segunda-feira, 3 de março de 2014

A INTOLERÂNCIA




ESBOÇO 550
TEMA: A INTOLERÂNCIA
TEXTOS: NR 11:28; Jz 12:6; Mc 9:38-41

A intransigência tem sido um dos grandes problemas na sociedade atual, é um mal que vem dos tempos remotos, mas a tendência é sempre aumentar. Essa inflexibilidade tem alcançado todas as camadas da sociedade, e isso se constitui um grande perigo, principalmente quando foge do controle do Estado, e o que é mais perigoso por conta do segregacionismo, o preconceito (racial, social e religioso. As pessoas que são exclusivistas são intolerantes ao extremo. Falaremos e focaremos de maneira sucinta sobre a intolerância social e religiosa.

Preconceito (prefixo pré- e conceito) é um "juízo" preconcebido, manifestado geralmente na forma de uma atitude "discriminatória" perante pessoas, lugares ou tradições considerados diferentes ou "estranhos". Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.

Intolerância é uma atitude mental caracterizada pela falta de habilidade ou vontade em reconhecer e respeitar diferenças em crenças e opiniões. Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre. Se tivermos uma visão política e social, entendemos que a intolerância é a falta de disposição para aceitar as pessoas com idéia diferentes. Essa intolerância vem sendo praticada de forma crescente até chegar ao ponto que chegou a nossa sociedade, a falta de respeito às diferenças.

A intransigência na sociedade
A intolerância na sociedade chegou ao extremo, a violência motivada pelo extremismo tem sido motivo de debates entre as autoridades do mundo inteiro. A violência mata mais de 1.6 milhões de pessoas por ano, sendo a principal causa da morte de pessoas entre 15 a 44 anos de idade, mesmo com toda tecnologia esse número não para de crescer a cada ano, e muitos dos casos de violência são por coisas fúteis, isso envolve drogas, armas, bebidas, transito, discriminação de cor, religião e etc.

A Intolerância religiosa
É a falta de habilidade e vontade de reconhecer e respeitar as diferenças religiosas das outras pessoas, fato que conhecemos através da história da humanidade. Nas escrituras existem muitos exemplos sobre essa inflexibilidade, ela conduz o individuo ao ciúme, exclusivismo e ao preconceito.

(1) Ciúmes, as pessoas ciumentas não aceitam que outras pessoas façam as mesmas coisas que elas. Nos dia de Moises, o servo Josué foi intolerante e ciumento para com Eldade e Medade porque profetizavam no arraial (Nr 11.28,29); Disseram a João: O homem que estava contigo além do Jordão do qual desse testemunho dele “Jesus” está batizando e o povo o segue (Jo 3.26,27); João disse: Mestre, vimos um homem que expulsa demônios pelo poder do nome do Senhor, mas nós o proibimos de fazer isso porque ele não é do nosso grupo. Jesus respondeu: Não o proíbam, pois não há ninguém que faça milagres pelo poder do meu nome e logo depois seja capaz de falar mal de mim. Porque quem não é contra nós é por nós. (Mc 9:38-41);

(2) Exclusivismo, os intransigentes se sentem superiores e procuram excluir as pessoas quando pensam que elas estão tomando seus espaços, isso se torna mais agravante quando envolve a religião (Gn 43:32; Jo 4:9; At 10:28). Atualmente há querelas entre denominações para ver quem se destaca mais e melhor no cenário religioso, com isso elas deixam de lado a visão de ganhar almas, para se destacarem com seus emblemas e alcançarem a posição de status, de maneira que quem mais se destaca não é a igreja, e sim seus líderes. Atualmente há uma facilidade muito grande das pessoas se promoverem, se for pregador parece que só terá valor se ele tiver o título de pregador internacional, se for pastor líder presidente de igrejas ele tem que ser destacar na mídia universal e tem que expor as suas riquezas, anéis e etc, nessa altura não sobram tempo para ouvir e nem conhecer o estado das suas ovelhas (Pv 27:23; At 20:28; I Pe 5.2), elas acabam se alimentando pelas mãos dos outros, porque as agendas cheias, e por essa razão muitas ovelhas fogem do seu aprisco para buscar alimento no pasto dos outros (Lc 9:13).

