sábado, 15 de abril de 2017

ESBOÇO 751 PUREZA ESPIRITUAL

ESBOÇO 751
TEMA: PUREZA ESPIRITUAL
TEXTO: Em todo tempo sejam alvas as tuas vestes, e nunca falte o óleo sobre a tua cabeça. Eclesiastes 9:8

                Na Bíblia Sagrada há algumas verdades que foram expressas, algumas foram simbólicas ou figurativas. Salomão expressou algumas delas, embora não queira tratar nesse alguns pormenores sobre o que ele escreveu no contexto. No versículo 8 ele falou sobre vestimentas e óleo, ambos eram muito comuns naquela época. Ora! Para Salomão as vestes finas eram recomendadas para as festas, os que assim se vestiam eram favorecidos (2 Sm 12:20; Sl 65:8;Ap 7:9), mas á varias interpretações sobre essa metáfora como a Pureza moral, salvação com veste brancas, vestes espirituais e etc. Talvez ele não se referiu a essas coisas, o óleo e o ungüento eram usados nos festejos, também serviam como pureza e beleza. Nesse assunto desejo fazer algumas considerações em relação à pureza, moral e espiritual fazendo com que os cristãos tenham uma vida de pureza e santidade.  A santidade é exigida pelo próprio Deus (Lv 20:7; Hb 12:14; I Pe 1:16).

1. A pureza moral
A lei moral de Deus é a expressão do seu próprio caráter, ele expressa o seu padrão de justiça, e todo ser humano deve ser regido por ela. É impossível ter uma vida de comunhão e santidade com Deus sem a pureza moral.

2. O que é uma vida de santidade?
Conforme as escrituras é a dedicação a Deus através da separação do pecado (Is 55:6-13), após a decisão tomada concretiza-se a santidade. No tempo da graça se inicia após a reconciliação do homem com Deus através de nosso Senhor Jesus Cristo, tornando-se uma nova criatura (2 Co 5:17), daí em diante se inicia outros processos que são: A regeneração (Jo 3:6), e a Justificação através da obediência a Cristo (Rm 5:1).

2.1. Como obter uma vida de santidade?
É necessário que o crente tenha uma vida de constante renúncia, negar-se a si mesmo (Lc 9:23), essa é a única maneira de conservar-se em santidade. Os desejos da carne devem ser sem excessos, mas que sejam controlados de maneira que agrademos a Deus, não podemos servir a Deus e ao mundo, (Mt 6:24). A vida de santidade resulta em decência, postura e ética cristã, cujos frutos são de uma vida nova em Cristo, essa mudança deve ser vista no nosso cotidiano, de maneira que ao verem essas transformações glorifique a Deus Pai (Mt 5:16).

2.2. A santidade comedida
A santidade em extremo é perigosa, podendo desencadear uma série de problemas tanto para o indivíduo quanto para os outros, uma pessoa que demonstra uma santidade descontrolada e excessiva, provavelmente já entrou pelo caminho do extremismo religioso “Não sejas demasiadamente justo, nem demasiadamente sábio; por que te destruirá a te mesmo?” (Ec 7:16).

A intransigência religiosa tem gerado muitos problemas como vivenciamos ultimamente no mundo, cujas conseqüências são: preconceito, exclusivismo e intolerância.

Os conflitos muitas vezes começam nos lares estendendo-se a sociedade, os intransigentes esquecem que todos têm livre arbítrio dado pelo próprio Deus (Dt 30:15; Mt 13:7-14), todos nós temos o direito de fazer as nossas escolhas quer sejam elas boas ou más, porém arcará com os resultados “De que se queixará o homem, dos seus próprios pecados” (Lm 3:39).

3. Vestimentas espirituais
3.1. As vestimentas espirituais sem mancha é a garantia da entrada na festa das bodas do cordeiro, as vestimentas brancas representa pureza espiritual.

3.2. O óleo, ou azeite foi recomendado por Deus para ser usado na consagração dos reis e sacerdotes, e nas festas, em toda casa devia ter o azeite, ele era uma especiaria conhecida e muito usada desde a antiguidade. Na bíblia o azeite é símbolo do Espírito Santo, que como óleo é derrama o amor divino sobre os nossos corações (Rm 5:5).

