quinta-feira, 14 de maio de 2015

O TABERNÁCULO

ESBOÇO 614
TEMA: O TABERNÁCULO
TEXTO: SALMOS 15. 1-5.

Literalmente entendemos que Deus não habita em templos de madeira, pedras e outros materiais, mais que ele pode estar presente em todos os lugares através de um dos seus atributos conhecidos “a onipresença” (Jó 26.6; Sl 139; Pv 15.11). Morar é um sentido figurado, pois sua presença já enche os céus e a terra (Is 40.12; Pv 30.4). Para falarmos sobre o tabernáculo faz-se necessário mostrar como era e a finalidade a que fora construído.

1. O tabernáculo
Era chamado de taberna, cabanas, moradas provisórias construídas durante a peregrinação dos hebreus no deserto. As expressões “Tabernáculo” e “Santo Monte” são relativas ao lugar da habitação de Deus (Ex 35:8) e á adoração. O tabernáculo era composto de três partes: O pátio, o lugar santo, e o lugar santo dos santos.

Descrição:

2. As suas divisões e peças
Átrio Exterior; Altar do Holocausto - onde eram oferecidos os sacrifícios a Deus.

Bacia - Onde os Sacerdotes lavavam os pés e as mãos simbolizando uma purificação para entrar no Santo Lugar.

3. No Santo Lugar; Altar do incenso, era localizado do lado oposto a entrada, no fundo, pouco antes do véu que separava do Santo dos Santos. Era usado para se queimar incenso pela manhã e à tarde pelos sacerdotes. (Lv 6.13)

A mesa dos pães da preposição ficava à direita da entrada e tinha esse nome e todos os sábados eram colocados 12 pães sobre ela que representava as doze tribos de Israel.

Menorah ou candelabro de ouro ficava a esquerda da entrada, com sete hastes. Era diariamente enchido com o melhor azeite, pelos sacerdotes para que ele nunca se apagasse, Somente enquanto estivesse sendo transportado.

4. Santo dos Santos
(1) O Véu era uma cortina que separava o lugar do Santo dos Santos; (2) Arca da Aliança simbolizava a presença de Deus, nela continha as tábuas da lei os dez Mandamentos, a Vara de Aarão, que floresceu e o pote de maná; (3) O propiciatório era uma tampa da Arca sendo o lugar onde o Sumo Sacerdote, uma vez ao ano, no dia da Expiação, aspergia o sangue pela remissão de seus pecados e pelos pecados do povo.

5. As qualificações para entrar no santuário
Davi após indagar a si mesmo “quem morará no teu tabernáculo?” ele responde apresentando pelo menos 11 razões descrevidos no salmo 15.

5.1. Critérios:
Há critérios para a entrada na habitação de Deus.
1. O que vive com integridade
2. O que pratica a justiça
3. O que de coração fala a verdade
4. O que não difama com a sua língua
5. Não faz mal ao próximo
6. Não lança injúria contra o seu visinho
7. O que aos seus olhos tem por desprezível ao réprobo (aquilo que é mau, perverso, malvado)
8. Honra o que teme ao Senhor
9. O que jura com dano próprio e não se retrata
10. O que não empresta o seu dinheiro com usura
11. O que não aceita suborno contra o inocente

“Paulo também chama de tabernáculo o nosso corpo (2 Co 5:1), quando fala sobre a ressurreição. Edifício fala do nosso abrigo seguro na presença de Cristo. Também em (1 Co 3:16,17; 1 Co 6:19),  fala sobre o nosso corpo como templo e morada do Espírito Santo, quando fala da santificação do nosso corpo” .

2. Quem estará apto para entrar nele?
(1) Somente aqueles que assimilaram a retidão de Cristo podem preencher todas essas exigências (2 Co 5:21; 1 Jo 3:7); (2) O que é preciso para satisfazê-lo (Jo 6:28,29);  (3) A responsabilidade é intransferível (Rm 14:11,12; 2 Co 5:10).

Todas as pessoas terão oportunidade para ter acesso a Deus e a sua morada, independentemente de raça e cor, todos terão a mesma oportunidade, necessário é, cumprir todas as exigências divinas ou ter estas qualificações morais para que então, tenhamos a entrada nas moradas eternas. Jesus já abriu o caminho (Hb 10.19-23).


