quinta-feira, 14 de julho de 2016

O TRIUNFO DA FÉ

ESBOÇO 685
TEMA: O TRIUNFO DA FÉ
Habacuque 3:17-19

            O triunfo da nossa fé depende da maneira e em quem estamos depositando-a. Muitos fazem uso da fé em algo incapaz de realizar qualquer obra em seu favor, outros põem em Deus, mesmo sem vê-lo, estes são considerados bem-aventurados “bem-aventurados os que não viram e creram” (Jo 20:29). Os que depositam em Deus a sua confiança jamais ficarão sem resposta. A fé é abstrata e está ligada a alma e o espírito humano, a fé viva em Deus não se manifesta isoladamente sem conexão com ele, quem tem fé em Deus crer que ele existe e é galardoador dos que o buscam (Hb 11:6). Aqueles que vivem e morrem firmes na fé se regozijarão na salvação final que está garantida em Cristo que é o nosso maior tesouro.

Sobre a fé
O escritor aos hebreus explica a natureza da verdadeira fé, não daremos uma definição, mas uma pequena descrição sobre ela.

(1) A fé é a confiança naquilo que não se vê, (Hb 11:1), pois podemos crer pela fé o que não podemos ver. Ela se desenvolve ainda mais quando passamos a ter uma experiência mais profunda com Deus e através da sua palavra “o crer vem pelo ouvir” principalmente em relação à salvação das nossas almas em Cristo.

(2) A fé não pode ser explicada de forma natural como ela funciona e de que maneira ela se processa e se manifesta na mente humana, ela não é meramente um pensamento positivo como alguns dizem, pois a mente humana está concatenada com o mundo espiritual, ela pode se manifestar de maneira construtiva e destrutiva, ou seja, tanto para o bem, quanto para o mal, depende de como usá-la e a quem ela está direcionada. Uma mente carregada de maldições é capaz de influenciar na vida das pessoas, principalmente no uso de uma fé maléfica sobre as pessoas.

(3) A fé não somente é para se obter milagres divinos, mas também como forma de demonstrar a sua crença e confiança em Deus. É através da que podemos se justificados, como foi Abraão (Rm 4:1-3).

Estimulando a fé em Deus
O escritor estimula a nossa fé descrevendo sobre inúmeras pessoas que viveram essa vida de confiança, indivíduos que não retrocederam mesmo diante dos seus oponentes mantendo-se firmes (Hb 11:1-40). Os verdadeiros crentes não recuam (Hb 10:26-31), lembremos  das palavras de Habacuque (Hc 2:3; Hb 10:38,39) e seguir em frente até o final como fizeram aqueles heróis, dos quais o escritor apresentou a vida de fé quando muitos deles foram submetidos a humilhações e martirizados a fio de espada, contudo continuaram firmes e da fraqueza eles tiraram força (Hb 11:34). 

            Tomemos como exemplo as lições de fé daqueles grandes heróis do passado. Muitos cristãos sabem que ainda serão submetidas as mais duras provações por professar a sua fé em Cristo, visto que a nossa fé viva se manifesta quando focadas em Deus. Não são as coisas efêmeras desta vida que nos levam a acreditar em Deus, mesmo que tudo falte a nossa fé deve triunfar. A alusão da figueira, da oliveira, dos cereais e dos rebanhos abrangendo toda produção agrícola, dos quais a nação dependia (Hb 3:17-19), e a invasão dos inimigos certamente destruiriam todo fruto de um longo e exaustivo trabalho, árvores e colheitas, bem como os animais, mas isso não seria o suficiente para apagar a chama da fé, mediante toda ruína descrita o profeta estava confiante “Todavia eu me alegrarei no Senhor e exultarei no Deus da minha salvação.” (Hc 3:18). Só há duas expressões fortes e diferenciadas na bíblia a respeito da fé declarada verbalmente que eu considero, principalmente quando tudo acaba a de Habacuque “Ainda que a figueira não floreça, não haja fruto na vide, o produto da oliveira minta, nos corrais não haja vacas, as ovelhas da malhada sejam arrebatadas, todavia eu me alegrarei no Deus da minha salvação.” e a de Jó “Nu sai do ventre da minha mãe, nu tornarei para lá, o Senhor deu o Senhor tomou, bendito seja o nome do Senhor.


