quarta-feira, 12 de novembro de 2014

OS DONS ESPIRITUAIS




ESBOÇO 592
TEMA: OS DONS ESPIRITUAIS
TEXTO: I Co 12:7


O termo usado para falar sobre os dons espirituais é (CHARISMA), ele está relacionado com a palavra graça, significando algo dado à igreja pela graça de Deus, por essa razão devemos conhecê-los. O apóstolo Paulo enfatizou que todos os crentes deveriam ter ciência a respeito deles (I Co 12.1). Os dons espirituais são ornamentos para a igreja do Senhor. Articularemos de forma simples sobre os dons, a sua veracidade, variedade, distribuições e finalidades.

I. Veracidade
Os dons espirituais é uma das verdades que deve ser difundida na igreja cristã, infelizmente alguns pregadores se amoldam a outros temas e deixam de lado às doutrinas fundamentais, inclusive os dons espirituais, essa substituição tem levado muitos crentes a não saberem praticamente nada a respeito da manifestação do Espírito Santo na igreja. O estimado apóstolo Paulo já via essa necessidade e falta de conhecimento dos cristãos sobre o uso dos dons espirituais na igreja de Coríntios (I Co 12.1) a falta de conhecimento contribui para o uso incorreto desses dons. Os dons do Espírito Santo não devem ser confundidos com o fruto do Espírito.

II. Multiplicidade
Paulo apresenta uma diversidade de operações desses dons concedidos aos crentes, mas a fonte é somente uma o ESPÍRITO SANTO (I Co 12.4-6). Esses dons estão na igreja, distribuídos entre os crentes com finalidades especificas, são nove os dons espirituais, Já os dons ministeriais na igreja (Rm 12.6-8 e Ef 4.11) não podem ser confundidos com os dons espirituais. Pois os ministeriais foram dados a igreja também com finalidades específicas; preparar o povo para o trabalho cristão; e o aperfeiçoamento da igreja “... querendo o aperfeiçoamento dos santos, para a obra do ministério, para edificação do corpo de Cristo” (Ef 4.12) e crescimento espiritual do corpo de Cristo, conforme o propósito divino (Ef 4.13-16). Deus chama pessoas e capacita-as para o serviço cristão.

III. Os dons espirituais
Eles são distribuídos na igreja pelo Espírito Santo, repartindo a cada um a fim de que seja proveitoso (I Co 12.7). Os dons são repartidos como lhe apraz e individualmente (I Co 12.11), não por capacidade espiritual nem intelectualidade humana, esses dons são: A palavra da sabedoria; a palavra do conhecimento; da fé; de curar; operações de milagres; discernimento de espíritos; variedades de línguas; capacidade de interpretá-las (I Co 12.8-10). Cada um desses dons tem ações características para o enriquecimento da igreja do Senhor, os quais são aparelhamentos que somente o Espírito Santo tem para dar.

É bom entender que cada crente pode ter mais de um dom espiritual, as escrituras não determinam a quantidade que você pode ter.

Não apresentaremos os dons espirituais conforme a ordem que Paulo descreveu em sua epístola (I Co 12.8-10), e sim pela classificação.
IV. Dons de Revelação:
1) A Palavra de Sabedoria (I Cor 12.8ª) É uma palavra ou uma proclamação do Espírito Santo, para satisfazer a necessidade de solução de um problema particular. (2) A palavra do conhecimento (I Cor 12.8b) é a manifestação sobrenatural de algum fato que existe na mente de Deus, por ser o homem limitado não pode conhecer, a não ser que o Espírito Santo lhe revele, fazendo com que o homem se torne participante da onisciência de Deus. (3) O discernimento de Espírito (I Cor 12.10c) Através deste dom Deus revela ao crente a fonte e o propósito de qualquer forma de poder espiritual, se é de Deus ou não.