Pr Elis Clementino- Paulista - PE

domingo, 10 de maio de 2015

AS FOLHAS SOMENTE NÃO BASTAM

ESBOÇO 613
TEMA: AS FOLHAS SOMENTE NÃO BASTAM
TEMA: Mt 21:19; Lc 13:6-9; Jo 15

            Há nas escrituras três textos importantes que abordaremos as figueiras sem fruto, a videira e seus ramos, sendo um episódio e duas parábolas. O primeiro foi um fato, Jesus caminhava com seus discípulos teve fome, e imediatamente olha e vê uma figueira e procurou nela frutos e não encontrou, a não ser folhas, naquele instante ele a amaldiçoou e prontamente ela secou (Mt 21.19). O segundo foi uma parábola de Jesus registrada por Lucas de uma figueira plantada no meio da vinha, mas nela também não havia fruto, no entanto foi-lhe dada mais uma oportunidade (Lc 13:6-9), e a parábola da videira falada por Jesus e escrita por João Apostolo do Senhor (Jo 15: 1-5). Em todas extraímos lições importantes e nelas destacam-se: A aparência, a falta de frutos, de fé, oportunidade e a podagem da videira. Essas lições são fundamentais para a frutificação e desenvolvimento da vida cristã.

A esterilidade e aparência
Muitas coisas que acontecem com os homens, animais e as plantas “a esterilidade”, aquilo que não produz ou improlífico, infecundo e infrutífero, a esterilidade tem tomado conta de muitos cristãos levando-os a viverem somente de aparência sem nada produzir. Jesus encontrou uma figueira sem fruto, no entanto existia nela uma bela aparência “as folhagens”. A figueira era uma grande produtora de figos e costumava produzir duas vezes por ano, sendo a primeira colheita em abril. Jesus ao se deparar com essa figueira aproveitou para expressar algo que estava em sua mente.  (1) Falar sobre Israel; (2) A figueira simbolizava Israel; (3) A maldição recai sobre a sua hipocrisia, Israel tinha aparência, tradição e orgulho religioso “as folhas” Mt 21:19).

As oportunidades
Vejamos o desenvolver dos três assuntos sobre a figueira e a videira (1) A figueira irremediavelmente secou, sem chances; (2) A segunda foi lhe dado a única oportunidade, nessa parábola apresentada por Jesus há três anos a figueira não produzia frutos, tempo suficiente para que ela desse fruto, então o senhor da vinha disse ao vinhateiro: Corta-a porque ocupa lugar nessa terra inutilmente? O vinhateiro responde: senhor dá mais uma oportunidade a ela, mais um ano até que eu escave a terra e a esterque; se der fruto, ficará e, se não, depois manda cortar (Lc 13:6-9). (3) O outro foi a da videira e as varas, no entanto nas três mensagens Jesus enfatiza a necessidade de produzir frutos, mas três coisas seriam necessárias para produzir (1) Limpar as varas para que dê mais frutos “tratamento espiritual”; (2) Estarem ligadas na videira; (3) As que não produzissem frutos seriam cortadas (Jo 15:1-6). Notadamente as parábolas descritas por Lucas e João, tanto a figueira quanto a videira tiveram oportunidades, Isso indica que a todos é dada a oportunidade para produzir frutos e desenvolver o nosso potencial, basta entender a parábola dos talentos (Mt 25:14-30), todos receberam conforme a sua capacidade e podiam produzir.

As consequências para quem nada produz
(1) Perdas de tempo e oportunidades por não produzir; (2) Será responsabilizado pela ausência de frutos; (3) A maldição recai sobre os que nada produzem. Essa é a triste realidade para quem nada produz.

Verdades importantes
(1) Não viva de aparência;
(2) Não perca oportunidade de produzir frutos, saiba que uma oportunidade perdida possivelmente não surgirá outra e se houver não será na mesma proporção;
(3) O processo de podagem facilita a produção de frutos. Muitas vezes é necessário cortar algo que nos impeça de produzir frutos;
(4) Fazer uso da fé.

O que se espera de você?
a) Que não seja um hipócrita, vivendo somente de aparência, camuflados nas folhas. A aparência não é importante, as folhas enganam e produzir fruto é necessário (Jo 15:2);
d) Não sejam como as figueiras que não deram frutos (Mt 21:19; Lc 13:6-9).
c) Não permita que os inimigos destruam as suas figueiras e videiras tirando-as até a casca (Jl 1:7).

