terça-feira, 2 de janeiro de 2018

ESBOÇO 820 OS DOIS EXTREMOS

ESBOÇO 820
TEMA: OS DOIS EXTREMOS
TEXTO: “Não sejais demasiadamente justo, nem exageradamente sábio; porque te destruirias a ti mesmo?” Eclésiastes 7:16

                Esse versículo parece um pouco estranho em relação a outros textos da Bíblia que falam sobre a prática da justiça, será que houve contradição entre o que o que está escrito em (Ec 7:16) e o que Paulo falou sobre ser justo, e o Jesus falou? Estranho não é? Será que existe algum limites para a prática da justiça? Vamos então, no meu conceito tudo em demasia não é bom, sentir-se justo acima dos outros pode ser um extremo perigoso, não nos compete questionar se somos mais justos que os outros ou não, as pessoas deverão dar testemunho da nossa vida justiça (Fp 1:27; 2:15,16), e jamais se sentir injustiçado por Deus.

A justiça e a santidade
A pratica a justiça e da santidade são mandamentos divinos, e recomendados a todos os homens, ser justo e santo, principalmente para aqueles que abandonaram o pecado e decidiram ter uma vida devocional com Deus (I Pe 1:15,16). O apóstolo Paulo enfatizou que os crentes seguissem a justiça (I Tm 6:11), e também afirmou que os crentes serem cheios do fruto da justiça (Fp 1:11), o que podemos observar que ele não apresentou nenhum limite quanto a prática da justiça, mas que devemos oferecer os nossos membros a Deus como instrumento de justiça (Rm6:13), e que devíamos ser escravos da justiças (Rm 6:18). Em nenhum momento Paulo se referiu ao que diz no livro que alguns rabinos atribuem a Salomão (Ec 7:16). Jesus também instruiu aos discípulos que deveriam renunciar tudo (Lc 14:26,33), mas amá-lo acima de tudo, essa era, e é as condições impostas por ele para quem deseja segui-lo. O justo é aquele que pratica a justiça divina, o santo é aquele que faz parte da santidade divina.

Ser justo não nos isenta dos sofrimentos
A prática da justiça não nos isenta dos sofrimentos, embora o limite de ser justo e santo é inegociável, Salomão não está se referindo sobre a intensidade com que se pratica a justiça, também não se relaciona ao indivíduo exigir de si mesmo uma conduta justa e reta (Ec 12:13,14). Não pense que a pessoa justa é aquele que exige justiça de si mesma, mas aquele que exige ser tratado conforme a sua própria justiça. É um exagero a pessoa exigir ser tratada segundo a sua justiça, Jó era um homem justo, no entanto deixou claro que sendo ele justo estava sendo injustiçado, Deus não estava levando isso em consideração, ou pensar que era mais justo do que Deus “Se tão-somente eu soubesse onde encontrá-lo e ir à sua habitação” (Jó 23:3), no contexto se percebe, principalmente no verso anterior ao (Ec 7:16) o escritor apresenta que o justo sofre, mesmo praticando a justiça, o ímpio prospera mesmo na prática da sua impiedade, essa é uma realidade que deve ser levada em consideração, por isso não devemos nos sentir injustiçado, pois isso nos destruirá “Há mais uma coisa sem sentido na terra: justo que recebem o que os ímpios merecem, e ímpios que recebem o que os justos merecem.” (Ec 8:14), o justo não deve se sentir injustiçados por isso, ainda mais “...O que acontece com o homem bom, acontece com o pecador; o que acontece com quem faz juramentos, acontece com quem teme fazê-lo” (Ec 9:2b).

Deus deu testemunho de Jó dizendo que ele era reto (Jó 1:8), observe que ele mais adiante questionava a Deus, ele exigia que Deus o tratasse segundo a sua própria justiça, ou seja, sendo eu justo porque me faz sofrer? “Bem sabes tu que eu não sou culpado; todavia, ninguém há que me livre da tua mão” (Jó 10:7); veja ainda: “Quantas culpas e pecados tenho eu? Notifica-me a minha transgressão e o meu pecado. Por que escondes o rosto e me tens por teu inimigo?” (Jó 13:23,24). “Tão certo como vive o Deus, que me tirou o meu direito, e o Todo Poderoso, que me amagou a minha alma, enquanto em mim estiver a vida, e o sopro de Deus nos meus narizes, nunca os meus lábios falarão injustiça, nem a minha língua pronunciará engano....A minha justiça me apagarei e não a largarei; não me reprove a minha consciência por qualquer dia da minha vida” (Jó 27:2-6); Tomara eu tivesse quem me ouvisse! Eis aqui a minha defesa assinada! Que o Todo-Poderoso me responda! Que o meu adversário escreva a sua acusação” (Jó 31:35).

