quinta-feira, 8 de outubro de 2015

RESTAURANDO A ESPERANÇAS

ESBOÇO 644
TEMA: RESTAURANDO AS ESPERANÇAS

           O ser humano enfrenta muitos desafios durante a sua trajetória de vida neste mundo, são obstáculos que muitas vezes desafiam a sua própria fé e esperança, mas isso acontece devido à falibilidade humana. Jó via fragilidade humana e a brevidade da vida “O homem, nascido de mulher é de poucos dias e farto de inquietação, também é como a flor que murcha e foge como a sombra e não permanece, visto que os seus dias estão determinados e o número dos seus meses, pondo-lhe também limites e não passará deles” (Jó 14:1-7). As limitações humanas lhes causam sofrimentos e dores, todavia não adianta murmurar, bem disse Jó, se eu falar a minha dor não cessa (Jó 16:6). As consequências muitas vezes são respostas dos erros na execução das tarefas humanas, os erros sempre estarão em sua frente (Sl 51:3). Se o homem tem de quem se queixar, queixesse dele próprio (Lm 3:39). A única maneira de ter alívio das dores é buscando a Deus, e através dele alimentar a fé e a esperança.

Esperança
A expectativa é a confiança em algo que nos trará resultados positivos, a esperança requer perseverança em quaisquer que sejam as circunstancias, é acreditar que algo é possível, mesmo que as ocorrências se apresentem contrárias. Há nas escrituras alguns episódios com pessoas que demonstraram fé em algo que parecia impossível aos seus olhos, Aristóteles disse que “a esperança é o sonho do homem acordado”. Não podemos enxergar tão longe e removermos as grandes montanhas se não for pelos olhos da confiança “Fé”. "Respondeu-lhe o Senhor: Se tiverdes fé como um grão de mostarda, direis a esta amoreira: Arranca-te e transplanta-te no mar; e ela vos obedecerá" (Lc 17.6).

Esperança Morta
Existem pessoas que cujas esperanças morreram e nada mais lhes restam a não ser a desolação e um profundo abatimento, nesse momento o indivíduo se sente vazio vivendo num mundo de impossibilidades. Saiba que a esperança pode ser ressuscitada, Deus é a fonte do reavivamento para que essas pessoas voltem a acreditar nas possibilidades. "Porque há esperança para a árvore que, se for cortada, ainda se renovará, e não cessrão os seus renovos." (Jó 14:7).

A recompensa da confiança
Ao fazer uso da confiança esteja certo que ela trará resultados satisfatórios, ou seja, ela tem recompensa, “Não abandoneis, portanto, a vossa confiança; ela tem grande galardão. Com efeito, tendes necessidade de perseverança, para que, havendo feito a vontade de Deus, alcanceis a promessa.” (Hb 10:35,36).

          Não permitamos que as nossas esperanças desvaneçam no meio do caminho, quando muito ainda temos a percorrer, abandonar a confiança é recuar, ou seja, voltar atrás, se você sente essa confiança se indo e quer recobrá-la se aproxime de Deus, faça como fez Asafe diante do seu desanimo em olhar para a prosperidade dos ímpios. “Mas, para mim é bom estar perto de Deus; fiz do Soberano Senhor o meu refúgio;” (Sl 73:1-28). A única maneira é essa para que os nossos ânimos sejam recobrados e possarmos a ver o deslumbramento daquilo que deseja os nossos corações. “A esperança não murcha, ela não cansa, também ela não sucumbe a crença,  porque, vão-se sonhos nas asas da descrença, voltam sonhos nas asas da esperança.” Augusto dos Anjos.
            

Pr. Elis Clementino – Paulista - PE

segunda-feira, 5 de outubro de 2015

A INFIDELIDADE NAS ADVERSIDADES.

ESBOÇO 643
TEMA: A INFIDELIDADE NAS ADVERSIDADES.
TEXTO: NR 14:6-14

Uma das perguntas que devemos é fazer a nós mesmo é: Será que eu estou preparado para que sejam cumpridas as promessas de Deus? Ora! Nem sempre estamos prontos para receber tudo àquilo que o Senhor queira nos dar. A dureza no caminho tem conduzido muitas pessoas à infidelidade e a desconfiança das promessas de Deus. Meditaremos em alguns acontecimentos após a saída dos israelitas do cativeiro faraônico que impediram de serem muito mais abençoados durante a peregrinação no deserto.

