quarta-feira, 11 de dezembro de 2019

ESBOÇO 962 AS TREVAS E A LUZ


ESBOÇO 962
TEMA: AS TREVAS E A LUZ
TEXTO: GÊNESIS 1:3-5

Durante a obra criadora Deus organizou e fez separação de algumas coisas criadas, isso em todos os aspectos da criação, desejo destacar aqui a separação entre as trevas e luz, ele deu nomes a essa diferença, chamando a luz de dia e a noite trevas, cada uma com seus limites de atuação, uma chega e outra sai. O que desejo falar nesse assunto é que as trevas e a luz não se unem, quero apresentar também a diferença no sentido espiritual, enfatizando o que Jesus falou sobre as trevas e a luz, os que andam na luz e os que andam nas trevas (Jo 11:10).

Trevas e Luz
Trevas, esse termo não somente é usado para definir a escuridão ou a ausência da claridade, mas fazem referencia em outros sentidos como algo negativo. No sentido espiritual as trevas são representadas pelo pecado que é algo muito ruim para o ser humano “Eles estão entre os que se opõem à luz; não conhecem os seus caminhos, e não permanecem nas suas veredas. De madrugada se levanta o homicida, mata o pobre e necessitado, e de noite é como o ladrão. Assim como o olho do adúltero aguarda o crepúsculo, dizendo: Não me verá olho nenhum; e oculta o rosto, Nas trevas minam as casas, que de dia se marcaram; não conhecem a luz. Porque a manhã para todos eles é como sombra de morte; pois, sendo conhecidos, sentem os pavores da sombra da morte” (Jó 24:13,15,17). A escuridão esconde algo ruim e todos os tipos de males “Ai dos que querem esconder profundamente o seu propósito do Senhor, e fazem as suas obras às escuras, e dizem: Quem nos vê? E quem nos conhece? Vós tudo perverteis, como se o oleiro fosse igual ao barro, e a obra dissesse do seu artífice: Não me fez; e o vaso formado dissesse do seu oleiro: Nada sabe” Is 29:15,16). Nas trevas as pessoas esconde à falsidade a mentira, “Porquanto dizeis:...não chegará a nós porque por refúgio temos a mentira, e debaixo da falsidade nós temos escondido” (Is 28:15), e outros tipos de pecados, mas não há nada que Deus não os veja “Para onde me ausentarei do teu Espírito? Para onde fugirei da tua face? Se eu digo: As trevas, com efeito, me encobrirão, e a luz ao redor de mim se fará noite... as trevas e a luz são a mesma coisa” (Sl 139;7, 11-12); Ocultar-se-ia alguém em esconderijos, de modo que eu não o veja? diz o Senhor; porventura não encho eu os céus e a terra? diz o Senhor” (Jr 23:24); “Porque os meus olhos estão sobre todos os seus caminhos; ninguém se esconde diante de mim, nem se encobre a sua iniquidade aos meus olhos” (Jr 16:17).

Os tropeços nas trevas
Imaginemos andar no escuro, nele podemos tropeçar, pois o que está oculto não é percebido. O indivíduo que está em trevas espirituais ele tropeça em seus próprios pecados, ele não enxerga em que tropeça “Por isso está longe de nós o juízo e a justiça não nos alcança; esperamos pela luz, e eis que há só trevas; pelo resplendor, mas andamos na escuridão. Apalpamos as paredes como cegos, sim, como os que não tem olhos andamos apalpando; tropeçamos ao meio-dia como nas trevas, e entre os robustos somos como mortos” (Is 59:9,10). “Nas trevas andam as apalpadelas, sem terem luz, e os faz cambalear como ébrios” (Jó 12:25). Quem anda nas trevas não sabe para onde está indo. Disse-lhes então Jesus: "Por mais um pouco de tempo a luz estará entre vocês. Andem enquanto vocês têm a luz, para que as trevas não os surpreendam, pois aquele que anda nas trevas não sabe para onde está indo. (Jo 12:35).

