quinta-feira, 21 de novembro de 2019

ESBOÇO 956 AS VERDADES E O SEU TEMPO


ESBOÇO 956
TEMA: AS VERDADES E O SEU TEMPO
TEXTO: ECLESIASTES 3:1-4

Para todo propósito debaixo do céu há um tempo determinado, a sabedoria é o fator predominante para entender um pouco o modo e a ocasião de cada propósito. Dentro desse contexto está o tempo de falar e o de ficar calado. A nossa maneira de viver e de se relacionar com as outras pessoas requer sabedoria, as nossas palavras precisam ser comedidas, todos nós tropeçamos, embora seja difícil haver pessoas que não tropecem, vejam o que diz o Apóstolo Tiago “Todos tropeçamos em muitas coisas. Se alguém não tropeça em palavras, esse é homem perfeito, e capaz de refrear todo corpo” (Tg 3:2).

O poder das palavras
Devemos ter cuidado porque há poder em nossas palavras, depende de como as usamos, se forem para o mal ela produzirá efeitos negativos nas pessoas, se forem boas certamente elas produzirão bons resultados para as pessoas. As palavras de maldições e abençoadoras partem do coração e são proferidas pela fala, pois é do coração que saem as coisas boas e más, depende do que estiver armazenado no coração “Não é o que entra pela boca que contamina o homem, mas o que sai da boca, porque procede do coração” (Mt 15:18-18). As nossas palavras tem poder de incendiar um bosque, mas também tem o poder de apagar incêndio. Ao compete controlar tanto as ações quanto as palavras.

As palavras matam
Muitas pessoas se deprimem ao ouvir palavras que lhes machucam, há muitas pessoas doentes, outras revoltadas por ouvirem palavras arrogantes dirigidas a elas, e dependendo podem até matar. As nossas palavras devem ser usadas para construir algo bom em alguém e não para abater o espírito das pessoas. Muitas pessoas já morreram literalmente por causa de uma palavra que lhe abateu o espírito.

As palavras curam feridas
As nossas palavras podem sarar feridas “As palavras agradáveis são como um favo de mel, doces para a alma e trazem a cura para os ossos” (Pv 16:24). Muitas vezes reanimamos as pessoas abatidas por ouvirem palavras que lhes machucaram, é mais fácil você conquistar uma cidade forte do que um irmão ofendido “O irmão ofendido é mais difícil de conquistar do que uma cidade forte; e as contendas são como ferrolhos de um palácio” (Pv 18:19). As contendas de palavras tem prejudicado o desenvolvimento espiritual da igreja do Senhor, devemos usas as nossas palavras para dar vida. Nada melhor do que uma palavra boa na hora certa “O Senhor DEUS me deu uma língua erudita, para que eu saiba dizer a seu tempo uma boa palavra ao que está cansado. Ele desperta-me todas as manhãs, desperta-me o ouvido para que ouça, como aqueles que aprendem” (Is 50:4). “O meu coração ferve com palavras boas, falo do que tenho feito no tocante ao Rei. A minha língua é a pena de um destro escritor” (Is 45:1). Uma palavra boa na hora certa é como a água fria que nos refresca. “Por isso exortai-vos uns aos outros, e edificai-vos uns aos outros, como também fazeis” (I Ts 5:11). “A vossa maneira de falar seja sempre agradável e bem temperada com sal, para que saibais como vos convém responder a cada um.” (Cl 4:6).

Sinceridade nas palavras
A sinceridade é uma arma que pode afastar algumas pessoas de você, mas se você não usar a sinceridade nas suas palavras as pessoas falsas certamente se aproximarão de você. A sinceridade não tem preço, sobretudo nas palavras que dimanam de um coração sincero. Levemos em consideração que nem todas as palavras verdadeiras devem ser proferidas a qualquer momento, porém deve-se levar em consideração o tempo e o modo para serem proferidas. Os cristãos deve ser honestos consigo e com as outras pessoas em todos os aspectos “Quanto ao mais, irmãos, tudo o que é verdadeiro, tudo o que é honesto, tudo o que é justo, tudo o que é puro, tudo o que é amável, tudo o que é de boa fama, se há alguma virtude, e se há algum louvor, nisso pensai” (Fp 4:8).