Canaã, a terra prometida.
1. Deus disse a Abrão, que os seus descendentes passariam 430 anos, sendo escravos no Egito, e que quando eles saíssem de lá não sairiam vazios (Gn 15:13,14), firmado nessa promessa José tinha a certeza que o povo sairia do Egito e herdaria essa terra prometida (Gn 50:24,25; Ex 13:19);
2. Quando os israelitas saíram do Egito levaram consigo uma promessa feita por Deus a Moises (Ex 3:8,17), mas logo apareceram as dificuldades e elas lhes causaram tantos sofrimentos que os hebreus tiveram desejo de voltar para o Egito (Ex 14:11,12).
3. Após viajarem por pelo menos 320 quilômetros passando por montanhas e desertos escabrosos os israelitas chegaram a Cades- Barnéia, na fronteira de Canaã, onde Deus confirmou o seu propósito de dar-lhes a terra. As promessas de Deus não falham (Nr 23:19; Is 14:24).
4. Com a visita dos espias enviados por Moises a Canaã eles perceberam que a terra prometida por Deus era boa e tinha as mesmas características da terra que Deus havia prometido, pois Deus não prometeria uma coisa e depois daria outra, Ele é fiel (Nr 13:27; Dt 1:25). Ele não altera o que sai dos seus lábios (Sl 89:34).

A infidelidade e incredulidade.
1. Diante da terra tudo o que eles precisavam dali para frente era conquistá-la, foi uma hora crítica e um momento decisivo, mas eles se amedrontaram com algumas características por não estarem ainda preparados para receber o que Deus lhes havia prometido, a tão sonhada terra que manava leite e mel. Os espias vistoriaram a terra fizeram uma analise e ao verem o que ela produzia e os seus moradores ficaram assombrados e infamaram a terra (Nr 13:32). Talvez você não esteja preparado ainda para receber o que Deus tem para lhe entregar.
2. A falta confiança e a incredulidade nos levam a duvidar das promessas que o Senhor como fizeram os dez espias (Nr 13:31,32,33). Os espias não confiaram em Deus, e esqueceram-se das promessas a respeito do seu futuro deles (Gn 15:18; 17:8; Ex 33:2). A infidelidade e a incredulidade retardaram a entrada dos israelitas em Canaã.
3. Os dez homens criaram situações críticas ao seu líder e para todo Israel, o desanimo tomou conta deles e contagiaram os outros. Para muitos crentes hoje os obstáculos no caminho são impedimentos para Deus realizar as suas promessas.
4. Para Josué e Calebe que foram incluídos na comitiva dos doze espias a conquista era questão de coragem e que a peleja não era de Israel contra os gigantes que ali residiam, mas de Deus. A luta não é nossa contra os obstáculos, ”a peleja não é vossa, mas de Deus” (2 Cr 20:6), mas isso acontece quando permitimo-lo que o Senhor intervenha. Eles sabiam que o Senhor estava na frente de tudo, mas a falta de confiança dos dez espias infamando a terra fez com que muitos israelitas se desanimassem a ponto de quererem voltar para o Egito. A nossa falta de confiança em Deus pode causar grandes transtornos cujas sequelas são terríveis, resultando em murmurações e rebeliões contra Deus.

Resultado da incredulidade
1. Por conta da incredulidade daquela gente foi retardada a entrada dos israelitas em Canaã, vieram os sofrimentos as murmurações contra Moises, além dos desejos de voltar ao Egito.
2. Com as murmurações e as rebeliões, fizeram Josué e Calebe rasgarem as suas vestes, quiseram apedrejá-los (Nr 14: 6, 10), foram tão cruéis e duros de coração que provocaram até ao Senhor (Nr 14:11), Deus prometeu a feri-los V12, e Moises parte em defesa do povo, por causa do próprio nome do Senhor (Nr 14:13-16).
2. Moises intercede por eles e Deus revoga a sentença e perdoa o povo (Nr 14:20). Mas não permitiu que os murmuradores e os rebelados entrassem na terra prometida (Nr 14:23).

