segunda-feira, 14 de julho de 2014

O PERDÃO DIVINO



ESBOÇO 573
TEMA: O PERDÃO DIVINO
TEXTO: Salmos 130:3,4

O ato de perdoar tem origem divina, o perdão é estendido para toda humanidade, esse ato deve ser praticado por todos independentemente de classes de pessoas e camadas sociais, é uma das principais doutrinas das leis divina. Jesus Cristo enfatizou o seu real valor nos dando exemplos. O perdão é o elo que leva as pessoas a viverem em harmonia, pois é impossível se relacionar bem com pessoas que não perdoam. A ação de perdoar não deve ser praticada somente de lábios ou palavras, mas, em ações que provém que ele saia do mais íntimo de um coração contrito e humilde, embora algumas pessoas sintam dificuldades de familiarizar-se com o ato de perdoar. Existem duas coisas fáceis de falar e difícil de executar, amar e perdoar.

1. Significado.
O perdão é remissão de uma culpa, dívida ou pena, indulgência, um pedido de desculpa. O perdão é uma atitude de amor ao próximo. (1) Ele procede do coração de Deus (Sl 130:4); (2) Pertence a Deus (Dn 9:9); (3) Deus fez prova disso (Dn 5:8); (4) Jesus o maior exemplo em perdoar (Lc 23:34).

1.1. Como receberemos o perdão divino?
Existem meios pelos quais podemos alcançar o perdão divino, há alguns textos nas escrituras que comprovam: (a) Através do arrependimento, exemplo de Davi após seu pecado (Sl 51); (b) Por meio da confissão (Sl 32:5); (c) Com o abandono do pecado (Hb 12:1,2). O arrependimento de coração é capaz de fazer Deus mudar sentenças (2 Cr 7:14), e quem recebe o perdão de uma dívida sabe perfeitamente o quanto ele é valioso, ele trás uma grande sensação de alivio.  O perdão humano deve ter as mesmas características do divino, e é uma atitude de amor ao próximo; é uma ação de um coração quebrantado e humilde. Perdão é um ato da alma o qual a pessoa ofendida permite que o seu ofensor fique livre.

1.2. Falta de perdão
A falta de perdão pode levar o individuo sofrer algumas consequencias como: (a) Enfermidade no corpo e na alma; (b) Impedimentos as respostas das orações; (c) Perder a salvação; (d) Insatisfação espiritual.

1.3. Resultado do perdão
O perdão liberta a alma do pecador, e elimina o rancor e o ódio levando-o a participar das promessas de Deus. Quem o recebe sente-se aliviado da culpa e dos sofrimentos íntimos. Imaginemos o alivio que a mulher pecadora apanhada em ato de adultério quando foi perdoada, o alivio que ela sentiu em ter a oportunidade de poder continuar a viver. Não importam quão sejam as dívidas ou pecados “Vinde então, e argüi-me, diz o SENHOR: ainda que os vossos pecados sejam como a escarlata, eles se tornarão brancos como a neve; ainda que sejam vermelhos como o carmesim, se tornarão como a branca lã.” (Is 1:18)

2. Quantas vezes devemos perdoar o próximo?
Dentre os discípulos surge uma voz, a de Pedro perguntando ao Mestre: “Quantas vezes pecará meu irmão contra mim, e eu lhe perdoarei?” Respondeu-lhe Jesus: Não te digo que até sete vezes, mas setenta vezes sete (Mt 18:22). Amados não importam quais sejam as dívidas (Lc 7:41-43); não somente perdoar, mas amar (Mt 5:44); “Assim encolarizado, o seu senhor o entregou aos verdugos, até que lhe pagasse tudo o que lhe devia. Assim vos fará também meu Pai celeste, se de coração não perdoardes, cada um a seu irmão, as suas ofensas” (Mt 18:35). Amados não é isso que estamos vendo atualmente em muitos líderes de igrejas com atitudes de não perdoar, cheios de maldade, ambição, ira, espírito de vingança e ainda carrega no peito estufado pela fama e a vaidade um distintivo de pastor, sobre esses tais disse Paulo, eles não perdoarão o rebanho.

