segunda-feira, 9 de outubro de 2017

ESBOÇO 797 A SALVAÇÃO PREFIGURADA NO SACERDÓCIO LEVÍTICO.

ESBOÇO 797
TEMA: A SALVAÇÃO PREFIGURADA NO SACERDÓCIO LEVÍTICO. TEXTO: HEBREUS 7:21

A salvação é prefigurada de uma maneira muito clara no sacerdócio levítico, prefiguração esta que oferece muitos detalhes específicos sobre os diversos aspectos da salvação realizada na Cruz do Calvário por Jesus, o Sumo Sacerdote da nossa confissão (Hb 3:1).

I. CONSTITUIÇÃO DO SACERDÓCIO LEVÍTICO.
1. O sumo sacerdote. Era constituído, para ser mediador entre Deus e os homens (Hb 5:1), no tocante a expiação do pecado; portanto, uma figura de Jesus, o único Mediador entre Deus e o pecador (I Tm 2:5; Jo 10:10; 14:6).
2. A expiação do pecado. Esta era a função principal do sacerdote (Hb 8:3). Ao fazer este trabalho para si e o povo, os pecados eram perdoados (Lv 4:20, 26,31; 5:10, 13; 16:18). Aquilo era um adiantamento do preço do perdão de Deus, que Jesus pagaria com seu próprio sangue na “plenitude dos tempos” (At 20:28; Gl 4:4). Quando Cristo realizava seu ministério terreno, Ele tinha uma responsabilidade dupla: Cumprir o que os salvos do Antigo Testamento esperavam, pois eram perdoados na esperança de que alguém no futuro pagasse o preço do perdão (Rm 3:25), o que foi feito por Jesus com o seu próprio sangue; propiciar a salvação para os que existiam em seus dias e viveriam depois dele, como nós.

II. SEMELHANÇA ENTRE OS SUMOS SACERDOTES, ARÃO E JESUS.
“Entre muitas, a semelhança principal entre Arão e Jesus, como sacerdotes, está no serviço diante do Senhor, como mediadores entre o povo e Deus, para o perdão dos pecados e a comunhão com o Criador (Hb 5:1; 10:21, 22). Outras podem ser vistas.
1. Na chamada. Arão foi chamado por Deus (Hb 5:4); Jesus foi constituído Sacerdote pelo Pai (Hb 5:5, 6).
2. Na santificação. Arão foi lavado publicamente com água (Lv 8:6). Isto fala da pureza e testemunho público. Jesus foi achado sem pecado pelos inimigos, (Mt 27:4, 19); demônios (Mc 1:13, 24); e o público em geral (Mc 7:37); por seus seguidores (II Co 5:21); e Deus Pai (Mt 17:5).
3. Nas vestes. Era uma roupa diferente em relação aos demais, chamada de “vestidos santos” (Ex 28:2; 31:10), e constituída de várias peças feitas conforme a revelação de Deus (Ex 28:4-43), as quais mostravam o caráter e a natureza de Cristo. Vejamos resumidamente esta simbologia:
a) Túnica de linho (Ex 28:39). Sua pureza, perfeição e justiça (Hb 7:26; Ap 19:8).
b) Cinto de linho (Ex 28:39). Seu serviço (Is 22:21; Lc 17:8; Jo 13:14; Fp 2:6, 7).
c) Manto do Éfode (Ex 28:31-35). Sua procedência celestial (I Co 15:45-49).
d) Éfode (Ex 28:6-12). Sua natureza celestial e humana (Mt 3:15, 16; 8:24-26).
e) Peitoral (Ex 28:15-21). Seu amor (Mt 9:36; 14:14; 15:32; 20:34; Ap 1:5).
f) Mitra (Ex 28:38). Sua obediência e santidade (At 3:14; Fp 2:6-8).
4. Na unção. Depois de vestido deveria ser ungido com azeite (Ex 29:7), figura da unção que caracterizou o ministério de Jesus (Lc 4:18; At 10:38).
5. Na consagração. Algumas vítimas eram sacrificadas, que prefiguram a Obra realizada por Jesus. O novilho (Lv 8:14-17), sacrificado pelo pecado do sacerdote. Uma parte era queimada sobre o altar, e outra fora do arraial, como símbolo da expiação feita no Gólgota (Hb 13:11-13); o primeiro carneiro (Lv 8:18-21) constituía o sacrifício de cheiro suave, queimado totalmente sobre o altar, e prefigura a entrega completa de Jesus no seu serviço (Ef 5:2; Fp 2:6-8); o segundo carneiro (Lv 8:22-32), sacrifício de ação de graça, o seu sangue deveria ser colocado na orelha direita, no polegar da mão direita, e no polegar do pé direito do sacerdote, espargido sobre seus vestidos, isso significava o serviço do sacerdote protegido e purificado pelo sangue do cordeiro (Ap 1:5; 22:14), e, no tocante a Cristo, sua perfeição moral.

