quinta-feira, 9 de junho de 2016

O CRISTÃO, A FÉ E A RAZÃO

ESBOÇO 681
TEMA: O CRISTÃO, A FÉ E A RAZÃO
“Rogo-vos, pois, irmãos, pela compaixão de Deus, que apresenteis os vossos corpos em sacrifício vivo, santo e agradável a Deus, que é o vosso culto racional.” (Rm 12.1)

O tema em foco direciona uma missiva especialmente os cristãos, maiormente os neófitos na fé, com a finalidade de fazê-los com que desenvolvessem a sua fé de maneira saudável. A fé não anula a razão, assim o cristão pode oferecer o seu corpo em sacrifício vivo, santo e agradável a Deus, que é o seu culto racional.

O cristão e a razão
Segundo o dicionário Aurélio da língua portuguesa, “razão” é a capacidade de avaliar, julgar e ponderar ideias gerais; estabelecer relações lógicas de raciocinar. Embora na filosofia haja outras ideias. Platão dizia que o homem é possuidor de três coisas; vontade, razão e paixão “sentimentos” como suas principais características. Aristóteles estabelecia distinção entre a razão ativa e a passiva. Já Tomaz de Aquino procurou equilibrar no que diz respeito à razão e a fé, e ambas tem as suas características e não se contradizem. Todo Cristão deve fazer uso da fé e a razão.

Quando o ser humano decide tomar qualquer decisão deve ter por traz um motivo ou razão muito forte para levá-lo a tomar tal decisão. Quando decidimos aceitar a Cristo como o nosso salvador, certamente esse motivo tenha sido muito intenso, “Porque estou oferecendo esse culto a Deus?”; Consideramos o culto da razão, se eu prego, porque prego?; Se ora, porque oro?; Se cultuar porque o faço? Paulo ensinou a igreja de corinto a usarem a razão e não somente a fé, se usarmos somente a fé ficaremos sem frutos, usando uma fé sem razão. “uma fé sega”

A fé não anula a razão
Elas devem ser equilibradas, embora às vezes a fé supere a razão, mas isso não quer dizer que a razão se torne inoperante, ela continua em ação. Deus disse a Abrão, sai-te da tua terra do meio da tua parentela para uma terra que te mostrarei, ele soube avaliar quem falava com ele, isso fez com que a sua fé fosse processada e finalmente ele optou por obedecer a Deus (Gn 12.1). Outra ocasião foi levar o seu filho Isaac ao sacrifício (Gn 22). A fé enxergara o futuro, mas do que a razão e assim pressuponho que se ele usasse somente a razão ele não teria levado o seu filho para imolá-lo.

“A fé é o firme fundamento das coisas que não se vê, e a prova daquilo que se espera” (Hb 11.1). A fé de Abraão foi mais forte do que a razão superando todas as expectativas em relação ao seu futuro (Hb 11.9,10). O crente deve estar preparado para ouvir a voz de Deus e obedecê-la. Essa atitude de fé foi aprovada (Gn 22.1-14). Para alcançarmos algo na vida somos submetidos as mais variadas provas de fé. Pedro disse aos crentes dispersos “para que a prova da vossa fé, muito mais preciosa do que o ouro que perece e é provado pelo fogo, se ache em louvor, e honra, e glória na revelação de Jesus Cristo” (1 Pe 1.7; Pv 27.21).

Quando temos conhecimento que a nossa fé está sendo provada, é porque algo de bom da parte de Deus está por vir, pois cabe a Ele tanto o querer como o efetuar (Fp 2.13), pois muitos são submetidos à prova. A palavra “provar” segundo Aurélio é aquilo que atesta a veracidade ou autenticidade de algo. Ninguém quer ser submetido à prova, principalmente a da fé, mas a questão não é se quero ou não. Quando as provações de Deus chegam ninguém escapa, porém sabe-se que é para o bem (Rm 8.28). Mediante os sofrimentos devemos estar seguros e convictos da vitória final (2 Tm 1.12; 4.7).