A luz
A presença da luz revela tudo o que está oculto "Portanto, não tenham medo deles. Não há nada escondido que não venha a ser revelado, nem oculto que não venha a se tornar conhecido. O que eu lhes digo na escuridão, falem à luz do dia; o que é sussurrado em seus ouvidos, proclamem dos telhados” (Mt 10:26,27); "Pois nada está oculto, senão para ser divulgado; e nada mantido em secreto, senão para ser trazido à luz" (Mc 4:22). “Das trevas manifesta coisas profundas, e traz à luz a densa escuridade” (Jó 12:22; 28:11; Dn 2:22; I Co 4:5).

Jesus a luz do mundo
“Eu sou a luz do mundo” (Jo 8:12), ele é a luz rejeitada "O julgamento é este: a luz veio ao mundo e os homens preferiram as trevas ao invés da luz porque suas obras eram más. Todo aquele que pratica o mal odeia a luz e se mantém longe dela, pois tem medo que suas obras sejam expostas. Mas todo aquele que pratica a verdade aproxima-se da luz para que fique claro que tudo o que ele faz é feito em Deus” (Jo 3:19,21). Uma realidade no presente “o que pratica o mal odeia a luz”. O próprio Jesus expressou de maneira firme dizendo: “Eu vim ao mundo como luz, para que todo aquele que crê em mim não permaneça nas trevas. (Jo 12:46). Os que andam na luz tem características diferentes dos que andam em trevas, o que anda na luz ama o seu irmão “Aquele que declara estar "na luz" mas odeia seu irmão continua, de fato, em completa escuridão. O homem que ama seu irmão e vive na luz, não tem razão alguma para tropeçar. Mas o homem que odeia seu irmão tem seu acesso à luz bloqueado e procura as apalpadelas seu caminho no escuro sem saber para onde ir, pois a escuridão o tornou cego” (I Jo 2:9-11). Quem está em trevas não vê os seus defeitos, mas aluz a tudo revela.

A luz divina resplandeceu em nossos corações, o Espírito Santo se encarrega de mostrar e convencer o pecador “Quando ele vier, convencerá o mundo do pecado, da justiça e do juízo” (Jo 16:8-11). A luz de Cristo esteja sempre em nossos corações, andemos na luz, pois não há comunhão entre as trevas e a luz.

Pr. Elis Clementino

domingo, 8 de dezembro de 2019

ESBOÇO 961 TODAS AS COISAS SOBREVÉM IGUALMENTE A TODOS


ESBOÇO 961
TEMA: “TODAS AS COISAS SOBREVÉM IGUALMENTE A TODOS”
TEXTO: “Certamente considerei no meu coração todas estas coisas, para declarar tudo isto: que os justos, e os sábios, e as suas obras estão nas mãos de Deus, e que o homem não conhece nem o amor e nem o ódio; tudo acontece diante dele.” (Ec 9:1)

Esse é um assunto que necessita de muita atenção, ele apresenta Deus como o controlador de todas as coisas, da vida dos ímpios e dos justos, aqui todos passam pelos mesmos caminhos nas suas filosofias de vida, e que as provações da vida também são controladas por Deus. As obras de Deus são difíceis de entender devido às limitações humanas. (Ec 11:5; Jo 3:8)

De modo geral todos caminham debaixo do mesmo sol, tanto o justo quanto o ímpio, o bom e o mau, o puro e o impuro, o que consagra sacrifícios e louvores e o que não os oferece. O que acontece com o homem bom, ocorre também com o pecador; e o que faz juramentos passa pelas mesmas circunstâncias que aquele que evita jurar. Este é o mal que paira sobre tudo o que se realiza debaixo do sol: Todos nós estamos expostos às mesmas coisas. O que gera toda essa situação é o coração do ser humano que está repleto de malignidade e de insensatez, mal que o acompanha durante a vida. Finalmente todo homem se juntará aos mortos... (Ec 9: 1-3), No entanto em Cristo há esperança da ressurreição (I Ts 4:13-17).

Todos vão para o pó.
Todas as obras tanto do justo quanto do ímpio estão nas mãos de Deus, ele controla todas as coisas durante a vida deles. O destino natural da vida é se tornar pó “... e o pó volte a terra como era...” (Ec 12:7; Gn 2:7), o espírito do homem foi dado por Deus e para ele voltará. O homem é um ser tricótomo (I Ts 5:23; Hb 4:12) espírito, alma e corpo, e finalmente o homem desfalecem e morre, essa é a lei da vida (Sl 146:4), toda a sua esperança de vida na terra acaba, porém bem-aventurado aquele cuja esperança está posta no Senhor. (Sl 140:5), Os que têm esperança em Deus sabem que quando a vida aqui acabar e o corpo descer ao pó se inciará outra vida com Deus na eternidade, por isso a morte do justo é preciosa à vista do Senhor (Sl 116:15).

