segunda-feira, 5 de março de 2018

ESBOÇO 839 A SÍNDROME DO CHORO



ESBOÇO 839
TEMA: A SÍNDROME DO CHORO
TEXTO: “Tempo de chorar, tempo de rir e tempo de prantear” ECLESIASTES 3:4

O Choro, esse é um assunto que pretendo discorrer nesse mote, mas necessariamente precisamos entender o que é o choro, o momento de chorar e as razões porque o choro acontece. Em todo ser humano acontece esse processo fisiológico que muitas vezes independe da vontade do indivíduo, mas que acontecem em determinadas situações. Esse assunto é um alerta, talvez não seja bem recebida, mas é ama das verdades que precisa ser dita.

O que é o choro?
De uma maneira simples digo que é o reflexo daquilo que o nosso corpo sente, o choro é o ato ou efeito de chorar, é uma ação de verter lágrimas dos olhos, como já dissemos que é um processo fisiológico existente nos seres humanos. Ele pode ocasionar por várias razões, uma tristeza, mágoa, dor, saudade, derrota e nos momentos de alegrias, embora é muito comum dizermos as pessoas que estão chorando a seguinte expressão: “não chores”, mesmo que se tenha conhecimento da causa, essa manifestação sentimental não é ruim. O choro passa uma mensagem, conforme o tipo de choro indica que algo está acontecendo com o estado emocional de certas pessoas.

O choro continuado é normal?
Não é normal, existe alguma razão pela qual a pessoa chora, já dissemos isso anteriormente, no entanto algo precisa ser feito para pelo menos amenizar já que a pessoas está sendo submetida a um sofrimento, “O choro pode durar uma noite, mas a alegria vem pela manhã” (Sl 30:5). Uma criança quando chora continuadamente é sinal de que algo incomum está acontecendo, logo somos despertados a tomar alguma providencia. O nosso corpo reage de maneira diferente em cada situação, se houver algum motivo o indivíduo pode chorar ou rir, embora existam pessoas que rir na hora de chorar, já presenciei pessoas dar gargalhadas num funeral, isso não é normal, outros chorarem no momento de rir, isso pode acontecer devido algum distúrbio no estado emocional do indivíduo, outros choram com uma noticia ruim que veem na televisão, outros choram quando vê outra pessoa feliz, e assim por diante. É preciso observar bem, e se for distúrbio encaminhar essa pessoa para o especialista no assunto, porque há tempo para todo propósito debaixo do céu, “tempo de chorar, tempo rir e tempo de prantear” (Ec 3:4), cada um em sua ocasião.

Mas o que eu desejo realmente comentar?
Não é simplesmente falar sobre riso e choro, mas mostrar que existem pessoas que usam métodos para fazer as outras rirem e também chorarem, embora esses métodos tenham características completamente diferentes. Há pessoas que emotiva outra a chorar, e assim manipula sentimentos alheios com a finalidade de obter alguma vantagem pessoal, isso é muito ruim, pois não se deve mexer com os sentimentos das pessoas, às vezes com palavras carregadas de emoções tocando na sensibilidade das pessoas. Sabemos que de alguma maneira a mente das pessoas são manipuladas através de mensagens motivando-as para diversas finalidades, as propagandas, visuais ou faladas estão por toda parte.

Os convencimentos acontecem conforme a aplicação das técnicas pelos palestrantes, isso em todas as áreas, tudo finalmente é voltado para o emocional, existem programas de TV que durante o seu horário apresentam algo com conteúdo capaz de mexer com o lado emocional das pessoas para alavancar audiência, e com isso o ibope vai lá pra cima, não tem outro sentido, a não ser esse, emocionar pessoas, mas tudo bem esses são os meios que seus apresentadores arrumaram e está longe de ser substituído. Há determinados eventos que isso não deve ser feito, tem que ser da maneira mais natural possível, principalmente quando se trata a respeito da espiritualidade, essa parte não pode ser manipulada criando situações como que seja espiritual, não me refiro aqui sobre o estimulo da fé, esse estimulo deve ser feito responsavelmente e com base na palavra de Deus, para que as pessoas não sejam induzidas a uma falsa fé.

