos lugares, chegavam a sua casa e se trancavam em um dos quartos, em alguns momentos é agressivo, isso no passado era normal, alguns pais até se ufanavam em saber que os filhos pouco falavam nas salas de aula, era totalmente calado em casa, não brincavam com as outras crianças, mas atualmente se sabe que isso não é normal, e sim um prejuízo futuro para a própria pessoa. É preciso também saber com quem estamos nos relacionando, e para os pais hoje existem uma maratona de vigilância sobre seus filhos.
Muitas vezes achamos que somos os mais necessitados de termos pessoas para nos relacionarmos, mas devemos também saber que as outras pessoas também pensam e sentem as mesmas necessidades. Há amigos que são mais chegados que um irmão (Pv 18.24).

 Reexamine os seus relacionamentos
(1) Há inúmeros motivos pelos quais podemos prejudicar o nosso relacionamento com as outras pessoas, entre elas estão: Uma auto-imagem destituída de mérito, raiva, hostilidade, egoísmo, um mau cheiro, mau hálito etc. (2) Os relacionamentos também são prejudicados quando se inicia uma amizade com o objetivo de receber em vez de dar.  (3) Há pessoas que são como inseticidas repelem as pessoas de junto de si.

A solidão surge freqüentemente como resultado de certas peculiaridades da personalidade que repelem as pessoas, pode-se comparar como o inseticida que afugenta os insetos. O solitário sempre pergunta as pessoas de sua confiança; Porque elas não querem estar do meu lado? O problema não está nas pessoas que se aproxima, mas na própria pessoa.

Há quatro níveis de relacionamento
(1) Sempre tivemos colegas e até amigos bem próximos, com os quais nos damos muito bem, e através desse relacionamento nos aproximamos deles cada vez mais, entretanto existem outras que não gostaríamos que cruzasse o nosso caminho, porque as temos como obstáculos, isso pode acontecer também até entre familiares. Por essa razão existem quatro níveis de relacionamentos, são eles: Os mínimos, os moderados, os fortes e os de qualidades.

Relacionamentos mínimos
São contatos e interações verbais simples, poucas conversas, e se olhar de modo geral são satisfatórios. Só que essas pessoas com esse tipo de relacionamento normalmente não ajudam e nem recebem ajuda, quando nos dirigimos para um relacionamento com essas pessoas já pensamos na quantidade de interações que iremos ter com ela e fazer com que essa interação seja a mais positiva possível.

Relacionamentos moderados
Ele é parecido e até com as características dos relacionamentos mínimos, mas ainda ela se dispõe a dar e receber das pessoas apoio emocional, esse tipo de relacionamento permite ambas as partes se comuniquem nas necessidades é como uma via de mão dupla.

Relacionamentos fortes.
Um relacionamento forte se desenvolve quando uma pessoa se envolve com outra para auxiliá-lo, isso chamamos de “ajuda” elas se ajudam em tempos de necessidades, nesse aspecto o relacionamento é mais fácil que o emocional, mas esse tipo carece de apoio emocional para sobreviverem, se isso não acontecer ele começa a se dissolver e passar a ser superficial, o que consideramos muito pernicioso.

Relacionamentos com qualidade.
Esse possui todos os requisitos dos níveis de relacionamentos anteriores, mas também inclui o elemento da confiança amorosa. O relacionamento com qualidade nos dá segurança, o suficiente para compartilhar nossas necessidades interiores, nossos pensamentos e sentimento, para com a outra pessoa. É exatamente esse tipo de relacionamento que encontramos entre amigos, familiares, pais e filhos, eles nos ajudam a romper as dificuldades. Para estabelecermos um relacionamento de amizade e de qualidade com Deus é necessário o cumprimento dos seus mandamentos (Jo 15.14)

É hora de pensarmos em nossos relacionamentos, fazer uma avaliação da sua qualidade, se vale à pena ou não, igualmente, saber como está sendo trabalhado o seu relacionamento com as outras pessoas? Ele está sendo positivo? Você ajuda e recebe ajuda? Você está satisfeito com o nível de intensidade do seu relacionamento? O relacionamento cristão é importante, porque ele reúne as boas qualidades que temos e o resultado será um amplo aconselhamento mutuo e compartilhamento na fé e na palavra de Deus, fora a isso se constitui um jugo desigual (2 Co 6.14). É preciso também ter um profundo relacionamento com Deus através da sua palavra, oração e a consagração da vida para que os demais sejam agradáveis e com muita paz.

 Habite ricamente em vós a palavra de Cristo; instruí-vos e aconselhai-vos mutuamente em toda sabedoria, louvando a Deus, com salmos e hinos e cânticos espirituais, com gratidão, em nossos corações (Col 3.16).

Pr. Elis Clementino – Paulista –PE