                As nossas vestimentas espirituais devem ser mantidas limpas, ou seja, isenta de qualquer impureza, foi para isso que Deus nos chamou (Ts 4:7). A santidade abrange espírito, corpo e alma (I Ts 5:23; 1 Pe 1:15), sem a santidade ninguém verá o Senhor (Hb 12:14), por isso purifiquemo-nos de tudo o que contamina o corpo e o espírito, e nos aperfeiçoarmos no temor de Deus. (2 Co 7:1). Amados nós temos uma consciência que nos julga se estamos fazendo o que é justo ou não, ninguém pode dizer que é inocente, a bíblia recomenda o seguinte: “Portanto, irmãos, rogo pelas misericórdias de Deus que se ofereçam em sacrifício vivo, santo e agradável a Deus; este é o culto racional de vocês. Não se moldem ao padrão deste mundo, mas transformem-se pela renovação da sua mente, para que sejam capazes de experimentar e comprovar a boa, agradável e perfeita vontade de Deus”. (Rm 12:1-2).

Pr. Elis Clementino – Paulista-PE
AD Excelência


terça-feira, 4 de abril de 2017

ESBOÇO 750 OS DOIS CAMINHOS

ESBOÇO 750
TEMA: OS DOIS CAMINHOS
TEXTO: “Entrai pela porta estreita, pois larga é a porta e amplo é o caminho que leva a perdição, muitos são os que entram por esse caminho. Porque estreita é a porta e difícil o caminho que conduzem à vida, apenas uns poucos encontram esse caminho!...” Mt 7:13,14
               
                Aonde quer que o homem vá existem caminhos, portas e limites diante dele, porém ele deve fazer as suas escolhas, somente ele tem o direito de escolher se esse ou aquele deve seguir, e que porta deve adentrar. O princípio da livre escolha foi estabelecido por Deus desde a criação do homem. A vida é feita de escolhas, mas algumas delas o homem não têm o direito de fazê-las.

1. Caminhos
Existem caminhos que podem trazer tanto a infelicidade quanto tristezas e perdição, mas a escolha é feita pelo próprio homem, porém todo homem está ciente sobre o resultado da escolha, ninguém é inocente “A vida é feita de escolhas. Quando você dá um passo à frente, inevitavelmente alguma coisa fica para trás.” Caio Franc. Abreu. Há caminhos que parecem direitos aos olhos do homem, mas são caminhos que resultam em coisas ruins e até morte. (Pv 14:1). A Bíblia trás advertências sobre as escolhas dos caminhos, elas devem ser feitas de maneira que promova felicidade e paz interior.

2. A Bíblia
Há dois tipos de maninhos são eles: O mau e o bom.
2.1. Caminho mau
Quanto o caminho mau a Bíblia enfatiza que devemos abandoná-los, (Is 55:7), os justos não podem andar por esse caminho. O caminho mau é o oposto dos bons, e aqueles que se desviarem do caminho mau e fizerem o que justo conservará a sua própria vida (Ez 18:27-32). Abandonar o caminho mau é possível, no entanto é preciso empregar grandes esforços, no entanto alguns conseguem, outros não “E Ele lhes exortou: Esforçai-vos por adentrar pela porta estreita, pois Eu vos asseguro que muitas pessoas procurarão entrar e não conseguirão.”(Lc 13:24), além de empregar esforços é preciso ter uma vida de renúncia, aquele que não renunciar o caminho pecaminoso não podem entrar no reino de Deus. Os caminhos da liberdade desmedida, violência, atentado contra a vida, prostituição, a sodomia, as blasfêmias contra os lugares santos e contra Deus, são frutos da carne (Gl 5:16-21), eles são atraentes, mas conduz a escravidão e a perdição. O homem quanto mais peca, mas aspira de pecar, um abismo chama outro (Sl 42:7a). “Se procederes bem, não é acerto que será aceito? Se, todavia, procederes mal, eis que o pecado jaz à porta; o seu desejo será contra ti, mas a ti cumpre dominá-lo” (Gn 4:7).

2.2. Caminho bom
Os caminhos bons são aqueles nos levam a produzir bons frutos, e são através deles que nos conhecerão “pelo fruto conhecereis a árvore” (Mt 7:16; Lc 6:44). Os bons frutos conduzem a vida em dois aspectos, morais e espirituais, seguir o bom caminho é se afastar dos caminhos maus e consequentemente dos que andam por eles “os ímpios”. Quando lemos o Salmo 1 e 101 podemos ver claramente o resultado dessa separação espiritual. O caminho do justo apresenta o Fruto do Espírito que é o oposto do que os caminhos dos ímpios apresentam “os frutos da carne”. A recomendação paulina foi: “Portanto, sai do meio deles e separai-vos, diz o Senhor, e não toqueis em nada que seja impuro, e Eu vos receberei.” (2 Co 6:17); “Os que pertencem a Cristo Jesus crucificaram a carne, com as suas paixões e seus desejos.” (Gl 5:24).

