terça-feira, 9 de maio de 2017

ESBOÇO 757 OS PROPÓSITOS DE DEUS

ESBOÇO 757
TEMA: OS PROPÓSITOS DE DEUS
TEXTO: ECLESIASTES 11:5; ISAÍAS 55:9

                Há muitas coisas no mundo que não entendemos como acontecem, elas estão acima das nossas capacidades de entendimento, por essa razão nos inquietamos por não termos explicação sobre elas. Os acontecimentos muitas vezes nos deixam perplexos e sem saídas, no entanto gostaríamos de conhecê-los detalhadamente como eles se discorrem, mas devido as nossas limitações não podemos alcançá-las “Assim como não sabes o caminho do vento e nem como se formam os ossos no ventre da que está grávida, assim são as obras de Deus que faz todas as coisas” (Ec 11:5; Is 55:9). Os propósitos de Deus nas nossas vidas são assim, ninguém entende.

1. Os propósitos de Deus
Nem sempre as coisas acontecem conosco da maneira ou modo que queremos, no entanto elas acontecem de modos alheios e involuntários as nossas vontades, mas precisamos entender que essas coisas fazem parte dos propósitos divinos. Para o cristão esses acontecimentos não devem ser motivos de desesperos, Deus está no controle de tudo - “Deste a antiguidade não se viu e nem com os ouvidos se perceberam que há um Deus que trabalhe por aquele que nele espera” (Is 64:4).

O trabalhar de Deus em nossas vidas certos momentos são dolorosos até chegar a se concretizarem os seus propósitos. A Bíblia Sagrada apresenta vários personagens que se destacaram na sua história, atravessaram gerações, e todos eles tiveram sofreram até que os propósitos de Deus fossem cumpridos através deles. Nesse mote destacaremos alguns.

a) José do Egito
A trajetória da sua história comprova que houve uma intervenção divina em sua vida com propósitos, os processos começaram logo cedo com grandes e importantes revelações entre seus irmãos. Quando as nossas vidas são entregues a Deus e mantemos a nossa fidelidade, ele realizará todos os seus propósitos (Gn 41:41). Para cada indivíduo Deus tem um propósito diferenciado, o que ele tem para uns, pode não ter para outros. Os dolorosos processos divinos o levaram José a ser governador do Egito, mas a convicção de José em relação ao seu povo era que as promessas de Deus a Abraão se cumpririam com a conquista da terra prometida e recomendou que transportassem seus ossos até lá (Gn 50:25; Hb 11:22);

b) Abraão
Deus o chamou e o fez sair do meio da sua parentela. Muitas vezes o Senhor nos tira de uma zona de conforto par algo maior e melhor, mas para isso há um processo que muitas vezes são dolorosos, mas o resultado sempre será maravilhoso. Foi através da obediência de Abraão a Deus que todas as nações se tornaram bendita, mas meditemos nos processos que ele passou. (Gn 12:1-5);

c) Moisés, a sua história mostra que houve um propósito e um caminho traçado por Deus, isso muito antes do seu nascimento, pois havia um propósito de Deus para o povo hebreu, a libertação dos hebreus da escravidão, o seu livramento, a sua chamada e como se deu a liberação comprovam o trabalhar de Deus (Ex 3:1-10)
d) Davi
De um simples pastor de ovelhas a rei de Israel, estando ele por detrás da malhada enfrentando as feras do protegendo as ovelhas do seu pai. Não importa onde você esteja, e nem as suas condições, se boas ou ruins, os planos de Deus independem do local onde você está, e o que esteja fazendo, os propósitos do Senhor lhe alcançam em qualquer lugar e situação, se necessário ele quebra o vaso e refaz outro. Nem mesmo Davi entendia o que o Senhor havia de fazer através dele, as promessas de Deus para ele atravessaram gerações, homem segundo o coração de Deus. Davi enfrentou muitos sofrimentos, foi afligido, mas reconheceu que contribuíram para que guardasse os mandamentos de Deus “Foi-me bom ter sido afligido, para que aprendesse os teus estatutos. ” (Sl 119:71) da sua raiz veio o salvador do mundo. Não devemos desprezar os propósitos de Deus pelo fato de sofrermos, por tudo contribuem para o bem (Rm 8:28).