Pr. Elis Clementino-Paulista-PE

O JOVEM E A ILUSÃO

ESBOÇO 684
TEMA: O JOVEM E A ILUSÃO
TEXTO: PROVÉRBIOS 14:12

                A juventude é apenas uma fase que passa rapidamente, embora seja a mais bela da vida. O jovem tem como característica a exibição da sua força e coragem, mas é preciso adverti-lo dos perigos e das adversidades que certamente se deparará no percurso dessa etapa. Os jovens precisam ser encorajados para enfrentarem as adversidades e as tentações, por serem ainda púberes na maneira de pensar e agir, principalmente quando cristão. Devemos mostrar para eles a necessidade de ter compromisso com Deus e também a sua vida moral.

O jovem e a ilusão
A ilusão é uma fantasia ou utopia, ela tem atraído muitos jovens, porque há caminhos que parecem bons aos seus olhos (Pv 14:12; 16:2a,25). A fantasia tem feito com que muitos deles se deparem com uma realidade bem diferente daquela que ele tinha em sua mente, afirmamos com toda certeza que a fantasia não é realidade, por essa razão os jovens precisam ser exortados para que as frustrações não lhes deixem seqüelas até a velhice. O Apostolo Paulo na sua carta a Tito fez uma bela exortação enfatizando serem criteriosos “Quanto aos moços, de igual modo, exorta-os para que, em todas as coisas, sejam criteriosos” (Tt 2:6). Os belos quadros pintados em suas mentes podem levá-los a caminhos difíceis e sem volta, isso é fruto da inexperiência.

O Jovem e a sua vida devocional
Há uma recomendação que deve ser levado a sério pelos jovens, “Lembra-te também do teu criador nos dias da tua mocidade, antes que venham os maus dias, e cheguem os anos dos quais venhas dizer: Não tenho neles contentamento” (Ec 12:1). Buscar a Deus e meditar na sua palavra é a única maneira de purificar o seu caminho “Como purificará o jovem o seu caminho? Observando-o conforme a tua palavra” (Sl 119:9). Os jovens devem dedicar-se a essa busca com todo desejo do seu coração “Com todo o meu coração te busquei; não me deixes desviar dos teus mandamentos”, ao encontrá-los sejam guardados no coração, para não pecar contra o seu Deus. Salomão expressa uma verdade interessante quando diz: “Sobre tudo o que se deve guardar, guarda o teu coração, porque dele procedem as fontes da vida” (Pv 4:23).

Jovens que se destacaram na Bíblia
Alguns jovens foram levados cativos para Babilônia, entre eles Daniel e seus companheiros, eram jovens simples, mas se destacaram pela obediência e temor a Deus, houve dois fatores respeitáveis para que a vida devocional daqueles jovens fosse bem sucedida “jejuns e orações”, eles levaram a sério a sua vida devocional diariamente. Quando os jovens consideram esses princípios não há ocasião para pecar contra o seu Deus por terem uma perfeita comunhão com Deus, assim os seus inimigos não tinham de que acusá-los (Dn 6:4,5,10).

A força moral e a física
Os jovens devem levar em consideração que a força moral é superior a física, atualmente estamos vivenciando muitos deles usando a força física como se ela seja tudo, assim praticam todo tipo de aberrações, eles fazem uso dessa força de maneira desmedida para mostrar o seu potencial, para os tais a força física é superior a moral, essa é uma inversão de valores incontestável. “A FORÇA MORAL É SUPERIOR A FÍSICA”

