terça-feira, 19 de março de 2019

ESBOÇO 902 EQUIDADE


ESBOÇO 902
TEMA: EQUIDADE
TEXTO: “seja a vossa equidade notório a todos os homens. perto está o senhor.” filipenses 4:5

Equidade é um dos pré-requisitos necessário para todas as pessoas, ela é exigida por Paulo em sua carta aos filipensses, essa virtude é atualizada para todas as épocas, pois é uma virtude que enobrece qualquer indivíduo principalmente o cristão. Nesse assunto rapidamente falarei sobre a equidade como característica do cristão.

I. Equidade - um vocábulo que procede do latim “equitas”, no nosso idioma significa atitude de comportamento como respeito à igualdade de cada um, também imparcialidade e qualidade que revela bom senso e justiça. Os que vivem o evangelho de Cristo necessitam ter esse equilíbrio controlando as emoções. A nossa equidade deve ser notório a todos, por isso o modelo de vida cristão deve ser exemplar, pois o cristão tem a responsabilidade de ser um guardião do evangelho.

II. A falta de equidade produz:
(1) Individualismo, tendência de quem vive exclusivamente para si, sem solidariedade, egoísmo, egocentrismo, essas qualidades levam os cristãos a não desenvolverem a sua fé em Cristo.
(2) Parcialidade, parcialismo “ação de ser parcial”, aquele que toma partido, isso é muito ruim para o cristianismo.
(3) A insensatez, falta de senso ou de juízo, loucura, imprudência;
(4) Injustiça, aquele que violam direitos (Is 10:1,2);
(5) Falta de amor, ela está em decadência, esse é um dos claros sinais da volta de Cristo (Mt 24:12). Esse sinal é visto dentro da igreja de Cristo, o amor está sendo substituído pelos interesses pessoais.

A vida cristã contrabalanceada acontece através do conhecimento da palavra de Deus, pois ela reflete em todas as áreas das nossas vidas, por essa razão devemos buscar equilíbrio e não negligenciar o que nos é ensinado através dela. Ter equidade é uma necessidade, desconhecer esse fundamento é um perigo, porque o nosso sucesso depende da observação da palavra (Pv 3:21-24). 

Pr. Elis Clementino


ESBOÇO 901 CORROMPENDO-SE POR PÃO.


ESBOÇO 901
TEMA: CORROMPENDO-SE POR PÃO.
TEXTO: JEREMIAS 44:17

As buscas excessivas pelas coisas materiais pode deixar o homem fora do reino de Deus, embora muitas pessoas não tenha a dimensão dos resultados. Jesus nos ensinou o dever de buscar em primeiro lugar o reino de Deus (Mt 6:33), embora, isso não singnfique cruzar os braços e esperar que Deus faça a parte dele e a nossa, pois o que ele fez já tem sido o suficiente para darmos continuidade a parte que nos cabe trabalhando e construíndo em todos os aspéctos da vida.

I. Servindo por interesse
Não servimos a Deus por aquilo que ele tenha para nos dar, quando desprezamos esse princípio pasaremos a serví-lo por interesse. Atualmente é notável a busca pelas coisas e o despreso pelo melhor “Primeiro o reino de Deus”. O povo hebreu diante das dificuldades no deserto desejou voltar para o Egito, pois lá havia pepinos e as cebolas para saciarem a fome, pois o mais importante para eles seria a comida do que servir a Deus (Nr 11:4-6). Jó mesmo perdendo tudo ainda adorou ao Senhor, essa foi uma prova que ele não o servia por aquilo que possuia. Para alguns cristãos não importam os princípios morais e nem a sua vida devocional com Deus, por um pedaço de pão se corrompem. Nos dias do profeta Jeremias acontecia isso, o povo estava cego, o que mais valia era a comida, e não valorizavam a sua vida devocional com Deus (Jr. 44:17), o povo achava que valia apena oferecer incenso à Rainha dos céus porque tiham fartura de pão. Jó, Davi, Asafe tiveram inveja da properidade dos ímpios, Deus nos guarde.

