terça-feira, 19 de março de 2019

ESBOÇO 903 ADORAÇÃO AO SENHOR


ESBOÇO 903
TEMA: A ADORAÇÃO AO SENHOR
TEXTO: SALMOS 100:1-5

O salmista conclama todos a celebrarem ao Senhor, neste salmo encontramos várias exortações respeitáveis. É importante saber que a nossa celebração a Deus não deve ocorrer somente nos momentos faustosos da vida, mas também nos momentos obscuros, ou nas adversidades quando quase ninguém nos contempla; somente Deus. Igualmente, levemos em consideração dois períodos durante a nossa vida: o dia da prosperidade e o dia da adversidade (Ec 7:14). Salomão enfatiza que todos devem considerá-los, na prosperidade ele diz: goze bem, mas com equilíbrio, na adversidade ele pede que considere refletindo as atitudes. A celebração ao Senhor é um ato de gratidão que muitas vezes não envolvem palavras, mas sentimentos de ações de graças. Nesse comentário razoarei sobre o valor da adoração e como as pessoas agem quando celebram ao Senhor.

I. Celebrar
Festejar ou solenizar, essa ação sempre acontece em momentos de alegria mediante algum acontecimento propício a isso, é o que fazemos quando abrimos os nossos corações para Deus, esse é o reconhecimento da magnitude da sua grandeza, e de tudo que ele tem realizado em nosso favor. A nossa maneira de expressar com esse festejo nos levam às vezes exceder um pouco, a ponto de chamar a atenção de outras pessoas que às vezes nos ignoram. Cada um tem a sua maneira própria de celebrar, enaltecer, adorar e agradecer. Há um ato de adoração praticado por Davi quando trazia de volta a arca do Senhor para Jerusalém, nesse percurso o rei quebrou protocolos reais para festejar a volta da arca da aliança que havia sido tomada, (I Cr 15:25-28), Milcal, sua mulher, vendo aquela maneira do seu marido adorar ao Senhor  o desprezou em seu coração, para ela aquela atitude era vergonhosa e ridícula (I Cr 15:29), pois é assim atualmente muitas pessoas ignoram fazem chocarrice quando estamos adorando ao Senhor, embora os que criticam fazem coisas imorais e horríveis, mas para eles são normais “o homem natural e pecaminoso não compreende”, mas quais os motivos para tudo aquilo que Davi praticou na presença dos seus servos e servas? (1) Na presença de Deus há júbilo, pois a arca da liança representava a presença de Deus; (2) foi uma grande conquista tomar a arca de volta; (3) Para Davi pouco importava o desprezo, pois Deus havia feito muito mais do que ele merecia; (4) Davi ofereceu sacrifícios pacíficos com holocaustos, abençoou o povo, e repartiu para o povo de Israel, pão, carne e um frasco de vinho (I Cr 16:1-3).
Dois fatos importantes envolvendo duas mulheres aconteceram nos dias de Jesus Cristo, uma que entrara na casa do fariseu e a outra no jantar na casa de Lázaro, ambas tiveram atitudes impressionantes, elas levaram consigo unguentos preciosos e lançavam sobre os pés de Jesus (Lc 7:39; Jo 12:3), nos referidos texto ambas foram criticadas, mas estavam crentes que o sentimento de gratidão não tem preço e nem prescreve, a razão maior era o que elas haviam recebido do Senhor.

II. Formalismo
O formalismo tem feito com que muitos cristãos adorem a Deus de maneira engessada, por isso muitos cultos pentecostais se tornam frios, as pessoas não abrem o coração para glorificar a Deus, isso para não ser ridicularizada pelos formais, para os tais qualquer atitude de celebração ao Senhor incomoda. Os sentimentos de gratidão nos levam a expressar com adoração perante Deus pelas razões “O que darei eu ao Senhor por todos os benefícios que me tem feito” (Sl 116:12).

