quarta-feira, 13 de janeiro de 2016

PROGRESSO ESPIRITUAL

ESBOÇO 658
TEMA: PROGRESSO ESPIRITUAL
TEXTO: PROVERBIO 4:18

            O ser humano tem a capacidade de desenvolver o seu potencial em todas as áreas da vida e maneira saudável, seja em algum empreendimento, em atos sociais, na ciência etc. Todos têm a oportunidade para desenvolver, no sentido espiritual acontece à mesma coisa, o progresso espiritual é indispensável, ele deve ser de maneira consciente e segura observando a palavra de Deus. “Quando eu era menino fazia coisa de menino, falava como menino, sentia como menino, discorria como menino, mas, logo que cheguei a ser homem, acabei com as coisas de menino.” é importante salientar que houve progresso espiritual (I Co 13:11).  Salomão fez referência dessa evolução como à luz do sol, desde a aurora até ao meio dia quando ele dá o seu brilho total (Pv 4:18). O justo vai crescendo mais e mais em força (Jó 17:9), esse desenvolvimento pode ser visível como uma luz, de maneira que o indivíduo não tenha como esconder diante dos homens (Mt 5:14). O progresso espiritual depende exclusivamente de cada indivíduo, ou seja, nós decidimos se queremos ou não desenvolver.

I. Crescendo como a palmeira e o cedro do Líbano
O crescimento espiritual deve ser comparado ao de uma árvore com as suas raízes. Vejamos essa alegoria: O cedro do Líbano tem raízes profundas, nos primeiros três anos suas raízes podem alcançar 1,50m, o seu crescimento é lento somente depois do quarto ano é que ela começa a se desenvolver e pode chegar a mais de 40m de altura, na proporção que ele vai crescendo se desponta torna-se visível de longe. A figura da palmeira e o cedro expressam verdades sobre crescimento, estrutura e frutos (Sl 92:12). Na vida social o indivíduo precisa crescer sustentavelmente e produzir coisas importantes, da mesma maneira deve ser na vida espiritual.

II. Largando as coisas inúteis que nos impeçam de crescer
Para desenvolver o corpo saudavelmente faz-se necessário livrar-se de alguns impedimentos como: As doenças, procurar alimentar-se bem, entre outros. No sentido espiritual também é preciso crescer com uma alimentação saudável com todos os nutrientes que a palavra de Deus têm, assim tem crescimento normal (I Pe 2:1,2), esse é o alimento que dá sustentação e faz crescer espiritualmente “a palavra de Deus.” “...E isso para que vocês vivam de maneira digna do Senhor e em tudo possam agradá-lo, frutificando em toda boa obra, crescendo no conhecimento de Deus.” (Cl 1:9,10; 2 Pe 3:18), mas isso não é tão fácil como se pensa, precisamos ter domínio próprio para alcançar o alvo “E todo aquele que luta de tudo se abstém; eles o fazem para alcançar uma coroa corruptível, nós porém, uma incorruptível (I Co 9:25). Se o nosso alvo é crescer espiritualmente a receita é essa, abster-se das coisas que implicam no nosso desenvolvimento espiritual. Há algumas coisas que precisamos deixar para trás tais como: As picuinhas “implicância, teimosia, pirraça”, para crescer ajustadamente, crescer em Cristo é necessário (Ef 4:15,16).

            Procuremos progredir espiritualmente produzindo frutos que indiquem essa progressão. O crescimento deve ser uniforme conforme a ilustração da palmeira e o cedro, eles crescem verticalmente enquanto as suas raízes se aprofundam. Os cristãos necessariamente precisam ter essas raízes profundas para suportar o sopro dos ventos e na sequidão possas suportar o calor, ou seja, as adversidades. O cristão novo convertido precisa aprofundar as suas raízes, porque quanto mais elas se aprofundam, mas estabilidade tem. A melhor maneira de o cristão ganhar estabilidade espiritual é através da palavra de Deus, e não através de outros meios inventados por muitos líderes religiosos da atualidade. “Antes tem o seu prazer na lei do Senhor, e na sua lei medita de dia e de noite. Pois será como a árvore plantada junto a ribeiros de águas, a qual dá o seu fruto no seu tempo; as suas folhas não cairão, e tudo quanto fizer prosperará.” (Sl 1:2-3).