II. Os sesejos carnais e as consequências
1. O Apóstolo Paulo via que na sua época muitos cristãos interessados pelas coisas materiais, por isso causam até dissenções e escâdalos, buscado seus próprios desejos ao que ele disse: “Porquanto essas pessoas não estão servindo a Cristo, nosso Senhor, mas sim a seus próprios desejos. Mediante palavras suaves e bajulação, enganam o coração dos incautos.” (Rm 16:18; Fp 3:18-20). Os que vivem segundo a carne tem a mente voltada para as vontades da natureza carnal, entretanto, os que vivem de acordo com o Espírito, têm a mente orientada para satisfazer o que o Espírito deseja (Rm 8:5,6). Os nossos objetivos deve ser a busca das coisas do alto, e não nas coisas terrenas (Cl 3:2).

2. As consequências
Quando desprezamos alguns princípios que são fundamentais para a aprovação divina pagamos um alto preço, e um dos maiores é a separação eterna de Deus (2 Ts 1:9). Aqueles que despresam tornam-se inconsequentes, traidores, orgulhosos e amigos dos prazeres (2 Tm 3:4; Tt 1:12; Jd 1:10,13) “...O fim dessas pessoas é a perdição; o deus deles é o estômago; e o orgulho que eles ostentam fundamenta-se no que é vergonhoso; eles se preocupam apenas com o que é terreno.” (Fp 3:19). “E que fruto colhestes, então, das atitudes das quais agora vos envergonhais? Pois o resultado final delas é a morte!” (Rm 6:21).
O cristão deve ter a consciência que as coisas dessa vida são efêmeras, e que nada dela levaremos no final. Tudo que alcançarmos aqui não sobrepuja as coisas do Espírito, precisamos compreender que os desejos ecessivos podem comprometer a nossa vida devocional com Deus. Atualmente observamos muitos templos cheios de pessoas interessadas a receberem, mas isso acontece porque têm quem os alimentem, estes são certos líderes com a finalidade de arrecardar e nada mais, no entanto nada oferece a Deus, isso tem conduzido muitos ao desvio do principal alvo que é Cristo. O cristão deve estar desprovido de qualquer ambição pelas coisas materiais para não se corromper, como faz o povo de Deus nos tempos dos profetas, da mesma maneira acontceram com muitos cristãos de algumas igrejas dos primeiros séculos, como se ver nos textos citados por Paulo quando escreveu a elas. Não servamos a Deus pelo que ele tenha para nos dá, mas pelo que ele é.
Pr. Elis Clementino

quarta-feira, 6 de março de 2019

ESBOÇO 900 DÍZIMOS E OFERTAS, UMA DISCIPLINA ABENÇOADORA.


ESBOÇO 900
TEMA: DÍZIMOS E OFERTAS, UMA DISCIPLINA ABENÇOADORA.
TEXTO: MALAQUIAS 3:10

As Escrituras nos revelam que desde os tempos mais remotos, os dízimos e as ofertas são uma prática dos que servem a Deus. Entre tantos exemplos podemos citar o de Abel (Gn 4.1-5), que ofereceu ao Senhor o que havia de mais excelente no seu rebanho. Lembremos também do patriarca Abraão (Gn 14.20), ancestral de Israel, que entregou dízimos a Melquisedeque. A partir destes eventos as contribuições passam a fazer parte da estrutura de fé dos que servem a Deus e à sua igreja. Nesta lição analisaremos biblicamente os dízimos, as ofertas e suas implicações na vida do crente.

I - Tudo o que somos e temos vem de Deus
Deus é a única fonte de todo bem, podemos descrever da seguinte maneira:
1. Somos seus filhos: Todas as pessoas pertencem a Deus por direito de criação (Sl 24.1). Nós cristãos, temos algo mais: Pertencemos à Deus por criação, redenção, e adoção através da nossa fé em Jesus: “Mas a todos quantos o receberam deu-lhes o poder de serem feitos filhos de Deus: aos que crêem no seu nome” (Jo 1.12).
2. Ele nos dá todas as coisas: Na condição de filhos, Deus nos dá todas as bênçãos espirituais de que precisamos (Ef 1.3; Fp 4.19; Tg 1.17) e também nos confere as bênçãos materiais. No Pai Nosso, lemos: “O pão nosso de cada dia dá-nos hoje” (Mt 11.6). Nos Salmos está escrito: “Quem enche a tua boca de bens, de sorte que atua mocidade se renova como a águia” (Sl 103.5). As pessoas que não creem e nem acreditam em Deus têm a sua permissão de usufruir dos seus bens, nós seus filhos, temos as coisas incluindo o dinheiro como dádiva de sua mão. Davi reconhecia isto quando disse: “Porque tudo vem de ti, e da tua mão to damos (I Cr 29.14b)”.

