terça-feira, 10 de outubro de 2017

ESBOÇO 798 MEDINDO E SENDO MEDIDO

ESBOÇO 798
TEMA: MEDINDO E SENDO MEDIDO
TEXTO: Não julgueis, para que não sejais julgados. Porque com o juízo com que julgares sereis julgados, e com a medida com que tiveres medido vos hão de medir a vós. MATEUS 7:1-6

            Vivemos no mundo de ponderações, é com muita naturalidade que as pessoas julgam as outras até sem perceberem, e até por um mal hábito. Há quem diga que da língua do povo ninguém escapa, é uma verdade, uns lhes julgam pelo que você faz de ruim, e outros lhes julgam pelas coisas boas que você realiza, no entanto aquele que julga também será julgado e muitas vezes com maior peso (Lc 6:38).

A lei da semeadura
Ela é infalível, dela ninguém escapa, tudo o que semeamos temos a certeza que colheremos “Não erreis: Deus não se deixa escarnecer; porque tudo o que o homem semear, isso também ceifará.” (Gl 6:7), mas não esqueça! Semear é opcional, mas colher é obrigatório. As sementes que plantarmos hoje certamente colheremos seus frutos, sejam bons ou ruins.

Julgamento e condenação
Não somente julgamos as pessoas, mas também as condenamos, sem necessariamente fazer uma delação premiada, e muitas vezes precipitadamente o que é condenado “Por isso, não julgueis antes do tempo; esperai que venha o Senhor. Ele porá as claras o que se acha escondido nas trevas. Ele manifestará as intenções dos corações. Então cada um receberá de Deus o louvor que merece.” (2 Co 4:1,2). Essa sentença não é humana, ela não é passageira, ela é divina “Com a medida com que medirdes os outros também os outros vos medirão.

Julgamos as pessoas por aquilo que falamos delas, há indivíduos que tem esse hábito, fala mal denigre e condena sem primeiro olharem para dentro de si. Quem já leu a respeito dos escribas e fariseus quando trouxeram uma mulher apanhada em ato de adultério para ser condenada por Cristo, pois bem eles somente só se deram conta da realidade do seu estado de pecado quando Jesus disse-lhes:  “Quem de vós estiver sem pecado, seja o primeiro a lhe atirar uma pedra.” (Jo 8:7). Aquilo que fazemos reflete em nós mesmos, é como se tivesse diante de um espelho, na realidade queremos tirar o argueiro do olho do irmão quando existe uma grande trave diante dos nossos olhos (Mt 7:1-5). Olha só o que disse Paulo aos romanos; “Portanto, és inescusável quando julgas, ó homem, quem quer que sejas, porque te condenas a ti mesmo naquilo em que julgas a outro; pois tu, que julgas, fazes o mesmo. E bem sabemos que o juízo de Deus é segundo a verdade sobre os que tais coisas fazem. E tu, ó homem, que julgas os que fazem tais coisas, cuidas que, fazendo-as tu, escaparás ao juízo de Deus?” (Rm 2:1-3).

As recomendações
A prudência é uma das virtudes que todos deviam possuir, Portanto, meus amados irmãos, todo o homem seja pronto para ouvir, tardio para falar, tardio para se irar. (Tg 4:19). Se alguém entre vós cuida ser religioso, e não refreia a sua língua, antes engana o seu coração, a religião desse é vã. (Tg 4:26). Irmãos, não faleis mal uns dos outros. Quem fala mal de um irmão, e julga a seu irmão, fala mal da lei, e julga a lei; e, se tu julgas a lei, já não és observador da lei, mas juiz. Há só um legislador que pode salvar e destruir. Tu, porém, quem és, que julgas a outrem? (Tg 4:11,12).

            Queridos irmãos, devemos ter muito cuidado para não julgarmos e condenarmos os nossos irmãos ou a qualquer pessoa de maneira desmedidamente e irresponsável, atualmente é muito fácil falar mal de alguém nas redes sociais de maneira covarde, quando as pessoas não podem se defender, até por questões de ser descente e ético. Não devemos compartilhar mensagens indiretas ou que venham ferir a sensibilidade alheia. Irmãos não permitam serem enganados ou induzidos ao erro, devemos ter muito cuidado quando nos referirmos a pessoas, elas têm sentimentos tanto quanto você. Cuidado! Enquanto você mede as outras pessoas, outras estão medindo você, porque a medida com que medirdes vos medirão também.