Pr. Elis Clementino-Paulista-PE


quarta-feira, 6 de janeiro de 2016

ESBOÇO 657
TEMA: A INTEGRIDADE
Texto: I Samuel 12:2-5

            Ser íntegro é um princípio fundamental para todos, independentemente de qualquer que seja a raça, cor e religiosidade. A integridade está intrinsecamente ligada à vida moral do indivíduo, embora nem todos dêem acuidade a integridade e a reputação, mas faz-se necessário. A honestidade não se adquire com dinheiro, mas com ensinamentos que começa desde a infância, uma boa conduta em meio a uma sociedade corrompida é igual a uma pérola encontrada em uma mina, principalmente quando se refere aos cristãos. O caráter e a moral são princípios aprendidos no meio familiar.
                                                         
O que é reputação:
É uma avaliação social em relação a uma pessoa, um grupo de pessoas ou uma organização, isso se constitui num importante fator em muitas áreas como:  Negócios e comunidades. Existem pessoas que não se preocupam com a sua reputação, para tais indivíduos o povo falar o que falar ele não está nem ai, isso é muito ruim e prejudicial, principalmente para aqueles que se dizem cristãos. A Bíblia mostra que houve pessoas íntegras e de boa reputação, como também as de má fama.

O que é integridade:
É uma palavra de origem latina “integritate” qualidade ou estado do que íntegro ou completo, cujos sinônimos são honestidade, honradez e retidão. A integridade pode ser pessoal está vinculada a ética. Ser íntegro, de uma forma simples é o testemunho que as outras pessoas dão de nós ou daquilo que somos, por isso, ser integro alude ao agir com retidão, com a verdade, com justiça e transparência, isto é, sem máscaras, com imparcialidade e com seriedade, princípios que o indivíduo não deve olvidar, além de preservá-los durante a sua vida em quaisquer circunstancias.

Personagens bíblicas
A Bíblia Sagrada cita vários personagens que foram tiveram boa reputação e foram íntegros, destaquemos pelo menos dois deles, José do Egito e Samuel. Vejamos nesses textos sobre a postura de José: “Gn 37.2-4; 19-20; 37-36; Jó 1:1; Lc 2.25). José manteve a sua integridade e fidelidade a Deus em todas as circunstancias. Samuel, profeta e juiz, conhecido como homem de Deus (I Sm 9:1-6). Samuel serviu a Deus perante o sacerdote Eli desde criança, por quase a sua vida julgou em Israel a todos que vinham a ele, mas na sua velhice ele foi rejeitado pelo povo (I Sm 8:7). Saul foi aclamado a rei de Israel e na reunião solene de transição Samuel reúne a multidão e faz uma declaração sobre a sua vida moral e espiritual “Agora, pois, eis que o rei vai adiante de vós. Eu já envelheci e encaneci, e eis que meus filhos estão convosco, e tenho andado diante de vós desde a minha mocidade até ao dia de hoje, testifiquem contra mim perante o SENHOR, e perante o seu ungido, a quem o boi tomei, a quem o jumento tomei, e a quem defraudei, a quem tenho oprimido, e de cuja mão tenho recebido suborno e com ele encobri os meus olhos, e vo-lo restituirei. Então disseram: Em nada nos defraudaste, nem nos oprimiste, nem recebeste coisa alguma da mão de ninguém. E ele lhes disse: O SENHOR seja testemunha contra vós, e o seu ungido seja hoje testemunha, que nada tendes achado na minha mão. E disse o povo: Ele é testemunha.” (I Sm 12: 2 - 5)

1. O rei que vocês pediram está ai (Saul);
2. Eu já fiquei velho e de cãs brancas;
3. Meus filhos vão continuar com vocês;
4. Eu tenho andado diante de voz desde a minha mocidade;
5. Testifiquem contra mim perante o Senhor e perante o seu ungido;
6. A quem tomei um boi, a quem tomei um jumento;
7. A quem defraudei;
8. De quem recebi suborno ou a ele encobri os meus olhos;
9. Se eu tenho eu quero restituir.