(3) Preconceitos, ele tem causado muitos males no mundo inteiro, ela se apresenta com atitudes discriminatórias em relação a pessoas, lugares e tradições que são consideradas diferentes. Os preconceituosos são incapazes de conviver com as diferenças. Jesus Cristo foi vítima do preconceito (Mc 6:3; Lc 4:24; Jo 1:46; Jo 7:52). Atualmente no primeiro contato entre cristãos, a pergunta é: De qual denominação você é? A segunda, quem é seu pastor? E forem amigos está em casa, ou seja, tudo bem, se não, assunto encerrado, e se continuar não vai dá nada certo. Isso porque não aprenderam de Jesus. João disse: Mestre,vimos um homem que expulsa demônios pelo poder do nome do Senhor, mas nós o proibimos de fazer isso porque ele não é do nosso grupo. Jesus respondeu: Não o proíbam, pois não há ninguém que faça milagres pelo poder do meu nome e logo depois seja capaz de falar mal de mim. Porque quem não é contra nós é por nós. (Mc 9:38-41). Não há coisas tão danosas ao ser humano do que os sentimentos de intolerância e de perseguição, por quaisquer que sejam os motivos, principalmente religiosos. Jesus não aprova essa prática, e quem aprende dele também não. 

Discriminando pessoas enfermas
Pessoas eram e ainda são discriminadas por motivos de enfermidades, cria-se que as doenças eram resultado do pecado contra Deus e conseguentemente se tornaram hereditária, por isso perguntaram a Jesus sobre o cego de nascença; quem pecou, ele ou seus pais para que nascesse sego? Jesus respondeu: nem ele e nem seus pais (Jo 9:1-3); A mulher do fluxo de sangue, ela era considerada impura (Mt 9:20). Jó relatou que até o seu hálito era intolerável a sua própria mulher e seus próprios irmãos o repugnavam (Jó 19:17). Há pessoas pregando imprecações hereditárias, uma espécie de condenação divina, antecipada e definitiva a alguns grupos de famílias considerando que seus ancestrais cometeram algum delito perante Deus. As circunstancias do cotidiano em uma família não deve ser considerada como opróbrio hereditário, embora se saiba que universalmente o homem tenha herdado o pecado de Adão, chamado comumente de o pecado original. Este passou a todos os homens independentemente de classe social, cor, religião, entre outros (Rm 5:12, 15-18), nesse sentido todo homem se queixe dos seus próprios erros (Lm 3:39).

Na graça divina não há preconceito
A intolerância exclui as pessoas como se elas fossem irrecuperáveis, Raabe era uma prostituta descriminada pela sociedade, residia sobre o muro da cidade de Jericó, mas está teve uma louvável atitude, escondendo os espias de Josué em sua casa (Js 6:7), pelo seu ato heroico ela foi justificada pela sua atitude e fé (Hb 11:31; Tg 2:25), e assim ela foi agraciada por Deus, ela também aparece na árvore genealógica de Jesus Cristo (Mt 1:5). Devemos entender que mesmo as pessoas estando às margens da sociedade, sejam por quaisquer motivos elas podem ser recuperadas. Temos episódios importantes nos dias de Jesus Cristo. Jesus considera a mulher samaritana que tirava água no poço de Jacó (Jo 4.1-29); A mulher apanhada em ato de adultério e condenada a morte por apedrejamento pela lei de Moises (Lv 20:10; Dt 13:9), mas Jesus a acolhe perdoa e lhe salva vida (Jo 8:4-7), em seguida ele lhe faz uma indagação: Onde estão os teus acusadores, ninguém te condenou? Nem eu te condeno, vá em paz e não peques mais (Jo 8:11). Quando o homem se arrepende dos seus pecados ele receberá o perdão divino, e não será levado em conta o tempo da ignorância (At 17:30).

            A intransigência social, política e religiosa tem causado muitos males no mundo inteiro em todas as camadas da sociedade, mas como cristãos devemos amenizar as dores e os sofrimentos daqueles que são vítimas da intolerância e da discriminação, rejeitando qualquer tipo de intolerância seja ela ideológica, social, etnia, social, política, cultural e religiosa. Jesus deixou o seu maior exemplo para todas as gerações, devemos por em prática o que aprendemos dele. Ele recuperou vidas que estavam à beira da morte, vítimas do preconceito religioso, curou leprosos, cegos e aleijados. Tiremos dos nossos corações todo orgulho, ira, intolerância e preconceito, e pedir sabedoria a Deus para saber conviver com as diferenças, isso não significa de devemos compartilharmos das mesmas atitudes e das práticas desagradáveis a nós. Cada pessoa tem o seu ponto de vista deferente em relação a comportamento, mas dizer que não gosta ou o que gosta é normal, cada um tem livre arbítrio para se expressar. (Se não aprendermos a conviver com as diferenças jamais nos relacionaremos bem.)