                Devemos ter muito cuidado para não pensarmos que em alguns momentos Deus está sendo injusto, muitas vezes queremos que Deus nos trate conforme a nossa vida de justiça, exigimos muitas vezes que Deus nos retribua segundo a nossa justiça. Não devemos ser demasiadamente justo. Não devemos questionar a Deus pelo que ele fez ou deixou de fazer. O demasiadamente justo não entende os propósitos de Deus, e nem aceita o seu querer, isso é perigoso porque o indivíduo pode até blasfemar contra Deus, o homem não compreende aquilo que Deus faz (Ec 11:5; Is 55:9). Jamais pense que a sua vida santa lhe isentará dos problemas que enfrentas aqui, lembre-se do que disse Jesus aos seus discípulos “No mundo tereis aflições, mas tende bom ânimo” (Jo 16:33). Há muitos ensinamentos que contrariam as escrituras sagradas, tenha cuidado Deus não está obrigado a atender as nossas exigências.


Pr Elis Clementino

terça-feira, 26 de dezembro de 2017

ESBOÇO 819 O RELIGIOSO E O ESPIRITUAL

ESBOÇO 819
TEMA: O RELIGIOSO E O ESPIRITUAL

Existem coisas que necessariamente precisam ser definidas, e fazer opção de apenas uma ou outra. Nesse assunto apresento a questão, ser religioso ou espiritual, pois é preciso definir qual deles deve ser, embora ambas tenham características diferentes. Existem pessoas que não faz nenhuma confissão de fé, e não optam por nenhuma igreja. A igreja de Cristo precisa ser ensinada quanto à diferença entre o religioso e o espiritual, principalmente os novos crentes, considerados os neófitos na fé, pois é necessário fazê-los entender a necessidade de ser espiritual, ao invés de simplesmente ser um religioso.

1. A singularidade da igreja de Cristo
A igreja de Cristo é de caráter singular em todo mundo, ela não é destacada por uma denominação e siglas identificadoras, ela é universal, uma igreja invisível. Em todas as igrejas cristãs no mundo há crentes que decidiram viver o espiritual, esses estão abalizados sob um alicerce que é Cristo (Sl 118:22; Lc 20:17; At 4:11), a pedra angular, pedra de esquina. A pedra angular é o elemento essencial que dá existência e sustentação, ou aquilo que chamamos de fundamento de uma construção, no cristianismo Jesus Cristo é esse alicerce (Ef2:20), ele é a pedra que os construtores rejeitaram, ela tornou-se a pedra angular (Sl 118:22; Mt 21:42; Mc 12:10).

2. O que caracteriza o religioso
2.1. O seu apego as tradições, apenas segue um credo, como no caso dos seguidores das leis mosaicas, como faziam os religiosos da época, os fariseus e os escribas nos dias de Jesus Cristo, eles eram legalistas e pareciam piedosos. Jesus os considerou como o sepulcros pintados (Mt 23:27-28), outros dizem ser adoradores de Deus, porém distantes dele “Porque o Senhor disse: Pois que este povo se aproxima de mim, e com a sua boca, e com os seus lábios me honra, mas o seu coração se afasta para longe de mim e o seu temor para comigo consiste só em mandamentos de homens, em que foi instruído;” (Is 29:13; Mt 23:23-27), a hipocrisia é condenada pelo Senhor. Os religiosos desprezam a graça para usar os artifícios da lei para condenar as pessoas e matá-las (Jo 8:3-7), ainda hoje alguns religiosos confiam nas suas próprias justiças e desprezavam os outros (Lc 18:9-14).