É plausível a atitude de Samuel em expor com muita convicção a respeito da sua vida moral perante o povo, não era um desabafo, mas um momento histórico e de transição, pois daquela hora em diante Saul seria o primeiro rei de Israel. Os homens de Deus devem ser desprovidos de qualquer maldade e imoralidade, coisa que muitos chamados de “homens de” não querem ser porque há algo que os impede, sem dúvidas é o orgulho, a falta de pudor e a prepotência elevada, isso acontece muito quando o indivíduo se torna famoso. O que nos chama a atenção foi a humildade de Samuel naquele momento, apesar de ter sido rejeitado pelo povo ele não perdeu a sua postura. Tenho conhecimento que um dos presidentes da república do nosso país se negou a passar a faixa presidencial ao seu sucessor por motivos pessoais e políticos, isso é um péssimo exemplo para um estadista e falta de equilíbrio emocional, essa atitude revela a incapacidade de ser um chefe de uma nação.

Uma das nossas preocupações deve ser em relação a nossa conduta moral e espiritual. Os exemplos apresentado nesse mote mostra dois homens que testemunharam da sua vida moral e espiritual, a maneira como eles procederam devem ser observados por todos, principalmente os que professam a sua fé em Deus como fez José do Egito e Samuel, o próprio povo confirmaram o que ele disse em público “Responderam eles: Em nada nos defraudaste, nem nos oprimiste, nem tomaste coisa alguma da mão de ninguém. Ele lhes disse: O Senhor é testemunha contra vós, e o seu ungido é hoje testemunha de que nada tendes achado na minha mão. Ao que respondeu o povo: Ele é testemunha.” (I Rs 12:4,5). Jesus interrogou os discípulos para saber o que o povo dizia a seu respeito, ao ouvir a resposta seria definido o grau de importância que suas palavras e obras teriam sobre a vida deles, embora ele soubesse que o conceito sobre ele era respeitável, era um conceito tão elevado que foi comparado com os profetas, Elias, Jeremias e João Batista (Mt 6:13). Quando procuramos saber o que o povo diz ao nosso respeito podemos fazer uma análise e mudar alguns conceitos e atitudes que talvez precisem ser mudados. Pensemos um pouco sobre a nossa conduta moral e espiritual na sociedade em que vivemos, sejamos sal e luz. ZELE PELA SUA INTEGRIDADE.

Pr. Elis Clementino – Paulista -PE

quinta-feira, 24 de dezembro de 2015

OS DONS ESPIRITUAIS

ESBOÇO 656
TEMA: OS DONS ESPIRITUAIS
“Mas a manifestação do Espírito Santo é dada a cada um para o que for útil” (I Co 12.7).

O termo usado para falar sobre os dons espirituais (CHARISMA) relaciona com a palavra graça, que significa algo dado à igreja através da graça divina. Os dons espirituais são dados aos cristãos que buscarem, no entanto devemos conhecê-los e como eles funcionam (I Co 12:1), assim podemos usá-los de maneira correta e proveitosa. Os dons espirituais são ornamentos para a igreja do Senhor. Articularemos de forma simples sobre a sua veracidade, variedade, quais os dons, distribuições e finalidades.

Veracidade
Os dons espirituais é uma das verdades que deve ser difundida na igreja, infelizmente alguns pregadores se amoldam a outros temas e deixam de lado às doutrinas fundamentais, essa substituição tem levado muitos crentes a não saberem praticamente nada a respeito da manifestação do Espírito Santo na igreja. O estimado apóstolo Paulo já via essa falta de apreço no uso dos dons espirituais na igreja de Coríntios (I Co 12.1) a falta de conhecimento contribui para o uso incorreto desses dons.