O preço das palavras sinceras
As palavras podem ter um preço, principalmente quando são mal interpretadas, porque nem todas as pessoas estão preparadas para ouvir as verdades que elas precisam ouvir. Muitas vezes as pessoas estão acostumadas ouvir tantas mentiras que elas se sentem ofendidas quando escutam as verdades. As pessoas verdadeiras sofrem muito e às vezes se abatem no seu espírito sentindo-se desencorajadas por serem mal compreendidas. Chega o momento que as verdades tem que serem ditas, custe o que custar.

As nossas palavras tem poder, ao usá-las necessitamos de sabedoria para que seus efeitos sejam benéficos nas pessoas, pois elas tanto podem matar quanto da à vida. O uso indevido das nossas palavras pode incendiar um bosque (Tg 3:4-6), atualmente vivenciamos isso, as pessoas falam e a repercussão é imediata. “Eu declarei: Vigiarei os meus atos e não pecarei em minhas palavras; atarei uma mordaça em minha boca enquanto os ímpios estiverem próximo a mim” (Sl 39:1-2). As nossas palavras deve ser comedidas e sinceras, mesmo que se pague o preço por elas.

Pr. Elis Clementino

segunda-feira, 18 de novembro de 2019

ESBOÇO 955 O PREÇO DA RENUNCIA.


ESBOÇO 955
TEMA: O PREÇO DA RENUNCIA.
TEXTO: Em seguida dizia a todos: Se alguém quer vir após mim, negue-se a si mesmo, tome cada dia a sua cruz, e siga-me. Pois quem quiser salvar a sua vida, perdê-la-á; mas quem perder a sua vida por amor de mim, esse a salvará. Pois, que aproveita ao homem ganhar o mundo inteiro, e perder-se, ou prejudicar-se a si mesmo? Porque, quem se envergonhar de mim e das minhas palavras, dele se envergonhará o Filho do homem, quando vier na sua glória, e na do Pai e dos santos anjos. LUCAS 9:23-26

Aquele que decide seguir a Cristo lhe é imposto uma condição, levar a cruz, não se trata aqui de uma cruz de literalmente, ou seja, de madeira, e sim o preço da renuncia do mundo pecaminoso, ou abandono do pecado. A cruz pesada deve ser conduzida até o instante final da vida terrena, se quiser alcançar a salvação. Abandoná-la é renunciar o próprio Cristo.

A conduta cristã
É exigido dos cristãos que andem dignamente conforme o evangelho, assim como Cristo andou (I Jo 2:6), vivendo desse modo comprova que existe renuncia, ela tem o preço, ou seja, negar-se a si mesmo, isso resulta em mudanças muitas vezes dolorosas, como rejeição, desprezo, ser odiado, mas necessárias para uma nova vida com Deus através de Cristo, por isso o mundo nos odeia (Jo 15:8).

A cruz
Ela é símbolo de sofrimento, Jesus disse aos discípulos “no mundo tereis aflições, mas tende bom ânimo” (Jo 16:33). Esse tipo de sofrimentos estende-se a todos os cristãos no mundo é o jugo que eles têm que carregar até o final. Aqueles que querem viver piedosamente sofrerão perseguições (2 Tm 3:12). Os cristãos em todo mundo são vitimas de perseguições, desde a época dos imperadores, depois as perseguições papais, elas jamais cessaram, acalmou um pouco, mas há muitas perseguições veladas, mas agora em pleno século XXI estamos vendo elas ressurgirem de maneira aberta, principalmente nos países desenvolvidos e em desenvolvimento, principalmente onde predomina o socialismo ou comunismo.

Perseguição, prenúncio da volta de Cristo.
A Bíblia, tanto no AT. Como o NT. Há mensagens que proclamam esse acontecimento, e de maneira mais direta sobre o assunto encontra-se em (Mt 24), a humanidade inteira será envolvida nesse evento, os que estiverem preparados terão acesso a eternidade com Deus, a parábola das dez virgens expressa realidade desse acontecimento (Mt 25:1-13). A perseguição faz parte da conjuntura do cristianismo desde o começo, no presente acontecem às mesmas coisas, muitos cristãos são mortos por manterem-se fiéis a Cristo. O cristão sofre pela sua conduta cristã, esse é o preço pago pela renuncia aos prazeres mundanos, no entanto isso faz parte da vida devocional com Deus, essa é a cruz que temos que carregar até o final. As perseguições tendem aumentar com a corrupção no mundo inteiro é um sinal da aproximação da volta do Senhor. Os cristãos em todo mundo aguardam o retorno de Cristo, há uma expectativa muito grande, pois os sinais indicam notadamente, e o que se vê é a imoralidade, a corrupção, e aqueles que não aderirem certamente sofrerá (Jo 15:19-21;2 Tm 3:12,13).

