terça-feira, 22 de setembro de 2015

VENENO NA PANELA

ESBOÇO 639
TEMA: VENENO NA PANELA
TEXTO: 2 REIS 4.38-44

            Veneno substancia tóxica preparada quimicamente sendo capaz de destruir as funções vitais organismo, e até levar a morte do indivíduo. Podemos considerar tudo aquilo que corrompe causando prejuízo moral e espiritual. Há venenos letais, mesmo em minúscula quantidade pode levar a óbito, por exemplo, veneno de certas serpentes venenosas, o veneno da áspide, esse termo o original grego significa “apis” conhecido como víbora, serpentes ou uma cobra. Elas são mencionadas nas escrituras em algumas passagens (Jó 20:14,16). Outro ingrediente que pode estragar a massa do bolero é o fermento deles dois discorreremos brevemente sobre seus efeitos em diversos aspectos dessas duas substancias.

Veneno na panela
Elizeu chegou ao lugar onde estavam reunidos os discípulos dos profetas e os encontrou com fome, ao ver a situação Elizeu manda que eles façam uma grande panela fazerem um cozido e saciarem a fome, mas aconteceu um ao apanharem as ervas no meio vieram às venenosas, após cozerem identificaram que na panela havia veneno e gritaram “Morte na panela, ó homem de Deus!” (2 Rs 4:40). O profeta Elizeu era o líder espiritual daqueles discípulos, ele foi procurado por eles para trazer a solução daquele grave problema, o líder espiritual não deve estar desprovido da visão e sabedoria de Deus, alguma solução deveria vir do seu líder espiritual.

Um pouco de fermento
Jesus advertiu os seus discípulos sobre o fermento dos fariseus, ele os advertiu e sobre não para falar de pães, basta um pouco de fermento “doutrina dos fariseus” poderia estragar toda massa (Mt 16:11-12). O Apóstolo Paulo escreveu também na mesma linha de pensamento de Jesus enfatizando a se resguardarem da doutrina dos fariseus “um pouco de fermento leveda toda massa” (I Co 5:6; Gl 5:9).

Os efeitos do fermento
Ele é apropriado para fazer a massa crescer e dá qualidade ao bolo, a quantidade deve ser pequena conforme a quantidade de massa e receita. Os usos simbólicos da palavra fermento geralmente são negativos, o fermento simboliza algo ruim, principalmente para o ambiente espiritual (Mt 13:33), ele leveda toda a massa, eu já vi pessoas perderem um bolo inteiro por conta do fermento ruim, impedindo o desenvolvimento da massa. O significado da palavra fermento vem do gr. “zume” significando a corrupção intelectual e moral, e não basta grande quantidade para corromper. No AT era proibido o uso de fermento durante a páscoa (Ex 12:15), essa proibição representava a pureza, tão poucos nos sacrifícios oferecidos a Deus “Nenhuma oferta de manjares, que fizerdes ao Senhor, se fará com fermento, e de mel nenhum queimarás por oferta ao Senhor.” (Lv 2:11).

Os discípulos dos profetas estavam famintos, pois toda comida havia acabado, e no sentido espiritual constitui-se um grande perigo, porque pode conduzir a apanhar até ervas amargas para comerem, o padrão de pureza espiritual continua, ser santo e uma nova massa. “lançai fora oi fermento velho, para que sejais uma nova massa” (Ef 5:25-27)

            Muitas vezes o veneno da panela, e o fermento velho estão dentro da igreja, tem erva amarga pior do que um semeador de contendas? Um pouco de fermento velho leveda toda massa, mas como tirar o veneno da panela, e evitar o fermento velho? (1) Elizeu mandou que pusesse farinha na panela, a farinha representa a palavra de Deus, e o fermento velho deve ser evitado exigindo o maximo de cuidado com eles (os semeadores de contendas). Eu lembro certa vez que a minha esposa saiu para dirigir um círculo de oração e eu fiquei encarregado de cozinhar a carne, só que pus sal demais e não havia quem comesse e eu fiquei preocupado como fazer? E uma pessoa foi chegando e eu expliquei o assunto e ela disse: Ponha açúcar na panela, o açúcar cancelou grande parte do sal e deu pra resolver o problema. Vamos por ingredientes para cancelar os efeitos da erva danosa, das doutrinas falsas e o fermento velho com a palavra de Deus.