Variedade de dons
Paulo apresenta uma diversidade de operações desses dons concedidos aos crentes, mas a fonte é uma só ESPIRITO SANTO (I Co 12.4-6). São nove os dons espirituais, eles estão distribuídos na igreja entre os crentes e com finalidades especificas.

Os dons ministeriais
Esses dons descritos por Paulo (Rm 12.6-8 e Ef 4.11) não podem ser confundidos com os dons espirituais, pois os ministeriais foram dados a igreja também com finalidades específicas; preparar o povo para o trabalho cristão; e o aperfeiçoamento da igreja “... querendo o aperfeiçoamento dos santos, para a obra do ministério, para edificação do corpo de Cristo” (Ef 4.12) e crescimento espiritual do corpo de Cristo, conforme o propósito divino (Ef 4.13-16). Deus chama pessoas e capacita-as para o serviço cristão.

Os dons espirituais
Eles são distribuídos na igreja pelo Espírito Santo, repartindo a cada um a fim de que seja proveitoso (I Co 12.7). São repartidos como lhe apraz e individualmente (I Co 12.11), não por capacidade espiritual nem por intelectualidade humana, esses dons são: A palavra da sabedoria; a palavra do conhecimento; da fé; dons de curar; operações de milagres; profecias, discernimento de espíritos; variedades de línguas; capacidade de interpretá-las (I Co 12.8-10). Cada um desses dons tem ações características para o enriquecimento da igreja do Senhor, os quais são aparelhamentos que somente o Espírito Santo tem para dar.

É bom entender que cada crente pode ter mais de um Dom espiritual, pois as escrituras não determinam a quantidade que você pode ter.
Não apresentaremos os dons espirituais conforme a ordem que Paulo descreveu em sua epístola (I Co 12.8-10), e sim pela classificação.

Dons de Revelação:
1) Palavra de Sabedoria (I Co 12.8ª) É uma palavra ou uma proclamação do Espírito Santo, para satisfazer a necessidade de solução de um problema particular. (2) A palavra do conhecimento (I Co 12.8b) é a manifestação sobrenatural de algum fato que existe na mente de Deus, por sermos limitados não podemos conhecer, a não ser que o Espírito Santo revele, fazendo com que o homem se torne participante da onisciência de Deus. (3) Discernimento de Espírito (I Co 12.10c) Através deste dom Deus revela ao crente a fonte e o propósito de qualquer forma de poder espiritual, se é de Deus ou não.

Dons de Poder
Os dons de poder são aqueles que se expressam conforme abaixo:
4) Dons de curas (I Co 12:9b), no grego, tanto o dom de (curar) como seu efeito, observem que está no plural, o que nos leva a entender que existe uma variedade de modos na operação deste dom. (5) Operação de Milagres (I Co 12.10a) Ambas as palavras aparecem no original grego, no plural, o que sugere que há uma variedade de modos de milagres e atos de poder. Por milagres e maravilhas entende-se que todo e qualquer fenômeno que altera uma lei estabelecida. (6) Profecia é uma proclamação do Espírito Santo sobre algo a revelar que não está na mente humana, ele serve para exortar e edificar a igreja, é um dom que necessariamente deve ser buscado (I Co 14.1). (7) Fé (I Co 12.9a) O Dom da fé esse se entende como uma fé especial e sobrenatural é o verdadeiro apelo a Deus no sentido de que Ele intervenha sobre nós quando se esgotam todos os recursos humanos.

Dons de Inspiração
8) Inspiração – Na teologia é o movimento divino segundo a fé cristã, os que escreveram as escrituras sagradas foram movidos, inspirados e guiados por Deus para escreverem. (9) Variedade de Línguas (I Co 12.10d). É a expressão falada e sobrenatural duma língua nunca aprendida pela pessoa que fala, nem mesmo o que fala sabe, a não ser que haja alguém que também de maneira sobrenatural interprete.

Os crentes pentecostais devem buscar os dons espirituais, sobretudo o de profetizar (I Co 14.1), cuja finalidade é enriquecer e edificar a igreja, dádiva que somente o Espírito Santo pode realizar. Buscar a plenitude do Espírito é querer ser completo, infelizmente muitos crentes não estão dando prioridade a busca desses dons, pois devemos sentir a necessidade de buscá-los, através da oração que é o ponto de partida para se obter o batismo no Espírito Santo e através dele receber os DONS ESPIRITUAIS.


