quarta-feira, 15 de julho de 2015

A BUSCA EXCESSIVA PELO PODER

A BUSCA EXCESSIVA PELO PODER
Reflexão

             Poder; parece uma palavra muito simples, ela nos dá entender que significa estar acima, dominar, ter autoridade e força. O poder pode ser usado tanto para executar o bem quando para o mal, dependendo da estrutura da pessoa que o tem, ou seja, como se comportará o indivíduo que detém esse poder. Para algumas pessoas não existe nada mais precioso e prazeroso na vida do que comandar pessoas em qualquer área da sociedade, porque o império dá uma sensação ao indivíduo de absolutismo, grandeza, arrogância, soberba e autoritarismo são coisas que as pessoas mais gostam. Os discípulos de Jesus, em algumas ocasiões demonstraram tal interesse a ponto de discutirem entre si para saber qual deles seria o maior no reino dos céus (Lc 9:46; Mt 18:1; Mc 9:33-35), esse interesse e ambição de governar é muito antigo, entrando primeiramente no coração de Satanás, essa atitude dele resultou na queda do homem, trazendo-lhe as conseqüências  pós queda (Gn 3:9-24).
Na concepção de Maquiavel em relação à política vale tudo para se conquistar o poder, não importa como, o importante é tê-lo e mantê-lo, somente à palavra poder já massageia o ego, por essa razão os homens humilham e matam pessoas. Pilatos diante de Jesus pensou ter tanta autoridade capaz de fazer o que bem queria quando disse: “Não sabes tu que eu tenho autoridade para soltar e para te crucificar?” (Jo 19:10b), porém ele não sabia que toda aquela autoridade não era dele. O próprio Jesus lhe deu uma importante lição: “Nenhuma autoridade terias sobre mim, se de cima não te fosse dada” (Jo 19:11; Mt 23:12; Sl 18:27; Lc 1:51,52; Sl 75:7; Sl 62:11; Ec 5:19).
Ter poder sobre as pessoas não significa ausentar de si a humildade, pois devemos compreender que a qualquer momento esse poder pode passar das mãos de quem tem para outrem, e as escrituras testificam muito bem sobre isso. Ninguém gosta de ser comandado, é pelas circunstancias a que são submetidos. Muitas pessoas que estão no exercício do poder pensam que comandar é manipular pessoas de forma irresponsável, achando que os subalternos não têm sentimentos; onde vale ressaltar que essas pessoas são iguais aos mesmos.
Devemos entender que somos apenas um regente provisório das oportunidades de liderar o que Senhor nos dá, somos mordomos de servos alheios e não devemos abusar da nossa autoridade como fez o servo com os seus conservos “Mas, se aquele servo sendo mau, disser consigo mesmo: Meu senhor demora-se, e passar a espancar os seus companheiros e a comer e beber com ébrios virá o senhor daquele servo em dia em que ele não espera e em hora que não sabe e castigá-lo-á com os hipócritas. (Mt 24:48,49) universalmente todos hão de prestar contas dos seus atos.
Todo abuso de poder tem as conseqüências “Quanto maior o poder, mais perigoso é o abuso” (Dn 4:12-16; 5:2-5). A bíblia nos diz que Deus é um Juiz, a um ele abate e a outro ele exalta (Sl 75:7). Existem pessoas que abusam da autoridade em todos os lugares, em nome da lei dos homens e de Deus. Quantas injustiças são praticadas pelo excesso de poder. Devemos ter muito cuidado, quando tivermos alguma oportunidade de estar no poder e quando estiver usá-la com sabedoria, Salomão pediu a Deus sabedoria, pois ele sabia que iria comandar e julgar pessoas, porém ele sabia que substituir o seu Pai não seria fácil e nem poderia reinar de qualquer maneira (I Rs 3:7-10). A resposta de Deus para Salomão foi recheada de novidades, eram favores divinos além do que ele havia pedido. Atualmente Deus continua exaltando pessoas para estarem liderando grupos sociais, mas entendemos que ele também abate os orgulhosos e soberbos. (I Sm 2:6-8).


