quinta-feira, 15 de agosto de 2019

ESBOÇO 931 ARREPENDIMENTO


ESBOÇO 931
TEMA: ARREPENDIMENTO
TEXTO: MARCOS 1:15

Arrependimento é uma necessidade universal para todos os homens, desde o princípio a compunção é ordenado por Deus, esse é o meio pelo qual o homem volta atrás por seus maus atos praticado e retorna a comunhão com o criador. Na religião é a oportunidade do homem religar-se com Deus e deixar as práticas pecaminosas. Arrependimento e perdão são necessários para a convivência humana, eles sempre foram exigidos por Deus, pois são os únicos meios que o homem dispõe para se reconciliar com os homens.

Arrependimento
É o ato pessoal e consciente que permite a mudança ou voltar atrás por algo que fez. O arrependimento permite que haja um sentimento de alívio na consciência, embora na minha concepção arrependimento é algo mais profundo que o remorso que é momentâneo.  O arrependimento lança fora o sentimento de culpa e o indivíduo passa a ter paz no espírito que resulta em uma vida mais saudável, na esfera espiritual é ser liberto de um pesado fardo, sem arrependimento é impossível isso acontecer. Deus exige um coração arrependido e contrito (Sl 51:17; Is 57:15).

O arrependimento é a porta de entrada para o perdão, “arrependei-vos para que sejam cancelados os vossos pecados”. (Mt 3:2; At 3:19), perdão, indulto, absorvição, anistiando o homem das suas culpas, após o perdão outros benefícios surgirão, o novo nascimento (Jo 3:3); nova vida em Cristo (2 Co 5:17); a regeneração (Tt 3:5); e a justificação entre outros (Rm 2:13; 3:21; 4:25), todos esses benefícios tem como ponto de partida o arrependimento, sem ele nada virá a não ser a condenação, por isso é importante lembrar que um homem arrependido estando em Cristo nenhuma condenação virá sobre ele (Rm 8:1).

Os frutos do arrependimento
As obras são importantes, elas confirmam se o arrependimento é verdadeiro ou não, embora se saiba que temer a Deus seja dever de todo homem (Ec 12:13), mas os que temem a Deus verdadeiramente tem o dever de andar em novidade de vida que é uma característica de quem está verdadeiramente arrependido. (Fp 4:4,8), assim como o fruto do Espírito (Gl 5:19-23).

A necessidade de arrepender-se é universal, todos de alguma maneira precisam voltar atrás após à prática de algo ilícito, o autoexame deve ser feito diariamente, submetendo-nos a fazer uma autocritica dos nossos próprios atos. A nossa consciência é responsável por essa parte, muitas vezes antes que outras pessoas nos advirtam ela já sinalizou essa necessidade de reparar. Há pessoas que se dizem arrependidas, mas nunca deixaram os seus velhos costumes pecaminosos, precisamos estar limpos não somente por fora como os sepulcros caiados (Mt 23:26), o coração deve estar totalmente limpo (Mt 5:8). Amados, devemos ter cuidado para não enganar a nós mesmos, ensinando o arrependimento e perdão e não por em prática, pois todos os dias nós temos que praticar atos de arrependimento, seja aos homens ou para com Deus. Atualmente pedir perdão a Deus em um momento de oração para muitos é sinal de fracasso, pois na oração do pai nosso Jesus usou a expressão “perdoai os nossos pecados” (Mt 6:12).


Pr. Elis Clementino

terça-feira, 6 de agosto de 2019

ESBOÇO 930 O VASO DO OLEIRO


ESBOÇO 930
TEMA: O VASO DO OLEIRO
TEXTO: JEREMIAS 18:1-6

Desde a antiguidade Deus vem falando com o homem de diversas maneiras e particularmente com o seu povo Israel (Hb 1:1). O relacionamento de Deus com o seu povo era diferenciado em relação aos outros povos, as mensagens dirigidas por Deus expressavam verdades incontestáveis, pois ele conhecia o seu povo. No texto encontramos uma maneira didática de Deus mostrar algo que estava no seu coração, a restauração de Israel, assim como Jesus também se expressou através de analogias ou parabolas ao seu próprio povo.