Provado e aprovado com qualidade
A quem Deus tem propósito será provado, José para chegar a governador foi submetido as mais duras provas. Vejam os caminhos que ele passou; seis obstáculos a serem vencidos; (1) Foi odiado pelos seus irmãos (Gn 37.11); (2) Jogado na cova (Gn 37.24); (3) Vendido (Gn 37.28); (4) Escravo na casa de Potifar (Gn 39.1); (5) Seduzido pela mulher do seu senhor (Gn 39.7); (6) Preso no calabouço (Gn 39.20). Mediante esse contexto ele nunca declinou, além de demonstrar um caráter altruísta, jamais desanimou, onde vale salientar sua organização com relação à fé, a razão e ação, “como escravo era o melhor escravo; como prisioneiro era o melhor prisioneiro; como administrador era o melhor administrador” O mais importante! “O Senhor era com José” (Gn 39.23). O obreiro sempre deve fazer o melhor, independente das circunstâncias.

O cristão deve fazer uso da fé e da razão, sem permitir que a razão venha sufocar a fé, e sem que a fé ofusque a razão. Paulo deixou esse exemplo a ser seguido, no entanto esses dois fatores envolvem; firmeza, obediência, atitudes coerentes à palavra de Deus, de forma que vivenciemos o genuíno evangelho de Cristo (Tt 2.7,8) com plena consciência.

Pr. Elis Clementino – Paulista - PE

domingo, 29 de maio de 2016

CORAÇÕES SINCEROS

ESBOÇO 680
TEMA: CORAÇÕES SINCEROS
“E, partindo dali, encontrou a Jonadabe filho de Recabe, que lhe vinha ao encontro, o qual o saudou e lhe disse: Reto é o teu coração, como o meu coração é com o teu coração? E disse Joanadabe; É. Então, se é, dá-me a mão. E deu-lhe a mão, e fê-lo subir consigo ao carro. E disse: Vai comigo, e verás o meu zelo para com o Senhor. E o puseram no seu carro.” 2 REIS 10:15-16

            Relacionamento, verbo que indica aproximação entre pessoas, dessa maneira elas podem desenvolver e compartilharem uns com os outros em todos os aspectos que a vida lhes faculta. Deus criou os seres humanos com capacidade de interagir entre si de maneira harmoniosa, e ao mesmo tempo quebrar barreiras que os privem dessa interação. Eu quero apenas enfatizar nesse argumento o episódio entre Jeú e Jonadabe filho de Racabe, e como se aproximaram entre si, nos dando um belo exemplo de humildade e sinceridade de coração.

I. Contexto histórico
Houve uma separação entre as doze tribos de Israel, elas foram divididas em dois grupos, o reino do sul e o do norte, a do sul pertenciam a Judá e Benjamim e a do norte era comporta de dez tribos, porém Jeú foi ungido por Elizeu e reinava na capital de Samaria. Separação é sinônimo de afastamento e isolamento, acontecem quando o bem maior “O AMOR” a ser compartilhado é desprezado.

Não podemos abrir mão de alguns princípios para um bom relacionamento, entre eles estão: (1) Gostar de si, as pessoas que não gostar de si mesma, não gostará de mais ninguém. (2) Amar ao próximo, se não amar o próximo é impossível amar a Deus, este é o segundo mandamento (Lc 10:27). (3) Subserviência, ela é o reconhecimento de que necessitamos das outras pessoas e da importância delas.

Nesse texto aprendemos lições significativas: (1) Jeú era Judeu e Jonadabe era gentio; (2) O encontro dos dois trouxe mudança em suas vidas.

II. O que acontece quando o amor é compartilhado?
(1) Antes que as mãos se estendam quem primeiro chega é o coração (2 Rs 10:15)
(2) As mãos que se apertam sem que o coração chegue primeiro é falsidade e aonde não há sinceridade a falsidade está em ação e predomina.
(3) O Olhar diz muito sobre a nossa franqueza, há pessoas de olhar vago quando está conversando com outras pessoas.
(4) Dois inimigos não conseguem se abraçarem, e se conseguirem aquele relacionamento podem ter dias contados porque as diferenças não permitem.