2.1. Qual o resultado de quem não perdoa?
Infelizmente, o orgulho e a falta de humildade impedem que as pessoas não se perdoem, com essa atitude de não perdoar o indivíduo contrai para si condenação, angústia, sofrimento íntimo permitindo que o ódio predomine no coração. Quem não tem paz é incapaz de perdoar enquanto o ódio permanece alojado dentro do coração, esses tais são escravos do seu próprio eu, e perdurando o ódio e o sentimento de vingança, e quem assim procede finalmente não será perdoado por Deus.

A pessoa que perdoa, tira um fardo de si, adquire saúde para alma, harmonia, paz, alegria, felicidade, Deus é a fonte de todo perdão, o seu desejo é que os homens se perdoem, pois só há uma maneira de recebermos o perdão divino é perdoando. A pessoa que libera perdão tem como ponto de partida o amor, os indivíduos que perdoam se sente aliviada e feliz por ter exercido um desejo divino. Se não liberarmos perdão não estaremos aptos para entrar no reino dos céus.

Pr. Elis Clementino - Paulista-PE

quarta-feira, 9 de julho de 2014

A ALEGRIA DO ACHADO



ESBOÇO 572
TEMA: A ALEGRIA DO ACHADO
TEXTO: LUCAS 15:8,9

Ninguém perde algo na vida para estar hílare, pelo contrário ficará triste, mesmo que seja alguma coisa que não expresse muita estima. Podemos perder inúmeras coisas nesta vida, porém elas não são observadas de maneira agradável, uma perda pode deixar lacunas que muitas vezes são irreparáveis. A parábola de Jesus escrita por Lucas enfatiza a busca por algo precioso que estava perdido, a dracma. Nesse assunto falaremos sobre os valores perdidos, sua busca e a alegria do achado.

1. Valores perdidos
Houve questionamentos e murmurações entre os fariseus e escribas porque Jesus recebera os publicanos e pecadores para ouvi-lo (Lc 15:1,2), ele estava no comprimento da sua missão buscando as ovelhas perdidas da casa de Israel, por essa razão ele proferiu as parábolas da ovelha e da dracma perdida. Os valores perdidos podem estar em nós, na sociedade e dentro da nossa própria casa, entretanto aonde quer que eles estejam devemos reavê-los. Há alguns tipos de valores que são verdadeiros referenciais e não podem ser perdidos.

1.1.Os valores morais
Quando os valores morais de uma sociedade são afetados pode conduzi-la ao caos, onde a inversão e as depravações a contagiam, no entanto há vários exemplos nas escrituras que nos apontam isso, Sodoma e Gomorra, todas foram moralmente afetadas, menos a família de Ló (Gn 19:4-28). Levemos em consideração que mesmo em meio a uma sociedade corrompida é possível viver moralmente, a família de Ló conservava seus princípios religiosos, ele conhecia o Deus de Abraão.

1.2.Os valores da família
A família tem um valor sagrado ela tem grande significado para Deus. A família é a primeira instituição do criador (Gn 2:18; 21,24; 12:3; 28:14). Por essa razão dizemos que ela é um projeto de Deus. Desde o começo foram criadas três instituições de valores; A família, o estado e a igreja, a família se destaca como a mais importante dessas instituições, porque sem ela as demais não existiriam. A família é um projeto de Deus, a família sem a proteção do criador enfrentará muitas dificuldades. Na sociedade atual os valores da família estão sendo desprezados, nunca houve tanta vulgarização da família, pois suas bases têm sido afetadas, resultando na degradação em plena sociedade moderna, um dos fatores que atribuímos é a ausência de amor e o afeto por ela. Jesus no sermão da montanha apresentou como um dos sinais da sua volta “por se multiplicar a iniquidade o amor de muitos esfriará” (Mt 24:12), Jesus mostrou naquele sermão esse seria um dos sinais da sua volta “por se multiplicar a iniquidade o amor de muitos esfriará” (Mt 24:12),

1.3.Os valores espirituais
Os valores espirituais são afetados diretamente pelas perdas dos valores morais do cristão e de qualquer instituição religiosa, basta apenas desprezá-los. Muitas igrejas estão arruinadas moralmente por causa dos seus líderes que se envolveram com uma série de coisas imorais comprometedoras. Quando perdemos os valores espirituais as consequencias são muito piores, temos um exemplo notável o de Davi que arruinou a sua própria família por causa do pecado, pois mesmo arrependendo-se a espada divina, ou seja, as consequencias não se afastaram da sua casa. A vida de Davi se tornou um pesadelo como: A morte do seu filho com Bate-Seba, a sua filha foi violenta por seu irmão, o assassinato entre irmãos. (2 Sm 12:8-13; 13:1-14, 23-25).

