quarta-feira, 1 de março de 2017

ESBOÇO 737 O AMOR FRATERNAL ENTRE IRMÃOS

ESBOÇO 737
TEMA: O AMOR FRATERNAL ENTRE IRMÃOS
TEXTO: “Como é bom e agradável quando os irmãos convivam em união! É como óleo precioso derramado sobre a cabeça, que desce pela barba, a barba de Arão, até a gola das suas vestes. É como o orvalho de Hermom quando desce sobre os montes de Sião. Ali o Senhor concede a bênção da vida para sempre.” SALMO 133:1-3

            O texto sucinto salmo 133 inicia com uma interjeição, uma palavra designativa de alegria, de admiração, uma ordem, um apelo Oh! Esta é uma expressão do desejo de Davi em um dos seus cânticos dos degraus. Nele um dos seus maiores desejos de Davi é expresso nesse Salmo “a união entre irmãos”, pressuponho que ele próprio não tenha vivido isso na prática essa unidade entre seus irmãos após ser ungido a rei de Israel. Certamente este salmo fora escrito com a plena inspiração do Espírito Santo, porque ele nos leva a união fraternal e no Senhor.

1. A atualidade
1.1. A ausência do amor separa, o amor está ficando cada vez mais escasso, Jesus no sermão da montanha profetizou que nos últimos tempos por se multiplicar a iniquidade o amor de muitos esfriaria (Mt 24:12), esse tem sido um dos maiores sinais dos tempos, principalmente aonde não devia existir “entre os cristãos” e principalmente entre os líderes religiosos, como podem ser unidos se disputam territórios? Como podem ensinar unidade vivendo em guerra? Por causa disso infelizmente o evangelho tem sido escandalizado, já não se convertem pessoas nos cultos como nos dias da simplicidade. O que acontece com os religiosos é que eles não se perdoam, outro grande sinal é a banalização a vida, esse é um sinal notável em todo mundo, a vida tem menos valor do que terra, dinheiro, petróleo, fama etc. Por elas os homens denigrem, matam e destrói, esse é o quadro atual da humanidade. Finalmente o mundo está em crise em todas as áreas até a natureza está respondendo as provocações e as indiferenças de maneira diferenciadas ao próprio homem.

2. As benfeitorias do amor fraternal
2.1. É agradável, sensação de prazer, deleite e felicidade.                                                                       
2.2. Produz crescimento em todas as áreas
2.3. É como o óleo, o óleo suaviza e facilita nos bons relacionamentos, sinal da aprovação divina sendo derramado suavemente sobre a cabeça e as vestes de Arão, tipifica a unção divina sobre os unidos em amor através de Cristo, também simboliza o Espírito Santo derramado nos corações (Rm 5:5).
2.4. É como o orvalho de Hermom.
O monte Hermom é uma benção para a região de Israel, ele é coberto pelo orvalho e o tempo todo desgelando água alimentando o solo da região produzindo bênçãos e vida, assim como o orvalho encobria todo o monte assim o amor de Deus nos cubra e produza amor e a unidade entre os irmãos.

            Devemos recomeçar e voltar ao primeiro amor, pois já estamos muito distante de como começamos por causa do orgulho, a simplicidade e a humildade que tínhamos se perderam pelo meio do caminho, agora devemos agir como fez a mulher que perdeu a dracma dentro da sua própria casa, ela mesma foi a procura, assim sejam procurados os valores morais e espirituais que foram deixados para trás. Esse é o meu conselho para os líderes grandes e pequenos, que eles se voltem para Deus, se humilhem perante ele para alcançar misericórdia enquanto há tempo. Saiba que nenhuma oferta é aceita por Deus se não estivermos em comunhão com os nossos irmãos, Jesus nos ensinou o caminho da reconciliação (Mt 5:23,24), vamos por em prática na vida cristã, mas a questão é: Quem quer?