Pr. Elis Clementino

segunda-feira, 9 de outubro de 2017

ESBOÇO 797 A SALVAÇÃO PREFIGURADA NO SACERDÓCIO LEVÍTICO.

ESBOÇO 797
TEMA: A SALVAÇÃO PREFIGURADA NO SACERDÓCIO LEVÍTICO. TEXTO: HEBREUS 7:21

A salvação é prefigurada de uma maneira muito clara no sacerdócio levítico, prefiguração esta que oferece muitos detalhes específicos sobre os diversos aspectos da salvação realizada na Cruz do Calvário por Jesus, o Sumo Sacerdote da nossa confissão (Hb 3:1).

I. CONSTITUIÇÃO DO SACERDÓCIO LEVÍTICO.
1. O sumo sacerdote. Era constituído, para ser mediador entre Deus e os homens (Hb 5:1), no tocante a expiação do pecado; portanto, uma figura de Jesus, o único Mediador entre Deus e o pecador (I Tm 2:5; Jo 10:10; 14:6).
2. A expiação do pecado. Esta era a função principal do sacerdote (Hb 8:3). Ao fazer este trabalho para si e o povo, os pecados eram perdoados (Lv 4:20, 26,31; 5:10, 13; 16:18). Aquilo era um adiantamento do preço do perdão de Deus, que Jesus pagaria com seu próprio sangue na “plenitude dos tempos” (At 20:28; Gl 4:4). Quando Cristo realizava seu ministério terreno, Ele tinha uma responsabilidade dupla: Cumprir o que os salvos do Antigo Testamento esperavam, pois eram perdoados na esperança de que alguém no futuro pagasse o preço do perdão (Rm 3:25), o que foi feito por Jesus com o seu próprio sangue; propiciar a salvação para os que existiam em seus dias e viveriam depois dele, como nós.

II. SEMELHANÇA ENTRE OS SUMOS SACERDOTES, ARÃO E JESUS.
“Entre muitas, a semelhança principal entre Arão e Jesus, como sacerdotes, está no serviço diante do Senhor, como mediadores entre o povo e Deus, para o perdão dos pecados e a comunhão com o Criador (Hb 5:1; 10:21, 22). Outras podem ser vistas.
1. Na chamada. Arão foi chamado por Deus (Hb 5:4); Jesus foi constituído Sacerdote pelo Pai (Hb 5:5, 6).
2. Na santificação. Arão foi lavado publicamente com água (Lv 8:6). Isto fala da pureza e testemunho público. Jesus foi achado sem pecado pelos inimigos, (Mt 27:4, 19); demônios (Mc 1:13, 24); e o público em geral (Mc 7:37); por seus seguidores (II Co 5:21); e Deus Pai (Mt 17:5).
3. Nas vestes. Era uma roupa diferente em relação aos demais, chamada de “vestidos santos” (Ex 28:2; 31:10), e constituída de várias peças feitas conforme a revelação de Deus (Ex 28:4-43), as quais mostravam o caráter e a natureza de Cristo. Vejamos resumidamente esta simbologia:
a) Túnica de linho (Ex 28:39). Sua pureza, perfeição e justiça (Hb 7:26; Ap 19:8).
b) Cinto de linho (Ex 28:39). Seu serviço (Is 22:21; Lc 17:8; Jo 13:14; Fp 2:6, 7).
c) Manto do Éfode (Ex 28:31-35). Sua procedência celestial (I Co 15:45-49).
d) Éfode (Ex 28:6-12). Sua natureza celestial e humana (Mt 3:15, 16; 8:24-26).
e) Peitoral (Ex 28:15-21). Seu amor (Mt 9:36; 14:14; 15:32; 20:34; Ap 1:5).
f) Mitra (Ex 28:38). Sua obediência e santidade (At 3:14; Fp 2:6-8).
4. Na unção. Depois de vestido deveria ser ungido com azeite (Ex 29:7), figura da unção que caracterizou o ministério de Jesus (Lc 4:18; At 10:38).
5. Na consagração. Algumas vítimas eram sacrificadas, que prefiguram a Obra realizada por Jesus. O novilho (Lv 8:14-17), sacrificado pelo pecado do sacerdote. Uma parte era queimada sobre o altar, e outra fora do arraial, como símbolo da expiação feita no Gólgota (Hb 13:11-13); o primeiro carneiro (Lv 8:18-21) constituía o sacrifício de cheiro suave, queimado totalmente sobre o altar, e prefigura a entrega completa de Jesus no seu serviço (Ef 5:2; Fp 2:6-8); o segundo carneiro (Lv 8:22-32), sacrifício de ação de graça, o seu sangue deveria ser colocado na orelha direita, no polegar da mão direita, e no polegar do pé direito do sacerdote, espargido sobre seus vestidos, isso significava o serviço do sacerdote protegido e purificado pelo sangue do cordeiro (Ap 1:5; 22:14), e, no tocante a Cristo, sua perfeição moral.