            Em um relacionamento conturbado alguém tem que abrir mão da sua arrogância e do seu egoísmo. Quando não atentamos para essa realidade estamos dando um péssimo exemplo para uma sociedade apodrecida pela ignorância e pecado, Jesus não se recusou de nos dá a mão quando éramos seus inimigos, ele uniu Judeu e Gentio pela sua cruz. O belo exemplo entre Jonadabe e Jeú deve ser seguido em nossos dias de tantas indiferenças, quando dois inimigos se abraçam ambos ganham e os que estão em sua volta ganham muito mais. “E, partindo dali, encontrou a Jonadabe filho de Recabe, que lhe vinha ao encontro, o qual o saudou e lhe disse: Reto é o teu coração, como o meu coração é com o teu coração? E disse Joanadabe; É. Então, se é, dá-me a mão. E deu-lhe a mão, e fê-lo subir consigo ao carro. E disse: Vai comigo, e verás o meu zelo para com o Senhor. E o puseram no seu carro.” (2 Rs 10:15-16).

Cada um mostre o seu zelo pelo Senhor com generosidade de coração, Jeú e Jonadabe andaram juntos no mesmo carro, será que você pode estender a sua mão a seu inimigo e andarem juntos no mesmo carro espiritual? As suas boas atitudes para com o próximo devem observadas por todos. Jesus está voltando cuidado! Se você não tem essas louváveis atitudes qual será o seu destino?

Pr. Elis Clementino - Paulista-PE
AD Excelência


quinta-feira, 19 de maio de 2016

MOISÉS, UM LÍDER DE VERDADE

ESBOÇO 679
TEMA: MOISÉS, UM LÍDER DE VERDADE
TEXTO: ÊXODO 17:8-16

            O homem chamado por Deus tem todas as prerrogativas dadas por Ele durante a vida ministerial. Moisés foi escolhido para comandar o êxodo, ou seja, à saída dos hebreus da terra do Egito para a terra prometida, mediante a isso o Senhor capacitou-lhe dando poderes para que fosse reconhecido tanto pelos hebreus, quanto pelos egípcios. Durante o seu ministério houve alguns episódios que se destacaram, e através deles muitos líderes da atualidade podem ser ajudados no seu ministério ou em suas missões religiosas.

Missão e a autoridade de Moisés
A missão imposta por Deus a Moisés foi de grande responsabilidade, pois a ele foi designada uma tarefa dura e inquestionável, não seria pela sua capacidade física e nem intelectualidade, mas o querer de Deus naquele momento, para Moisés aquele foi o maior desafio comandar o êxodo, pois ele teria que enfrentar a maior fera, Faraó e o seu exército. Diante da chamada divina o seu temor era evidente
quando ele via a sarça arder sem se consumir, embora às vezes diante de uma missão que nos é imposta por Deus nos sentimos incapacitados quando olhamos para o tamanho dos desafios. Alguns questionamentos foram feitos por Moisés “Quem sou eu para que vá a Faraó e tire o povo de Israel do Egito?” (Êx 3:11); depois Moisés diz: “Eu sou pesado de língua” (Êx 4:10). Pelas experiências vividas no Egito ele sabia bem quem ele enfrentaria (Êx 3:19).

A vara de Moisés
Era um símbolo de autoridade espiritual, seria um instrumento pelo qual Deus mostraria o seu poder (Êx 4:1,2), era a vara de Deus (Êx 17:9), com ela houve o primeiro milagre no Egito, a vara jamais se afastou da sua mão em todo o seu ministério (Êx 17:5); quando as águas se transformam em sangue, e nas pragas também (Êx 7:15-17);  Na atravessia do mar vermelho (Êx 14:16); Quando Moisés feriu a rocha que saiu água (Êx 17:5); Na guerra contra os amalequitas, conforme a expressão de Moisés a vara de Deus estará na minha mão (Êx 17:9).