Pr. Elis Clementino – Paulista -PE

quarta-feira, 26 de fevereiro de 2014

O OTIMISMO DE CALEBE E JOSUÉ



ESBOÇO 549
TEMA: O OTIMISMO DE CALEBE E JOSUÉ
Texto: Números 13:17-30

As escrituras apresentam pessoas fiéis, corajosas e perseverantes no cumprimento da sua missão, Josué e Calebe eram servos de Moises quando foram enviados a Cades-Barnéia para espiar a terra prometida, Moisés formou uma grande comitiva para inspecionarem a terra de Canaã, Calebe e Josué também fizeram parte do grupo, eles ficaram impressionados com a possibilidade da conquista do que com os obstáculos. O que queremos destacar nesse argumento é o exemplo de otimismo daqueles dois homens Calebe e Josué.  

Os pessimistas
Eles estão em todos os lugares, são aquelas pessoas que encaram tudo pelo lado negativo, esperando sempre pior. Os pessimistas veem as vantagens, porém as impossibilidades sempre estarão em suas mentes, isso o impossibilita de conquistarem o que desejam. Canaã, embora tenha sido prometida, precisava ser conquistada, muitas vezes temos as promessas, mas falta conquistá-las. O indivíduo deve também fazer a sua parte. Chegando às imediações de Cades-Barnéia, Moisés escolheu doze homens, um de cada tribo, para entrarem em Canaã numa missão de reconhecimento e analise da terra como ela era (Nm 13.18-20). Aqueles homens eram a elite de Israel, doze príncipes, líderes das tribos, pessoas especiais, para eles a convocação foi uma grande honra, todos aceitaram e atenderam ao chamado. Naquele momento, todos os espias pareciam iguais, podendo ser considerados como exemplos de coragem, mas para eles era mais um teste, como sempre acontece a todo servo de Deus. O teste haveria de revelar o caráter de cada um, Moisés apenas colocou diante deles um desafio: Entrar na terra, observá-la e sair, trazendo algumas amostras do seu fruto. Todos os que são chamados e escolhidos por Deus encontrarão desafios em seus caminhos, no entanto eles não vêm para destruí-los, mas para nos fazer crescer. Desafios são, quase sempre, oportunidades e degraus para alcançarmos novos patamares na vida. Aqueles doze homens estavam diante de uma grande chance. Moisés sozinho não poderia espiar a terra. Surgiu então a oportunidade para que os novos líderes pudessem despontar, embora jamais soubessem que daquele grupo sairia o sucessor de Moisés. (Nr 13:27-33).

Dez contra dois
O teste era para todos, era um aprendizado, eles estavam incumbidos de trazerem resultados que seriam importantes para fazerem uma analise sobre a conquista da terra. Deus não prometeria uma terra que eles não pudessem conquistá-la, Canaã era a terra que Deus havia prometido a Moisés e não poderia ser descartada essa conquista. Os companheiros de Josué e Calebe eram dez, eles foram tomados pelo desespero e pessimismo, eles somente visualizaram as coisas ruins. Os Pessimistas veem a prerrogativas, porém o medo não os deixa conquistar (Nr 13:17).

Os otimistas
Se entre um grupo de pessoas existirem o maior número de pessimistas, com certeza no meio desse grupo haverá otimistas, e o menor número destes podem fazer toda a diferença. Calebe e Josué aprenderam com Moisés o seu grande líder. O exemplo de coragem e determinação de um líder contagia os liderados. Eles permaneceram seguindo o seu exemplo (Js 14.8b), muitas experiências guardaram no caminho do deserto (Js 14.10).

            Todo ser humano necessita de coragem, tomar como modelo os líderes que na realidade foram exemplo para nós de abnegação, fidelidade, honestidade, respeito à vida alheia, sobretudo fiel a Deus. O aprendizado foi tão eficiente que muito tempo depois da morte do seu líder, Josué permaneceu com a mesma coragem e vigor igual nos dias de Moisés (Js 14.11). Devemos ser fortes o suficiente em qualquer circunstâncias, porque só assim superaremos quaisquer obstáculos, mesmo que alguém se desanime, você jamais.

Pr. Elis Clementino – Paulista -PE

terça-feira, 25 de fevereiro de 2014

DESEJANDO O EPISCOPADO



ESBOÇO 548
TEMA: DESEJANDO O EPISCOPADO
“...se alguém aspira o episcopado excelente obra almeja” I Timóteo 3:1

            Aspiração, a palavra em si já diz respeito a anseio, pretensão e vontade. As pessoas são naturalmente dotadas de desejos por coisas importantes da vida como: Posição, fama, dinheiro, privilégios etc. Finalmente todos buscam o melhor para si como fonte de prazer, as mesmas coisas acontecem com aqueles que iniciam uma vida ministerial cristã, por isso o apóstolo Paulo disse que quem almeja excelente obra anseia (I Tm 3:1).