Nós somos comparados a uma árvore que cujos frutos devem aparecer, vivemos neste mundo para produzir e não viver na esterilidade e de aparências, viver de aparência é viver na hipocrisia, não se torne uma figueira estéril, pois o vinhateiro nos dá oportunidade para produzir, e se houver alguma coisa que impeça de dar fruto ele tira e limpa as que dão fruto para que dê mais fruto.


Pr. Elis Clementino-Paulista –PE

sexta-feira, 8 de maio de 2015

AS MALDIÇÕES DE SIMEI

ESBOÇO 612
TEMA: AS MALDIÇÕES DE SIMEI
TEXTO: 2 SAMUEL 16:5

            A finalidade desse assunto é mostrar algo sobre as conhecidas maldições ou pragas, elas amedrontam e afrontam as pessoas e são impetradas por indivíduos cujos corações estão cheios de ódio e iras. Essas terminações são usadas desde os tempos antigos, pois os indivíduos acreditavam terem poderes dados por Deus, tanto para amaldiçoar quanto abençoar, portanto ainda hoje esses termos são usados por pessoas muitas vezes religiosas. Falaremos nesse mote sobre o significado de maldições, o poder delas, a proteção divina sobre as imprecações e as bênçãos divinas.

Significado
a) A maldição é um ato ou efeito de amaldiçoar ou pronunciar palavras de maldição sobre pessoas e coisas. (b) Imprecação (ato de imprecar, maldição, praga). Existem alguns salmos considerados imprecatórios, são aqueles que de alguma forma chocam, porque são julgadores, eles invocam a vingança e a maldição do nosso Deus sobre pessoas e povos, inclusive as imprecações mais longas estão nos salmos 35, 69 e 109, mas algumas descrições de vingança também aparecem em outros, podemos citar alguns: (Salmos 31.17-18; 40.14-16; 54.7; 55.15; 58.6-7; 59.9-13; 83.9-17; 137.8-9; 139.19; 40.1). (c) Proclamar a desgraça de alguém ou uma praga.

O poder das imprecações
Ao ler os salmos são necessárias algumas considerações, pois as maldições em algumas ocasiões expressas por pessoas apoiadas em algumas atitudes de outras podem causar infortúnios “infelicidade, desgraça, calamidade e desventura em determinados indivíduos”. As religiões antigas confiavam nessas declarações emocionalmente carregadas, que proclamadas trariam essas consequências, por isso as pessoas hoje em dia continuam temendo as maldiçoes (Rm 3.14). Devemos levar em conta o poder espiritual daquele que amaldiçoava ou abençoava. Jacó abençoou não somente os seus netos, Efraim, Manassés, mas também convocou os seus doze filhos para abençoar a cada um deles. E essas bênçãos têm feito sentir o seu poder entre os seus descendentes até hoje (Gn 49:1-33); Noé amaldiçoou a Canaã filho de Cam, como também abençoou Cem e Jefé (Gn 9.25,26; Dt 27.16). Há pessoas que recebem ajuda de espíritos malignos, e evidentemente podem prejudicar, ou mesmo levar outra pessoa as enfermidades e até a morte, entretanto não devemos ser supersticiosos a ponto de acreditar que venham sobre nós mau olhado ou coisas parecidas, mas sabe-se que há pessoas dotadas de um grande poder PSÍQUICO e podem produzir efeitos nas vidas de seus semelhantes. Se amarmos as maldições elas sobrevirão (Sl 109:17).  “Como um pássaro que foge, como uma andorinha no seu vôo, assim a maldição sem causa não se cumpre” (Pv 26.2).

Geralmente as pessoas que recebe alguma palavra de maldição ou praga se sentem terrivelmente abaladas, outras não, podemos falar sobre as pragas de Simei sobre Davi. Aqueles que têm confiança em Deus não se desesperam “Quando o rei Davi chegou a Beurim, um homem de clã da família de Saul chamado Simei, filho de Gera, saiu da cidade determinando maldições conta ele” (2 Sm 16:5). Duas coisas acontecem com o povo de Deus, (a) A maldição sem causa não funciona (Pv 26:2); (b) Praga nenhuma lhe alcançará (Sl 91:10,12). Enquanto Simei amaldiçoava, Davi estava sossegado, não revidou e nem proferiu palavra alguma contra ele.