As consternações da vida
Todo homem está exposto a elas, é o que a própria vida faculta, de maneira que ninguém escapa, segundo a tradição rabínica atribuiu-se a Salomão que escreveu concernente a vida terrena, os sofrimentos que o indivíduo enfrenta independe de ser justo ou injusto. Quando refletimos nesse ponto de vista sem fazer uma ponderação achamos inicialmente que Deus é injusto quando trata o justo igual ao ímpio, Deus trata o homem por aquilo que ele escolhe (Dt 30: 15-20), debaixo do sol é uma realidade inegável. Os sofrimentos tanto do justo quanto do ímpio são as consequências da desobediência (Lm 3:19), finalmente todos sofrem, pois o sol que aquece o ímpio aquece o justo, da mesma maneira a chuva cai sobre ambos. Muitas pessoas têm um conceito equivocado a respeito dos sofrimentos enfrentados nesta vida, alguns acham que Deus é injusto castigar o ímpio com o justo, a prosperidade do ímpio e a falta dela para o justo.

A doutrina da prosperidade
Atualmente muitos pregadores neo pentecostais pregam a prosperidade desconhecendo os propósitos divinos para com os homens, como já citamos acima, tanto os ímpios quanto os justos estão sujeitos às dificuldades. Muitos pregadores isentam os sofrimentos dos justos em suas pregações e os incitam a buscarem riquezas. Em uma das palavras de Jesus aos seus discípulos foi: “o mundo tereis aflições, mas tende bom ânimo...” (Jo 16: 8,33). Todas as pessoas estão inseridas nesse contexto, ninguém escapa. Devemos ter cuidado para não fazer como Asafe que quase se desviava por ver a prosperidade dos ímpios (Sl 73:1-28).

Jó, do meu ponto de vista, tudo ocorre sobre um mesmo plano aqui: Deus permite que tanto os íntegros quanto os ímpio sofram (Jó 9:22); Todavia, um e outro jazem no pó, e serão tomados e consumidos pelos vermes da terra (Jó 21:26); Entendi que o sábio tem olhos que enxergam melhor e além, mas o tolo tateia pelas trevas; entretanto notei  que ambos têm a mesma sorte (Ec 2:14); Porquanto a sorte do ser humano e a do animal é idêntica: quanto a morte, assim morre um morre o outro, e ambos tem o mesmo de vida, o mesmo fôlego de vida; de fato, o ser humano não tem vantagem alguma sobre os animais nesse sentido.

Devemos pedir a Deus sabedoria para entender os caminhos de Deus e não nos frustarmos quando as dificuldades baterem em nossas portas. Todos debaixo do sol estão no mesmo caminho, a única diferença é a vida espiritual quando os destinos não são os mesmos dos ímpios. O justo mesmo que sofra aqui e o seu corpo desça ao pó ele terá descanço junto a Deus, entretanto não há como isentar o justo dos sofrimentos terrenos (Rm 8:18; 2 Co 4:17). “Este é o meu consolo no meu sofrimento: A tua presença dá-me vida.” (Sl 119:50).

Pr. Elis Clementino

segunda-feira, 2 de dezembro de 2019

ESBOÇO 960 AMIZADES.



ESBOÇO 960
TEMA: AMIZADES.
TEXTO: “O espírito do homem o sustenta na doença, mas o espírito deprimindo, quem o levantará” (Pv 18:14; Ec 4:9-10)

Há milhares de anos atrás as pessoas descobriram que viver em sociedade somariam forças e produziriam muito mais com a força do trabalho. Todos os povos do mundo sentem essa necessidade, cada um com o seu modelo de vida, políticas internas e externas. Individualmente as pessoas necessitam de se relacionarem, embora não seja fácil devido às diferenças e a pluralidade de povos.