III. CRISTO, O SUMO SACERDOTE PERFEITO.
O sacerdócio de Cristo é perfeito, eterno e supera o de Arão em:
1. Eficiência maior. Arão sacrificava animais (Hb 9; 12,13), enquanto Jesus foi o próprio Cordeiro (Hb 9:12, 14,23); Arão repetia os sacrifícios todos os dias (Hb 9:25; 10:1-3), enquanto Jesus ofereceu sua vida num único e definitivo sacrifício (Hb 9:28); Lugar. Arão entrava no lugar Santo dos Santos uma vez por ano (Hb 9:7), enquanto Jesus, ao morrer e ressuscitar penetrou no próprio Céu (Hb 8:1, 2; 9:24); Pecado. Arão tinha que apresentar sacrifício pelo seu próprio pecado (HB 9:7), enquanto Jesus não necessitava disso, pois Ele não era o culpado (Hb 7:26); Morte. O falecimento de Arão o impediu de sacrificar (Hb 7:23), enquanto Jesus continua com seu ministério sacerdotal (Hb 7:24); Remoção. O sacrifício de Arão não removia a transgressão (Hb 10:4, 11), enquanto o de Jesus tira o pecado (Jo 1:29; Hb 10:12, 14)
2. Ordem maior. Conforme a ordem de Melquisedeque (Hb 5:6, 10; 7:17) , um sacerdote completo.
3. Coisas melhores. Através de um sacrifício melhor, para a salvação humana (Hb 9:23).

Cristo o nosso Sumo Sacerdote está nos céus, no verdadeiro Santuário, aonde intercede por nós perante a face do Pai (Hb 9:24). Também nos constituiu sacerdotes para Deus, a fim de vivermos ao redor do altar do Senhor com toda a santificação, para honrar-lhe e também exercer este sublime ministério, em prol dos pecadores “E Ele é a propiciação pelos nossos pecados, mas também pelos de todo o mundo” (I Jo 2:2).

Pr. Elis Clementino.

sábado, 7 de outubro de 2017

ESBOÇO 796 AMOR

ESBOÇO 796
TEMA: AMOR
TEXTO: Ainda que eu falasse as línguas dos homens e dos anjos, e não tivesse amor, seria como o metal que soa ou como o sino que tine. E ainda que tivesse o dom de profecia, e conhecesse todos os mistérios e toda a ciência, e ainda que tivesse toda a fé, de maneira tal que transportasse os montes, e não tivesse amor, nada seria. E ainda que distribuísse toda a minha fortuna para sustento dos pobres, e ainda que entregasse o meu corpo para ser queimado, e não tivesse amor, nada disso me aproveitaria. I Coríntios 13:1-3.

I. Amor
O amor é a base de tudo, ele teve origem divina, o amor é a maior revelação daquele que nos amou primeiro “Deus”. O Apóstolo João define dizendo: “Deus é Amor” (I Jo 4:8), ele também apresentou as características do amor, embora seja impossível definir por completo o seu significado, o amor é a maior expressão que o ser humano pode ter para com o próximo. Sem o amor nada adianta (I Co 13:1-3). Embora não seja fácil definir de maneira mais irretorquível, mas entendemos ser afeição pelo próximo, o amor se revela de várias maneiras. Etimologicamente, o termo “amor” originou-se a partir do latim “amor”, palavra que tinha justamente o mesmo significado que atualmente: sentimento de afeição, paixão e grande desejo. O amor físico ou Eros representa o amor entre casais, sentimento que envolve uma forte ligação afetiva e, em geral, uma ligação de natureza sexual.  