Pr. Elis Clementino – Paulista -PE

domingo, 12 de julho de 2015

O CHAMADO DE DEUS TEM UM PREÇO

O CHAMADO DE DEUS TEM UM PREÇO

“Tu, pois, cinge os lombos” (Jeremias 1.17a)

Qualquer tarefa designada por Deus ao homem há um preço a pagar para executá-la, os homens de Deus da antiguidade foram escolhidos e chamados com propósitos divinos, mas na execução desses propósitos pagaram um alto preço. Se for feita uma avaliação sobre a chamada e as condições de vida desses escolhidos concordarão com o que foi dito pelo escritor aos hebreus que escreveu um pequeno relato a respeito da trajetória desses homens de Deus, Profetas e Apóstolos (Hb 11.32-34). As provações e perseguições fizeram parte do seu ministério, tendo muitos deles as suas vidas ceifadas, esse era o alto preço do serviço (Hb 11.36-38).

Os propósitos de Deus na vida de uma pessoa nem sempre são entendidos, devido à complexidade e tipo de chamada, temos vários exemplos consideráveis nas escrituras. Os irmãos de José não entendiam os desígnios de Deus (Gn 37.5-10), apenas o seu pai Jacó que guardava em silêncio no seu coração (Gn 37.11). Tudo estava dentro dos planos divino, porém não entendemos a forma e nem a formula como se processa essa intervenção divina na vida de um homem ou uma mulher (Ec 11.5), sabe-se, porém, que todas as coisas contribuem para o bem (Rm 8.28), entretanto todo propósito na vida de José foram para conservação da sua própria família livrando-a da miséria e da fome (Gn 45.5).

Outros homens foram chamados por Deus, cada um com forma e chamada diferente como: Profetas, Sacerdotes e Reis todos para cumprirem os desejos divinos, muitos enfrentaram dificuldades para desenvolver o seu ministério. Elias foi um profeta zeloso pelo Senhor e foi enviado a profetizar contra a idolatria que predominava na época. Por causa dessa missão ele foi odiado e perseguido, no entanto Deus o usou poderosamente ficando conhecido como homem de Deus, e o profeta de fogo. Ele destacou-se pela sua bravura em falar as verdades de Deus aos reis idólatras, pois mesmo o Senhor estando com ele não o isentara de ser perseguido e de ser acometido por um estado depressivo, pensando que o seu ministério havia chegado ao final. (I Rs 19.2-4);

Jeremias também foi um profeta chamado desde o ventre (Jr 1.5). O seu ministério profético foi dirigido ao Reino do Sul de Judá, ele profetizou a nação que se rebelara contra o SENHOR, ele conclamava o povo a se arrependerem dos seus pecados, advertindo-os que não escapariam dos castigos de Deus, e por causa da sua mensagem ele enfrentou oposições e sofrimentos, no entanto Deus prometera estar com ele (Jr 1.8), mas também isso não significaria que ele seria isentado de todos os sofrimentos dali para frente. A sua mensagem continha partes ligadas a juízo como também a restauração da nação desviada “Israel” (Jr 1.10). Para se fazer a vontade de Deus em missões difíceis, principalmente quando conclama o povo ao arrependimento o indivíduo sofrerá intensamente, Jeremias ficou intensamente deprimido com a situação que se encontrara naquele momento, pois todos o odiavam ninguém queria ouvir as suas palavras (Jr 18.18), isso lhe causou angústias e sofrimentos, mediante tudo isso ele recorreu aos pés do Senhor para que ele o livrasse dos seus inimigos e os impelissem para bem longe (Jr 12.3), mas nem sempre as nossas orações são respondidas da maneira que desejamos. Devemos nos satisfazer com as respostas de Deus sejam elas ásperas ou suaves, a mensagem do Senhor foi enfática a respeito do que ele desejava ouvir “Se você considera essa situação difícil, o que fará quando ela se tornar realmente pior?” (Jr 12,5). Necessitamos de nos preparar cingindo os nossos lombos para enfrentar as maiores dificuldades no ministério, disse mais o Senhor a Jeremias até os da tua própria família conspiraram contra você (Jr 11.9). Ele sofreu nas mãos de Pasur “esse era o título do encarregado de manter a ordem no templo” (Jr 20.1,2; cf 29.26), ele fere Jeremias e manda amarrar os seus pés no tronco, o mesmo fingiu ser profeta, mas Jeremias não deixou de entregar aquilo que o Senhor havia mandado, embora depois o desespero toma-se conta de Jeremias, e mediante essa situação ele expressou a sua revolta no sentido de abandonar a Deus e declarar a sua decepção (Jr 20.7,9).