A proteção divina sobre as imprecações
Proteção é algo que nos envolve de maneira sobrenatural e os que estão debaixo dessa proteção Divina, não sofrerão influencias estranhas e malignas, “pois contra Jacó, não vale encantamento, nem adivinhação contra Israel (Nr 23.23)”. As maldições não alcançam o povo de Deus (Nr 22.12,18; Nr 23.11; Nr 24.10). Deus inverte a maldição em benção, conforme fez com a maldição de Balaão (Dt 23.5). As palavras imprecatórias não nos alcançam e podemos desfrutar dessa benção (Sl 91.10; Isa 54.17; Jó 5.21; Tg 3.8-10; Rm 8.31, Nr 14.9; Jó 34.29; Sl 118.6; Rm 8. 33,34). Somos guardados porque o anjo do Senhor se acampa ao nosso redor para nos guardar (Sl. 34.7; Sl 91.3 – 12). Paulo escreveu aos romanos que não há quem condene aquele que Deus justificou (Rm 8:31)

As bênçãos divinas
Assim como podem vir às maldições as pessoas desobedientes, as bênçãos divinas também virão sobre os justos. No antigo testamento as bênçãos eram proclamadas em momentos solenes, como se ler no salmo 103, onde temos uma expressão pessoal de agradecimento, em face das bênçãos divinas recebidas.  O antigo testamento encerra varias bênçãos domésticas, nas quais o pai de família invoca a benção divina sobre os seus filhos (Gn 9:26; 27:27-29; 48:15,16), essas bênçãos tinham grande valor, porque elas eram proclamadas e as pessoas criam no Deus de Israel. Moisés proferiu uma benção sobre o povo de Israel como um todo (Dt 28:1-14), sendo que a benção clássica é a benção de Arão que era o sacerdote (Nr 6:24-26). As bênçãos eram invocadas quando na adoração pública (Lv 9:22; Dt 10:8). A postura física dos invocantes usualmente incluía o gesto das mãos erguidas (Lv 9:22). No novo testamento há bênçãos eloquentes, em (Rm 15:3; 2 Co 13:14; Hb 13:20,21; Jd 24:1; 1 Pe 5:14 e 3 Jo 15), várias das quais são comumente usadas nos nossos cultos de adoração a Deus, incluindo a benção apostólica no final.

As bênçãos divinas estão a nossa disposição, nós somos quem escolhemos (Dt 11:26,28). As bênçãos caem sobre os justos (Pv 10:6), ela enriquece sem acrescentar dores (Pv 10:22). Pela benção do justo a cidade se alegra (Pv 11:11). O crente fiel gozará de abundantes bênçãos espirituais e materiais (Pv 28:20ª; Ml 3:10). Deus fará descer chuvas de bênçãos no seu tempo (Ez 34:26).

Devemos confiar inteiramente no Senhor, pois dele vem a nossa proteção e as bênçãos divinas, as maldições não nos alcançarão (Sl 91:5, 6). Deus promete nos livrar (Sl 91:14,15). Mesmo que alguém nos faça o mal, não devemos retribuir com o mal, antes pelo contrário abençoá-lo (I Pe 3.9,10), tenhamos a certeza que o Senhor nos protegerá enquanto confiarmos nele, e nos fará com que as suas copiosamente bênçãos caiam sobre nós e nossos filhos.

Pr. Elis Clementino – Paulista – PE


quarta-feira, 29 de abril de 2015

CRUCIFICADO COM CRISTO

ESBOÇO 611
TEMA: CRUCIFICADO COM CRISTO
TEXTO: GÁLATAS 2:20
               
A crucificação era um procedimento usado na antiguidade de excussão cruel dos criminosos, ele era mais usado pelo império romano, esse método cruel começava com flagelos, ou seja, açoites e chicotadas e depois o indivíduo era torturado cruelmente e despido. As pessoas submetidas a esse tipo de tortura eram tidas como objetos de escárnios sendo açoitadas e presas em uma estaca de madeira ou com uma barra horizontal em forma de cruz, no ato da crucificação as vítimas eram penduradas de braços abertos e os pés eram posto um sobre o outro amarrado e depois batiam pregos sobre os pés e as mãos, era uma morte lenta agonizante, esse tipo de morte perdurou até Constantino quando ele se tornou imperador em 306 dC. No Concilio de Nicéia entre 20 de maio a julho 325dC. Constantino estabeleceu o cristianismo como religião oficial do império romano e tomou medidas para que a fé cristã não fosse mais perseguida, ele não somente preservou o cristianismo como também fez com que fosse a religião dominante na Europa, mas nesse mote descrevemos um pouco sobre a crucificação citada por Paulo na sua carta aos Gálatas.