II. Ideias filosóficas sobre o amor
“Afeição, grande amizade, ligação espiritual. Sentimento que faz com que os indivíduos afigurem o belo, digno ou grandioso. Essas são algumas das definições encontradas no grande Aurélio, mas, para os filósofos o que é o amor? Bem, o amor vai além das aparências estéticas e de ordem interior. Amar, segundo alguns filósofos é a busca do sujeito por algo que falta. Sabe quando as pessoas citam que estão sentindo um vazio dentro de si mesmos? Isso pode ser uma predisposição a busca do amor, no entanto tem estrita relação com a filosofia, pois, nasce como um amor pelo saber que se compreende na procura de mais conhecimento segundo Platão (427-343 a.C.) no famoso livro O Banquete. “Uma brilhante obra considerada um clássico da literatura filosófica ocidental! Indicada a todos aqueles cujo espírito elevado busca enaltecer-se em meio às reflexões sobre o amor suas origens e os mitos que o envolvem. Espaço para uma profunda reflexão acerca do papel do amor na sociedade contemporânea O Banquete é uma convite ao repensar as práticas da atualidade e aquelas enraizadas na clássica sociedade grega.” Se bem que para as pessoas o verdadeiro amor é um sentimento de busca pelo que se falta, e algumas delas não atentam para o fato desse vazio poder ser preenchido por uma diversidade de objetos. Amar é buscar no outro satisfação de carências emocionais e espirituais.” O amor reage com entusiasmo por algo e interesse em fazer o bem as pessoas, como também à natureza e os animais.

III. O amor a Deus e a Cristo
O amor a Cristo apresenta uma ligação de caráter religioso, esse é um sentimento de devoção e adoração, este tipo de amor é conhecido como Ágape, amor incondicional, ele é único e impossível de ser descrevido com exatidão. É um mandamento divino amar a Deus. Esse mandamento é praticado por muitas religiões cristãs.

IV. Os atributos do Amor
O Apóstolo Paulo citou algumas características do amor dizendo: O amor é sofredor, é benigno; o amor não é invejoso; o amor não trata com leviandade, não se ensoberbece. Não se porta com indecência, não busca os seus interesses, não se irrita, não suspeita mal; não folga com a injustiça, mas com a justiça e a verdade; Tudo sofre, tudo crê, tudo espera, tudo suporta (I Co 13:4-7

                O amor ultrapassa fronteiras, ele é tudo isso que Paulo escreveu, e muito mais, todo aquele que ama a Deus tem o seu amor, como podemos declarar amar a Deus e odiar seu irmão? (I Jo 4:20). Atualmente esse é um sinal dos fins dos tempos causado pelo crescimento do pecado (Mt 24:7), pois o amor divino em nós reflete nas outras pessoas, irmãos vivemos tão pouco nesse mundo e mesmo assim não aproveitamos o tempo para amar os nossos semelhantes, odiamos e atropelamos a sua vida. Não gaste o seu tempo atropelando pessoas, ao invés disso ame-as de verdade.


Pr. Elis Clementino

terça-feira, 3 de outubro de 2017

ESBOÇO 795 PRESO POR AMIZADES

ESBOÇO 795
TEMA: PRESO POR AMIZADES
TEMA: (SL 1:1; PV 1:15)

                Amizade, um sentimento de afeição, apreço entre pessoas, amigos e companheiros, pois bem até onde deve ir uma amizade entre pessoas? Tudo tem seus limites, os direitos das pessoas não podem ser violados por amizades. Uma verdadeira amizade envolve consideração, companheirismo e respeito com reciprocidade, somente assim ela será saudável e duradoura, pois uma amizade não deve ser feita para poucos dias, mas para toda vida, por isso é necessário selecionar as amizades, pois nem todas as pessoas podem ser nossos amigos.

Amizade e Jugo desigual
Uma amizade que não há respeito e que interrompa os bons costumes do outro é muito ruim, gente assim será uma má companhia, e a quebra dessa amizade se transforma em ódio ou rancor. Muitos para não quebrar essa amizade se mantêm refém da outra, aceitando tudo normalmente, isso se constitui um perigo, pois há muitas pessoas que até o presente não conseguiram se livrar dos prejuízos de uma má companhia. “Bem-aventurado o homem que não anda segundo o conselho dos ímpios, nem se detém no caminho dos pecadores, nem se assenta na roda dos escarnecedores.” Sl 1:1); “Filho meu, não te ponhas a caminho com eles; desvia o teu pé das suas veredas;” (Pv 1:15), e quando você consegue livra-se delas é como se um fardo saísse de cima de você, por isso é muito perigoso uma má companhia, geralmente ela não termina bem, pois uma pessoa presa por uma amizade pode sofrer as consequências dela, cada indivíduo tem a capacidade de avaliar se aquela amizade vale a pena o ou não, caso identifique, antes que se torna uma amizade mais profunda é melhor de maneira indiscreta se separarem. A Bíblia apresenta os resultados de más associações são: Miséria (Nr 33:55; Jz 16:4); Apostasia (I Rs 11:2); Ira divina (2 Cr 19:2; Ed 9:14); Vergonha dos pais (Pv 28:7); Corrompimento (I Co 15:33).