Pr. Elis Clementino-Paulista-PE

quinta-feira, 17 de setembro de 2015

ESBOÇO 638 MEXENDO NO MEU NINHO

MEXENDO NO NINHO


“Sai da tua terra, do meio da tua parentela” Gn 12.1


O ser humano tende se acomodar no lugar onde lhe proporcione conforto e prazer, para ele esse é o ambiente ideal para continuar vivendo, o lugar torna-se uma espécie de ninho moldando-o de tal modo que muitas vezes ele tem a ilusão que aquele seja o único lugar do planeta. Muitas vezes em algum momento ele precisa vivenciar uma nova realidade de vida que não estava dentro dos seus planos, pode ser uma mudança de lugar, de hábito, da convivência familiar ou algo que esteja no plano espiritual, com essa mudança o indivíduo pode reger a sua vida fora daquela realidade que ele vivia, e encontrar situações que lhe ocasione prazer e felicidade.

No plano espiritual acontecem mudanças na vida do homem que ele não entende como elas acontecem, os processos usados por Deus o homem não consegue entender. “Assim como não sabes o caminho dos ventos e nem como se forma os ossos no ventre da que está grávida, assim são as obras de Deus que faz todas as coisas.” (Ec 11.5); - Porque assim como os céus são mais altos do que a terra, assim são os meus caminhos mais altos do que os vossos caminhos, e os meus pensamentos mais altos do que os vossos pensamentos (Is 55.9). Na Bíblia encontramos prova disso; Abrão, José, Moisés, entre outros, sobre eles Deus cumpriu os seus propósitos. Arrazoaremos alguns episódios até que fossem cumpridos os desígnios do Senhor na vida deles.

Mexendo no ninho – São vários os motivos pelos quais Deus resolve nos tirar da zona de conforto, quando isso acontece é porque Deus quer realizar em nós algo que está no seu coração, para Ele aquele lugar que estávamos não era o ideal, mesmo assim a maneira que ele queira usar não deve ser motivo de desespero porque Deus tem pensamentos bons ao nosso respeito “Porque eu bem sei os pensamentos que penso de vós, diz o. SENHOR; pensamentos de paz e não de mal, para vos dar o fim que esperais.” (Jr. 29.11). Deus sabe o melhor para nós “O que eu faço, não entendes tu agora, mas entenderás depois” (Jo. 13.7). Às vezes por não entender o trabalhar de Deus o indivíduo não quer aceitar, porque certamente irá mexer com algo que estamos apegados por serem elas os motivos de satisfação. “Deus nunca tira algo de sua vida sem o substituir por algo melhor” Billy Grahan.

Abrão foi tirado da sua terra “Ur dos caldeus” do meio da sua parentela lugar onde possuía riquezas, talvez para ele aquele fosse o lugar ideal para viver por toda a sua vida, mas os propósitos de Deus para ele eram outros, algo muito maior estava por vir, para Deus pouco interessava onde o indivíduo esteja e o que ele tenha, pois o mais importante dali para frente era prevalecer à vontade de Deus, e em quaisquer circunstâncias.
Após a saída de Abrão da sua terra ele enfrentou algumas ocorrências desagradáveis, mas isso fazia parte dos planos e dos propósitos divinos, estes eram muito maiores do que ele pensava ser, pai de uma grande nação, por ele todas as famílias da terra seriam benditas (Gn 12.3; 22.18), porém jamais ele saberia como tudo isso aconteceria.

José, filho de Jacó, viveu com seus pais até aos dezessete anos, ele foi incompreendido, invejado e vendido como escravos pelos seus irmãos, ele foi levado para a casa de Potifar Oficial da Corte e Chefe da guarda pessoal de Faraó. José deixou o seu ninho, ou seu habitat e foi para o Egito. Os sofrimentos de José continuaram e recheado de desafios e provas de fé e de fidelidade a Deus, pois os propósitos divinos permaneciam firmes, jamais José pensaria que o desfecho da sua história resultaria no sustento da sua própria família. Para alcançar algo maior na vida primeiro devemos nos preparar para enfrentar e superar os obstáculos.