                Os jovens devem ser continentes, conhecendo seus limites, pondo em prática os valores que os nobilitem. Os moços necessitam ser ensinados a terem uma vida digna perante Deus, na igreja e na sociedade em que vive, não permitindo que as ilusões os induzam ao erro. A vida devocional é um bloqueio para que as ilusões não prevaleçam, os jovens precisam seguir alguns princípios que são fundamentais, como: MEDITAR NA PALAVRA DE DEUS E ORAR, pois assim fizeram os jovens hebreus no cativeiro babilônico. Os jovens necessitam de pessoas que os compreendam e os ajudem principalmente nas suas escolhas e nos momentos difíceis da vida quando os desafios batem a sua porta, ajudá-los espiritualmente como escreveu o Apóstolo João “...Jovens, escrevo-vos, porque vencestes o maligno. Eu vos escrevi, jovens, porque sois fortes, e a palavra de Deus está em vós, e já vencestes o maligno” (I Jo 2:13,14). Nesse texto João enfatiza que os jovens são capazes tendo como troféu a vitória sobre o maligno, portanto ajudemos os nossos jovens darem os primeiros passos firmes em todos os sentidos da vida.


Pr. Elis Clementino – Paulista-PE

CONTROLANDO A ANSIEDADE

ESBOÇO 683
TEMA: CONTROLANDO A ANSIEDADE
“Não estejais inquietos pelo que haveis de vestir e comer” MATEUS 6:25

            Nada é mais inquietante do que não termos as coisas básicas para atender as nossas necessidades, como moradia, emprego, pão, água, vestes e calçados, mas essas preocupações não podem ir além do normal a ponto de nos conduzir a um estado de ansiedade tão acentuado e capaz de perdermos o controle. Esse tipo de sofrimento pode motivar graves problemas à saúde física e mental. Os sintomas muitas vezes são visíveis em determinadas pessoas, mas em outras não, de alguma maneira algumas delas buscam auxílio a fim de amenizar a sua dor, outras não, por isso as aflições se tornam muito mais intensas, o estresse, o cansaço físico, a depressão são decorrência das angústias reprimidas. É evidente que todo indivíduo necessita lutar pelos seus ideais, mas de maneira controlada para que não tenha sérios problemas no futuro.

Definição
Ansiedade é um tipo de sofrimento íntimo proveniente de algumas circunstâncias desagradáveis, às vezes se instala juntamente com uma crise existencial na alma com vazios onde nada consegue preenche-los. Nesse estágio o pessimismo e a descrença falam muito mais alto do que as palavras estimuladoras e consoladoras das outras pessoas.

Controlar a ansiedade
Em quaisquer que sejam as circunstâncias é imprescindível ter o controle das nossas aspirações, pois os males deste mundo são causados justamente por falta desse governo. Jesus procura controlar a ansiedade dos discípulos por estarem apreensivos em relação ao futuro deles, mostrando-lhes que a vida não se restringia apenas pelo que é terreno, porque ela é passageira e insuficiente para nos garantir a felicidade. Devemos entender também que algo maior e melhor está no reino espiritual. Essa aflição excessiva por algo é capaz de fazer com que o indivíduo resolva conquistá-lo a todo custo sem, contudo considerar as implicações. Quando o indivíduo não consegue controlar esses anseios entra no estado depressivo capaz de induzi-lo ao suicídio ou até mesmo cometerem homicídios. Destaquemos na Bíblia um exemplo tanto de abatimento, quanto ao anseio que resultou em tragédia. O profeta Elias sentiu-se deprimido pela perseguição da mulher de Acabe (I Rs 19:4); O rei Acabe pela ambição de possuir o que era alheio perdeu o sono ficou deprimido, até conseguir de forma trágica e violenta (1 Rs 21:1-4), embora como consequência tenha pago um preço alto.

Lutando pelos objetivos
Procurar alcançar seus objetivos é o normal de cada indivíduo, mesmo que se esforce para conquistá-los é preciso ter a consciência da sua capacidade, do que é possível conseguir ou não, dentro desse âmbito o indivíduo deve contentar-se com o que tem, mas isso não significa que o indivíduo não busque aumentar aquilo que já possui como renda e bens, mas procurar conquistá-las de maneira lícita. O cristão não deve visar somente às coisas materiais a ponto de olvidar as espirituais, muitos cristãos ainda hoje direcionam a sua visão somente nos bens materiais deixando de lado a sua vida de devoção a Deus, nessa correria desenfreada falta tempo para cultuar, orar, estar nas reuniões de adoração e culto de ensino, assim nessa corrida desregrada o sujeito se estressa e se deprime.