O que queremos neste comentário é destacar o que Paulo escreveu; “Já estou crucificado com Cristo; e vivo, não mais eu, mas Cristo vive em mim; e a vida que agora vivo na carne, vivo-a pela fé do Filho de Deus, o qual me amou, e se entregou a si mesmo por mim.” (Gl 2:20). A crucificação destacada por Paulo não é literal, mas espiritual. A carta de Paulo aos gálatas foi a sua primeira escrita entre 55/60 dC cujo propósito era combater os judaizantes que inquietavam as igrejas da região da Ásia menor.

A crucificação descrita por Paulo é uma entrega total para satisfazer a vontade de Cristo, é a crucificação do “velho eu” é o que muitos cristãos têm dificuldade, principalmente em controlar seus anseios ou vontades, o nosso eu deve ser subjugado e dominado como se estivéssemos sendo crucificado, o homem na cruz estava impossibilitado e nada poderia fazer. A entrega a Cristo era total, podemos até destacar:
(1) Sem reservas, porque o amor de Deus por nós foi sem limite (Jo 3:16);
(2) A entrega do próprio corpo (I Co 13:3);
(3) A vida (At 20:24);
(4) Seus bens (Fp 3:7,8);
(5) Seus conhecimentos (Fp 3:8);
(6) As paixões carnais “E os que são de Cristo crucificaram a carne com as suas paixões e concupiscências” (Gl 5:24). A confiança e a certeza do apóstolo eram expressas com firmeza, “Segundo a minha intensa expectação e esperança, de que em nada serei confundido; antes, com toda a confiança, Cristo será, tanto agora como sempre, engrandecido no meu corpo, seja pela vida, seja pela morte. Porque para mim o viver é Cristo, e o morrer é ganho” (Fp 1:20,21).

            Para fazer a vontade de Cristo e manter uma vida de santidade, faz-se necessário abandonar as coisas que comprometem o relacionamento com ele, pois esta atitude implica em uma vida de renúncia (Mc 8:34,35), nele incluiu a total entrega de Paulo a Cristo, e da mesma maneira a nossa. Viver para Cristo exige o abandono do pecado e as paixões carnais, é renunciar o próprio eu e carregar sobre si as marcas de Cristo (Gl 6:14-18), sigamos o seu exemplo (I Co 11:1; Ef 5:1).
"Tudo me é permitido", mas nem tudo convém. "Tudo me é permitido", mas eu não deixarei que nada domine (I Co 6:12), atitude de quem estava crucificado com Cristo.

Pr. Elis Clementino- Paulista - PE

sábado, 25 de abril de 2015

DIÓTREFES UM MAU OBREIRO

ESBOÇO 610
TEMA: DIÓTREFES UM MAU OBREIRO
“Tenho escrito à igreja; mas Diótrefes, que procura entre eles a primazia, não nos recebe...”. 3 João 9-11.

A fragilidade humana pode levar o indivíduo a um comportamento comprometedor, tanto a si quanto as outras pessoas, isso tem acontecido com muita naturalidade desde o princípio, e hoje em dia não é diferente. O ser humano continua agindo da mesma maneira, maiormente no meio cristão, onde também existem pessoas de naturezas diferentes, ambiciosas, egoístas, inobedientes etc. A Bíblia relata histórias de várias pessoas com esses atributos, no entanto é através delas que extraímos lições para o nosso cotidiano. Nesse mote tomaremos como exemplo o comportamento de um obreiro do NT denominado Diótrefes.

Quem era Diótrefes?
O Apóstolo João na sua terceira carta faz advertências aos cristãos sobre os perigos dos falsos líderes que entre eles estava o obreiro chamado Diótrefes, embora sobre ele se saiba pouca coisa. O significado do seu nome era “filho adotivo de Zeus”, deus da mitologia greco-romana sugere-se que tenha sido de descendência grega, ele foi atraído pelo cristianismo e professou a sua fé em Cristo tornando-se membro da igreja local. Diótrefes passou a ter uma grande influência na igreja onde era membro e na cidade até chegar a ser ordenado a Ministro do Evangelho e elevou-se entre as lideranças da igreja, mas havia certas atitudes que somente vieram aparecer depois de ordenado, as superstições pagãs, e a ambição por glória puramente humana. Ele cresceu orgulhoso, arrogante e prepotente, incapaz de respeitar as autoridades espirituais da época, principalmente das igrejas cristãs, e por ele desejar comandar a igreja não suportava a presença do Apóstolo João, ele gostava de ser o primeiro em tudo, agia de maneira contrária à instrução de Jesus: “Quem quiser tornar-se grande entre vós, será o que vos sirva; e quem quiser ser o primeiro entre vós, será vosso servo (Mt 20.26,27; Mc 10:44,45). Todo indivíduo que tem essas características adora exercer a primazia, Diótrefes sempre procurava ter entre eles o primado, estar em destaque, esse era o seu prazer, além do mais ele não estava disposto a sofrer pela Igreja, mas se ufanava através dos trabalhos fundados pelo outros. Demonstrava defender a justiça social, com isso ele promovia a justiça própria e não a divina.

