domingo, 8 de abril de 2018

ESBOÇO 847 DESPERTADO PELO CANTAR DO GALO


ESBOÇO 847
TEMA: DESPERTADO PELO CANTAR DO GALO
TEXTO: “Respondeu-lhe Jesus: Em verdade te digo que hoje, nesta noite, antes que duas vezes o galo cante, tu me negarás três vezes” Mc 14:30.

O ser humano é instável e imprevisível, não se sabe o que há dentro dele, somente se saberá através da suas ações. O indivíduo pode transparecer que seja seguro em suas decisões e ser autoconfiantes como um dos discípulos de destaque de Jesus “Pedro”. Entre os doze ele era o mais audacioso, disposto a tudo, até a defender e morrer pelo seu mestre (Mc 14:31). O seu próprio nome já demonstrava “fraguimento de pedra” que ele não era isso tudo o que ele próprio pensava. Nesse mote iremos extrair algumas lições de vida através de Pedro.

1. Quem era Pedro?
1.1. Seu nome: significa “Pedra”
1.2. Um pescador profissional do mar da Galileia.
1.3. Seu caráter: Um homem decidido e impetuoso que se tornou destemido em seu testemunho da ressurreição de Cristo

2. Os sentimentos de Pedro.
2.1. Explosivo, como muitas pessoas explosivas, o maior inimigo de Pedro era a sua própria língua, falava sem pensar, isso o colocou em muitas dificuldades.
2.3. Autoconfiante de Pedro, o excesso de confiança de uma pessoa em si mesma é muito prejudicial, isso pode conduzi-lo a um extremo muito perigoso fazendo com que todas as atenções se voltem para ele (Mc 14:29), isso o levou a ser repreendido por Jesus varias vezes. Para Pedro todos podiam fracassar, menos ele, isso não passa de palermice (Pv 14:16), dizia ele: de modo nenhum te negarei (Mc 14:31c) estou disposto até morrer pelo Senhor (Jo13:37b)
2.4. Sentia tristeza
2.5. Sentia alegria

3. O fracasso de Pedro no Getsêmane.
1. Ele foi o primeiro a ser escolhido para última oração com o mestre no Getsêmane (Mc 14:33).
2. Duas vezes encontrado dormindo “Simão, tu dormes? Não pudeste vigiar nem uma hora?” (Mc 14:37,38).
3. Na última hora ele abandonou o mestre (Mc 14:50).

4. A negação de Pedro.
1. Após a prisão do seu mestre ele foi se aquecer no pátio por causa do frio (Jo 18:15-18)
2. O corajoso e valente se acovardou, negando conhecer o mestre diante logo de quem; um parente do servo do sumo sacerdote o qual Pedro havia decepado a orelha no momento da prisão (Jo 18:25-27).
3. A sua fala o denunciou, pois os que servem a Jesus têm características (marcas) bem conhecidas. As marcas de Cristo estão presentes em nós, e são vista aonde quer que estejamos.
5. Negou por três vezes e na ultima vez, praguejou e jurou, não conheço esse homem (Mt 26:74). Em muitas ocasiões negamos a nossa condição de discípulo do mestre, vivendo uma vida incoerente a um discípulo de Cristo.

5. O canto do galo
Após Pedro negar por três vezes, o galo cantou duas vezes (Mc 14:72). Jesus fixou os olhos em Pedro, e ele se lembrou da palavra de Jesus e como lhe dissera (Lc 22:61,62; Mc 14:72c) e saindo Pedro dali caindo em si chorou amargamente. (O galo da consciência canta a cada vez que negamos a Cristo com a nossa maneira de viver. O galo da consciência canta quando somos advertidos por alguém talvez esteja nos olhando).

6. Pedro, o discípulo abalado pelo fracasso
Após o canto do galo Pedro viveu dias de amargura, tristeza e com profundo peso na consciência, certamente lamentando o episódio. Pressuponho que ele jamais pensava em ter outra oportunidade de encontrar o seu mestre, já não contava mais com o seu perdão.

7. Jesus restaura Pedro
1.João relata que Pedro e outro discípulo foram correndo logo cedo ao sepulcro e viram somente os lençóis (Jo 20:3-10).
2. Jesus aparece às mulheres que visitavam o túmulo, elas foram surpreendidas com um jovem sentado a cabeceira onde jazera o corpo de Jesus (Mc16: 1-6).
3. O grande recado, mas ide, diga a seus discípulos e a Pedro que ele vai diante de vós para a Galiléia e lá o vereis como ele vos disse. (Mc 16:7).