e) Jeremias
Jeremias foi um dos que foram levados cativos para Babilônia, jamais ele pensaria que fosse chamado para a mais dura missão de profeta, ele não estava entendendo o querer de Deus, muitas vezes é assim, é preciso que o Senhor alguém com uma missão marcada pelo sofrimento e dor. Jeremias seria usado a uma nação rebelde a voz de Deus, todos se levantaram contra ele, até a sua própria família, mas através de todo esse sacrifício o propósito de Deus era restaurar o seu povo dos pecados. Deus muitas vezes faz como fez com Jeremias leva a casa do oleiro, a maior lição para Jeremias foi ir a casa do oleiro para vê-lo trabalhar com o barro, lição extraordinária, não esqueça que você é o barro amassado e trabalhado pelo oleiro, embora que o vaso quebre nas suas mãos, porém outro novo e mais bonito sairá das mãos do oleiro para honra (Jr 18:2).

                Amados não estranhem a maneira de o Senhor te modelar, muitas vezes somos quebrados em cacos entre outros cacos, mas refeitos pelo oleiro nos tornamos vaso de honra. O apóstolo Paulo disse que Deus pôs um tesouro dentro desse vaso de barro que é você, por isso não devemos nos orgulhar, porque toda a nossa riqueza é por causa do tesouro “Cristo” no seu coração (2 Co 4:7). As pessoas que se entregam nas mãos de Deus certamente não decepcionados, pois Deus cuidará deles de maneira especial. “Entrega o teu caminho ao Senhor, confia nele e ele tudo fará” (Sl 37:4).

Pr. Elis Clementino – Paulista –PE

AD Excelência

sexta-feira, 5 de maio de 2017

ESBOÇO 756 O TESTEMUNHO DE UM BOM CARÁTER

ESBOÇO 756
TEMA: O TESTEMUNHO DE UM BOM CARÁTER
TEXTO: “Então, responderam: Em nada nos defraudaste, nem nos oprimiste, nem tomaste coisa alguma das mãos de ninguém. E ele lhes disse: O SENHOR é testemunha contra vós outros, e o seu ungido é, hoje, testemunha de que nada tendes achado nas minhas mãos. E o povo confirmou: Deus é testemunha” I SAMUEL 12:4,5.

            O que menos pensamos é o que os outros pensam de nós, ninguém escapa, finalmente todos são observados pelas outras pessoas. Cada indivíduo tem uma visão diferente das outras, isso depende das atitudes de cada uma delas, e como elas são vistas, isso ocorre de maneira natural, no entanto devemos nos preocupar sim com o que dizem de nós. A boa reputação é o passa-porte que dá acesso aos caminhos da vida, por isso duas perguntas são essenciais: O que os outros pensam de você? O que os outros vêem em você?

1. Reputação
1.1. O que é reputação?
Podemos definir como o conceito que se tem de uma pessoa a partir do público ou de uma sociedade em que vive, diz-se que a reputação chega primeiro que o indivíduo, ela pode ter duas qualidades boa ou má.

1.1.1.      Má reputação
A má reputação é fundamentada nas ações de uma pessoa, elas são vistas e julgadas pelas outras pessoas. A má reputação está ligada ao caráter do indivíduo, e não há como desvinculá-las. "O caráter é como uma árvore e a reputação como sua sombra. A sombra é o que nós pensamos dela; a árvore é a coisa real." (Abraham Lincoln)

1.1.2.      Boa reputação
A boa reputação é louvada, qualidade que enobrece o indivíduo a partir do público ou de uma sociedade em que vive. Samuel era um profeta conhecido pela sua boa reputação; “Porém ele lhe disse: Nesta cidade há um homem de Deus, e é muito estimado; tudo quando ele diz sucede; vamo-nos, agora, lá; mostrar-nos-á, porventura, o caminho que devemos seguir” (I Sm 9:6).