Muitos têm em mente que ser um chamado por Deus para uma obra é estar cercado de privilégios, títulos e reconhecimento do trabalho, entretanto nada sabem a respeito das entrelinhas da vida daqueles que se dispõe a cumprir os desígnios de Deus, ou seja, o que acontece nos bastidores do seu ministério (2 Co 11.23-28). Basta ler o texto de Coríntios a respeito do espinho na carne descrito por Paulo, ele nos dá a ideia de sofrimento (2 Co 12.7), por isso Paulo ficou perturbado e orou ao Senhor por três vezes, e a resposta foi: “A minha graça te basta...” (2 Co 12.9). Saiba que para o homem executar os propósitos de Deus é necessário percorrer caminhos difíceis e tenebrosos, mesmo assim devemos continuar comprometido com aquele que nos chamou. “Ninguém destrói o ministério de um chamado por Deus, a não ser ele próprio” CLEMENTINO

Jamais pense que os sofrimentos irão destruir os projetos de Deus na sua vida, antes pelo contrário ele edificará ainda mais o seu ministério. Não desanime mesmo quando as situações se tornarem ainda mais complexas, se o trabalho parecer perdido e as orações não tiverem respostas a tempo, fica tranquilo, isso não significa que o SENHOR não esteja com você.

“Bendito seja o Deus e Pai de nosso Senhor Jesus Cristo, o pai das misericórdias e o Deus de toda consolação, que nos consola em toda a nossa tribulação, para que também possamos consolar os que estiverem em alguma tribulação, com a consolação com que nós mesmos somos consolados de Deus. Porque, como as aflições de Cristo são abundantes em nós, assim também a nossa consolação sobeja por meio de Cristo” (2 Co 1.3-5).


PR. Elis Clementino-Paulista -PE

quinta-feira, 2 de julho de 2015

ESTABILIDADE E DESENVOLVIMENTO ESPIRITUAL

ESBOÇO 625
TEMA: ESTABILIDADE E DESENVOLVIMENTO ESPIRITUAL
TEXTO: Ef 4.15; 2 Pe 3.18.

Estabilidade e crescimento espiritual são duas coisas essenciais a vida cristã, quem a têm possui grandes virtudes como: Segurança, consistência e crescimento, elas são frutos de uma vida espiritual saudável em Cristo. A estabilidade e crescimento cristão resultam de um fundamento sólido na palavra de Deus. Paulo disse que um edifício bem ajustado cresce para templo santo do Senhor (Ef 2.20,21), “...longe disso, seguindo a verdade em amor, cresçamos em tudo naquele que é a cabeça, Cristo” (Ef 4.15).

I. Frutos de uma vida espiritualmente instável.
1. Fraqueza espiritual, a sensibilidade espiritual comprometida (1 Co 8.7);
2. Tem emoções, vontade e mente descontrolada.
3. Corpo físico (fraco, levando as coisas para as concupiscência e morte) (Tg 1.14,15).
4. É impaciente (SL 39. 6).
5. É ambicioso criam de problemas como os filhos de Coré, Datã e Abirão (Nr 16.3).
6. Semeador de contenda entre irmãos (Pv 3.30; Pv 6.19; Pv 15.18; Pv 16.28; Rm 13.13);
7. Não suporta a prosperidade dos outros (Sl 73.3).
8. Nada lhe satisfaz Pv 27.20; Ec 6:7.
9. Não se aproximar de Deus (Is 31.1).
10. É desobediente (Hb 3.18).
11. Trata a obra de Deus com descaso (Gn 25.32).
12. Não ouve conselhos dos mais experientes (I Rs 12.8).