Pr. Elis Clementino – Paulista –PE

AD Excelência

domingo, 26 de fevereiro de 2017

ESBOÇO 736 O MILAGRE DO SAL

ESBOÇO 736
TEMA: O MILAGRE DO SAL
TEXTO: 2 REIS 2:19-21

            O sal não tem como finalidade tornar água ruim em boa e tão pouco tornar a terra estéril em fértil, ele tem duas propriedades que lhes são peculiares CONSERVAR E SALGAR, de igual modo no sentido comum para o uso nos alimentos quanto no espiritual.

1. Os milagres divinos
Deus sempre se utilizou de homens e de métodos simples para realizar grandes milagres, podemos ver isso em toda trajetória do povo de Deus, desde a peregrinação no deserto até a chegada em Canaã. Deus abriu o mar vermelho se abriram (Ex 14:21); As águas amargas de Mara se tornaram doces (Ex 15.22-25); Deus fez chover cordonizes para saciar a fome do seu povo (Ex 16:9-15); Deus enviou maná para alimentar o povo (Ex 16:16-21; Sl 78:24); O Senhor fez sair água da rocha (Nr 20:11); Rio Jordão nos dias de Josué (Js 3:16,17). Deus continuou a operar milagres nos dias dos seus profetas.

2. Milagre através do profeta Elizeu
2.1. O milagre do Sal
Não há nada tão belo que seja totalmente completo. A Cidade de Jericó era bem situada, porém duas coisas eram imprescindíveis para a sobrevivência: água para beber e a terra para produzir frutos. Era uma situação gerada pela própria natureza, quadro impossível de ser revertido, um milagre teria que acontecer para que as águas e a terra fossem saradas. Chegando Elizeu à cidade recebeu a noticia de como era a situação “Eis que é bem situada esta cidade, como vê o meu senhor, porém as águas são más, e a terra estéril. Ele disse: trazei-me um prato novo e ponde nele sal. E lhe trouxeram. Então, ele saiu ao manancial das águas e deitou o sal nele; e disse: Assim diz o SENHOR: Tornei saudáveis estas águas; já não procederá daí morte e nem esterilidade” (2 Rs 2.19-21).

3. No sentido espiritual
3.1. Dar sabor
3.2. Conservar
Sobre essas duas utilidades do sal “dar gosto e conservar”, Jesus fez uma magnífica ilustração espiritual sobre a qualidade do cristão em relação ao mundo pecaminoso, e sobre os efeitos do sal, quanto a isso ele conclui dizendo: “Vós sois o sal da terra” (Mt 5:13,14). Ora! O sal somente produzirá efeitos se tiver boa qualidade, referindo-se ao crente que tem uma vida digna e exemplar, esse modo de vida tem uma grande influência no estado pecaminoso que atualmente vive o mundo. O cristão deve ser o sal em ação, e se esse for insípido (sem gosto) com que há de salgar? A Igreja tem um papel vital e abissal na terra, ela é o sal em ação.

Vivemos num mundo apodrecido pelo pecado, e por isso devemos ter a eficácia do sal para transformá-lo, pois ele está como Jericó, a terra era estéril e a água ruim, em todos os aspectos o mundo atual precisa de um milagre. O sal da mudança somos nós, não podemos nos negar de levar ao mundo o sal que é o antídoto da putrefação. As nossas ações devem ter as mesmas utilidades do sal, “salgar e conservar” evitando que apodreça ainda mais. O nosso sal não é para estar somente no saleiro, mas ser espalhado para salgar o mundo apodrecido. Deus te use irmão como SAL.           