            A lição que extraímos nesse assunto é de encorajamento e de confiança em Deus, certos que ele não mente, porém devemos estar firmados em suas promessas em quaisquer que sejam as circunstancias, embora o Senhor tenha traçado caminhos pelos quais jamais pensaríamos em passar. Nada é fácil para se conquistar nessa vida, tudo tem um preço, mas saiba que a infidelidade e as murmurações só atrapalham. Os gigantes estão por toda parte querendo fazê-lo recuar, porém não desista de lutar, embora você tenha a impressão de perdas de algumas coisas que a seu ver eram vultosas, mas prossiga para o alvo (Fp 3:12).

“Calebe fez calar o povo perante Moisés e disse: Eia! Subamos e possuamos a terra, porque, certamente, prevaleceremos contra ela.” (Nr 13:30). A confiança em Deus faz você avançar sem nenhum temor e conquistar aquilo que está dentro do seu coração.

Pr. Elis Clementino – Paulista -PE

sexta-feira, 2 de outubro de 2015

A LEI DA SEMEADURA

ESBOÇO 642
TEMA: A LEI DA SEMEADURA
TEXTO: GÁLATAS 6:7

            As Escrituras Sagradas nos dão exemplos importantes em relação à lei da semeadura, eles devem ser observados porque é resultado daquilo que semeamos. “Semear é opcional, mas colher é obrigatório.” Na ótica humana a colheita pode até tardar, mas vem! Por essa razão as nossas atitudes devem ser essencialmente bem ajuizadas.

Pecando contra Deus
Quando o homem peca contra o seu criador, com certeza ele sofrerá as conseqüências, Adão foi o primeiro homem a desobedecer ao que Deus havia estabelecido para ele (Rm 5:12). Toda desobediência tem o seu preço, não somente quando atribuímos aos mandamentos divinos, mas também as ordens estabelecidas pelas autoridades constituídas por Deus, “Toda a alma esteja sujeita às potestades superiores; porque não há potestade que não venha de Deus; e as potestades que há foram ordenadas por Deus. Por isso quem resiste à potestade resiste à ordenação de Deus; e os que resistem trarão sobre si mesmos a condenação. Porque os magistrados não são terror para as boas obras, mas para as más. Queres tu, pois, não temer a potestade? Faze o bem, e terás louvor dela. Porque ela é ministro de Deus para teu bem. Mas, se fizeres o mal, teme, pois não traz debalde a espada; porque é ministro de Deus, e vingador para castigar o que faz o mal. Portanto é necessário que lhe estejais sujeitos, não somente pelo castigo, mas também pela consciência.” (Rm 13:1-5).

Pecando contra ao próximo
Quando pecamos contra o próximo se constituí também uma falta grave diante de Deus, ao ferirmos os nossos semelhantes estamos sujeitos a recebermos as mesmas recompensas, além de sermos julgados pelas autoridades seremos julgados por Deus (Mt 5:21,22), mas caso o irmão peque contra nós o que devemos fazer? Jesus nos ensinou a formula de como devemos fazer (Lc 17:3-4).

O rei Adoni-Bezeque
O seu nome em hb significa “senhor de Bezeque” Bezeque significa “dispersão” era uma divindade Cananéia dos relâmpagos como o seu próprio nome declarava “meu senhor de Bezeque”. Ele era um rei mau e sanguinário. Todas as nações que ele conquistava com as guerras, prendiam os reis e cortava-lhes os dedos polegares superiores e inferiores, esse método usado por ele tinha como finalidade nunca mais aqueles reis voltariam a pegar em armas para lutar, essa era uma demonstração de poder, ele humilhou esses reis tratando-os como escravos alimentando-os com migalhas (Jz 1:7).