V. Dons de Poder
Os dons de poder são aqueles que se expressam conforme abaixo:
4) Dons de curas (I Cor 12:9b), no grego, tanto o Dom de (curar) como seu efeito, observem que está no plural, o que nos leva a entender que existe uma variedade de modos na operação deste dom. (5) Operação de Milagres (I Cor 12.10a) Ambas as palavras aparecem no original grego, no plural, o que sugere que há uma variedade de modos de milagres e atos de poder. Por milagres e maravilhas entende-se que todo e qualquer fenômeno que altera uma lei estabelecida. (6) Profecia é uma proclamação do Espírito Santo sobre algo a revelar que não está na mente humana, ele serve para exortar e edificar a igreja, é um dom que necessariamente deve ser buscado (I Co 14.1). (7) Fé (I Cor 12.9a) O Dom da fé esse se entende como uma fé especial e sobrenatural é o verdadeiro apelo a Deus no sentido de que Ele intervenha sobre nós quando se esgotam todos os recursos humanos.

VI. Dons de Inspiração
Inspiração – Na teologia é o movimento divino segundo a fé cristã, os escritores das escrituras sagradas foram movidos e guiados por Deus para escreverem. (8) Variedade de Línguas (I Cor 12.10d). É a expressão falada e sobrenatural duma língua nunca aprendida pela pessoa que fala, nem mesmo o que fala sabe, a não ser que haja alguém que também de maneira sobrenatural interprete. (9) Interpretação das línguas – É a capacidade sobrenatural dada pelo Espírito Santo para interpretar, ou seja, as línguas estranhas devem ser interpretadas senão tornar-se-á sem fruto para os ouvintes.

Os crentes pentecostais devem buscar os dons espirituais, sobretudo o de profetizar (I Co 14.1), cuja finalidade é enriquecer e edificar a igreja, dádiva que somente o Espírito Santo pode realizar. Buscar a plenitude do Espírito é querer ser completo, infelizmente muitos crentes não estão dando prioridade a busca desses dons, mas devemos sentir a necessidade de buscá-los, pois a oração é o ponto de partida para se obter o batismo com Espírito Santo e através dele receber os DONS ESPIRITUAIS.

Pr. Elis Clementino – Paulista - PE

quinta-feira, 6 de novembro de 2014

AVAREZA, UM IMPEDIMENTO A FÉ




ESBOÇO 591
TEM: AVAREZA, UM EMPEDIMENTO A FÉ
TEXTO: LUCAS 12:15

            No mundo existem muitas coisas ruins que são praticadas pelo ser humano e uma delas é a avareza, mesmo condenada pela Bíblia continua sendo praticada. Uma das características do cauíla é o exclusivismo, o seu desejo e visão são de centralizar em si riquezas e glórias, os cauíras amam mais o dinheiro e as coisas do que as pessoas, assim eles não tem a mínima sensibilidade em atentar para as necessidades alheias. Falaremos sobre a avareza, o amor ao dinheiro, resultado do amor ao dinheiro, o serviço cristão e o resultado da fidelidade a Deus.

O amor ao dinheiro
Amar o dinheiro é uma das características muito forte do avarento, ele esquece que o amor ao dinheiro é a raiz de toda espécie de males (I Tm 6:10). A ganância pelo dinheiro pode levar as pessoas aos extremos, capazes de furtar e matar. O avarento adoece quando olha para alguém que está prosperando, isso é uma ação diabólica e por incrível que pareça isso tem atingido muitos cristãos, por isso o Paulo os adverte sobre a avareza porque ela destrói a alma, assim como o profeta (Ez 22:27), impede que as orações sejam ouvidas por Deus (Jó 27:8,9). Atualmente vivenciamos o cumprimento do que Paulo escreveu a Timóteo (II Tm 3:1-5), na verdade os amantes do dinheiro nunca se fartarão dele (Ec 5:10), porque a avareza está dentro do coração e se manifesta através das atitudes (Mc 7:21-23). A avareza constitui-se um perigo para a fé.

