terça-feira, 1 de agosto de 2017

ESBOÇO 776 VINHO NOVO EM ODRES VELHOS

ESBOÇO 776
TEMA: VINHO NOVO EM ODRES VELHOS
TEXTO: Não se coloca tampouco vinho novo em odres velhos; do contrário, os odres se rompem, o vinho se derrama e os odres se perdem. Coloca-se, porém, o vinho novo em odres novos, e assim tanto um como outro se conservam. (Mt 9:17; Lc 5:37)

Essa é uma das parábolas de grande significado para os seguidores do sistema religioso antigo, com essa missiva, Jesus não queria simplesmente falar dos sabores dos vinhos da época e nem dos odres onde se punham os vinhos, mas enfatizar a necessidade de algo novo representando a novidade do evangelho, o que Jesus estava apresentando não era um sistema religioso saturado de coisas velhas, mas totalmente novo, não um remendo novo em vestido velho.

1. Odres
Os odres consistiam de couro de cabras costurados nas extremidades formando uma bolsa e nele se punha-se os vinhos, entretanto os vinhos novos não podiam serem postos em odres velhos, pois estes já tendo perdido a elasticidade se romperiam com a fermentação dos vinhos novos, embora após a fermentação poderia ser posto em qualquer odre (Lc 5:37).

2. Vinhos
Comumente diz-se que, o vinho quanto mais velho mais delicioso, esse é um conceito natural que se tem a respeito dos vinhos que passam por longo processo de fermentação, porém mesmo após do seu engarrafamento ainda continua a sua apuração. Jesus não estava literalmente falando sobre sabor de vinhos e tampouco se era novo ou velho, mas expressar verdades sobre algo novo trazida por ele, o vinho novo a que se referia era o melhor, e ninguém podia contrariar o que ele estava dizendo, pois era uma verdade expressada figuradamente. Jesus falava sobre a novidade “o evangelho” pois o sistema religioso antigo precisava ser mudado e essa mudança deveria acontecer (Lc 5:39), mas o equilíbrio era necessário, tanto o vinho quanto o odre veja em (Mt 9:17)

Muitas pessoas estão apegadas naquilo que acham ser bom, quando Deus quer dar-lhes o melhor. Os fariseus indagavam a doutrina de Jesus, mas estavam apegados às tradições antigas. Hoje em dia ocorrem às mesmas coisas, muitos conhecem as verdades do evangelho, mas rejeitam, preferindo as tradições antigas. Jesus abona o melhor “o vinho novo”, embora muitos ainda prefiram o vinho velho “as tradições” como já dissemos.

Atualmente muitas pessoas continuam rejeitando as novas do evangelho apegando-se as tradições e preceitos religiosos, a fidelidade as tradições antigas podem impedir que as pessoas desenvolvam a sua fé no evangelho de Cristo.

O evangelho não pode se moldar as tradições, o novo não pode combinar com os padrões antigos, o evangelho não combinava com os sistemas legalistas das religiões, entendemos que o evangelho apresentava a graça; o judaísmo à observação das leis, bem como às regras. Jesus veio trazer o perdão e a reconciliação do homem por meio do novo “evangelho”. Para os antigos fariseus persistiam em continuar porque o velho vinho da lei era o melhor. (Lc 5:39).

Em um casamento em Caná da Galiléia Jesus provou através de um milagre que o seu vinho novo era o melhor (Jo 2:1-11). Sem ele não haveria algo novo “o evangelho” ele é incomparavelmente o melhor, ele dispensa qualquer outro representado pelas tradições humanas e os legalismos das religiões, “Jesus é o melhor” ele substituiu a aliança antiga por uma nova por meio do evangelho. O mesmo princípio se aplica na parábola por remendo novo em vestidos velhos (Mt 9:16), assim é a nossa vida egoísta e pecaminosa não pode ser remendada, temos que excluir as nossas roupagens velhas e nos vestirmos de uma nova roupa ou criatura. O novo resulta em regeneração e uma nova vida com Deus através do evangelho.

Pr. Elis Clementino – Paulista – PE
AD Excelência


ESBOÇO 775 ALFA E ÔMEGA



ESBOÇO 775
TEMA: ALFA E ÔMEGA
TEXTO: Eu Sou o Alfa e o Ômega, o Primeiro e o Derradeiro, o Princípio e o Fim. Apocalipse 22:13

            Tudo nesta vida tem começo e fim, tudo passa os homens e os animais, no entanto só existe um que está fora do tempo, porque o tempo e o modo pertencem somente a ele, Deus e seu filho Jesus Cristo, ele é representado nas escrituras com duas letras do alfabeto grego Alfa e Ômega

1. O alfa
O termo alfa serve para designar a primeira letra do alfabeto grego, entretanto há vários textos bíblicos que apresentam Jesus Cristo como alfa, isso fala da sua preexistência, ou seja, ele é o primeiro e antes de todas as coisas, ele conhece e transcende todas elas, tudo foi criado por ele, e sem ele nada do que foi feito se fez (Jr 27:5; Jo 1:3,10; Cl 1:16; Ef 3:9; Hb 1:2,3). A sua eternidade é conhecida através das escrituras, ele próprio diz: Eu sou o Alfa e Ômega, ou seja, começo e o fim.