Moisés nasceu em um período sombrio para os hebreus, a escravidão no Egito tempo suficiente marcando a história desse povo. Os planos de Deus para Moisés começaram desde o seu nascimento, e por causa da ordem que faraó deu as parteiras para matar as crianças recém-nascidas foi lançado por sua mãe no Nilo em um cesto betumado encontrado no rio pela filha de Faraó. As filhas de Faraó lhe deram o nome de Moisés porque das águas fora tirado, ele foi criado no palácio aprendeu a ciência egípcia, tudo estava bem e nada lhe faltava, poderia até ser herdeiro do trono, mas um dia Deus resolveu mexer no seu ninho, ou seja, tirando-o de lá o conduzindo as terras de Midiã, se casou com uma das filhas de Jetro seu sogro, e tornou-se pastor de ovelhas, pois tudo parecia ter acabado ali, mediante algumas situações achamos que tudo se terminou para nós, restando-nos somente as decepções e tristezas, porquanto nada estariam encerrado, as revelações divinas começaram a acontecerem completamente diferentes do que Moisés imaginava. Deus pode fazer ressurgir do nada tudo aquilo que ele pretende realizar na vida de alguém, de repente enquanto ele pastoreava o rebanho por trás do monte Horebe dele surge uma voz bradando do meio da sarça, ali foi o ponto de partida para um novo ciclo na sua história, era uma grande chamada, uma ordem e um novo desafio, voltar ao Egito e libertar o seu povo. Os planos de Deus não são impedidos “Porque o SENHOR dos Exércitos o determinou; quem, pois, o invalidará? A sua mão está estendida; quem, pois, o fará voltar atrás?” (Is 14.27).


Amados, não questionemos a Deus pelo que ele faz ou o que deixou de fazer, tudo está no controle dele, os exemplos que apresentamos aqui nos dão a certeza da soberana vontade de Deus sobre as nossas vidas. Muitas vezes estamos acostumados com a mediocridade, enquanto Deus quer prover algo maior e melhor para nós. “Melhor é o fim das coisas do que o princípio delas; melhor é o paciente de espírito do que o altivo de espírito. (Ec 7.8). Abraão, José e Moisés, Josué entre outros cresceram nos momentos de crise.

Pr. Elis Clementino - Paulista -PE

terça-feira, 15 de setembro de 2015

AJUDANDO UNS AOS OUTROS


ESBOÇO 637
TEMA: AJUDANDO UNS AOS OUTROS
“Meus irmãos, se alguém for apanhado em alguma falta, vocês que são espirituais devem ajudar essa pessoas a se corrigir. Mas façam isso com humildade e tenham cuidado para que vocês não sejam tentados também. Ajudem uns aos outros e assim vocês estarão obedecendo à lei de Cristo.” (Gl 6.1,2).
           
       Os membros de uma família mutuamente precisam ser ajudados, o texto escrito por Paulo aos Gálatas manifesta isso muito claro, principalmente os membros da família cristã, pois o que assim não perpetra é pior que o infiel “Porém aqueles que não cuidam dos seus parentes, especialmente dos da sua própria família, negou a fé e é pior do que os que não crêem.” (I Tm 5.8). “A vida controlada pelo Espírito de Deus produz harmonia e unidade na comunidade cristã.” (Fp 2.3,4). Esse assunto pode até chocar alguns, mas é necessário ensinar que devemos ser exemplo.

Relacionamento
A bíblia ensina que os cristãos vivam em união, porque é através dela que procedem as bênçãos divinas. “Quão bom e quão suave é que os irmãos vivam, em união!” (Sl 133.1). É por intermédio dessa união cristã que advirão as bênçãos do Senhor (Sl 133.2,3).

O egoísmo
Ele não permite que o indivíduo se relacione bem com as outras pessoas, geralmente os egoístas não pensam no próximo, mas somente em si. Os egoístas ajuízam ser tão importantes, quando, de fato, não são, e através desse pensamento engana a si mesma (Gl 6.3). Não devemos atentar somente para o que é propriamente nosso, mas para o que é dos outros, sentir as necessidades dos nossos semelhantes é um dever, cada pessoa examine o seu próprio modo de agir! Se o seu proceder for bom, então ele (a) pode se orgulhar do que faz, sem necessidade de comparar o seu modo de agir com os outros (Gl 6.4).

Ajudando pessoas
Necessariamente devemos ajudar as outras pessoas, embora que essa ajuda nem sempre seja financeira, mas também com atitudes e ações que as auxiliem, às vezes são mais importantes que o dinheiro, por exemplo, a cooperação dos irmãos para com o Apóstolo Paulo durante o seu ministério (Rm 16.4; Fp 1.5; 2 Tm 1.16).