A boa reputação de um indivíduo é reconhecida não somente nos momentos solenes, mas em casa, no trabalho, e na sociedade em que vive. Na Bíblia Sagrada temos um considerável exemplo de Samuel na transferência de cargo, ou seja, quando Samuel Saul é aclamado a rei de Israel, vejamos o seu belo testemunho público: “Agora, pois, eis que tendes o rei à vossa frente. Já envelheci e estou cheios de cãs, e meus filhos estão convosco; o meu procedimento esteve diante de vós desde a minha mocidade até ao dia de hoje. Eis-me aqui, testemunhai contra mim perante o SENHOR e perante o seu ungido: de quem tomei o boi? De quem tomei um jumento? A quem defraudei? A quem oprimi? E das mãos de quem aceitei suborno para encobri os meus olhos? E vo-lo restituirei” (I Sm 9:2,3). Que belo testemunho, não é? (A nossa reputação faz calar os nossos inimigos, falta-lhes coragem para enfrentar a nossa honra). O seu estilo de vida era reconhecido pela sociedade naquela época que confirmaram tudo quanto ele falou em público “Em nada nos defraudaste”. Esse belo exemplo deve ser dado nos dias de hoje pelos líderes cristãos, no entanto muitos deles tem sido motivo de escárnio.

            A reputação deve sempre ser vista na vida dos homens de Deus, quando lemos o texto em apreço notamos que havia um conceito espiritual. Samuel era reconhecido como um homem de Deus que falava a verdade, e tudo quanto ele falava sucedia infalivelmente, ele era um homem digno, honrado, seu testemunho comoveu os corações naquela solenidade de transmissão de cargo, ele não mais seria juiz do povo, mas continuaria com o extraordinário título de homem de Deus. Será que não podemos ter a mesma honradez daquele homem? No conceito de Paulo devemos ser considerados como ministros de Cristo e despenseiros fiéis “Que os homens nos considerem como ministros de Cristo e despenseiros dos mistérios de Deus. Além disso, requer-se dos despenseiros que cada um se ache fiel” (I Co 4:1,2). (A dignidade não tem preço, é o maior patrimônio que o ser humano pode ter.)

Pr. Elis Clementino – Paulista –PE

AD Excelência

domingo, 30 de abril de 2017

ESBOÇO 755 - A LEI E A GRAÇA

ESBOÇO 755
TEMA: A LEI E A GRAÇA
TEXTO: ROMANOS 5:6-8

                No amor divino é revelada a sua graça, é impossível encontrar alguém que nos amasse tanto, podemos ver quão maravilhoso é o amor de Deus, um amor sem limite (Jo 3:16). “Deus exaltou Soberanamente a sua graça fazendo com que fossemos aceitos na condição de pecadores e ímpios Porque Cristo, quando nós ainda éramos fracos, morreu a seu tempo pelos ímpios. Dificilmente alguém morreria por um justo; pois poderá ser que alguém se anime a morrer. Mas Deus prova o seu próprio amor para conosco, pelo fato de ter Cristo morrido por nós, sendo nós ainda pecadores.” (Rm 5:6-8).

1. A lei
A lei de foi proclamada Deus e promulgada por Moisés no Monte Sinai em forma de dez mandamentos para todo povo, dali para frente não seria mais como antes quando Deus falava diretamente com o homem. Deus estabeleceu princípios éticos para todos soubesse que as leis deveriam ser cumpridas na sua íntegra (Ex 20:1-17), porém todo aquele que a transgredisse cometia pecado “Todo aquele que pratica o pecado transgride a Lei; de fato, o pecado é a transgressão da Lei.” (I Jo 3:4). A lei era boa e justa e quem a transgredisse sofreria as conseqüências dos seus próprios pecados (Lm 3:39).

2. A graça
Graça é um termo que eu considero indefinido, embora existam algumas definições, mas, eu considero uma expressão mais apropriada é que ela é o favor não merecido, a graça é o amor em ação, com isso os pecados do arrependido são cancelados (At 3:19). Graça é um vocábulo usado no Novo Testamento, ela é uma palavra grega “charis”, que significa “favor”, esse favor divino é alcançado através da sua graça manifestada “Cristo” “Porquanto, a graça de Deus se manifestou salvadora para todas as pessoas. Ela nos orienta a renunciar à impiedade e às paixões mundanas e a viver de maneira sensata, justa e piedosa nesta presente era...” (Tt 2:11). A graça não isenta o homem da condenação quando ele vive na pratica do pecado, assim sendo ele perde a entrada no reino dos céus... (Jo 8:21,24), “Mas o que pecar contra mim violenta a própria alma. Todos os que me aborrecem amam a morte.” (Pv 8:36)