Muitos novos pregadores que se dizem pentecostais têm enveredado por esses caminhos com a finalidade de promoverem ainda mais o seu potencial, esses tais fazem de tudo para ver o povo chorar nas igrejas é a SINDROME DO CHORO, se o povo não chorar não valeu apena a pregação, isso é feito com o intuito de mexer no emocional das pessoas simples, as suas palavras são carregadas de emoções e com promessas vazias, e se os crentes não reagirem não os consideram espirituais, e usam até uma expressão vulgar de crente cru. Na verdade esses tipos de apeladores são inconscientes e sem responsabilidade, infelizmente estão por tida parte, eles deixam a BÍBLIA de lado e massageia o ego das pessoas com promessas ilusórias, muitos deles não são filiados a nenhuma igreja e nem ministérios, são absolutos e soldados sem quartéis, jogam as suas heresias e vão embora, ainda levam o cachê e depois o pastor que resolva com seus membros, assim também certos cantores sem igrejas, eles pulam e gritam, no entanto as consequências são as piores possíveis.

As conseqüências disso é o povo ficar iludido e nada pior do que o cristão desiludido pelo que ele ouviu ou lhe foi falado ou profetizado sem nenhum cumprimento, promessas imediatistas, por isso muitas igrejas estão vazias nos culto de doutrina, e muitas delas tem que fazer festa e fazer convocação toda semana para e trazer algum desses pregadores para massagear o povo, o resultado é a promoção do pregador, o receba agora, leve agora. Irmãos, talvez essa palavra se impopular, pressuponho que se o povo dos dias de Esdras estivesse vivo iriam sentir saudade das mensagens impopulares de Esdras que armou o seu púlpito no meio da rua e levou o povo a ouvir as verdades de Deus (Ne 8:1-18), vejam o resultado, um grande avivamento divino naquela época.

                O avivamento divino vai chegar, mas não pelas mãos desses pregadores apeladores que induzem o povo ao delírio e ao choro com seus sermões que apenas mexem com o emocional das pessoas, não se deve brincar com os sentimentos alheios, principalmente as pessoas inocentes e piedosas que depositam a sua confiança na pregação do evangelho, pois isso se constitui um pecado diante de Deus. Vamos pregar o evangelho, somente ele muda e transforma pessoas, porque ele não é outra coisa a não ser o poder de Deus (Rm 1:16). A verdadeira mensagem sem si tem o poder de realizar salvação, milagres e renovação espiritual que esse deve ser o foco do obreiro, o verdadeiro avivamento vem através da palavra de Deus, pois avivamento sem a palavra de Deus deixa o povo mais vazio ainda, além disso, desiludido com as falsas promessas. Todo choro tem o seu momento e as razões, para tudo há um tempo determinado.

Pr. Elis Clementino

terça-feira, 27 de fevereiro de 2018

ESBOÇO 838 ACÁCIA, MADEIRA DA ARCA DA ALIANÇA



ESBOÇO 838
TEMA: ACÁCIA, MADEIRA DA ARCA DA ALIANÇA
TEXTO: ÊXODO 25:10-15

A acácia é um tipo de madeira sem muito valor comercial, ela se desenvolve em lugares ermos e produzem lindas flores. A acácia foi escolhida e indicada por Deus para confeccionar a arca da aliança, peça que representava a presença de Deus, apesar dela não ser tão valiosa, a parte da madeira designada por Deus para a confecção da arca iria receber um tratamento todo especial para se tornar valiosíssima e ideal para o que fora designada.

Significado
Acácia em significa “Hb shit táh”, também significa “inocência” ou que não tinha malícia, sem maldade, esse nome também tem origem do grego akákios significando acácia, também mencionada como gofer (Gn 6:14). Dessa madeira não somente foi confeccionada a arca da aliança, mas também as outras peças do tabernáculo como a mesa dos pães da proposição, os adornos do tabernáculo, os varais, e o altar do incenso, essa madeira era chamada também cetim (Ex 25:10). Havia outros tipos de madeiras muito mais preciosas, mas a que Deus indicou a Moisés foi a acácia (Ex 36:20,21), talvez essa madeira tenha sido escolhida por Deus por ser uma madeira simples, pois tudo o que Deus utiliza para realizar algo por mais frágil que seja tem rico significado, isso indica que para Deus não importa o valor quando ele próprio tem o poder de transformar e valorizar. No Brasil o valor pago pelas indústrias de celulose está abaixo do esperado, e para não perder dinheiro, agricultores vendem a acácia como lenha. www.agron.com.br

Porque Deus escolheu a acácia?
As coisas consideradas fracas para nós, não são inermes para Deus, pois ele não vê como o homem vê (I Sm 16:7), as coisas que são consideradas desprezíveis pelo homem, mas não para Deus, a maior prova disso somos nós, quem diria que serias um instrumento nas mãos de Deus, mas antes ele faz um tratamento ideal como: tirando da prata a escoria; a borra que ele tira do ouro, e o tesouro que enriquece o vaso e a madeira revestida com ouro, todo esse tratamento Deus faz para que nos tornemos vasos de honra nas mãos do Senhor.