Amaleque contra Israel
Os amalequitas vieram para a peleja contra Israel, mas diante desse povo havia um comandante “Moisés” escolhido por Deus, e a vara de Deus estava em sua mão, símbolo de poder e autoridade (Êx 17:9), durante a peleja o cansaço de Moisés era notável, enquanto ele levantava as mãos Israel prevalecia, mas ao cansar e baixar as mãos prevalecia Amaleque, mas consigo subiram ao monte Arão e Hur, enquanto Josué lutava contra os amalequitas. Arão e Hur sustentavam nas mãos de Moisés, puseram uma pedra debaixo dele para que os seus braços permanecerem erguidos até ao por do sol e Israel venceu a batalha (Êx 17:11,12).

            Nessa ocorrência aprendemos algumas lições importantes, inclusive a vara de Deus ou cajado nas mãos de Moisés (1) Esse era um instrumento de disciplina e de demonstração da autoridade espiritual dada por Deus a Moisés; (2) Em todas as pragas e milagres a vara de Deus estava em ação; (3) Moisés entendia que era totalmente dependente de Deus, sempre o consultava nas necessidades; (4) Moisés pediu ajuda de Arão e Hur quando subiu ao monte, embaixo estava Josué na batalha contra os amalequitas; (5) Moisés depositou confiança em Josué que ficou comandando a batalha enquanto as mãos de Moisés eram erguidas por Arão e Hur. Não podemos descartar pessoas ligadas a nossa vida ministerial, pois a vitória se dá através da cooperação mútua dos demais membros do ministério. Os exemplos deixados por Moisés devem ser seguidos, pois ele foi o maior líder da história da humanidade e toda liderança é baseada nesse grande líder, duas coisas um líder precisa ter em mente, Ter consciência da chamada divina e humildade (I Pe 5:1-4) leia com bastante resignação.


Pr. Elis Clementino-Paulista-PE

terça-feira, 17 de maio de 2016

NEM TUDO QUE PENSO DEVO FALAR.



ESBOÇO 678
TEMA; NEM TUDO QUE PENSO DEVO FALAR.
TEXTO: ECLESIÁSTES 5:2

            Há duas coisas que devem ser levadas em consideração, o que pensar e o que falar, essas faculdades são inerentes aos homens e indispensáveis para a sua comunicação. É de fundamental importância que levemos em consideração o tempo e o modo de falar, ou seja, a hora e a maneira de expressar verbalmente o que pensou. Ora! Podemos pensar a todo o momento, porém falar o que pensou não. “tempo de estar calado, e tempo de falar; ”(Ec 3:7b).

Pensar
É uma palavra originada do latim, formar idéias, cogitar, raciocinar, refletir, imaginar e julgar. Naturalmente o homem tem a faculdade pensar e expressar por meio da fala o que pensa; coisa que não acontecem com os animais por serem irracionais, embora eles tenham maneira de se comunicarem entre si. Cada indivíduo tem a capacidade de controlar o que pensa e o que fala, ou seja, se fala ou não o que pensou e de que maneira expressará. A mente humana pode esconder algo que somente pode tornar conhecida através da sua fala como também pelas atitudes.  - Pensar pode, dizer tudo o que pensou nem pensar.

O poder das palavras
As nossas palavras podem revelar algo que está em nossa mente, sejam boas ou más, elas podem tanto nos comprometer quanto as outras pessoas, por essa razão elas devem ser ponderadas, ou seja, avaliadas, analisadas ou ajuizadas antes de serem faladas. As nossas palavras podem ser vazias e sem efeitos, pois nem sempre estamos aptos nem se quer para ser um mensageiro de noticias; “Amaás foi um mensageiro sem mensagem nos dias de Davi (2 Sm 18:19-33). Muitas vezes não estamos aptos para dar noticias, sejam elas boas ou más, Joabe o filho de Davi sabia que Amaás não estava apto para dar ao rei a noticia da morte de Absalão  “Mas Joabe lhe disse hoje não serás o portador de novas, porém outro dia as levarás; mas hoje não darás a nova, porque é morto o filho do rei.” Sempre há pessoas certas para o momento certo, porém existem alguns indivíduos que não servem para ser porta-voz de alguém porque eles podem criar situações desagradáveis para quem ele representa. Há certas autoridades que tem o seu porta-voz para dar as noticias em seu lugar, mas essas pessoas devem ser equilibradas e qualificadas para esse fim. Amaás se antecipou e não soube dizer o que houve com Absalão “Um mensageiro sem mensagem” Amaás assumiu toda a responsabilidade pelo recado (2 Sm 18:22,23,29).