3. O que caracteriza o espiritual
3.1. É viver pelo Espírito “Digo, porém: Andai em Espírito, e não cumprireis a concupiscência da carne. Porque a carne cobiça contra o Espírito, e o Espírito, e o Espírito contra a carne; e estes opõem-se um ao outro, para que não façais o que quereis. Mas, se sois guiados pelo Espírito, não estais debaixo da lei.” (Gl 5:16-18).

3.2. Tem discernimento, e a mente de Cristo, “Mas o que é espiritual discerne tudo bem, e ele de ninguém é discernido. Porque, quem conheceu a mente do Senhor, para que possa instruí-lo? Mas nós temos a mente de Cristo” (I Co 2:15,16).

3.3. Ele considera o altar maior do que a oferta, “Insensatos e cegos! Pois qual é a maior: a oferta, ou o altar, que santifica a oferta? (Mt 23:19). O religioso não sabe fazer distinção entre o altar e a oferta.

3.4. O espiritual está separado do pecado e isso caracteriza a vida de santidade (Gl 5:25; Tg 2:12).

                Existem muitos religiosos que pensam ser espirituais, mas as suas atitudes demonstram que não, no entanto pensar que o religioso é espiritual constitui-se um puro engano, atualmente há grande confusão religiosa em volta disso, pessoas que dizem ser dizem religiosas, mas não espirituais, elas desprezam as outras pessoas por não ser religiosas quanto elas. Há também aqueles que se consideram extremamente espirituais, elas se tornam fanáticas agressivas, além de isolarem-se através do seu líder que escravizam suas ovelhas capazes de separar famílias, de um lado e do outro, tipo você é de lá ou de cá? Isso é perigoso e não é evangelho, senão extremismo religioso e diabólico, isso faz parte do final dos tempos odiar-se-ão uns aos outros se causa, irmão contra irmão. Há muito tempo se isentava a igreja, muitos entendiam que isso acontecesse somente nos laços familiares, essa era o que se interpretava, no entanto iria muito mais além “Se alguém deseja seguir-me e ama a seu pai, sua mãe, sua esposa, seus filhos, seus irmão e irmãs. E até mesmo a sua própria vida mais do que a mim, não pode ser meu discípulo” (Lc 10:37). O que Jesus sinaliza que o a mor a ele está acima de tudo “mas do que a mim” e não abandonarem as suas famílias com o pretexto de seguir a Cristo, atualmente existem guerras nas famílias porque um membro pertence a essa ou aquela igreja, parece até o mesmo o que aconteceu na igreja de coríntios, será que cristo está dividido por rótulo? Há famílias que não se visitam porque são proibidos pelos seus líderes porque não pertence à mesma denominação, nunca se viu antes pastores usarem as redes sociais para denegrir o outro, irmãos essas atitudes são de religiosos e não de homens espirituais, oremos para que esse mal não nos atinja, cuidado do rebanho é uma coisa, e outra é se apropriar dela e fazê-la escrava, Paulo descreveu muito bem sobre os tais em (At 20:29; I Pe 5:2,3). Você é um obreiro RELIGIOSO OU ESPIRITUAL?


 Pr. Elis Clementino

quinta-feira, 21 de dezembro de 2017

REFLITA SOBRE A VIDA

REFLITA SOBRE A VIDA

Na estrada da vida encontramos muitas pessoas, com elas fazemos amizades, algumas se tornam mais chegadas que outras, no entanto algumas delas se vão ao lar eterno, outras continuam até cumprir os propósitos divinos. Nessa trajetória de vida cada um deixa o seu legado terminando a sua tarefa nesta vida, essa é a porção concedida por Deus a cada um debaixo do sol. A vida é passageira “Os meus dias são mais velozes que a lançadeira do tecelão...” (Jó 7:6); “O homem, nascido de mulher, é de poucos dias e farto de inquietação. Sai como a flor, e murcha; foge também como a sombra, e não permanece” (Jó 14:1,2); Pois todos os nossos dias vão passando na tua indignação; passamos os nossos anos como um conto que se conta. Os dias da nossa vida chegam a setenta anos, e se alguns, pela sua robustez, chegam a oitenta anos, o orgulho deles é canseira e enfado, pois cedo se corta e vamos voando” (Sl 90:9,10). Com esse conhecimento faça tudo de bom em vida “Antes que se rompa o cordão de prata, e se quebre o copo de ouro, e se despedace o cântaro junto a fonte, e se quebre a roda junto ao poço, junto à fonte, e se quebre a roda junto ao poço,” (Ec 1:8), o fio de prata e o copo de ouro, o cântaro e a roda figuram a preciosidade e da fragilidade da vida, por essa razão a recomendação atribuída a Salomão é “...Tudo quanto te vier à mão para fazer, faze-o conforme as tuas forças; porque no Seol para onde tu vais, não há obra, nem projeto, nem conhecimento, nem sabedoria alguma” (Ec 9:9,10). Enquanto viver reflita sempre sobre a preciosidade da vida, faça o bem ao próximo, valorize e ame as pessoas e menos as coisas, celebrem a vida, viva cada dia como se fosse o último.