Há alguns textos bíblicos que parece haver algumas incongruências ou paradoxos, por exemplo: Jesus disse aos discípulos buscar primeiro o reino de Deus e as demais coisas seriam acrescentados (Mt 6:33); outra hora disse que eles não estivessem apreensivos com o que haviam de comer, beber e vestir (Mt 6:25); Quem não deixar pai, mãe e irmãos não é digno de mim (Mt 10:37); Quem quiser salvar a sua vida perdê-la-á (Mc 8:35); Paulo disse: Não estejais ansiosos por coisa alguma (Fp 4:6); Buscai as coisas que são de cima e não as que são da terra, pensai nas coisas que são de cima e não nas que são debaixo (Cl 3:2,3). Em nenhum desses textos significa que o indivíduo viva em um estado de inércia, ou que não deva trabalhar e lutar pelo seu bem estar e da sua família, muito pelo contrario Paulo também enfatizou o trabalho dizendo: trabalhai para não ser pesado ao teu irmão, quem não quiser trabalhar que também não coma (2 Ts 3:10,11). Buscar as coisas que são de cima não significa viver somente do espiritual, ou cruzar os braços e esperar que Deus faça tudo e o indivíduo nada, cuidado com o extremismo espiritual, o trabalho dignifica o homem, e não a ociosidade, o próprio Jesus enfatizou o trabalho.

            Amados a ansiedade excessiva por qualquer coisa é danosa, ela em si já gera a dor e sofrimento íntimo, o controle não é fácil, e não é tratado de forma tão simples como se pensa. As pessoas com transtorno da ansiedade pode ter a situação piorada se não for tratada, falamos anteriormente até que ponto pode atingir uma pessoa acometida por esse mal. A recomendação que tenho é que não devemos estar inquietos a ponto de nos desesperar, mas nos manter cautelosos e confiantes que de alguma maneira Deus nos ajudará a suprir as nossas necessidades. Cada indivíduo deve fazer a sua parte através do trabalho, pois desde o inicio Deus o instituiu como meio de subsistência humana. A ansiedade excessiva e desmesurada pode resultar em tragédias, por isso é preciso que o indivíduo cuide cedo, mas não podemos desprezar a aproximação de Deus através da oração e da sua palavra (Fp 4:6).


Pr. Elis Clementino- Paulista-PE

segunda-feira, 13 de junho de 2016

A INTRANSIGÊNCIA RELIGIOSA

ESBOÇO 682
TEMA: A INTRANSIGÊNCIA RELIGIOSA
“Josué filho de Num servidor de Moises desde a sua juventude, disse: Moises, meu senhor, proíbe-os” (Nr 11:28).

A intransigência é um dos males que tem afetado muitas pessoas em todo mundo, independentemente de classes sociais e religião. O absolutismo tem gerado muitos problemas em todas as camadas da sociedade, o exclusivismo é a ponte que leva a intolerância e conseqüentemente a discriminação. As escrituras sagrada exemplifica isso como um problema antigo na humanidade. Josué um dos jovens servidor de Moisés teve ciúme porque Eldade e Medade profetizavam no arraial “Moisés, meu Senhor, proíbe-lho” (Nr 11:28,29), também os fugitivos de Efraim para serem identificados teriam que dizer  chibolete; porém eles diziam sibolete e automaticamente eram mortos. Os meninos clamavam no templo Hosana ao filho de Davi, os sacerdotes e escribas indignaram - se (Mt 21:15). Neste breve comentário discorreremos até que ponto a intransigência pode chegar ao meio cristão.

Significado:
Intransigência; intolerância, absolutismo, extremismo, fanatismo e ignorância.