Ajuda espiritual
Devemos nos dispor a ajudar os irmãos nas suas necessidades espirituais, conduzindo-os a Deus de maneira extraordinária, encaminhá-lo a correção, mas com espírito de brandura (Gl 6.1). Atualmente muitos cristãos não querem exercitar essa prática espiritual com comedimento e subserviência, mas agem sem nenhum amor (Gl 5.15). Paulo fez um grande bem espiritual e moral a uma pessoa que havia fugido do seu patrão por tê-lo furtado “O escravo Onésimo”, nesse episódio Paulo apresenta uma profunda amizade com Filemom capaz de levá-lo a interceder pelo escravo convertido (Fm 8-21). Quantos Onésimos têm por ai necessitando de alguém com atitude de Paulo promova reconciliação e reintegração entre pessoas, construa boas pontes de relacionamentos de amizades.

Atualmente muitos obreiros não querem mais tratar da saúde espiritual das suas ovelhas, simplesmente porque dar certo trabalho, por isso eles não investem nas suas ovelhas, apenas querem o leite e a lã, e por qualquer motivo elas são descartadas, por isso existe a evasão de muitos membros das igrejas porque que já estão cansadas de verem seus pastores submergidos na política, mais do que com a igreja e outros envolvidos com corrupção recebendo salários sem prestar um dia de trabalho, além de se envolverem em escândalos, e por causa desse mau exemplo muitas ovelhas não aceita e fogem envergonhadas. A disputa não é por almas, mas por estratos para mostrar quem se mostra mais poderoso.

Alegria dos crentes pelos seus irmãos
A alegria de Paulo pela comunhão do irmão Filemom (Fm 7); Elogio de João a Gaio (3 Jo 2-5); De Paulo por Timóteo (I Tm 1.2; II Tm 1.1,4); Relacionamento espiritual de Paulo e Tito (Tt 1.4).

As escrituras dizem que; quem pode fazer o bem e não faz, peca. Nada melhor do que você ser útil para com o próximo, principalmente os da fé. O líder espiritual precisa conhecer o estado das suas ovelhas e cuidar delas, cuidar delas é o dever do pastor, ao invés se distanciar delas se aproxime, Paulo foi o nosso maior exemplo.

“Um ao outro ajudou, e ao seu companheiro disse esforça-te.” Is 41:6.


Pr. Elis Clementino – Paulista - PE

segunda-feira, 14 de setembro de 2015

DECÊNCIA E ORDEM NO CULTO AO SENHOR

ESBOÇO 636
TEMA: DECÊNCIA E ORDEM NO CULTO AO SENHOR
TEXTO: I CORINTIOS 14:26-33,39,40.

Vivenciamos no presente a inópia de pessoas que realmente querem reverenciar ao Senhor no comportamento ao cultuar, caráter, na postura e na ética, na igreja e fora dela, onde o testemunho cristão deve ser reconhecido. Infelizmente isso não acontece com certas pessoas que confessam serem cristãs e dizem amar a Deus, elas ainda declaram ser conhecedoras das verdades divinas e estão dentro da igreja como membros e congregados. O apóstolo Paulo se dirige as igrejas escrevendo belas cartas às igrejas da Ásia com a finalidade de corrigi-las de alguns erros para que fossem saudáveis espiritualmente. Entre essas igrejas faço questão de destacar a igreja de Corinto, pois ela atravessava momentos difíceis em relação à irreverência no culto ao Senhor, porém há de se notar principalmente em relação à ordenança da ceia (I Co 11:23-34) e sobre os dons espirituais (I Co 12:1-31). Atualmente precisamos nos moldar aos princípios que dignifiquem o evangelho do Senhor Jesus Cristo.

Decência – Qualidade do que é decente; compostura e decoro. Ordem – As coisas nos seus devidos lugares, boa disposição delas e organização.

1. O Significado do Culto ao Senhor.
1.1. O que é cultuar? É venerar, adorar a um Deus supremo (I Cr 16:29; Sl 29:2; 96:9).
1.2. O que é o culto ao Senhor? O culto é a celebração dos feitos do Senhor. A verdadeira celebração é feita na unidade do Espírito Santo.
1.3. Quando ele iniciou? A primeira expressão de louvor e adoração na Bíblia ao Senhor no nascimento de Caim (Gn 4:1).
1.4. Atualmente onde costumamos cultuar ao Senhor? No templo (casa de Deus), casa de oração, lugar onde a glória de Deus está (2 Cr 7:15,16), é a ele que tributamos toda honra e louvor.