Aquele que não renunciar tudo que tem não estará apto para entrar no reino de Deus, a renuncia é o desapego às coisas dessa vida, a prioridade é a busca o reino de Deus (Mt 6:33). Todo cristão precisa ter muito cuidado para não corroborar com os procedimentos ímpios. Um dos atropelos na vida cristã e associar-se aos ímpios e a seus conselhos (Sl 1:1,2). Há muitos cristãos no mundo que não estão sabendo diferenciar o mau do bem, muitas vezes está seguindo o caminho mal pensando que é o bem, o discernimento é essencial para proteção da sua própria fé. O engano no mundo está aumentando e assim vai até se concretizar os planos do anticristo, infelizmente muitos cristãos estão entrando na onda do engano, vale salientar pra muitos que ainda não despertaram que o anticristo é contra o cristianismo, devemos abrir os olhos o quanto antes, pois amanhã pode ser tarde demais. A manifestação da preparação do anticristo já começou através do engano conquistando o mundo, portanto oremos e vigiemos, pois o tempo está próximo.

Pr. Elis Clementino

quinta-feira, 7 de novembro de 2019

ESBOÇO 954 * TEMA: A LEI DO RETORNO.

ESBOÇO 954 *
TEMA: A LEI DO RETORNO.
TEXTOS: MATEUS 7:2; MARCOS 4:24-25; LUCAS 6:37,38; JUÍZES 1:7.
Autor: Pr. Elis Clementino.
 
Introdução:
Antes é bom ler os textos acima, depois, necessariamente, atentar bem para o que eles falam, pois já ouvi pregadores direcioná-las somente para as ofertas e as doações que se fazem nos cultos. No entanto, eles nos levam a refletir muito mais além, como o amor ao próximo, os julgamentos que fazemos sobre as outras pessoas e a recompensa dos nossos atos. De maneira ligeira, discorrerei sobre a lei da semeadura
 
A insensibilidade do espírito humano não leva em consideração o que Jesus falou, pois, as suas palavras foram abrangentes, alcançando a todos, tanto cristãos como não cristãos, sem distinção, ou seja, é para todos.
 
1. A lei da semeadura:
Aquilo que o homem semear, isso também ceifará (Gálatas 6:7); todos hão de colher o que plantaram (Provérbios 14:14), sem acepção de pessoas. Nos textos, Jesus adverte a todos sobre o sentimento vingativo que muitas vezes afloram dos nossos corações. Esse é um ensino que enfatiza o amor ao próximo (Lucas 6:27, 31). Em seguida, ele fala sobre a importância desse amor ao próximo (cf. Lucas 6:32-36). Depois, ele nos alerta a respeito do julgamento insensato: “Não julgueis, e não sereis julgados; não condeneis, e não sereis condenados; soltai, e soltar-vos-ão.” Daí. E ser-vos-á dado; boa medida, recalcada, sacudida e transbordando, vos deitarão no vosso regaço; porque com a medida com que medirdes também vos medirão de novo” (Lucas 6:37,38).
 
2. A medida cheia:
A capacidade de uma vasilha é medida pela quantidade que ela suporta. Há produtos que as vasilhas de medir precisam sacudir. Aqui no Brasil, lembro muito da “cuia”, que era usada nos comércios para medir cereais, como farinha, feijão, arroz etc. Elas seriam bem medidas quando o vendedor sacudia, prensava de maneira que o produto derramava sobras às bordas das vasilhas. Assim, a medida estaria completa, de maneira que transbordava sobre o seu próprio colo. Assim, a medida com que medirdes recairá sobre vós. Quando se usa a generosidade, também receberá generosamente quem julga, pois, da mesma maneira, o julgamento dos nossos próprios atos nos leva a ser submetidos à mesma medida.
 
3. Adoni-Bezeque.
Colhemos aquilo que plantamos, não tem como escapar da lei do retorno, em quaisquer que sejam as finalidades. Semear é opcional, mas colher é obrigatório, ou seja, você planta se quiser, mas fique certo da colheita. Se fizeres o mal, receberás o mal que fizeste, mas, se fizeres o bem, receberás o bem que fizeste. Adoni-Bezeque prendeu setenta reis, cortou-lhes os polegares das mãos e dos pés e os fez comer das migalhas que caíam debaixo da sua mesa, uma atitude humilhante para com aqueles reis. O fator tempo se encarrega de preparar o retorno daquilo que fazemos. Adoni-Bezeque pagou na mesma moeda: “Então disse Adoni-Bezeque: Setenta reis, com os dedos polegares das mãos e dos pés cortados, apanhavam as migalhas debaixo da minha mesa; assim como eu fiz, assim Deus me pagou.” E levaram-no a Jerusalém, e morreu ali” (Juízes 1:7). Ele reconheceu a justiça divina sobre ele; hoje não será diferente.
 
