quinta-feira, 15 de fevereiro de 2018

ESBOÇO 833 CAINDO NA COVA QUE CAVOU


ESBOÇO 833
TEMA: CAINDO NA COVA QUE CAVOU.
TEXTO: ECLESIÁSTES 10:8-9

Oh! Infalível lei da semeadura, quem nos livrará dela? As sementes que são plantadas certamente abrolharão e darão frutos, e se nada for semeado certamente colherão a escassez (Ec 11:1). Muitas coisas podem se transformar em sementes desde uma simples ação praticada pelo homem, não importa, seja plantado por justos ou por ímpios, no entanto é importante saber que semear é opcional, porém a colheita acontecerá obrigatoriamente, portanto cada indivíduo é responsável por aquilo que semeia. Veremos nesse assunto os resultados daquilo que semeamos nesta vida, sejam boas ou más, não obstante leia antes este provérbio “Os infiéis receberão a retribuição de sua conduta, mas o homem bom será recompensado” (Pv 14:14), ou seja, cada um provará dos seus frutos.

Preparando armadilhas
Existem pessoas que maquinam o mal para de alguma maneira atingir alguém que ele odeia, é muito natural encontrarmos pessoas assim, elas se organizam, montam estratégia para alcançar sucesso na sua vingança, mediante a isso o homem não pode esquecer que existe a lei da semeadura como já falamos, ela não envelhece, e está sempre atualizada. “Quem semeia vento colhe tempestade...” (Pv 22:8), os que assim fazem não escaparão ainda que tente “E como se um homem fugisse de diante do leão, e se encontrasse com ele o urso; ou como se entrando numa casa, a sua mão encostasse à parede e fosse mordido por uma cobra” (Am 5:19), assim não há como escapar. O que cava uma cova para seu inimigo cair cairá dentro da própria cova que cavou (Pv 26:27). “A colheita é sempre maior que a semeadura. O fruto que se colhe é sempre maior do que a semente que se plantou” Gustavo Lacerda. “...a vida que temos hoje é exatamente a resposta do passado” Georgeana Alves. Na bíblia temos um exemplo típico que gostaríamos de apenas lembrar que foi a fúria e os planos de Hamã contra o judeu Mardoqueu, ele arquitetou a morte dos judeus como vingança, mas ele próprio experimentou a própria forca que preparou para Mardoqueu (Et 7:10), pois qualquer ato de injustiça que praticarmos teremos o retorno certo.

O homem se acidenta com as suas próprias armas que constrói (Ec 10:8-9).

Semeando coisas boas
O Homem desprovido de maldade será recompensado, essa é uma das características do cristão, qualquer ressentimento humano, inclusive os maus pensamentos e os desejos de vingança para com o próximo deve ser extinto do coração “coração que maquina planos perversos, pés que se apressam para fazer o mal” (Pv 6:18; 1:16; 24:2; Is 59:7), os tais que assim procedem receberão a justa recompensa mas o homem bom é recompensado (Pv 14:14).

Todo homem deve ter muito cuidado com o seu proceder, pois se seus atos forrem justos ou injustos serão recompensados como citado em (PV 14:14). Os cristãos não devem ter nenhum sentimento de ódio em seus corações, essa raiz amarga não deve brotar nos seus corações, embora esteja sofrendo (Hb 12:15). As boas sementes deve brotar do coração de onde acontece as saídas da vida (Pv 4:23), se desejar o mal a alguém colheremos o mal “Quem semeia vento colhe tempestade; quem semeia o mal recebe maldade...” (Pv 22:8). O cristão não deve desejar o insucesso do outro como se vivencia atualmente, Deus nos guarde de termos um coração mal, julgador e infiel, a vingança é condenada nas escrituras “Não digas: Vingar-me-ei do mal; espera pelo Senhor, ele te livrará” Pv 20:22; “Não vos vingueis a vós mesmos, amados, mas daí lugar à ira, porque está escrito: Minha é a vingança; eu recompensarei, diz o Senhor. Portanto, se teu inimigo tiver fome, dá-lhe de comer; se tiver sede, dá-lhe de beber; porque fazendo isto, amontoará brasas de fogo sobre a sua cabeça. Não te deixes vencer do mal, mas vence o mal com o bem. (Rm 12:19-21).Aqueles que te fizerem o mal certamente receberão a recompensa, porque tudo o que o homem semear isso também ceifará, porque Deus fará justiça por você (Gl 6:7). Se medirmos os outros seremos medidos também, pois a medida com que medirdes vos medirão também. (Cuidado a lei da semeadura ainda está em pleno vigor).