Definição
Episcopado, esse vocábulo significa pastorado, a palavra no grego “epíscopo” tem um significado idêntico ao de Bispo, presbítero e ancião, se não procurarmos entender bem esses significados desprezaremos um e valorizamos outras palavras no mesmo sentido, por isso existem muitas divergências em muitas igrejas cristãs em relação a essa palavra.

As aspirações
Naturalmente muitas pessoas que ingressam na igreja sempre têm o desejo de desenvolverem algum trabalho, isso acontece de forma espontânea, esse é resultado dos ensinamentos que receberam no principio da fé. O desejo de ser um obreiro nasce durante o exercício, na evangelização e escola bíblica dominical, entre outros, desejar não é problema, mas cada um deve saber que os dons ministeriais são dádivas divinas, eles não são dons naturais e nem habilidades (Ef 4:11; I Co 12:28). Aqueles que percebem ter uma chamada necessariamente precisam conhecer qual a origem e o propósito daquela convocação “Paulo apóstolo de Jesus Cristo, pela vontade de Deus...” (2 Tm 1:1; 2 Co 1:1), enquanto o pretendente não tiver conhecimento disso jamais saberá valorizá-la.

Aspirações mórbidas
O desejo mórbido pode conduzir o aspirante de uma posição ministerial às frustrações podendo implicar-lhe por muito tempo, ou até mesmo conseguir, mas fugindo dos padrões da palavra de Deus pode conduzir a situações bem piores (Sl 42:7). O anseio por cargos ministeriais devem ser controlado, não devemos olhar para as outras pessoas que alcançaram mesmo sem qualidades, ou mesmo que vieram depois de você. Uma pessoa pode até assumir alguma posição e não ter a aprovação divina imediata, ele desempenhar bem o seu trabalho até certo ponto, ou mesmo até o final da carreira, como também ter a aprovação divina rapidamente e não corresponder, isso depende muito do coração humano. Saul era um homem de bem e escolhido por Deus para reinar sobre Israel, Deus lhe fez uma grande promessa de transformação “E o Espírito do Senhor se apoderará de ti, e profetizarás com eles, e tornar-te-ás um outro homem.” (I Sm 9:20; 10:6), ele reinou bem no primeiro ano, mas do segundo ano em diante ele começou a deixar de consultar ao Senhor para tomar decisões próprias (I Sm 13:1-13), depois fez outras coisas que Deus não se agradou, mesmo assim ainda reinou 40 anos, mas as promessas de Deus não anulam as suas cobranças quando o indivíduo deixa de fazer a sua vontade (Lc 12:47,48), ela pode não vir agora, mas virá depois.

Monitorando as aspirações
A observação criteriosa deve ser judiciosa, devemos ter muito cuidado para não ambicionar de maneira doentia aquilo que está acima das nossas possibilidades, antes de tudo você deve saber que o ser precede o ter, e o restante são consequências, é preciso saber esperar o tempo de Deus para que as coisas aconteçam dentro da sua vontade. Devemos saber que não é por muitos esforços que alcançamos o pastorado (Rm 9:16), há pessoas que pensam que só podem desenvolver um trabalho na obra de Deus sendo pastor, existem muitas maneiras de trabalhar na igreja que não estão diretamente ligados ao pastorado, nas escrituras temos o moço Bezalel muito bom em arte, ele não era sacerdote e nem rei, mas um homem dedicado em fazer obras de arte com muita perfeição (Ex 35: 30-35). Cada um tem a sua chamada dentro daquilo que ele sabe fazer. O que precisamos entender é que nem sempre os planos de Deus acontecem do dia para noite, o trabalhar de Deus podem durar anos para acontecer, Davi foi ungido a rei entre 15-17 anos, mas teve que esperar um pouco para chegar ao trono, ele reinou com 30 anos de idade (2 Sm 5:4).

Os sofrimentos do pastorado
Todo obreiro no exercício do seu ministério sofre, são as marcas de Cristo que o acompanham (2 Co 4:10,11; Gl 6:17), a vida ministerial de Paulo foi pontilhada de sofrimentos, ele passou por momentos amargos, calúnias prisões, perseguições e açoites, (2 Tm 4:9;11,21); abandono (2 Tm 4:10); traição (2 Tm 4:14,15); privações (2 Tm 4:13); ingratidão (2 Tm 4:4,16). Paulo sofreu também com obreiros, mas não era vingativo, procurava sempre recuperar os que deixavam de lhe acompanhar, temos um grande exemplo o de João Marcos que por causa de uma discussão se separaram, mas depois soube que ele seria útil para a obra.  Onésimo era um o escravo que havia roubado o seu patrão, foi recuperado por Paulo e enviado de volta com recomendações especiais.