                Amados diante de nós existem dois caminhos que foram postos para serem escolhidos “Eu pus diante de ti, a benção e a vida, escolhe, pois a vida para que vivas tu e a tua semente.”; “Para o entendido o caminho do céu é para cima, para se desviar do inferno que está em baixo”. O caminho da perdição não há nenhuma dificuldade em escolhê-lo, basta querer andar, e só, porém o caminho que constrói dentro de nós a dignidade, bondade, mansidão e os demais frutos do Espírito resultarão em vida eterna. O nosso caminho é Cristo, ele mesmo nos assegurou dizendo: “Eu sou o Caminho, a verdade e a vida. Ninguém vem ao Pai senão por mim.” (Jo 14:6), quem entra por esse caminho terá uma vida de santidade com acesso a Deus.

Pr. Elis Clementino – Paulista –PE

AD Excelência

segunda-feira, 3 de abril de 2017

ESBOÇO 749 VIVENDO PELA FÉ

ESBOÇO 749
TÍTULO: VIVENDO PELA FÉ
TEMA: "O JUSTO VIVERÁ DA FÉ" Hc 2:4.

                O que se entende sobre viver pela fé? Muitos cristãos na sua simplicidade pronunciam estou vivendo pela fé, quando ele não tem a mínima idéia do que é realmente viver somente pela fé (Hc 2:4), muitas vezes expressando isso rodeado de privilégios, viver pela fé é permanecer firme crendo em Deus quando todos os recursos humanos se esgotarem, e o crente não ver mais saída “nem pão e nem água no odre”, daí ele passa a viver unicamente pela fé esperando na provisão divina. Viver pela fé foi também uma expressão paulina quanto a sua teologia da justificação (Rm 1:17; Gl 3:11; Hb 10:37-38), palavras que motivam todo crente a viver pela fé, principalmente nos momentos mais difíceis da vida. “A fé é o alimento da alma e a esperança da vida” Sebastião Wanderley.

1. A definição da fé conforme a Bíblia
1.1. Na carta aos hebreus a fé é definida como o firme fundamento e a certeza das coisas que não se vêem (Hb 11:1). A fé é uma das três virtudes teologia, amor, fé e esperança. A fé consegue enxergar o que os olhos naturais não conseguem, ela é a ancora da alma (Hb 6:19). “Tudo o que um sonho precisa para ser realizado é alguém que acredite que ele possa ser realizado.” Roberto S. “Tudo é possível ao que crer”.

1.2. A fé governa o nosso relacionamento com o Senhor, ou seja, ela é quem intermédia essa ligação entre o indivíduo e Deus, sem fé é impossível agradá-lo (Hb 11:6), porque é preciso que a pessoa creia que Ele exista e recompensa os que os buscam. O justo vive em contraste com os ímpios vivendo pela fé.

2. A fé do profeta
A fé em ação supera todas as dificuldades e expectativas humanas, mediante os castigos divinos, provavelmente toda nação sofreria, e a escassez seria inevitável, mas devemos ter em mente que nada abalará uma fé fundamentada
em Deus. Habacuque ao orar recebeu encorajamento divino, ele sentiu-se tão encorajado por Deus que nada mais ele temeria, e em quaisquer circunstâncias permaneceria firme Hc 3:17). Não há motivos para abandonarmos a Deus, venha o que vier, por isso é necessário tomar como exemplo a atitude de Habacuque, (1) Ainda que a figueira não floresça; (2) E não haja fruto na vide; (3) Ainda que o produto da oliveira falhe, não produzindo o azeite, isso tornava a região mais pobre; (4) De modo geral os campos não produzam mantimento, ou a agricultura falhe; (5) As ovelhas da malhada sejam arrebatadas, produção da lã comprometida para as vestes; (6) E nos currais não haja vacas, irmãos tudo isso é o que sustenta uma nação, esses são os principais produtos para manter a vida, sem isso seria somente miséria e fome. Concluiu a sua oração com a seguinte expressão: “Toda via eu me alegrarei no Deus da minha salvação.” Isso significa manter firme a sua fé em Deus.

                Quando depositamos a nossa fé em Deus e cremos que ele é o grande provedor, descansemos em suas promessas, pois sabemos que para ele nada é impossível. Irmãos não há motivos para que a nossa fé seja abalada, pois nada servirá de motivos para abandonarmos a Deus. A nossa fé não está fundamentada nas coisas materiais, embora o materialismo tenha tomado conta dos corações de muitas pessoas. Paulo de maneira muito segura enfatiza que nada nos separará do amor de Cristo (a) A tribulação, ou a angústia; (b) A perseguição; (c) A fome; (d) A nudez; (e) O perigo; (f) A espada. Em qualquer situação devemos permanecer fieis a Deus. Na realidade sentimos abalos por conta das circunstancias, porém não com o desejo de abandonar a fé. Devemos permanecer firmes, porque algo muito maior e melhor nos espera.