Pr. Elis Clementino

terça-feira, 13 de fevereiro de 2018

ESBOÇO 832 HUMILDADE, APRENDENDO COM JESUS


ESBOÇO 832
TEMA: HUMILDADE, APRENDENDO COM JESUS
TEXTO: MATEUS 11:28

Há muitas coisas que precisamos aprender na vida, e uma delas é a humildade. Todo ser humano precisa entender que esse é um principio importante para viver bem e ser honrado, pois as pessoas desprovidas de humildade têm sentimentos de grandeza, porém não confundamos humildade com pobreza, ou seja, pessoas desprovidas de bens. A humildade é algo que deve existir permanentemente no coração de cada indivíduo, que nada mais é do que o reconhecimento das suas limitações e fraquezas.

Humildade é qualidade que todo indivíduo deveria ter, ela é uma virtude que consiste em conhece as suas próprias limitações e fraquezas, essa virtude é oposta ao orgulho, também tem relação com a palavra grega Humus, “terra”, essa expressão da Grécia antiga também de origem as palavras homem e humanidade. A humildade é um cartão de acesso as grandes conquistas, o ensinamento sobre a humildade deve começar cedo e dentro do lar, aos filhos netos e etc.

A verdadeira humildade é aprovada por aqueles que conhecem a sua importância, com ela o indivíduo em posição de vantagem “Quando vem o orgulho, chega a desgraça, mas a sabedoria está com os humildes. A integridade dos justos os guia, mas a falsidade dos fiéis os destrói” (Pv 11:2,3). “O coração do homem se exalta antes de ser abatido e diante da honra vai a humildade” (Pv 18:12). “O orgulho vem antes da destruição; o espírito altivo, antes da queda. Melhor é ter espírito humilde do que partilhar despojos com os orgulhosos (Pv 16:18,19). A vantagem em ser humilde está descrita nos textos encontrados em provérbios e citados nesse assunto.

Traços típicos de humildade
1. Simplicidade “A simplicidade vem sempre acompanhada de um gesto nobre” Patricia Resende.
2. Não se ufana das boas coisas que faz
3. Desprovido de qualquer orgulho “É você saber que a santidade só faz sentido na convivência com as pessoas. É você oferecer aos outros o que você tem de melhor sem impor-se a ninguém. É você não depender de elogios nem recompensas para fazer o que é certo.”
4. Linguagem suavizada e sem arrogância
5. Verdadeira “A verdadeira humildade é você dar o melhor de si sem se sentir melhor que os outros. É você ter consciência das suas qualidades, mas reconhecer que tem muitos defeitos também.”
6. Sabedoria, ser humilde é a maneira mais sábia de todas.
7. Paciente
8. Amoroso para com o próximo, os traços típicos que completa a pessoa humilde estão descritas em (I Co 13:4-7) conforme Paulo isso somente acontece quando o amor está em ação.

Muitas pessoas são desprezadas por causa da sua humildade, isso por não apresentarem nenhum glamour, ou seja, encanto pessoal, por isso olha-se para elas com olhar de desprezo, mas enganam-se porque as maiores riquezas estão dentro das pessoas, à humildade é uma delas. A humildade se manifesta através das nossas atitudes, seja na maneira de tratar o próximo, na brandura e no coração verdadeiro. A humildade é aprendida e ensinada pelos pais desde a infância, temos que apresentar para filhos e netos que a arrogância leva a destruição e não vale apena, no entanto “Melhor é o homem paciente do que o guerreiro, mais vale controlar o seu espírito do que conquistar uma cidade” (Pv 16:32). Não devemos ter aparência de humildade, esse aspecto não é duradouro, as circunstâncias farão com que a realidade apareça sendo apenas questão de tempo.