A intolerância.
A intolerância gera exclusividade, ciúmes, discriminação, murmuração e perseguição, os egípcios não se alimentavam com os hebreus, pois isso era abominação para eles (Gn 43:32). Os samaritanos não podiam se comunicar com os judeus (Jo 4:9). Pedro teve uma visão a respeito de Cornélio (gentio) e disse: “Mas vós bem sabes que não é lícito um judeu juntar-se, ou chegar-se perto de um estrangeiro” (At 10:28). Hoje não é diferente, as pessoas atingidas por esse mal fazem distinção entre denominação A e B, às vezes depreciando como se não fossemos comprados pelo mesmo preço “O sangue de Jesus”. Você já pensou se o Senhor fizesse uma tabela dos comprados, quem valia mais? Ora, fomos resgatados pelo mesmo preço, para que não viéssemos pensar que valíamos mais.

A intransigência tem sido um grande impedimento na propagação do evangelho, as pessoas se digladiam moralmente por motivos doutrinários, tudo isso para conquistar um espaço como se fosse mercado ou comércio, olha-se mais para os emblemas denominacionais do que as pessoas. No conceito de Moises, Eldade e Medade podiam profetizar que ele não teria nenhum motivo para se impor, mas disse: “Tomara que todo povo do Senhor fosse profeta, que o Senhor lhes desse do seu Espírito!” (Nr 11:29). Outro fato aconteceu, o discípulo de Jesus chamado João, lhe disse: Mestre nós vimos um homem que em teu nome expulsava demônios, e nós lho proibimos porque não nos segue (Mc 9:38). Ora! Jesus podia condenar tal individuo, mas não o fez (V 39). Trouxeram também as crianças para que tocassem em Jesus, mas os discípulos as repreendiam, pois a intolerância leva a exclusão das pessoas (Mc 10:13). Os discípulos de João disseram a ele, aquele homem (não o chamaram de Jesus) do qual deste testemunho dEle, está batizando mais discípulos do que tu, e a multidão lhe seguem. Se João Batista não soubesse de que espírito era, teria realmente ido confrontá-lo, no entanto deu profundo testemunho a respeito do Mestre (Jo 3:26,27).

A intolerância discrimina; por causa dela, o próprio Cristo foi rejeitado pelos samaritanos, porque viram que Ele ia para Jerusalém, entretanto não quiseram hospedá-lo por ser Ele um judeu (Lc 9:53). A intenção do Senhor era quebrar a barreira entre judeus e samaritanos, por isso foi necessário passar por Samaria, mesmo que viesse a contrariar os desejos de alguém (Jo 4:4). Houve também uma grande murmuração porque Jesus entrou para se abrigar em casa de pecador (Lc 19:7). Uma mulher era discriminada pela sociedade por ter uma hemorragia há doze anos, ela não podia se aproximar do mestre, porque os que estavam a sua volta tinham um sentimento de exclusividade, (só nós e mais ninguém) (Mt 9:20). Uma mulher Cananéia se aproximando de Jesus, rogando-lhe uma cura para sua filha que estava miseravelmente possessa, por Jesus lhe responder naquele momento os discípulos se acharam no direito de pedir a Ele que a despedisse (Mt 15:21-28). Os discípulos não suportaram ouvir um cego clamar e diziam cala-te (Jo 9:1-3). Jó relatou que até o seu hálito era intolerável a sua própria mulher e os seus próprios irmãos o repugnavam (Jó 19:17).

As pessoas intolerantes geralmente são perseguidoras. Paulo perante o rei Agripa falou o quanto perseguia os crentes, pois ele tinha autoridade para impedir o crescimento do evangelho de Cristo (At 26:11). No ato da sua conversão, Jesus declarou ante ele: - Eu sou Jesus a quem tu persegues. (At 9:4, 5) Ele passou a ser perseguido da mesma forma  (At 9:23-31). A intolerância e a inveja podem levar uma pessoa a cometer um homicídio, Caim não tolerava ver o sucesso do seu irmão Abel (Gn 4:1-8).

