segunda-feira, 14 de setembro de 2015

DECÊNCIA E ORDEM NO CULTO AO SENHOR

ESBOÇO 636
TEMA: DECÊNCIA E ORDEM NO CULTO AO SENHOR
TEXTO: I CORINTIOS 14:26-33,39,40.

Vivenciamos no presente a inópia de pessoas que realmente querem reverenciar ao Senhor no comportamento ao cultuar, caráter, na postura e na ética, na igreja e fora dela, onde o testemunho cristão deve ser reconhecido. Infelizmente isso não acontece com certas pessoas que confessam serem cristãs e dizem amar a Deus, elas ainda declaram ser conhecedoras das verdades divinas e estão dentro da igreja como membros e congregados. O apóstolo Paulo se dirige as igrejas escrevendo belas cartas às igrejas da Ásia com a finalidade de corrigi-las de alguns erros para que fossem saudáveis espiritualmente. Entre essas igrejas faço questão de destacar a igreja de Corinto, pois ela atravessava momentos difíceis em relação à irreverência no culto ao Senhor, porém há de se notar principalmente em relação à ordenança da ceia (I Co 11:23-34) e sobre os dons espirituais (I Co 12:1-31). Atualmente precisamos nos moldar aos princípios que dignifiquem o evangelho do Senhor Jesus Cristo.

Decência – Qualidade do que é decente; compostura e decoro. Ordem – As coisas nos seus devidos lugares, boa disposição delas e organização.

1. O Significado do Culto ao Senhor.
1.1. O que é cultuar? É venerar, adorar a um Deus supremo (I Cr 16:29; Sl 29:2; 96:9).
1.2. O que é o culto ao Senhor? O culto é a celebração dos feitos do Senhor. A verdadeira celebração é feita na unidade do Espírito Santo.
1.3. Quando ele iniciou? A primeira expressão de louvor e adoração na Bíblia ao Senhor no nascimento de Caim (Gn 4:1).
1.4. Atualmente onde costumamos cultuar ao Senhor? No templo (casa de Deus), casa de oração, lugar onde a glória de Deus está (2 Cr 7:15,16), é a ele que tributamos toda honra e louvor.

2. Elementos do culto pentecostal.
2.1. Ensinar e admoestar uns aos outros com salmos, hinos e cânticos espirituais e cantando ao Senhor com ação de graça no coração (1 Co 14:26;Cl 3:16).
2.2. A liturgia é um conjunto de elementos que compõem o culto cristão (At 2:42-47; 1 Co 14:26-40; Cl 3:16). Embora exista liturgia sem culto, mas não culto sem liturgia, ela compreende de varias partes do culto.
1. Oração de abertura
2. Cântico congregacional
3. Leitura da palavra
4. Ofertório
5. Pregação
6. Convite
7. Oração final
8. Benção apostólica

3. As causas da desordem no culto ao Senhor?
3.1. Partidarismo (1 Co 11:18; 1:10-13; 3:4-6).
3.2. Carnalidade dos crentes na igreja de Corinto (1 Co 3:1-3).
3.3. Intemperança (descomedimento) (1 Co 11:21) Antes da ceia do Senhor era comum os crentes realizarem uma festa chamada ágape ou festa do amor, no entanto eles pervertiam tudo para a sua própria condenação, por isso Paulo tenta corrigir-los desse tamanho e grave erro (1 Co 11:29).

4. O Culto que não são aceitos pelo Senhor.
4.1. Quando não cultuamos de coração (Is 29:13; Ez 33:31; Mt 15:8)
4.2. Quando usamos de hipocrisia ao cultuar ao Senhor (Mt 23:23-27).
4.3. Não o reverenciamos a Deus no templo (Ec 5:1; Ex 3:5; Sl 89:7).
4.4. Quando oferecemos sacrifício de tolo (Ec 5:1b).
4.5. Quando estamos apenas no culto.

5. Quais os requisitos necessários para o verdadeiro culto a Deus?
(1). Reverência à santidade divina (Sl 89:7; Ec 5:1); (2). Postura, decência e ética para se portar na casa de Deus; (3). Louvar, meditar, orar e adorar, apresentar um culto racional (Rm 12:1; 1 Pe 2:5; Sl 50:14; Rm 6:13; 1 Co 6:20); (4). As oblações ao Senhor. (5). As primícias dos cereais e das crias (Ex 23:15,19; 34:26; Ne 10:35).  (6). Os dízimos e as ofertas (Ml 3:10).