O obreiro Diótrefes era totalmente diferente de Gaio, a quem João enviou esta carta, Gaio era um homem obediente, humilde e hospitaleiro, enquanto Diótrefes era um líder soberbo, ao invés de servir aos outros desejava ser servido, ele não buscava a glória de Cristo, mas a sua própria honra e glória, ele era alimentado pelo orgulho, ao invés de dar a primazia a Cristo (Cl 1:18), entretanto tomava para si. Ele sempre queria ser o centro das atenções, mediante a isso João era uma ameaça para a sua liderança e por essa razão na carta encontramos quatro características que comprovavam as suas qualidades:

1. Recusava a receber o Apóstolo João, negando a prática da hospitalidade que era uma características da igreja apostólica (Rm 12:13), a hospitalidade era uma exercício comum e recomendado na época (Hb 13:2), negligenciar era uma falta grave as ordenanças do Senhor, a igreja era acolhida nos lares cristãos (Rm 16:2,23; I Co 16:19). A hospedagem era uma verdadeira honra para os servos de Deus, mas Diótrefes se recusava a fazer e por causa disso João disse “não nos dá acolhida” hospitalidade era algo que marcava a igreja primitiva.

2. Ele era mentiroso, ele disseminou na igreja palavras maliciosas sobre João, o caluniando e difamando, sabe-se que essa prática é abominável ao Senhor (Pv 6:16-19). Nada pior do que um semeador de contendas essa é uma atitude diabólica. Deus não se agrada desses tais dentro da igreja, Diótrefes era assim, mas João estava atento e que brevemente acertaria as contas com ele, certamente o desmascararia, amados devemos analisar bem o que é dito sobre os homens de Deus, porque muitas vezes não passam de acusações levianas e mentirosas.

3. Diótrefes rejeitou os enviados de João, qualquer pessoa que tivesse relacionamento com os apóstolos era rejeitada por ele, esse indivíduo se tornou um grande empecilho para obra de Deus.

4. Diótrefes punia as pessoas que discordavam dele, os membros que acolhessem os servos de Deus eram punidos e expulsos, e até da igreja, essa era a maneira que ele tratava a igreja de Cristo, contrariando o que o apóstolo Pedro ensinou aos obreiros a forma como deveriam tratar o rebanho de Deus (I Pe 5:1-4).

Diótrefes agia como um ditador agindo com atitudes doentias e diabólicas, ele controlava as pessoas, manipulava e não agia como servo de Deus, e a quem desse acolhida a João ele punia severamente. Os membros da igreja teriam que optar entre obedecer a ele ou a João, dessa maneira os crentes ficava encurralado criando partido, esse é o pior tipo de líder que a igreja pode ter, e o que dizer nos dias de hoje? A pior liderança é aquela que age pela força violando os direitos alheios.
           
            Após analisarmos o comportamento de Diótrefes não devemos seguir o exemplo de egoísmo, ambição e glórias desejando obter e concentrar todas as honras em torno de si, Diótrefes além de não ser hospitaleiro, rejeitava qualquer comitiva enviada pelo apóstolo João. O texto nos traz lições de extrema importância sobre as suas atitudes dando mau exemplo como obreiro, Deus nos guarde, portanto, devemos saber nos comportar diante das diferenças em todos os sentidos da vida, além de saber que as melhores conquistas não devem ser através da força (Zc 4:6). Muitos obreiros não agem como pastor de ovelhas, mas como donos, isso se constitui um grande perigo para a fé delas, guardemos o que disse o Apóstolo Paulo (Ef 4:1,2).

Una as pessoas, preserve os bons relacionamentos, construa pontes e não abismos.


Pr. Elis Clementino – Paulista - PE