Lei da semeadura aplicada
Adoni-Bezeque provou do seu próprio veneno. Muitas vezes não nos damos conta que existe a infalível lei da semeadura agindo absolutamente e sem nenhum temor e as consciências que virão como colheita. Adoni-Bezeque foi derrotado pelos Israelitas e seus próprios polegares também foram arrancados cruelmente assim como fizera com seus reis prisioneiros, após ele reconheceu lembrando-se do que fizera no passado, a consciência humana arquiva registros dos seus atos. “Então disse Adoni-Bezeque: Setenta reis, com os dedos polegares das mãos e dos pés cortados, apanhavam as migalhas debaixo da minha mesa; assim como eu fiz, assim Deus me pagou. Elevaram-no a Jerusalém, e mourreu ali.” (Jz 1:7b)

            Essa história nos mostra lições importantes sobre o que semeamos e a certeza de colhermos no futuro. Quantos líderes espirituais existem com atitudes de Adoni-Bezeque, eles estão espalhados por ai tentando cortar os nossos polegares para nunca mais lutarmos pelos nossos ideais cristãos, eles os subjugam debaixo das suas mesas tratando-os como escravos, demonstrando excesso de autoridade, domínio e poder, eles se destacam como o rei Uzias na sua glória. Não é isso que nos ensina o Apóstolo Pedro na sua segunda carta, pelo contrário “Apascentai o rebanho de Deus, que está entre vós, tendo cuidado dele, não por força, mas voluntariamente; nem por torpe ganância, mas de ânimo pronto.” (I Pe 5:2). Devemos dar graças a Deus, ele guardará os nossos polegares, bem como as nossas vidas do castrador o “Diabo”, o grande inimigo de Deus será um dia derrotado definitivamente.


Pr. Elis Clementino – Paulista -PE

sábado, 26 de setembro de 2015

DIZENDO O QUE DEUS NÃO MANDOU, E REVOGANDO O QUE ELE ORDENOU.

ESBOÇO 641
TEMA: DIZENDO O QUE DEUS NÃO MANDOU, E REVOGANDO O QUE ELE ORDENOU.
TEXTOS: 2 SAMUEL 7:3,4; 2 REIS 20:4-6

            Existem situações que são extremamente delicadas, onde não podemos nos precipitar e tão pouco nos omitir de certas coisas. Nas escrituras existem exemplos tanto de um como de outro, pois sempre houve pessoas inclusive homens de Deus e profetas que falharam em determinados momentos. O nosso grau de espiritualidade não nos dá a garantia de que não falhamos devido as nossas imperfeições. Muitas vezes queremos ir além da demarcação divina, ou seja, fazer além daquilo que Deus manda, em muitas ocasiões faz para agradar a alguém, talvez em troca de favores.

1. O orgulho humano
Às vezes o líder espiritual se ufana e ultrapassa dos limites divinos, até ariscam fazer algo para impressionar pessoas, engrandecer o seu nome e entrar para a história para ser lembrado nas gerações futuras, embora isso não signifique que tais atitudes Deus aprovem, ele pode até realizar, mas não que Deus tenha autorizado, embora Deus seja absoluto e pode aprovar ou revogar aquilo que ele estabeleceu. O nome do Senhor fora usado indevidamente até por muitos profetas, embora soubesse que não era do agrado de Deus (Jr 23:31,32). Ainda hoje é assim muitos profetizam usando o nome de Deus sem ser ele os tais receberá a justa recompensa.

2. O desejo de Davi
Davi propôs no seu coração de construir uma casa para Deus habitar (2 Sm 7:2), e falando isso a Natã o profeta consultor de Davi, Natã não mediu as conseqüência aprovou imediatamente dizendo: “Vai, e faze tudo quanto está no teu coração; porque o Senhor é contigo.” (2 Sm 7:3). Deus não tem compromisso com tudo àquilo que falamos e as nossas ações precipitadas, em algumas ocasiões o indivíduo se empolga e fala algo que Deus não autorizou, a empolgação é um perigo, ele pode fugir da sua razão e agir impensadamente. Há quem diga que Deus aprova todas as nossas palavras, simplesmente porque somos servos dele, isso é uma inverdade, o Senhor não aprovou o que Natã dissera ao rei.