                O sentimento de adoração não tem preço, quem adora de verdade adora sem reservas, pois o mais admirável não os valores das especiarias, mas que o sentimento de gratidão extraído do coração valia mais do que o balsamo, pois o que estava sendo levado em consideração era a sinceridade do coração. Devemos dar a Deus o melhor do coração, em quaisquer que seja as circunstâncias, gemendo ou chorando, com lágrimas ou sem, dê o melhor! Os sentimentos de adoração vão muito além, é envolver-se nos mistérios de Deus, em espírito, alma e corpo “Importa que os seus adoradores o adorem em espirito e em verdade” (Jo 4:24). Devemos pedir a Deus que esse sentimento de gratidão jamais desapareça dos nossos corações, e porque não dizer do meio cristão. Muitos cristãos dizem que estão louvando e adorando a Deus, quando na verdade está massageado o ego das pessoas, isso é perigoso porque afasta as pessoas da finalidade do louvor e da adoração a Deus, essa maneira levam as pessoas a focarem a sua fé somente naquilo que lhes tragam benefícios ou favorecimentos tipo “Eu quero estar no palco e te ver lá em baixo na platéia”, são expressões que não condizem com as escrituras, isso pode ser qualquer outra coisa, como um desabafo contra alguém, menos o louvor ou adoração a Deus. Existem pessoas que cantam até hinos para provocar os vizinhos. A Bíblia não ensina adorar dessa maneira leviana e irresponsável, e nem de lábios (Mt 15:7-9). Adoremos com humildade e com um coração sincero.

Pr. Elis Clementino

ESBOÇO 902 EQUIDADE


ESBOÇO 902
TEMA: EQUIDADE
TEXTO: “seja a vossa equidade notório a todos os homens. perto está o senhor.” filipenses 4:5

Equidade é um dos pré-requisitos necessário para todas as pessoas, ela é exigida por Paulo em sua carta aos filipensses, essa virtude é atualizada para todas as épocas, pois é uma virtude que enobrece qualquer indivíduo principalmente o cristão. Nesse assunto rapidamente falarei sobre a equidade como característica do cristão.

I. Equidade - um vocábulo que procede do latim “equitas”, no nosso idioma significa atitude de comportamento como respeito à igualdade de cada um, também imparcialidade e qualidade que revela bom senso e justiça. Os que vivem o evangelho de Cristo necessitam ter esse equilíbrio controlando as emoções. A nossa equidade deve ser notório a todos, por isso o modelo de vida cristão deve ser exemplar, pois o cristão tem a responsabilidade de ser um guardião do evangelho.

II. A falta de equidade produz:
(1) Individualismo, tendência de quem vive exclusivamente para si, sem solidariedade, egoísmo, egocentrismo, essas qualidades levam os cristãos a não desenvolverem a sua fé em Cristo.
(2) Parcialidade, parcialismo “ação de ser parcial”, aquele que toma partido, isso é muito ruim para o cristianismo.
(3) A insensatez, falta de senso ou de juízo, loucura, imprudência;
(4) Injustiça, aquele que violam direitos (Is 10:1,2);
(5) Falta de amor, ela está em decadência, esse é um dos claros sinais da volta de Cristo (Mt 24:12). Esse sinal é visto dentro da igreja de Cristo, o amor está sendo substituído pelos interesses pessoais.

A vida cristã contrabalanceada acontece através do conhecimento da palavra de Deus, pois ela reflete em todas as áreas das nossas vidas, por essa razão devemos buscar equilíbrio e não negligenciar o que nos é ensinado através dela. Ter equidade é uma necessidade, desconhecer esse fundamento é um perigo, porque o nosso sucesso depende da observação da palavra (Pv 3:21-24). 

Pr. Elis Clementino


ESBOÇO 901 CORROMPENDO-SE POR PÃO.


ESBOÇO 901
TEMA: CORROMPENDO-SE POR PÃO.
TEXTO: JEREMIAS 44:17

As buscas excessivas pelas coisas materiais pode deixar o homem fora do reino de Deus, embora muitas pessoas não tenha a dimensão dos resultados. Jesus nos ensinou o dever de buscar em primeiro lugar o reino de Deus (Mt 6:33), embora, isso não singnfique cruzar os braços e esperar que Deus faça a parte dele e a nossa, pois o que ele fez já tem sido o suficiente para darmos continuidade a parte que nos cabe trabalhando e construíndo em todos os aspéctos da vida.