Acácia, uma madeira trabalhada
Essa madeira recebeu um tratamento especial, ela foi trabalhada para poder ser utilizada na confecção do tabernáculo e demais peças sagradas. A tábua da acácia foi totalmente coberta com ouro puro por dentro e por fora (Ex 25:10,11). Qualquer coisa por mais simples que seja após receber um acabamento adquire valor. Deus tem a maneira de tratar e dar esse acabamento, ele lapida as pedras, prepara madeira e amassa o barro com a finalidade de torná-lo vaso de honra, assim como as peças do tabernáculo e da arca da aliança foram preparadas antes de serem usadas por Deus, após esse preparo ele pode utilizá-las da maneira que ele bem quiser, porém, saiba que das coisas simples e humildes Deus torná-las em uma grande revelação, “Para Deus nada é impossível” (Lc  1:37).

A acácia e o cristão
Tudo o que Deus escolhe deve ser trabalhado para alcançar padrões dignos da sua aprovação, assim (Deus escolhe coisas e pessoas que jamais teríamos coragem de escolher). Para Deus é importante que o homem tenha no mínimo a predisposição de se entregar em suas mãos, para que ele realize o seu querer.

Existem muitas maneiras de Deus preparar o cristão para usá-lo na sua obra, basta lembrar sobre o valor da acácia e o lugar nobre que ela ocupou, todo o seu valor veio depois que ela recebeu a cobertura de ouro puro, no entanto é assim que Deus trata e preparam aqueles a quem tem propósitos. Ele se utiliza das coisas vis deste mundo para confundir as grandes; “Mas Deus escolheu as coisas loucas deste mundo para confundir as sábias; e Deus escolheu as coisas fracas deste mundo para confundir as fortes;. E Deus escolheu as coisas vis deste mundo, e as desprezíveis, e as que não são, para aniquilar as que são;. Para que nenhuma carne se glorie perante ele.” (I Co 1:27-29).

O barro enriquecido
Vamos lembrar-nos do barro nas mãos do oleiro ao invés da acácia, vamos a outro tipo de material frágil, “o barro” ele é escolhido com a mesma finalidade, usá-lo depois de trabalhado. O barro foi processado e utilizado na formação do homem, pois são assim, coisas fracas e vis, Deus usou esse método para que o homem fosse sempre identificado entre as coisas fracas e vis. Nenhum valor teria o barro se não fosse o trabalho realizado pelo oleiro (Jr 18:1-4); Segundo Paulo o barro foi enriquecido através do tesouro “tesouro em vaso de barro” (2 Co 4:7). Somos um vaso de barro e nele abrigamos um grande tesouro “Cristo” é ele que lhe enobrece, ou seja, lhe torna valioso (a). O ouro que envolvia a acácia a valorizava, assim é a presença de Cristo em nós, Paulo ilustrou muito bem na sua carta a igreja de coríntios afirmando que Cristo é o tesouro que nos enriquece e que nenhuma glória terá o homem em se exaltar a não ser nesse tesouro “Cristo” ele é a nossa glória, e se quiser se gloriar que se glorie nele (Jr 9:23,24; Rm 5:11; 2 Co 10:17).

Amados, devemos entender que não há nenhum valor fora de Cristo, com ele o nosso barro “eu” reluz como astros no mundo, o Senhor tira da prata as escórias, e sairá o vaso para o fundidor (Pv 25:4). Se você é semelhante à acácia, podes ser revestido de ouro de qualidade, o Espírito Santo se encarregará de fazer isso lhe enchendo de poder e de glória. Você é comparado à acácia coberta com ouro puro, uma jóia rara nas mãos de Deus.

Pr. Elis Clementino

segunda-feira, 26 de fevereiro de 2018

ESBOÇO 837 A FIDELIDADE DE DEUS ATRAVÉS DA SUA PALAVRA



ESBOÇO 837
TEMA: A FIDELIDADE DE DEUS ATRAVÉS DA SUA PALAVRA
TEXTO: “Procurem no livro do Senhor e leiam: Nenhum desses animais estará faltando; nenhum estará sem o seu par. Pois foi a sua boca que deu a ordem, e o seu Espírito os ajuntará.” ISAÍAS 34:16.