Pr. Elis Clementino

quinta-feira, 8 de fevereiro de 2018

ESBOÇO 831 DEVERES DOS CRISTÃOS FIÉIS


ESBOÇO 831
TEMA: DEVERES DOS CRISTÃOS FIÉIS
TEXTO: TITO 3:1-11; I Pe 3:12

A boa conduta cristã é exigida nas cartas do novo testamento, são assuntos diversificados, mas que todos eles seguem na mesma direção a respeito da conduta dos crentes fiéis. No assunto descrito no texto Paulo apresenta a Tito como deve ser o comportamento dos crentes fiéis.

Dois princípios importantes
Antes de começarmos o assunto vamos lembrar dois princípios importantes, a utilidade do sal e o brilho da luz. O sal é um produto da natureza conhecido como cloreto de sódio, pois bem ele tem duas propriedades importantes para os alimentos, o de salgar e proteger. O sal é usado como condimento para temperar os alimentos, principalmente àqueles que necessitam de serem conservados como as carnes. Jesus tomou como exemplo o sal para aplicar lições importantes à vida cristã diária (Mt 5:13). A luz, outro exemplo dado pelo Mestre que deve ser levado em consideração, isso nos leva a pensar do porque Jesus ter nos salvos, pois os efeitos do sal e da luz são fundamentais para entendermos a razão, mas vamos adiante.

O modelo cristão
O exemplo apresentado por Paulo em sua carta ao obreiro Tito era suficiente para que todo crente fosse aprovado por Deus, como também estariam preparados para toda boa obra, pois é também através dos deveres cívicos que se tornam mais valiosa a pregação do evangelho (Tt 3:1). A obediência cristã deve estar presente em todo o nosso viver, caso não esteja, a vida cristã se tornará sem efeito “Se o sal for insípido com que há de salgar? Para nada presta senão se lançar fora, e ser pisado pelos homens” (Mt 5:13).

A vida cristã também deve ser como a luz posta em um lugar alto, que todos possam ver o seu brilho, se escondê-la não haverá efeito algum, devemos brilhar diante dos homens para que vejam e glorifiquem a Deus pelas nossas boas obras (Mt 5:13-16).

Vida pecaminosa
A vida pecaminosa abriga no coração do homem tudo o que contraria a vontade de Deus, pois éramos:
(1) Insensatos
(2) Desobedientes
(3) Extraviados
(4) Servos das paixões e prazeres
(5) Maliciosos
(6) Invejosos
(7) Odiosos odiando-nos uns aos outros, Jesus nos ensinou a amar até os nossos inimigos (Mt 5:44).

A graça divina
Todas essas coisas se abrigavam em nós até a manifestação da bondade de Deus para com os homens, foi por meio dessa bondade que nos tornamos nova criatura em Cristo (2 Co 5:17). Esse acontecimento não foi pelos nossos méritos ou obras de justiça, mas segundo Deus pela sua misericórdia nos salvou pela lavagem da regeneração e da renovação do Espírito Santo, que ele derramou ricamente sobre nós com a finalidade de nos Justificarmos e nos tornarmos herdeiros segundo a esperança de vida eterna. (Tt 3:4-7).

Deveres da nova criatura em Cristo
(1) Deveres cívicos (Tt 3:1).
(2) Preparar-se para toda boa obra (Tt 13:1b);
(3) A ninguém difameis (Sl 15:3; Pv 10:18; Mt 12:36);
(4) Não serem briguentos, mordendo uns aos outros (Gl 5:15);
(5) Serem pacíficos, promover a paz (Rm 12:18; Hb 12:14);
(6) Mansos para com todos os homens (Mt 5:5).