6. Quando nos envolvemos no culto? Quando reverenciamos ao Senhor com espírito, corpo e alma (Lc 18:13), porém o fariseu não orava, apenas se exaltava e olhava para o publicano e o humilhava (Lc 13:11,12).

            A ordem e a decência fica bem em todo lugar, principalmente na igreja (I Co 14:26,40), devemos cultuar a Deus de forma racional ou seja, com o nosso entendimento (Rm 12:2). O sentimento de adoração é o reconhecimento dos favores divinos sobre as nossas vidas. Os verdadeiros adoradores adorando a Deus em espírito e em verdade (Jo 4:23,24). Tenhamos cuidado com os falatórios vãos, irreverência e falta de temor na hora do culto. Jesus açoitou os cambistas e vendedores de animais dentro do templo (Mt 21: 12-16). Amados na ora do nosso culto ao Senhor sejamos reverentes (Ec 5:1-7).


Pr. Elis Clementino – Paulista -PE

quinta-feira, 10 de setembro de 2015

O NOVO NASCIMENTO

ESBOÇO 635
TEMA: O NOVO NASCIMENTO
TEXTO JOÃO 3:1-15

            O novo nascimento foi enfatizado por Jesus na sua conversa com Nicodemos um dos principais dos judeus. O seu nome grego significa “homem do povo”. Nicodemos era membro do Sinédrio, ligado ao partido dos fariseus, e era um homem que tinha autoridade, ele foi chamado por Jesus de mestre de Israel, provavelmente ele era doutor da lei. Nicodemos foi ter de noite com Jesus, a sua conversa parecia não chegar ao ponto que chegou a ponto de deixar-lhe perplexo sem nada saber diante do que Jesus lhe falara.

Nicodemos foi de noite ter com Jesus para declarar-lhe ser um simpatizante seu e que vinha lhe acompanhando o desenvolvimento do seu ministério, e que ninguém podia fazer aqueles milagres se Deus não fosse com ele. Não sabemos por que ele foi ter de noite, talvez para que não chamasse muita a atenção, pois ele era um homem de grande influência no judaísmo, ou quem sabe o pusesse em risco diante dos seus ilustres colegas fariseus. Nicodemos não foi ter com Jesus para ouvir a respeito do novo nascimento, mas expressar sobre o que ele sabia a respeito dele, (Jo 3:2). As palavras de Jesus também lhe chamaram a atenção por serem sábias e demonstrarem sabedoria em todos os aspectos da vida, tanto material quanto espiritual, maiormente sobre a lei de Moisés.