Jugo desigual
Falamos em jugo desigual, mas o que realmente significa? Quando lemos o que Paulo escreveu em sua carta a igreja de Coríntios (2 Co 6:14), entendemos que ele se refere a comunhão entre pessoas incrédulas, a sociedade entre a justiça com a iniquidade ou a comunhão da luz com as trevas. Jugo desigual não dá certo. Os carros puxados pelos bois ele teriam que ter jugo igual, o jugo era uma barra de madeira que unia os bois a puxarem cargas, se eles forem desiguais torna-se difícil transportá-las.

Advertências
A Bíblia nos adverte a respeito do jugo desigual, as exigências prever a manutenção da pureza espiritual e da fé, porque o jugo diferente influencia e descaminha a pessoas de maneira sutil e silenciosa seja no comportamento, bons costumes e no desenvolvimento espiritual na igreja, é uma atuação do inimigo para desvirtuar o seu foco em servir a Deus, no entanto vejam algumas advertências: (1) Não seguir a multidão (Ex 23:2,33); (2) Guardar-se de fazer aliança com os ímpios (Ex 34:12; 1 Co 5:11; 2 Cor 6:14); (3) Não entrar no caminho dos ímpios (Sl 1:1; Pv 1:15; Pv 4:14; Pv 22:24; Pv 23:6); (4) Não ter inveja dos ímpios (Pv 24:1; I Cor 5:9).

Boas companhias
Elas une o útil ao agradável, é saudável, proveitosa e duradoura e não é interesseira. Os bons amigos prezam pelo bem-estar do outro, constrói qualidade inerentes de uma boa amizade. “A sabedoria o fará andar nos caminhos dos homens de bem e manter-se nas veredas dos justos.” (Pv 2:20); “Aquele que anda com os sábios será cada vez mais sábio, mas o companheiro dos tolos acabará mal.” (Pv 13:20); “Mas agora estou lhes escrevendo que não devem associar-se com qualquer que, dizendo-se irmão, seja imoral, avarento, idólatra, caluniador, alcoólatra ou ladrão. Com tais pessoas vocês nem devem comer.” (I Co 5:11); “Portanto, não participem com eles dessas coisas.” (Ef 5:7).

  Devemos nos afastar de qualquer amizade que nos afaste de princípios importantes, que nos influencie de maneira negativa no nosso comportamento e na nossa maneira de servir a Deus. Todo aquele que venha nos inquietar afetando a nossa fé dos bons princípios adquiridos precisamos de maneira sábia nos afastar sem gerar conflitos “Sou amigo de todos os que te temem e obedecem aos teus preceitos” (Sl 119:63). Cuidado para não se tornar presa de uma amizade que lhe corrompa com a s más conversações, pois elas interrompem os bons costumes (I Co 15:33). Não constitua amizade fina sem que primeiro atente para os passos de quem você for fazer amizade.


Pr Elis Clementino

segunda-feira, 2 de outubro de 2017

ESBOÇO 794 INVERSÃO DOS VALORES

ESBOÇO 794
TEMA: INVERSÃO DOS VALORES
TEXTO: “Ai daqueles que ao mal chamam bem, e ao bem, mal, que mudam as trevas em luz e a luz em trevas, que tornam doce o que é amargo, e amargo o que é doce!” Isaías 5:20

                Valores importantes da vida estão sendo desprezados em todo mundo, e em todas as classes da sociedade. Muitas autoridades estudam meios que possam amenizar fazendo com que a sociedade reveja seus valores que foram deixados pelo meio do caminho, mas pelo que estamos vendo está muito longe de se alcançar esse objetivo. A realidade é bem pior do que pensamos, a inversão dos valores, isso veremos no decorrer desse breve comentário.