O que Deus é capaz fazer por uma pessoa discriminada?
Será que as pessoas discriminadas e perseguidas não são úteis? E como essas pessoas são vistas por Deus? O que dizer de Raabe, uma prostituta que morava em cima do muro? E sobre a sua justificação relatada pelo escritor aos hebreus? (Hb 11:31). O que dizer de Tiago quando disse que Raabe foi justificada pelas obras? (Tg 2:25). O que dizer sobre o seu nome na árvore genealógica de Jesus (Mt 1:5). O que dizer sobre os quatro leprosos que estavam excluídos da cidade por causa da sua enfermidade? No entanto Deus os usou poderosamente para salvar Samaria da fome (2 Rs 7:3). O que dizer da mulher samaritana no poço de Jacó que havia tido quatro maridos e o que tinha não era dela, mesmo assim ela se tornou um canal de benção para os seus conterrâneos. (Jo 4:42). E sobre a mulher que fora apanhada em ato de adultério e a trouxeram a presença de Jesus, para que fosse feito conforme a lei de Moisés (Lv 20:10; Dt 13:9). Ser morta a pedradas (Jo 8:4,5,7). Amados, a intolerância não perdoa, os intransigentes não têm um espírito perdoador, mas de vingança, como aqueles homens pecadores e adúlteros queriam matar aquela pobre e indefesa mulher. Entretanto Jesus fez aquela mulher respirar aliviado e lhe disse: - Mulher onde estão os teus acusadores, ninguém te condenou? Nem eu te condeno, vá em paz e não peques mais (Jo 8:11). Todas essas pessoas se tornaram um verdadeiro canal de benção nas mãos de Deus e os intransigentes ficam de fora e bem provável não entrarão no reino de Deus. No seu conceito em que posição você colocaria essas pessoas? Como cristãos podemos julgá-los da mesma maneira? Necessitamos acreditar que Deus tem o poder transformar de vidas.

Devemos ter muito cuidado para que esse mal não nos atinja, a intolerância, ciúme, exclusão, discriminação, perseguição, crítica, murmuração e exclusivismo. Deus quer que tenhamos um coração perdoador e cheio de justiça divina. Paulo escrevendo aos Gálatas disse: - Irmãos, se alguém for surpreendido nalguma ofensa, vós, que sois espirituais encaminhais o tal com espírito de mansidão. Mas olha por ti mesmo para que não sejas tentado (Gl 6:1; Cl 2:8; 1 Tm 4:16). Tratar bem as pessoas, independentemente de quem elas são constitui-se uma grande virtude.




Pr. Elis Clementino, Paulista/PE

quinta-feira, 9 de junho de 2016

O CRISTÃO, A FÉ E A RAZÃO

ESBOÇO 681
TEMA: O CRISTÃO, A FÉ E A RAZÃO
“Rogo-vos, pois, irmãos, pela compaixão de Deus, que apresenteis os vossos corpos em sacrifício vivo, santo e agradável a Deus, que é o vosso culto racional.” (Rm 12.1)

O tema em foco direciona uma missiva especialmente os cristãos, maiormente os neófitos na fé, com a finalidade de fazê-los com que desenvolvessem a sua fé de maneira saudável. A fé não anula a razão, assim o cristão pode oferecer o seu corpo em sacrifício vivo, santo e agradável a Deus, que é o seu culto racional.

O cristão e a razão
Segundo o dicionário Aurélio da língua portuguesa, “razão” é a capacidade de avaliar, julgar e ponderar ideias gerais; estabelecer relações lógicas de raciocinar. Embora na filosofia haja outras ideias. Platão dizia que o homem é possuidor de três coisas; vontade, razão e paixão “sentimentos” como suas principais características. Aristóteles estabelecia distinção entre a razão ativa e a passiva. Já Tomaz de Aquino procurou equilibrar no que diz respeito à razão e a fé, e ambas tem as suas características e não se contradizem. Todo Cristão deve fazer uso da fé e a razão.