II – A salvação e o desejo de contribuir
A salvação desperta no crente o desejo de participar também da responsabilidade financeira da obra de Deus. Vemos isso na pessoa de Zaqueu, o publicano. Logo após ter sido salvo, ele quis dar parte de seus bens aos pobres (Lc 19.8,9). A mesma graça que opera a salvação na vida do crente (Ef 2.7,8) também desperta nele a vontade de contribuir (II Co 8.1-5).

III - O que é o dízimo?
1. Definição: No A.T. encontramos duas palavras que definem o Dízimo: Asar, que significa “décima parte” (Gn 28.22; Dt 14.22; I Sm 8.15,17); e a palavra Maaser, que também significa “décima parte” (Gn 14.20; Dt 12.6,11; Ml 3.8,10). No N.T. existem duas formas verbais e uma nominal: Dekatóo, que significa “dar a décima parte”, “dizimar” e aparece apenas por duas vezes (Hb 7.6,9); Apodekatóo, que também significa “dar a décima parte”, “dizimar” (Mt 23.23; Lc 11.42; Hb 7.5); e a palavra Dekáte, que significa “décimo” e aparece apenas em (Hb 7.2,4,8,9). Podemos, então, dizer que a palavra Dízimo significa “décima parte de uma importância ou quantia”. O Dízimo é uma oferta entregue voluntariamente à obra de Deus, constituindo-se da décima parte da renda do adorador: “Trazei todos os dízimos à casa do tesouro, para que haja mantimento na minha casa, e depois fazei prova de mim nisto, diz o SENHOR dos Exércitos, se eu não vos abrir as janelas do céu, e não derramar sobre vós uma bênção tal até que não haja lugar suficiente para a recolherdes”. (Ml 3.10). É um ato de amor e adoração que devotamos àquele que tudo nos concede.

2. O Dízimo não está circunscrito à Lei: Àqueles que alegam ser o dízimo exclusividade da Lei Mosaica ignoram os seguintes pressupostos bíblico-teológicos:
a) Abraão entregou os dízimos a Melquisedeque que representava a ordem sacerdotal de Cristo (Sl 110.4).
b) Melquisedeque representava o próprio Cristo: “Considerai, pois, quão grande era este, a quem até o patriarca Abraão deu o dízimo dos despojos”. (Hb 7.4)
c) Na pessoa de Abraão, até Levi, em quem o dízimo tornou-se ordenança, estava entregando o dízimo ao Senhor Jesus (tipologicamente representado por Melquisedeque). “E os que dentre os filhos de Levi recebem o sacerdócio têm ordem, segundo à lei, de tomar o dízimo do povo, isto é de seus irmãos” (Hb 7.5). Abraão viveu mais de 500 anos antes da decretação da Lei, porém adorou a Deus com os seus dízimos (Gn 14.20), atitude que também foi imitada pelo seu neto Jacó (Gn 28.22).

IV - O que são ofertas?
1. Definição: Diversos termos definem a palavra oferta no A.T. Um dos mais citados é Terûmãh, e significa “oferta alçada, oferta ou oblação”. Este termo é encontrado cerca de 70 vezes no A.T. e é encontrado pela primeira vez em (Ex 25.2). Ofertas são doações voluntárias, apresentadas a Deus em agradecimento pelos imerecidos favores dele recebidos (Ex 35.29; 36.3; Lv 7.16; 22.18). No Antigo Testamento, funcionavam como culto em ação de graças (Lv 5.14).
2. O contexto de Ml 3.8,10: o texto de Malaquias 3.10 não fala apenas de dízimos, mas também de ofertas. O crente fiel não se limita apenas a dizimar; ele também sabe ofertar com liberalidade (Rm 12.8) “Ou o que exorta, use esse dom em exortar; o que reparte, faça-o com liberalidade; o que preside, com cuidado; o que exercita misericórdia, com alegria”. A liberalidade em ofertar parte do pressuposto de honrar ao Senhor em tudo, pois quem oferta a Deus sabe que mais “bem aventurado é dar do que receber” (At 20.35).