Pr. Elis Clementino

segunda-feira, 18 de dezembro de 2017

ESBOÇO 818 A AVERSÃO E O AMOR

ESBOÇO 818
TEMA: A AVERSÃO E O AMOR
TEXTO: O ódio excita contendas, mas o amor cobre todas as transgressões – Provérbios 10:12

Desde o começo da humanidade que se fala em ódio e amor, são duas coisas com características completamente diferentes, tanto o ódio quanto o amor estão presente na vida do ser humano, embora ambas dividam a mesma área do cérebro “o córtex cerebral”, mas com características completamente distintas. A ação do amor deve estar presente e em destaque na vida das pessoas, lembrado que cada um pode provar dos frutos de cada um, seja o ódio ou amor.

1. Significado do ódio
Ódio – substantivo masculino
1.1. Aversão intensa, geralmente motivada por medo, raiva ou injuria sofrida, pode acontecer do indivíduo odiar ou amar coisas ou pessoas;
1.2. O ódio é uma palavra originada do latim “odiu” também é chamada de execração, raiva rancor, ira, é um sentimento intenso de raiva e aversão.

As consequências do ódio são terríveis, quando o indivíduo expõe o seu ódio, pode causar violência e até mortes. O ódio não deve ser alimentado, o que faz com que ele cresça são os comentários a respeito de algo sofrido ou alguma mágoa, esse ressentimento não deve ser alimentado. ”Sem lenha, o fogo se apaga; e, não havendo maldizente, cessa a contenda” (Pv 26:20), de onde vem as mortes e as tragédias, porque alguém alimentou o ódio em alguém para ver o fogo pegar, mas sem lenha o ódio é aplacado. “A resposta branda desvia o furor, mas a palavra dura suscita ira”. (Pv 15:5)

Há quem diga que o amor se transforma em ódio, porém na minha concepção é uma inverdade, pois prevalece no homem aquilo que encontra o maior espaço. O amor tem características próprias e elas não mudam (I Co 13:4-13), pois quem ama não deseja o mal ou a destruição daquele que lhe magoou, além disso, o ódio destrói primeiro o indivíduo por dentro, para depois destruir aquilo que está em volta dele, o desejo de vingança é alimentado e cada vez mais se acende dentro do indivíduo o desejo de se vingar, afora aquele que odeiam outra pessoa sem causa (Mt 10:22). As pessoas que carregam dentro de si o ódio se deprimem e contraem para si muitos males e doenças, porque elas não conseguem destruir aos que odeiam, mas preste atenção nessa singela frase “Se você odeia alguém, é porque odeia alguma coisa nele que faz parte de você. O que não faz parte de nós não nos perturba.” Hermam Hesse. Podemos citar alguns exemplos: Caim matou Abel; Esaú odiou Jacó seu irmão; os irmãos de José o odiaram; Hamã odiou Mardoqueu; Acabe odiou Micaias; Herodias odiou João Batista, para eles haviam razões. Conta-se que a cobra se irritava quando via o vaga-lume brilhar, e perguntou-lhe o vaga-lume: Porque me odeias, tanto, se eu não faço parte da tua cadeia alimentar? A cobra respondeu o teu brilho me incomoda, na verdade existem pessoas que se sentem incomodadas com algo que pertence a elas, os nossos jeitos, a nossa fala, com o que temos, com o nosso desenvolvimento e etc. Se você não quiser incomodar pessoas nada faça, pois saiba que em algum lugar há pessoas incomodadas com você, pois o teu crescimento incomoda, seja na vida profissional ou espiritual.