Conclusão:
Amados, são necessários refletirmos todos os nossos atos em relação ao próximo. Não se regozije quando teu irmão cair. “Se teu inimigo cai, não te alegres com isso, e não exulte teu coração se ele tropeçar, para que Yahweh, o SENHOR, não veja isso, fique aborrecido contigo e retire sobre ele o seu castigo” (Provérbios 24:17, 18). Se a desgraça do meu inimigo me fez sorrir ou me alegrou intimamente, ou ainda se as provações pelas quais passou me geram prazer... (Jó 31:29-30); “Contudo, assim que tropecei, eles se alegraram e contra mim se ajuntaram-se às ocultas para me atacar e grandemente sem cessar” (Salmo 35:15); “Quem zomba dos pobres revela desprezo pelo criador deles; quem se alegra com a desgraça dos outros não ficará muito tempo sem castigo” (Provérbios 17:5). É isso aí, a dura lei do retorno. Deus nos guarde de fazermos juízo sobre os outros, principalmente os que se dizem cristãos. O que nos parece é que esse sentimento está desaparecendo.  O desrespeito está prevalecendo; parece que não estamos usando a palavra de Deus como regra de fé. Deus nos guarde, saiba que tudo o que você fizer, seja agravou ou não, receberá a justa recompensa.

segunda-feira, 4 de novembro de 2019


ESBOÇO 953
TEMA: O CAMELO E O FUNDO DA AGULHA.
TEXTO: “E ainda vos digo que é mais fácil passar um camelo pelo fundo de uma agulha de que entrar um rico no reino de Deus” MATEUS 19:24

Entre as parábolas existentes nas escrituras sagradas, aludo uma muito simples e com uma admirável, a parábola ressalta a necessidade de o homem largar algo que possa deixá-lo fora do reino de Deus. Jesus sabia muito bem o que queria alcançar com essa parábola, pois a sua missão era agregar as pessoas ao reino dos céus.

O jovem rico
Aproximou-se de Jesus um moço rico interessado em saber a respeito da vida eterna, e como faria para alcançá-la, nesse momento Jesus usou uma figura de linguagem para expressar as verdades que os discípulos também precisavam ouvir. Não devemos interpretar na fala de Jesus que os ricos não entrarão no reino de Deus, mas por se tornarem muito ricos amariam mais as prioridades e as riquezas do que o reino dos céus, por essa razão Jesus ilustra como algo impossível de acontecer. As riquezas podem ser grande impedimento para a entrada na vida eterna (Mc 10:17-31; Lc 18:18-30). 

O camelo no fundo da agulha
Essa foi uma expressão figurada que seus discípulos ainda não haviam ouvido, ela parecia ter um toque de humor “um camelo passar no fundo de uma agulha”, mas como entender sobre o que Jesus falou? Algumas pessoas em suas pregações até aludem ser realmente uma agulha de costurar o que não se adéqua bem a realidade da fala de Jesus. Há outra possibilidade ao se referir a uma pequena porta chamada de agulha ao lado da porta principal de Jerusalém, por ela o camelo somente passaria se ajoelhando e o empurrado, por ser o camelo um animal de grande porte daquela região, embora sobre essa porta não se tenha alguns pormenores sobre. Se Jesus se referiu a essa porta estava dizendo que o rico teria dificuldade em deixar de lado todas as suas riquezas e se dobrar humilhadamente perante Deus, maneira que o conduziria entrada no reino dos céus, no entanto essa interpretação pode ter certa harmonia com o que ele falava. Assim não importa muito, mas o que ele se refere é deixar o fardo do pecado.