A que se atribui a inversão?
Com o aumento do pecado e o distanciamento e abandono de Deus, o homem perdeu-se no meio do caminho, e ao mesmo modo os valores que são fundamentais para a valorização do próprio indivíduo. Essa inversão de valores tem um preço muito alto a pagar, sejam indivíduos, grupos sociais e nações, pois as violações as leis de Deus trazem implicações que resultam em sofrimentos amargos para todos, grandes e pequenos, finalmente todos são afetados (Dt 28:1-9), no texto é enfatizado a responsabilidade dos israelitas em obedecer a Jeová, ele havia o libertado do Egito para torná-lo o seu povo e guia-lo a terra prometida.

As condições impostas por Deus
Deus prometeu a abençoar o seu povo com todas as sortes de benção materiais e espirituais, mas sob uma condição para que recebesse essas bênçãos “Assim diz o Senhor, o teu Redentor, o Santo de Israel: Eu sou o Senhor teu Deus, que te ensina o que é útil, e te guia pelo caminho em que deves andar. Ah! se tivesses dado ouvidos aos meus mandamentos, então seria a tua paz como o rio, e a tua justiça como as ondas do mar! Também a tua descendência seria como a areia, e os que procedem das tuas entranhas como os seus grãos; o seu nome nunca seria cortado nem destruído de diante de mim.” (Is 48:17-19). Se cumprida as condições impostas por Deus as bênçãos divinas viriam sobre eles todos os dias da sua vida (Sl 23:6), assim eles seriam abençoados em todas as éreas da vida (Dt 28:3-13), além do Senhor lhes garantir vitórias sobre seus inimigos e grandes celeiros cheios de viveres (Dt 28:7,8).

As consequências da inversão e perda de valores
Assim como a observação das leis divinas traz bênçãos, a desobediência resulta sofrimentos em todos aspectos da vida (Dt 28:15-68). Atualmente vivenciamos as consequências dessa inversão de valores em todo mundo, o que mais avança é a degradação moral, destruição da família habitual, a intolerância, a falta de amor, o desrespeito e a banalização à vida, com essas coisas conclui-se que os homens perderam os seus limites e dificilmente reencontrarão, o mundo vai de mal a pior, os sofrimentos, as angústias tomam conta das pessoas em todo mundo, que está se tornando pequeno, as pessoas correm de um lado para outro em desespero em busca de refúgio, é o que estamos vendo em alguns continentes. Precisamos rever os valores, enquanto não for feito isso não encontraremos paz, pelo que mais clamamos atualmente.

Reavendo os valores perdidos
Rever valores exige esforços e muito trabalho, desejo fazer uma referência aos esforços realizado por uma mulher a procura de uma dracma que havia perdido, embora Jesus não estava se referindo a o que quero abordar aqui “Ou, qual é a mulher que, possuindo dez dracmas e, perdendo uma delas, não acende uma candeia, varre a casa e procura atentamente, até encontrá-la?” (Lucas 15.8), foram grandes os esforços empregados pela mulher que perdeu a dracma, muitas vezes perdemos valores e queremos procurar em outro lugar, a mulher perdeu a dracma dentro da sua própria casa, e teve que acender a sua candeia para procurar, portanto é necessário acender a luz do entendimento e encontrar os valores familiares, os valores morais e os valores à vida para, se cada indivíduo fizer a sua parte, sem dúvidas teremos um mundo melhor.

                A busca e a reaproximação das leis divinas é querer reaver os valores, morais e espirituais deixados para trás, todos os homens devem se empenhar nessa busca, se o mundo continuar da maneira que está a destruição será imprevisível, porque o homem viola as leis divinas, e da natureza que responde a agressão sofrida do próprio homem. Amados, só há uma maneira de reverter esse quadro, “E se o meu povo, que se chama pelo meu nome, se humilhar, e orar, e buscar a minha face e se converter dos seus maus caminhos, então eu ouvirei dos céus, e perdoarei os seus pecados, e sararei a sua terra.” 2 Crônicas 7:14. Mesmo que você não acredite em Deus, e nem nos seus mandamentos, contudo você precisa rever os seus valores, e mudar amando a família, o próximo e valorizar a vida.


Pr. Elis Clementino

quinta-feira, 28 de setembro de 2017

ESBOÇO 793 A CONFIANÇA EM DEUS



ESBOÇO 793
TEMA: A CONFIANÇA EM DEUS
TEXTO: O SENHOR é a minha luz e a minha salvação; a quem temerei? O SENHOR é a força da minha vida; de quem me recearei? Quando os malvados, meus adversários e meus inimigos, se chegaram contra mim, para comerem as minhas carnes, tropeçaram e caíram. Ainda que um exército me cercasse, o meu coração não temeria; ainda que a guerra se levantasse contra mim, nisto confiaria. Salmos 27:1-3

                Todo ser humano é dotado de sentimentos, ele sente prazer, alegria, tristeza, dor, coragem e medo, amor, saudade, entre outros, esses sentimentos são ativados conforme as circunstâncias, e cada uma dessas reações são percebíveis nas fisionomias das pessoas, nas atitudes, relacionamentos e comportamentos. Nesse assunto é impossível não falar sobre como sentimento humano reage em determinadas circunstâncias.