A casa do oleiro
Os profetas eram homens consagrados e encarregados de transmitir as verdades de Deus para o seu povo, as mensagens poderia ser corretivas, condenatórias e de restauração dependendo da necessidade, há razão do envio do profeta Jeremias ao reino do norte é expresso no contexto, o povo havia se esquecido de Deus e tomado o caminho da idolatria (Jr 18:15). Deus ordena a Jeremias que desça a casa do oleiro (Jr 18:1), talvez o profeta sómente pudesse entender os caminhos de Deus através de uma lição bem didática, na casa do oleiro ele poderia ver com seus olhos o porquê da sua missão. O oleiro, representa o próprio Deus, o barro o povo (Jr 18:2,3), Jeremias viu o oleiro trabalhando com o barro sobre a roda fazendo um vaso que logo quebrou-se na sua mão, em seguida o oleiro fez outro vaso conforme lle parecia aos olhos (Jr 18:4), isso indica que Deus é o grande oleiro que sabe muito bem trabalhar com o barro humano, quebra, amassa, lapida e refaz outro do jeito que ele queira, e ningiuém pode questioná-lo. O trabalhar de Deus não entendemos, porque seus pensamentos não são os nossos, nem os seus caminhos os nossos caminhos (Ec 10:5; Is 55:9), Deus vai revelando aos poucos a sua vontade através de lições de vida.

Restauração
A restauração de Israel vinha do próprio Deus, Israel estava aruinada pelo pecado e precisava ser restaurada, mas antes seria quebrado, muitas vezes Deus age assim para com o seu povo, quebra, e ele mesmo refaz, ele faz a ferida e ele mesmo sara (Sl 119:71; Os 6:). A lição que o profeta acabara de aprender era que Israel seria restaurada “não posso fazer de vós o que fez este oleiro, ó casa de Israel?” (Jr 18:6), daí Jeremias entendeu o teor da sua missão, mas para isso ele teria enfrentar muitas oposições até da sua própria família. Deus muitas vezes pode mudar o curso de vida de uma pessoa para que ele faça a sua vontade.

Deus é o grande oleiro, somente ele sabe trabalhar com o barro, muitas vezes o homem não entende os processos pelos quais ele passa para chegar ao querer divino em sua vida, embora seja necessário entender que nem sempre os processos dolorosos seja algo da parte de Deus ou preparo para a sua obra, mas pode ter outras finalidades como a edificação espiritual do próprio indivíduo e de outras pessoas, Jó foi o maior modelo de sofrimento e paciência, conforme Tiago Jó é o exemplo de fé e confiança (Tg 5:10).

Pr. Elis Clementino

segunda-feira, 5 de agosto de 2019

ESBOÇO 929 DANIEL E SEUS INIMIGOS


ESBOÇO 929
TEMA: DANIEL E SEUS INIMIGOS
TEXTO: DANIEL 6:22

A maldade acompanha o homem desde a sua queda no Éden, ela se evolucionou com o passar do tempo com o aumento da desobediência humana, assim tornou-se cada vez mais complicado o relacionamento humano. As pessoas simples ou desprovidas de maldades são as que mais sofrem. Neste assunto quero destacar as tramas das pessoas maldosas, principalmente aquelas que odeiam as pessoas por causa da sua confissão de fé. Nesse assunto quero destacar as ocorrências entre Daniel e seus inimigos no cativeiro babilônico.

Há de se considerar que as pessoas simples e sem maldade sofrem quando elas começam a desenvolverem algo e se destacarem na sociedade em que vive. A inveja sempre esteve presente nas pessoas e isso tem sido a causa de muitos males, os maldosos estão por toda parte, é como teia de aranha em todo lugar você encontra até nos palácios dos reis.

O contexto histórico relata que um grupo de jovens entre eles Daniel foram levados cativos para o império Babilônico, Daniel, Hananias, Mizael e Azarias, cujos nomes no hebraico correspondiam; Daniel “meu Juiz é Deus; Hananias “Javé é gracioso”; Mizael “Quem é o que Deus é”?; Azarias “Javé tem ajudado”, mas ao chegarem no Império Babilônico receberam outros nomes conforme as divindades babilônicas. O mundo sempre tentou desqualificar e escravizar aqueles que são fiéis a Deus, ou seja, fazendo com que eles se adequem e sejam moldados aos seus princípios idolatras e corruptos deste mundo (Dn 1:6-7).  Daniel e seus companheiros não aceitaram comer das iguarias do rei (Dn 1:8), pois não conformar com os princípios mundanos é um compromisso dos que temem a Deus (Rm 12:2), essa separação espiritual deve existir para que a sua vida de devoção e santidade dos que servem a Deus seja mantida.