III. CRISTO, O SUMO SACERDOTE PERFEITO.
O sacerdócio de Cristo é perfeito, eterno e supera o de Arão em:
1. Eficiência maior. Arão sacrificava animais (Hb 9; 12,13), enquanto Jesus foi o próprio Cordeiro (Hb 9:12, 14,23); Arão repetia os sacrifícios todos os dias (Hb 9:25; 10:1-3), enquanto Jesus ofereceu sua vida num único e definitivo sacrifício (Hb 9:28); Lugar. Arão entrava no lugar Santo dos Santos uma vez por ano (Hb 9:7), enquanto Jesus, ao morrer e ressuscitar penetrou no próprio Céu (Hb 8:1, 2; 9:24); Pecado. Arão tinha que apresentar sacrifício pelo seu próprio pecado (HB 9:7), enquanto Jesus não necessitava disso, pois Ele não era o culpado (Hb 7:26); Morte. O falecimento de Arão o impediu de sacrificar (Hb 7:23), enquanto Jesus continua com seu ministério sacerdotal (Hb 7:24); Remoção. O sacrifício de Arão não removia a transgressão (Hb 10:4, 11), enquanto o de Jesus tira o pecado (Jo 1:29; Hb 10:12, 14)
2. Ordem maior. Conforme a ordem de Melquisedeque (Hb 5:6, 10; 7:17) , um sacerdote completo.
3. Coisas melhores. Através de um sacrifício melhor, para a salvação humana (Hb 9:23).

Cristo o nosso Sumo Sacerdote está nos céus, no verdadeiro Santuário, aonde intercede por nós perante a face do Pai (Hb 9:24). Também nos constituiu sacerdotes para Deus, a fim de vivermos ao redor do altar do Senhor com toda a santificação, para honrar-lhe e também exercer este sublime ministério, em prol dos pecadores “E Ele é a propiciação pelos nossos pecados, mas também pelos de todo o mundo” (I Jo 2:2).

Pr. Elis Clementino.

sábado, 7 de outubro de 2017

ESBOÇO 796 AMOR

ESBOÇO 796
TEMA: AMOR
TEXTO: Ainda que eu falasse as línguas dos homens e dos anjos, e não tivesse amor, seria como o metal que soa ou como o sino que tine. E ainda que tivesse o dom de profecia, e conhecesse todos os mistérios e toda a ciência, e ainda que tivesse toda a fé, de maneira tal que transportasse os montes, e não tivesse amor, nada seria. E ainda que distribuísse toda a minha fortuna para sustento dos pobres, e ainda que entregasse o meu corpo para ser queimado, e não tivesse amor, nada disso me aproveitaria. I Coríntios 13:1-3.

I. Amor
O amor é a base de tudo, ele teve origem divina, o amor é a maior revelação daquele que nos amou primeiro “Deus”. O Apóstolo João define dizendo: “Deus é Amor” (I Jo 4:8), ele também apresentou as características do amor, embora seja impossível definir por completo o seu significado, o amor é a maior expressão que o ser humano pode ter para com o próximo. Sem o amor nada adianta (I Co 13:1-3). Embora não seja fácil definir de maneira mais irretorquível, mas entendemos ser afeição pelo próximo, o amor se revela de várias maneiras. Etimologicamente, o termo “amor” originou-se a partir do latim “amor”, palavra que tinha justamente o mesmo significado que atualmente: sentimento de afeição, paixão e grande desejo. O amor físico ou Eros representa o amor entre casais, sentimento que envolve uma forte ligação afetiva e, em geral, uma ligação de natureza sexual.  