A precipitação das palavras
Antecipar a fala sobre algo sem refletir é precipitação, Salomão interroga dizendo: “Tens visto um homem precipitado no falar? Maior esperança há para um tolo do que para ele.” (Pv 29:20). “A língua dos sábios adorna a sabedoria, mas a boca dos tolos derrama a estultícia” (Pv 15:1,2). “Não te precipites com a tua boca, nem o teu coração se apresse a pronunciar palavra alguma diante de Deus; porque Deus está nos céus, e tu estás sobre a terra; assim sejam poucas as tuas palavras.” (Ec 5:2). As palavras irrefletidas podem causar transtornos, principalmente nos momentos de iras. “A resposta branda desvia o furor, mas a palavra dura suscita a ira.” (Pv 15:1).
As nossas ações e palavras estúpidas surgem de dentro do coração “Raça de víboras, como podem vocês, que são maus, dizer coisas boas? Pois a boca fala do que está cheio o coração” (Mt 12:34; 15:19; Lc 6:45).

Controlando a fala “língua”
O controle sobre a nossa língua é imprescindível, a vigilância deve ser constante, o Apóstolo Tiago nos mostra a necessidade de manter o controle sobre o que proferimos por que:
(1) Seremos julgados pelas nossas palavras;
(2) A nossa fala mostra os nossos fracassos;
(3) Ela mostra as nossas imperfeições e perfeições;
(4) Ela pode causar grande estrago é a faísca que incendeia um bosque;
(5) Ela tem duas faces da língua. (Tg 3:1-13).

            Devemos ser prudentes no nosso falar, porque a nossa fala revela aquilo que esta dentro de nós, ela também mostra as nossas imperfeições e tolices, e ainda somos julgados pelas nossas palavras. A língua tem duas faces, com ela bendizemos a Deus e amaldiçoamos os nossos semelhantes, ela ainda exerce juízo sobre nós, ou seja, podemos ser condenados pelas nossas palavras. Amados tenham cuidado com o que fala, saiba que falar pouco e ponderar o que fala é sem dúvida uma grande virtude. “Quem toma cuidado com o que diz está protegendo a sua própria vida, mas quem fala demais destrói a si mesmo.” “Quem fala demais sempre acaba caindo em contradição, então aprenda duas coisas: só fale o necessário e saiba atiçar a língua das pessoas.” Mallu Morais. (Ponderem bem o que irá falar)

Pr. Elis Clementino-Paulista-PE


terça-feira, 10 de maio de 2016

REFAZENDO O VASO

ESBOÇO 677
TEMA: REFAZENDO O VASO
“Como o vaso que o oleiro fazia de barro se lhe estragou na mão, tornou a fazer dele outro vaso, segundo bem lhe pareceu. Então, veio a palavra do SENHOR: Não poderei eu fazer de vós como fez este oleiro, ó casa de Israel? – diz o SENHOR; eis que, como o barro na mão do oleiro, assim sois vós na minha mão, ó casa de Israel. (Jr 18.1-5).

Olaria, lugar de fabrico de peças de barro. É impressionante ver o oleiro trabalhar na confecção de tais peças; principalmente a habilidade com que eles trabalham. No entanto, Deus se apropriou dessas experiências para ilustrar expressando algumas verdades espirituais. Ele poderia usar outras formas, mas preferiu aplicar essa lição em relação ao seu povo. O texto trata de forma mais direta sobre a maneira de Deus agir com a finalidade de restaurar uma nação. Podemos aplicar também em relação ao modelar de Deus na vida do homem, com a finalidade de prepará-lo para algo que está na mente de Deus.