O modelo de vida descrito no texto deve ser seguido por toda vida aqui, pois estamos sob o olhar divino (I Pe 3:12). A nossa língua tem um poder destruidor, ela é capaz de fazer grandes estragos, por isso o Apóstolo Tiago pede que refreie a língua e evite ser usada de maneira incorreta (Tg 3:10). Devemos evitar tudo o que Paulo discorreu em sua carta no verso (V2), o cristão tem como característica evitar essas coisas, cada um procure aplicar-se as boas obras (V8). Aqueles que praticam males devem ser evitado, pois são indivíduos que pervertem os valores cristãos, esses tais por si mesmo se condenam (Tt 3:9-11). “Que os nossos também aprendam a aplicar-se às boas obras, para suprir as coisas necessárias, a fim de não sejam infrutíferos” (Tt 3:14).

Pr. Elis Clementino

segunda-feira, 5 de fevereiro de 2018

ESBOÇO 830 O VERDADEIRO CIDADÃO DOS CÉUS

ESBOÇO 830
TEMA: O VERDADEIRO CIDADÃO DOS CÉUS
TEXTO: SENHOR, quem habitará no teu tabernáculo? Quem morará no teu santo monte? Quem subirá ao monte do Senhor, ou quem estará no seu lugar santo? (SALMOS 15:1; 24:3)

                A entrada de pessoas em muitos nos lugares considerados sagrados e santos exige-se do delas requisitos de qualidades que representem uma vida de santidade perante Deus, mediante as perguntas deitas por Davi “Senhor, quem habitará no teu tabernáculo? Quem entrará no lugar santo?” Davi conhecia o tabernáculo, sua estrutura e a existência do LUGAR SANTO. O desejo do seu coração era construir um templo com o objetivo de que Deus morasse nele, assim planejou edificar um em Jerusalém. O lugar santíssimo do tabernáculo era um lugar que nem todos poderiam entrar nele, a não ser com a qualificação sacerdotal, antes de entrarem se purificava antes de entrar no lugar santo, esse modelo permanece como requisito para a entrada no reino celestial.

1. O que é um tabernáculo?
Era um santuário portátil, transportado pelos hebreus ordenado por Moisés desde a peregrinação no deserto, no tabernáculo era guardada a arca da aliança e outros objetos sagrados. Quando foi construído o templo em Jerusalém, no projeto foi incluído esse lugar santo, nesse lugar somente era permitida a entrada dos sacerdotes, pois a arca representava a presença do Senhor. Quaisquer que adentrassem no recinto, a não serem os sacerdotes seriam mortos, se fosse um sacerdote que não estivesse purificado seria puxado por uma corda que era amarrada na sua cintura, pois era um LUGAR SANTO onde se ofereciam ao Senhor o santo incenso sobre o altar (Ex 30:1-10, 34-38). Encontramos expressões semelhantes a do salmo 15 “Quem subirá ao monte do Senhor, ou quem estará no seu lugar santo? (Sl 24:3-5), eles enfatizam a santidade como condição para ter acesso a Deus.

2. As exigências para entrar no santuário
Neste salmo 15 há 11 exigências para habitar com o Senhor são elas:
(1) Andar em sinceridade.
(2) Praticar a justiça;
(3) Falar a verdade no seu coração;
(4) Não difamar com a sua língua;
(5) Não fazer mal ao próximo;
(6) Não aceitar opróbrio (desonra, vergonha, injúria) contra seu próximo;
(7) Aqueles cujos olhos o réprobo (que foi excluído da sociedade, malvado) é desprezado;
(8) Os que honrarem e temerem ao Senhor;
(9) Aquele que jura com dano seu e não muda;
(10) Aquele que não empresta com usura (vantagem, agiotismo);
(11) Que não recebe peitas (favores ou propinas) contra o inocente.