Pr. Elis Clementino – Paulista - PE

quarta-feira, 9 de dezembro de 2015

ESBOÇO 655 SE DEUS É POR NÓS,

ESBOÇO 655
TEMA: SE DEUS É POR NÓS,
TEXTO: ROMANOS 8:31
           
            Belo cântico de vitória foi expresso por Paulo em sua carta aos Romanos, nela encontramos mensagens edificadoras com temas importantes como: Proteção divina, justificação e firmeza espiritual.

Proteção divina
Deus nos dá proteção e segurança contra aqueles que se opõe contra nós, essa confiança precisamos ter em quaisquer situações. Davi no salmo 23 apresenta o cuidado do Pastor pelas suas ovelhas guiando-as a pastos verdejantes e as águas tranqüilas (Sl 23:1-5; Sl 27:4); no salmo 46 Davi também mostra a sua firmeza no Senhor com um maravilhoso cântico, nele enfatiza os livramentos divinos sobre o seu povo (Sl 46:1-11). No salmo 91 Moisés no seu cântico enfatiza a segurança divina sobre aquele que estão abrigados sob a sombra do onipotente (Sl 91:1-16).

A justificação
A justificação divina é para aqueles que estão em Cristo. O que é justificar? É provar a inocência de alguém, restituir à inocência original e tornar justo o pecador. Em sua primeira carta João expressou do seguinte modo: “filhinhos meus, estas coisas vos escrevo para que não pequeis. Se, todavia, alguém pecar, temos advogado junto ao Pai, Jesus Cristo o Justo;” (I Jo 2:1), porém é necessário saber que só haverá essa justificação quando o indivíduo estiver dentro daquilo que Paulo escreveu aos romanos “Portanto nenhuma condenação há para os que estão em Cristo Jesus que não andam segundo a carne, mas segundo o Espírito.” (Rm 8:1). Qualquer acusação contra os escolhidos de Deus não valerá, porque é Deus quem o justifica, portanto não adianta oprimir, acusar e nem amaldiçoar a quem Deus escolheu, pois quem os condenará? (Rm 8:33,34). Balaão foi convidado por Balaque rei dos moabitas para amaldiçoar o povo de Deus porque Israel estava o incomodando, nos dias atuais o povo de Deus tem incomodado a muitos, a ira dos ímpios ultimamente tem se acendido contra os escolhidos com o desejo de destruí-los, mas toda ferramentas preparada contra o povo de Deus não prosperará (Is 54:17), pois quem os condenará? (Rm 8:34).

Firmeza espiritual
A segurança espiritual é imprescindível para o povo de Deus, todos nós devemos estar firmes em quem temos crido (2 Tm 3:16), a nossa convicção no evangelho deve ser inabalável. Quem nos separará do amor de Cristo? Paulo apresenta algumas situações que para muitos seriam suficientes para abandonar a Cristo (Rm 8:35), no entanto nenhum desses motivos deverão nos separar do amor de Cristo. A nossa confiança nos proporciona certeza de vitoria (Rm 8:37), de maneira que criatura alguma nem nos céus e nem na terra poderá nos separar do amor que está em Cristo (Rm 8:38,39).

            Devemos ter ma confiança inabalável sobre a proteção divina, não precisamos temer, sigamos o modelo de confiança dos grandes heróis da fé, embora venhamos a sofrer algumas ocorrências desagradáveis, mas não devemos nos considerar como destruídos (2 Co 4:8,9). É necessário entender também que algumas coisas desagradáveis podem até acontecerem em nossas vidas, mas de alguma maneira elas contribuem para o bem daqueles que amam a Deus (Rm 8:28), elas podem nos ensinar lições importantes para o nosso aprimoramento em todos os aspectos da vida. A nossa justificação vem do Senhor, porque ele nos ama, portanto não adianta, pois toda língua preparada contra a nós não prosperará, o que nos interessa é estarmos firmes no Senhor, firmes como uma casa construída sobre a rocha (Mt 7:24).