II. Ideias filosóficas sobre o amor
“Afeição, grande amizade, ligação espiritual. Sentimento que faz com que os indivíduos afigurem o belo, digno ou grandioso. Essas são algumas das definições encontradas no grande Aurélio, mas, para os filósofos o que é o amor? Bem, o amor vai além das aparências estéticas e de ordem interior. Amar, segundo alguns filósofos é a busca do sujeito por algo que falta. Sabe quando as pessoas citam que estão sentindo um vazio dentro de si mesmos? Isso pode ser uma predisposição a busca do amor, no entanto tem estrita relação com a filosofia, pois, nasce como um amor pelo saber que se compreende na procura de mais conhecimento segundo Platão (427-343 a.C.) no famoso livro O Banquete. “Uma brilhante obra considerada um clássico da literatura filosófica ocidental! Indicada a todos aqueles cujo espírito elevado busca enaltecer-se em meio às reflexões sobre o amor suas origens e os mitos que o envolvem. Espaço para uma profunda reflexão acerca do papel do amor na sociedade contemporânea O Banquete é uma convite ao repensar as práticas da atualidade e aquelas enraizadas na clássica sociedade grega.” Se bem que para as pessoas o verdadeiro amor é um sentimento de busca pelo que se falta, e algumas delas não atentam para o fato desse vazio poder ser preenchido por uma diversidade de objetos. Amar é buscar no outro satisfação de carências emocionais e espirituais.” O amor reage com entusiasmo por algo e interesse em fazer o bem as pessoas, como também à natureza e os animais.

III. O amor a Deus e a Cristo
O amor a Cristo apresenta uma ligação de caráter religioso, esse é um sentimento de devoção e adoração, este tipo de amor é conhecido como Ágape, amor incondicional, ele é único e impossível de ser descrevido com exatidão. É um mandamento divino amar a Deus. Esse mandamento é praticado por muitas religiões cristãs.

IV. Os atributos do Amor
O Apóstolo Paulo citou algumas características do amor dizendo: O amor é sofredor, é benigno; o amor não é invejoso; o amor não trata com leviandade, não se ensoberbece. Não se porta com indecência, não busca os seus interesses, não se irrita, não suspeita mal; não folga com a injustiça, mas com a justiça e a verdade; Tudo sofre, tudo crê, tudo espera, tudo suporta (I Co 13:4-7

                O amor ultrapassa fronteiras, ele é tudo isso que Paulo escreveu, e muito mais, todo aquele que ama a Deus tem o seu amor, como podemos declarar amar a Deus e odiar seu irmão? (I Jo 4:20). Atualmente esse é um sinal dos fins dos tempos causado pelo crescimento do pecado (Mt 24:7), pois o amor divino em nós reflete nas outras pessoas, irmãos vivemos tão pouco nesse mundo e mesmo assim não aproveitamos o tempo para amar os nossos semelhantes, odiamos e atropelamos a sua vida. Não gaste o seu tempo atropelando pessoas, ao invés disso ame-as de verdade.


Pr. Elis Clementino

terça-feira, 3 de outubro de 2017

ESBOÇO 795 PRESO POR AMIZADES

ESBOÇO 795
TEMA: PRESO POR AMIZADES
TEMA: (SL 1:1; PV 1:15)

                Amizade, um sentimento de afeição, apreço entre pessoas, amigos e companheiros, pois bem até onde deve ir uma amizade entre pessoas? Tudo tem seus limites, os direitos das pessoas não podem ser violados por amizades. Uma verdadeira amizade envolve consideração, companheirismo e respeito com reciprocidade, somente assim ela será saudável e duradoura, pois uma amizade não deve ser feita para poucos dias, mas para toda vida, por isso é necessário selecionar as amizades, pois nem todas as pessoas podem ser nossos amigos.