A Bíblia não descreve alguma coisa sobre o conhecimento secular de Jesus, ou se ele tenha frequentado escolas ou não, esses pormenores as escrituras não informam, mesmo assim o conhecimento que tivesse adquirido nelas seria insuficiente para com aquela idade “doze anos” durante a festa em Jerusalém discutir com os doutores sobre a lei (Lc 2:41-52). Ao chegar diante do mestre Nicodemos iniciou o seu diálogo com elogios, mas a humildade de Jesus não permitia se ufanar com aquelas belas palavras, no entanto Jesus resolveu dar-lhe outra lição fora daquele contexto que ele iniciara a conversa com ele, Nicodemos é surpreendido com uma mensagem diferente, talvez da que ele não gostaria de ouvir, o mestre lhe fala sobre a necessidade de ter um novo nascimento, este lhe seria suficiente para lhe abrirem os olhos para ver o sobrenatural “o reino de Deus”, não seria fácil convencê-lo porque o homem carnal não entende as coisas espirituais (I Co 2:14), na realidade Nicodemos não estava entendendo a lição espiritual e aonde chegaria o desfecho dela.
Ora! Em muitas ocasiões Jesus usou parábolas para expressar a sua mensagem, no entanto muitos não entendiam, porque eram incapazes de entender e ver o que era concernente ao sobrenatural (Mt 13:13). Ao ouvi-lo atenciosamente Jesus lhe diz: É necessário que você nasça de novo, pois o que não nascer de novo não pode ver o reino de Deus, logo se adelgaçaram os ouvidos e o interesse de Nicodemos em saber sobre o assunto e o indaga: Como pode um homem sendo velho nascer de novo? Voltará ao ventre da sua mãe e nascerá novamente? (Jo 3:4), Jesus viu a infantilidade dele, e quem sabe na mente de Jesus dizia: Há! Nicodemos não é isso que quero de te dizer, mas vamos à lição, aquele que não nascer da água “necessidade de purificação” e do Espírito não pode entrar no reino de Deus, observem duas coisas totalmente distintas VER E ENTRAR. Moisés viu a terra prometida, mas não entrou (Dt 3:23-28; 34:5). Quem são os nascidos da carne, não se refere ao corpo humano que somente deixa de ser carne quando morrer e se tornar pó, mas atitudes ou os frutos da carne (Gl 5:19-21). As ações da nossa carne devem ser crucificadas, o nosso eu, as nossas vontades e desejos que comprometam a alma, por essa razão há uma contenda entre a carne e o espírito, essas duas naturezas se opõe uma a outra constantemente. Nascer de novo é nascer do Espírito, quem nasce dele é espírito (Jo 1:13). As pessoas nascidas do Espírito são geradas novamente pela palavra de Deus (Tg 1:18). Os que são gerados pela palavra, nele se manifestam os frutos, amor, alegria, paciência, temperança, paz, domínio próprio, mansidão e etc.
Porque os nascidos de novo cometem tantas coisas ruins durante a sua vida? O processo da regeneração vai se desenvolve à medida que o crente se aproxima de Deus através da palavra purificadora, embora Deus até permita que certas coisas aconteçam para que se revele os fiéis e os infiéis, a prova do novo nascimento é conhecida pelas nossas atitudes, assim como as árvores são conhecidas pelos seus frutos (Lc 6:44; Mt 7:16, 20; 12:23).
O novo nascimento gera em nós uma nova criatura (2 Co 5:17), é andar em novidade vida, isso não significa simplesmente fazer parte de uma denominação, ou simplesmente a crença em Jesus. Os nascidos de novo têm características que lhes são peculiares e uma delas é não ter vontade própria “O vento sopra aonde quer, e ouves a sua voz, mas não sabes de onde vem, nem para onde vai; assim é todo aquele que é nascido do Espírito.” (Jo 3:8). Nicodemos não precisava ficar espantado com o que ele ouviu, no entanto o necessário era nascer de novo. O renascimento, a regeneração, a ressurreição e a justificação é um conjunto de doutrina que deve fazer parte da vida cristã, é por isso ela é necessária para a entrada no reino de Deus. Fomos vivificados nele e para ele (Ef 2:1,2).

Pr. Elis Clementino- Paulista/PE

terça-feira, 1 de setembro de 2015

O GRANDE ACHADO

ESBOÇO 634
TEMA: O GRANDE ACHADO
TEXTO: João 1:45-51

            Na vida achamos muitas coisas simples, mas também as valiosas, ao encontrarmos algumas delas fazemos questão de destacá-las por serem estimáveis. Na Bíblia temos exemplos de achados preciosismos que as pessoas fizeram questão de anunciá-los com alegria, vejam dois episódios de achados que enfatizo nesse mote. A parábola da dracma perdida, e o achado de Felipe, em ambos os casos houve uma grande alegria por terem encontrado algo precioso. Houve alegria em ambas as partes, Jesus se alegra em nos encontrar “a dracma perdida”, e nós nos alegramos ao encontrá-lo “o achado precioso”. Esses encontros marcam as vidas das pessoas para sempre.

O encontro de Jesus com pessoas sempre resultaram em algo que marcam as suas vidas, e é capaz de mudar a história delas na sociedade. Podemos também destacar alguns encontros dele com tais indivíduos conforme as escrituras:
1. A mulher Samaritana (Jo 4:7);
2. A mulher apanhada em adultério (Jo 8:3,4);
3. O homem do tanque de Betesda (Jo 5:9);
4. Os cegos que passaram a ver, entre eles o de Jericó (Mc 10: 46-52);
5. Zaqueu o publicano (O Mestre conhecia Zaqueu) (Lc 19:1-10);
6. Os dez leprosos (Lc 17:11-19);
7. A cura do menino epilético (Lc 9:37-43);
8. O encontro com a viúva de Naim (Lc 7:11-17);
9. A mulher humilde que pediu cura para a sua filha (Mc 7:26);
10. O centurião pedindo cura para o servo (Lc 7:2);
11. A filha de Jairo (Mt 9:18,35);
12. A mulher que sofria de uma hemorragia (Mc 5:21-43; Lc 8:40-56;
13. O encontro de Jesus com Felipe e Natanael (Jo 1:45-51).