As aparências de Daniel e seus amigos ficaram melhores após rejeitarem as iguarias do rei, eles pediram serem alimentados por dez dias com água e legumes (Dn 1:15), essa alimentação foram suficiente para melhoraram as suas aparências de maneira que eles se destacaram mais do que aqueles que comeram das iguarias do rei, pois a fé deles em ambientes pagãos foram recompensadas por Deus (Dt 8:3; Mt 4:4), Deus deu a eles conhecimento e inteligencia (Dn 1:17), de maneira que Daniel se destacou entre seus companheiros, isso foi o suficiente para que fosse cercado de inimigos, (Você passa a incomodar pessoas quando começa a crescer e se destacar na sociedade em que vive). Daniel através da sua maneira digna de se conduzir diante de Deus e do rei alcançou posições excelentes no império, ele despontava através de uma vida de orações e devoção a Deus, o Senhor era com ele, Daniel foi perseguido de maneira cruel, ele tinha uma vida constantemente vigiada para que fosse achado nele falhas, no entanto ele com seu exemplo em nada podiam acusá-lo (Dn 6:1-5).

A estratégia de vingança
Os inimigos de Daniel prepararam uma armadilha para que aquele servo de Deus caísse nela (Dn 6: 9-8), até que ponto eles chegaram, (por acaso não ocorre isso na atualidade?). O mundo não nos vê com bons olhos, os cristãos em todo mundo vivem como ovelha no meio de lobos cruéis, eles procuram meios para que possa tragá-lo, assim como expressa o rei Davi no seu cântico no (Sl 124:1-6), os inimigos de Deus range os dentes com a sede de destruir aqueles que profissão o nome do SENHOR. A confiança de Daniel em Deus não o fez se dobrar diante dos seus inimigos, ele se manteve firme com a sua vida no altar divino em jejuns e orações, essa é a única coisa que resta para os servos de Deus, isso aumentava ainda mais a fúria dos seus inimigos (Dn 6:10), a armadilha foi tão perfeita que o rei não percebeu que iria alcançar Daniel (Dn 6:14-16), (não é o que se vê nos sistemas políticos atualmente, onde leis que tramitam secretamente e as vezes aprovada as caladas da noite e praticamente sem corum com a finalidade de prejudicar os cristãos e jogá-los na cova dos leões famintos?).

A inocência de Daniel e o livramento
Se Deus é por nós quem será contra nós (Rm 8:31), a justiça divina pode entrar em ação a favor do seu povo, aquilo que foi assinado e selado pelo rei não podia ser revogado, conforme a lei dos medos e dos persas, mas Deus trabalha por aquele que nele espera, o guarda de Israel não tosqueneja, ele trabalha por aquele que nele espera (Sl 121:1-4; Is 64:4). Daniel foi jogado na cova dos leões por infidelidade ao rei, o que era uma grande mentira contra ele (Dn 6:22), o entanto Daniel permaneceu em oração e não houve nenhuma atitude por parte dos leões famintos, Deus é tremendo fechou a boca dos leões, incrível que pareça estamos na cova dos leões famintos tudo é feito para destruir o povo de Deus, as armas estratégicas como sempre é destruir as famílias, criar um caos moral da sociedade e assim conseguir o alvo que é destruir a fé cristã. “Deus fechou a boca dos leões” e nada puderam fazer, o Senhor está no controle de tudo, o rei perdeu o sono e fez jejum por Daniel, mas agora só lhes restava uma esperança, a salvação divina (Dn 6:18-23), quem arma cova cairá nela (Pv 26:27; Ec 10:8), os inimigos de Daniel caíram nas suas próprias armadilha (Dn 6:24).

Jesus no seu sermão da montanha profetizou que o povo de Deus será odiado por todos (Mt 10:22; Lc 21:17), a fidelidade a Deus e o crescimento do povo de Deus também, finalmente a perseguição deixou de ser velada até algum tempo atrás, mas agora é visível, o ódio aumenta no mundo inteiro contra a todos que professam a sua fé em Cristo, a nossa maneira de louvar, de orar, de pregar acende ainda mais ira dos inimigos da nossa fé, outros sinais são claros, como a apostasia, a traição e violência são sinais claros da volta do Senhor Jesus Cristo. Oremos, jejuemos, consagremos as nossas vidas para que sejamos capacitados para suportarmos o que vem pela frente, dias difíceis que se não fosses abreviados nenhuma alma escaparia (Mt 24:22).

Pr. Elis Clementino




quarta-feira, 31 de julho de 2019

ESBOÇO 928 AUTOEXAME


ESBOÇO 928
TEMA: AUTOEXAME
TEXTO: 2 CORINTIOS 13:15

A faculdade mental humana tem a competência de autoexaminar-se e reconhecer as suas próprias falhas, acertos e culpada ou não, mas somente se chega a essa conclusão através do autoexame. Todos nós temos condições de fazer essas avaliações e julgamentos em todos os aspectos da vida até em relação ao nosso espiritual, ou seja, a nossa fé. Todo indivíduo tem essa capacidade de saber o certo, o errado como também fazer as suas escolhas, a menos que de tenham distúrbio mental.