2. Elementos do culto pentecostal.
2.1. Ensinar e admoestar uns aos outros com salmos, hinos e cânticos espirituais e cantando ao Senhor com ação de graça no coração (1 Co 14:26;Cl 3:16).
2.2. A liturgia é um conjunto de elementos que compõem o culto cristão (At 2:42-47; 1 Co 14:26-40; Cl 3:16). Embora exista liturgia sem culto, mas não culto sem liturgia, ela compreende de varias partes do culto.
1. Oração de abertura
2. Cântico congregacional
3. Leitura da palavra
4. Ofertório
5. Pregação
6. Convite
7. Oração final
8. Benção apostólica

3. As causas da desordem no culto ao Senhor?
3.1. Partidarismo (1 Co 11:18; 1:10-13; 3:4-6).
3.2. Carnalidade dos crentes na igreja de Corinto (1 Co 3:1-3).
3.3. Intemperança (descomedimento) (1 Co 11:21) Antes da ceia do Senhor era comum os crentes realizarem uma festa chamada ágape ou festa do amor, no entanto eles pervertiam tudo para a sua própria condenação, por isso Paulo tenta corrigir-los desse tamanho e grave erro (1 Co 11:29).

4. O Culto que não são aceitos pelo Senhor.
4.1. Quando não cultuamos de coração (Is 29:13; Ez 33:31; Mt 15:8)
4.2. Quando usamos de hipocrisia ao cultuar ao Senhor (Mt 23:23-27).
4.3. Não o reverenciamos a Deus no templo (Ec 5:1; Ex 3:5; Sl 89:7).
4.4. Quando oferecemos sacrifício de tolo (Ec 5:1b).
4.5. Quando estamos apenas no culto.

5. Quais os requisitos necessários para o verdadeiro culto a Deus?
(1). Reverência à santidade divina (Sl 89:7; Ec 5:1); (2). Postura, decência e ética para se portar na casa de Deus; (3). Louvar, meditar, orar e adorar, apresentar um culto racional (Rm 12:1; 1 Pe 2:5; Sl 50:14; Rm 6:13; 1 Co 6:20); (4). As oblações ao Senhor. (5). As primícias dos cereais e das crias (Ex 23:15,19; 34:26; Ne 10:35).  (6). Os dízimos e as ofertas (Ml 3:10).

6. Quando nos envolvemos no culto? Quando reverenciamos ao Senhor com espírito, corpo e alma (Lc 18:13), porém o fariseu não orava, apenas se exaltava e olhava para o publicano e o humilhava (Lc 13:11,12).

            A ordem e a decência fica bem em todo lugar, principalmente na igreja (I Co 14:26,40), devemos cultuar a Deus de forma racional ou seja, com o nosso entendimento (Rm 12:2). O sentimento de adoração é o reconhecimento dos favores divinos sobre as nossas vidas. Os verdadeiros adoradores adorando a Deus em espírito e em verdade (Jo 4:23,24). Tenhamos cuidado com os falatórios vãos, irreverência e falta de temor na hora do culto. Jesus açoitou os cambistas e vendedores de animais dentro do templo (Mt 21: 12-16). Amados na ora do nosso culto ao Senhor sejamos reverentes (Ec 5:1-7).


Pr. Elis Clementino – Paulista -PE

quinta-feira, 10 de setembro de 2015

O NOVO NASCIMENTO

ESBOÇO 635
TEMA: O NOVO NASCIMENTO
TEXTO JOÃO 3:1-15

            O novo nascimento foi enfatizado por Jesus na sua conversa com Nicodemos um dos principais dos judeus. O seu nome grego significa “homem do povo”. Nicodemos era membro do Sinédrio, ligado ao partido dos fariseus, e era um homem que tinha autoridade, ele foi chamado por Jesus de mestre de Israel, provavelmente ele era doutor da lei. Nicodemos foi ter de noite com Jesus, a sua conversa parecia não chegar ao ponto que chegou a ponto de deixar-lhe perplexo sem nada saber diante do que Jesus lhe falara.

Nicodemos foi de noite ter com Jesus para declarar-lhe ser um simpatizante seu e que vinha lhe acompanhando o desenvolvimento do seu ministério, e que ninguém podia fazer aqueles milagres se Deus não fosse com ele. Não sabemos por que ele foi ter de noite, talvez para que não chamasse muita a atenção, pois ele era um homem de grande influência no judaísmo, ou quem sabe o pusesse em risco diante dos seus ilustres colegas fariseus. Nicodemos não foi ter com Jesus para ouvir a respeito do novo nascimento, mas expressar sobre o que ele sabia a respeito dele, (Jo 3:2). As palavras de Jesus também lhe chamaram a atenção por serem sábias e demonstrarem sabedoria em todos os aspectos da vida, tanto material quanto espiritual, maiormente sobre a lei de Moisés.