O encontro de Jesus com Natanael foi de extrema importância, convém analisarmos alguns pontos importantes nesse episódio:
1. Jesus escolhe seus discípulos e Felipe foi um deles;
2. Felipe encontrou a Natanael, (um discípulo faz outros discípulos);
3. Filipe conhecia as escrituras (Dt 18:15; Jo 1:45);
4. Filipe mostrou para Natanael a alegria do achado;
5. Natanael conhecia a Cidade de Nazaré e a desprezou;
6. O convite de Felipe a Natanael (Vem e vê.)

Jesus entra em sena, quando vê Felipe com Natanael;
1. Jesus interfere na conversa
2. Demonstra conhecimento sobre a vida de Natanael dizendo: Jesus olha para ele e diz: Você é um verdadeiro israelita, em quem não há dolo ou engano;
3. Natanael pergunta: De onde me conheces tu? Jesus responde: Antes que Felipe te chamasse, vi-te debaixo da figueira.
4. Reconhecimento de Natanael dizendo: Rabi, tu és o Filho de Deus, tu és o Rei de Israel.
5. Resposta de JESUS: Porque te disse: Vi-te debaixo da figueira crês?
6. Naquele encontro de Jesus com Natanael resultou em promessas; Na verdade, na verdade vos digo que, daqui em diante, vereis o céu aberto e os anjos de Deus subirem e descerem sobre o filho do homem, revelação jamais vista por alguém com exceção de Jacó no seu sonho, quando via os anjos subindo e descendo em uma escada cujo topo chegava aos céus (Gn 21:12; Mt 4:11; Lc 2:9,13; 22:43; 24:4; At 1:10), ligação com o reino de Deus através de Cristo, olhos abertos e visão espiritual.

            Jesus o achado precioso, na realidade ele é o achado mais preciso, quando a pessoa o encontra muitas mudanças acontecem em todas as áreas da sua vida,           esse achado nos causam profundas alegria que jamais foram experimentadas. Quem o acha passa a ter novas experiências e visões espirituais repletas de regozijos. Esse achado precioso nos conduziu a um aprofundo relacionamento com Deus, a júbilo do achado é incomparável, a mulher ao encontrar a dracma convidou seus visinhos e festejou. Filipe teve razão de apresentar a Natanael o seu achado, Você já apresentou a alguém o seu achado precioso? Jesus o nosso maior achado, faça como Felipe apresente-o a quem cruzar o seu caminho e fale sempre desse achado precioso.


Pr. Elis Clementino – Paulista -PE

quinta-feira, 27 de agosto de 2015

O FRUTO DO ESPÍRITO

ESBOÇO 633
TEMA: O FRUTO DO ESPÍRITO
TEXTO: GALATAS 5:22,23

            Um dos brilhantes ensinamentos do Apóstolo Paulo foi o tema que ele abordou em sua carta direcionada aos gálatas, nela ele apresenta o fruto do Espírito como característica do cristão. O fruto do Espírito conforme Paulo (Gl 5:22,23) ele reúne todas as peculiaridades divinas que podem ser praticadas pelos cristãos. Veremos de maneira suscita sobre o que contém o fruto do Espírito e o que ele produz no cotidiano cristão.

Amor:
O Dom maior de Deus (I Jo 4:8; Rm 5:5) Há quatro palavras básicas referentes o amor na língua grega.
a) EROS: (Sensual) Físico: Afeição física, amor sensual. Este não é usado nas escrituras.
b) STORGE: (Social) Familiar, amor social, como o amor pela nossa família, comunidade ou país, somente o adjetivo amor fraternal é encontrado nas escrituras (Rm 12:10).
c) PHILIA: (emocional) Amizade, amor emocional baseado no prazer recebido de um relacionamento. É encontrado somente 22 vezes nas Escrituras em sua forma verbal.
d) ÁGAPE: (racional, volitivo) “volitivo respeitante á volição ou à vontade” divino (I Co 13), Afeição nobre. O amor devocional e volitivo é baseado no caráter do sujeito que ama, e no valor do objeto amado. Este termo é muito comum nas Escrituras. O substantivo é encontrado 113 vezes e o verbo 115 vezes. Vejamos a tamanha importância do amor.