I. Servindo por interesse
Não servimos a Deus por aquilo que ele tenha para nos dar, quando desprezamos esse princípio pasaremos a serví-lo por interesse. Atualmente é notável a busca pelas coisas e o despreso pelo melhor “Primeiro o reino de Deus”. O povo hebreu diante das dificuldades no deserto desejou voltar para o Egito, pois lá havia pepinos e as cebolas para saciarem a fome, pois o mais importante para eles seria a comida do que servir a Deus (Nr 11:4-6). Jó mesmo perdendo tudo ainda adorou ao Senhor, essa foi uma prova que ele não o servia por aquilo que possuia. Para alguns cristãos não importam os princípios morais e nem a sua vida devocional com Deus, por um pedaço de pão se corrompem. Nos dias do profeta Jeremias acontecia isso, o povo estava cego, o que mais valia era a comida, e não valorizavam a sua vida devocional com Deus (Jr. 44:17), o povo achava que valia apena oferecer incenso à Rainha dos céus porque tiham fartura de pão. Jó, Davi, Asafe tiveram inveja da properidade dos ímpios, Deus nos guarde.

II. Os sesejos carnais e as consequências
1. O Apóstolo Paulo via que na sua época muitos cristãos interessados pelas coisas materiais, por isso causam até dissenções e escâdalos, buscado seus próprios desejos ao que ele disse: “Porquanto essas pessoas não estão servindo a Cristo, nosso Senhor, mas sim a seus próprios desejos. Mediante palavras suaves e bajulação, enganam o coração dos incautos.” (Rm 16:18; Fp 3:18-20). Os que vivem segundo a carne tem a mente voltada para as vontades da natureza carnal, entretanto, os que vivem de acordo com o Espírito, têm a mente orientada para satisfazer o que o Espírito deseja (Rm 8:5,6). Os nossos objetivos deve ser a busca das coisas do alto, e não nas coisas terrenas (Cl 3:2).

2. As consequências
Quando desprezamos alguns princípios que são fundamentais para a aprovação divina pagamos um alto preço, e um dos maiores é a separação eterna de Deus (2 Ts 1:9). Aqueles que despresam tornam-se inconsequentes, traidores, orgulhosos e amigos dos prazeres (2 Tm 3:4; Tt 1:12; Jd 1:10,13) “...O fim dessas pessoas é a perdição; o deus deles é o estômago; e o orgulho que eles ostentam fundamenta-se no que é vergonhoso; eles se preocupam apenas com o que é terreno.” (Fp 3:19). “E que fruto colhestes, então, das atitudes das quais agora vos envergonhais? Pois o resultado final delas é a morte!” (Rm 6:21).
O cristão deve ter a consciência que as coisas dessa vida são efêmeras, e que nada dela levaremos no final. Tudo que alcançarmos aqui não sobrepuja as coisas do Espírito, precisamos compreender que os desejos ecessivos podem comprometer a nossa vida devocional com Deus. Atualmente observamos muitos templos cheios de pessoas interessadas a receberem, mas isso acontece porque têm quem os alimentem, estes são certos líderes com a finalidade de arrecardar e nada mais, no entanto nada oferece a Deus, isso tem conduzido muitos ao desvio do principal alvo que é Cristo. O cristão deve estar desprovido de qualquer ambição pelas coisas materiais para não se corromper, como faz o povo de Deus nos tempos dos profetas, da mesma maneira acontceram com muitos cristãos de algumas igrejas dos primeiros séculos, como se ver nos textos citados por Paulo quando escreveu a elas. Não servamos a Deus pelo que ele tenha para nos dá, mas pelo que ele é.
Pr. Elis Clementino

quarta-feira, 6 de março de 2019

ESBOÇO 900 DÍZIMOS E OFERTAS, UMA DISCIPLINA ABENÇOADORA.


ESBOÇO 900
TEMA: DÍZIMOS E OFERTAS, UMA DISCIPLINA ABENÇOADORA.
TEXTO: MALAQUIAS 3:10

As Escrituras nos revelam que desde os tempos mais remotos, os dízimos e as ofertas são uma prática dos que servem a Deus. Entre tantos exemplos podemos citar o de Abel (Gn 4.1-5), que ofereceu ao Senhor o que havia de mais excelente no seu rebanho. Lembremos também do patriarca Abraão (Gn 14.20), ancestral de Israel, que entregou dízimos a Melquisedeque. A partir destes eventos as contribuições passam a fazer parte da estrutura de fé dos que servem a Deus e à sua igreja. Nesta lição analisaremos biblicamente os dízimos, as ofertas e suas implicações na vida do crente.