A Bíblia não descreve alguma coisa sobre o conhecimento secular de Jesus, ou se ele tenha frequentado escolas ou não, esses pormenores as escrituras não informam, mesmo assim o conhecimento que tivesse adquirido nelas seria insuficiente para com aquela idade “doze anos” durante a festa em Jerusalém discutir com os doutores sobre a lei (Lc 2:41-52). Ao chegar diante do mestre Nicodemos iniciou o seu diálogo com elogios, mas a humildade de Jesus não permitia se ufanar com aquelas belas palavras, no entanto Jesus resolveu dar-lhe outra lição fora daquele contexto que ele iniciara a conversa com ele, Nicodemos é surpreendido com uma mensagem diferente, talvez da que ele não gostaria de ouvir, o mestre lhe fala sobre a necessidade de ter um novo nascimento, este lhe seria suficiente para lhe abrirem os olhos para ver o sobrenatural “o reino de Deus”, não seria fácil convencê-lo porque o homem carnal não entende as coisas espirituais (I Co 2:14), na realidade Nicodemos não estava entendendo a lição espiritual e aonde chegaria o desfecho dela.
Ora! Em muitas ocasiões Jesus usou parábolas para expressar a sua mensagem, no entanto muitos não entendiam, porque eram incapazes de entender e ver o que era concernente ao sobrenatural (Mt 13:13). Ao ouvi-lo atenciosamente Jesus lhe diz: É necessário que você nasça de novo, pois o que não nascer de novo não pode ver o reino de Deus, logo se adelgaçaram os ouvidos e o interesse de Nicodemos em saber sobre o assunto e o indaga: Como pode um homem sendo velho nascer de novo? Voltará ao ventre da sua mãe e nascerá novamente? (Jo 3:4), Jesus viu a infantilidade dele, e quem sabe na mente de Jesus dizia: Há! Nicodemos não é isso que quero de te dizer, mas vamos à lição, aquele que não nascer da água “necessidade de purificação” e do Espírito não pode entrar no reino de Deus, observem duas coisas totalmente distintas VER E ENTRAR. Moisés viu a terra prometida, mas não entrou (Dt 3:23-28; 34:5). Quem são os nascidos da carne, não se refere ao corpo humano que somente deixa de ser carne quando morrer e se tornar pó, mas atitudes ou os frutos da carne (Gl 5:19-21). As ações da nossa carne devem ser crucificadas, o nosso eu, as nossas vontades e desejos que comprometam a alma, por essa razão há uma contenda entre a carne e o espírito, essas duas naturezas se opõe uma a outra constantemente. Nascer de novo é nascer do Espírito, quem nasce dele é espírito (Jo 1:13). As pessoas nascidas do Espírito são geradas novamente pela palavra de Deus (Tg 1:18). Os que são gerados pela palavra, nele se manifestam os frutos, amor, alegria, paciência, temperança, paz, domínio próprio, mansidão e etc.
Porque os nascidos de novo cometem tantas coisas ruins durante a sua vida? O processo da regeneração vai se desenvolve à medida que o crente se aproxima de Deus através da palavra purificadora, embora Deus até permita que certas coisas aconteçam para que se revele os fiéis e os infiéis, a prova do novo nascimento é conhecida pelas nossas atitudes, assim como as árvores são conhecidas pelos seus frutos (Lc 6:44; Mt 7:16, 20; 12:23).
O novo nascimento gera em nós uma nova criatura (2 Co 5:17), é andar em novidade vida, isso não significa simplesmente fazer parte de uma denominação, ou simplesmente a crença em Jesus. Os nascidos de novo têm características que lhes são peculiares e uma delas é não ter vontade própria “O vento sopra aonde quer, e ouves a sua voz, mas não sabes de onde vem, nem para onde vai; assim é todo aquele que é nascido do Espírito.” (Jo 3:8). Nicodemos não precisava ficar espantado com o que ele ouviu, no entanto o necessário era nascer de novo. O renascimento, a regeneração, a ressurreição e a justificação é um conjunto de doutrina que deve fazer parte da vida cristã, é por isso ela é necessária para a entrada no reino de Deus. Fomos vivificados nele e para ele (Ef 2:1,2).

Pr. Elis Clementino- Paulista/PE