1. Sentimentos
Sentimentos está ligado as emoções e anseios, cada tipo tem reações que lhes são peculiares, o riso não é igual a tristeza, o medo não é igual a coragem, cada uma delas entra em ação conforme a estrutura do indivíduo e seu estado emocional. As pessoas podem controlar as próprias emoções, porém quando existem problemas com o seu estado de humor, há ocasiões que essas pessoas são mal compreendidas, por exemplo: existem indivíduos que dão risadas diante de um funeral, outras quando recebe uma notícia ruim dar gargalhadas, quando na verdade em um ambiente totalmente inverso, ou seja, de tristeza e dor, mas existem outros choram e sentem-se abalados, cada um age conforme o seu estado de humor.

2. O medo
“Medo é um estado emocional que surge em resposta a consciência perante uma situação de eventual perigo.” O medo surge após uma avaliação feita pelo indivíduo de maneira rápida, onde ele se certifica se há vantagens ou desvantagens em determinada ação, a intuição humana sinaliza antes de qualquer ação. Eu vejo o medo não como sinônimo de covardia, mas defesa, eu creio que exista algo sobrenatural que nos dá o sinal de desvantagem, por exemplo um pressentimento de algo ruim que irá acontecer, como também um pressentimento que algo bom aconteça. Quem nunca ouviu algo falar a sua mente “não faça” ou “faça”, isso ocorre com qualquer pessoa independentemente da sua crença e religiosidade, os cristãos atribui ser a algo divino. Quando somos alertados ou percebemos que estamos em zona de perigo devemos tomar todo cuidado, essa voz íntima não faça, não vá, nos advertindo é sinal de atenção, o medo faz o homem recuar nos momentos em que a sua própria vida está por um fio (intuição humana). “Em psicologia, intuição é um processo pelo qual os humanos passam, às vezes e involuntariamente, para chegar a uma conclusão sobre algo. Na intuição, o raciocínio que se usa para chegar a conclusão é puramente inconsciente, fato que faz muitos acreditarem que a intuição é um processo paranormal ou divino. Seu funcionamento e até mesmo sua existência são um enigma para a ciência. Apesar de já existirem muitas teorias sobre o assunto, nenhuma é dada ainda como definitiva. A intuição leva o sujeito a acreditar com determinação que algo poderá acontecer.” Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.

3. A confiança
A confiança ou fé em alguém que está em condição superior, o filho confia no pai que tem, à beira de uma piscina presenciei uma criança pular sobre os braços do pai sem nenhum receio de morrer por uma simples razão, a confiança no pai que tem. Davi sabia o Deus que tinha, por isso em várias ocasiões ele demonstrou essa confiança de não ter medo (Sl 18:29; Sl 23: 4; 27:3), a sua confiança em Deus estava acima de tudo (Sl 46:2).

A confiança do crente em Deus vai muito mais além do que uma simples confiança, ela ultrapassa fronteiras, é sobrenatural, sem ela jamais atravessará as barreiras das dificuldades, a fé remove montanhas (Mt 17:20). Quando lemos o livro de Jó inspiramos ainda mais a nossa confiança em Deus, a confiança de Jó admitia que a justiça divina seria feita sobre ele “Porque há esperança para a árvore que, se for cortada, ainda se renovará, e não cessarão os seus renovos. Se envelhecer na terra a sua raiz, e o seu tronco morrer no pó, Ao cheiro das águas brotará, e dará ramos como uma planta” (Jó 14:7-9).

A nossa esperança é alimentada através da fé, ela é o firme fundamento e a certeza das coisas que não se veem (Hb 11:1), devemos pedir a Deus que aumente a nossa fé, porque cada vez mais aumentada a esperança será maior. Para que se mantenha a fé em ação é preciso inteirar-se da certeza de Deus. Quando isso acontece estamos certos que nenhum temor superará a nossa certeza de vitória. “Tudo posso naquele que me fortalece.” (Fp 4:13).

Pr Elis Clementino