3. Desfazendo o que Deus não mandou dizer
O compromisso e a responsabilidade em falar a verdade em nome do Senhor são grandes, falar o que Deus não mandou constitui-se um perigo, naquela mesma noite em que Natã havia falado para o rei sobre a aprovação do propósito de Davi, veio à palavra do Senhor a Natã e lhe dizendo: Pergunte a Davi se eu o mandei construir uma casa para mim. (2 Sm 7:4,5). As verdades de Deus prevalecem em qualquer circunstancias e não adianta manobra humana, isso não ajuda em nada só atrapalha. Natã teve que desfazer o que havia dito a Davi “faze e o Senhor é contigo”. Davi não teve o direito de construir o templo e sim o seu filho Salomão.

4. Revogando o que Deus mandou dizer
Fato interessante aconteceu com o rei Ezequias quando estava doente com uma chaga mortal, veio uma ordem expressa de Deus através do profeta Isaias “Poe em ordem a tua casa, porque morrerás, e não viverás.” (2 Rs 20:1), ouvindo Ezequias aquelas palavras virou para o canto da parede e orou ao Senhor e chorou muitíssimo (2 Rs 20:2,3), ouvindo Deus a oração dele indo Isaias saindo do pátio do palácio desse o Senhor a ele: Volta e dize a Ezequias capitão do meu povo que ouvi a sua oração e acrescentarei mais quinze anos de vida e ainda diga que eu o livrarei das mãos do rei da Assíria, essa primeira etapa Deus fez declarar-lhe a cura, mas ainda Ezequias deveria fazer a sua parte colocar uma pasta de figos em cima da chaga (2 Rs 20:6-8), além de pedir a Deus confirmação daquele milagre (2 Rs 20:10,11).

Devemos ter muito cuidado quando entregar uma mensagem da parte de Deus, ele não tem a obrigação de realizar o que agente fala, somente há um registro de um reconhecimento de um homem de Deus “Samuel” que testemunharam dele dizendo: “...Eis que há nesta cidade um homem de Deus, e homem honrado é; tudo quanto diz, sucede assim infalivelmente;...” (I Sm 9:6). A seriedade de um homem faz com que as suas palavras sejam valorizadas (I Sm 9:6) A integridade e a seriedade de um homem não é medida pela impressão que ela causa a sociedade, mas pela história de vida. (Jó 1:1). Nem todos os nossos desejos serão cumpridos se não estiverem dentro dos planos de Deus, os desejos de Davi era construir uma casa para Deus, porém algumas das suas atitudes o impediram que o seu desejo fosse cumprido. Necessitamos ter muito cuidado para não usarmos a frase “assim diz o Senhor” o Senhor é o único que pode revogar o que ele fala.

Pr. Elis Clementino – Paulista –PE


sexta-feira, 25 de setembro de 2015

TRÊS COISAS DANOSAS

ESBOÇO 640
TEMA: TRÊS COISAS DANOSAS
TEXTOS: 2 REIS 4:38-44; MT 16:11,12; MT 13:24-30

Há coisas nesse mundo que devem ser evitadas por ser extremamente danosa a saúde humana, elas são capazes de comprometer a saúde física e espiritual, três delas são citadas nas sagradas escrituras, são elas: As ervas que causaram a morte na panela nos dias de Elizeu, a doutrina dos fariseus e o joio no meio do trigo. Os antídotos podem ser usados para prevenção cancelando os efeitos de certas substâncias nocivas ao homem.

1. As ervas danosas
Nos dias do Profeta Elizeu, os discípulos dos profetas estavam em acampamentos quando faltaram alimentos, imediatamente consultaram ao homem de Deus, pois eles estavam sob proteção e a orientação espiritual do profeta. Ao terem consultado o homem de Deus receberam a orientação de como resolveriam o problema da fome, fazer uma grande panela e apanharem ervas e fazerem um cozido e comerem, mas ao apanharem as ervas não souberam discernir quais as ervas que seriam comestíveis.  A falta de conhecimento, imaturidade e discernimento podem causar danos tanto para a saúde física quanto a espiritual. No meio das ervas colhidas vieram também às nocivas, que após cozidas e prontas descobriram que o alimento estava contaminado, os que comiam morriam, os discípulos gritaram com grande espanto “Morte na panela, ó homem de Deus!” (2 Rs 4:40). Bem aventurado aqueles que estão sob a proteção espiritual de um homem de Deus, porque ele pode sob a direção divina indicar a resolução dos seus problemas e não somente os espirituais, o antídoto foi indicado imediatamente, pôr farinha na panela. Há três grandes lições nesse texto, (1) A falta de discernimento dos discípulos na hora da escolha das ervas entre as boas e as ruins; (2) O reconhecimento da proteção espiritual do homem de Deus; (3) A obediência deles a orientação dada por Elizeu (2 Rs 4:38-44).