3. Contraste entre a Lei e a Graça
1. A lei proíbe e exige (Ex 20:1-17);
2. A Graça, Deus rogando e concedendo (2 Co 5:18,21);

3. Ministério de condenação (Rm 3:19);
4. A Graça ministério de perdão (Ef 1:7);

5. A lei condena (Gl 3:10);
6. A Graça redime da condenação (Gl 3:13; Dt 21:22,23);

7. A Lei mata (Rm 7:9,11);
8. A Graça vivifica (Jo 10:10);

9. A lei fecha todas as bocas diante de Deus (Gl 3:19);
10. A Graça abre as bocas para o louvá-lo (Rm 10:9,10; Sl 107:2);

11. Distancia da culpa entre o homem (Ex 20:18,19);
12. Aproxima de Deus o homem culpado (Ef 2:13);

13. A Lei, olho por olho dente por dente (Ex 21:24);
14. Não resistais ao perverso; qualquer que ferir a face direita dê também a outra (Mt 5:39);

15. A Lei diz faze e viverás (Lc 10:28);
16. A Graça diz: Crê e viverás (Jo 5:24);

17. A Lei condena totalmente (Fp 3:4-9);
18. A Graça justifica gratuitamente (Lc 23:34; Rm 5:6; I Tm 1:15; I Co 6:9-11);

19. A lei sistema de provação (Gl 3:23-25);
20. A Graça é um sistema que favorece (Ef 2:4,5);

21. A Lei apedreja até a morte (Dt 22:21);
22. A Graça não condena (Jo 8:1,11);

23. Na Lei a ovelha morre pelo pastor (I Sm 7:9; Lv 4:32);
24. Na Graça o pastor morre pela ovelha (Jo 10:11).

                A lei serviu de aio, ou seja, tutor até que a graça fosse revelada – “Mas, antes que viesse a fé estávamos sob a tutela da lei, e encerrados para aquela fé que se havia de manifestar. De maneira que a lei nos serviu de aio para conduzir a Cristo, para que pela fé fossemos justificados. Mas, depois que veio a fé, já não debaixo de aio (Gl 3:23-25). Amados o aio representa a lei revelada através de Moisés “os dez mandamentos”, ela foi necessária para nos conduzir a Cristo, já a fé representa o evangelho de Jesus Cristo, a GRAÇA salvadora e por ela somos salvos (Ef 2:8-10). A graça revela o profundo amor divino.

Pr. Elis Clementino – Paulista –PE

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sexta-feira, 21 de abril de 2017

ESBOÇO 754 DISSENÇÃO DA IGREJA DE CORÍNTIOS

ESBOÇO 754
TEMA: DISSENÇÕES DA IGREJA DE CORÍNTIOS
TEXTO: I CORÍNTIOS 1:10

                O ser humano nunca aprendeu a conviver com as diferenças, nos parece que quanto mais o mundo se evolui vai ficando cada vez mais distante dessa realidade. Cada indivíduo precisa buscar o equilíbrio e aprimorar o seu relacionamento com grupos sociais, família e igreja para que evitemos muitos conflitos ou encontrar saída para os conflitos. Sabemos que não é novidade, em qualquer grupo social há divergências, mas é preciso buscar equilíbrio, pois somente assim evitamos os confrontos que são danosos para o ser humano. Destacaremos alguns problemas na Igreja de Coríntios nos dias de Paulo.

1. Os problemas na igreja de Coríntios
Paulo foi informado que na Igreja estava havendo dissensões, a Igreja estava dividida em quatro facções, uns diziam eu sou de Apolo, outro de Cefas, outro de Paulo e outro de Cristo, pressuponho que esse último grupo parecia ser o melhor, no entanto era o pior porque eles não obedeciam a ninguém nem mesmo a Cristo. Os crentes deixaram de estarem focados em Deus para discutirem para saberem qual deles seria o favorito (I Co 1:11-13), nessa disputa certamente havia despique, porque as dissensões promovem essas coisas. Na igreja há pessoas de diversas naturezas, mas é possível viverem em harmonia, podendo de alguma maneira discordar de algumas coisas, mas sem confrontos, no entanto levemos em consideração que as nossas idéias e pensamentos não podem prevalecer em todos os momentos.