Pr Elis Clementino -Paulista-PE

AD Excelência

sexta-feira, 24 de fevereiro de 2017

ESBOÇO 735 JESUS, O RESTAURADOR DE VIDAS

ESBOÇO 735
TEMA: JESUS, O RESTAURADOR DE VIDAS
TEXTO: “Vá em paz e não peques mais” JOÃO 8:11

                Desde o começo da história da humanidade existem preconceitos em relação às pessoas deficientes físicos, leprosos, cegos e outros tipos de enfermidades, da mesma maneira os que cometiam alguns crimes na sociedade, ou vivessem de maneira irregular socialmente como os criminosos, ladrões e prostitutas. Essas pessoas eram tidas como inservíveis pela lei, e da própria sociedade, além de terem o conceito de elas estarem nessa situação degradante porque haviam cometido algum tipo de pecado grave diante das suas famílias ou de Deus. As pessoas assim eram desqualificadas para exercer funções espirituais como o sacerdócio por ser considerada impura isso era o que determinava a lei mosaica (Lv 21:17-21). Atualmente, mesmo com as mudanças sociais ainda existem pessoas que são excluídas por esses, e outros motivos, inclusive religioso. Enfocarei nesse assunto como Jesus restaurou vidas e uniram povos, como também as mudanças que vem acontecendo às inclusões sociais das portadoras de necessidades especiais através da acessibilidade e com direitos as oportunidades em todos os âmbitos sociais.

O Ministério de Cristo
Jesus observou durante o seu ministério que as diferenças continuavam entre as pessoas, principalmente aquelas que eram excluídas por motivos de enfermidades, condições sociais e religiosas. Muitas delas a partir do encontro que tiveram com Ele começaram a serem valorizadas, pois para Ele nada justificava uma pessoa ser excluída da sociedade, e que todas elas careciam de uma oportunidade para ser integrada a sociedade da época.

Vejamos alguns exemplos
1. Os dez leprosos, eles não podiam conviver normalmente com a sociedade e teria que serem isolados em uma área afastada “arraial” da cidade (Lv 13:46);

2. A mulher Tiro e Sidon, essa mulher não teria direito por ser uma gentia, mesmo assim pela sua humildade Jesus reconheceu a sua necessidade (Mt 15:21-27);

3. A mulher do fluxo de sangue que também era limitada na sociedade da época (Mc 5:27-28);

4. Vários cegos foram curados, o que mais se destacou foi Bartimeu que clamava pelo filho de Davi (Mc 10:46);

5. Os paralíticos, muitos deles foram curados regressando a sociedade e aptos para começar uma nova vida “toma a tua cama e vai para a tua casa” (Lc 5:24; Jo 5:8);

6. A mulher samaritana, essa merece destaque maior pela diferença religiosa os samaritanos eram separados dos judeus, mas com o encontro que a mulher teve com o Senhor junto ao poço de Jacó a partir dali a sua história mudou completamente, naquele encontro Jesus derrubou a barreira. Como cristãos precisamos derrubar muitas barreiras sociais e religiosas, deixar de construir abismos e construir pontes, inclusive as denominacionais que persistem em nossos dias, geradas pelos próprios lideres que se dizem “cristãos” se o membro for dessa ou daquela denominação não se cumprimentam, e o pior as famílias são separadas e punidas até se visitar, finalmente que tipo de evangelho está sendo pregando? Esse é o modelo que Cristo ensinou? Existe o evangelho que separa famílias por questões denominacionais? Um casal chegou para mim e disse: Pastor a minha filha vai casar e ela é católica eu posso ir ou serei disciplinado? Ele me lembrou um caso de um irmão que foi disciplinado por ir ao casamento da sobrinha, eu respondi: Quem é o pai da moça? Ele respondeu sou eu; eu lhe disse não permita que outro homem leve a sua filha, ela tem pai, ele olhou para a esposa e ambos respiraram aliviados, mas para os conservadores aquela minha decisão foi um absurdo. Irmãos não importam qual seja a igreja, seja decente, você não é obrigado a fazer parte de lá e muito menos seguir a sua doutrina, principalmente o casamento de membros da família, e mesmo que não fosse é um ato de respeito e consideração. Todas as pessoas têm livre arbítrio devemos rejeitar qualquer tipo de preconceito, porque ele resulta em exclusivismo, o importante é nos aproximar de todas as pessoas e contribuir para que elas também possam ser conduzidas aos pés de Cristo pelo nosso exemplo. Trate bem as pessoas e com decência, não seja ignorante. Aprenda a lição de como Jesus tratou a mulher samaritana.