A fraqueza humana pode conduzi-lo a fazer algumas mudanças no seu comportamento. O que aconteceu com Pedro é possível acontecer a qualquer indivíduo, essas coisas acontecem para que o indivíduo saiba que ele não é tudo aquilo que ele pensa de si. O orgulho nos faz pensar que somos os melhores, por essa razão é necessário passar por alguns constrangimentos para que ele próprio descubra quem ele é (Pv 29:23). Pedro era o mais encorajado dos discípulos, pois o seu excesso de coragem lhe custara alguns atropelos e consequentemente algumas repreensões de Jesus. Pedro necessitava passar por onde passou para que o galo cantasse, pois muitas vezes o galo da nossa consciência nos desperta para uma nova realidade de vida, depois desse episódio Pedro jamais foi o mesmo, no entanto vale apena aprender essa lição.


Pr. Elis Clementino


terça-feira, 3 de abril de 2018

ESBOÇO 846 MODERAÇÃO, CUIDADO COM A EMPOLGAÇÃO


ESBOÇO 846
TEMA: MODERAÇÃO, CUIDADO COM A EMPOLGAÇÃO
TEXTO: “Seja a vossa moderação conhecida de todos os homens. Perto está o Senhor.” Filipenses 4:5

                A emoção pode conduzir o ser humano a um estado de empolgação, entusiasmo ou animação extrema, essa motivação depende do estado emocional de cada indivíduo, ou como ele reage em algumas circunstâncias, essa motivação pode surgir de algum estímulo externo, ou do próprio indivíduo. A empolgação pode induzi-lo a precipitação e através dela sofrer as consequências, pois a pessoa empolgada pode tomar decisões precipitadas e perigosas, de maneira que não somente ela sofrerá as consequências, mas também as pessoas que estiverem em volta. O Indivíduo pode se empolgar com qualquer coisa, às vezes ele começa a falar sobre algo que lhe empolgou repetindo muitas vezes as mesmas coisas, ai agente escuta e já percebe qual o desfecho ou no que vai dar.

1. A empolgação
É uma ação de empolgar-se, um excesso de animação como Já disse anteriormente que é um sentimento de animação exagerada quando há algo realizou ou a realizar, essa animação chama a atenção das demais pessoas. A empolgação irrefletida é perigosa, porque a pessoa motivada de maneira exagerada está predisposta ao erro, portanto o empolgado tem uma sensação de poder e não tem a capacidade de enxergar os riscos que há pela frente. Ex: Um motorista neófito ainda não tem a experiência de estrada, e às vezes se empolga na direção para apresentar as outras pessoas ter habilidade na direção, quando na realidade não há, apenas duas coisas ele pensa que tem (1) o que ele está guiando, e que pode se tornar uma arma perigosa; (2) e o conhecimento das suas próprias limitações, ou seja, ele não conhece seus limites e tão pouco o do veículo, essa animação pode resultar em acidentes graves como acontece em muitas rodovias. O empolgado tem a sensação que pode tudo, até ele um dia entrar na contramão da vida e sofrer as consequências, se não morrer, ele vai ter que parar e refletir dali por diante as suas ações.

2. Chamado ou empolgação
Uma pessoa empolgada em relação ao espiritual acaba atropelando ela mesma e as outras, ele confunde empolgação com chamada, uma pessoa empolgada nesse sentido acha que as coisas devem acontecer repentinamente, mas essa facilidade não traz bons resultados. A chamada de Deus não significa que seja para altas posições, no entanto às vezes é para realizar trabalhos com menos responsabilidades na igreja, outros, porém têm chamadas maiores (Ef 4:11), porém Deus é quem dá a capacidade (2 Co 3:5). Para as chamadas ministeriais se exige mais (I Tm 3:1-7; Tt 1:5-9), essas qualificações morais e espirituais são necessárias, eu já vi pessoas empolgadas se dizendo chamadas por Deus para a obra e até derramar lagrimas pelo canto dos olhos parecendo que tudo aconteceria imediatamente, ora! Todo propósito de Deus para alguém tem o tempo e modo, às vezes demora anos de preparação até que seja nelas aperfeiçoado o querer de Deus, pois nessa direção também é preciso ter cuidado porque a empolgação impensada é perigosa, e por não medir as decorrências que virá pela frente, o indivíduo pode sofrer uma decepção e também causar-lhe um trauma.