V - A contribuição no modelo da igreja primitiva
1. O NT mostra-nos o modelo apostólico de contribuição, que segue no quadro demonstrativo:
A contribuição foi ratificada por Cristo: No NT a igreja continua a praticar a contribuição que foi estabelecida por Deus antes da Lei, pois o próprio Jesus a ratificou (Mt 23.23) e os apóstolos a ensinaram (II Co 9-6.11; I Co 9.7-14).
2. A regularidade na contribuição: A igreja primitiva contribuía com regularidade, “Não com tristeza ou por necessidade” (II Co 9.7). A contribuição abrange “cada um”: Não somente uma parte da igreja contribuía, porém todos cooperavam para o progresso da obra de Deus. (I Co 16.2). A contribuição é voluntária: “Deram voluntariamente” (II Co 8.3). Tudo na obra de Deus é feito na base da voluntariedade (Fm 14).
3. A contribuição deve ser entregue à igreja: O crente não tem autonomia para administrar os dízimos e ofertas, pois a Bíblia diz: “Trazei todos os dízimos à casa do tesouro” (Ml 3.10). A casa de Deus é a igreja (I Tm 3.15) onde estão aqueles que Deus escolheu para que administrem as finanças. A contribuição visa a ajuda mútua: A Bíblia fala que os crentes em Jerusalém vendiam suas propriedades, e punham o valor delas “Aos pés dos apóstolos” (At 4.36,37; 5.1,2). A contribuição visa o sustento e pecúnio dos obreiros: No modelo neotestamentário, as contribuições representam a base da obra evangelizadora, como a subsistência dos que servem à Deus em tempo integral. Deus havia ordenado: “Aos que anunciam o evangelho, que vivam do evangelho” (I Co 9.14). A contribuição visa suprir as despesas da obra: O apóstolo Paulo primava pela contribuição e lisura na administração financeira, para que as necessidades fossem supridas sem desperdício (II Co 8.13,14 11.9).

VI - Os males do amor ao dinheiro
É evidente que o dinheiro é a causa de muitos males nes mundo, por essa razão podemos entender até aonde ele pode levar o indivíduo que o ama (I TM 6.10).
1. Leva o homem a esquecer-se de Deus: (Dt 8.11) “Guarda-te que não te esqueças do SENHOR teu Deus, deixando de guardar os seus mandamentos, e os seus juízos, e os seus estatutos que hoje te ordeno…”.
2. Faz com que se deixe de confiar em Deus: (Pv 30.9b) “Para que, porventura, estando farto não te negue, e venha a dizer: Quem é o SENHOR.”.
3. Sufoca a Palavra de Deus no coração: (Mc 4.19) “Mas os cuidados deste mundo, e os enganos das riquezas e as ambições de outras coisas, entrando, sufocam a palavra, e fica infrutífera.”.
4. Faz descansar na insegurança das riquezas: (“Pv 23.4-5”) “ Não te fatigues para enriqueceres; e não apliques nisso a tua sabedoria”. Porventura fixarás os teus olhos naquilo que não é nada”? porque certamente criará asas e voará ao céu como a águia.”.
5. Leva ao orgulho: (Pv 28.11) “O homem rico é sábio aos seus próprios olhos, mas o pobre que é entendido, o examina.”.
6. Leva à ganância: (Pv 5.10) “Para que não farte a estranhos o teu esforço, e todo o fruto do teu trabalho vá parar em casa alheia;”.