7. A mulher pecadora, a mulher adúltera não teria os mesmos direito das mulheres em condições sociais normais, ou seja, as casadas. As adúlteras eram repudiadas e seriam apedrejadas caso fossem encontradas em pleno ato de adultério, essa era a regra mosaica. (Lv 20:10; Jo 8: 3-11).

8. Jesus era censurado por entrar em casa de pecador.
Ele entrou na casa de um pecador e comeu com ele, um deles foi Zaqueu,que era um servidor público e talvez envolvido com a corrupção por isso, as pessoas o censuraram, e até os seus discípulos. O que mais interessava para o Jesus era a alma daquele pobre homem, que ao recebê-lo em sua casa e na presença de todos, ele fez uma emocionante e humilde declaração, e ouviu o Mestre dizer-lhe “Hoje entrou salvação nesta casa” (Lc 19:5).

9. Mulher que unge os pés do Senhor é censurada
Na casa de fariseu estando Jesus sentado a mesa veio por trás uma mulher com ungüento e ungiu os pés de Jesus, vendo o fariseu disse, se esse fosse profeta bem saberia quem é esta mulher (Lc 7:39).

                Devemos deixar de lado as diferenças e abraçar as pessoas e ajudá-las, principalmente aquelas que são vítimas do pecado, do preconceito e da discriminação. O alvo maior de Jesus Cristo não era somente restaurar a saúde física das pessoas, mas restaurá-las no âmbito moral e espiritual, curando-as e perdoando-as para que retornassem a sociedade de maneira digna e saudável. Atualmente podemos também tratar das pessoas ajudando-as, principalmente as menos favorecidas e esquecidas pela sociedade e carente de Deus, Jesus restaurou vidas, comeu com pecadores, salvou o ladrão condenado na cruz. Tenhamos o cuidado de entender o sentido do que Jesus falou para os discípulos sobre deixar casa, pai, mãe e irmãos (Mt 19:29).

Pr. Elis Clementino – Paulista –PE

AD Excelência

segunda-feira, 20 de fevereiro de 2017

ESBOÇO 734 AS MINHAS PRIMÍCIAS

ESBOÇO 734
TEMA: AS MINHAS PRIMÍCIAS
TEXTO: “Honra ao Senhor com os teus bens, e com a primeira parte de todos os teus ganhos; E se encherão os teus celeiros, e transbordarão  de vinho os teus lagares.” (PROVÉRBIOS 3:9,10)

                Há muitas maneiras de honrarmos a Deus, mas é preciso que levemos em consideração com que, e de que maneira o honraremos. Desde a antiguidade Deus exigiu que o homem o honrasse com as suas primícias, ou seja, os primeiros produtos do seu trabalho que fossem da terra ou dos animais. Deus não se impressiona com tamanho da oferta (Lc 21:1-4), mas da sinceridade do coração ofertante. Trataremos sucintamente sobre a importância das nossas ofertas para Deus e o resultado que ele nos trás.

1. As oferendas
1.1. Ofertas recebidas
Elas são oblações que são oferecidas nos momentos de devoção a Deus, a maneira como são oferecidas podem ser aceitas ou não. Abel ofereceu ao Senhor as primícias das suas ovelhas e das suas gorduras e o Senhor atentou para suas ofertas (Gn 4:4). A oferta de Abel foi lembrada pelo escritor aos hebreus (Hb 11:4)

1.2. Ofertas rejeitadas
Caim ofereceu o fruto da terra, a sua oferta foi rejeitada pelo Senhor, não porque fosse fruto da terra. Quando observamos o texto entendemos porque Deus não aceitou a oferta de Caim, enquanto o mesmo texto diz que Deus se agradou de Abel e da sua oferta (Gn 4:3-5), Deus não estava se agradando de Caim, muito menos a sua oferta. (A qualidade da oferta que será oferecida a Deus começa dentro do ofertante). O Senhor conhece o que há no coração do homem (Jr 17:9-10; Rm 8:27), é dele que procedem as coisas boas e más (Pv 24:9; Mt 15:18-20a).