É um amor forte, compassivo, incondicional, que se expressa pelo envolvimento voluntário nos negócios de outra sem nada querer em troca (Rm 5:5, Ef 5:2, Cl 3:14) Este termo assume um significado muito mais aprofundado e divino pelo seu uso na Bíblia. Origina-se em Deus e termina com o homem. É o amor que envolve a razão, uma escolha e um sacrifício altruístico. É incondicional, universal, e eterno. È algo que se dá, perdoa, redime. A melhor ilustração desse amor encontra-se na parábola do bom samaritano (Lc 10:30-37).

Alegria:
A força do amor (Pv 15:13,14; I Ts 1:6; Ef 5:18-21; I Tm 1:11; Rm 14:17). A palavra grega referente à alegria é CHARA. A forma verbal CHAIREN que significa alegra-se ou que a alegria seja contigo (Lc 1:28; Mt 28:9;  Tg 1:1); CHARA significa enorme prazer no interior. A alegria cristã não é uma emoção artificial, mas é uma ação do Espírito Santo na vida do ser humano. É uma alegria fundamentada num relacionamento constante com Deus. Quando temos Jesus em nossos corações, temos a verdadeira alegria dentro de nós. A alegria do Senhor está sempre conosco, independente de como nos sentimos (II Co 6:10).

Paz:
A segurança do amor (Rm 14:17;  Fp 4:9;  2 Ts 3:16): Esta palavra é derivada de uma palavra grega  “EIRENE” Paz significa “um senso de segurança durante tempestade”. É também “ausência de conflito mental” é “um sentimento de descanso e contentamento” Estamos em paz quando estamos no relacionamento correto com Deus, com os outros e com a nossa própria vida. A paz cresse dentro de nós à medida, em que firmamos os nossos olhos em Jesus Cristo, ele é a nossa paz. É a paz de Deus em operação em nós que traz o equilíbrio e a ordem a todas as áreas de nossas vidas (Cl 3:15; Fp 4:7).

Longanimidade ou Paciência:
Á perseverança do amor (II Pe 3:15; I Pe 3:20). A palavra grega referente à longanimidade é “MACROTHUMIA” que significa literalmente “Temperamento Longo” Onde temperança refere-se a um estado de mente calmo e controlado. Significa, ainda “suportar por longos períodos de tempo as deficiências dos outros”.

Ser perseverante, tardio para irar-se ou para o desespero (Ef 4:2; 2 Tm 3:10; Hb 12:1). Consiste em suportar as fragilidades e provações alheias, suportando igualmente todas as tribulações e dificuldades da vida sem murmurações e rebeldias.

Longanimidade é esperar com fé, esperança e Amor que à vontade de Deus seja realizada numa dada situação. Ela é a força para ficarmos firmes quanto ao chamado de Deus em nossas vidas e quando estamos sendo dolorosamente testado através dos problemas e dificuldades.

Benignidade:
A conduta do Amor (Lc 6:35;  Rm 2:4; Sl 5:7); A palavra grega para a benignidade é “CHRESTOTES”. Ela retrata um cuidado especial e um interesse pelos outros. É uma atitude afável que coloca as pessoas à vontade e as protege dos sofrimentos.

Benignidade é a qualidade de ser suave no falar, de temperamento calmo. Aquele que possui qualidade não se mostra inflexível e exigente para com os semelhantes (Ef 4:32;  Cl 3:12;  I Pe 2:3). Nas escrituras a benignidade geralmente está relacionada com o perdão.

Bondade:
O caráter do Amor (Ef 5:9; Na 1:7; Ed 3:11) Bondade vem do termo grego “AGATHOSUNE” É um termo genérico para a excelência ou alta qualidade. A bondade  pessoal , como é  definida através do seu uso nas escrituras, tem duas partes importantes. - Uma delas é o caráter e a conduta – O que somos e o que fazemos – as nossas atitudes e nossas ações. É o ato de ser bom, virtuoso, devotado e generoso. É o estado ou qualidade de ser benéfico, agradável e prazeroso.