3. Dando com o bico na pedra
Nem todo voo alto signifique que nada encontre pela frente, pode ser que se depare uma montanha e dê de bico na pedra e consequentemente todos os sonhos acabem ali na rocha. O voar alto não é atingir o alvo, e nem partida rápida é sinal de chegada, porém dependendo do tipo de competição alguns partem lentos, mas tem boa chegada ao seu destino. Nas pressas da vida nascem às precipitações, elas têm feito com que muitos voarem alto e dessa abatido, muitos partirem com toda força, correram e não alcançarem o prêmio. A empolgação precipitada não corresponde com a realidade que há pela frente, isso pode causar-lhes vergonha e decepções, uma das melhores recomendações é a de Paulo (I Co 9:24-26), devagar e sempre, porém sem perder o alvo, a vitória não é dos ligeiros e nem da força que tem (Ec 9:11).

4. As consequências
Os empolgados e os emotivos são capazes de realizar algo que os outros não tenham coragem de fazer, em muitos casos eles recebem incentivos de alguém para tal. Muitas vezes empolgamos pessoas para determinadas coisas sem sabermos se elas terão a capacidade de controlar as suas emoções, e se algo der errado para aquela pessoa certamente nos sentiremos culpados, e quem recebeu os incentivos e sofreu as consequências ficará desconfiado com quem lhe aconselhou e incentivou, entretanto os resultados são praticamente inevitáveis. Com efeitos negativos resultante de uma empolgação o indivíduo poderá ficar traumatizado, e não ter mais ânimo para nada. Devemos ter cuidado com os incentivos que damos as pessoas, você não conhece o seu potencial e tão pouco as suas limitações emocionais.

                Cada indivíduo deve controlar as suas emoções em tudo o que for realizar e isso faz parte do planejamento, ser comedido é senso de responsabilidade, Jesus disse que tudo o que for realizar planeje (Lc 14:28). A empolgação desmedida pode se transformar em uma decepção em todos os sentidos da vida seja, na vida profissional, sentimental e religiosa. Na igreja geralmente os novos convertidos se empolgam e desejam voar alto, contudo faz-se necessário o seu líder ensiná-lo a manter o controle das suas emoções. Uma criança nos seus primeiros anos de vida ele não tem noção de perigos, no entanto é preciso que os pais controlem seus impulsos, por isso o apóstolo Paulo e Pedro falou que nem todo tipo de alimento ele pode comer (I Co 3:2; I Pe 2:2), o desenvolvimento vem conforme o alimento, se não aprendeu, começa tudo de novamente  “Embora a esta altura já devessem ser mestre, precisam de alguém que ensine a vocês novamente os princípios elementares da palavra de Deus. Estão precisando de leite, e não de alimento sólido! (Hb 5:12). Empolgar-se e desejar coisas altas quando ainda não tem preparo se constitui um perigo para a fé. Cuidado! O indivíduo empolgado ou animado exageradamente parece contrair a glória para ele. “Portanto, quer comais quer bebais, ou façais outra qualquer coisa, fazei para a glória de Deus” I Coríntios 10:31.

Pr. Elis Clementino – AD Excelência

sexta-feira, 30 de março de 2018

ESBOÇO 845 OS PERIGOS DO RANCOR


ESBOÇO 845
TEMA: OS PERIGOS DO RANCOR
TEXTO: HEBREUS 12:15

                Na Bíblia encontramos advertências para todas as finalidades, elas são importantes para a conduta humana, inclusive ela também fala sobre o rancor, ele tem sido a causa de muitos males neste mundo. As pessoas que conseguem controlar esse sentimento são capazes de evitar muitos problemas nos relacionamento. O escritor aos hebreus enfatiza a cautela sobre o rancor, ele é uma espécie de raiz de amargura que pode ocasionar algum ato alheio a nossa vontade, a carta aos hebreus era alcançar os cristãos da diáspora, ou seja, aos cristãos dispersos, pois esse sentimento amargo poderia implicar no desenvolvimento espiritual deles.