O resultado do amor ao dinheiro
Já mencionamos que o amor ao dinheiro é a raiz de todos os males, principalmente quando lançamos o nosso coração aos tesouros dessa vida, “Porque, onde estiver o vosso tesouro, ali estará também o vosso coração.” (Lc 12:34). O homem que prioriza o dinheiro, as riquezas esquecem aquilo que é mais importante, “o reino de Deus”. Jesus põe como prioridade a busca do reino de Deus, e as demais coisas é consequencias (Mt 6:33). Quantas pessoas matam e morrem por causa do amor dinheiro (Rm 1:29), quando o amamos desprezamos ao próximo, não valorizamos a vida, as coisas são prioridades, porque julgamos serem elas mais importantes do que as pessoas, pois entendemos que quando amamos o dinheiro e as coisas passamos a usar as pessoas, por essa razão o mundo passa por situações difíceis em todos os aspectos. Os furtos, a avareza, as maldades, o engano, a dissolução, a inveja, a blasfêmia, a soberba, a loucura (Mc 7:22).

Serviço cristão
Os avarentos não podem fazer parte no serviço cristão sem que ele aborreça a avareza (Ex 18:21; Ef 5:3). O obreiro avarento é um impedimento para a obra de Deus, além de não contribuir reprova quem contribui, além de achar que não valha a pena ofertar e dizimar como fizeram nos dias de Malaquias, esses indivíduos são reprovados pelo Senhor (Ml 3:7-18), eles tem uma visão materialista e isso lhes afastam de Deus e conseguentemente da obra. A abnegação é o desprendimento, desambição e desapego, pois isso é fundamental para quem quer fazer a obra de Deus.

Resultado da fidelidade a Deus
Quando nos desprendemos da avareza e abrimos o coração para devolver ao Senhor aquilo que ele nos deu teremos resultados surpreendentes (Lc 6:38). Há muitas maneiras de Deus nos recompensar por aquilo que fazermos pela sua obra (I Co 9:9,10), muitas vezes pensamos que o retorno virá somente pelo financeiro, mas a recompensa pode vir de maneira diversificada (1) Proteção da vida (Is 38:1-8; At 12:1-11; At 16:25,26; I Rs 21:1-16;  At 12:1,2; Hb 11:35-38; Sl 91:11); (2) Proteção dos bens “Impedirei que pragas devorem suas colheitas, e as videiras nos campos não perderão o seu fruto", diz o Senhor dos Exércitos.” (Ml 3:11); (3) Saúde física “E disse: Se ouvires atento a voz do Senhor teu Deus, e fizeres o que é reto diante de seus olhos, e inclinares os teus ouvidos aos seus mandamentos, e guardares todos os seus estatutos, nenhuma das enfermidades porei sobre ti, que pus sobre o Egito; porque eu sou o Senhor que te sara.” (Ex 15:26); “E servireis ao Senhor vosso Deus, e ele abençoará o vosso pão e a vossa água; e eu tirarei do meio de vós as enfermidades.” (Ex 23:25); (4) Capacidade espiritual “Dá força ao cansado, e multiplica as forças ao que não tem nenhum vigor, Mas os que esperam no Senhor renovarão as forças, subirão com asas como águias; correrão, e não se cansarão; caminharão, e não se fatigarão.” (Is 40:29, 31).

            Deus quer nos abençoar, mas precisamos abrir mão da avareza, do nosso eu e compreendermos que tudo o que temos são dádivas de Deus. Retribuir a ele é a nossa obrigação, “se eu não vos abrir as janelas do céu, e não derramar sobre vós uma bênção tal até que não haja lugar suficiente para a recolherdes” (Ml 3:10b). Reconheçamos e adoremos a Deus por aquilo que ele tem feito por nós. Amados se guardarmos a sua palavra e não tivermos um coração avarento fiquemos certos que o Senhor não nos desamparará. (Hb 13:5)

O príncipe falto de entendimento é também um grande opressor, mas o que odeia a avareza prolongará seus dias. (Pv 28:16)

Pr. Elis Clementino- Paulista -PE