Quando o ser humano decide tomar qualquer decisão deve ter por traz um motivo ou razão muito forte para levá-lo a tomar tal decisão. Quando decidimos aceitar a Cristo como o nosso salvador, certamente esse motivo tenha sido muito intenso, “Porque estou oferecendo esse culto a Deus?”; Consideramos o culto da razão, se eu prego, porque prego?; Se ora, porque oro?; Se cultuar porque o faço? Paulo ensinou a igreja de corinto a usarem a razão e não somente a fé, se usarmos somente a fé ficaremos sem frutos, usando uma fé sem razão. “uma fé sega”

A fé não anula a razão
Elas devem ser equilibradas, embora às vezes a fé supere a razão, mas isso não quer dizer que a razão se torne inoperante, ela continua em ação. Deus disse a Abrão, sai-te da tua terra do meio da tua parentela para uma terra que te mostrarei, ele soube avaliar quem falava com ele, isso fez com que a sua fé fosse processada e finalmente ele optou por obedecer a Deus (Gn 12.1). Outra ocasião foi levar o seu filho Isaac ao sacrifício (Gn 22). A fé enxergara o futuro, mas do que a razão e assim pressuponho que se ele usasse somente a razão ele não teria levado o seu filho para imolá-lo.

“A fé é o firme fundamento das coisas que não se vê, e a prova daquilo que se espera” (Hb 11.1). A fé de Abraão foi mais forte do que a razão superando todas as expectativas em relação ao seu futuro (Hb 11.9,10). O crente deve estar preparado para ouvir a voz de Deus e obedecê-la. Essa atitude de fé foi aprovada (Gn 22.1-14). Para alcançarmos algo na vida somos submetidos as mais variadas provas de fé. Pedro disse aos crentes dispersos “para que a prova da vossa fé, muito mais preciosa do que o ouro que perece e é provado pelo fogo, se ache em louvor, e honra, e glória na revelação de Jesus Cristo” (1 Pe 1.7; Pv 27.21).

Quando temos conhecimento que a nossa fé está sendo provada, é porque algo de bom da parte de Deus está por vir, pois cabe a Ele tanto o querer como o efetuar (Fp 2.13), pois muitos são submetidos à prova. A palavra “provar” segundo Aurélio é aquilo que atesta a veracidade ou autenticidade de algo. Ninguém quer ser submetido à prova, principalmente a da fé, mas a questão não é se quero ou não. Quando as provações de Deus chegam ninguém escapa, porém sabe-se que é para o bem (Rm 8.28). Mediante os sofrimentos devemos estar seguros e convictos da vitória final (2 Tm 1.12; 4.7).

Provado e aprovado com qualidade
A quem Deus tem propósito será provado, José para chegar a governador foi submetido as mais duras provas. Vejam os caminhos que ele passou; seis obstáculos a serem vencidos; (1) Foi odiado pelos seus irmãos (Gn 37.11); (2) Jogado na cova (Gn 37.24); (3) Vendido (Gn 37.28); (4) Escravo na casa de Potifar (Gn 39.1); (5) Seduzido pela mulher do seu senhor (Gn 39.7); (6) Preso no calabouço (Gn 39.20). Mediante esse contexto ele nunca declinou, além de demonstrar um caráter altruísta, jamais desanimou, onde vale salientar sua organização com relação à fé, a razão e ação, “como escravo era o melhor escravo; como prisioneiro era o melhor prisioneiro; como administrador era o melhor administrador” O mais importante! “O Senhor era com José” (Gn 39.23). O obreiro sempre deve fazer o melhor, independente das circunstâncias.

O cristão deve fazer uso da fé e da razão, sem permitir que a razão venha sufocar a fé, e sem que a fé ofusque a razão. Paulo deixou esse exemplo a ser seguido, no entanto esses dois fatores envolvem; firmeza, obediência, atitudes coerentes à palavra de Deus, de forma que vivenciemos o genuíno evangelho de Cristo (Tt 2.7,8) com plena consciência.

Pr. Elis Clementino – Paulista - PE