Pr. Elis Clementino – Paulista
AD Excelência


quinta-feira, 30 de março de 2017

ESBOÇO 748 PROTEGENDO-SE DO INIMIGO

ESBOÇO 748
TEMA: PROTEGENDO-SE DO INIMIGO
TEXTO: “Sede sóbrios; vigiais; porque o diabo, vosso adversário, anda em derredor, bramindo como um leão buscando a quem possa tragar.” I Pe 5:8

                Em qualquer tipo de luta nessa vida é preciso o indivíduo estar preparado para os combates, caso contrário será derrotado. Na vida cristã além das batalhas do cotidiano enfrentam-se ainda os combates espirituais. O Apóstolo Pedro com muita propriedade ele descreveu que o crente deve ser sóbrio, porque o adversário tenta constantemente o destruir (I Pe 5:8), por outro lado o Apóstolo Paulo descreveu a maneira de combatê-lo (Ef 6: 10-18). Dentro desse contexto de maneira sucinta serão comentados alguns detalhes importantes.

1. A batalha espiritual
A idéia que se tem de uma guerra com intensos combates durante os confrontos humanos são bem parecidos com uma batalha espiritual, porém as estratégias e as armas são bem diferentes das usadas no duelo humano. Ao definir uma batalha e outra logo se tem uma idéia que a guerra espiritual é muito mais perigosa, pois as conseqüências vão muito mais além, podendo comprometer o destino da alma.

2.  As fortalezas do inimigo
Satanás monta as suas fortalezas em volta do crente para tentar destruí-lo, essas fortalezas não podem ser destruídas facilmente, pois são dos seus fortins que ele ataca firmemente lançado as suas setas com o desejo de alcançar o crente. O contra-ataque não surtirá efeitos se não forem com as armas adequadas para essa peleja.

3. Quais são as armas da peleja?
O Apóstolo Paulo escrevendo a igreja de Coríntios ele mostrou que para lutar contra as fortalezas do inimigo somente deve ser usadas as armas do Espírito, “Porque as armas da nossa milícia não são carnais, mas sim, poderosas em Deus, para a destruição das fortalezas” (I Co 10:4).
4. Estratégias de defesa
4.1. Não dês lugar ao diabo (Ef 4:27).
4.2. Fortalecer-se no Senhor;
4.3. Tomar toda armadura de Deus;
4.4. Cingir os lombos com a verdade;
4.5. Vestir a couraça da justiça;
4.6. Pés calçados;
4.7. Tomar o escudo da fé;
4.8. Tomar o capacete da salvação;
4.9. Tomar a espada do Espírito;
4.10. Vigiar em oração (Mt 26:41; Ef 6;18).

5. A desatenção do cristão
Sabe-se que em uma guerra ninguém deve está desatento, a desatenção faz com que muitos guerreiros sejam feridos e até mortos. Em uma guerra espiritual o cristão necessita de muito mais atenção, pois o inerte será facilmente alvejado, porque o diabo anda a procura de oportunidades e o descuido é uma delas, “Sede sóbrios; vigiais; porque o diabo, vosso adversário, anda em derredor, bramindo como um leão buscando a quem possa tragar.” (I Pe 5:8). Um cristão desatento no seu cotidiano com certeza sofrerá os prejuízos, já em relação à batalha espiritual as perdas serão maiores, porque o inimigo não vem somente para roubar, mas também destruir (Jo 10:10).

                Os maiores inimigos dos cristãos são os espirituais, que invisivelmente armam laços de maneira sutil para prender os pés daqueles que dão ocasião. O indivíduo com os pés presos não caminha e nada produz, por isso a nossa luta não é contra a carne e nem contra o sangue (Ef 6:12). Estejamos preparados com as armas do Espírito para vencê-lo, pois estamos engajados nessa peleja e não podemos recuar. Todo preparo nos foram oferecidos por Deus para vencermos.

“O destruidor subiu contra ti. Guarda tu a fortaleza, vigia o caminho, fortalece os lombos, reforça muito o teu poder.” NAUN 2:1

Pr. Elis Clementino – Paulista –PE

AD Excelência

terça-feira, 28 de março de 2017

ESBOÇO 747 DETERIORAÇÃO ESPIRITUAL

ESBOÇO 747
TEMA: DETERIORAÇÃO ESPIRITUAL
TEXTO: “Tua prata tornou-se escórias, o teu vinho se misturou com água.” Isaías 1:22.