2. As causas
Há vários motivos pelos quais surgem as contendas entre elas estão:
(1) O Egoísmo, o egoísta acha que somente ele merece toda atenção e que tudo que ele pensa dever ser considerado; (2) A ambição, a cobiça conduz o homem a valorizar coisas acima da vida, ele é capaz de tudo, roubar e matar. Algumas pessoas para serem vistas com destaques é capaz de fazer qualquer coisa para conseguir isso, principalmente à ambição por liderança e poder, Atualmente isso tem sido um grande mal que vem crescendo e prejudicando pessoas de todas as camadas da sociedade, inclusive a Igreja de Cristo. (Eu perguntei a um irmão qual seria a sua denominação ele me respondeu que era do fulano de tal (um líder religioso de uma grande igreja, eu respondi: Você não me entendeu, eu não perguntei quem era o seu dono, e sim a denominação), por isso dá para entender o que passa na cabeça desses crentes em relação aos seus “donos”.

A Igreja de Coríntios não era diferente, uns diziam eu sou de Paulo, outro de Apolo, outro de Céfas e outro diziam eu sou de Cristo, quando somente Cristo morreu por eles, por ventura não é o que se vê hoje? (3) O ciúme, ele é a incapacidade de ver o sucesso dos outros, outra características do ciumento é o exclusivismo. (4) Idolatria, ela elevas as pessoas ou coisas como fossem um Deus, capaz de fazer qualquer coisa por eles, os líderes religiosos não devem aceitar e nem alimentar esse tipo de coisa (5) O espírito mundano, ele tem causado muitas dissensões no meio do povo de Deus, as contendas causam prejuízo, Deus abomina qualquer tipo de contenda, principalmente os semeadores de contendas.

3. A correção
Paulo estava corrigindo um problema muito grave, uma igreja com essa dificuldade se não for tratada certamente será fragmentada e as conseqüências serão as piores possíveis, Paulo faz apelo para o bom senso, com perguntas básicas dizendo: (1) Eu por ventura vos batizei? (2) Quem morreu por vocês? (3) Cristo está dividido?

                Atualmente em muitas Igrejas acontecem às mesmas coisas, nenhuma está isenta, todas têm problemas, uns maiores e outros menores. Todos esses problemas vão sendo corrigidos com os ensinamentos da palavra de Deus, ela é a água que limpa, prumo que nos alinha no sentido vertical, ou seja, a Deus, e o nível aferi o nivelamento da comunhão uns para com os outros, mas para isso os líderes deve ser exemplo, basta entender o que escreveu Lucas e Pedro (At 20:28; I Pe 5:3), no entanto não somos donos da Igreja. Paulo mostrou que nenhum deles eram proprietários da Igreja, mas plantadores e regadores e não se orgulhassem disso porque Deus é quem dá o crescimento. Cuidado não se orgulhe e nem se ufanem, mesmo que você ache que já fez tudo aprenda a lição que Jesus nos deixou (Lc 17:7-10). Devemos reconhecer os nossos líderes, mas sem idolatrá-los, porque idolatra não é somente aquele que adora imagem de escultura, o pior, eu conheço igrejas pentecostais (AD) com foto poste do pastor da igreja na parede, o obreiro que não colocar lhe é cobrado fidelidade.  Cuidado!

Pr. Elis Clementino- Paulista-PE
AD Excelência


quinta-feira, 20 de abril de 2017

ESBOÇO 753 A CEIA DO SENHOR

ESBOÇO 753
TEMA: A CEIA DO SENHOR
TEXTO: I CORINTIOS 11:23-34

                A santa ceia é um cerimonial que substituiu a páscoa, uma das principais festas judaica, é uma comemoração sagrada alusiva à libertação do povo hebreu da escravidão do Egito. A ceia foi instituída por Jesus Cristo para ser comemorada até o seu retorno para buscar a sua igreja, os principais elementos básicos eram o PÃO e o VINHO (I Co 11:26), uma festa da comunhão comemorada com alegria, ela revela o caráter e a unidade da igreja, além disso era um festejo de compartilhamento, chamada festa do amor entre os cristãos.