A fidelidade de Deus é revelada através do cumprimento da sua palavra, ela deve ser aprendida e posta em prática, somente assim conheceremos que ela é a verdade divina (Is 34:16; Jr 1:12), e tudo o que o Senhor determinar através da sua palavra ninguém pode invalidar (Is 14:27; Sl 89:34). A palavra de Deus deve ser ensinada nos lares aos filhos (Pv 22:26), pois ela é o único manual que rege a vida de todo ser humano, através dela encontraremos o caminho da felicidade, paz e salvação. A palavra de Deus é divinamente inspirada por Deus para todo o bem (2 Tm 3:16; 2 Pe 1:20,21; Rm 15:4: Rm. 15:4), ela é “Lâmpada para os meus pés é a tua palavra, e luz para o meu caminho” Salmo 119.105. Discorreremos de forma simples sobre a palavra de Deus, sua autenticidade e inspiração

1. A autenticidade da palavra de Deus
Em nenhum outro livro é encontrado a inspiração nos seus escritos, ela trata da criação, da existência das coisas e tem a capacidade de influenciar no ser humano de maneira sobrenatural, ela foi revelada por Deus aos homens e escrita por aproximadamente quarenta homens de regiões, ocasiões e de diferentes culturas. O mais impressionante é que parece haver diálogos entre os seus escritores, devido à harmonia como fora escrita, desde o primeiro livro até o último, isso também comprova ser ela viva e eficaz (Hb 4:12). A palavra de Deus estabelece princípios e padrões para toda humanidade de qualquer raça e classe social; ela não é um manual de consulta, mas um livro de meditação (Js. 1.8; Sl. 1.2).

A palavra de Deus é uma só nos seus originais: no hebraico, grego e aramaico, e depois traduzido para outras línguas chegando até nós, embora a sua inspiração, seja ainda questionado por muitos estudiosos, simplesmente por ela ser escrita por homens comuns e sujeitos a falhas, é nessa direção que entendem não ter ela a inspiração divina, mas quando fazemos uma avaliação dos escritos ninguém poderia ter escrito suas mensagens de forma tão harmoniosa desde o primeiro até o último livro (2 Pe 1:20,21), basta ler alguns textos que comprovam a existência dessa concordância e harmonia (Gn 3:15; Nr 24:17; Is 7: 14; Mq 5:3; Mt 1:23; Lc. 1:35; Rm 16:20; Gl 4:4). Alguns escritores relataram fatos sobre o Messias há mais de 1500 a.C; narram também o começo e o fim da história da humanidade, essas mensagens eram sempre acompanhadas com declarações: “Assim diz o Senhor” (Ez. 32.1; Jr.2.5) “Veio a mim a palavra do Senhor”, entre outras, ao ouvi-las os israelitas a tinham como a voz de Deus “Palavra de Deus”.

A palavra Bíblia foi aplicada às escrituras por volta do ano 400, por Crisóstomo, ela contém toda a vontade de Deus para a humanidade (Is 55:10,11). E o Senhor vela pela sua palavra para cumpri-la em quaisquer circunstâncias (Jr. 1:12), além de não poder mentir, pois aquilo que ele fala se cumpre (Nr 23:19). Sua palavra tem ação e vida em si (Hb 4:12), a única que permanece (Mt 24:35). A palavra de Deus ou a Bíblia é também conhecida como as escrituras, o livro por excelência (Jo 5:39; At. 17:11; 2 Tm 3:16), ela é alimento espiritual (Mt. 4.4 ). Nenhum outro livro é capaz de alimentar o imaterial do ser humano com tanta perfeição, ela é o pão que sacia a fome, a água que dessedenta o peregrino (Sl. 119,19). Ela é personificada em Cristo (Jo. 1,1-3 ). Podemos descrever alguns aspectos da palavra de Deus como:

(1) Lei do Senhor (Sl 119.1,18;
(2) Código de preceitos (v.4,15);
(3) Uma relação de estatutos divinos (vv.5,33);
(4) Um conselheiro indispensável para o homem (v.24);
(5) Uma fortaleza (v.28);
(6) O caminho da salvação (v.41);
(7) Um refúgio seguro (V. 42;
(8) A palavra da verdade (vv. 43,142,151);
(9) Fonte de esperança (vv. 49,81,114);
(10) Fonte de consolação (v.52);
(11) Fonte de prazer (vv 70,92);
(12) Melhor do que as riquezas (v.72);
(13) Mais doce que o mel (v.103);
(14) Fonte de sabedoria e de conhecimento (vv. 98,99,104,130)
(15) Lâmpada para os pés (v.105);
(16) Luz para o meu caminho (v.105).