I - Tudo o que somos e temos vem de Deus
Deus é a única fonte de todo bem, podemos descrever da seguinte maneira:
1. Somos seus filhos: Todas as pessoas pertencem a Deus por direito de criação (Sl 24.1). Nós cristãos, temos algo mais: Pertencemos à Deus por criação, redenção, e adoção através da nossa fé em Jesus: “Mas a todos quantos o receberam deu-lhes o poder de serem feitos filhos de Deus: aos que crêem no seu nome” (Jo 1.12).
2. Ele nos dá todas as coisas: Na condição de filhos, Deus nos dá todas as bênçãos espirituais de que precisamos (Ef 1.3; Fp 4.19; Tg 1.17) e também nos confere as bênçãos materiais. No Pai Nosso, lemos: “O pão nosso de cada dia dá-nos hoje” (Mt 11.6). Nos Salmos está escrito: “Quem enche a tua boca de bens, de sorte que atua mocidade se renova como a águia” (Sl 103.5). As pessoas que não creem e nem acreditam em Deus têm a sua permissão de usufruir dos seus bens, nós seus filhos, temos as coisas incluindo o dinheiro como dádiva de sua mão. Davi reconhecia isto quando disse: “Porque tudo vem de ti, e da tua mão to damos (I Cr 29.14b)”.

II – A salvação e o desejo de contribuir
A salvação desperta no crente o desejo de participar também da responsabilidade financeira da obra de Deus. Vemos isso na pessoa de Zaqueu, o publicano. Logo após ter sido salvo, ele quis dar parte de seus bens aos pobres (Lc 19.8,9). A mesma graça que opera a salvação na vida do crente (Ef 2.7,8) também desperta nele a vontade de contribuir (II Co 8.1-5).

III - O que é o dízimo?
1. Definição: No A.T. encontramos duas palavras que definem o Dízimo: Asar, que significa “décima parte” (Gn 28.22; Dt 14.22; I Sm 8.15,17); e a palavra Maaser, que também significa “décima parte” (Gn 14.20; Dt 12.6,11; Ml 3.8,10). No N.T. existem duas formas verbais e uma nominal: Dekatóo, que significa “dar a décima parte”, “dizimar” e aparece apenas por duas vezes (Hb 7.6,9); Apodekatóo, que também significa “dar a décima parte”, “dizimar” (Mt 23.23; Lc 11.42; Hb 7.5); e a palavra Dekáte, que significa “décimo” e aparece apenas em (Hb 7.2,4,8,9). Podemos, então, dizer que a palavra Dízimo significa “décima parte de uma importância ou quantia”. O Dízimo é uma oferta entregue voluntariamente à obra de Deus, constituindo-se da décima parte da renda do adorador: “Trazei todos os dízimos à casa do tesouro, para que haja mantimento na minha casa, e depois fazei prova de mim nisto, diz o SENHOR dos Exércitos, se eu não vos abrir as janelas do céu, e não derramar sobre vós uma bênção tal até que não haja lugar suficiente para a recolherdes”. (Ml 3.10). É um ato de amor e adoração que devotamos àquele que tudo nos concede.

2. O Dízimo não está circunscrito à Lei: Àqueles que alegam ser o dízimo exclusividade da Lei Mosaica ignoram os seguintes pressupostos bíblico-teológicos:
a) Abraão entregou os dízimos a Melquisedeque que representava a ordem sacerdotal de Cristo (Sl 110.4).
b) Melquisedeque representava o próprio Cristo: “Considerai, pois, quão grande era este, a quem até o patriarca Abraão deu o dízimo dos despojos”. (Hb 7.4)
c) Na pessoa de Abraão, até Levi, em quem o dízimo tornou-se ordenança, estava entregando o dízimo ao Senhor Jesus (tipologicamente representado por Melquisedeque). “E os que dentre os filhos de Levi recebem o sacerdócio têm ordem, segundo à lei, de tomar o dízimo do povo, isto é de seus irmãos” (Hb 7.5). Abraão viveu mais de 500 anos antes da decretação da Lei, porém adorou a Deus com os seus dízimos (Gn 14.20), atitude que também foi imitada pelo seu neto Jacó (Gn 28.22).