Relacionamento
Todo indivíduo necessita de se relacionar com as outras pessoas, mas nem sempre encontramos facilidade para um relacionamento primoroso, conviver com as diferenças ainda é o maior desafio. As pessoas podem se relacionar, porém isso não significa que elas tenham um relacionamento de amizade mais afetuosa e pessoal, já há outros que tem uma proximidade maior e dividem entre eles seus problemas pessoais, mas é preciso haver certos cuidados, pois um relacionamento desmesurado pode prejudicar. Muitas pessoas fazem amizades facilmente, mas também tem pouca duração, os afetos acabam em desafetos e consequentemente gerando numa grande inimizade.

O estado emocional das pessoas
No relacionamento deve ser levado em consideração o estado emocional de cada indivíduo. As pessoas são diferentes em gênero, número e grau, por isso é que se torna difícil o relacionamento, cada pessoa tem seus problemas, embora elas não queiram transferir para as outras pessoas, mesmo assim terminam transferindo. Muitas vezes queremos que as pessoas aceitem os nossos jeitos, porém é exatamente isso que podem gerar os conflitos, cada um tem o seu gosto, se nós não gostamos de algo ninguém é obrigado gostar, contudo cada indivíduo tem livre arbítrio para escolher, aceitar ou não.

Amizade, uma ponte.
Fazer amizade é construir pontes, ela estreita o relacionamento, a amizade é uma ponte de mão única, onde duas pessoas devem trafegar sem se atropelarem. Nada melhor do que uma convivência harmoniosa e respeitosa, essa ponte de amizade deve ser mantida o tempo todo, mas deve-se ter cuidado para não destruir a ponte que liga você aos amigos. “Perfume e incenso trazem alegria ao coração; do conselho sincero do homem nasce uma bela amizade.” (Pv 27:9).  “A verdadeira amizade duplica alegria e divide as tristezas” (Pv 27:10).

Amigo mais chegado que um irmão
Não são quaisquer amizades que você compartilha as suas necessidades, entretanto há amigos que você compartilha “em todo o tempo ama o amigo”, mas dados momentos ele se torna mais que um amigo, “um irmão” (Pv 17:17). Muitas vezes nem mesmo a própria família consegue algo tão admirável do que um amigo irmão. “O olhar de amigo alegra o coração; as boas- novas fortalecem até os ossos” (Pv 15:30). Há amigos que ao encontrá-lo sentimos prazer e na comunicação aliviamos o nosso stress. “É melhor ter companhia do que estar sozinho, porque maior é a recompensa do trabalho de duas pessoas. Se um cair, o amigo pode ajudá-lo a levantar-se. Mas pobre do homem que cai e não tem quem o ajude a levantar-se!” (Ec 4:9-10). “Não abandone o seu amigo nem o amigo de seu pai; quando for atingido pela adversidade não vá para a casa de seu irmão; melhor é o vizinho próximo do que o irmão distante.”

Cultive as boas amizades
Nunca se cerque de inimigos, você não sabe qual deles é o mais feroz, porém ao cercar-se de amigos tenha cuidado para que mais tarde você não venha transformá-los em inimigos. Cada um faça a sua parte na conservação da amizade. “Amizades verdadeiras são como flores de um jardim: é preciso cuidar carinhosamente delas para que mostre toda sua beleza.” Para manter uma amizade é necessário lealdade e sinceridade em ambos os amigos, outra coisa é saber ouvir algumas opiniões quando necessário, pois um bom amigo deve alertar o outro quando preciso, mas isso deve ser feito com muita modéstia.

Pr. Elis Clementino

sexta-feira, 29 de novembro de 2019

ESBOÇO 959 RESGATANDO VALORES


ESBOÇO 959
TEMA: RESGATANDO VALORES
TEXTO: “Ou qual a mulher que, tendo dez dracmas, se perder uma dracma, não acende a candeia, e varre a casa, e busca com diligencia até a achar?” LUCAS 15:8-10

Traçando um paralelo sobre essa parábola de Jesus desejo falar sobre valores perdidos. Vivemos no mundo onde se perde muitos valores, uns perdem e não busca recuperá-los, outros por menores que sejam esses valores se esforçam e buscam até resgatá-los, também há valores que jamais serão recuperados, porém há outros valores que somente Deus pode fazê-lo voltar para as nossas mãos, essas coisas acontecem com o ser humano, onde perdas e ganhos fazem parte das nossas vidas. Os grandes empreendedores sabem o que é perder e recuperar as perdas, porém muitos empreendedores continuam a lutar para substituir aquilo que perdeu, pois é assim em todo mundo. Henry Ford faliu cinco vezes antes de ter a maior indústria automobilística do mundo, e todas as vezes que faliu conseguiu se erguer novamente. Sobre esse assunto desejo falar das perdas de valores, a busca, os valores perdidos que somente Deus pode trazer de volta, e os valores morais e espirituais.