2. O fermento dos fariseus
Jesus advertiu os seus discípulos sobre o fermento dos fariseus, ele não estava falando simplesmente de pães, a sua lição iria mais além, ele estava apresentando o fermento como substancia que também corrompia, ele dizia sobre a doutrina dos fariseus. O Mestre falou que um pouco de fermento “doutrina deles” podia levedar toda a massa (Mt 16:11-12). Paulo também escreveu as igrejas sobre a necessidade de se precaver desse fermento, ele seguia a mesma linha daquilo que Jesus ensinou “um pouco de fermento leveda toda massa” (I Co 5:6; Gl 5:9).

2.1. Quais os efeitos do fermento?
O fermento tem a propriedade de determinar a fermentação em outra substancia, na massa ele faz crescer, a quantidade deve ser pequena conforme a quantidade de massa e receita. Os usos simbólicos da palavra fermento nas escrituras geralmente são negativos, o fermento simboliza algo ruim no sentido espiritual (Mt 13:33), ele leveda toda a massa, eu já vi pessoas perderem um bolo inteiro por conta do fermento, principalmente envelhecido, ele impede o desenvolvimento da massa. O significado da palavra fermento vem do gr. “zume” significando a corrupção intelectual e moral, e não basta grande quantidade para corromper. A proibição do uso do fermento para os hebreus durante a páscoa representava a pureza (Ex 12:15), estendendo-se também aos sacrifícios oferecidos a Deus, “Nenhuma oferta de manjares, que fizerdes ao Senhor, se fará com fermento, e de mel nenhum queimarás por oferta ao Senhor.” (Lv 2:11).

3. O Joio no meio do trigo
Jesus proferiu a parábola do joio e o trigo para mostrar a que o reino dos céus era semelhante, ele apresenta um agricultor que semeou uma boa semente no campo, mas enquanto os homens dormiam “descuido”, veio um inimigo e semeou joio “algo ruim” no meio do bom trigo e retirou-se. Quando o trigo cresceu e deu fruto, apareceu também o joio, mas vindo os servos do dono do campo disseram-lhe: Senhor, não semeaste a boa semente no campo? Como, pois apareceu esse joio? Respondeu-lhes foi o inimigo que fez isso. O joio “o joio da inimizade e dos impedimentos” é semeado em todos os lugares “o inimigo é o Diabo” ele semeia tudo que é danoso para o homem, tanto no secular quanto na área espiritual. Os trabalhadores do campo perguntaram ao homem, queres que arranquemos? Não respondeu ele: Não, para que arrancando não suceda que arrancando o joio venha o trigo com ele. O dono entendia que a precipitação poderia estragar todo trigo naquele momento e disse para seus servos: Deixa crescer ambos juntos até que venha a ceifa, e no tempo da ceifa direi aos ceifeiros: Ajuntai primeiro o joio e atai-o em feixes para o queimar, mas o trigo recolhei ao meu celeiro (Mt 13:24-30), tudo tem o momento e a hora certa. O trigo somente deveria ser colhido após a limpeza, ou seja, a retirada de todo joio.

          Cuidados são imprescindíveis, devemos pedir sempre a Deus que nos dê discernimento para que na hora de fizermos as nossas escolhas para que no meio não venham as ervas danosas, elas podem como conseqüências até no levar a morte, tanto física quanto a espiritual. Reconheçamos os nossos lideres espirituais, as suas orientações são fundamentais para o nosso cotidiano, a subserviência resulta em proteção espiritual. O fermento representa as doutrinas farisaicas que eram um veneno para a fé. O joio é aquele que está entre os cristãos, no meio da igreja gerando dificuldades no crescimento dela, e muitas vezes são até notáveis, mas não podem ser arrancados a não ser quando o ceifeiro chegar. O ceifeiro está vindo ai!

Pr. Elis Clementino – Paulista-PE