A mente é a parte do ser humano que lhe permite a atividade reflexiva, cognitiva e efetiva como entendimento, intelecto, espírito e pensamento, ela também é chamada de alma. O cérebro humano é a parte mais perfeita de todas as criaturas, ela governa todo o nosso viver, seja no âmbito do intelecto, sentimento e devoção, também governa o nosso relacionamento com o criador, ou seja, o elo entre a criatura e o criador.

Capacidade de armazenamento
No cérebro humano há um banco de dados ou de memória o qual pode ser consultado por nós mesmos a qualquer momento, nele estão guardadas as experiencias de vida desde a infância e tudo aquilo que se pretende fazer, intensão, intuito, pensamento, propósito e também a maneira de imaginar e perceber tudo o que está em volta de nós.

Dissemos que a mente é responsável pelos nossos atos, por isso todo homem apela para a sensibilidade dos outros para que ele seja coerente com a verdadeira realidade e a essência da vida. Na bíblia encontramos muitos textos, inclusive no NT. Os apelos, principalmente o apóstolo Paulo para a consciência das pessoas cristãs, finalmente elas precisam refletir sobre esse ponto de vista para que sejam sensíveis a Deus e ao próximo. Devemos fazer uma auto-avaliação sobre os nossos atos e como estamos convivendo com o próximo; “Sejam amáveis uns com os outros e prontos a perdoar; jamais guardem rancor. Perdoem como o Senhor vos perdoou.” (Cl 3:13). Infelizmente os homens se esvaziaram desse sentimento cristão e deixaram de por em prática aquilo que foram ensinados através da palavra de Deus; “Quanto ao mais, irmãos, tudo o que é verdadeiro, tudo o que é honesto, tudo o que é justo, tudo o que é puro, tudo o que é amável, tudo o que é de boa fama, se houver algo de excelente ou digo de louvor, pensem nessas coisas.” (Fp 4:8).

A fé cristã, Paulo adverte os cristãos para que eles pudessem conhecerem melhor a si, mas para isso eles precisavam se auto-avaliar e descobrir o que realmente eles queriam, embora eles já tivessem sido advertidos por Paulo outras vezes, mas parece que os crentes de Corintios perderam a sensibilidade de Cristo em suas vidas (2 Co 13:5), agora eles precisavam rever e provar se eles ainda tinham fé. A igreja da atualidade precisa fazer o mesmo, cada crente deve fazer esse autoexame e certificar-se se na realidade está servindo a Cristo ou a outro qualquer. Havia necessidade de aqueles crentes ouvirem de Paulo de maneira muito segura e com toda severidade (2 Co 13:1-4).

Irmãos, devemos fazer o mesmo, o autoexame é necessário para a manutenção da nossa fé fazendo prova dela se não estamos nas mesmas condições da igreja de Corintios, ora! Se já não estiveres reporvado. Cuidado com o sensacionalismo, euforia e empolgações exageradas nos púlpitos das igrejas, muitos abandonam a palavra de Deus para aplicarem-se as mensagens de interesses pessoais, ou seja, aquelas que massageiam o seu ego. A nossa consciência deve está ativa, sensível e simples, pois quando um crente perde a consciência daquilo que ele confessa torna-se perigoso para a sua fé. Muitos cristãos tem procurado servir a Deus na igreja de maneira condicional, mas lembre-se a sua consciência deve está moldada aos princípios cristãos com as vossas mentes guardadas em Cristo (Rm 12:12; Fp 3:1-4; 4:5-9). Examine-se o homem a si mesmo, isso não deve ser feito somente no ato da ceia como falou Paulo a Igreja de Corintios ensinando-lhes a celebrarem de maneira correta a santa ceia do Senhor.

Pr. Elis Clementino

ESBOÇO 927 A DRACMA PERDIDA



ESBOÇO 927
TEMA: A DRACMA PERDIDA
TEXTO: LUCAS 15:8-10

A parábola da dracma é uma das mais belas e conhecidas entre outras apresentadas por Jesus Cristo, ela é registrada em apenas no evangelho de Lucas (Lc 15:8-10). Esta parábola é semelhante a da ovelha perdida (Lc 15:3-7), ambas enfatizam o amor divino pelas almas que ao afastar-se de Deus devem ser reconduzidas aos seus pés novamente. Estas parábolas são abrangentes, também enfatizam a busca por valores perdidos.