O homem natural tem uma natureza má, porem à medida que cresse em Cristo e anda dia a dia, momento a momento, sob a direção do Espírito Santo, o amor bondoso que é a característica do fruto do Espírito, torna-se mais e mais evidente a sua vida. A bondade é uma qualidade cristã que se desenvolve na proporção da maturidade em Cristo.

Fidelidade:
A conduta do Amor (I Co 1:9; I Ts 5:24; II Co 1:18); Fidelidade vem do grego “PISTIS”. É o mesmo termo de onde obtemos a palavra Fé, as duas palavras estão associadas. Há algumas diferenças, no entanto entre estas palavras, as quais são vistas através do contexto ou cenário em que se encontram.

A fidelidade é usada quando as escrituras se referem ao ato de sermos confiáveis, responsáveis e acima de tudo mais leais. Significa que somos dignos de confiança, fidelidade significa uma confiança baseada em ouvir e falar, é a qualidade ou estado de aderir firmemente a uma pessoa, causa ou idéia, á qual se está vinculado (Mt 23:23; Rm 3:3; I Co 4:2; 2 Tm 6:12; Tt 2:10).

Mansidão:
A humildade do Amor (II Co 10:1); A palavra grega referente à mansidão é “PRAUTES” que significa a qualidade de ser paciente ao receber injurias; a disposição de ficar em segundo lugar. É moderação associada à força e a coragem. Ela combina as qualidades da força e da docilidade, e muito mais (II Tm 2:24,25; I Pe 3:15).

Em relação a Deus, é aquele temperamento do Espírito no qual aceitamos os tratos divinos como bons e sem discussão ou ressentimento. Com relação às pessoas, a palavra “PRAUTES” era usada para se descrever as pessoas que eram benignas e dóceis na conduta, mas que se achava em posição de poder e de autoridade (Nm 12:3; II Cor 10:1); A mansidão é primeiramente uma atitude interior de submissão confiança para com Deus. Através desta fonte de força podemos falar e agir quando devemos e da maneira como também permanecer em silencio e esperarmos, quando esta estiver na vontade e no propósito dele.

Domínio Próprio, Temperança, Auto-Controle;
A vitória do Amor Tg 3:2 A palavra grega referente ao Autocontrole é “ENKRATEZA” significa FORÇA os dois termos refere-se a um poder dominador que procede de dentro – Um controle interior. A natureza deste controle será determinada pelo ou que ou por quem estiver no trono de nossas vidas.

Esta característica do fruto do Espírito, o autocontrole, negação e disciplina do nosso ego. É moderação nos apetites e opiniões. É autocontrole na conduta; domínio sobre os nossos próprios desejos, inclusive fidelidade aos votos conjugais, também pureza (I Co 7:9; I Co 9:25; Tt 1:8; T 2:5; Pv 16:32; Pv 25:28).

Autocontrole: É um espírito de equilíbrio. Devemos tomar cuidado com o que lemos, ouvimos e vemos. A vida do ego controlada pelo Espírito produz a verdadeira liberdade.

“A vitória mais difícil é a vitória sobre o eu.” Aristóteles

“Domina-te a ti mesmo. Enquanto não tiveres conseguido isso, será apenas, um escravo.” Roberto Burton

Pr. Elis Clementino- Paulista -PE


quarta-feira, 26 de agosto de 2015

O REI ORGULHOSO

ESBOÇO 632
TEMA: O REI ORGULHOSO
TEXTO: PROVÉBIOS 16:18

            Um dos males que tem alcançado muitas pessoas de destaques como: Reis, autoridades políticas e religiosas, entre outros líderes é sem dúvidas o orgulho. Essa altivez de espírito vem de muito longe, desde os antepassados e na contemporaneidade não está sendo diferente, o orgulho cresce nos corações de pessoas em todas as áreas da sociedade. A soberba dá ao indivíduo uma sensação que tudo ele pode, além de não haver limites para os seus desejos conduzindo-o a sede e a fome de querer mais e mais e nunca se fartar, mas é importante ressaltar que o orgulho precede a ruína. Nas escrituras temos um exemplo que deve ser ponderado, pois podemos extrair desse exemplo uma grande lição para os nossos dias.