2. Reavendo os valores perdidos
Os valores perdidos não podem ser olvidados e deixados para traz, mas quais os motivos que levam esses valores morais e espirituais serem abandonados? A falta de amor, a ambição pelas coisas materiais, a mentira e a falta de respeito às leis divinas. Reaver esses valores é imprescindível, a parábola da ovelha e da dracma enfatiza essa busca, aplicamos a atitude de buscar os valores em todos os sentidos sejam na vida moral, família e espiritual. Jesus mostra a incessante busca da mulher pela dracma, ela acendeu a candeia, buscando ter uma visão maior de onde havia perdido, se você permanecer com uma mentalidade escura, sem ter a visão do valor da perda não adianta procurar, somente depois do reconhecimento do valor da dracma foi que ela decidiu varrer a casa ou limpar a sujeira, pois no meio das coisas impuras e sujas você é impossibilitado de encontrar seus valores, ela buscou diligentemente até achar a dracma perdida, temos ai uma lição de persistência, não desista de buscar seus valores perdidos.

                        Há uma profunda alegria quando recuperamos algo de grande importância que fora deixado para traz, há valores extremamente importantes que ao acharmos fazemos questão de realizar banquetes. O texto descreve que houve alegria tanto do pastor ao encontrar a ovelha, quanto à mulher que encontrou a dracma perdida, ambos se regozijaram, ela convidou seus visinhos para compartilhar daquela alegria dizendo: alegrai-vos comigo porque já achei a dracma perdida. Os valores a serem restaurados podem ser morais, familiares e espirituais, os quais devem ser motivos de alegria quando restaurados. Para Cristo somos os maiores valores achados.

Pr. Elis Clementino – Paulista -PE

segunda-feira, 30 de junho de 2014

A ORAÇÃO

ESBOÇO 571
TEMA: A ORAÇÃO
TEXTOS: MATEUS 6 :5-15

            A oração do Pai nosso é feita pelos cristãos há mais de 2000 anos, ela faz parte de muitas liturgias cristãs, uma oração breve, entretanto tem poder eficaz, ela foi ensinada por Jesus. Há pessoas por não saberem orar preferem orar o pai nosso, ela é tão recitada quanto o Salmo 23, porquanto precisamos saber muito mais sobre ela e seus efeitos em toda história da humanidade, desde a primeira oração relatada na Bíblia.

1. A oração- modelo
Estando Jesus reunido com seus discípulos para orar com eles, ao terminar um dos seus discípulos lhe disse: Senhor; ensina-nos a orar, como também João ensinou aos seus discípulos (Lc 11:1). A oração judaica era aprendida pelos judeus desde criança e pelo menos três vezes ao dia eles deveriam orar, a atitude de orar era passada de pais para filhos, uma amaneira de falar com Deus. No Antigo Testamento temos um exemplo muito claro, Daniel tinha o hábito de orar três vezes ao dia voltado para Jerusalém, lugar sagrado (Dn 6:10). Com a chegada do Messias a oração ganhou uma nova forma, a partir daquele momento não haveria necessidade de um ritual e uma liturgia padronizada para falar com Deus.

1.1. Jesus apresentou um modelo de oração baseada em duas partes, a primeira em três pedidos em relação a Deus (Mt 6:9-13).
1.1.1 A primeira parte.
(a) Santificado o teu nome; (b) Venha a nós o teu reino; (c) Seja feita a tua vontade. As nossas intenções egoístas são invertidas, a natureza humana é egoísta, entretanto Jesus nos pede justamente o contrário, pois em primeiro lugar está a santidade, o reino e a vontade de Deus.