2. Advertências sobre o rancor
a) Ira “não deixes o sol se por sobre a vossa ira” (Ef 4:26, 31,32); b) ódio não deve ser guardado no coração (Pv 10:12; 17:9); c). mágoa, rancor ódio (Pv 18:19; At 8:22,23; Cl 3:19; Hb 12:15; Tg 3:14) não deve ser posto em prática; d) Substitua o ódio pelo amor (Lv 19:18; Pv 17:9; Mt 6:14,15; 18:23-25; Rm 2:1-6; Ef 4:31,32; I Pe 4:8).

3. O amor
O amor é algo sobrenatural e divino, ele é um sentimento de afeição pelas outras pessoas, independentemente das diferenças. O amor necessita ser nutrido para que ele subsista os impedimentos que tentam substituí-lo pelo ódio, não deis lugar a ira (Rm 12:19), perdoar a quem nos ofendeu é próprio do amor, vamos refletir as características do amor (I Co 13:3-13). Devemos aperfeiçoar exercitando a prática do amor. O amor foi nos concedido por aquele que nos amou primeiro “DEUS” (I Jo 4:19), o seu amor foi derramado nos nossos corações pelo Espírito Santo (Rm 5:5-7), pois aquele que tem o amor de Deus em seus corações ama ao próximo, mesmo que seja menos amado,  ÁGAPE pode ser o amor que se doa incondicionalmente, o carinho, afinidade, amor entre irmãos, os gregos usavam o termo PHILIA, já o termo EROS era usado para definir o amor de natureza sexual.

4. Esfriamentos do amor, fim dos tempos
Em sua mensagem profética sobre o fim dos tempos Jesus declarou que o esfriamento do amor seria um dos sinais (Mt 24:12), esse esfriamento é notável em todos os aspectos, sejam ágape, philio e Eros. As pessoas estão passando a odiar mais e amar menos, e como prova disso é a falta de temor a Deus e a depreciação da vida, “amar a Deus sobre todas as coisas” (Mt 22:37). Se o individuo não ama a Deus a quem não vê muito menos o próximo (I Jo 4:10-12). A desobediência a Deus e aos princípios fundamentais que regem a vida causa todos esses males.

                A prática do amor precisa ser ensinada às crianças logo cedo, em casa, nas escolas mostrando-lhes a importância do amor e quais os benefícios que ele trás. Atualmente muitas pessoas são motivadas a odiar o próximo por coisas fúteis, mas a pratica do bem é o resultado do amor, ele está cada vez mais raro em todo o mundo, no entanto quem tem o amor de Deus no coração continuarão praticando do amor ao próximo, amai-vos uns aos outros assim como eu vos amei (Jo 15:12). “Amar é admirar com o coração. Admirar é amar com o cérebro.” Theophile Gautier


Pr. Elis Clementino

domingo, 17 de dezembro de 2017

ESBOÇO 817 CRISTO, O MODELO.

ESBOÇO 817
TEMA: CRISTO, O MODELO.
TEMA: Sede meus imitadores, como também eu de Cristo – I Coríntios 11:1

Imitar, ou fazer as mesmas coisas, na vida não há como deixar fazer de bom o que muitas pessoas já fizeram, o aluno aprende com o seu mestre, isso foi aplicado em relação aos discípulos (Mt 6:40), o discípulo não está acima do seu mestre; não é o servo maior que o seu senhor; nem o enviado maior do que o enviou; as metáforas mudam, mas as essência são a mesmas. Nessas citações podemos ver a lei da limitação. A imitação sempre será inspirada em alguém ou nalguma coisa, inclusive o comportamento humano, “fazer como ele disse”; “fazei o que eu fizer”, assim também acontecem como as leis humanas, que são inspiradas em princípios como os dez mandamentos, eles são fundamentais para reger uma sociedade. O nosso exemplo de vida pode servir de modelo para muitas pessoas, a sua maneira de ser, convivência, obras, decisões, resumindo, tudo o que o homem faz hoje pode influenciar gerações.