1. A ceia do Senhor também era uma festa da redenção e remissão, ou seja, o resgate do gênero humano por Jesus Cristo sob o aspecto da libertação da escravidão do pecado (Ef 1:7; Hb 5:14). Essa celebração se dava em cinco aspectos: (1) Jesus o libertador (Lc 4:8; Is 61:1); (2) Uma festa alegre; (3) Com fraternidade; (4) Com reverencia; (5) Era para os que criam (Hb 9:17,18).

2. Uma festa em memória de Jesus Cristo (Lc 22:19; I Co 11:24,25)
2.1. Uma memória da libertação, assim como Israel festejou a sua libertação do Egito, assim se soleniza a libertação do pecado;
2.2. A santa ceia é em memória do seu sofrimento e da sua morte no calvário, pois assim como era necessário ser sacrificado um cordeiro pascoal, Jesus o nosso cordeiro que pelo seu sangue nos redimiu (I Pe 1:19).
2.3. A inauguração de uma nova aliança firmada com esse sacrifício em lugar a antiga lei do Sinai (Ex 24:3-8), era uma nova lei escrita com sangue, no calvário.

3. Quem participava;
Nem todos podiam participar porque era testemunho de fé dos participantes.
3.1. Era somente para aqueles que seguiam a Cristo, assim como nenhum incircunciso podia participar da festa da páscoa, mas somente aqueles que experimentaram a redenção pelo sangue de Jesus Cristo (Ex 12:43-48).
3.2. É uma festa de comunhão mútua e nenhum membro da família podia faltar (Ne 9:13), mas somente os membros do corpo de Cristo podiam entrar e participar da santa ceia.
3.3. Era um momento de adoração, onde todos os membros oferecem sacrifícios de louvor, é um ato brioso (I Co 11:20; Hb 13:15).

4. Devemos participar da santa ceia do Senhor
4.1. Este é um dos mais sublimes cerimoniais para o membro em comunhão;
4.2. Participamos dele para melhor e não para o pior (I Co 11:1);
4.3. Todos participantes deviam estar conscientes da importância e os valores das substancias contidas neste cerimonial sagrado comendo do pão e bebendo do vinho (I Co 11:24,25).

5. De que maneira não devemos participar da santa ceia do Senhor?
5.1. Sem discernir os dois emblemas utilizados na ceia (I Co 11:29);
5.2. Menosprezando a igreja sem reconhecer os valores da unidade, normas, propósitos e a sua relação com Cristo (I Co 11:22);
5.3. Não comer indignamente (I Co 11:27);
5.4. Fazer um auto-exame antes de participar, porque quem comece indignamente comia e bebe para a sua própria condenação (I Co 11:28);
5.5. Não proceder como a igreja de Coríntios de maneira incorreta e egoísta, eles perderam o foco principal da santa ceia, comiam demais e bebiam e assim se embriagavam enquanto os mais pobres voltavam para as suas casas com fome (I Co 11:34). Devemos tomar a santa ceia do Senhor de maneira digna, descente, ordeira e reverente por seu ela um cerimonial sagrado.

6. As três classes de pessoas na igreja pela irreverência.
6.1. Os fracos são aqueles crentes que não reverenciam o corpo e o sangue de Cristo que é representado pelo pão e o vinho, contraindo juízo para si (I Co 11:29,30);
6.2. Doentes, as doenças podem ser contraídas por diversos motivos, elas podem ser físicas ou espirituais, algumas pessoas foram entregues a Satanás por irreverências aos atos sagrados e a igreja do Senhor (I Co 5:5; I Tm 1:20; At 5:1-11);
6.3. Muitos que dormem, os que participam da santa ceia de maneira irreverente contraem justiça divina para si, a morte pode estar relacionada à morte física e espiritual (I Co 11:30. Este versículo define o juízo.
               
                A sensatez honra os atos sagrados da casa de Deus, a irreverência tem tido a primazia da reverencia, principalmente em relação à palavra de Deus, na explanação da mesma. A pregação da palavra tem causado comichão nos ouvidos como disse Paulo a Timóteo, muitos crentes querem ouvir o que gosta, ou aquilo que cause sensação de prazer, movimentos que em nada edificam. Paulo conclama a todos os cristãos oferecerem a Deus o culto racional (Rm 12:1). Principalmente a santa ceia do Senhor, nesse memorial o crente deve participar reverentemente refletindo os acontecimentos do calvário.

Pr. Elis Clementino – Paulista –PE

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