2. Ômega
A última, isso significa que Jesus Cristo é o fim de todas as coisas (Ap 22:13), nem a eternidade para ele é o limite, porque ele é a eternidade. Entendemos que nele começa e termina todas as coisas.

3. O tempo
Jesus Cristo está fora do tempo, ele é o eterno agora, está sobre os tempos e as estações, ele tem o domínio de tudo. O fator tempo designa os limites e as impossibilidades humanas. Jesus Cristo não conhece limites e nem impossibilidades (Lc 1:37).

            A Jesus Cristo o amém, a ele pertence toda honra, glória e louvor dos justos, ele é galardoador dos que lhe buscam, e todas as promessas são nele confirmadas no amém (2 Co 1:20).

Pr. Elis Clementino – Paulista -PE
AD Excelência

sábado, 29 de julho de 2017

ESBOÇO 774 O FOGO ARDERÁ CONTINUAMENTE SOBRE O ALTAR.



ESBOÇO 774
TEMA: O FOGO ARDERÁ CONTINUAMENTE SOBRE O ALTAR.
TEXTO: LEVITICO 6:1-13

            O Senhor deu ordens a Moisés sobre a expiação pelo pecado, quando uma pessoa pecasse contra outra, esta deveria oferecer um sacrifício pelo seu pecado, mas no dia do sacrifício o transgressor deveria trazer também a reparação pela propriedade que havia sido perdida ou maltratada, mas também teria que pagar o preço que seria o quinto valor da mesma. Deus compreendia que devia haver tanto a reparação quanto o sacrifício com a oferta, se observarmos o que Jesus falou, certamente ele se referia a isso; - “Eu, porém, vos digo que qualquer que, sem motivo, se encolerizar contra seu irmão, será réu de juízo; e qualquer que disser a seu irmão: Raca, será réu do sinédrio; e qualquer que lhe disser: Louco, será réu do fogo do inferno. Portanto, se trouxeres a tua oferta ao altar, e aí te lembrares de que teu irmão tem alguma coisa contra ti, deixa ali diante do altar a tua oferta, e vai reconciliar-te primeiro com teu irmão e, depois, vem e apresenta a tua oferta. Concilia-te depressa com o teu adversário, enquanto estás no caminho com ele, para que não aconteça que o adversário te entregue ao juiz, e o juiz te entregue ao oficial, e te encerrem na prisão.” Mateus 5:22-25.

1. As obrigações do Sacerdote
1.1 O Sacerdote fará a expiação pelo pecador diante do Senhor, com esse ato seria perdoada de qualquer coisa que fez, se tornando sem culpa (Lv 6:7);
1.2. Os sacerdotes teriam que manter queimando o holocausto durante toda a noite até pela manhã, e o fogo arderá nele;
1.3. As vestimentas dos sacerdotes deveriam ser de linho, e vestirá as calças de linho, sobre a sua carne, e levantará a cinza, quando o fogo houver consumido o holocausto sobre o altar, e porá junto do altar;
1.4. Havendo feito isso eles tiravam as suas vestes, e vestiam outras vestes; e saiam com as cinzas para fora do arraial para um lugar que fosse limpo.
1.5. Manter o fogo aceso sobre o altar, os sacerdotes teriam por lenha sobre ele, além disso pôr em ordem o holocausto sobre o altar para que fosse queimada as gorduras das ofertas pacíficas. E o fogo arderá sobre o altar e não se apagará.

2. Jesus Cristo o sacerdote perfeito
O cerimonial da oferta e do sacrifício foi cumprido por Jesus Cristo, o perdão e a reconciliação do homem com Deus, ele aboliu todo aquele ritual que os sacerdotes teriam de cumprir durante e depois do cerimonial. Jesus foi o sacerdote perfeito, ele fez com que o altar da vida espiritual permanecesse aceso constantemente sem a necessidade de pôr a lenha sobre o altar como era exigido (Lv 6:13), para manter o altar da vida espiritual basta ter uma vida de íntima comunhão com Cristo, dessa maneira provamos que o altar divino em nós está acesos, há um hino que diz “o nosso corpo é holocausto vivo, devemos colocá-lo no altar, para queimar a noite inteira até o dia clarear.” Pressuponho que o dia irá clarear com a iminente volta de Cristo para os seus, portanto devemos manter aceso o nosso altar, o que significa a presença de Deus em nós.

O nosso corpo deve ser apresentado a Deus como sacrifício vivo, santo e agradável a Deus. Jesus aboliu o sacrifício de animais, porque ele foi para o sacrifício o cordeiro perfeito, sem mancha e sem ruga e sem a necessidade de sacrificar animais ele entregou-se em um ato sacrificial para nos redimir, levou sobre si os nossos pecados e sobre as suas pisaduras fomos sarados, o castigo que resultou em nossa paz estava sobre ele (Is 53:3); Rm 6:2-7). O nosso sacrifício deve ser completo, porque somente será aceito se estivermos comunhão uns com os outros, muitas vezes queremos oferecer a Deus sacrifícios, mas odiando o irmão, a este ele diz: primeiro reconciliar-te com ele, e depois trazer a sua oferta ao altar.

Pr Elis Clementino – Paulista -PE
AD Excelência