2. Caim advertido
Ao ver Caim que o Senhor não atentava para a sua oferta irou-se no seu coração. Ora! Ambas as ofertas perante Deus tinham o mesmo valor, porém o Senhor não atentou para a de Caim por causa da inveja do seu coração. Ele foi advertido pelo Senhor (Gn 4:6,7), mas a sua inveja tornou-se incontrolável e o seu coração se encheu de ira, daí veio a reprovação divina.

3. Honrando a Deus com seus dízimos
3.1. O que é o dízimo
O dízimo é a décima parte de tudo aquilo que o Senhor nos dá, esse é um ato de reconhecimento e a devolução daquilo que o Senhor nos outorga. O povo de Deus tinha a obrigação de devolver ao Senhor parte daquilo que havia recebido dele o “dizimo”, negá-lo era tirar do Senhor a parte que lhe pertencia, por essa razão o profeta foi enfático em dizer “Roubará o homem a Deus?” (Ml 3:8). O povo estava esquecido desse mandamento e disseram: ”Em que te roubamos?” A resposta foi imediata: “Nos dízimos e nas ofertas alçadas.” Por causa disso as maldições eram inevitáveis (Ml 3:9).

4. Ordenanças dízimos e ofertas
A ordem era expressa trazei todos os dízimos à casa do tesouro, para que haja mantimento na minha casa, depois fazei prova de mim, diz o Senhor dos Exércitos, (Ml 3:10a). Aqueles que dizimam e ofertam com alegria é amado do Pai (2 Co 9:7).

5. As bênçãos divinas
Abrir janelas significa que todas as bênçãos divinas provêm do Senhor, é Ele que facilita os meios (Ml 3:10b; “...e se encherão os teus celeiros abundantemente , e transbordarão de mosto os teus lagares.” (Pv 3:10); “aquele que da a semente ao que semeia e pão para comer também multiplicará a vossa sementeira e aumentará os frutos da vossa justiça; para que em tudo enriqueçais para toda beneficência, a qual faz que por nós se dêem graças a Deus.”  2 Co 9:10,11), mas o que semeia pouco, pouco também ceifará; e o que semeia em abundancia em abundancia ceifará.” (2 Co 9:6), além do Senhor prover as bênçãos ele ainda repreende o devorador (Ml 3:11).

                Deus continua abençoando a todos quantos reconhecem que toda sorte de bênçãos provêm dele, consciente disso contribua segundo propôs o seu coração, não com tristeza ou por necessidade; porque Deus ama com alegria (2 Co 9:7),  as nossas necessidades serão supridas por Deus (Fp 4:19). Devemos devolver ao Senhor parte daquilo que temos recebido dele, agindo assim, as bênçãos divinas viram sobre você e lhe acompanharão.

Pr. Elis Clementino – Paulista –PE
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quarta-feira, 15 de fevereiro de 2017

ESBOÇO 733 A LIBERALIDADE EM PERDOAR

ESBOÇO 733
TEMA: A LIBERALIDADE EM PERDOAR
TEXTO: EFÉSIOS 4:26 “Não se ponha o sol sobre a vossa ira.”

                Perdoar é uma das tarefas mais difíceis do indivíduo por em prática, principalmente a alguém que de alguma maneira tenha magoado seus sentimentos e motivado amargura no seu coração. Geralmente as pessoas excessivamente sentimentais sentem dificuldade em liberar o perdão, por causa disso sofrem angústia na alma e indisposição, embora o mesmo não aconteça com outras pessoas, porque elas não guardam mágoas e facilmente perdoam, agindo elas assim terão menos possibilidade de adoecerem, porque ligeiramente se desfaz do seu coração aquele sentimento deixado pela mágoa, o ódio ou rancor. Portanto duas coisas são importantes; Aprender o valor do ato de perdoar, e não revidar, ou seja, atirar pedras sobre pedras e liberar perdão.