A palavra de Deus se cumprirá em nossas vidas se formos obedientes e observarmos as leis do Senhor, duas coisas são necessárias “Temer a Deus e guardar os seus mandamentos” (Ec 12:13). A palavra de Deus é o alimento da alma, o cajado que nos guia e a bússola para o viajante.

Blog. Hoje 26/02/2018  prelisclementinoblogspot.com
Brasil – 143 – Estados Unidos 17 – Russia 11 – Mozambique 1 – Manibia 1

Pr. Elis Clementino

domingo, 25 de fevereiro de 2018

ESBOÇO 836 ESPERANÇA, ÂNCORA DA ALMA



ESBOÇO 836
TEMA: ESPERANÇA, ÂNCORA DA ALMA
TEXTO: HEBREUS 6:13-19

Esperança e a confiança “fé” estão ligadas ao futuro, e vinculadas ao sobrenatural pela maneira que elas se apresentam, a esperança e a fé são abstratas e sem uma definição exata como elas funcionam, elas não são vistas nas pessoas de maneira natural, ou seja, pelos olhos, mas somente quando elas se expressam através das suas ações (Mt 8:10; 15:28). Aqueles que têm esperança e confiança só podem ver o que é sobrenatural através dos olhos da fé, somente elas conseguem ver aquilo que pelo homem é considerado impossível acontecer. As promessas aos crentes são feitas por Deus, a fé age na crença de que ele existe, porém isso somente acontece por meio da fé (Hb 11:6), por essa razão a nossa fé em Deus deve ser firme como uma âncora.

Âncora
Para entendermos melhor sobre o tema faz-se necessário entender o que significa uma âncora e qual a sua finalidade, âncora é um instrumento náutico pesado e de metal com garras que fixam navios e barcos lhe causando a impossibilidade de se locomoverem, esse instrumento é lançado no mar e fixam-se nas pedras ou na lama ao fundo do mar.

Abraão foi citado na carta aos hebreus sendo um referencial de estabilidade na sua confiança e fé nas promessas de Deus feitas com juramento (Hb 6:13). A promissão era um comprometimento, como não havia outro maior por quem ele pudesse jurar, jurou por si mesmo dizendo: “Certamente, abençoando, te abençoarei e, multiplicando, te multiplicarei” (Hb 6:14).

Promessa é juramento, afirmativa de que se fará alguma coisa, essa promissão ou compromisso pode ser oral ou escrita, e desde a antiguidade um juramento feito era irrevogável. Toda boa promessa deve ser aguardada ou esperada com confiança, principalmente ao tomar conhecimento que elas sejam divinas. Abraão esperou com paciência e alcançou a promessa (Hb 6:15) porque Deus não é o homem, para que minta; nem o filho do homem para que se arrependa; porventura diria ele, e não o faria? Ou falaria, e não o confirmaria? (Nr 23:19), é interessante a declaração de Balaão quando recebeu o mandado da amaldiçoar o povo de Deus Eis que recebi mandado para abençoar; pois ele tem abençoado, e eu não posso revogar (Nr 23:20).

As benções e os propósitos divinos jamais serão revogados, se as mãos de Deus estão estendidas quem fará voltar a trás? (Is 14:27). A confiança dos que crêem em Deus e esperam nEle deve ser firme como a âncora, principalmente nas adversidades quando o indivíduo tem a impressão que está só e sem saída, mas ainda que a sua esperança esteja como uma raiz na terra seca ao cheiro das águas elas tornarão a brotar “Porque há esperança para a árvore que, se for cortada, ainda se renovará, e não cessarão os seus renovos. Se envelhecer na terra a sua raiz, e o seu tronco morrer no pó, ao cheiro das águas brotará, e dará ramos como uma planta” (Jó 14:7-9).

A imutabilidade divina
Deus nunca mudou, “Porque eu sou o Senhor e não mudo;” (Ml 3:6), todas as promessas feitas por ele estão firmadas no seu caráter, Elas são confirmadas e renovadas dias após dias através do seu filho Jesus (2 Co 1:20), as suas promessas não falham, ainda que muitos tentem impedi-las não conseguirá (Nr 23:23).

Não podemos perder a crença e a visão das promessas divinas para nós, a nossa esperança vai muito mais além de um simples anseio, ela está firmada na confiança “fé” no Senhor. A âncora é considerada um símbolo de firmeza, força e também parte estável do nosso ser, a confiança e a esperança devem caminhar harmoniosamente em direção ao alvo prometido e a vitória final, porque fiel é o que prometeu, portanto “Apeguemo-nos com firmeza à esperança que professamos, pois aquele que prometeu é fiel” (Hb 10:23)

Pr. Elis Clementino