II. Frutos de uma vida espiritualmente estável.
1. Espiritualmente sadio e cheio de fé (3 Jo 2).
2. Vida de oração (1 Ts 5.17; Rm 12.12b).
3. Anda em santidade constantemente (Lc 1.75).
4. Cresce em sabedoria, ciência e graça (2 Pe 3.18; Ef 4.15; 2 Co 9.8).
5.( Em) obediência (Rm 16.19).
6. Humildade (1 Pe 5.5-7).
7. Submisso (1 Pe 2.13-15).
8. Simplicidade (Rm 16.19b).
9. Sobriedade (1 Pe 5.8; 1 Ts 5.6).
10. Paciência (Rm 12.12; Tg 5.7).
11. Come e bebe de uma fonte segura, sem, contudo buscar em outras fontes (Jo 4.14).
12. Convicção de uma vida devocional com Deus (Rm 12.2).

III. O que necessitas para teres uma vida espiritualmente bem sucedida?
1. Compreender e buscar estabilidade espiritual através da palavra e da comunhão com Deus, pois sem elas você não obterá bons resultados.
2. Desprezar tudo aquilo que compromete a sua estabilidade espiritual e da fé (Fl 3.14);
3. Chegar-se a Deus obedecendo e guardando os seus preceitos ou mandamentos (Sl 73.28; Tg 4.8);
4. Estar em paz com Deus e os seus irmãos (Hb 12.14);
5. Não contender (Rm 13.13; 2 Tm 2:24);
6. Não está inquieto (Fl 4.6);
7. Confiar em Deus (Fl 4.13);
8. Saber lhe dar com as adversidades da vida (Fl 4.11,12);

A estabilidade e crescimento do cristão dependem da sua predisposição e interesse de estar bem espiritualmente. O crente jamais poderá melhorar o seu caminho se ele não quiser. Crescer na vida espiritual deve ser do interesse de cada um, principalmente na graça e no conhecimento de Deus e na palavra, a estabilidade espiritual depende desses princípios estabelecidos por Deus através da sua palavra, “De tudo o que se tem ouvido, o fim é: Teme a Deus e guarda os seus mandamentos; porque este é o dever de todo homem”(Ec 12.13).

Pr Elis Clementino-Paulista -PE


quarta-feira, 1 de julho de 2015

ABSTINÊNCIA

ESBOÇO 624
TEMA: ABSTINÊNCIA
TEXTO: I Co 6:12

Desde o começo Deus estabeleceu princípios para que os homens fossem regidos por eles, e para que fossem cumpridos necessariamente deveriam abster-se de qualquer coisa a que viessem desobedecê-los, embora através do livre arbítrio as pessoas pudessem fazer as suas escolhas, mas teriam que arcar com as consequências. Paulo entendia que todas as coisas lhe eram lícitas, mas que nem todas convinham fazê-las (I Co 6:12). A abstinência das coisas que nos contaminam e destroem a nossa fé é necessária, pois só assim podemos manter os princípios divinos e a nossa comunhão com Deus.

O que é abstinência?
Abstinência é o ato de se privar de alguma coisa, em prol de algum objetivo, por exemplo, abstinência de um alimento por uma razão religiosa, como a abstinência de carne. Abstinência é uma decisão, muitas vezes forçada, que faz com que o indivíduo não faça mais algo, como beber, fumar ou consumir drogas. Abstinência é muito ligado a substâncias tóxicas, como o alcoolismo ou drogas. Existem outros tipos de abstinências, como a abstinência alimentar, abstinência disciplinar, abstinência sexual etc. Fonte: Significados.com

Domínio próprio
Toda renuncia tem um preço, pois a decisão de renunciar algo contraria as nossas pretensões e isso causa-nos sofrimentos íntimos. Existem coisas que recusamos porque a nossa consciência é sensível em relação aos preceitos divinos e não queremos ferir a sua sensibilidade. A lei do nazireado deveria ser obedecida (Dt 29:6; Nr 6:3; Jz 3:4). Havia também as regras para os reis, eles não deviam beber vinho (Pv 31:4). Os recabitas rejeitaram beber vinho por terem princípios deixados pelos seus pais. “E pus diante dos filhos da casa dos recabitas taças cheias de vinho e copos e disse-lhes: Bebei vinho. Mas eles disseram: Não beberemos vinho, porque Jonadabe, filho de Recabe, nosso pai, nos mandou, dizendo: nunca bebereis vinho, nem vós nem vossos filhos; (Jr 35:1-6)”. Os Recabitas eram uma ordem religiosa nômade fundada por Jonadabe, filho de Recabe, durante o século IX a.C. (II Rs 10:15-33) não moravam em casas nem usavam qualquer produto da videira. Até a época da narrativa de Jeremias permaneciam fiéis ao estilo de vida implantado pelo fundador: Jonadabe, filho de Recabe. Eram 250 anos de fidelidade. Daniel também teve domínio próprio recusando comer das iguarias do rei (Dn 1:8; 10:3). Os judeus ignoraram João Batista porque ele iniciou o seu ministério comendo e bebendo vinho (Mt 11:18). No NT continua algumas proibições como comer coisas sacrificadas a ídolos (I Co 10:21).