Os propósitos de Deus
Ninguém conhece os propósitos de Deus. Eles transcendem qualquer imaginação humana. Por não os entendermos complicamos um pouco, porém ele, na sua multiforme maneira de operar consegue nos moldar aos seus desígnios; e, enquanto isso acontece, passamos por vários processos que jamais gostaríamos, até que a sua vontade seja realizada. Os caminhos que o Senhor nos leva são como labirintos, às vezes nos deixam cheios dos porquês. Lendo alguns textos podemos entender que as nossas mentes não alcançam esses procedimentos, mas sabemos que Deus está no comando (Ec 11.5; Jo 3.8; Is 55.8,9; Jo 13.7).

Profeta na casa do oleiro
Deus leva o profeta até a casa do oleiro; ele poderia até usar outros métodos para expressar as suas verdades, como fez com Ezequiel no vale de ossos secos (Ez 37.1-14) entre outros. O homem não tem vontade própria mediante os propósitos de Deus em sua vida, ele deve entender que existe sobre ele a soberana vontade dele. Jeremias foi levado à casa do oleiro não para simplesmente assistir ao fabrico de vasos de barro (Jr 18.1-4), mas aprender uma grande lição. Todo sofrimento do profeta era uma espécie de modelação para Deus realizar algo através de Jeremias cuja finalidade maior era “fazer a vontade de Deus, anunciando a Israel os seus pecados e o juízo divino sobre ele”. Não importa de que maneira o SENHOR nos use, com ou sem sofrimentos, o que mais importa é fazer a sua vontade, não importa o tamanho da missão, apenas cumpra-a.
Mediante tantos sofrimentos o Senhor leva Jeremias para ver o oleiro trabalhar sobre as rodas com o barro; Depois de pronto, o vaso quebrou em suas mãos, o oleiro toma o barro novamente e refez outro como bem lhe pareceu (Jr 18.4,5).

“O vaso partiu-se nas mãos do oleiro, o qual o refez, porém, diferente do vaso anterior. Esta parábola contém várias lições importantes sobre a obra de Deus em nossa vida. (1) Nossa submissão a Deus como aquele que molda tanto o nosso caráter quanto o nosso serviço para ele determina em grande parte o que ele pode fazer através de nós. (2) Falta de profunda dedicação a Deus, da nossa parte, pode estorvar seu propósito original para a nossa vida, podendo até mudar seus planos para nossa vida e fazer outro vaso, conforme bem pareça aos seus olhos (V 4).

Muitas vezes Deus quer cumprir alguns propósitos na vida de pessoas e até nações nos usando como instrumentos, mas para isso há um caminho a ser trilhado, seja ele suave ou áspero. As provações que passamos tem alvos que resultarão para o nosso bem (I Pe 1.7; Rm 8:28) como também de outras pessoas, principalmente quando se trata de uma restauração espiritual de alguém ou de uma nação. Devemos nos colocar nas mãos de Deus e dizer: “SENHOR, faze em mim a tua vontade”. O profeta sofrera perseguições, foi odiado pelos próprios irmãos, amarrado no tronco, ameaçado de morte, nada ele entendia, por essas razões pede a Deus esclarecimento do que estava acontecendo (Jr 32.16.24). Para onde Jeremias ia às coisas não pareciam bem aos seus olhos, a sua visão era que tudo estava dando errado. Você conhece a história da bordadeira, nada entendemos quando ela está bordando nos bastidores de roda, o lado avesso nada se entende, é o maior labirinto de fios de tecidos; mas do lado superior se observa a perfeição do que ela está fazendo (Jo 13.7). Tranquilize o seu coração, o SENHOR está no controle.


Pr. Elis Clementino – Paulista – PE