Pr. Elis Clementino-Paulista -PE       

quinta-feira, 3 de dezembro de 2015

JESUS NÃO EXCLUI PESSOAS

ESBOÇO 654
TEMA: JESUS NÃO EXCLUI PESSOAS
TEXTO: LUCAS 7:36-50

Após a queda do homem Deus criou e usou métodos para restaurá-lo espiritualmente, essa atitude restauradora continua no presente quando muitos indivíduos continuam afastados da sua comunhão e do convívio social pela própria ação do pecado. Enquanto Deus procura restaurar essas pessoas, muitos de nós procuramos fazer o contrario excluindo-as desde que, contrariem as nossas ideologias e pensamentos, ou seja, as excluímos por serem e pensarem diferentes. Na atualidade continuamos irredutíveis nesse ponto de vista, onde a intolerância, o exclusivismo, a descriminação tem se disseminado em todo o mundo e em todas as camadas da sociedade. A Bíblia mostra a maneira graciosa como Jesus tratou as pessoas, restaurando-as socialmente e espiritualmente, mas em contrapartida elas teriam que renunciar a vida pecaminosa e segui-lo (Mt 16:24; Lc 9:23,24). Aqueles que pertencerem a Cristo crucifiquem as suas paixões (Gl 5:24).

A reconciliação
A reconciliação com Deus resulta em um novo nascimento (Jo 3:7) e uma nova oportunidade é um recomeço e reconstrução de uma nova vida com Deus, e a construção de um novo caráter “Assim todo aquele que ouve as minhas palavras e as pratica será comparado a um homem sábio, que construiu a sua casa sobre a rocha.” (Mt 7:24). A palavra de Deus é o meio pelo qual podemos alicerçar o nosso caráter, por ela estaremos aptos para vivermos bem em um mundo corrompido pela desobediência.

Pessoas que tiveram as suas vidas reabilitadas
Podemos citar apenas alguns exemplos do AT e NT, eles nos mostram pessoas que estavam impossibilitas de ter uma vida normal devido a sua situação econômica, moral e espiritual:
(1) Em Jericó morava uma mulher chamada Raabe a bíblia afirma que ela era uma prostituta, essa mulher teve uma atitude nobre, ela escondeu os espias de Josué em sua casa, e por isso ela foi justificada (Js 2:2; Mt 1:5; Hb 11:31).
(2) O endemoniado de Gadara que causava um grande tumulto na cidade foi restaurado (Mc 5:1-5);
(3) A mulher do fluxo de sangue que se escondia da sociedade buscou refúgio em Cristo (Mc 5:24-34);
(4) A mulher samaritana a beira do poço de Jacó, a mulher que teve cinco maridos (Jo 4:1-19);
(5) A mulher apanhada em ato de adultério, salva por Jesus (Jo 8:1-12);
(6) O ladrão arrependido da cruz, salvo na última hora (Lc 23:43).

            Muitas pessoas atualmente continuam sendo reabilitadas, muitas delas excluídas e tidas como as escórias da sociedade por pura ignorância em relação ao valor a vida. Quantas pessoas são excluídas porque que contrariam os nossos conceitos a nossa maneira de pensar e de agir, não devemos desprezá-las, independentemente de qualquer ideologia, classe social e religiosa. As pessoas que estiverem em alguma situação degradante, sejam moralmente ou espiritualmente elas precisam ser reconduzidas a uma vida normal. Jesus nos deu o maior exemplo de amor e perdão, ele salvou e restaurou vidas que estavam sendo condenadas pela lei de Moisés pelas suas práticas pecaminosas, no entanto a graça salvadora foi muito maior do que a lei. Devemos aplicar a nossa vida diária e não excluirmos pessoas, mas reabilitá-las, mas deixemos de olhar para as pessoas como se fossem coisas. As pessoas valem muito mais do que as querelas da vida.


Pr. Elis Clementino – Paulista-PE