O rei Uzias foi o décimo rei de Judá, o seu reinado teve inicio por volta de 720 aC. A sua história consta em 2 Cr 26 e em 2 Rs, ele foi um contemporâneo do profeta Isaias, Uzias era um grande guerreiro, filho do Rei Amazias. Uzias iniciou o seu reina de maneira humilde sobe a proteção espiritual de Zacarias, homem de visões de Deus. Uzias se tornou um homem inteligente considerado um grande engenheiro de sua época, fez armas poderosas para lançar pedras à distância, possuía fazendas, gostava de agricultura, construiu reservatórios de água, fortificou torres e edificou uma cidade chamada Elate, ele venceu grandes batalhas de forma que a fama voou até chegar ao Egito. O perigo não é chegar ao topo da fama, mas como manter-se nela de maneira simples e humilde.

O coração de Uzias
A inclinação humana é se ufanar dos seus momentos de glórias, isso aconteceu também com Nabucodonosor (Dn 4:30), mas continuaremos nesse assunto falando sobre o Rei Uzias. Levemos em consideração alguns estágios da sua vida: (1) No inicio do seu reinado ele foi bem, mas nem sempre começar bem é sinal de terminará bem, a obediência, submissão e a humildade marcaram o começo do seu reinado. Ter um bom começo em determinados projetos não significa terminar bem, pois há alguns fatores que são fundamentais para terminarmos bem, principalmente quando se trata de algo que está relacionado aos propósitos divinos (2 Cr 26:1-5); (2) A sua fidelidade e as bênçãos de Deus sobre Uzias não foram aproveitadas por ele (2 Cr 26:6-15); (3) A infidelidade a Deus contraiu a maldição para ele, a arrogância gera deslealdade, ele se tornou incapaz de discernir o certo do errado, o anseio de poder conduziu-o ao desmoronamento espiritual e consequentemente a maldição (2 Cr 26:16-21); (4) O seu final foi triste, a sua desobediência lhe tornou leproso (2 Cr 26:22-23), A lei da semeadura é inalterável (Gl 4:7), porque desconheceu as funções sacerdotais, ora! A ele não pertencia à queima de incenso (2 Cr 26:17-20). O homem de coração soberbo não ouve a ninguém, os líderes soberbos se tornam insensíveis, basta nos lembrar de Roboão a sua insensibilidade desconheceu as necessidades do povo que lhe pedia que as cargas de impostos deixados pelo seu pai fossem aliviadas (2 Cr 10:1-19). Há muitos líderes que envelheceram não na idade, mas na arrogância e prepotência, entretanto um líder que não reconhece as suas falhas ele não está apto para liderar.

            O que aprendemos com esse episódio é não sermos dominados pela arrogância. O perigo não é se fortificar, mas de que forma nos comportamos, há um dito popular que diz: Quer conhecer um homem dê poderes a ele, poder, fama e dinheiro são três coisas extremamente perigosas, somente a humildade pode fazê-lo entender que elas são passageiras, e nada é. Enganoso é o coração mais que todas as coisas (Jr 17:9), quem pensar ser alguma coisa não sendo nada enganam a si mesmo (Gl 6:3). As escrituras ressaltam sobre isso dizendo que Deus exalta e abate (1 Sm 2:7), se olharmos para o que disse Salomão (Ec 3:1) veremos que todo PODER e GLÓRIA também passam, por isso precisamos ponderar bem e valorizar a cada oportunidade que temos na vida. Ser humilde é o reconhecer as suas próprias limitações, Uzias viveu duas fazes na sua vida, a primeira foi muito boa, ele se comportou com humildade honrando o seu guia espiritual, mas a segunda o conduziu o fracasso. Atualmente muitas pessoas estão na mesma situação de Uzias quando perdeu a sua simplicidade, coisa que Paulo enfatizou não perder (2 Co 11:2). “A pureza dos sentimentos se manifesta na simplicidade de cada momento de nossas vidas.” Adrina Araújo Leal. “Até quando, ó simples, amareis a simplicidade? E vós, escarnecedores, desejareis o escárnio? E vós insensatos, aborrecereis o conhecimento? (Pv 1:22).


Pr. Elis Clementino – Paulista -PE