1.2. A segunda parte.
Essa parte é baseada em três pedidos relacionados às nossas necessidades:
1.2.2. O pão, o perdão e a proteção. (a) PÃO, aqui se pode ver a provisão de Deus para nós, quando pedimos o pão de cada dia, então não há porque se preocupar com o que hás de comeu amanhã, semana que vem..., Deus há de provê como proveu o maná diariamente para o povo no deserto. (b) PERDÃO, Jesus pede para que peçamos perdão pelas nossas dívidas, isso nos remete ao pecado que é uma dívida que não pode ser paga, só Deus pode perdoar, mas também temos que perdoar os nossos devedores, isso tem relação com as mágoas, as ofensas, aquilo de ruim que os outros nos fazem. Liberar o perdão é essencial para se ter uma vida contrita com Deus. Porque, se perdoardes aos homens as suas ofensas, também vosso Pai celestial vos perdoará a vós (Mt 6:14). (c) PROTEÇÃO, peça a Deus para que te livre de situações que te levem ao pecado, Deus tem todo o poder, e só ele pode prover, proteger, e lhe orientar para que você possa sair de situações extremas e perigosas.

2. Vigilância através da oração
Jesus recomendou aos discípulos que fossem vigilantes em oração (Vigiai e orai para que não entreis em tentação), ele mesmo nos deu exemplo de oração, sempre se reunia com seus discípulos para momentos de oração. A oração pode ser divida em três pontos: (1) Como orar (Mt 6:5-8); (2) Pelo que orar (Mt 6:9-13); (3) Uma condição (Mt 6:11-15).

3. Evitando a hipocrisia na oração
A oração do hipócrita é reprovada pelo Senhor, os fariseus geralmente eram indivíduos que pertenciam a uma classe social intermediária, embora eles fossem uma minoria no Sinédrio, eram indispensáveis e tinham o apoio do povo judeu. A popularidade deles os levava a muitas conquistas no conselho, eles acreditavam em vida e recompensa, punição após a morte. Os saduceus geralmente eram ricos e ocupavam cargos de prestígios, e um dos cargos importantes era o de sumo sacerdote, eles eram também a maioria no Sinédrio, esse conselho julgava assuntos da lei judaica e da justiça criminal, tanto na Judéia quanto nas demais províncias. Os saduceus tinham uma grande preocupação em acatar decisões de Roma, pois ela dominava Israel nesse período, davam mais importância à política do que à religião, eles não eram bem vistos pelo povo porque faziam parte da elite que apoiavam os romanos. Os saduceus negavam a ressurreição dos mortos, além da existência de anjos e demônios, enquanto os fariseus aceitavam (Atos 23:8).

4. A verdadeira oração
Ela deve ser feita da seguinte maneira: (1) De coração humilde e sincero, se o indivíduo curvar-se e o coração não, de nada adianta, o fariseu esbanjava toda a sua grandeza, o publicano fazia o oposto, este possuía um coração totalmente quebrantado e curvado diante de Deus (Lc 18:9-14). (2) Não usar de vans repetições, esse tipo de oração não tem poder mágico, quem pede mal nada recebe (Mt 6:5-7; Tg 4:3). (3) Não duvidar, pedir com fé e confiança. Peça-a, porém, com fé, em nada duvidando; porque o que duvida é semelhante à onda do mar, que é levada pelo vento, e lançada de uma para outra parte. “Não pense tal homem que receberá do Senhor alguma coisa...” (Tg 1:5).

A oração é um recurso indispensável que foi dado aos discípulos de Cristo, é uma necessidade universal, Deus quer que todos os seus filhos se apoderem dessa arma muito poderosa.   A oração é a chave que move o coração de Deus, devemos orar sempre, todos os dias separe um tempo para orar, ore com fé, seja específico nos seus pedidos, seja perseverante na oração, seja sincero nas suas orações, use as suas palavras converse com Deus. Na oração encontro calma e paz. Orar a Deus faz bem à alma, falar com Deus nos satisfaz, é maravilhoso abrir a alma ao Criador e sentir que os céus estão abertos para nós ouvindo a voz do nosso Deus. As obras feitas por ele são magníficas, o seu amor não tem limites, em seu perdão encontro paz. Fale com Deus, pois ele é a fonte de poder. Só nele a vida tem sentido, ele nos dá forças para viver e vencer nos momentos mais difíceis da vida.