O poder da influência
Cada pessoa independentemente de cor e raça tem um grande potencial de influência, o homem sozinho pode não influenciar, mas com as outras pessoas ele pode. Temos na Bíblia um exemplo considerável que queremos tratar aqui nesse mote, o de Saulo de Tarso, a sua má e boa influência, a sua história foi capaz de refletir no cristianismo no mundo inteiro. Antes da sua conversão ele não era digno de ser imitado, por ele perseguia os cristãos, mas após a sua conversão passou a influência com o seu comportamento, hoje as suas lições são aprendidas e praticadas por cristãos em todo mundo. Não podemos dimensionar até aonde vai o poder da influência de uma só pessoa no meio de uma sociedade e nação. Paulo imitou a Cristo e em seguida apresentou a sua vida como um modelo a ser seguido pedindo aos cristãos que o imitasse, assim como ele imitava a Cristo (I Co 11:1).

Qualquer pessoa por mais ínfima que ela seja é capaz de produzir efeitos sobre as outras pessoas, por essa razão devemos considerar a responsabilidade que ela tem. Um pai pode arruinar ou salvar um filho; uma mãe pode erguer ou degradar uma filha, tudo isso é para mostrar-nos que a influencia de um único homem se propaga não como uma corrente, e sim como um incêndio, fagulha após fagulha, saltando de vida para vida, isso atravessando continentes, e cruzando séculos. Imaginemos a influência do erro de Adão (Rm 4:12), em contraste com a boa influência de Abraão na história da humanidade (Gn 12:1-3).

Paulo, um exemplo para os cristãos
Antes da conversão ele influenciava de maneira maléfica sobre a igreja no primeiro século, mas ao encontra-se com o Senhor a sua vida deu um giro de 360 graus, de perseguidor passou a ser perseguido. Paulo enfrentou rejeição dos discípulos dentro da igreja, ao chegar ele a igreja em Jerusalém os apóstolos não confiaram nele, ali ele começou a sentir a dor da rejeição, no entanto era só o começo, pois uma maratona de sofrimentos estava por vir, pois o Senhor havia mostrado a Ananias em uma visão o que aconteceria com Saulo dali pra frente “Mas o Senhor lhe disse: Vai, porque este é para mim um vaso escolhido para levar o meu nome aos gentios e reis, bem como perante os filhos de Israel; pois eu lhe mostrarei quanto importa sofrer pelo meu nome” (At 9:15,16). Você já imaginou até aonde chegou e os sofrimentos e exemplo de Paulo há quase dois milênios?

Destaquemos alguns dos sofrimentos
1. Foi preso injustamente (I Co 11:32-33).
2. O expulsaram de Antioquia pelos grandes da cidade por causa do evangelho (At 13:50-51);
3. Foi quase morto por apedrejamento em Listra e lhe deram por morto (At 14:19);
4. Na Macedônia ele foi preso e teve os pés amarrado no tronco (At 16:23-24);
5. Foi perseguido pelos judeus que queriam matá-lo porque pregou em Bereia (At 17:13-14);
6. Gerou uma grande confusão ao pregar em Éfeso contra os deuses daquela cidade (At 19:23-26);
7. Foi perseguido e quase morto porque levou um grego ao templo (At 21:27-31);
8. Paulo foi preso em Roma, além de sofrer um naufrágio em Mileto (At 27:13-20);
9. Foi picado por uma cobra venenosa (At 28:3);
10. Foi preso em Roma e decapitado pelo seu maior inimigo, o imperador Nero por volta dos anos 67 ou 68 d.C
               
Uma história que contagiou o mundo, nem ele próprio tinham a dimensão do impacto que ele poderia causar na história da humanidade, ele influenciou na vida de todos os cristãos, não mediu esforços, nem a sua vida teve por preciosa por amor ao evangelho de Cristo (At 20:24; 21:13). Muitos cristãos em todo mundo sofrem perseguições e são até mortos por amor a Cristo, mas firmes estão porque certamente as cartas paulinas têm edificado muitos cristãos, os incentivando a permanecerem na fé como imitadores de Deus (Ef 5:1). Amados o nosso exemplo de vida como cristão pode influenciar, salvar e conduzir muitas pessoas aos pés de Cristo que é o nosso modelo, portanto temos a oportunidade entre ser modelo ou não ser modelo, qual dos dois escolhe?


Pr. Elis Clementino