O rancor – é uma aversão intensa ou ressentimento amargo, motivado por algumas circunstancias, ou uma lembrança amarga de algum acontecimento. O rancor tem as suas implicações, pelo menos podemos citar algumas delas como: criar muros difíceis de derrubar; isolar as pessoas das outras; dissensões e ofensas, “É mais fácil conquistar uma cidade forte do que um irmão ofendido” (Pv 18:19, pois as contendas são como ferrolhos e trancas fortes de castelos e difícil de se romper. Existem pessoas muito sentimentais e por qualquer coisa se trancam e se isolam guardando mágoas por muitos anos, esse sentimento não deve ser alimentado, por isso essas pessoas tem dificuldade em perdoar, podendo resultar em vingança e tragédia. O rancor se guardado e alimentado pode resultar na destruição do próprio indivíduo, por isso é recomendado nas escrituras ter um espírito flexível, mas para isso faz-se necessário o indivíduo ter domínio próprio (Gl 5:22). O rancor além dos males citados ainda pode causar a destruição do lar, e de uma família inteira, principalmente quando os cônjuges alimentam rancor, somente o amor é capaz de desfazer qualquer inimizade (Cl 3:19).

Rancor entre cristãos
Muitos cristãos não têm conseguido ter domínio sobre esse sentimento, mas isso não é novidade entre eles, nessa parte perecem que estão muito longe de conseguir. A intolerância entre os cristãos estão ficando cada vez mais acirrada, muitas vezes essa situação é gerada pelos próprios líderes religiosos, enquanto a sua própria igreja reprova. Intolerância gera conflitos entre os próprios cristãos, isso é muito diferente do que é recomendado em (Lv 19:18). Há exemplo na Bíblia de quem devia ficar rancoroso foi José do Egito, pelos fatos de ele ser rejeitado pelos seus irmãos, humilhado, tentaram matá-lo, venderam-no como escravo, na casa de Potifar, foi acusado de estupro, ficou preso, mas no momento da sua exaltação devido a sua nomeação como governador do Egito ele teve domínio próprio e perdoou seus irmãos (Gn 45:3-15), veja outro exemplo a ser considerável, Ana, mãe de Samuel era provocada por Penina, mulher de Elcana, isso a angustiou muito, ela não conseguia mais comer bem porque era estéril, por isso ela se considerava desprezada pelo Senhor, no entanto ela falou ao Senhor sobre o seu rancor admitindo a sua angústia, ela não revidou ao ser tratada pelo sacerdote de mulher embriagada, no entanto a sua vitória se deu através de um coração desprovido de rancor, mas cheio de humildade e fé (I Sm 1:10-2:21).

Amados, não vos deixeis ser vencido pelo rancor, se der lugar a ele provavelmente sairá pela boca, ele se transformará em queixas e murmurações (Jó 6:2,3; 7:11; 10:1; 16:6-16; 23:1-4), a boca fala do está cheio o coração (Mt 12:34-37). O rancor excita o ódio, uma das maiores exortação foi dada por Paulo a igreja de Éfeso (Ef 4:31,32; I Pe 4:8), pois é exatamente o que precisamos ultimamente, o rancor é proveniente ao apego das coisas ruins (Fp 3:13), e isso precisamos deixar para trás e fazer o que deve ser feito como disse Paulo aos (Fp 3:13. Quando guardamos rancor não queremos perdoar nossos irmãos, principalmente quando eles nos magoam, não deixemos o sol se por sobra a nossa ira (Sl 4:4; Ef 4:26), a unidade dos cristãos “corpo de Cristo” era imprescindível para Paulo. Irmãos tenhamos o mesmo interesse de Paulo nesses últimos dias, Jesus está voltando.

Pr. Elis Clementino

sábado, 24 de março de 2018

ESBOÇO 844 PASTOR OU MERCENÁRIO?


ESBOÇO 844
TEMA: PASTOR OU MERCENÁRIO?
TEXTO: JOÃO 10:11-13

Uma realidade que existe desde a antiguidade, ela continua sendo repetida em seguimentos religiosos, o falso e verdadeiro sempre existiu. O que eu quero destacar nesse assunto são sobre alguns líderes religiosos “pastores e profetas” da atualidade apresentando como agem esses profetas e pastores falsos e verdadeiros para com as suas ovelhas.

O pastor e suas atividades
Criar e cuidar de ovelhas são atividades exercidas há mais de 4000 anos, o objetivo dessa criação era a produção de carnes, lã e leite, esse tipo de atividade é chamado de ovinocultura. O pastoreio de ovelhas exigia do pastor muita dedicação e paciência para conquistar a confiança das suas ovelhas, eles procuravam prover o melhor guiando-as para as boas pastagens e as águas cristalinas, além disso, conduzi-las a entrada e saída delas do curral.