VII - Bênçãos advindas da fidelidade em dizimar e ofertar
1. O devorador é repreendido: “E por causa de vós repreenderei o devorador, e ele não destruirá os frutos da vossa terra; e a vossa vide no campo não será estéril, diz o SENHOR dos Exércitos”. (Ml 3.11). O devorador pode ser várias circunstâncias adversativas, que acometem os infiéis no dízimo, mas, para o fiel há livramento.
2. O testemunho das nações: “Todas as nações vos chamarão felizes, porque vós sereis uma terra deleitosa, diz o Senhor dos Exércitos” (Ml 3.12). Este texto ensina que a fidelidade no dízimo traz ao crente um elevado conceito por parte de todos.
3.  Vitória sobre a avareza: “Porque bem sabeis isto: que nenhum devasso, ou impuro, ou avarento, o qual é idólatra, tem herança no reino de Cristo e de Deus” (Ef 5.5). A atitude correta em relação ao dízimo permite ao crente vencer sentimentos negativos como a avareza e o egoísmo.
4.  Disposição de Deus em nosso favor: “Tornai vós para mim, e eu tornarei para vós, diz o Senhor dos Exércitos” (Ml 3.7). Nossa atitude de voltar-se para Deus permite que Ele se volte para nós. Isto nos mostra que o tema dos dízimos e das ofertas faz parte do elenco das grandes virtudes cristãs.

De acordo com estas verdades, concluímos que os Dízimos e as Ofertas fazem parte de um sublime propósito, que é segundo a sabedoria de Deus. Estas contribuições põem o multimilionário e a pessoa mais pobre da igreja em pé de igualdade diante de Deus. Entregando os Dízimos e as Ofertas da sua renda, ambos estão dando a mesma coisa e receberão recompensa, não pela quantia que ofertaram, mas pela fidelidade em obedecer a Deus.

Deus te abençoe.

BIBLIOGRAFIA:
As Grandes Doutrinas da Bíblia - Raimundo de Oliveira (CPAD) / Lições Bíblicas (CPAD)
Pequena Enciclopédia Bíblica - Orlando Boyer (CPAD) / Bíblia de Referência Thompsom (VIDA)
Teologia Sistemática - Eurico Bergsten (CPAD) / Dicionário Teológico - Claudionor Correia de Andrade (CPAD)

Pr. Elis Clementino


ESBOÇO 899 O VERBO


ESBOÇO 899
TEMA: O VERBO
TEXTO: JOÃO 1:1-5

O Apóstolo João iniciou seus escritos expressando profundamente algo que estava muito além da sua imaginação humana, ele denominou Jesus de “o Verbo” e que ele estava com Deus, e o verbo era Deus. Esse é um assunto que fala de Cristo em diversos aspectos, a sua divindade, preexistência e a luz do mundo.

1. No princípio
Essa expressão refere-se ao tempo, e não a Jesus, pois ele não teve princípio, ele já existia, era o verbo e estava com Deus (Jo 1:1,2). A sua preexistência é apresentada na criação de todas as coisas, ou seja, uma por uma, pois sem ele nada do que foi feito se fez (Sl 19:1; Jo 1:3; 8:56-58).

2. A vida
1. Jesus o logos eterno, a primeira causa, a vida de todos os seres emanou dele, ele é a fonte de luz da vida e o que neles creem deixam de habitar em trevas (Jo 1:4).
2. A sua encarnação, a luz resplandeceu nas trevas, e as trevas não prevaleceram contra ela, entendemos o quanto Satanás tentou frustrar o brilho da verdadeira luz, mas não conseguiu apagar o seu brilho que prevalece até hoje. (Jo 1:5).

            Uma grande revelação do Apóstolo João, ele descreveu aquilo que existia antes da fundação do mundo, tudo se iniciou com o verbo, e a sua preexistência e que todas as coisas foram feitas por ele e sem ele nada aconteceria. O ser humano tornou-se totalmente independente dele, ele é a luz que dissipa as trevas, a luz que faz brilhar o nosso ser “Jesus”, ele disse: “Eu sou a luz do mundo, quem me segue não andará em trevas, mas terá a luz da vida.” (Jo 8:12).

Pr. Elis Clementino
           

segunda-feira, 4 de março de 2019

ESBOÇO 898 A VOLTA DE CRISTO


ESBOÇO 898
TEMA: A VOLTA DE CRISTO
TEXTO: Ap 3:11

                A promessa da segunda vinda de Cristo é difundida através do evangelho em todo mundo, ela é a maior e bem-aventurada esperança da Igreja (Tt 2:13). Essa doutrina foi ensinada pelo próprio Jesus Cristo, principalmente no sermão da montanha (Mt 24). Os cristãos em todo mundo aguardam com grande expectativa esse retorno de Jesus Cristo, acontecimento esse que não se sabe quando ele acontecerá (Mt 24;36), no entanto todos nós que o aguardamos estamos dizendo MARANATA! (Ap 3:11). Falaremos rapidamente sobre esse grande e esperado evento.