                A deterioração acontece a través da mistura entre duas ou mais substâncias. As fusões de alguns materiais podem dar certo, outras não, principalmente quando se trata de idéias e pensamentos humanos. A junção entre dogmas e credos religiosos com rituais africanos não dão certo. De maneira simples e sem pormenores exponho o meu ponto de vista ao refletir um pouco sobre sincretismo, e ecumenismo religioso e os resultados dessa mistura.

1. Sincretismo e Ecumenismo religioso
1.1. Há dois caminhos para enfraquecer uma denominação cristã, o sincretismo e o ecumenismo, compartilhar doutrinas e credos diferentes é praticamente impossível dar certo. Martinho Lutero ao reconhecer as verdades bíblicas sobre a fé, entre outros acontecimentos que fugiam dos princípios bíblicos fez a reforma protestante finalizada com as 95 teses em 31 de outubro de 1517.

1.2. O sincretismo é a junção de dogmas e credos como já foi dito, no Brasil começou logo após a sua descoberta no século XV, devido à grande miscigenação das religiões, a mistura de catolicismo com os rituais africanos se deu por causa dos escravos.

1.3. O ecumenismo é o apelo à unidade de todos os povos contido na mensagem do evangelho, ou a união de todas as igrejas cristãs. A visão do catolicismo está voltada para as igrejas cristãs separadas dele, as Igrejas Ortodoxas e as protestantes, no entanto a visão principal é abrir diálogo entre as religiões cristãs, certamente há uma intenção por trás desse movimento “um só povo um só rebanho”, mas quem liderar esse movimento?

2. As profecias bíblicas
O sincretismo foi criado pela igreja católica, o ecumenismo ela incorporou através do Papa Paulo IV em 1964 definindo como um movimento gerado pela graça do Espírito Santo, daí algumas igrejas começaram a aderir e juntar-se ao movimento, porém outras não, as que não participam tem uma visão sobre o que está escrito em (Ap 13:11,12), sobre o falso profeta, esse entendimento surgem mais por parte dos pentecostais e neopentencostais. É necessário entender que com a junção acontecem as perdas de valores, isso é imprescindível para o catolicismo e outras religiões (As fusões de elementos enfraquecem as suas essências, mas evidenciará a criação de outra). A hibridez está conquistando espaço em todo mundo, inclusive nos veículos que funcionam a combustível e energia, no entanto uma dos dois elementos prevalecerá em funcionamento, assim é a fusão entre religiões, e até quando usam as mesmas siglas, mas com credos diferentes.

3. Resultado das misturas
As misturas de religiões geralmente resultam em problemas. O povo hebreu quando se uniam a outras religiões eles aderiam os mesmos costumes, onde Deus exigia separação espiritual (Lv 20:26), as associações inconvenientes resultava no desvio de conduta do povo de Deus. Na mensagem do profeta Isaías o povo de Deus estava completamente misturado com os pecados dos demais povos, a partir dessa mistura aderiram também o culto aos deuses pagãos “idolatria”, ai está o perigo de uma fusão religiosa (Is 1:22; Jr 7:26; Ez 22:18). A recomendação paulina é não se associar “Não vos prendais a um jugo desigual” (2 Co 6:14; I Jo 1:1-10).

                A separação espiritual é necessária, uma das exigências de Deus para o seu povo é não se misturar com os ímpios (Ex 23:2; 34:2; Sl 1:1; Pv 1:15; 14:14; 22:24; 23:6; 24:1; I Co 5:9,11; 2 Co 6:14). As associações más devem ser evitadas por todos quantos desejarem viver uma vida em Cristo, estes devem aparte-se da injustiça, “Que comunhão há entre as trevas e a luz?” É necessário entender que essa separação seja de maneira inteligente sem fanatismo, e isenta de qualquer tipo de agressividade a essa ou aquela denominação, o normal é que todos tenham a liberdade de escolha, essas sejam respeitadas. A contenda de qualquer natureza é prejudicial e culmina com o radicalismo religioso, se assim for não amará o próximo por essa diferença. As denominações cristãs devem respeitar-se, é um principio cristão, não importa se essa ou aquela denominação, a paz é imprescindível para esse equilíbrio. É triste saber que todos os pastores se digladiarem quando a maioria deles é de denominações co-irmã, muitos deles intrigados um com outro, isso é vergonhoso, Deus nos guarde sempre desse mal.

Pr. Elis Clementino – Paulista –PE
AD Excelência