Devido às características das ovelhas os pastores possuíam em suas mãos uma vara e um cajado, ambos são usados na condução das ovelhas (Sl 23:4). A atividade pastoral exigia coragem e amor por elas, era necessário o pastor poderia ariscar a própria vida para salvá-las, fosse dos precipícios ou dos animais ferozes. Na Bíblia temos um excelente exemplo e explicito mediante a declaração de Davi perante o rei Saul (I Sm 17:34-37). O bom pastor dá a vida pélas ovelhas (Jo 10:10).

O mercenário
Ele não é pastor, apascentam a si mesmo e são negociantes de lã, da carne e do leite das ovelhas, Jesus recomendou a ter cuidado (Mt 7:15,16), eles estão sentados na cadeira de Moisés, ou seja na liderança do povo de Deus, mas o seu Deus é o próprio ventre (Mt 23:2). Os mercenários tosquiam as ovelhas e tiram-lhe tudo para seu proveito próprio, esses são postos nas mesmas categorias dos lobos.

Os mercenários pastoreiam por grandes fortunas em dinheiro para manter a sua riqueza e glamour, e seus altos patrimônios, esses pastores insaciáveis. Eles fazem todo tipo de manobra, inventam pseudas missões com isso engordam seus bens através das dessas supostas missões, e as a ovelhas enganadas pensam que esse é o verdadeiro pastor.

A nova modalidade dos mercenários
O mercenário ao passar alguns anos “no suposto pastoreio e quando seu salário altíssimo e alguns deles ganhando mais que um presidente de uma nação, além de possuírem muito bens, a essa altura simulam uma doença, ou mesmo quando situação financeira da igreja está ruim, declaram a impossibilidade de continuarem na liderança, daí convence o grupo que lhes dão apoio e faz o seu pedido de jubilação, assim determinam que as ovelhas o mantenham para o resto da sua vida com alto padrão, e talvez viverem em outros países usufruindo das ofertas dos assalariados, das lavadeiras e viúvas da igreja. Os mercenários usam esses métodos, por isso há muitos escândalos por esse mundo a fora.

As consequências
Os mercenários podem até usufruir de tudo isso, mas não com a aprovação divina (Ez 34:1-10), conforme o profeta usado pelo Senhor esse é o tratamento de Deus para com esses mercenários. Nos dias de Paulo ele demonstrou perante os anciões de Éfeso o receio do aparecimento de lobos e aproveitadores na igreja após a sua partida (At 20:29), ele se referia a lidere religiosos que certamente não perdoariam o rebanho. Há muitas igrejas sofrendo por causa desses falsos líderes espirituais ou supostos pastores, muitas endividadas enquanto seus pastores luxam.

                O chamado divino para ser pastor é para cuidar e proteger as ovelhas e não se aproveitar delas para beneficio próprio (2 Pe 5:2; Hb 13:17). Os Apóstolos não tinham nenhuma pretensão de privilégios, tanto ele quanto os empenhados na missão eram recomendados por ele para que recebessem ajuda e acolhida dos irmãos (Rm 16:1,2), mesmo sofrendo, os pastores eram responsabilizados pela condução do rebanho (Hb 13:17), eles seriam recompensado por Deus por todo o seu trabalho, apenas eles devem receber ajuda de custo suficiente para a sua manutenção e da sua família se for tempo integral, o enriquecimento patrimonial e financeiro as custas das ovelha se constitui um abuso. Aqueles que aspiram ao episcopado pelo amor de Deus não pense como muitos que exploram a lã, a carne e o leite das ovelhas, mas o verdadeiro pastor doa mais de si do que recebe. Devemos ter cuidado para não entrar pelo caminho da disputa do quem tem mais se sentindo mais abençoado do que as ovelhas.