IV - O que são ofertas?
1. Definição: Diversos termos definem a palavra oferta no A.T. Um dos mais citados é Terûmãh, e significa “oferta alçada, oferta ou oblação”. Este termo é encontrado cerca de 70 vezes no A.T. e é encontrado pela primeira vez em (Ex 25.2). Ofertas são doações voluntárias, apresentadas a Deus em agradecimento pelos imerecidos favores dele recebidos (Ex 35.29; 36.3; Lv 7.16; 22.18). No Antigo Testamento, funcionavam como culto em ação de graças (Lv 5.14).
2. O contexto de Ml 3.8,10: o texto de Malaquias 3.10 não fala apenas de dízimos, mas também de ofertas. O crente fiel não se limita apenas a dizimar; ele também sabe ofertar com liberalidade (Rm 12.8) “Ou o que exorta, use esse dom em exortar; o que reparte, faça-o com liberalidade; o que preside, com cuidado; o que exercita misericórdia, com alegria”. A liberalidade em ofertar parte do pressuposto de honrar ao Senhor em tudo, pois quem oferta a Deus sabe que mais “bem aventurado é dar do que receber” (At 20.35).

V - A contribuição no modelo da igreja primitiva
1. O NT mostra-nos o modelo apostólico de contribuição, que segue no quadro demonstrativo:
A contribuição foi ratificada por Cristo: No NT a igreja continua a praticar a contribuição que foi estabelecida por Deus antes da Lei, pois o próprio Jesus a ratificou (Mt 23.23) e os apóstolos a ensinaram (II Co 9-6.11; I Co 9.7-14).
2. A regularidade na contribuição: A igreja primitiva contribuía com regularidade, “Não com tristeza ou por necessidade” (II Co 9.7). A contribuição abrange “cada um”: Não somente uma parte da igreja contribuía, porém todos cooperavam para o progresso da obra de Deus. (I Co 16.2). A contribuição é voluntária: “Deram voluntariamente” (II Co 8.3). Tudo na obra de Deus é feito na base da voluntariedade (Fm 14).
3. A contribuição deve ser entregue à igreja: O crente não tem autonomia para administrar os dízimos e ofertas, pois a Bíblia diz: “Trazei todos os dízimos à casa do tesouro” (Ml 3.10). A casa de Deus é a igreja (I Tm 3.15) onde estão aqueles que Deus escolheu para que administrem as finanças. A contribuição visa a ajuda mútua: A Bíblia fala que os crentes em Jerusalém vendiam suas propriedades, e punham o valor delas “Aos pés dos apóstolos” (At 4.36,37; 5.1,2). A contribuição visa o sustento e pecúnio dos obreiros: No modelo neotestamentário, as contribuições representam a base da obra evangelizadora, como a subsistência dos que servem à Deus em tempo integral. Deus havia ordenado: “Aos que anunciam o evangelho, que vivam do evangelho” (I Co 9.14). A contribuição visa suprir as despesas da obra: O apóstolo Paulo primava pela contribuição e lisura na administração financeira, para que as necessidades fossem supridas sem desperdício (II Co 8.13,14 11.9).

VI - Os males do amor ao dinheiro
É evidente que o dinheiro é a causa de muitos males nes mundo, por essa razão podemos entender até aonde ele pode levar o indivíduo que o ama (I TM 6.10).
1. Leva o homem a esquecer-se de Deus: (Dt 8.11) “Guarda-te que não te esqueças do SENHOR teu Deus, deixando de guardar os seus mandamentos, e os seus juízos, e os seus estatutos que hoje te ordeno…”.
2. Faz com que se deixe de confiar em Deus: (Pv 30.9b) “Para que, porventura, estando farto não te negue, e venha a dizer: Quem é o SENHOR.”.
3. Sufoca a Palavra de Deus no coração: (Mc 4.19) “Mas os cuidados deste mundo, e os enganos das riquezas e as ambições de outras coisas, entrando, sufocam a palavra, e fica infrutífera.”.
4. Faz descansar na insegurança das riquezas: (“Pv 23.4-5”) “ Não te fatigues para enriqueceres; e não apliques nisso a tua sabedoria”. Porventura fixarás os teus olhos naquilo que não é nada”? porque certamente criará asas e voará ao céu como a águia.”.
5. Leva ao orgulho: (Pv 28.11) “O homem rico é sábio aos seus próprios olhos, mas o pobre que é entendido, o examina.”.
6. Leva à ganância: (Pv 5.10) “Para que não farte a estranhos o teu esforço, e todo o fruto do teu trabalho vá parar em casa alheia;”.