O reino dos céus é semelhante as dez virgens, para entrar nele é preciso ter qualificações morais e espirituais senão ficarão de fora, o azeite mantinha as lamparinas acesas, para ter acesso a Deus a lâmpada da espiritualidade não deve apagar, símbolo também de uma vida devocional contrita com Deus “Aquele que é limpo de mãos e puro de coração, que não entrega sua alma à vaidade, nem jura enganosamente. Este receberá a benção do Senhor e a justiça do Deus da sua Salvação.” (Sl 24:3-5). “Quem faz isto jamais será abalado” (Sl 15:5). Sejamos santos em toda a nossa maneira de viver (I Pe 1:15,16), sem a santidade ninguém verá o Senhor (Hb 12:14). O lugar aonde se adora Deus é um lugar santo, mas infelizmente não o tratado como merecido, a irreverência tem tomado conta dos cultos, como as conversações, a falta de respeito à ordem do culto, não se levam mais a sério as recomendações bíblica sobre a decência nos cultos (Ec 5:1-2,6), por causa disso vem às consequências, e quando clama a Deus ele não responde.


Pr. Elis Clementino

quinta-feira, 1 de fevereiro de 2018

ESBOÇO 829 O DESGASTE MINISTERIAL

ESBOÇO 829
TEMA: O DESGASTE MINISTERIAL
TEXTO: I SAMUEL 30:6

Quando Deus chama um indivíduo é porque já estabeleceu um propósito para ele, certamente é algo de grande relevância, no entanto o indivíduo que se dispõe a atender o chamado divino deve estar ciente dos seus desgastes durante a execução da sua missão. O chamado deve estar preparado ou se preparar para tal incumbência, socialmente, psicologicamente para lidar com as suas emoções, e espiritualmente para lidar com os mistérios divinos que envolvem a sua missão. Os desgastes ministeriais acontecem por vários motivos, seja quando a sua igreja não vai bem financeiramente e quando a unidade fraternal dela está ameaçada (desuniões e contendas), tal situação aconteceu na igreja de coríntios (I Co 3:4,45), e as demais até hoje acontecem as mesmas coisas.

I. Socialmente
O estado social do indivíduo contribui para desenvolvimento da sua missão ministerial, principalmente em relação a sua conduta na família e na sociedade em que vive, portanto o apóstolo Paulo entendeu que esses eram requisitos necessários para um bom desempenho ministerial aprovado por Deus (I Tm 3:1-7).

II. Psicologicamente
A preparação psicológica é essencial, pois o obreiro deverá saber que enfrentará as dificuldades para desenvolver o seu ministério, sem esse preparo seria impossível ter controle dos seus sentimentos (At 20:22-24). O Apóstolo Paulo estava preparado psicologicamente, por isso, mesmo correndo riscos de morte ele continuou o seu ministério em prol do evangelho (2 Co 11:25,26). Esse preparo lhe garantiu a convicção do chamado divino, sendo um dos fatores predominantes para ele suportar as dificuldades, sem, contudo abalar a sua fé (Rm 8:35-37), pois somente o obreiro convicto será capaz de declarar a sua firmeza, em Paulo não havia outro interesse a não ser pregar a Cristo, o autor da sua fé. O psicologicamente preparado não age pela emoção em determinados momentos da sua missão, pois aqueles que tomam decisões por emoção, e não pela razão poderão sofrer precocemente o desgaste do seu ministério, e assim comprometê-lo.

III. Espiritualmente
O exercício ministerial exige que o obreiro esteja ligado espiritualmente, e em plena comunhão com Deus que o chamou, pois a estabilidade do obreiro não está ligada em outra coisa a não ser pelo seu compromisso com quem o chamou “Deus”, pois a visão maior do obreiro deve ser alcançar o alvo principal que é Cristo. Conforme o nível espiritual do obreiro facilita o seu desempenho na obra, ele será usado por Deus de maneira poderosa e grandes coisas o Senhor poderá realizar através dele. O homem espiritual não se embaraça com as coisas desta vida, o seu alvo é agradar aquele que o alistou (2 Tm 2:4-5). O homem espiritual discerne bem a vontade daquele que lhe chamou, e se dispõe a cumprir os desígnios de Deus, é nessa predisposição que o Espírito de Deus opera de maneira poderosa, mesmo assim usado por Deus ele não estará isento dos desgastes que a própria obra trás. O obreiro preparado espiritualmente tem discernimento e sabe que essas dificuldades são inevitáveis (At 16:17).