Lição espiritual
Deixaram de ter como prioridade as coisas divinas, Jesus ensinou sobre essa prioridade. Muitas pessoas seguem fielmente uma tradição religiosa, um time de futebol, ídolos humanos, amigos e objetos de diversões, entre outros, as tais pessoas que assim procedem são fiéis e capazes de qualquer coisa por elas, infelizmente temos muitos exemplos. O apego exagerado pelas coisas leva ao fanatismo a ponto de não valorizar a vida, além de olvidar a Deus ou pô-lo em último plano na vida. Na Bíblia há uma grande parábola que serve de exemplo, um homem rico e trabalhador que se preocupou com seus celeiros. “E propôs-lhe uma parábola, dizendo: a herdade de um homem rico tinha produzido com abundância. E arrazoava ele entre si dizendo: Que farei? Não tenho onde recolher os meus frutos. E disse: Farei isto: derribarei os meus celeiros, e edificarei outros maiores, e ali recolherei todas as minhas novidades e os meus bens; e direi à minha alma: alma, tens em depósitos muitos bens, para muitos anos; descansa, Come, bebe e folga.” Três coisas importantes citadas nessa parábola (1) Vida passageira; (2) Os bens ficam após a morte e nada levará consigo (Sl 49:6,16,17); (3) As riquezas trás pobreza diante de Deus (Lc 21:16-21).

A Bíblia enfatiza a separação espiritual, ela deve ser notada quando damos testemunho de verdadeiros cristãos. Daniel e seus companheiros fizeram a diferença no cativeiro babilônico, como também Mesaque, Sadraque e Abedenego, eles mantiveram a sua fidelidade diante de Deus. Os Recabitas foram fiéis aos seus princípios não aceitando beberem vinho, eles fizeram a diferença. Jesus disse aos seus discípulos: “Vos sois o sal da terra, mas se ele perder o gosto, com que há de se salgar? o sal tem duas propriedades importantes, salgar e proteger da deterioração. Ele ainda disse: Vós sois a luz do mundo. Não se acende uma lâmpada para colocar debaixo do alqueire, mas sobre o candelabro, onde brilha para todos os que estão na casa. Assim deve brilhar a vossa luz diante dos homens para que vendo as vossas boas obras glorifiquem a vosso pai que está nos céus (Mt 5:13-16). Há diferença entre os que servem a Deus e os que não servem (Ml 3:18). Devemos fazer a diferença na nossa postura e  andar como filhos da luz (Ef 5:8). Não devemos nos conformar com este mundo (Rm 12:2), No presente também não devemos viver conforme os costumes mundanos, mas ter uma vida e mente renovada no poder do Espírito Santo.

Pr. Elis Clementino- Paulista -PE

terça-feira, 30 de junho de 2015

QUEM POUCO PERDOA, POUCO AMA



ESBOÇO 623
TEMA: QUEM POUCO PERDOA, POUCO AMA.
TEXTO: LUCAS 7:47

Neste modesto comentário irei abordar um tema de grande importância na Bíblia. É doutrinário e abrange a todos, “o perdão”. No conceito de muitas pessoas perdoarem é difícil, podemos até nos lembrar de um perdão que liberamos para alguém que nos ofendeu, mas sem ressentimentos. Perdoar não é fácil, mas é necessário porque ele faz parte do novo nascimento e da regeneração, processo esse que facilita o indivíduo perdoar aqueles que lhe ofende.