A desmotivação
A desmotivação é um dos piores estados que uma pessoa pode se encontrar, ela não nos permite a procurar e resgatar algumas preciosidades e valores que perdemos, embora haja alguns que realmente não conseguimos, mas certamente sentiremos o alívio da dor da perda quando conquistamos algo melhor e maior. A desmotivação lhe para no tempo. Não existe maquiagem para disfarçar os olhos fundos, tristes e faces caídas de um desmotivado. Se você perdeu alguma coisa valiosa e está desmotivado, se anime que vêm coisas melhores para você.

Valores morais e espirituais
A dracma perdida, para a mulher era um tesouro aquela pequena moeda, mas representava valores, ela empregou todos os seus esforços para encontrá-la, acendeu lampada, varreu a casa, se não persistir e não empregar esforço jamais trará de volta, o valor das coisas quem dá é o próprio dono, ao encontrar ela realizou um banquete convidando seus vizinhos. Tanto concernente à salvação quanto aos valores resultam em festa (Lc 15:8-10).

O filho pródigo
O filho pródigo abandonou tdos os valores familiares e tomou a decisão de ir embora e os pais podiam, pois era uma decisão do próprio jovem, ele abandonou a casa, pois era ele quem estava determinando o seu destino e mais ninguém, ou morrer na miséria ou voltar para os braços do pai. A ilusão faz com que o indivíduo não valorize os valores fundamentais da vida, mas os sofrimentos o fizeram parar para refletir sobre os valores que havia perdidos, tanto os morais quanto os espirituais, tudo resultou nos desejos das bolatas que os porcos comiam, mas caindo em si, disse ele: pequei contra o céu, contra a minha família, mas agora levantar-me-ei e irei ter com meu pai, e lhe direi: pequei, já não sou digno de ser chamado teu filho....(Lc 15:11-32).

Deus restaurando valores
Há valores que sozinhos não podemos resgatá-los, mas certamente surgirá alguém para nos ajudar a trazê-lo de volta, MEFIBOSETE, havia perdido tudo, nada mais lhe restava a não o desolação e abatimento, jamais ele esperava trazer de volta e com honra (2 Sm 9:11), comer na mesa do rei era impossível por ele esta em estado deplorável, era um cão morto como disse ele, mas Deus fez Davi lembrar do pacto com seu pai “Ainda há alguém que restou da casa de Saul?” respondeu Ziba, sim Mefibosete, vá buscá-lo que eu quero que ele esteja a mesa comendo pão comigo, mas ele é aleijado, na hora de alguém te honrar há pessoas que procuram logo ver teus defeitos (2 Sm 9:1-11).

Cada um deve se esforçar para buscar aquilo que está ao seu alcance, aquilo que não podermos, Deus fará. Não desperdicem valores, muito menos os espirituais, se houve alguma perda o que se deve fazer é reavê-los.

Pr Elis Clementino


quinta-feira, 28 de novembro de 2019

ESBOÇO 958 A FALSIFICAÇÃO DA PALAVRA DE DEUS


ESBOÇO 958
TEMA: A FALSIFICAÇÃO DA PALAVRA DE DEUS
TEXTO: “Porque nós não somos falsificadores da palavra de Deus, como tantos outros; mas é com sinceridade, é da parte de Deus e na presença do próprio Deus que, em Cristo, falamos.” 2 CORÍNTIOS 2:17; 4:2).

Vivemos em um mundo onda há falsificações em toda parte e em todos os sentidos, principalmente aonde não devia chegar, no meio religioso cristão. No mundo parece que tudo gira em torno da falsificação. O que é verdadeiro parece que está em desuso, de maneira imediata distinguir o falso do verdadeiro, mas parece não ser uma tarefa fácil, devido à perfeição como falsificam as coisas.