Pr. Elis Clementino – Paulista -PE

quarta-feira, 25 de junho de 2014

CAMINHOS QUE DEUS PERMITI-NOS PASSAR

ESBOÇO 570
TEMA: CAMINHOS QUE DEUS PERMITI-NOS PASSAR
Texto: Números 21:4,5

Entendemos que há caminhos que são traçados por Deus, embora isso não nos isente de escolhermos os nossos próprios caminhos e nos responsabilizarmos por eles, no entanto jamais Deus conduzirá o seu povo por caminhos sem saída, se por acaso ele nos conduza por algum por fazer parte dos planos dele em nós pode até ser abstrusos, mas tem saída (Ex 14:11-16,21; 2 Rs 6:15,16). A maneira de Deus desenvolver o seu querer em nossas vidas muitas vezes é estranha aos nossos raciocínios e nada entendermos (Is 55: 8,9), mas isso faz parte dos planos divino em tudo que ele queira realizar em nós. As limitações humanas não alcançam a mente divina (Jó 34:27) (Eliú), por isso precisamos ter muito cuidado para não nos afastarmos de Deus e blasfemarmos contra ele. Não quero nesse mote falar sobre predestinação, porque os planos de Deus em nossas vidas não dependem somente dele, mas também de nós.

Caminhos espinhosos
Há caminhos que os nossos pés pisam que parecem espinhosos, caminhos de dores e sofrimentos, estreitos, escorregadios e cheios de altos e baixos. Nesses caminhos os nossos pés vão sendo moldados conforme as nossas pisadas, (é um tipo aprendendo a andar de acordo com o solo). Quem nunca experimentou andar em um lamaçal de um manguezal ou em lugares escorregadios, inicialmente começamos a nos desequilibrar, mas logo após darmos os passos seguintes iniciamos um andar mais equilibrado, três coisas acontecem nesse momento, cuidado, equilíbrio e superação. Quando caminhamos em lugares planos e sem obstáculos não é exigido praticamente nenhum esforço para adaptarmos (Fp 4:11,12). Na vida há situações que devemos nos esforçar e nos adequar a realidade daquele momento, porém sem que nos acomodemos.

A modelagem divina
O processo de modelação e lapidação divina, e por ele somos levados a passar por processos de refinamento e aprendizado, pois adquirimos experiências na fornalha da aflição (Sl 119:71; Is 48:10), para nos tornarmos um vaso para o fundidor, é preciso que Deus nos purifique tirando da prata (nós) toda escória (Pv 25:4); Somos levados também a casa do oleiro, onde o barro é modelado, quebrado, refeito e recebe os retoques da restauração (Jr 18:1-4). O processo de restauração para Deus não é limitado, ainda que a nosso ver esteja como os ossos secos do vale sem possibilidade de restauração (Ez 37:1). Muitas vezes estamos como aqueles ossos secos sem esperança. As lições aprendidas nas adversidades e sofrimentos nos amadurecem, nos conduzindo a aprendermos grandes lições. Devemos saber que as consternações nos tornam mais dependentes de Deus do que de nós mesmo (Rm 5:3). Há ocasiões que Deus nos faz conhecer e entender, que dependemos exclusivamente mais dele de nós e de qualquer outro ser.

Os resultados do trabalhar de Deus
Eles são maravilhosos, mas somente após o Senhor realizar a sua vontade, pois a ele pertence tanto o querer, quanto o efetuar (Fp 2:13). Devemos entender que ninguém impede a realização dos propósitos de Deus em nós, nem os homens, e nem as potestades (Jó 42:2; Gn 18:14ª; Is 14:27; 43:13). Após Deus realizar o seu querer no cristão ele verá que os resultados são surpreendentes, incontestáveis e admiráveis.
           
            Entendemos que Deus nos conduz a caminhos que aos nossos olhos não tem sentido, entretanto vejamos a chamada de Gideão (Jz 6:12-14). Ora! Gideão questionou a Deus pelo fato de estar malhando trigo no lagar, se Deus estava com ele porque estava enfrentando tudo aquilo, não estava acontecendo o que seus pais lhes contaram dos feitos de Deus. A mensagem profética divina vai de encontro com as condições que a pessoa se encontra. Os caminhos na verdade são espinhosos e confusos, mas Deus nos modela para qualquer situação antagônica, no entanto não há de que temer, porque com ele as coisas podem até começar mal, mas no final tudo termina bem (Jó 42:12; Tg 5:11). É melhor o fim das coisas do que o principio delas (Ec 7:8).

Pr. Elis Clementino – Paulista -PE