As fases da volta de Cristo
A vinda do Senhor se dará em duas etapas distintas, acontecerá da seguinte forma: (1) A primeira será para os cristãos que aguardam em vida, nesse episódio também acontecerá à ressurreição dos mortos (I Ts 4:16-17); (2) A segunda se dará no seu retorno a Jerusalém como rei vitorioso, o salvador de Israel. Jesus dá as últimas instruções na sua ascensão sobre o seu retorno. “E, estando com os olhos fitos no céu, enquanto ele subia, eis que junto deles se puseram dois homens vestidos de branco. Os quais lhes disseram: Homens galileus, por que estais olhando para o céu? Esse Jesus, que dentre vós foi recebido em cima no céu, há de vir assim como para o céu o vistes ir.” (At 1:10,11).

Vinda repentina
A volta do Senhor será em hora que ninguém espera, todos devem estar preparados para o momento dessa primeira fase, em algumas parábolas Jesus deixou bem claro (Mt 25:1-13), como o descuido ou a negligencia pode deixar o crente fora do reino de Deus, ninguém tenha por tardia. “Mas, amados, não ignoreis uma coisa, que um dia para o Senhor é como mil anos, e mil anos como um dia. O Senhor não retarda a sua promessa, ainda que alguns a têm por tardia; mas é longânimo para conosco, não querendo que alguns se percam, senão que todos venham a arrepender-se. Mas o dia do Senhor virá como o ladrão de noite; no qual os céus passarão com grande estrondo, e os elementos, ardendo, se desfarão, e a terra, e as obras que nela há, se queimarão”.  (2 Pe 3:8-10)

Sinais que precederão a volta de Cristo
Os eventos que precedem a volta de Cristo são claros, Jesus falou deles quando ensinava aos seus discípulos no sermão da montanha, ele apresentou um dos sinais mais claro presentemente (Mt 24:12), com a falta de amor há uma crescente onda de violência e o desrespeito a vida. “Porque haverá então grande aflição, como nunca houve desde o princípio do mundo até agora, nem tampouco há de haver” (Mt 24:21). Atualmente estamos vivenciando a onda de violência em todo mundo, além dos sinais da natureza que responde a agressão humana com violência.

A ressurreição dos mortos
Um dos maiores eventos descrito por Paulo é a ressurreição dos mortos (I Ts 4:16,17). Os que morreram em Cristo ressuscitarão primeiro, mas com que corpo eles ressuscitarão? “Mas alguém dirá: Como ressuscitarão os mortos? E com que corpo virá? Insensato! o que tu semeias não é vivificado, se primeiro não morrer. E, quando semeias, não semeias o corpo que há de nascer, mas o simples grão, como de trigo, ou de outra qualquer semente. Mas Deus dá-lhe o corpo como quer, e a cada semente o seu próprio corpo” "os que estiverem vivos serão transformados no abrir e fechar de olhos, o que era incorruptível se revestirá de incorruptibilidade e aquilo que é mortal se revestirem da imortalidade (I Co 15:35-38; 51-54).

                Necessariamente os crentes precisam estar preparados para esse grande evento, pois os sinais que antecederão são claros, e um dos que mais se destacam e visível é a falta de amor, o esfriamento espiritual e a banalização à vida. Neste mundo pecaminoso Deus tem preparado um povo para si, zeloso e de boas obras (Tt 2:14). “Aqueles que estão lutando duramente contra o pecado e contra o poder de Satanás devem saber que, uma vez que Cristo morreu em prol da sua redenção, muito mais agora, Ele dar-lhes-á graça suficiente para triunfarem sobre o poder do pecado e do mal (Rm 5.9-11).” Lutemos com todas as nossas forças para chegarmos ao final, e perante Deus receber o troféu da vitória.


Pr. Elis Clementino