A falsificação na vida devocional
Ninguém engana a Deus, a falsificação devocional acontece quando o indivíduo não tem um coração sincero e contrito com Deus, a sua vida não se molda aos princípios divinos, assim muitos alteram a palavra de Deus para que sejam atendidas as suas conveniências. As adulterações servem para facilitar e adequar a melhor maneira para pratica-la, assim é possível que o indivíduo sirva a Deus somente de lábios, mas com o coração distante e alienado ao seu bel prazer (Jr 5:2), muitos louvam ao Senhor de lábios.

“Eis que assim declara o Eterno: Visto que este povo se chega junto a mim apenas com palavras sem atitudes, e me honra somente com mover dos lábios, enquanto seu coração está muito distante da minha pessoa. E a adoração que me prestam é constituída tão somente de regras e doutrinas criadas por homens,” (Is 29:13);

 “Hipócritas! Bem profetizou Isaias sobre vós, denunciando: Este povo me honra com os lábios, mas seu coração está longe de mim. Em vão me adoram; pois ensinam doutrinas que não passam de regras criadas por homens” (Mt 15:7-9).

Na atualidade esse tipo de falsificação está cada vez mais frequente nas igrejas cristãs em todo mundo, principalmente nas pentecostais, isso acontece com a finalidade de alcançar o maior número de membros, ou adébitos. A maior preocupação do Apóstolo Paulo naquela época era que os irmãos não fossem enganados, pois muitos falsificadores estavam dentro da própria igreja, e isso seria uma séria ameça a fé cristã.

Muitas igrejas tem substituído os ensinamentos bíblicos por mensagens superficiais, elas são ministradas como se houvesse barganhas onde Deus te dá tudo e nada dás para ele, são mensagens que apenas massageiam o ego das pessoas, por isso muitos cristãos não tem mais estabilidade espiritual, pois eles buscam as pregações que mais lhe agradem, e se não houver sentirão comichão nos ouvidos para não ouvir a doutrina da palavra de Deus.

“Conjuro-te, pois, diante de Deus, e do Senhor Jesus Cristo, que há de julgar os vivos e os mortos, na sua vinda e no seu reino, que pregues a palavra, instes a tempo e fora de tempo, redarguas, repreendas, exortes, com longanimidade e doutrina. Porque virá o tempo em que não suportarão a sã doutrina; mas, tendo comichão nos ouvidos, amontoarão para si doutores conforme as suas próprias concupiscências...” (2 Tm 4:1-5).

“E também houve entre o povo falsos profetas, como vós haverá também falsos doutores, que introduzirão encobertamente heresias e perdição, e negarão o Senhor que os resgatou, trazendo sobre si mesmos repentina perdição” (2 Pe 2:1).

Há quase dois mil anos, os Apóstolos Paulo e Pedro predisseram o que estamos vendo atualmente, as doutrinas humanas são defendidas de todas as maneiras em detrimento da verdade da sã doutrina, observamos que as filosofias humanas, as fábulas estão infestando as igrejas, bem como o formalismo, e assim há uma decadência espiritual e consequentemente o esfriamento. As consequências são as piores possíveis culminando com a apostasia “Mas o Espírito expressamente diz que nos últimos tempos apostatarão alguns da fé, dando ouvidos a espíritos enganadores e a doutrinas de demônios” (I Tm 4:1), estamos vivendo os dias preditos por Paulo. Os líderes das igrejas têm o dever de cuidar da manutenção da doutrina, mas é preciso que ele seja um exemplo em tudo para os fiéis, e não apascentar a si mesmo.

Quando os líderes das igrejas cristãs não as conduzem dentro dos princípios cristãos seus membros estão fadados ao fracasso espiritual, não me refiro à quantidade dos seus membros, mas a qualidade do que é ensinado a eles. Deve ser evitado qualquer tipo de falsificação doutrinária nos púlpitos das igrejas pentecostais, pois a sua responsabilidade em conduzir o rebanho é grande, já que no mundo há falsificação para tudo; “Portanto, tais homens são falsos apóstolos, obreiros desonestos, fingindo-se apóstolos de Cristo...” (2 Co 11:13-15); “Porque nós não somos, como muitos falsificadores da palavra de Deus, antes falamos de Cristo com sinceridade como de Deus na presença de Deus” (2 Co 2:17). Tem cuidado de ti mesmo e da doutrina

Pr. Elis Clementino