Existem muitas outras coisas que são verdadeiros impedimentos para a entrada no reino dos céus, por isso faz-se necessário à renúncia delas como: (1) Entrar pela porta estreita (Mt 7:13; Lc 13:24); (2) Não amar mais as riquezas (Mt 19:21); (3) Renunciar tudo (Lc 14:33; (4) Negar-se a si mesmo (Lc 9:23); (5) Deixar o fardo de pecados (Mt 11:228-30); (6) Amar mais a Deus (Mt 10:30; Mt 19:29; Lc 14:26). Os nossos pecados constitui-se um grande fardo que deve ser deixado para entrar na porta estreita, precisamos abandonar tudo aquilo que nos impede de entrar no reino dos céus. Há muitas coisas que precisamos deixar, por exemplo, alguns costumes e atitudes que desagradem a Deus e ao próximo, o amor às riquezas materiais e o dinheiro por onde começam os males (I Tm 6:10.

Pr. Elis Clementino

sexta-feira, 1 de novembro de 2019

ESBOÇO 952 PERDOAR, UMA TAREFA DIFÍCIL.


ESBOÇO 952
TEMA: PERDOAR, UMA TAREFA DIFÍCIL.
TEXTO: “O irmão ofendido é mais difícil de conquistar do que uma cidade forte, e tais contendas são como os ferrolhos dum castelo.” PROVÉRBIOS 18:19

Na vida existem coisas que são difíceis de fazer, mas não impossíveis, pois cada pessoa tem a sua capacidade emocional diferente, de maneira que uns tem a capacidade de suportar e encarar algo mesmo que venha mexer com seus sentimentos, sem, contudo alterar a sua conduta, mas existem outras pessoas que são sensíveis e capazes de se abalarem facilmente por razões às vezes muito simples. O que discorrerei nesse assunto algo que menos as pessoas gostam de fazer, pedir perdão, perdoar e desculpar quando ofendem e são ofendidos.

O perdão
Muitas vezes Jesus foi questionado sobre o perdão (Mt 18:21-22), o perdão significa indultar ou anistiar alguém que ofende ou é ofendido por outra pessoa. Ouvimos falar em perdoar, mas praticar não é tão fácil como se pensa, o perdão está acondicionado ao amor, por isso é impossível perdoar sem praticá-lo, aquele que pouco ama, pouco perdoa (Lc 7:47). Não devemos deixa o sol se por sobre a nossa ira. Irai-vos, mas não pequeis (Ef 4:14,26). Devemos levar em consideração o perdão divino para com as nossas ofensas, assim devemos retribuir conforme o perdão que recebemos de Deus, para entender melhor é necessário ler o texto de (MT 18:23-32).

Um irmão ofendido
A tarefa mais difícil é reconquistar alguém que ofendemos, seja por palavras ou por ações, para isso é preciso muita paciência para reconquistar, entre os provérbios diz que um irmão ofendido é mais difícil de conquistar do que uma cidade forte (Pv 18:19). Necessariamente é preciso buscar a sabedoria divina para reconquistar a quem ofendemos, mas se o ofendido não quiser perdoar o que fazer? Essa é uma pergunta que de vez enquanto ouvimos de alguém, nesse caso o que ofendeu deve procurar alguma maneira de se dirigir ao ofendido e se reconciliar, e se ele não quiser? O irmão será penalizado por isso? Creio que não, porém a responsabilidade ficará com o indivíduo que não se dispõe a perdoar. A lição de Jesus ao ser interrogado sobre quantas vezes (Lc 17:3,4). A prática do perdão facilita a aceitação das nossas ofertas perante o altar (Mt 5:23; 18:15-71; %:25). “Perdoe, mesmo que o indivíduo não mereça, mas para que você tenha paz.”

O perdão resulta:
A aceitação da oferta que é levada ao altar depende da nossa convivência com os irmãos (Sl 133). Perdoar resulta em sensação de alívio e de um dever cumprido. O perdão é uma via de mão dupla, ambas as pessoas serão beneficiadas, ou seja, tanto o que perdoa quanto o que recebe o perdão será aliviado. O perdão nos leva de volta a comunhão com Deus, isso resulta em muitos benefícios, promovendo saúde, paz e felicidade.

Irmãos, perdoar é uma necessidade universal, a humildade é o condutor que nos leva a perdoar. Devemos entender que no mundo pecaminoso em que vivemos é impossível viver sem aborrecer e ser aborrecido, ofender e ser ofendido, no entanto devemos perdoar quantas vezes seja necessário. O orgulho, o ódio, a prepotência, a insensibilidade são as únicas coisas que leva o homem a não perdoar. Não deixe que o sentimento de ódio, rancor, ira prevaleça em seu coração, a oração é o melhor caminho para esvaziar os nossos corações do ódio e da ira.

Pr Elis Clementino