1. Liberalidade “generosidade”
A generosidade é um dos princípios fundamentais que leva o indivíduo a se doar e sofre em função dos outros, mas isso não é fácil porque exige certo sacrifício por parte do indivíduo, ele tem que abrir mão de algo que lhe é muito peculiar, o seu Eu. Por essa razão existem pessoas que tem dificuldade de liberar algo de si para os outros, principalmente quando se trata do perdão, essas pessoas precisam ser ensinadas e trabalhadas para que o ato da generosidade de perdoar torne-se comum no seu cotidiano. Algumas vezes o indivíduo sofre e se desgasta em função das outras pessoas, pois o Apóstolo Paulo vivenciou isso e praticou “embora seja menos amado, mas me gastarei e me deixarei gastar por vocês” (2 Co 12:15). Nessa atitude de Paulo estava inserido a pratica do perdão.

2. Não atirar pedra sobre pedra
A intuição humana é revidar ou atirar de volta em proporção ainda maiores às pedras que lhes são arremessadas, mas é preciso lembrar que Jesus ensinou a agir de maneira diferente para com aqueles que muitas vezes nos machucam e até nos fazem chorar “amai aos vossos inimigos” (Mt 5:43-48), perdoai-lhes, não importar qual seja, e nem o tamanho das feridas causadas pelas pedras. “Quando o ultrajavam, não revidar com ultraje; quando maltratados, não fazia ameaças, mas entregava-se a aquele que julga retamente.” (I Pe 2:23). Nenhum sentimento de gloria haja no teu coração quando o teu inimigo vir a cair (Pv 24:17). Os masoquistas sentem prazer em ver aqueles que lhe magoaram sofrerem, mas esse não é um sentimento cristão, e sim diabólico, porque é um sentimento de vingança.

3. O ato de perdoar
O ato de perdoar é um mandamento divino, muitas vezes sentimos dificuldade em remover uma pedra que fora arremessada por alguém que tanto fizemos por ela, mas nada justifica não perdoar. Jesus foi interrogado pelos seus discípulos sobre quantas vezes eles deviam perdoar, porém já foram limitados a um dos princípios bem conhecido entre eles “até sete vezes?”, todavia Jesus respondeu: Não somente sete, mas setenta vezes sete (Mt 18:21-22).

É impossível promover paz sem perdão “Se possível tendes paz com todos.” (Rm 12:18), mas para isso tanto o ofensor quanto o ofendido deve abrir mão da sua personalidade forte, do seu Eu, e se perdoarem. Quando perdoamos alguém reconstruímos ponte sobre o abismo que os separavam, geralmente o ofendido é mais difícil de ser conquistado, porém, não é impossível, “É mais fácil conquistar uma cidade forte do que um irmão ofendido” (Pv 18:19). Se ofendesse teu irmão vai a ele e reconcilia-te com ele enquanto vocês estão no caminho. Jesus falou sobre duas coisas importantes o PERDÃO e a DISCIPLINA (Mt 5:23-26; 18:15-16).

                Devemos pedir a Deus sabedoria para entrar e sair, aqui fala de convivência no relacionamento, isso foi o que Salomão pediu a Deus em sua oração (2 Cr 1:10). O bom senso é capaz de reverter ou reconquistar amizades rompidas, somente o bom senso pode conduzir o indivíduo a reconhecer seus próprios erros e facilitar o pedido de perdão, com ele, ou seja, com o perdão os incômodos da pessoa ofendida desaparecem. Não devemos atirar pedras sobre pedras, dessa maneira aumentamos o número de inimigos, porque as pedras que remetemos sobre alguém que nos incomoda podem atingir outras pessoas que não tenha nada a ver, as pedras arremessadas são como balas perdidas que acabam acertando inocentes. Libere perdão não importa quantas vezes, simplesmente perdoe! Perdoe! E perdoe. “...Assim como o Senhor vos perdoou, assim também perdoai vós” (Cl 3:13).

Pr. Elis Clementino – Paulista –PE

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