Amizade e Jugo desigual
Uma amizade que não há respeito e que interrompa os bons costumes do outro é muito ruim, gente assim será uma má companhia, e a quebra dessa amizade se transforma em ódio ou rancor. Muitos para não quebrar essa amizade se mantêm refém da outra, aceitando tudo normalmente, isso se constitui um perigo, pois há muitas pessoas que até o presente não conseguiram se livrar dos prejuízos de uma má companhia. “Bem-aventurado o homem que não anda segundo o conselho dos ímpios, nem se detém no caminho dos pecadores, nem se assenta na roda dos escarnecedores.” Sl 1:1); “Filho meu, não te ponhas a caminho com eles; desvia o teu pé das suas veredas;” (Pv 1:15), e quando você consegue livra-se delas é como se um fardo saísse de cima de você, por isso é muito perigoso uma má companhia, geralmente ela não termina bem, pois uma pessoa presa por uma amizade pode sofrer as consequências dela, cada indivíduo tem a capacidade de avaliar se aquela amizade vale a pena o ou não, caso identifique, antes que se torna uma amizade mais profunda é melhor de maneira indiscreta se separarem. A Bíblia apresenta os resultados de más associações são: Miséria (Nr 33:55; Jz 16:4); Apostasia (I Rs 11:2); Ira divina (2 Cr 19:2; Ed 9:14); Vergonha dos pais (Pv 28:7); Corrompimento (I Co 15:33).

Jugo desigual
Falamos em jugo desigual, mas o que realmente significa? Quando lemos o que Paulo escreveu em sua carta a igreja de Coríntios (2 Co 6:14), entendemos que ele se refere a comunhão entre pessoas incrédulas, a sociedade entre a justiça com a iniquidade ou a comunhão da luz com as trevas. Jugo desigual não dá certo. Os carros puxados pelos bois ele teriam que ter jugo igual, o jugo era uma barra de madeira que unia os bois a puxarem cargas, se eles forem desiguais torna-se difícil transportá-las.

Advertências
A Bíblia nos adverte a respeito do jugo desigual, as exigências prever a manutenção da pureza espiritual e da fé, porque o jugo diferente influencia e descaminha a pessoas de maneira sutil e silenciosa seja no comportamento, bons costumes e no desenvolvimento espiritual na igreja, é uma atuação do inimigo para desvirtuar o seu foco em servir a Deus, no entanto vejam algumas advertências: (1) Não seguir a multidão (Ex 23:2,33); (2) Guardar-se de fazer aliança com os ímpios (Ex 34:12; 1 Co 5:11; 2 Cor 6:14); (3) Não entrar no caminho dos ímpios (Sl 1:1; Pv 1:15; Pv 4:14; Pv 22:24; Pv 23:6); (4) Não ter inveja dos ímpios (Pv 24:1; I Cor 5:9).

Boas companhias
Elas une o útil ao agradável, é saudável, proveitosa e duradoura e não é interesseira. Os bons amigos prezam pelo bem-estar do outro, constrói qualidade inerentes de uma boa amizade. “A sabedoria o fará andar nos caminhos dos homens de bem e manter-se nas veredas dos justos.” (Pv 2:20); “Aquele que anda com os sábios será cada vez mais sábio, mas o companheiro dos tolos acabará mal.” (Pv 13:20); “Mas agora estou lhes escrevendo que não devem associar-se com qualquer que, dizendo-se irmão, seja imoral, avarento, idólatra, caluniador, alcoólatra ou ladrão. Com tais pessoas vocês nem devem comer.” (I Co 5:11); “Portanto, não participem com eles dessas coisas.” (Ef 5:7).

  Devemos nos afastar de qualquer amizade que nos afaste de princípios importantes, que nos influencie de maneira negativa no nosso comportamento e na nossa maneira de servir a Deus. Todo aquele que venha nos inquietar afetando a nossa fé dos bons princípios adquiridos precisamos de maneira sábia nos afastar sem gerar conflitos “Sou amigo de todos os que te temem e obedecem aos teus preceitos” (Sl 119:63). Cuidado para não se tornar presa de uma amizade que lhe corrompa com a s más conversações, pois elas interrompem os bons costumes (I Co 15:33). Não constitua amizade fina sem que primeiro atente para os passos de quem você for fazer amizade.


Pr Elis Clementino

segunda-feira, 2 de outubro de 2017

ESBOÇO 794 INVERSÃO DOS VALORES

ESBOÇO 794
TEMA: INVERSÃO DOS VALORES
TEXTO: “Ai daqueles que ao mal chamam bem, e ao bem, mal, que mudam as trevas em luz e a luz em trevas, que tornam doce o que é amargo, e amargo o que é doce!” Isaías 5:20

                Valores importantes da vida estão sendo desprezados em todo mundo, e em todas as classes da sociedade. Muitas autoridades estudam meios que possam amenizar fazendo com que a sociedade reveja seus valores que foram deixados pelo meio do caminho, mas pelo que estamos vendo está muito longe de se alcançar esse objetivo. A realidade é bem pior do que pensamos, a inversão dos valores, isso veremos no decorrer desse breve comentário.