VII - Bênçãos advindas da fidelidade em dizimar e ofertar
1. O devorador é repreendido: “E por causa de vós repreenderei o devorador, e ele não destruirá os frutos da vossa terra; e a vossa vide no campo não será estéril, diz o SENHOR dos Exércitos”. (Ml 3.11). O devorador pode ser várias circunstâncias adversativas, que acometem os infiéis no dízimo, mas, para o fiel há livramento.
2. O testemunho das nações: “Todas as nações vos chamarão felizes, porque vós sereis uma terra deleitosa, diz o Senhor dos Exércitos” (Ml 3.12). Este texto ensina que a fidelidade no dízimo traz ao crente um elevado conceito por parte de todos.
3.  Vitória sobre a avareza: “Porque bem sabeis isto: que nenhum devasso, ou impuro, ou avarento, o qual é idólatra, tem herança no reino de Cristo e de Deus” (Ef 5.5). A atitude correta em relação ao dízimo permite ao crente vencer sentimentos negativos como a avareza e o egoísmo.
4.  Disposição de Deus em nosso favor: “Tornai vós para mim, e eu tornarei para vós, diz o Senhor dos Exércitos” (Ml 3.7). Nossa atitude de voltar-se para Deus permite que Ele se volte para nós. Isto nos mostra que o tema dos dízimos e das ofertas faz parte do elenco das grandes virtudes cristãs.

De acordo com estas verdades, concluímos que os Dízimos e as Ofertas fazem parte de um sublime propósito, que é segundo a sabedoria de Deus. Estas contribuições põem o multimilionário e a pessoa mais pobre da igreja em pé de igualdade diante de Deus. Entregando os Dízimos e as Ofertas da sua renda, ambos estão dando a mesma coisa e receberão recompensa, não pela quantia que ofertaram, mas pela fidelidade em obedecer a Deus.

Deus te abençoe.

BIBLIOGRAFIA:
As Grandes Doutrinas da Bíblia - Raimundo de Oliveira (CPAD) / Lições Bíblicas (CPAD)
Pequena Enciclopédia Bíblica - Orlando Boyer (CPAD) / Bíblia de Referência Thompsom (VIDA)
Teologia Sistemática - Eurico Bergsten (CPAD) / Dicionário Teológico - Claudionor Correia de Andrade (CPAD)

Pr. Elis Clementino


ESBOÇO 899 O VERBO


ESBOÇO 899
TEMA: O VERBO
TEXTO: JOÃO 1:1-5

O Apóstolo João iniciou seus escritos expressando profundamente algo que estava muito além da sua imaginação humana, ele denominou Jesus de “o Verbo” e que ele estava com Deus, e o verbo era Deus. Esse é um assunto que fala de Cristo em diversos aspectos, a sua divindade, preexistência e a luz do mundo.

1. No princípio
Essa expressão refere-se ao tempo, e não a Jesus, pois ele não teve princípio, ele já existia, era o verbo e estava com Deus (Jo 1:1,2). A sua preexistência é apresentada na criação de todas as coisas, ou seja, uma por uma, pois sem ele nada do que foi feito se fez (Sl 19:1; Jo 1:3; 8:56-58).

2. A vida
1. Jesus o logos eterno, a primeira causa, a vida de todos os seres emanou dele, ele é a fonte de luz da vida e o que neles creem deixam de habitar em trevas (Jo 1:4).
2. A sua encarnação, a luz resplandeceu nas trevas, e as trevas não prevaleceram contra ela, entendemos o quanto Satanás tentou frustrar o brilho da verdadeira luz, mas não conseguiu apagar o seu brilho que prevalece até hoje. (Jo 1:5).

            Uma grande revelação do Apóstolo João, ele descreveu aquilo que existia antes da fundação do mundo, tudo se iniciou com o verbo, e a sua preexistência e que todas as coisas foram feitas por ele e sem ele nada aconteceria. O ser humano tornou-se totalmente independente dele, ele é a luz que dissipa as trevas, a luz que faz brilhar o nosso ser “Jesus”, ele disse: “Eu sou a luz do mundo, quem me segue não andará em trevas, mas terá a luz da vida.” (Jo 8:12).

Pr. Elis Clementino