            É muito natural desejarmos galgar posições no ministério, porém devemos saber que essas aspirações devem ser controladas, pois os desejos doentios podem acarretar uma série de problemas. Devemos monitorar as nossas aspirações, sabendo que cada um tem uma chamada diferente, mas os planos de Deus são os mesmos, embora não sejamos capazes de fazermos, mas Deus dará a capacidade (2 Co 3:5,6). Estejamos cientes que os sofrimentos do episcopado são inevitáveis, mas Deus sempre dará vitória ao que chama.

Pr. Elis Clementino – Paulista -PE

sexta-feira, 21 de fevereiro de 2014

CRISE, UMA PORTA PARA OS MILAGRES



ESBOÇO 547
TEMA: CRISE, UMA PORTA PARA OS MILAGRES
TEXTO: 2 Reis 4:1-7

Há crises em nossas vidas que se tornam em oportunidades para Deus operar grandes milagres, embora essas conjunturas nos causem sofrimentos intensos, angústias e dores, mas a maneira de Deus agir em nosso favor resultará em grandes benefícios. As consternações não devem nos desanimar, mas motivos de nos gloriarmos porque elas produzem em nós coisas excelentes (...mas também nos gloriamos nas tribulações; sabendo que a tribulação produz a paciência, E a paciência a experiência e a experiência a esperança (Rm 5:3,4; Tg 1:4), Ora! A prova da nossa fé produz esses resultados maravilhosos. Continuaremos a meditar sobre o assunto.
Crise, prova da fé

Em algumas ocasiões somos submetidos a uma espécie de teste de fé, testados como o ouro no forno (Pv 17:3), de várias maneiras até mesmo pelos louvores (Pv 27:21), porém Deus conhece os nossos caminhos e quando ele nos prova é para ser refinado e puro como o ouro  “provando-me ele, sairei como ouro.” (Jó 23:10; Zc 13:9). As provações têm finalidades especiais, - Para que a prova da vossa fé, muito mais preciosa do que o ouro que perece e é provado pelo fogo, se ache em louvor, e honra, e glória, na revelação de Jesus Cristo; (1 Pe 1:7). Essas provações servem para comprovar se a fé que temos é verdadeira, até o ouro que pode ser destruído é provado pelo fogo, pois da mesma maneira é a nossa fé que vale mais que o ouro também precisa ser provada, se permanecermos firmes na fé receberá hora e gloria na revelação de Jesus Cristo.

Os milagres dependem da nossa fé
Muitas vezes deixamos tudo para Deus fazer, mas a nossa parte precisa ser feita, o milagre também depende de nós, daquilo que temos. E Eliseu lhe disse: Que te hei de fazer? Dize-me que é o que tens em casa. E ela disse: Tua serva não tem nada em casa, senão uma botija de azeite. (2 Rs 4:2; Jo 6:5-9). Para Deus fazer um milagre não será preciso muita coisa, mas uma fé viva em ação, não obstante o milagre é proporcional ao tamanho da nossa fé.

A fonte de milagres é inesgotável
Deus é a fonte de milagres, muitas vezes usamos poucas vasilhas (fé) para o tanto do que Deus quer fazer. Na casa da viúva Deus surpreendeu ao encher as vasilhas, o azeite apenas parou, não acabou, mas tudo dependia da fé. Outros milagres se destacaram no ministério de Jesus, a mulher do fluxo de sangue (Mc 5:25-33), o centurião (Mt 8:5-13); A mulher cananéia (Mt 15.28), todos eles tiveram a aprovação de Cristo admirando-se da fé delas “grande é a tua fé”. Sabemos que a fé remove montanhas, isso foi ensinado por Jesus, ou seja, o tamanho da fé, o tamanho do milagre (Lc 17:6). Entendemos que todos esses milagres dependeram da fé de cada um.

            Acreditemos que o Senhor é o mesmo, não mudou e nem mudará, basta confiar inteiramente nEle. Os milagres continuam acontecendo, mas para que ocorram depende da nossa fé. Devemos buscar ao Senhor em todos os tempos não somente na crise, portanto batemos na porta certa, tocar na fonte do milagre, ainda que as dificuldades sejam muitas e grandes, jamais devemos nos dobrar diante delas, pois a nossa confiança em Deus não pode ser abalada (Sl 125:1).

Pr. Elis Clementino – Paulista - PE