Significado
Absolver, indultar, anistiar, desculpar, perdoar ou cancelamento de uma dívida ou ofensa. O perdão foi dado por Deus aos homens como uma oportunidade e meio de reaver os valores de um relacionamento, a falta dele pode trazer sérias consequências para o indivíduo como: Uma vida mecânica e fria sem nenhum sentimento e compaixão pelos faltosos, isso adoece a alma, peso na consciência, tristeza, remorso, rancor, esvaziamento espiritual e impedimento na adoração a Deus (Mt 5:24), como também impedimento as respostas das orações (Tg 4:3). Nas escrituras o perdão é discutido entre os discípulos, e até interrogaram o seu Mestre a respeito, Quantas vezes devemos perdoar? Pergunta Pedro, sete vezes? (Mt 18:21,22).

A quem é semelhante?
Jesus mostrou a quem era semelhante o Reino dos céus apresentando uma bela parábola sobre o ajuste de contas de certo rei para com seus servos, trouxeram-lhe um indivíduo que lhe devia muito dinheiro e não tinha com que pagar, pois caso ele não pagasse a dívida seria vendido como escravo com a sua família e tudo quanto possuía, contanto que a dívida fosse paga, mas aquele servo implorou com veemência e prostrado aos seus pés suplicava dizendo: Dai-me um prazo e tudo te pagarei, e diante disso o patrão perdoou a sua dívida (1) O servo reconhecia a dívida; (2) Se humilhou; (3) Pediu-lhe prazo, mas sabendo o rei que ele não tinha com que pagar perdoou a dívida. No texto alguns requisitos devem ser levados em consideração para quem quer liberar perdão: (1) Compaixão, indulgência é uma atitude pertinente ao perdão, sem a misericórdia é impossível perdoar, principalmente quando a dívida é grande; (2) Somente a quem devemos é capaz de perdoar; (3) Quem for perdoado deve agir da mesma maneira para com os seus devedores (Mt 6.9-15). Muitas vezes não agimos da mesma maneira que fomos beneficiados sendo misericordiosos perdoando também. Na oração do pai nosso Jesus ressalta o perdão (Mt 6:12).

Atitude do servo
Após ser perdoada a dívida ele não correspondeu da mesma maneira que foi beneficiado, após aquele servo ser indultado encontrou a quem lhe devia, mesmo sendo uma quantia menor não quis perdoar, mas nos foi ensinado que quem perdoa mais, mais ama “quem pouco perdoa, pouco ama” "Por isso, te digo que os seus muitos pecados lhe são perdoados, porque muito amou, mas aquele a quem pouco é perdoado, pouco amou." (Lc 7.40-43, 47). Jesus se se referiu à mulher que ungia seus pés, mas consideremos tão atual quanto naqueles dias.

Aquele cervo não abriu mão da pouca quantia que certo homem lhe devia e passou a oprimi-lo, espancar e instando contra ele dizendo paga-me o que deves “Saindo, porém, aquele servo, encontrou um dos seus conservos, que lhe devia cem dinheiros, e, lançando mão dele, sufocava-o, dizendo: Paga-me o que me deves. Então o seu companheiro, prostrando-se aos seus pés, rogava-lhe, dizendo: Sê generoso para comigo, e tudo te pagarei. Ele, porém, não quis, antes foi encerrá-lo na prisão, até que pagasse a dívida”. (Mt 18:28-30).

As consequências
A Bíblia nos mostra que com a medida com que medirdes vos medirão também (Mt 7:2; Mc 4:24; Lc 6:38), essa é a lei da semeadura (Gl 6.7). Quando não perdoamos aos nossos devedores deixamos de exercitar a misericórdia (Mt 5:7), que não usa de misericórdia as consequências são inevitáveis “Porque o juízo será sem misericórdia sobre aquele que não fez misericórdia; e a misericórdia triunfa do juízo.” (Tg 2:13).

            O perdão compreende de humildade, ninguém será capaz de perdoar sem essa modéstia. Os discípulos de Cristo devem entender que o amor é a base que nos conduz a liberar o perdão. Indultar uma pessoa que nos fez algum dano indica um ato de reconhecimento do seu valor. É impossível alcançar o reino de Deus sem perdoar, pois devemos seguir o exemplo de Jesus que perdoou seus algozes

Perdoar é a mais nobre atitude do ser humano para com o seu próximo, com o perdão tanto o que ofendeu quanto o ofendido estarão livres.

Pr. Elis Clementino-Paulista –PE