IV. O desgaste ministerial
Eles podem acontecer por vários motivos:
1. Desgaste - A angústia de uma derrota não se compara. Certa vez Davi e seu exercito veio de uma guerra e encontrou a sua cidade saqueada, e suas mulheres e filhos levados cativos, naquele momento, perante o seu exército o povo queria apedrejá-lo (I Sm 30:1-20), e Davi muito se angustiou, era um inesperado desgaste, mas ele se reanimou no Senhor (I Sm 30:6), as forças do obreiro vem do Senhor, quanto aos desgastes qualquer obreiro está sujeito, mas o Senhor o fortalece.

2. Desgaste – pelo pecado cometido por Davi com Bete-Seba, esse lhe custou alto preço, a sua desobediência chegou até Deus, além disso, foi um ato covarde contra o seu guerreiro, homem que sempre lhe protegia a vida, esse pecado refletiu na sua família com graves consequências, mas Davi arrependido rasga o seu coração perante Deus que lhe perdoa, mas as consequências continuaram.

3. Desgaste na sua família– Ammom se apaixonou pela sua irmã, por conta disso se acendeu a ira no coração de Absalão (2 Sm 13:20), depois Absalão matou Ammom, pense nas consequências, isso nada mais era a espada de Deus em sua casa (2 Sm 12:10)

4. Desgaste – Esse foi à traição de Absalão contra seu pai, ele tentou usurpar o trono com uma estratégia de convencer o povo que seria melhor que o pai (2 Sm 15:6-7), ele ainda com seu exercito expulsou Davi da cidade, depois de nove anos a espada de Deus ainda estava em ação sobre a sua casa. A desobediência daqueles a quem Deus chama tem um preço, Davi era um escolhido de Deus, o único que foi escolhido segundo o coração de Deus (I Sm13:14; Sl 89:20; At 13:22).

5. A exaustão do trabalho
O obreiro precisa ter pessoas que possam lhe auxiliar nas tarefas diárias da igreja, os trabalhos pastorais são desgastantes, Moisés foi um grande líder, mas ele se se desgastou fisicamente de maneira que ele não estava mais dando conta das demandas, pois era quase um milhão de pessoas para ele ouvir, aconselhar e dar solução aos problemas do povo. O obreiro não deve fazer tudo sozinho, o desgaste físico impossibilita tomar as decisões corretas, mas o seu sogro ao vê-lo já cansado resolveu dar-lhe uma dica, escolher homens (Ex 18:13-25). Há também obreiros que não aceita conselhos, o maior exemplo disso foi o rei Roboão, ele não deu ouvidos aos conselhos dos mais velhos, mas recebeu dos mais novos e os da sua idade, daí o prejuízo foi inevitável.

           O obreiro necessita de ajuda dos companheiros para lidar com os casos que são mais desgastantes dentro da igreja. Muitas vezes alguém pensa que o pastor é um super-homem capaz de suportar tudo sem se desgastar, na maioria das vezes após o culto as ovelhas vão para as suas casas e seus problemas ficam com o pastor, e por isso muitos perdem a saúde contraindo para si doenças como: diabetes, problema do coração e depressão, além dos problemas ministeriais. Moisés, exausto das suas tarefas diárias e o povo faminto murmurando contra o Senhor ele pediu a MORTE (Nr 11:15), ele temeu ver a sua própria ruína. Os irmãos não deveram fazer criticas em relação a obreiros que tiraram as suas próprias vidas, essa fatalidade quando vem acontecer porque eles vêm acumulando problemas e seus próprios líderes não deram importâncias aos sinais  dos desgastes daquele obreiro, ou seja não lhes deram a atenção necessária, mas apenas lhes fizeram cobranças, alguns deles passam fome com as suas famílias em nome do querer de Deus, enquanto alguns líderes maiores usurpam a lã e o leite das ovelhas sem piedade, enquanto eles luxam seus liderados passam fome com suas famílias revoltadas e filhos desviados pelas injustiças sofridas. Cuidemos dos nossos obreiros para que não se desgastem tão cedo e por nossa culpa.

Pr. Elis Clementino