Pr. Elis Clementino

segunda-feira, 19 de março de 2018

ESBOÇO 843 ENGANADO PELA SERPENTE


ESBOÇO 843
TEMA: ENGANADO PELA SERPENTE
TEXTO: “Mas temo que, assim como a serpente enganou Eva com a sua astúcia, assim também sejam de alguma sorte corrompidos os vossos sentidos, e se apertem da simplicidade que há em Cristo” 2 Coríntios 11:3

A serpente "o diabo" tem um papel que lhe é peculiar, mentir, ele é o pai da mentira, além disso, ele veio roubar e matar (Jo 8:44). A mentira é dizer algo contrário à verdade, a prática da mentira é nociva ao ser humano, a primeira distorção da verdade aconteceu no Jardim do Edem, por isso o diabo é o pai da mentira. Veremos nesse comentário sobre o poder da persuasão e o convencimento do homem a desobedecer a Deus.

A persuasão e a mentira
Quando Deus fez o homem o pôs no jardim e lhe recomendou que comesse livremente de toda árvore que estava no jardim, mas a árvore da ciência do bem e do mal não comerás (Gn 2:8,9,15-17). Posteriormente Deus formou a mulher e ambos viviam na dispensasão da inocência eles estavam nus, mas tudo era natural (Gn 2:25).

A persuasão da serpente
A mensagem da serpente conduz em si uma maldade, o seu trabalho é por dúvida e induzir o humano ao erro. A serpente disse a mulher: É assim que Deus disse: Não comerá de toda árvore do jardim? (Gn 3:1b). Respondeu a mulher à serpente: Do fruto das árvores do jardim comeremos, mas do fruto da árvore que está no meio do jardim, disse Deus: Não comereis dele, nem nele tocareis para que não morrais (Gn 3:2). Satanás tem como objetivo persuadir ou convencer o ser humano a pratica do pecado, ele não desiste e nunca se satisfaz com a primeira investida, ou seja, ele não desiste até encontrar uma brecha, vejam o que ele disse a mulher “Então a serpente disse a mulher; Certamente não morrereis. Porque Deus sabe que no dia em que dele comerdes se abrirão os vossos olhos, e sereis como Deus, sabendo o bem e o mal” (Gn 3:4,5).

Após a desobediência os olhos da consciência se abriram e Adão e Eva começaram enxergar o seu erro, caíram em si, após o pecado eles viram o que os olhos da inocência não viam “a nudez” na verdade parece que a ficha caiu e passaram ao entender que eles haviam pecado diante de Deus. O homem enganado por Satanás não vê os perigos da pratica do pecado, muitas vezes o indivíduo é advertido, mas não dá a atenção, depois que peca não adianta tentar esconder a sua nudez espiritual, as folhas muitas vezes são os pecados do outros, fulano fez, usam esse método para justificar o seu pecado. Caim foi o primeiro homem advertido por Deus para não pecar, mas não levou em consideração a advertência divina e praticou o primeiro homicídio (Gn 4:6-7), ele não resistiu à tentação, o diabo tenta várias vezes, o próprio Jesus foi tentado (Mt 4:1-11; Lc 4:1-13), mas não cedeu a tentação.

O pecado macula o indivíduo, por isso devemos oferecer resistência “Sujeitai-vos, pois, a Deus, resisti ao diabo, e ele fugirá de vós” (Tg 4:7), não devemos pecar, mas se, todavia pecarmos tem um caminho, recorrer ao advogado fiel (I Jo 2:1-2), e rapidamente chegar-se a Deus “Chegai-vos a Deus, e ele se chegará a vós. Alimpai as mãos, pecadores; e, vós de duplo ânimo, purificai os corações. Senti as vossas misérias, e lamentai e chorai; converta-se o vosso riso em pranto, e o vosso gozo em tristeza. Humilhai-vos perante ...” (Tg 4:7-10), essa é a única maneira de receber o perdão divino, mas para praticar o pecado nada é exigido do indivíduo a não ser pecar, basta apenas um descuido e logo acontece o pecado. Davi com um pequeno descuido pecou com Bate-Seba, isso lhe custou um alto preço, e para obter o perdão foi com profundo arrependimento choro e lágrimas (Sl 51:1-12). Para receber o perdão divino faz-se necessário: (1) Sujeitar-se a Deus; (2) Resistir o Diabo; (3) Chegar-se a Deus; (4) Limpar as mãos; (5) Purificar os corações; (6) Sentir as suas misérias; (7) Lamentar e chorar; (8) Converter o riso em pranto; (9) E o gozo em tristeza; (10) E se humilhar perante o Senhor. Eu disse que para pecar nada disso é exigido, é somente querer. Muitos servos de Deus pecaram, portanto as consequências que eles sofreram não nos motivam a pecar, mas a fugir do pecado.

Pr Elis Clementino