A que se atribui a inversão?
Com o aumento do pecado e o distanciamento e abandono de Deus, o homem perdeu-se no meio do caminho, e ao mesmo modo os valores que são fundamentais para a valorização do próprio indivíduo. Essa inversão de valores tem um preço muito alto a pagar, sejam indivíduos, grupos sociais e nações, pois as violações as leis de Deus trazem implicações que resultam em sofrimentos amargos para todos, grandes e pequenos, finalmente todos são afetados (Dt 28:1-9), no texto é enfatizado a responsabilidade dos israelitas em obedecer a Jeová, ele havia o libertado do Egito para torná-lo o seu povo e guia-lo a terra prometida.

As condições impostas por Deus
Deus prometeu a abençoar o seu povo com todas as sortes de benção materiais e espirituais, mas sob uma condição para que recebesse essas bênçãos “Assim diz o Senhor, o teu Redentor, o Santo de Israel: Eu sou o Senhor teu Deus, que te ensina o que é útil, e te guia pelo caminho em que deves andar. Ah! se tivesses dado ouvidos aos meus mandamentos, então seria a tua paz como o rio, e a tua justiça como as ondas do mar! Também a tua descendência seria como a areia, e os que procedem das tuas entranhas como os seus grãos; o seu nome nunca seria cortado nem destruído de diante de mim.” (Is 48:17-19). Se cumprida as condições impostas por Deus as bênçãos divinas viriam sobre eles todos os dias da sua vida (Sl 23:6), assim eles seriam abençoados em todas as éreas da vida (Dt 28:3-13), além do Senhor lhes garantir vitórias sobre seus inimigos e grandes celeiros cheios de viveres (Dt 28:7,8).

As consequências da inversão e perda de valores
Assim como a observação das leis divinas traz bênçãos, a desobediência resulta sofrimentos em todos aspectos da vida (Dt 28:15-68). Atualmente vivenciamos as consequências dessa inversão de valores em todo mundo, o que mais avança é a degradação moral, destruição da família habitual, a intolerância, a falta de amor, o desrespeito e a banalização à vida, com essas coisas conclui-se que os homens perderam os seus limites e dificilmente reencontrarão, o mundo vai de mal a pior, os sofrimentos, as angústias tomam conta das pessoas em todo mundo, que está se tornando pequeno, as pessoas correm de um lado para outro em desespero em busca de refúgio, é o que estamos vendo em alguns continentes. Precisamos rever os valores, enquanto não for feito isso não encontraremos paz, pelo que mais clamamos atualmente.

Reavendo os valores perdidos
Rever valores exige esforços e muito trabalho, desejo fazer uma referência aos esforços realizado por uma mulher a procura de uma dracma que havia perdido, embora Jesus não estava se referindo a o que quero abordar aqui “Ou, qual é a mulher que, possuindo dez dracmas e, perdendo uma delas, não acende uma candeia, varre a casa e procura atentamente, até encontrá-la?” (Lucas 15.8), foram grandes os esforços empregados pela mulher que perdeu a dracma, muitas vezes perdemos valores e queremos procurar em outro lugar, a mulher perdeu a dracma dentro da sua própria casa, e teve que acender a sua candeia para procurar, portanto é necessário acender a luz do entendimento e encontrar os valores familiares, os valores morais e os valores à vida para, se cada indivíduo fizer a sua parte, sem dúvidas teremos um mundo melhor.

                A busca e a reaproximação das leis divinas é querer reaver os valores, morais e espirituais deixados para trás, todos os homens devem se empenhar nessa busca, se o mundo continuar da maneira que está a destruição será imprevisível, porque o homem viola as leis divinas, e da natureza que responde a agressão sofrida do próprio homem. Amados, só há uma maneira de reverter esse quadro, “E se o meu povo, que se chama pelo meu nome, se humilhar, e orar, e buscar a minha face e se converter dos seus maus caminhos, então eu ouvirei dos céus, e perdoarei os seus pecados, e sararei a sua terra.” 2 Crônicas 7:14. Mesmo que você não acredite em Deus, e nem nos seus mandamentos, contudo você precisa rever os seus valores, e mudar amando a família, o próximo e valorizar a vida.


Pr. Elis Clementino