A procura da dracma.
Uma moeda perdida, uma maneira didática de Jesus expressar uma grande verdade espiritual que o povo precisava ouvir, além dessa mensagem ilustrativa sobre o espiritual há também outros valores que devem ser resgatados, valores perdidos ou deixados para trás pode ocasionar sérios problemas. Essas parábolas de Jesus revelam o amor divino pelas almas.

Empregando esforços para resgatar valores.
Tanto no sentido espiritual quanto a vida os moral, bens, entre outros se exige atitudes e empregue esforços para reaver esses valores. A mulher teve a brilhante atitude de lutar para restaurar a dracma, ela varreu a casa, isso indica a limpeza, num ambiente sujo e escuro nada se consegue achar, ela acendeu a lamparina porque a luz revela o que está escondido ou perdido, o mesmo acontece no sentido espiritual, uma mente suja não consegue enxergar a as verdades divinas e nem entender o valor da vida moral, temos que purificar as nossas mentes para se tornarem mente de Cristo “mas nós temos a mente de Cristo” (I Co 2:16), Com uma mente suja não conseguimos ver os tesouros de Cristo. Em ambas as parábolas tanto a mulher quanto o pastor empregaram esforço, o pastor foi em busca da ovelha ao encontrá-la pôs sobre os seus ombros (Lc 15:3-7; Jo 10:11,12), a mulher foi em busca da dracma até encontrar, ao conseguir a mulher deu um banquete com seus vizinhos, isso também indica bons exemplos e relacionamentos, assim elas poderão compartilhar da alegria do achado.

Reavendo valores
Necessariamente é preciso refletir um pouco sobre alguns valores que possuímos, estes não devem se perder, porém se isso vier acontecer não devemos medir esforços para resgatá-los, são eles:
(1) Os valores morais;
(2) Os valores familiares;
(3) Os valores espirituais
(4) Os valores cristãos
(5) Os valores patrióticos

Devemos entender que nenhuns desses valores devem ficar para trás, eles devem nos acompanhar durante a nossa vida, o nosso testemunho público é baseado nesses valores. A vida moral saudável é a comprovação de que a sua vida espiritual está bem e serve a Cristo, se queres dar testemunho de fé apresente as suas obras (Tg 2:18). A recomendação paulina também exige esse plano moral para comprovar a fé “Quanto ao mais, irmãos, tudo o que é verdadeiro, tudo o que é honesto, tudo o que é justo, tudo o que é puro, tudo o que é amável, tudo o que é de boa fama, se há alguma virtude, e se algum louvor, nisso pensai.” (Fp 4:8). O nosso testemunho moral e religioso é uma carta aberta e lida perante os homens.

É importante levar em consideração o belo exemplo de Samuel quando resignou o seu cargo perante o povo, muitos líderes cristãos não tem a coragem de fazer o que Samuel fez (cf I Sm 12:1-5). Uma vida limpa sem mancha além de ser uma riqueza ainda é agradável aos olhos do Senhor, Ele dá testemunho daquele que anda em retidão, “E disse o Senhor a Satanás: Observaste tu a meu servo Jó? Porque ninguém há na terra semelhante a ele, homem íntegro e reto, temente a Deus e que se desvia do mal” (Jó 1:8). Uma vida fora dos padrões de Deus é um desastre, ele não contribui em nada o bem para os outros, muitas vezes estão infiltrados no meio da igreja com falsidades, são pessoas ímpias e adulteram a graça do nosso Deus em libertinagem e negam a Cristo (Judas 1:4). É necessário fazer um autoexame “Examinai-vos a vós mesmos, se permaneceis na fé; provai-vos a vós mesmos, que Jesus Cristo está em vós? Se não é que já estais reprovados (2 Co 13:5).

Os nossos valores são fundamentais para o nosso testemunho perante os incrédulos e desenvolvimento da nossa fé em Cristo, são preciosidades que temos que levá-las até a nossa chamada para o reino celestial em Cristo. Muitos valores espirituais são abandonamos pelo meio do caminho, por isso há muitos fracos na fé, desobedientes a palavra, e muitos filhos pródigos experimentando das iguarias do mundo, estes precisam tomar a decisão do filho pródigo, “Levantar-me-ei e irei ter com meu pai”. Faça também como a mulher da dracma perdida, ela procurou até encontrar, após o achar se alegrou e chamou seus vizinhos com júbilo dizendo: Achei a dracma perdida, cada valor que você recupera a felicidade, sobretudo os espirituais incluindo os dons, você já notou que o uso dos dons espiritais na igreja está desaparecendo, não notou ainda? Vamos resgatá-lo o mais rápido possível, além disso, não deixemos de falar sobre os valores cristãos, pois eles são como pedras na edificação do nosso caráter e edifício espiritual.

Pr. Elis Clementino